‘Atropela o Ibama’: PF aponta atuação de cúpula ambiental do RJ para favorecer Refit

‘Atropela o Ibama’: PF aponta atuação de cúpula ambiental do RJ para favorecer Refit Investigação encontrou mensagens entre o então secretário do Ambiente Bernardo Rossi e o ex-presidente do Inea Renato Bussière durante processo de renovação de licença da refinaria. Para a PF, houve atuação para beneficiar empresas mesmo diante de manifestações contrárias de técnicos. Por Marco Antônio Martins e Gabriela Moreira | g1 Rio e TV Globo 04/09/2026 Refit — Foto: Reprodução/TV Globo “Atropela o Ibama.” A orientação foi enviada pelo então secretário estadual do Ambiente, Bernardo Rossi, ao então presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Renato Bussière, durante discussões sobre a renovação da licença ambiental da Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. A mensagem foi encontrada pela Polícia Federal na investigação da Operação Sem Refino e faz parte de uma série de conversas que, segundo os investigadores, apontam uma atuação da cúpula ambiental do governo do Rio para favorecer a refinaria do empresário Ricardo Magro – que está foragido. O material foi obtido a partir da análise de celulares e computadores apreendidos na primeira fase da operação, em maio. A investigação tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que retirou o sigilo da nova etapa do caso. Para a PF, os elementos reunidos indicam a existência de uma organização criminosa dentro da estrutura ambiental do estado que atuava, contrariando manifestações de setores técnicos, para atender a interesses privados em processos administrativos considerados sensíveis. ‘Estamos trabalhando a solução’ Uma das frentes investigadas é a renovação da licença ambiental da Refit. Segundo a apuração, técnicos do Inea constataram irregularidades na operação da refinaria e produziram um parecer contrário à renovação. As mensagens mostram que o documento passou a ser discutido por Bernardo Rossi e Renato Bussière. No dia em que o parecer foi protocolado, Rossi escreveu: “Os caras vão perder todas as licenças da ANP! Vão ter que parar toda a operação!”. Bussière respondeu: “Calma! Estamos trabalhando a solução!!” Em outro momento, o então presidente do Inea afirmou que o Ibama – o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – estava “complicando um pouco”. Rossi respondeu: “Atropela o Ibama.” Apesar das manifestações contrárias, a renovação acabou aprovada. As mensagens mostram que os dois comemoraram a decisão. “Aprovadaaaa”, escreveu Bussière. “Boaaaaa”, respondeu Rossi. Como o RJ2 mostrou na época, quatro servidores responsáveis pelo parecer contrário à Refit foram posteriormente exonerados pelo então presidente do Inea. PF fala em organização criminosa dentro de órgãos ambientais Ao analisar o conjunto das mensagens e documentos, a Polícia Federal foi além da situação específica envolvendo a Refit. Segundo os investigadores, os elementos reunidos demonstrariam a instalação de uma organização criminosa dentro dos órgãos de proteção ambiental do estado. De acordo com a PF, o grupo atuaria para atender a interesses privados mesmo quando havia manifestações contrárias dos setores técnicos dos próprios órgãos públicos. A investigação também afirma que havia uma diretriz para dificultar a concessão de inscrições estaduais ou licenças a empresas que não estivessem vinculadas ao conglomerado da Refit. Para a PF, as provas indicam uma atuação direta de Bernardo Rossi para manter o que os investigadores classificam como um monopólio da Refit no ramo de distribuição de combustíveis no estado. PF também cita atuação em favor da CSN A investigação aponta ainda que a atuação de Rossi e Bussière não teria se limitado à Refit. A PF identificou mensagens que, segundo os investigadores, indicariam ações dos dois para favorecer interesses da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Segundo o relatório, Rossi e Bussière teriam atuado em questões relacionadas ao passivo ambiental da companhia e no acompanhamento de procedimentos administrativos que tramitavam no Inea. Castro e Magro As informações fazem parte da investigação que apura a relação entre o ex-governador Cláudio Castro e Ricardo Magro, dono da Refit. No celular de Castro e de integrantes de seu antigo governo, a PF encontrou mensagens que, segundo a investigação, indicam a existência de um canal direto entre o então governador, Magro e representantes da refinaria. Em uma das conversas, depois de um jantar realizado por Magro em Nova York, em 2025, o empresário agradeceu a presença de Castro. “Governador, quero do fundo do coração agradecer a sua presença”, escreveu Magro. Castro respondeu: “Ricardo, eu que agradeço. Aqui você tem um amigo. Saiba disso” Dívida bilionária A Refit acumula uma dívida de mais de R$ 14 bilhões com os cofres do estado do Rio e é apontada como a segunda maior devedora estadual, atrás apenas da Petrobras. Segundo a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, a empresa também deve mais de R$ 50 bilhões em impostos. Magro está foragido e seu nome foi incluído na lista de procurados da Interpol. O que dizem os citados A defesa de Cláudio Castro afirmou que os contatos do ex-governador com representantes da Refit foram institucionais e não resultaram em qualquer benefício. Disse ainda que, durante a gestão de Castro, o estado adotou medidas para cobrar valores devidos pela empresa. A defesa também negou que uma viagem do então governador a Nova York tenha sido custeada pela Refit. Segundo os advogados, a viagem foi oficial e paga pelo Governo do Estado. Castro nega participação em esquema de lavagem de dinheiro, recebimento de vantagem indevida ou favorecimento a terceiros e afirma não ter praticado qualquer ato ilícito. A defesa pediu a Alexandre de Moraes que o ex-governador seja ouvido pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos e apresentar documentos. Bernardo Rossi, atualmente candidato a deputado federal pelo União Brasil, negou ter pressionado o Inea para a concessão de licença ambiental à CSN ou determinado que qualquer órgão técnico desconsiderasse exigências legais ou manifestações do Ibama. Segundo Rossi, na condição de secretário, ele cobrava dos órgãos vinculados à pasta o andamento e a conclusão de processos administrativos, o que, segundo sua defesa, não pode ser confundido com interferência no conteúdo de análises, pareceres ou decisões técnicas. A defesa afirmou ainda que trechos isolados de conversas, sem o contexto integral, não podem ser usados para atribuir ao ex-secretário uma determinação para descumprir a legislação ambiental. Renato Bussière afirmou que os pareceres que fundamentaram a licença
Moraes usou relatório interno da PF ‘sem valor probatório’ para acusar Mendonça de interferências

Moraes usou relatório interno da PF ‘sem valor probatório’ para acusar Mendonça de interferências Documento citado por ministro para pedir investigação contra colega não tem assinatura e se define como ‘sem caráter decisório e sem valor probatório’ Por Aguirre Talento e Carolina Brígido | O Estado de S.Paulo 03/09/2026 Fachada da sede da Polícia Federal em Brasília Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil BRASÍLIA – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes usou um relatório interno da Polícia Federal que se define como “sem valor probatório” para pedir investigação contra seu colega André Mendonça por abuso de autoridade e interferências indevidas na condução de investigações. O documento citado por Moraes não tem cabeçalho oficial da PF nem é assinado por nenhum delegado. Ao apresentar diversos tópicos sobre a condução dos inquéritos, o relatório cita relatos anônimos dizendo que André Mendonça tentou interferir indevidamente no andamento de acordos de delação premiada da PF na investigação sobre desvios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Aponta, também sem identificar a fonte, que o ministro disse não confiar na atuação do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ou do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Sobre Andrei, o relatório de inteligência registrou uma informação de fonte anônima dizendo que na última reunião com a equipe da PF, o ministro André Mendonça teria dito que instaurou procedimento para avaliar eventual afastamento do diretor-geral da corporação por suspeitas de interferências dele na investigação do caso do INSS, que atingiram o filho do presidente Lula. Após apresentar esses relatos anônimos, porém, o próprio relatório faz análises e diz que eles possuem grau de confiança de “baixa a moderada” por se basearem apenas em relatos sem provas documentais. No tópico que analisa a ordem de André Mendonça para a PF produzir um relatório identificando o interlocutor do banqueiro Daniel Vorcaro em conversas apagadas do seu celular, o relatório de inteligência citou que o pedido do relator seria um “ato preliminar defensável e possivelmente devido” para que ele pudesse determinar qual seria a competência do caso. O relatório, porém, afirma que a ordem do ministro para que fosse entregue a íntegra de todas as mensagens dos interlocutores seria um ato indevido de investigação, diante da possibilidade de estar fora de sua competência. O relatório de inteligência diz que André Mendonça já havia perguntado em reuniões com a equipe da PF o que existia no celular de Vorcaro em relação a Alexandre de Moraes. O relatório, porém, contradiz uma conclusão apontada por Moraes em sua decisão, a de que o documento indicaria um direcionamento indevido das investigações contra os nomes de cinco ministros do STF. Os nomes desses ministros são citados no relatório de inteligência sob outros contextos. O relatório, pelo contrário, diz por exemplo que as suspeitas apresentadas pela Polícia Federal contra o relacionamento de Dias Toffoli com Vorcaro era grave e não foi alvo de apuração no STF. Afirma também que André Mendonça manifestou preocupação com acusações infundadas contra Kassio Nunes Marques. Essas menções aos ministros, porém, foram todas classificadas pelo próprio relatório como de confiabilidade baixa. Notícia anterior Fraudes no INSSPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Moraes usou relatório interno da PF ‘sem valor probatório’ para acusar Mendonça de interferências 03/09/2026 Mendonça decide deixar sociedade em instituto privado que virou alvo de questionamentos 03/09/2026 Flávio Bolsonaro diz que fez duas filhas mulheres para ser cuidado na velhice 05/08/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Eduardo Bolsonaro esteve em Washington dias antes de EUA revogar visto de embaixadora brasileira 05/08/2026 Vereadoras perdem mandato após transportar emagrecedores ilegais em carro oficial 26/08/2026 Grupo planejava explodir o Palácio do Planalto e mirava o debate do 2º turno (VIDEO) 09/08/2026 Canabidiol, lobby e minuta de contrato: o que revelam as mensagens de Marcola e amiga de Lulinha 19/08/2026 Flávio Bolsonaro diz que fez duas filhas mulheres para ser cuidado na velhice 05/08/2026
Nikolas divulgou laudo falso feito com IA para tentar se “inocentar”

Nikolas divulgou laudo falso feito com IA para tentar se “inocentar” Relatório falso da PF sobre Nikolas e Vorcaro foi criado com inteligência artificial, aponta verificação Por Raony Salvador | Fórum 03/09/2026 Nikolas Ferreira/Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados/Reprodução/Instagram A Polícia Federal não produziu nenhum relatório concluindo pela ausência de indícios de crime nas conversas entre o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O documento que circulou nas redes sociais, divulgado por Nikolas e seus apoiadores, não foi reconhecido pela corporação. A análise realizada pela revista Fórum por uma ferramenta de verificação da OpenAI também apontou sinais de que o material foi criado com auxílio de inteligência artificial. As análises técnicas realizadas pelo Estadão Verifica e Aos Fatos também indicaram a presença da mesma marca d’água digital associada a ferramentas da OpenAI, o que indica que a imagem foi produzida artificialmente. O arquivo apareceu poucas horas depois de o ICL Notícias divulgar áudios em que Nikolas conversa com Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. No material divulgado nas redes, o suposto relatório atribuía à PF uma conclusão favorável ao deputado, afirmando que as mensagens indicariam apenas uma relação pessoal e profissional entre os dois. Porém, a análise do documento mostrou que a suposta manifestação da Polícia Federal não corresponde aos registros oficiais da investigação. O arquivo apresenta datas incorretas, transcrições alteradas e referências inexistentes em relação aos documentos verdadeiros. Uma das inconsistências está na cronologia das mensagens. O documento falso afirma que conversas entre Nikolas e Vorcaro ocorreram em janeiro de 2025, mas os conteúdos divulgados pelo ICL indicam diálogos registrados em março daquele ano. O material também cita uma página específica de um relatório da PF como origem das informações. A checagem constatou que a página mencionada não contém qualquer referência às mensagens atribuídas ao deputado. Outro erro aparece na própria identificação do arquivo. O suposto relatório informa uma data de elaboração de novembro de 2025, enquanto o relatório verdadeiro da Polícia Federal divulgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) foi produzido em agosto de 2026. A circulação do documento ocorreu em meio à repercussão das relações mantidas por Vorcaro com autoridades e políticos. Relatórios da PF tornados públicos mostram mensagens do empresário com o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Os dois não aparecem formalmente como investigados. Nikolas Ferreira negou irregularidades nas conversas divulgadas pelo ICL Notícias. O suposto relatório que tentava afastar suspeitas sobre o deputado, contudo, não integra nenhuma investigação oficial da Polícia Federal. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Nikolas divulgou laudo falso feito com IA para tentar se “inocentar” 03/09/2026 Documento falso da PF: Sâmia denuncia Nikolas à PGR após postagem sobre caso Master 04/09/2026 Em depoimento, Vorcaro admite ‘agrado’ a diretor do BC em viagem para a Disney 04/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana MPRJ solicita que Município de Conceição de Macabu adote medidas para cumprir prazos de resposta a requisições 12/08/2026 Flávio Bolsonaro não relatou nenhum projeto em 2026 17/08/2026 Correios não deveriam tirar dinheiro da saúde e educação, diz especialista (VIDEO) 30/08/2026 Delegados da PF pedem que Gonet se declare impedido em atos no caso Master 05/09/2026 Caiado entra na cobrança e pergunta a Flávio onde está o dinheiro de Vorcaro 20/08/2026
Moraes aponta indícios de crime de Mendonça e pede que Fachin tome providências

Moraes aponta indícios de crime de Mendonça e pede que Fachin tome providências Segundo ministro, documentos produzidos pela PF apontam atuação indevida de relator do caso Master em investigações Por Mariana Muniz e Pepita Ortega | O Globo 03/09/2026 Os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes em sessão no STF após revelação de mensagens com Vorcaro. — Foto: Evaristo Sa / AFP Brasília – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou nesta quinta-feira ao presidente da Corte, Edson Fachin, relatórios de inteligência da Polícia Federal (PF) que apontam supostas irregularidades cometidas pelo ministro André Mendonça na condução das investigações Compliance Zero, que apura fraude ao sistema financeiros, a Sem Desconto, sobre desvios ilegais de aposentadorias. Na decisão, Moraes afirma haver “fortes indícios” da prática de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade pelo colega. Na decisão, tomada no chamado inquérito das Fake News, Moraes determina o envio de toda a documentação citada a Fachin “para as providências que entender necessárias”. O ministro também retirou o sigilo da decisão e dos documentos e determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) seja cientificada. Segundo Moraes, os documentos produzidos pela PF apontam três principais frentes de atuação irregular de Mendonça: a suposta usurpação da direção das investigações, com prejuízo à cadeia de custódia das provas; a participação indevida em tratativas de colaboração premiada; e o direcionamento de investigações contra o próprio Moraes e contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), por razões que os relatórios atribuem a motivações pessoais e políticas. A decisão de Moraes de apontar suspeitas de crimes envolvendo o colega de Corte ocorre três dias após Mendonça ter enviado à PGR um relatório com mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro, do Master. Os diálogos apontam que o executivo pediu orientações a Moraes na véspera de ser preso, em novembro do ano passado. Também são citados o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. Como resposta, Moraes determinou, em 1º de setembro, que Andrei encaminhasse ao Supremo relatórios de inteligência que contivessem citações a integrantes da Corte. A medida foi adotada após notícias sobre a existência de documentos da corporação envolvendo eventuais atos destinados, segundo o ministro, a direcionar a produção de provas para uma falsa imputação de crimes a ministros do STF. Outro eixo da decisão trata da atuação de Mendonça em negociações de colaboração premiada. Moraes cita que a legislação proíbe a participação do juiz nas tratativas entre as partes e reproduz relatório no qual a PF afirma que o ministro teria adotado “comportamento participativo” nas negociações tanto da Sem Desconto quanto da Compliance Zero. Segundo o documento, Mendonça teria perguntado reiteradamente sobre o estágio das negociações e os elementos apresentados por potenciais colaboradores, além de relatar contatos com advogados envolvidos nas tratativas. O relatório da PF reproduzido pelo ministro diz ainda que Mendonça teria demonstrado interesse na abertura de uma investigação formal contra Moraes e solicitado “mais de uma vez” que a equipe policial apresentasse alguma provocação nesse sentido. Moraes afirma que nem a PF nem a PGR encontraram fatos que configurassem infração penal de sua parte, mas sustenta que Mendonça teria insistido na apuração. “Como nem a Polícia Federal, nem a Procuradoria-Geral da República encontraram qualquer fato que pudesse constituir infração penal por parte do Ministro Alexandre de Moraes, o Ministro relator, André Mendonça, reiterou suas condutas de incriminá-lo, direcionando as investigações […]”, afirma Moraes. No despacho proferido no inquérito das Fake News, o ministro do STF lembrou que a investigação foi aberta em 2019, para investigar “notícias fraudulentas, denunciações caluniosas, ameaças e infrações que atingem a honorabilidade e a segurança” do STF. Além disso, segundo Moraes, o inquérito apura “o vazamento de informações e documentos sigilosos, com o intuito de atribuir e/ou insinuar a prática de atos ilícitos por membros da Suprema Corte, por parte daqueles que têm o dever legal de preservar o sigilo”. Fachin dá prazo para explicações Também nesta quinta-feira, o presidente do STF, Edson Fachin, abriu um procedimento para esclarecer pontos levantados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) na condução da investigação envolvendo o caso Master. Em despacho nesta quinta-feira, Fachin deu prazo de cinco dias úteis para que Moraes, o procurador-geral da República e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestem informações. Na decisão, Fachin afirma que a medida é necessária para avaliar um pedido feito por Mendonça de submeter ao plenário da Corte a análise de um relatório produzido pela PF que cita troca de mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e Moraes. Os diálogos apontam relação de proximidade entre os dois e que o executivo pediu orientações ao magistrado na véspera de ser preso, em novembro do ano passado. A PGR, contudo, se manifestou pela nulidade das informações levantadas pela PF por, na visão do órgão, não ter seguido o rito previsto na legislação. Um dos argumentos é que Mendonça não poderia, por iniciativa própria, ter determinado a produção do relatório. Além disso, afirma que a investigação de um ministro da Corte precisaria de aval prévio do plenário do tribunal, o que não ocorreu. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFSenadorSTF Supremo Tribunal FederalUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Moraes aponta indícios de crime de Mendonça e pede que Fachin tome providências 03/09/2026 Moraes usou relatório interno da PF ‘sem valor probatório’ para acusar Mendonça de interferências 03/09/2026 Mendonça decide deixar sociedade em instituto privado que virou alvo de questionamentos 03/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. 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É falso documento em que PF diz não ver crime em mensagens de Nikolas e Vorcaro

É falso documento em que PF diz não ver crime em mensagens de Nikolas e Vorcaro Nikolas Ferreira e apoiadores difundem documento atribuído à PF após revelação de mensagens dele com Daniel Vorcaro Polícia Federal nega autoria do documento, que imita relatório da corporação e diz que não há crime na conduta de Nikolas Falso documento tem marca d’água da OpenAI, indicando que foi produzido com modelos de IA da empresa Por Bianca Bortolon e Luiz Fernando Menezes | Aos Fatos 03/09/2026 Documento falso criado por Nikolas Ferreira (PL-MG) Não é verdade que a PF (Polícia Federal) disse em relatório não ter visto indícios de crime nas conversas do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A corporação negou a autoria do documento compartilhado nas redes pelo parlamentar e seus apoiadores. Além disso, a ferramenta de verificação da OpenAI indicou que o conteúdo foi gerado por seus modelos de inteligência artificial. Postagens que reproduzem o falso documento reuniam ao menos 500 mil visualizações no X nesta quinta-feira (3). Não é real o documento atribuído à PF que diz que as mensagens trocadas entre Nikolas Ferreira e Daniel Vorcaro não teriam nenhum indício de crime e só mostrariam “contato de natureza pessoal e profissional entre os interlocutores”. A Polícia Federal disse ao Aos Fatos nesta quinta-feira (3) que o documento é falso. A corporação ressaltou que não produziu a imagem nem o conteúdo da página que circula nas redes. Além disso, Aos Fatos submeteu o arquivo à ferramenta de verificação da OpenAI que detectou a presença de SynthID, uma marca d’água digital inserida em conteúdos gerados ou editados com inteligência artificial e projetada para permanecer detectável mesmo após modificações no arquivo. Procurada, a OpenAI confirmou ao Aos Fatos que a presença do SynthID indica que houve algum tipo de manipulação com uso de ferramentas de inteligência artificial. Além disso, o documento apresenta inconsistências que podem ser atribuídas a erros de geração de conteúdo sintético, como: O emblema da PF reproduzido na imagem não corresponde ao oficial: no original, as fitas têm contornos e dobras mais definidos, além de um desenho levemente diferente do que consta no documento falso; Outra diferença está no acento agudo da palavra ‘Polícia’, que, no emblema original, é substituído por um triângulo; A numeração dos itens do documento não segue uma ordem lógica, pulando de 7 diretamente para 7.3, sem passar por 7.1 e 7.2; Há erros de português, como “contato salvado”, e não “contato salvo”; As datas também são inconsistentes. O documento teria sido produzido no mesmo dia da extração dos dados, no dia 18 — um dia após a prisão de Daniel Vorcaro; A montagem utiliza elementos e denominações que não costumam aparecer em documentos oficiais da PF, como uso de emojis e o termo “Relatório de Análise de Dados”. Nikolas foi citado nesta quinta-feira (3) em reportagens do ICL Notícias que revelaram mensagens e áudios em que o deputado pede ajuda a Vorcaro para liberar “um ativo de minério” em março de 2025 e em que o ex-dono do Master afirma que “bancou todos os voos” do deputado. Em vídeo publicado após a divulgação das reportagens, Nikolas negou a proximidade com o ex-banqueiro e disse que as mensagens não revelam nada de relevante. O próprio deputado publicou o documento falso em seus stories no Instagram. Contatada pelo Aos Fatos, a assessoria do deputado disse que ele não sabia que o documento era falso e que republicou o conteúdo veiculado originalmente por outro portal. A legislação brasileira prevê penas para a falsificação de documentos e símbolos de órgãos públicos. O Código Penal estabelece pena de dois a seis anos de reclusão, além de multa, para falsificação total ou parcial de documento público. A mesma pena também está prevista para quem falsifica ou faz uso indevido de marcas, logotipos, siglas ou outros símbolos utilizados para identificar órgãos da administração pública. No entanto, o enquadramento da responsabilidade sobre a montagem depende da análise das circunstâncias em que foi produzida e divulgada, bem como da identificação do autor de fato da foto do documento falso. Colaboraram Luiza Vezzá e Giovanna Massaro Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalPL Partido LiberalPolícia Federal PF Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram É falso documento em que PF diz não ver crime em mensagens de Nikolas e Vorcaro 03/09/2026 Nikolas usa falso laudo da PF, feito com IA, para tentar negar crimes na relação com Vorcaro 05/09/2026 Juiz censura ICL a pedido de Nikolas Ferreira por causa de áudio para Vorcaro 06/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. 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Doação a Bolsonaro e Tarcísio foi propina negociada com Kassab, diz Vorcaro

Doação a Bolsonaro e Tarcísio foi propina negociada com Kassab, diz Vorcaro O ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirma em sua proposta de delação premiada que a doação de R$ 5 milhões para as campanhas de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Jair Bolsonaro (PL) na campanha de 2022 têm origem em negociação de propina. Por Fabio Serapião, Natália Portinari, Artur Rodrigues e Cézar Feitoza | UOL 03/08/2026 Vorcaro, Kassab, Bolsonaro e Tarcísio Imagem: Fotos Rubens Cavallari e Pedro Ladeira/Folhapress; Diego Herculano e Adriano Machado/Reuters Na campanha de 2022, Tarcísio recebeu R$ 2 milhões e Jair Bolsonaro R$ 3 milhões em doações de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e um dos investigados na operação Compliance Zero. De acordo com Daniel Vorcaro, essas doações foram “contrapartidas financeiras” pagas após um “ajuste indevido com Gilberto Kassab para a manutenção do Credcesta no governo Tarcísio”. O Credcesta é um cartão de crédito consignado para servidores públicos operado pela PKL One Participações, empresa associada ao Master e ligada a parentes de Augusto Lima, sócio de Vorcaro. Em março de 2022, o Governo de São Paulo, sob comando de João Doria (então no PSDB), autorizou que empresas como a PKL oferecessem crédito consignado aos servidores públicos paulistas civis e militares, inativos e reformados, por meio de cartão de benefício. Em julho daquele ano, já no governo Rodrigo Garcia, o Credcesta iniciou a operação. Rapidamente, tornou-se um dos principais negócios para o grupo de Daniel Vorcaro. “Com a eleição de 2022 em São Paulo e a ascensão de Tarcísio de Freitas como provável vencedor, Augusto Lima, responsável pelas articulações de expansão do Credcesta, buscou garantir a continuidade do negócio junto ao Governo do Estado de São Paulo”, diz trecho da delação. Augusto Lima era responsável pela operação do Credcesta dentro do banco. Na versão de Vorcaro, para garantir a continuidade do negócio na gestão Tarcísio, Lima se aproximou de Gilberto Kassab, à época apoiador da campanha e depois secretário de Governo de Tarcísio. Nesse cenário, Vorcaro diz ter sido informado por Augusto Lima do “ajuste indevido” com Gilberto Kassab (PSD) que previa as contrapartidas financeiras. Kassab apoiou a candidatura de Tarcísio e, com sua vitória na eleição, foi nomeado Secretário de Governo de São Paulo. Hoje, é candidato a vice-presidente na chapa de Ronaldo Caiado. Tarcísio disse por meio de nota que “nunca teve qualquer contato ou relação com Daniel Vorcaro e não tem conhecimento do fato mencionado pela reportagem” (leia a íntegra ao final do texto). Já Kassab afirmou que o relato é “absolutamente fantasioso” e não tem “qualquer sustentação factual”. Ele admitiu conhecer Augusto Lima, mas nega ter tratado com ele de doações de Vorcaro (leia mais abaixo). Procurado, Augusto Lima disse que não vai comentar. O relato foi mantido nas três versões da delação de Daniel Vorcaro apresentadas às autoridades. Todas foram negadas pela PF e pela Procuradoria-Geral da República sob a justificativa de ausência de ineditismo e de elementos de corroboração. Na última semana, Vorcaro pediu para depor ao gabinete do ministro André Mendonça, relator da Compliance Zero no Supremo Tribunal Federal (STF). Na audiência, ele disse novamente ter interesse em delatar, mas a PGR novamente negou a proposta, argumentando que ele não trouxe fatos novos. Retorno sobre a operação O CredCesta era o principal ativo do Banco Master. Segundo a delação de Vorcaro, manter e expandir o produto em cada novo estado ou governo exigia o pagamento de vantagens a políticos e operadores locais. O acordo com Kassab previa o repasse de 5% do resultado líquido da operação do Credcesta em São Paulo e, também, contribuições para campanhas políticas para o PSD e outros partidos ligados a ele, segundo Vorcaro contou na proposta de delação. “O pagamento relacionado à doação eleitoral seria inicialmente realizado integralmente em dinheiro. Todavia, Gilberto Kassab ou seus interlocutores informaram a Augusto Lima que precisaria cumprir um compromisso com partidos políticos parceiros e angariar recursos, mas, que, neste caso, os partidos parceiros somente aceitariam doações oficiais”, diz trecho da delação. Na proposta de delação, Vorcaro então lista as “doações eleitorais exigidas em contrapartida à continuidade do programa Credcesta no Estado de São Paulo”. São elas: doação formal no valor de R$ 5 milhões, sendo R$ 2 milhões para a campanha de Tarcísio de Freitas e R$ 3 milhões para a campanha de reeleição de Jair Bolsonaro; doações informais (caixa dois) de cerca de R$ 10 milhões, mediante pagamento em espécie, para pessoas interpostas de Gilberto Kassab, entregues por Thiago Botelho, o Papel. A informação era de que esse valor em espécie seria destinado às campanhas do próprio partido de Kassab, o PSD. Vorcaro afirma ter acionado Fabiano Zettel para as doações do “item a”, destinadas a Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro. “Isso ocorreu por solicitação de Augusto Lima, que informou ao Colaborador que sua relação próxima com políticos do Partido dos Trabalhadores (PT) o impedia de doar oficialmente a adversários”, diz trecho da delação. Sobre Zettel, Vorcaro afirma que ele não tinha “conhecimento das reais motivações do pagamento”. Mas como Zettel “tinha interesses ideológicos afeitos ao dos candidatos” não se importou em realizar repasses se valendo de valores oriundos de negócios que tinha em sociedade com o banqueiro. Ainda segundo Vorcaro, tanto a doação formal quanto o pagamento de caixa dois foram realizados e a contrapartida prometida pelo grupo político vinculado a Gilberto Kassab se concretizou, com a relação do Credcesta no Governo do Estado de São Paulo mantida pelo Master por mais de um ano. Somente em 9 de dezembro de 2024, Tarcísio editou o Decreto n° 69.126/2024, que ampliou o mercado de crédito consignado para servidores públicos para outras instituições. Sobre os fatos narrados, Gilberto Kassab disse refutar o relato de Vorcaro com veemência. “Nunca tratei de doações com Augusto Lima ou Daniel Vorcaro. Aliás, não tenho qualquer relação com Daniel Vorcaro, nunca falei com ele, pessoalmente ou por telefone. Conheço Augusto Lima e Thiago Botelho, mas nunca tratei sobre o Credcesta. Não participei ou recebi nenhuma doação de Vorcaro, de Lima, ou Botelho. Nunca recebi valores em espécie. São relatos que desconheço a origem e que não têm qualquer sustentação factual”.
Obras da RJ-238 em Campos estão paralisadas e atraso já soma um ano e quatro meses

Obras da RJ-238 em Campos estão paralisadas e atraso já soma um ano e quatro meses Motoristas enfrentam buracos e acúmulo de água; DER-RJ promete retomada das intervenções em setembro. Por Yuri Ramos | g1 03/09/2026 Estrada dos Ceramistas espera retomada de obras de recuperação — Foto: Phelipe Soares Campos dos Goytacazes – A recuperação da RJ-238, conhecida como Estrada dos Ceramistas, que liga a BR-101 à Baixada Campista, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, está paralisada e com a entrega atrasada um ano e quatro meses. São cerca de doze quilômetros da rodovia que precisam receber serviços de pavimentação, drenagem e sinalização. As obras iniciaram no fim de agosto de 2024 e o prazo inicial para a conclusão era de oito meses. O Departamento de Estradas de Rodagem do Rio de Janeiro (DER-RJ) informou que têm previsão de retomada em setembro deste ano e que já conduz os procedimentos necessários para a continuidade das intervenções. Atualmente motoristas relatam buracos e pontos com acúmulo de água ao longo da estrada, situação que piora com a chuva, pois a água encobre os buracos, dificultando a identificação das irregularidades na pista. Em nota, o DER-RJ informou que já fez o empenho dos valores destinados à obra. Segundo o órgão, a empresa contratada agora vai mobilizar a equipe para que os trabalhos possam recomeçar. Após as chuvas, equipes do departamento avaliam as condições do trecho e os pontos que exigem atenção. Ainda segundo o DER-RJ, as medidas necessárias são adotadas para garantir a segurança e o tráfego dos usuários. Notícia anteriorPróxima notícia Campos dos Goytacazes RJDepartamento de Estradas de Rodagem DERNorte e Noroeste Fluminenserodovia RJ-238 Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Obras da RJ-238 em Campos estão paralisadas e atraso já soma um ano e quatro meses 03/09/2026 Desmoronamento às margens da RJ-230 avança pela estrada em Bom Jesus do Itabapoana 03/09/2026 Grupo armado abre buraco em muro, rende vigilante e acessa cofre de supermercado em Campos 02/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Flávio se nega a explicar novo repasse de US$ 1,6 milhões de Vorcaro para financiar ‘Dark Horse’ 01/09/2026 Eleição suplementar de Itaguaí tem três candidatos 22/08/2026 PF e MPRJ cumprem mandados contra a milícia de Juninho Varão; vereador de Nova Iguaçu é alvo de buscas 20/08/2026 Mendonça decide deixar sociedade em instituto privado que virou alvo de questionamentos 03/09/2026 Xadrez de Mendonça 4: o contrato do ITER com o Tribunal de Justiça do Amazonas 26/08/2026
Esquema ligado à Refit custeou caviar, mansão na Serra e cobertura para Cláudio Castro, diz PF

Esquema ligado à Refit custeou caviar, mansão na Serra e cobertura para Cláudio Castro, diz PF As informações estão na decisão sobre a operação Sem Refino 2, que teve o sigilo retirado nesta quinta-feira (3) pelo ministro Alexandre de Moraes. Por Marco Antônio Martins | g1 Rio 03/09/2026 Ex-governador do RJ Cláudio Castro — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução Investigações da Polícia Federal apontam que o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, obteve vantagens diretas de um esquema de lavagem de capitais da Refit que incluiu o pagamento de R$ 10,5 mil em caviar por meio da empresa de um terceiro, o aluguel da cobertura onde ele vive na Barra da Tijuca e a posse de fato de uma mansão em Petrópolis com direito a um projeto de adega personalizada de R$ 245 mil. As informações estão na decisão sobre a operação Sem Refino 2, que teve o sigilo retirado nesta quinta-feira (3) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O documento aponta uma série de condutas e indícios de que o ex-governador Cláudio Castro atuou diretamente para favorecer os interesses do Grupo Refit (antiga Refinaria de Manguinhos), liderado por Ricardo Magro. A investigação da Polícia Federal, acolhida na decisão do ministro, detalha um suposto esquema de lavagem de capitais e ocultação de patrimônio que beneficiaria diretamente Castro. A engrenagem contava com a utilização de interpostas “laranjas” e empresas de terceiros para blindar bens de luxo e pagar despesas cotidiana. A defesa do ex-governador Cláudio Castro negou qualquer participação em esquema de lavagem de dinheiro, recebimento de vantagem indevida ou favorecimento a terceiros (veja no fim da reportagem a íntegra da nota). O documento aponta entre provas dados extraídos de celulares apreendidos, que indicam que o ex-governador Cláudio Castro e outros secretários mantinham canais diretos de comunicação para agilizar licenças ambientais e perseguir empresas concorrentes. O episódio do caviar A primeira fase da Operação Sem Refino foi deflagrada em maio. Na ocasião, Moraes determinou a prisão preventiva de Ricardo Magro e autorizou buscas contra Castro e outros investigados. Magro está foragido e foi incluído na lista de difusão vermelha da Interpol. A análise dos celulares apreendidos nessa etapa levou a PF a pedir novas medidas ao STF. Segundo os investigadores, o material encontrado reforçou os indícios levantados na primeira fase da operação Mensagens citadas decisão indicam que Cláudio Castro negociou pessoalmente a compra de diferentes tipos e gramaturas de caviar de alto padrão com um fornecedor. Castro pediu para que a entrega de parte das iguarias fosse realizada em uma suíte do Hotel Emiliano, em São Paulo, onde ele estava hospedado em 24 de abril de 2026. O valor final da compra, após descontos, ficou em R$ 10.500. Embora Castro tenha dito ao vendedor que enviaria o comprovante do PIX, a análise bancária revelou que a transferência de R$ 10.500,00 não partiu de suas contas pessoais. O pagamento foi efetuado pela conta bancária da empresa AC Santos Participações e Empreendimentos, de propriedade do advogado Antonio Carlos da Conceição Santos, conhecido como “Pipo” — apontado como o operador central de branqueamento de capitais do grupo. A PF aponta isso como prova objetiva do uso de terceiros para quitar gastos cotidianos do ex-governador de forma incompatível com seus rendimentos lícitos. Cobertura e mansão em Petrópolis O documento aponta que Cláudio Castro usufruía da posse de fato de um imóvel de luxo no condomínio Locanda Residenze, em Petrópolis, registrado formalmente em nome da empresa Concrecasa Construções Inteligentes Ltda., o que consistia em uma manobra de ocultação patrimonial. Segundo a PF, a vantagem indevida se evidencia pelo fato de a administradora da Concrecasa, Carolina Gonçalves Xavier Pereira, possuir fortes vínculos societários com o empresário Luiz Fernando Gomes. A empresa de Gomes, a Enge Prat Engenharia e Serviços, firmou onze contratos com o governo estadual durante a gestão de Castro, totalizando R$ 355,2 milhões (dos quais R$ 49,6 milhões foram celebrados sem licitação). Segundo a decisão, Castro agia perante terceiros como o verdadeiro dono do local, gerindo rotinas de segurança, recebendo faturas de energia elétrica da empresa em seu celular e coordenando reformas — as quais tratava por “minha obra” —, incluindo a execução de um projeto de adega climatizada orçado em R$ 245.000,00, cujo arquivo PDF trazia nos metadados o título “AP Adega Claudio Castro”.. Em relação à cobertura de luxo no Condomínio Atmosfera, na Barra da Tijuca, as investigações apontam para a obtenção de vantagens por meio de um contrato de aluguel subfaturado e do uso de uma empresa de fachada para ocultar o verdadeiro beneficiário. Segundo a PF, Castro reside no imóvel sob um contrato que estipula o pagamento de R$ 10 mil mensais à empresa J3 REAL ESTATE PARTICIPAÇÕES LTDA., valor significativamente inferior à média de mercado para coberturas equivalentes na região, avaliada pela Polícia Federal entre R$ 25 mil e R$ 29 mil. Além disso, a J3 REAL ESTATE foi constituída apenas 50 dias antes de adquirir a cobertura por R$ 3,48 milhões, possui este imóvel como seu único ativo registrado e só providenciou a abertura de sua primeira conta bancária três anos após a transação imobiliária. Mensagens de celular também desmentiram as alegações da defesa de que Castro não teria participado de intervenções na cobertura, revelando o ex-governador e sua esposa ativamente coordenando detalhes da obra (como a instalação do guarda-corpo de vidro na piscina) meses antes de se mudarem para o local. “Universo econômico da Refit” como fonte de vantagens O procedimento foi instaurado especificamente para apurar crimes de gestão fraudulenta, lavagem de capitais, sonegação fiscal e evasão de divisas envolvendo a operação da refinaria REFIT e seu controlador de fato, Ricardo Andrade Magro. A PF aponta “fundados indícios de continuidade do esquema criminoso (…) envolvendo a operação da refinaria de Petróleo de Manguinhos S/A – REFIT (…) especialmente relacionado à prática de lavagem de capitais e conexões com agentes públicos do Estado do Rio de Janeiro”. Os investigadores afirmam que colheram indícios de que despesas pessoais e vantagens de agentes públicos eram financiadas de forma indireta por meio de
Desmoronamento às margens da RJ-230 avança pela estrada em Bom Jesus do Itabapoana

Desmoronamento às margens da RJ-230 avança pela estrada em Bom Jesus do Itabapoana Problema fica no trecho entre os distritos de Barra do Pirapetinga e Calheiros. Segundo moradores, a sinalização no local é considerada insuficiente. Por Diego Varsi | g1 03/09/2026 Trecho de desmoronamento avança pela RJ-230 em Bom Jesus do Itabapoana — Foto: Diego Varsi Bom Jesus do Itabapoana – Um desmoronamento às margens da RJ-230 avança sobre a pista e preocupa moradores e motoristas que circulam pelo trecho entre os distritos de Barra do Pirapetinga e Calheiros, em Bom Jesus do Itabapoana, no Noroeste Fluminense. Parte de uma encosta cedeu e uma grande quantidade de terra e pedras se desprendeu do barranco. Em um dos pontos, o material chegou até a margem da pista. No local há sinalização indicando o desvio, mas, segundo os moradores, ela é considerada insuficiente diante das condições do trecho. Existe apenas uma pequena placa com uma seta orientando os motoristas. O desmoronamento está situado próximo a uma curva, o que exige atenção redobrada de quem trafega pela rodovia. Segundo moradores e usuários frequentes da rodovia, o problema persiste há anos sem uma solução definitiva. A proximidade do período de chuvas intensifica a preocupação com a possibilidade de novos desprendimentos de terra e pedras da encosta. Nota do DER-RJ O Departamento de Estradas de Rodagem do Rio de Janeiro (DER-RJ) informou que realizou, juntamente com a Defesa Civil, o levantamento no trecho da RJ-230 entre Calheiros e Rosal, em Bom Jesus do Itabapoana, e mantém em andamento os estudos técnicos para definir as intervenções necessárias. Essa etapa integra o processo para contratação dos serviços no local. Durante o andamento do processo , o DER-RJ segue acompanhando as condições do trecho e adotando as medidas necessárias para preservar a segurança e a trafegabilidade da RJ-230. Notícia anteriorPróxima notícia Bom Jesus do Itabapoana RJDefesa CivilDepartamento de Estradas de Rodagem DERNorte e Noroeste Fluminenserodovia RJ-230 Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Desmoronamento às margens da RJ-230 avança pela estrada em Bom Jesus do Itabapoana 03/09/2026 Grupo armado abre buraco em muro, rende vigilante e acessa cofre de supermercado em Campos 02/09/2026 Moraes trocou de celular usado em conversa com Vorcaro durante investigação 02/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Ronnie Lessa dá primeira entrevista da prisão e detalha assassinato de Marielle Franco 31/08/2026 Exclusivo: Mendonça pede à PGR informações sobre mensagem de Vorcaro a Moraes que cita “proteção” de Gonet e Andrei 01/09/2026 Câmara de Magé já pagou cerca de R$ 7,6 milhões pela locação de carros, mas continua omitindo o tamanho da frota alugada 20/08/2026 Flávio Bolsonaro não relatou nenhum projeto em 2026 17/08/2026 Mendonça ouve PGR sobre mensagens em que Vorcaro pede proteção a Alexandre de Moraes 01/09/2026
Como instituto de André Mendonça conseguiu R$ 10,7 milhões em dois anos com contratos públicos

Como instituto de André Mendonça conseguiu R$ 10,7 milhões em dois anos com contratos públicos O Instituto Iter, fundado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, e do qual ele e sua mulher eram cotistas, obteve, em pouco mais de dois anos, 28 contratos com órgãos públicos de todo o Brasil que totalizam R$ 10,7 milhões. Todos os contratos identificados foram firmados com dispensa ou inexigibilidade de licitação. Por Leandro Prazeres | BBC News Brasil 03/09/2026 Mendonça fundou instituto em 2023, dois anos depois de chegar ao STF | Marcello Casal Jr/Agência Brasil Brasília – O Instituto Iter, fundado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, e do qual ele e sua mulher eram cotistas, obteve, em pouco mais de dois anos, 28 contratos com órgãos públicos de todo o Brasil que totalizam R$ 10,7 milhões. Todos os contratos identificados foram firmados com dispensa ou inexigibilidade de licitação. O levantamento da BBC News Brasil foi feito a partir de informações disponíveis no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) extraídas na quinta-feira (3/4). O levantamento considerou apenas os registros identificados como “contratos”. Dispensa e inexigibilidade de licitação são formas de contratação direta previstas na legislação brasileira e sua utilização não significa, necessariamente, que haja quaisquer irregularidades na contratação. Nesta quinta-feira (3/9), André Mendonça divulgou uma nota afirmando que, na quarta-feira (2/9), decidiu deixar a sociedade e que ele e sua mulher, Janey Nagliatti de Mendonça, que atuou como representante do instituto, cederam suas cotas sem contrapartida financeira. Os contratos do instituto geraram novo interesse depois que Mendonça admitiu, ao jornal O Estado de S. Paulo, ter se encontrado com o Daniel Vorcaro, no início de 2025, na sede da entidade, em São Paulo. O encontro havia sido revelado pelo jornalista Paulo Motoryn em sua newsletter Noites Húngaras, na quarta-feira (2/9). O encontro chamou atenção porque Mendonça é relator do caso que investiga supostos crimes financeiros praticados por Vorcaro. À época do encontro, no entanto, Mendonça ainda não estava com o processo. Em nota divulgada por seu gabinete, Mendonça admitiu que se encontrou com Vorcaro e um de seus advogados e que o tema do encontro teria sido uma ação que tramitava no STF sobre o pagamento de precatórios de interesse do banco. Não há registros, até agora, de que o instituto tenha sido beneficiado por contratos vinculados às empresas de Vorcaro. A divulgação do encontro entre Mendonça e Vorcaro, no entanto, aconteceu depois de o ministro ter liberado o sigilo de um relatório que apontava para supostas mensagens trocadas entre o banqueiro Vorcaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes. O relatório aponta que, pelas mensagens, Vorcaro pediu orientação a Moraes sobre se deveria ou não deixar o país um dia antes de ser preso, em novembro de 2025. O relatório também aponta que Moraes teria editado um contrato enviado pela equipe de Vorcaro à sua mulher, Viviane Barci de Moraes, no valor de R$ 129 milhões. A retirada do sigilo abriu uma crise no STF porque Mendonça pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, que um pedido de investigação sobre Moraes seja analisado pelo plenário do tribunal. A crise ganhou contornos políticos em função dos perfis dos dois ministros. De um lado, Moraes ficou conhecido ao relatar o processo que terminou com a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Por sua atuação no caso, ele ganhou apoio de políticos da esquerda e virou alvo de políticos da direita. Do outro lado, Mendonça, que é evangélico e foi indicado por Bolsonaro, é visto à esquerda como um ministro alinhado ao bolsonarismo. Até o momento, Moraes não se manifestou sobre o relatório divulgado por Mendonça. Em nota enviada à BBC News Brasil, o Instituto Iter confirmou a saída de Mendonça e que o ministro não teria recebido lucros da empresa. “Registramos que, ao longo dos dois anos de atividade do Instituto Iter, não houve qualquer distribuição de lucros ou dividendos”. Os contratos identificados preveem a oferta de cursos em áreas distintas que vão da gestão administrativa à segurança pública. Entre os clientes do instituto fundado por Mendonça estão Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Piauí, prefeituras municipais e conselhos de classe como o Conselho Federal de Contabilidade (CFC). A nota (veja mais abaixo) também disse que a natureza intelectual dos cursos fornecidos pelo instituto justificariam as inexigibilidades e dispensas de licitação. Criado após chegada ao STF Documentos obtidos pela BBC News Brasil mostram que o Instituto Iter foi criado em novembro de 2023, quase dois anos depois de assumir a vaga de ministro do STF por indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Antes de chegar à Corte, havia sido advogado-geral da União e ministro da Justiça e Segurança Pública no governo Bolsonaro A família Mendonça tinha parte no Instituto Iter por serem sócios de uma outra entidade, a Integre Cursos e Pesquisa em Estado de Direito Governança Global LTDA. A Integre, por sua vez, era acionista do Instituto Iter. Além disso, em 2024, quando o Instituto Iter foi registrado em São Paulo, a mulher do ministro, Janey Mendonça foi colocada como administradora da sociedade. A Lei Orgânica da Magistratura proíbe que juízes e ministros de Cortes exerçam atividades comerciais ou participem de sociedades comerciais, exceto se forem acionistas ou cotistas. A legislação permite ainda que eles possam ministrar cursos e lecionar. Durante a criação da empresa, entre 2023 e 2024, os demais sócios eram pessoas que tinham trabalhado com Mendonça no governo de Jair Bolsonaro ou que atuam ao seu lado como ministro do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Entre eles estão nomes como: – Victor Godoy Veiga, ex-ministro da Educação entre março e dezembro de 2022, – Tércio Issami Tokano, ex-secretário-executivo do Ministério da Justiça durante a passagem de Mendonça pela pasta e atual assessor-chefe do gabinete de Mendonça no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – Rodrigo Sorrenti Hauer Vieira, que atualmente é seu chefe-de-gabinete no STF – Danilo Dupas Ribeiro, que foi presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação André
Operador de Vorcaro fecha com Gonet delação sobre Dark Horse, Flávio e Eduardo Bolsonaro

Operador de Vorcaro fecha com Gonet delação sobre Dark Horse, Flávio e Eduardo Bolsonaro Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, fez transferências milionárias para o fundo Havengate; colaboração depende da aprovação de André Mendonça Por Julinho Bittencourt | Fórum 03/09/2026 Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro – Fotos: Jane de Araújo/Agência Senado/Divulgação/Banco Master A Procuradoria-Geral da República (PGR) fechou um acordo de colaboração premiada com o empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, dono da Entre Investimentos e Participações. O operador do mercado financeiro teria fornecido aos investigadores informações sobre transferências realizadas a pedido do banqueiro Daniel Vorcaro, incluindo pagamentos relacionados à produção de Dark Horse, filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. A colaboração é a segunda firmada no âmbito das investigações envolvendo o Banco Master. Nos últimos dias, também foi encaminhada ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), a proposta de delação de João Carlos Mansur, ex-dono da gestora Reag. A Entre Investimentos aparece nas investigações como uma das empresas utilizadas para intermediar recursos de Vorcaro. O grupo controla a revista IstoÉ e a Entrepay, instituição que sofreu liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central em março de 2026. Em janeiro, a Entre foi alvo de uma operação de busca e apreensão relacionada ao caso Master. Repasses para fundo nos Estados Unidos Segundo informações obtidas pela coluna de Malu Gaspar, do jornal O Globo, Freixo Júnior relatou em sua colaboração pagamentos realizados em nome de Vorcaro e forneceu detalhes sobre transferências destinadas ao exterior. Entre os destinatários estava o fundo Havengate, sediado no Texas, nos Estados Unidos. A estrutura era administrada pelo advogado de imigração Paulo Calixto, que mantém proximidade com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A delação poderá ajudar os investigadores a tentar obter registros das movimentações do Havengate em território norte-americano. A expectativa é que essas informações também sirvam de base para pedidos de cooperação entre autoridades brasileiras e dos Estados Unidos. Um dos objetivos da investigação é esclarecer a destinação dos recursos enviados por Vorcaro: se o dinheiro foi efetivamente utilizado na produção de Dark Horse ou se parte dos valores acabou financiando despesas de Eduardo Bolsonaro no exterior, hipótese que vem sendo investigada pela Polícia Federal e pela PGR. Freixo Júnior, que não está preso e não usa tornozeleira eletrônica, teria apresentado aos investigadores detalhes de remessas realizadas para o exterior e também de entregas de dinheiro vivo. Segundo pessoas próximas às investigações, ele indicou inclusive endereços onde algumas dessas entregas teriam ocorrido. O empresário, porém, afirmou que não tinha conhecimento sobre a finalidade posterior dos recursos enviados ao Havengate e não teria citado autoridades com foro privilegiado em seu relato. A defesa de Freixo Júnior informou que não comentaria o caso em razão do sigilo da investigação. Sete pagamentos ao Havengate A existência de pagamentos sucessivos da Entre Investimentos ao Havengate já havia sido revelada pelo repórter Breno Pires, da revista piauí. Segundo a reportagem, foram identificadas pelo menos sete transferências. Uma delas ocorreu em 16 de setembro de 2025, apenas dois meses antes da prisão de Daniel Vorcaro por decisão da Justiça Federal de Brasília. A data chama atenção porque contradiz uma declaração dada anteriormente pelo senador Flávio Bolsonaro. Em entrevista à GloboNews, o parlamentar havia afirmado que os repasses para a produção do filme tinham terminado em maio de 2025. O fluxo de recursos tornou-se uma das questões centrais da investigação depois que vieram a público mensagens nas quais Flávio Bolsonaro aparece cobrando dinheiro de Vorcaro para a produção do longa-metragem. Acerto de R$ 134 milhões Reportagens do The Intercept Brasil revelaram um acordo estimado em R$ 134 milhões entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro para financiar a obra. A Entre Investimentos teria sido utilizada como intermediária de parte das operações. Mensagens trocadas em janeiro de 2025 entre Vorcaro e Fabiano Zettel, seu cunhado e apontado pelos investigadores como operador financeiro do banqueiro, mostram o empresário cobrando informações sobre atrasos nos pagamentos relacionados ao filme. Zettel relatou dificuldades para concluir as transferências, que deveriam ser realizadas em dólares por meio de remessas internacionais. Diante dos obstáculos, Vorcaro orientou o cunhado a utilizar a Entre Investimentos para fazer os pagamentos. Em seguida, Zettel perguntou se poderia “pedir pro Minas”, referência ao apelido de Freixo Júnior, identificado no telefone de Vorcaro como “Mineiro”. Dias depois, segundo a reportagem, Zettel recebeu um comprovante de uma transferência de US$ 2 milhões realizada pela Entre Investimentos para um fundo relacionado à produção do filme. Banco Master pagou mais de R$ 2,3 milhões à empresa A Entre Investimentos também recebeu diretamente recursos do Banco Master. De acordo com dados das declarações de Imposto de Renda do banco compartilhados com a CPI do Crime Organizado, o Master repassou R$ 2,329 milhões à empresa de Freixo Júnior ao longo de 2025. A movimentação ganha relevância diante do papel atribuído à Entre nas operações financeiras relacionadas a Vorcaro e ao financiamento de Dark Horse. Contas do filme continuam sob questionamento O financiamento de Dark Horse tornou-se um dos principais pontos de desgaste político para Flávio Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2026. Depois que reportagens do The Intercept Brasil trouxeram o assunto a público, Flávio afirmou que apresentaria uma prestação de contas sobre os recursos utilizados na produção em até 30 dias. A prestação, porém, não foi apresentada dentro do prazo anunciado. A produtora Go Up Entertainment contratou posteriormente uma perícia privada para analisar os gastos do filme. O levantamento apontou que 72% das despesas ocorreram nos Estados Unidos, apesar de as filmagens terem sido realizadas no Brasil. A distribuição dos gastos, especialmente os valores registrados durante a fase de pré-produção, também chamou a atenção de profissionais do setor consultados pela imprensa. Com a delação de Freixo Júnior, os investigadores agora esperam avançar na reconstrução do caminho percorrido pelos recursos enviados ao exterior e esclarecer qual foi a destinação efetiva do dinheiro associado à produção do filme. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Central BC BACENBanco MasterCPI Comissão Parlamentar de InquéritoPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia
Justiça Federal envia ao STF ação para Senado divulgar visitas de Vorcaro

Justiça Federal envia ao STF ação para Senado divulgar visitas de Vorcaro Processo foi movido por vereador de Curitiba e, por ter Davi Alcolumbre como parte, foi encaminhado ao Supremo Por Gabriela Boechat | CNN Brasil 03/09/2026 Presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP). • Roque de Sá/Agência Senado Brasília – A Justiça Federal do Paraná encaminhou ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma ação que pede que o Senado Federal informe os registros de entrada e saída do banqueiro Daniel Vorcaro na Casa Legislativa. O pedido foi apresentado em abril deste ano pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo-PR), depois de o Senado negar, via LAI (Lei de Acesso à Informação), o acesso aos registros. Embora a negativa tenha partido originalmente da Ouvidoria do Senado, Kilter apontou o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), como o responsável no processo judicial, por ser a autoridade máxima da instituição. Ao analisar o caso, a juíza da 1ª Vara Federal de Curitiba Thaís Sampaio Machado afirmou que a competência para julgar uma ação é definida pela autoridade apontada como coatora. Como Kilter indicou o presidente do Senado, que possui foro privilegiado, a magistrada entendeu que o processo deve ser julgado pelo STF. “Sendo o Presidente do Senado Federal o representante máximo e integrante da Mesa Diretora daquela Casa Legislativa, a competência originária para apreciar o presente mandamus contra ato a ele atribuído ultrapassa à jurisdição desta Justiça Federal de primeiro grau, recaindo exclusivamente sobre a Suprema Corte”, diz a juíza em despacho que reconheceu a “incompetência absoluta” da Justiça Federal do Paraná. Até a publicação desta reportagem, porém, o processo ainda não constava no sistema do STF e não havia relator designado. Vorcaro e Alcolumbre Dados obtidos pela Polícia Federal e divulgados pela Revista Veja neste ano mostram que Daniel Vorcaro teria enviado US$ 30 milhões a uma conta no exterior ligada a Davi Alcolumbre. Ele nega as acusações. A transferência teria sido feita, segundo a revista, como contrapartida à atuação de Alcolumbre em favor de interesses do Banco Master no Congresso Nacional. As informações teriam sido apresentadas por Vorcaro durante negociações com autoridades para fechar um acordo de delação premiada. Em sessão plenária realizada em junho, Alcolumbre afirmou repudiar o conteúdo das notícias e disse jamais ter recebido os valores. “São alegações inteiramente falsas, com a única e aparente intenção de arrastar para a lama meu nome, minha honra, minha reputação”, afirmou. Hoje, Alcolumbre também é pressionado pela oposição a dar andamento aos pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, após a divulgação de mensagens atribuídas ao magistrado e a Vorcaro. As conversas sugerem uma atuação de Moraes junto à PF e à PGR (Procuradoria-Geral da República) em favor do banqueiro. O presidente do Senado tem atualmente mais de 50 pedidos de impeachment contra Moraes sobre sua mesa. Até o momento, porém, nenhum deles foi encaminhado. Na quarta-feira (2), ao comentar as mensagens atribuídas a Moraes, Alcolumbre mencionou a relação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com Vorcaro. Segundo o presidente do Senado, após a divulgação das conversas, todos têm colocado a culpa somente nele e no magistrado. “Eu vou voltar para a pauta porque, senão, terei que responder muitas agressões que, como presidente do Senado, estou recebendo nos últimos dias. Apenas um comentário, no momento adequado eu vou falar. Todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa para fazer um filme. E agora o culpado sou eu e o ministro Alexandre de Moraes”, afirmou. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterCuritiba PRNOVOPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFSenadorSTF Supremo Tribunal FederalUnião BrasilVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Justiça Federal envia ao STF ação para Senado divulgar visitas de Vorcaro 03/09/2026 Alcolumbre se esquiva de comentar mensagens de Vorcaro a Moraes: ‘Não devo achar nada’ 01/09/2026 MPRJ obtém decisão no STF para anular eleição antecipada da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Rio das Ostras 15/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. 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