Politicaria é um termo pejorativo que define a prática da política voltada para interesses particulares, mesquinhos ou clientelistas. É o famoso “toma lá, dá cá” ou a troca de favores em benefício próprio.

As consequências do 

seu voto

Foto no telefone de Daniel Vorcaro mostra Paulo Gonet fumando charuto com ex-banqueiro em Londres

Foto no telefone de Daniel Vorcaro mostra Paulo Gonet fumando charuto com ex-banqueiro em Londres

Foto no telefone de Daniel Vorcaro mostra Paulo Gonet fumando charuto com ex-banqueiro em Londres Imagem publicada pelo jornal O Globo mostra Vorcaro sentado próximo a Gonet, separados por uma mesa com copos de uísque. O PGR aparece com um charuto nas mãos. Por Redação, g1 19/09/2026 Daniel Vorcaro e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, em Londres — Foto: Reprodução/Jornal O Globo Brasília – Uma imagem do procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao lado de Daniel Vorcaro, em Londres, no Reino Unido, está entre as mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro, que foi dono do Banco Master, pela Polícia Federal (PF). As informações são do jornal O Globo. Na foto publicada pelo jornal, Vorcaro aparece sentado próximo a Gonet e outros dois homens. O PGR aparece com um charuto nas mãos. Os quatro estão sentados, separados por duas mesas com copos de uísque. A imagem foi enviada a Vorcaro pelo advogado Ciro Soares, ex-defensor do Banco Master, em 19 de junho de 2025, seguida da mensagem “PG me mandou”, iniciais de Paulo Gonet. Ao g1, a PGR confirmou a autenticidade da fotografia e disse que o próprio Paulo Gonet já admitiu publicamente que participou do evento organizado por Vorcaro em que estiveram várias outras autoridades. Afirmou ainda que o próprio ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a menção ao PGR nas mensagens não era nada grave. Mendonça relata as investigações sobre o caso Master. Print mostra envio de foto com Gonet na conversa entre Ciro Soares e Daniel Vorcaro — Foto: Reprodução/Jornal O Globo As mensagens de Ciro Soares e Daniel Vorcaro que citam Paulo Gonet foram reveladas em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), tornou público um relatório da PF que também inclui citações ao ministro Alexandre de Moraes. Mendonça pediu a Edson Fachin, presidente do STF, que o caso fosse levado ao plenário da Corte, a análise começou na terça-feira (15). O ministro Flávio Dino interrompeu a discussão com um pedido de vista. Citado no relatório, Gonet defendeu a nulidade do documento da PF. Segundo o procurador-geral, o argumento de que foi produzido por solicitação de Mendonça, mas precisaria de um pedido prévio da PGR ou da PF. O PGR também afirmou que é necessário que o plenário do STF autorize uma investigação sobre um membro da corte, o que não teria ocorrido. As mensagens recuperadas pela PF do celular de Daniel Vorcaro indicam proximidade entre o banqueiro e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Durante a sessão de terça (15), Gonet disse que não teve relacionamento de proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro e afirmou que a única ligação entre os dois foi “brevíssima e banal”. Veja a linha do tempo que revela a proximidade entre Gonet e Vorcaro, de acordo com o relatório da PF: Abril de 2024: Ciro Soares escreve a Daniel Vorcaro que “Amizade é tudo viu irmão” e que “Gonet é firme”. Segundo as mensagens, Gonet teria ajudado a convencer um candidato a deixar uma disputa em favor de Jarbas Soares Júnior, então procurador-geral de Justiça de Minas Gerais. A disputa em questão era para a presidência do conselho que reúne os procuradores-gerais do país, o Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG). 15 de março de 2025: Ciro envia a Vorcaro uma foto em que aparece ao lado de Paulo Gonet. Em seguida, escreve: “Liga aqui” e “Ele quer falar com você”. Segundo a perícia, foram realizadas quatro chamadas consecutivas entre Vorcaro e Ciro na sequência. Para a PF, os registros indicam que o banqueiro conversou com o PGR pelo aparelho do advogado. 28 de março de 2025: Ciro encaminha a Vorcaro mensagens que atribui ao procurador-geral: “Já estou com saudades de você! Estou embarcando para Roma” e “Manda essa mensagem para ele”. Depois, afirma que Gonet iria com eles para Londres e encaminha outro comentário atribuído ao PGR: “Oba!!! Tomara que tenha charuto e macalan!” [The Macallan, marca escocesa de uísque]. 29 de março e 11 de abril de 2025: Ciro escreve a Vorcaro: “Gonet perguntou se o filho dele pode ir com a gente para Londres”. O banqueiro responde: “Obvio ne”. Dias depois, Ana Matos, funcionária do marketing do banco, envia a Vorcaro uma lista de nomes para aprovação dos custos da viagem. Vorcaro responde: “Pedro e ciro ok”, autorizando, segundo o relatório, o pagamento das despesas dos dois. Abril de 2025: após a publicação de uma reportagem sobre negociações e operações financeiras entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB), Ciro diz a Vorcaro que precisava falar com ele com urgência e afirma estar a caminho da Procuradoria-Geral da República: “Estou indo no PG agora”. Notícia anterior Banco de Brasília BRBBanco MasterPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Foto no telefone de Daniel Vorcaro mostra Paulo Gonet fumando charuto com ex-banqueiro em Londres 19/09/2026 Polícia e MP investigam possível vazamento de informações de operação que mirou integrantes do PCC e Milton Leite em SP 18/09/2026 Aliado de Mendonça, Cezinha de Madureira faz campanha com Frederick Wassef em SP 17/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PF: Operador de Vorcaro recebia R$ 1 milhão por mês para executar ordens 11/09/2026 Dino pede explicações sobre elo entre Master e instituto ligado a Mendonça 15/09/2026 Fiscalização do MPRJ em complexo penitenciário apreende roteadores de internet, celulares, dinheiro e drogas 20/08/2026 Lobista diz que Lulinha marcou reunião de governador do MA no Planalto e que Lula ia liberar obra 22/08/2026 Augusto Cury omitiu negócios nos EUA da Justiça Eleitoral 05/09/2026

Flávio Bolsonaro usa Comissão de Segurança como vitrine eleitoral, mas faltou a 72% das sessões

Flávio Bolsonaro usa Comissão de Segurança como vitrine eleitoral, mas faltou a 72% das sessões

Flávio Bolsonaro usa Comissão de Segurança como vitrine eleitoral, mas faltou a 72% das sessões OUTRO LADO Senador diz que ‘o Parlamento tem limites de atuação’ diante de sua agenda como candidato Programa do presidenciável do PL destaca sua atuação como presidente do colegiado no Senado Por Carolina Linhares | Folha de S.Paulo 18/09/2026 Programa eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL) destaca sua atuação como presidente de comissão no Senado – Reprodução/Flávio Bolsonaro no YouTube Brasília – Mesmo em meio aos compromissos da campanha presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) esteve no Senado em agosto para participar da sessão da Comissão de Segurança Pública da Casa, que ele preside, e cujo papel tem sido usado como vitrine eleitoral, com destaque em sua propaganda veiculada no rádio e na TV. Na pauta, estavam projetos de endurecimento de crimes e proteção a mulheres, bandeiras eleitorais do candidato. A cena que deveria ser corriqueira é, no entanto, uma raridade. Entre 11 sessões realizadas pela comissão neste ano, Flávio estava presente em apenas 3 — incluindo a única feita no período eleitoral. Ou seja, ele faltou a 73% das reuniões da comissão pela qual é responsável. Questionado pela reportagem a respeito das faltas, o senador respondeu, por meio da assessoria, que “o Parlamento tem limites de atuação diante da agenda de Flávio como candidato à Presidência da República”. “Na Comissão de Segurança Pública do Senado, Flávio exerceu um trabalho focado no endurecimento de penas e na atualização da legislação, com o objetivo de promover um cerco aos criminosos e melhorar a segurança da população brasileira. Não por acaso, o senador recebeu o Prêmio de Excelência Parlamentar em 2023, 2024 e 2025, concedido pelo Ranking dos Políticos, que avalia o desempenho parlamentar”, diz a nota. A propaganda exibida no horário eleitoral obrigatório trata das propostas de Flávio para a área da segurança e acena às mulheres, segmento em que o senador enfrenta rejeição. A peça menciona que o candidato chefia a comissão no Senado antes de elencar promessas como a castração química de estupradores. “Este é o Flávio Bolsonaro, que sempre combateu as facções criminosas e começou cedo”, diz a narração que relembra os mandatos do candidato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e enfatiza que ele “defendeu a linha dura no combate ao crime”. O programa também fala da proposta de Flávio para declarar facções criminosas, como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho), como organizações terroristas, a exemplo do que fizeram os Estados Unidos. A Folha já mostrou, porém, que o Senado rejeitou essa equiparação no ano passado em uma votação em que Flávio nem sequer registrou voto favorável. Ao tratar da atuação de Flávio na segurança pública, a propaganda menciona que ele foi o relator, em 2024, da proposta de acabar com as saídas temporárias de presos para visitar a família e para atividades de convívio social, que foi aprovada e transformada em lei. Como mostrou a Folha, o candidato do PL chegou ao último ano de mandato sem ter projetos próprios transformados em lei. Apenas duas propostas em que ele foi coautor entraram em vigor, ambas sem relação com o tema segurança. No primeiro semestre deste ano, o senador deixou de votar em 43% das deliberações nominais da Casa. Neste mês, a ocasião em que Flávio compareceu à comissão para demonstrar atuação na área de segurança foi marcada pela revelação de que Daniel Vorcaro, do Banco Master, fez mais pagamentos ao filme “Dark Horse” do que os admitidos pelo senador até então e pela eclosão do escândalo envolvendo as mensagens entre o ex-banqueiro e o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Flávio, naquele dia, voltou a terceirizar explicações sobre o financiamento do filme à produtora e subiu à tribuna do Senado para cobrar dos seus pares o impeachment de Moraes. Segundo os registros da Casa, o senador só utilizou os microfones em outras três sessões neste ano. Na sessão deste mês, foram aprovados quatro projetos, sendo três relatados por Flávio. Um deles concede porte de arma a membros da Defensoria Pública (da União e dos estados) e outro aumenta penas de homicídio caso as vítimas sejam autoridades no exercício da função. Os projetos ainda precisam passar por outras comissões e pelo plenário. O principal projeto analisado, contudo, foi o que autoriza o porte de arma para mulheres sob medida protetiva, também relatado e defendido por Flávio. “Sempre lembrando que é uma faculdade da mulher. […] As mulheres que não quiserem lançar mão de uma arma para se defender, tudo bem. É obrigação do Estado garantir a segurança dela”, disse a jornalistas antes da votação. A deliberação sobre o projeto, proposto pela ex-senadora Rosana Martinelli (PL-MT), acabou adiada por um pedido de vista coletivo das senadoras Lourdinha Pereira (PSB-MA) e Damares Alves (Republicanos-DF). Flávio aproveitou a análise do projeto para fazer campanha. “Essa é uma medida que pode, sim, salvar a vida de uma mulher, em especial quando a gente sabe que o Estado não é infalível. É obrigação, tem que fazer, nós faremos no nosso governo algo muito mais efetivo do que tem nesse governo de hoje”, disse. Ainda em resposta à reportagem, a nota enviada pela equipe do senador afirma que “a luta contra a violência e o crime é uma bandeira inegociável para Flávio Bolsonaro”. “Flávio será presidente para o real enfrentamento aos narcoterroristas e ao crime como um todo. A partir de janeiro de 2027, ou os criminosos deixam o Brasil ou serão presos ou serão neutralizados”, diz ainda. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJBanco Mastercampanha eleitoralPL Partido LiberalPSB Partido Socialista BrasileiroRepublicanosSenadorSenadoraSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Flávio Bolsonaro usa Comissão de Segurança como vitrine eleitoral, mas faltou a 72% das sessões 18/09/2026 Exclusivo: ONU recebe alerta sobre ingerência dos EUA na eleição no Brasil 20/09/2026 Vorcaro pediu a funcionária que desse prioridade para família Moraes em uso de avião 20/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome,

“Dominado aqui”

“DOMINADO AQUI”

“Dominado aqui” Pagamentos a empresa ligada ao filho de Kassio Nunes Marques coincidem com julgamento em que ministro tomou decisão favorável aos negócios de Vorcaro Por Breno Pires | piauí 18/09/2026 Trecho da troca de mensagens entre Daniel Vorcaro e seu advogado de confiança, Luiz Rennó – Crédito: Reprodução Brasília – Às 16h48 de 8 de agosto de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro recebeu uma mensagem de Luiz Rennó, seu advogado de confiança, que atuava como assessor jurídico do Banco Master. “Dos pagamentos essenciais está faltando a consult”, alertou Rennó. Ele se referia à Consult Inteligência Tributária, empresa criada em 2022 por Francisco Craveiro, um contador que é amigo de longa data de Kassio Nunes Marques, ministro do STF. As transações entre o Master e a Consult são conhecidas desde março deste ano. Um relatório do Coaf detectou que, entre agosto de 2024 e julho de 2025, o banco de Vorcaro fez catorze transferências para a empresa, somando 6,632 milhões de reais. A Consult, por sua vez, transferiu nesse mesmo período 282 mil reais para Kevin Marques, filho do ministro do STF – levantando a suspeita de que a empresa fosse apenas uma intermediária por meio da qual ele recebia dinheiro do Master. Kevin sempre negou. Agora, novas mensagens extraídas do celular de Vorcaro agravam essa suspeita. No dia 8 de agosto, segundos depois de alertar o banqueiro sobre o pagamento “essencial” que precisava ser feito, Rennó mostrou para ele o cartão de contato de Kevin e escreveu: “Aqui.” Vorcaro respondeu com um “Oi”, e o advogado prosseguiu: “Esse aí.” “Único ‘meu’ que faltou.” Meia-hora depois, ele retornou para avisar ao chefe: “Foi pago.” Não foi o único diálogo em que o nome de Kevin Marques apareceu associado a pagamentos. Um mês antes, no dia 4 de julho, o assessor jurídico do Master havia perguntado a Vorcaro: “Esse aqui – 500 mil mês – mantém?” A mensagem, novamente, marcava o cartão de contato de Kevin, para deixar claro de quem Rennó estava falando. Na sequência, o advogado deu uma risada – “Kkkkkkkkk” – e disse: “Então esse aqui já era né”. O banqueiro respondeu um minuto depois, também com um “Kkkk”. A troca de mensagens veio à tona na terça-feira (15), depois que o conteúdo do celular de Vorcaro foi compartilhado com o gabinete de alguns ministros do STF, a pedido deles. O diálogo acrescenta uma nova camada às revelações que já haviam sido feitas sobre a relação entre Kevin e o Master, detalhadas em reportagens da piauí em março e abril. A primeira novidade é o fato de que, nas mensagens de Vorcaro, o pagamento para a Consult está diretamente associado ao filho do ministro. A segunda novidade é a referência aos “500 mil mês”. Divididos em catorze transferências ao longo de um ano, os 6,6 milhões de reais que o Master transferiu para a empresa resultam em 474 mil reais por transferência, em média. É um valor próximo aos 500 mil mencionados por Vorcaro, embora não haja elementos para afirmar se as parcelas obedeceram a essa média e se os dois valores estão relacionados. Também não se sabe se, depois do “Kkkk”, Vorcaro respondeu à pergunta de seu advogado (“Esse aqui – 500 mil mês – mantém?”). Mas há ainda uma terceira novidade. As transferências de dinheiro do Master para a Consult coincidem com o período em que a Segunda Turma do STF – à qual pertence Nunes Marques – julgava um processo de grande importância para o banco. Era o caso da Destilaria Alcídia, que cobrava da União a reparação de prejuízos causados na década de 1980. Como mostrou uma reportagem da piauí, a decisão do Supremo teria impacto direto sobre a carteira de precatórios do setor sucroalcooleiro no balanço do Master, que somava mais de 10 bilhões de reais, segundo as estimativas da PF. Para Vorcaro – que naquele momento precisava de liquidez para evitar a falência –, era crucial que a Alcídia ganhasse, já que a decisão também impactaria processos de interesse do seu banco. Foi o que aconteceu – e com um voto decisivo de Nunes Marques.  O ministro, num primeiro momento, não participou do julgamento. Na sessão virtual que transcorreu entre 9 e 20 de fevereiro de 2024, a certidão emitida pelo STF registra: “Impedido o ministro Nunes Marques.” Ele não votou. Justificou o impedimento afirmando que, em outubro de 2018, quando era desembargador do TRF-1, havia julgado um recurso do caso Alcídia, inclusive presidindo a sessão e assinando o acórdão. É uma medida prevista no Código de Processo Civil: para garantir um julgamento imparcial, recomenda-se que um mesmo juiz não decida sobre um processo em duas instâncias. Mas, rapidamente, Nunes Marques voltou atrás na decisão. No mês seguinte, em março de 2024, produziu um despacho afirmando que seu impedimento havia sido registrado “por equívoco da assessoria do gabinete”. Afirmou que, na sua interpretação, o recurso julgado no TRF-1 não interferia no julgamento do STF. “Afasto o impedimento lançado no sistema, declarando-me habilitado a votar”, concluiu. Determinou que a decisão fosse comunicada ao presidente da Segunda Turma, ministro Dias Toffoli, e assim foi feito. O processo, àquela altura, estava empatado em 2 a 2 (Toffoli e Fachin haviam votado a favor da Destilaria Alcídia; Gilmar Mendes e André Mendonça, contra). Depois da reabilitação de Nunes Marques, o caso demorou a voltar à pauta. Por um tempo, ficou empacado nas mãos de Gilmar, e em 17 de setembro foi liberado para uma sessão presencial. Em seguida, Nunes Marques pediu vista. Finalmente, em 1º de outubro, ele devolveu o processo à Turma e apresentou um voto de dez páginas, no qual conclui: “Acompanho o Ministro Relator, pedindo vênia aos que divergem de Sua Excelência.” Com seu voto, o placar foi de 3 a 2 em favor da Alcídia, como Vorcaro queria. Na conversa de WhatsApp, Luiz Rennó não tardou a comemorar. “Ganhamos alcidia”, escreveu em mensagem a Vorcaro, às 16h58 daquele dia. Enviou o placar – “3 (Fachin/Tofoli/Cassio) x 2 (Gilmar e André)”, ao

Planilha de bicheiro indica pagamento de R$ 10 milhões para aliados da família Bolsonaro 

Planilha de bicheiro indica pagamento de R$ 10 milhões para aliados da família Bolsonaro 

Planilha de bicheiro indica pagamento de R$ 10 milhões para aliados da família Bolsonaro  Registros encontrados com o capo do jogo do bicho indicam pagamentos para ex-governador e parlamentares ligados ao bolsonarismo Por Igor Mello e Flávio VM Costa | ICL Notícias 18/09/2026 Flávio Bolsonaro, Rodrigo Bacelar e Cláudio Castro/Foto: Divulgação/ Eliane Carvalho/ Governo do Rio de Janeiro Planilhas apreendidas pela Polícia Federal (PF) com um dos integrantes da nova cúpula do jogo do bicho do Rio de Janeiro indicam o pagamento de mais de R$ 10 milhões em propina para aliados muito próximos da família Bolsonaro. Os documentos foram encontrados durante a operação contra o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, em novembro de 2022, durante uma das fases da Operação Smoke Free, que investiga a venda de cigarros ilegais no Rio de Janeiro. Os registros foram analisados em 2026 na Operação Unha e Carne, que combate a penetração do crime organizado na política fluminense. O Núcleo Investigativo do ICL Notícias teve acesso a mais de quatro mil páginas de documentos relacionados ao inquérito. As planilhas de Adilsinho reproduzidas pela PF sugerem pagamentos para 61 pessoas – quase todos são políticos e partidos, mas em alguns casos o uso de codinomes impede a identificação dos destinatários de pagamentos. A lista de aliados da família Bolsonaro com pagamentos na planilha de Adilsinho inclui: O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), com R$ 3,63 milhões; O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar (União Brasil), R$ 5,43 milhões, identificado pelo codinome “Barba”; O deputado federal Hélio Lopes (PL), R$ 323,2 mil; O ex-deputado federal e ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Alexandre Ramagem (PL), com R$ 91,8 mil; O ex-secretário do governo Castro e candidato a deputado federal Gutemberg Fonseca (PL), com R$ 727,9 mil;   Segundo a PF, as anotações do bicheiro revelam um esquema de cooptação de autoridades no estado do Rio de Janeiro pelo crime organizado. A relação de Adilsinho reúne ao menos 61 políticos, entre eles membros do Congresso e da Alerj, entre outros órgãos. Os pagamentos a agentes políticos somam mais de R$ 29 milhões – a investigação não explica quando eles teriam sido feitos. “Das planilhas acima descritas temos que a associação em comento capturou o poder público fluminense. Os valores transacionados por ADILSINHO incluiriam o chefe do Poder Executivo, e agora ex-governador, CLAUDIO CASTRO e ainda o agora ex-chefe do Poder Legislativo RODRIGO BACELLAR. Abaixo desses diversos servidores públicos, municipais, estaduais e federais, aparecem relacionados à teia criada por ADILSINHO”, diz um dos relatórios da investigação. O grupo político da família Bolsonaro governa o Rio de Janeiro desde 2019, quando Wilson Witzel tomou posse como governador, tendo como principal cabo eleitoral Flávio Bolsonaro. Após o impeachment de Witzel por denúncias de corrupção em contratações na saúde durante a pandemia de Covid-19, Flávio foi o principal fiador de Cláudio Castro como governador. O senador era considerado dono de diversas áreas do governo Castro e foi o responsável por indicar secretários, caso de Gutemberg Fonseca (Defesa do Consumidor) e Victor Cesar dos Santos (Segurança). Flávio Bolsonaro também chancelou a candidatura de Castro à reeleição, a escolha de Bacellar como pré-candidato ao governo do estado em 2026 — o plano foi abandonado com a prisão do deputado. Nascido em 1970, na cidade de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Adilsinho era filho de um sócio de uma banca de jogo do bicho. Investigações policiais apontam que ele fabricava softwares para máquinas de videobingo adulteradas. Com o tempo, se transformou no principal contrabandista de cigarros no Rio de Janeiro. Entre os anos de 2015 e 2024, a quadrilha de Adilsinho movimentou cerca de R$ 5 bilhões, de acordo com investigações da PF. Ele é suspeito de ser mandante de vários homicídios e integra a nova cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro. Está preso desde fevereiro. Proximidade com a família Bolsonaro De acordo com a PF, as duas planilhas são evidências de um amplo esquema multimilionário de compra de apoio político. Os supostos pagamentos beneficiam políticos de uma ampla gama de partidos, quase todos da extrema direita e do Centrão. “O achado ganha relevância porque não se trata de anotação genérica ou isolada: a planilha organiza beneficiários, quantifica valores e consolida um total expressivo, compatível com uma contabilidade paralela de grande escala, circunstância que recomenda o confronto sistemático com dados bancários, fiscais, eleitorais e com as prestações de contas declaradas à Justiça Eleitoral. A importância investigativa da Lista 1 reside, sobretudo, na possibilidade de ela representar um mapa de circulação de recursos destinados ao financiamento político, formal ou informal, por estrutura vinculada à organização criminosa investigada”, diz um trecho de um relatório elaborado pela corporação em junho deste ano. A presença dos nomes de Castro e Bacellar na planilha de Adilsinho já havia sido revelada em junho pelo portal G1. Em agosto, o UOL informou sobre a presença do nome de Gutemberg de Paula Fonseca. A presença dos demais aliados da família Bolsonaro na lista, no entanto, ainda era desconhecida. De acordo com as investigações, a menção a Bacellar foi disfarçada sob o uso do codinome “Barba”. “É imprescindível salientar que, ante as evidências coletadas até o presente momento, a pessoa denominada com o codinome ‘BARBA’ seja o ex-Deputado Estadual RODRIGO DA SILVA BACELLAR”, escreve a PF em relatório. A defesa de Bacellar, no entanto, nega que ele seja o destinatário do dinheiro. O deputado federal Hélio Lopes é um dos amigos mais próximos do ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem conheceu na década de 1980 quando ambos ainda estavam no Exército. A proximidade era tanta que ele disputou uma vaga na Câmara dos Deputados em 2018 com o nome de Helio Bolsonaro na urna e foi eleito. Durante o mandato de Bolsonaro, ele era presença frequente nas agendas do presidente, com livre trânsito no Palácio do Planalto. Ramagem, por sua vez, fez parte da equipe de segurança de Bolsonaro durante a campanha de 2018, tornando-se íntimo da família. Ele virou

O dinheiro ‘amarradinho’ de Cezinha de Madureira e as mensagens do troca-troca de emendas em SP

O dinheiro ‘amarradinho’ de Cezinha de Madureira e as mensagens do troca-troca de emendas em SP

O dinheiro ‘amarradinho’ de Cezinha de Madureira e as mensagens do troca-troca de emendas em SP Promotores encontraram indícios de prática de emendas cruzadas para encobrir possível ‘cash back’ dos parlamentares; citados repudiam suspeita e negam irregularidades Por Luiz Vassallo, Marcelo Godoy e Renan Porto | O Estado de S.Paulo 18/09/2026 O deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP) em discussão no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Foto: Billy Boss/Câmara dos Deputados Emendas cruzadas em que um vereador manda recurso para um destino desejado por um deputado e o deputado envia para o lugar escolhido pelo vereador para encobrir possíveis fraudes. Foi assim, segundo o Ministério Público de São Paulo, que uma emenda do deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) deslocou toda a investigação sobre o caso das emendas em São Paulo para as mãos do Supremo Tribunal Federal (STF). Tudo foi descrito no documento sigiloso de 89 páginas do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) encaminhado pelo Ministério Público de São Paulo à Procuradoria Geral da República (PGR) sobre o dinheiro desviado dos cofres da Prefeitura de São Paulo. Foram as conversas do empresário Antonio Cerqueira Junior que levaram os promotores à descoberta do imbróglio. A reportagem procurou o deputado por meio de seu gabinete e seus assessores, mas não obteve resposta. Também procurou o empresário Cerqueira Junior nos endereços de seus imóveis e de suas empresas, mas também não obteve resposta. O deputado foi alvo, na segunda-feira, 14, de uma operação da Polícia Federal (PF) sob a suspeita de tráfico de influência em tribunais superiores. A descoberta de Cezinha de Madureira aconteceu por meio de uma troca de mensagens entre o empresário e o vereador Marcelo Messias (MDB). Cerqueira Junior questionou o parlamentar se ele conhecia alguém que seria capaz de “trocar emendas”, ou seja, um vereador que topasse enviar uma emenda em contrapartida de uma emenda federal. Cezinha diz que seu celular foi furtado O empresário explicou que o deputado não poderia enviar diretamente o recurso para as secretarias municipais da Cultura ou de Esportes, uma vez que a verba deveria ser direcionada à Saúde. Assim, o deputado mandaria o dinheiro federal para a pasta da Saúde e, em troca, o vereador enviaria recursos para Cultura ou para eventos esportivos. Procurado, Messias afirma que as mensagens são inverídicas. O relatório do Gaeco mostrou que, de fato, Cerqueira Junior viabilizou o recebimento de R$ 3 milhões do deputado federal pouco tempo depois de uma conversa com outro vereador do MDB: João Jorge. O Gaeco obteve ainda mensagens de uma assessora do parlamentar nas quais o empresário conta que o deputado iria enviar mais R$ 1 milhão para ser usado em shows e espetáculos. A reportagem procurou João Jorge. Ele disse que jamais cobrou “percentual, vantagem ou qualquer contrapartida por emenda”. Secretário ‘filho da mãe’ é criticado por empresário por se negar entrar no esquema Durante as conversas de Cerqueira Junior, uma assessora parlamentar criticou o empresário Alê Youssef, então secretário da Cultura, porque ele não aceitava entrar no esquema e era um “filho da mãe”. No mesmo dia, Cerqueira Filho conversou com o vereador Marcelo Messias sobre a troca de emendas. E tratou com pelo menos duas funcionárias da Secretaria Municipal da Cultura sobre a destinação delas, seus valores, suas aprovações e as liberações, bem como sobre a participação de outros vereadores no esquema.   Cerqueira Junior disse a uma delas que os recursos já estavam “amarradinhos” para “não dar ruim depois”. Foi neste momento que entrou na conversa Diogo Batista Soares, então secretário executivo da Secretaria de Governo da Prefeitura de São Paulo e atual secretário de Habitação do Município. Cerqueira Junior disse a Diogo que o deputado havia perguntado se tudo havia dado certo e ia marcar um café com ele depois de conversar com ”RN”. Segundo os promotores, RN seria uma referência ao prefeito Ricardo Nunes, de quem Diogo era assessor. Dias depois, Diogo afirmou que precisariam de um vereador para a troca de emendas. Cerqueira Junior respondeu: “É meu dia de sorte”.   Em seguida, o empresário avisou o deputado Cezinha que já havia acertado com o vereador João Jorge a troca das emendas. E, logo em seguida, pediu a Diogo que agilizasse a liberação da verba. Três dias depois, o empresário cobrou Diogo, dizendo que Cezinha de Madureira queria saber da verba.   Diogo afirmou, então, segundo os promotores, que estava tudo “liberado na Secretaria da Fazenda”. Uma série de diálogos entre Diogo e o empresário se sucedem até que o primeiro diz que conversou com a então Secretária de Cultura, Aline Torres. Na sequência, a secretária pergunta a Diogo “se era para fazer”, tendo o assessor de Nunes respondido que “sim”. Procurada, Aline disse não se lembrar de todas as liberações de emendas feitas quando estava a frente da Pasta. Nunes e o secretário municipal negaram as acusações. “O prefeito Ricardo Nunes jamais recebeu, direta ou indiretamente, qualquer valor proveniente de contratos, convênios, emendas parlamentares ou de entidades que mantenham relação com o poder público”, afirmou a assessoria por meio de nota. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado Federalemenda parlamentarMDB Movimento Democrático BrasileiroMP-SPPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPrefeitoSão Paulo SPSTF Supremo Tribunal FederalVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O dinheiro ‘amarradinho’ de Cezinha de Madureira e as mensagens do troca-troca de emendas em SP 18/09/2026 Emendas de Bilynskyj a 6 cidades de SP foram à mesma empresa sem licitação 19/09/2026 Flávio Bolsonaro usa Comissão de Segurança como vitrine eleitoral, mas faltou a 72% das sessões 18/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. 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Justiça Eleitoral cassa prefeito e vice de Trajano de Moraes; defesa diz que vai recorrer

Justiça Eleitoral cassa prefeito e vice de Trajano de Moraes; defesa diz que vai recorrer

Justiça Eleitoral cassa prefeito e vice de Trajano de Moraes; defesa diz que vai recorrer Sentença reconheceu captação ilícita de sufrágio e abuso de poder econômico nas eleições de 2024. Nota afirma que Rildo Neves, Hélio Luís e Eduardo Abrahão vão recorrer da decisão. Por Nathalia Rebello | g1 18/09/2026 A Justiça Eleitoral determinou a cassação dos diplomas do prefeito de Trajano de Moraes, Rildo Gonçalves Neves, e do vice-prefeito, Hélio Luiz Fazoli de Moraes — Foto: Redes Sociais Trajano de Moraes – A Justiça Eleitoral determinou a cassação dos diplomas do prefeito de Trajano de Moraes, Rildo Gonçalves Neves, e do vice-prefeito, Hélio Luiz Fazoli de Moraes, em uma ação que investigou suspeitas de captação ilícita de sufrágio e abuso de poder econômico nas eleições municipais de 2024. A mesma sentença também determinou a cassação do registro de candidatura de Eduardo dos Santos Abrahão, que disputou uma vaga de vereador nas eleições daquele ano. A defesa dos três informou, em uma nota publicada nas redes sociais, que vai recorrer da decisão. O posicionamento foi divulgado em nome de Rildo Neves e Hélio Luís, mas, conforme informado pela defesa, a manifestação também representa Eduardo Abrahão. A ação foi apresentada pelo então candidato a prefeito Matias Mendes da Silva, que alegou que Eduardo Abrahão teria procurado uma candidata a vereadora que apoiava sua candidatura para tentar obter a mudança de apoio político para a chapa de Rildo e Hélio. Segundo a acusação, durante as tratativas houve a transferência de R$ 1.500 por Pix para a conta da candidata Josilene da Motta Tomaz. O dinheiro teria sido enviado por Rafael Riguete Garcez, apontado no processo como aliado de Rildo. O processo também tem como prova uma gravação de uma conversa entre Eduardo Abrahão e Cláudio Jacinto da Motta, conhecido como Joinha. A gravação foi submetida a perícia da Polícia Federal. De acordo com a sentença, os exames apontaram autenticidade dos arquivos, ausência de indícios de edição, corte ou manipulação e confiabilidade superior a 90% na transcrição. Ao analisar o conjunto de provas, o juiz entendeu que houve captação ilícita de sufrágio, que é quando uma vantagem é oferecida com a finalidade de obter voto, e abuso de poder econômico. Decisão judicial Rildo Neves teve o diploma cassado, recebeu multa e foi declarado inelegível por oito anos após a eleição de 2024. Hélio Luís também teve o diploma cassado. A sentença, porém, não o declarou inelegível, porque o juiz entendeu que não havia prova suficiente de participação pessoal dele nas irregularidades. Eduardo Abrahão teve o registro de candidatura cassado, recebeu multa e foi declarado inelegível por oito anos. A decisão também determinou a nulidade dos votos recebidos por ele e a retotalização dos votos para vereador, quando a decisão puder produzir efeitos. Defesa afirma que prefeito e vice continuam nos cargos Na nota publicada nas redes sociais, a defesa afirma que Rildo e Hélio permanecem no exercício de suas funções e que os dois seguirão normalmente com os compromissos administrativos enquanto o processo tramita. “Rildo Neves e Hélio Luís reforçam o seu compromisso com os seus cargos e principalmente, com a população, permanecendo firmes e crentes de que a justiça será feita”, diz a nota. A defesa também afirma que a decisão não deve ser interpretada como determinação para realização imediata de uma nova eleição. A sentença determina que o TRE-RJ seja comunicado para as providências relacionadas a uma nova eleição para prefeito e vice. O andamento dessa determinação, no entanto, depende da tramitação dos recursos e de eventuais decisões posteriores. Autor da ação também foi condenado A sentença também determinou que Matias Mendes da Silva, autor da ação, pague multa equivalente a dois salários mínimos por litigância de má-fé. O Ministério Público Eleitoral havia se manifestado pela procedência da ação e pelo reconhecimento de captação ilícita de sufrágio e abuso de poder econômico. Notícia anteriorPróxima notícia MPE Ministério Público EleitoralPDT Partido Democrático TrabalhistaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPrefeitoRegião Serrana e Centro Sul FluminenseSolidariedadeTrajano de Moraes RJTRE-RJVice-prefeito Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Justiça Eleitoral cassa prefeito e vice de Trajano de Moraes; defesa diz que vai recorrer 18/09/2026 Deslocamento na RJ-134 fica prejudicado após dez dias de chuva em Teresópolis 17/09/2026 Moradores denunciam condições de estradas de terra em distritos de Petrópolis 15/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Polícia e MP investigam possível vazamento de informações de operação que mirou integrantes do PCC e Milton Leite em SP 18/09/2026 Vorcaro pediu a funcionária que desse prioridade para família Moraes em uso de avião 20/09/2026 Quando os defensores da democracia viram as costas para ela, em vez disso 10/09/2026 Vorcaro pediu sigilo sobre suposto jantar com Bolsonaro e Flávio em 2024 21/09/2026 Grupo armado abre buraco em muro, rende vigilante e acessa cofre de supermercado em Campos 02/09/2026

Polícia e MP investigam possível vazamento de informações de operação que mirou integrantes do PCC e Milton Leite em SP

Polícia e MP investigam possível vazamento de informações de operação que mirou integrantes do PCC e Milton Leite em SP

Polícia e MP investigam possível vazamento de informações de operação que mirou integrantes do PCC e Milton Leite em SP Dos 16 alvos de prisão temporária da Operação Vectura Corrupta, cinnco continuam foragidos. Entre eles o presidente da A2 Transportes e do time do Água Santa, Paulo Sirqueira Korek Farias – o ‘Camarão’. Por Rodrigo Rodrigues e Bruno Tavares | g1 SP e TV Globo 18/09/2026 O empresário Paulo Sirqueira Korek Farias, presidente da viação A2 Transportes e do Time Água Santa, e o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (União Brasil). — Foto: Reprodução/TV Globo São Paulo – A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) vão apurar as suspeitas de um possível vazamento de informações sobre a Operação Vectura Corrupta, que investiga a ligação de membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) com o sistema de transportes da cidade de São Paulo. A apuração foi aberta depois que investigadores estiveram em pelo menos dois endereços ligados ao ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (União Brasil), e encontraram apenas empregados nesses locais. Ele é suspeito de envolvimento no esquema criminoso. Outro procurado em vários endereços é o empresário Paulo Sirqueira Korek Farias, presidente da viação A2 Transportes e do time de futebol Água Santa, que também não foi encontrado nos endereços visitados pelos investigadores. Em coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (17), o delegado Fabrício Intelizano – de Mogi das Cruzes – afirmou que vai apurar se houve vazamento no decorrer da investigação. “A gente vai apurar isso [vazamentos] no curso da investigação. Mas a gente não pode afirmar de maneira categórica. Tanto que a maioria dos alvos foi encontrado. Se tivesse ocorrido de fato qualquer tipo de situação assim, o resultado da operação teria sido outro. Mas isso a gente vai apurar ao longo da investigação e verificar se houve esse tipo de situação”, afirmou. O delegado lembrou que 11 dos 16 alvos de prisão temporária da Operação Vectura Corrupta foram presos. Cinco seguem foragidos. Entre os presos estão o ex-vereador Milton Leite (União), Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans, e Danilo Marco Morgado Silva, ex-candidato à Prefeitura de Praia Grande e atual candidato a deputado estadual. A equipe de reportagem não localizou as defesas. Milton havia negado qualquer envolvimento com o PCC e se apresentou à delegacia de Mogi nesta sexta-feira (18). Ele havia afirmado na quinta que estava em viagem de compromissos políticos e que a esposa estava viajando para o exterior; por isso, não havia sido encontrado em casa (veja mais aqui). Buscas em Sorocaba e ‘passagem secreta’ Na manhã desta sexta-feira (18), a Polícia Civil e o Ministério Público (MP) encontraram uma espécie de “passagem secreta” entre dois imóveis ligados a Milton durante buscas em Sorocaba, no interior paulista, para tentar prender o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo. De acordo com as autoridades, uma casa pertence a um assessor do ex-parlamentar e a outra residência seria do próprio Milton. O segundo imóvel estaria vazio. Diante do que os investigadores encontraram, eles suspeitam que o político possa ter estado em alguma das demais residências. Para saber disso, a investigação vai analisar imagens de câmeras de monitoramento. No local das buscas havia dinheiro e documentos. A pessoa que estava no imóvel não soube explicar a origem deles. Foram encontrados e apreendidos R$ 280 mil e US$ 89 mil (cerca de R$ 457 mil) dentro de malas. A polícia não sabe a origem dos valores e investiga se eles são de Milton. Segundo o Ministério Público, ao menos 12 das 22 empresas de transporte coletivo da capital seriam controladas direta ou indiretamente pela facção criminosa PCC. Essa é uma alegação da investigação, ainda sujeita à apuração judicial. O nome de Milton aparece em diálogos e outros elementos reunidos pela investigação. A decisão também menciona depoimentos de policiais militares que o apontaram como “dono de fato” da Transwolff, empresa que já havia sido investigada na Operação Fim da Linha, em 2024. A Transwolff nega que o político tenha participação societária ou atuação na gestão da empresa. Milton também nega ser proprietário da Transwolff.   Notícia anterior Mogi das Cruzes SPMP-SPPolícia CivilPraia Grande SPSão Paulo SPSorocaba SPUnião BrasilVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Polícia e MP investigam possível vazamento de informações de operação que mirou integrantes do PCC e Milton Leite em SP 18/09/2026 Aliado de Mendonça, Cezinha de Madureira faz campanha com Frederick Wassef em SP 17/09/2026 Políticos são alvo da PF por elo com “montanha de dinheiro” de R$ 2 milhões (VIDEO) 16/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. 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Ricardo Couto diz que RJ ‘saiu do vermelho’ e afirma que Estado caminha para deixar R$ 5 bilhões em caixa

Ricardo Couto diz que RJ ‘saiu do vermelho’ e afirma que Estado caminha para deixar R$ 5 bilhões em caixa

Ricardo Couto diz que RJ ‘saiu do vermelho’ e afirma que Estado caminha para deixar R$ 5 bilhões em caixa Governador em exercício destacou o resultado das contas públicas durante evento com Lula para anunciar ações integradas de segurança entre governos federal, estadual e municipal. Por Rafael Nascimento | g1 Rio 18/09/2026 Ricardo Couto (de gravata azul clara, ao Centro) ao lado de Lula em evento sobre integração de segurança pública no RJ — Foto: Rafael Nascimento/g1 O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, afirmou que o estado “saiu do vermelho” e está caminhando para cumprir a meta de deixar cerca de R$ 5 bilhões em caixa. A declaração foi feita durante um evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta sexta-feira (18), que apresentou ações integradas na área de segurança pública. Segundo Couto, o resultado das contas públicas está relacionado às medidas adotadas pelo governo estadual, incluindo o reforço de barreiras fiscais e a atuação conjunta das forças de segurança. “O Estado do Rio de Janeiro, graças a isso, graças ao apoio que está tendo, já está superavitário. Então é uma notícia importante. Aquilo que era um sonho hoje já se torna realidade exatamente por essa atividade que vem sendo feita. Hoje o estado do Rio de Janeiro saiu do vermelho.” Na sequência, o governador em exercício afirmou que o resultado deve contribuir para o cumprimento da meta financeira estabelecida para o estado. “Isso deve fazer com que aquela meta preconizada de entregar o estado do Rio de Janeiro com cerca de 5 bilhões em caixa. Nós vamos atingir.” Integração entre forças de segurança Durante o discurso, Ricardo Couto defendeu a união entre os governos federal, estadual e municipal, destacando a necessidade de uma atuação conjunta na área de segurança pública. No evento, foi anunciada uma força-tarefa para combater o roubo de cargas o RJ. O governador afirmou que as ações devem ser conduzidas sem interferência política e com foco no cumprimento das responsabilidades do Estado. “A segurança não pode caminhar com a visão errônea da política. Nós temos que caminhar, nós temos que seguir à frente, voltados absolutamente com uma única direção: a direção de acertar, a direção de cumprir com a função do Estado no âmbito da segurança.” Couto também mencionou apreensões de drogas, contrabando e produtos adulterados, que, segundo ele, aumentaram nos últimos meses em razão da integração entre os órgãos de segurança. Entre as ações citadas pelo governador está o reforço do corredor de fluxo de mercadorias, com o objetivo de reduzir furtos e roubos de cargas e materiais. Segundo ele, a medida deve contribuir para estimular o comércio e a atividade industrial no estado. O governador também destacou o endurecimento das barreiras fiscais como uma das iniciativas em andamento. “Estamos também colocando de forma mais rígida as barreiras fiscais.” Ao final do discurso, Ricardo Couto afirmou que o governo estadual divulgará uma nota detalhando os convênios assinados e os objetivos de cada acordo. As ações envolvem órgãos das esferas estadual, municipal e federal, incluindo as polícias Militar e Civil, a estrutura de segurança municipal, a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Federal. Notícia anteriorPróxima notícia GovernadorPolícia CivilPolícia Federal PFPolícia Militar PMPresidente da RepúblicaPRF Polícia Rodoviária FederalPT Partido dos Trabalhadores Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ricardo Couto diz que RJ ‘saiu do vermelho’ e afirma que Estado caminha para deixar R$ 5 bilhões em caixa 18/09/2026 Justiça Eleitoral cassa prefeito e vice de Trajano de Moraes; defesa diz que vai recorrer 18/09/2026 Deslocamento na RJ-134 fica prejudicado após dez dias de chuva em Teresópolis 17/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Aloysio Nunes acusa Mendonça de interferir na eleição 08/09/2026 Operação da PF contra deputado apreende quase R$ 1 milhão em dinheiro vivo 16/09/2026 Quando os defensores da democracia viram as costas para ela, em vez disso 10/09/2026 Prefeito de cidade que aplicou R$ 93 milhões no Master assinou contrato de R$ 1,2 milhão com Iter, de Mendonça 17/09/2026 Mendonça revoga tornozeleira de ex-ministro de Bolsonaro suspeito de receber R$ 100 mil em esquema do INSS 08/09/2026

Viagens, safári e imóveis: relação com advogado investigado na fraude do INSS incomoda campanha de Flávio e entra na mira da PF

Viagens, safári e imóveis: relação com advogado investigado na fraude do INSS incomoda campanha de Flávio e entra na mira da PF

Viagens, safári e imóveis: relação com advogado investigado na fraude do INSS incomoda campanha de Flávio e entra na mira da PF No mês passado, Willer Tomaz cedeu um apartamento na Vila Nova Conceição, na zona sul de São Paulo, para que senador utilizasse durante a campanha Por Patrik Camporez | O Globo 18/09/2026 Da esquerda para a direita: o advogado Willer Tomaz, o empresário Carlos Alberto de Sá e os senadores Weverton Rocha e Flávio Bolsonaro – Crédito: Reprodução Brasília – Em março de 2025, nove meses antes de se lançar à corrida presidencial, o senador Flávio Bolsonaro embarcou em um voo com destino à África do Sul com familiares e alguns amigos. No roteiro de uma semana, que incluiu um safári, estava acompanhado por Willer Tomaz, advogado investigado sob suspeita de envolvimento no escândalo do INSS, com quem estreitou relações nos últimos anos. Além de viagens, a dupla passou a compartilhar imóveis, jatinhos e parcerias em processos judiciais. A amizade, porém, virou motivo de dor de cabeça para o candidato. No mês passado, Willer cedeu um apartamento na Vila Nova Conceição, na zona sul de São Paulo, para que Flávio utilizasse durante a campanha. A utilização do imóvel, revelada pela revista Piauí e confirmado pelo GLOBO, foi alvo de questionamento de adversários do senador no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O argumento é que o candidato deveria ter declarado como doação à campanha. Além disso, o imóvel se tornou outra fonte de desgaste para o presidenciável por estar vinculado a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, preso sob suspeita de comandar a maior fraude ao sistema financeiro do país. Segundo a Piauí, antes de ser adquirido por Willer, ele pertencia a Fabiano Zettel, cunhado e apontado pela Polícia Federal como principal operador do banqueiro. Questionado, Willer diz, em nota, que “jamais manteve” relação pessoal, comercial ou societária com Zettel ou Vorcaro. Ele não respondeu sobre o uso do imóvel por Flávio. O senador, por sua vez, não se manifestou. A conexão de Flávio com Willer, contudo, vai além do uso do apartamento durante a campanha eleitoral e entrou na mira da Polícia Federal, que identificou ao menos cinco viagens internacionais feitas em conjunto no primeiro semestre do ano passado. Depois da visita à África do Sul, que contou ainda com a companhia do senador Weverton Rocha (PDT-MA), outro alvo de investigações no escândalo no INSS, os dois fizeram visitas a Portugal e França. Antes, já haviam voado juntos para os Estados Unidos. A identificação das viagens foi possível após a PF vasculhar o celular e a caixa de e-mails de Willer, onde encontrou fotografias, reservas e registros de voos e aluguel de veículos. Os conteúdos foram apreendidos durante buscas no escritório do advogado no mês passado. Em uma das imagens encontrada no celular do advogado por investigadores mostra Flávio, Weverton e Willer acompanhados de crianças, em uma área de savana. Na pose, o trio aparece com camisetas iguais, estampadas com animais africanos e a inscrição “Big Five”, expressão utilizada no turismo de safári para se referir ao elefante, leão, leopardo, rinoceronte e búfalo. Nas redes sociais, Weverton também publicou fotos comemorando o aniversário da mulher durante a viagem. O grupo retornou ao país uma semana depois. Procurado, Flávio disse manter “relação de amizade” com Willer “legítima” e que “qualquer tentativa de insinuar irregularidade a partir dessa afinidade pessoal é mera ilação, sem qualquer fundamento nos fatos”. O senador não informou se teve despesas pagas pelo advogado. Em nota, Willer afirmou que as viagens “são de caráter estritamente privado”, “decorrem de uma relação de amizade pessoal de longa data com o senador Flávio Bolsonaro e sua família” e “foram custeadas com recursos próprios e nada têm a ver com função pública, com contratos ou com qualquer interesse de terceiros”. Weverton também disse manter relação de proximidade com Willer e não respondeu quando questionado sobre quem pagou sua viagem à África do Sul. — Willer Tomaz é meu compadre e amigo há muitos anos e já fizemos várias viagens juntos em família. São relações privadas, que não envolvem dinheiro ou interesses públicos — disse ele. Fraude no INSS Tanto Weverton como Willer entraram na mira da PF em meio às investigações do escândalo do INSS. O advogado foi alvo de uma operação no mês passado, sob suspeita de manter uma estrutura de apoio formada por empresas e operadores financeiros para lavar ou ocultar recursos obtidos por meio de desvios ilegais de aposentadorias. Ele diz que não é investigado por fraudes contra o sistema previdenciário. De acordo com relatório da PF que embasou buscas e apreensões em seu escritório, em Brasília, Willer atuava como “hub financeiro, patrimonial e logístico” de envolvidos no suposto esquema de fraudes no INSS. A investigação aponta que o advogado tinha como função dar sustentação ao grupo por meio de “empresas, imóveis, aeronaves, pilotos, funcionários, operadores financeiros e interlocutores políticos”. Um dos elementos citados na representação policial é o repasse de R$ 11 milhões de empresas relacionadas a Willer para a mulher de Weverton. O senador também foi alvo de uma operação da PF em dezembro. De acordo com a PF, o parlamentar atuou como “liderança e sustentáculo das atividades empresariais e financeiras” do grupo que fraudou o INSS. Ele nega ter praticado qualquer irregularidade. Os investigadores afirmam que o senador era o responsável por indicar beneficiários do suposto esquema, cobrar pagamentos, acompanhar repasses, além de interferir nas decisões patrimoniais do grupo. Familiares de Weverton foram alvo da mesma operação que mirou em Willer. A PF aponta que contas de postos de combustíveis foram utilizadas para lavar recursos desviados. Portugal e França Cerca de um mês depois de irem à África, Flávio e Willer embarcaram juntos novamente em abril de 2025, desta vez com destino a Portugal, e retornaram poucos dias depois, também no mesmo voo, segundo registros migratórios identificados pela PF durante a investigação. Weverton não estava presente. No mês seguinte, em maio, Flávio e Willer partiram mais uma vez para a Europa, desta vez acompanhados

Zé Trovão, aliado de Flávio Bolsonaro, vai ao TSE contra reajuste no Bolsa Família e Mendonça será relator

Zé Trovão, aliado de Flávio Bolsonaro, vai ao TSE contra reajuste no Bolsa Família e Mendonça será relator

Zé Trovão, aliado de Flávio Bolsonaro, vai ao TSE contra reajuste no Bolsa Família e Mendonça será relator Deputado do PL acusa o presidente Lula de abuso de poder político durante o período eleitoral Reajuste no principal programa de transferência de renda do governo brasileiro foi anunciado nesta quinta (17), a apenas 17 dias do primeiro turno Por Anna Júlia Lopes | Folha de S.Paulo 17/09/2026 O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) – Bruno Santos – 25.fev.24/Folhapress Brasília – O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) acionou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra o reajuste de 15,04% do Bolsa Família, anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (17). Em petição, o parlamentar acusa o petista de abuso de poder político durante o período eleitoral. Na prática, a medida aumenta o valor do repasse mínimo do Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691, e começa a valer a partir de 19 de outubro, menos de uma semana depois do segundo turno das eleições. O anúncio foi feito a apenas 17 dias do primeiro turno. Na petição, Zé Trovão destaca que o reajuste no programa de transferência de renda não consta no PLO (Projeto de Lei Orçamentária) encaminhado pelo governo ao Congresso Nacional em agosto — o que, de acordo com o deputado, afasta a possibilidade de a medida estar integrada ao planejamento administrativo. O parlamentar, que é aliado do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também destaca que o anúncio foi feito em um momento em que as pesquisas eleitorais passaram a indicar um “acirramento” da disputa ao Palácio do Planalto. A peça também chama a atenção para o fato de que Lula está no cargo de presidente da República desde janeiro de 2023 e que, mesmo assim, o piso do Bolsa Família se manteve de R$ 600 durante quase todo o mandato, só sendo alterado às vésperas das eleições de outubro. “O conjunto desses elementos revela a utilização extraordinária de programa assistencial consolidado para conceder vantagem econômica imediata em momento apto a repercutir sobre a liberdade de escolha do eleitorado”, diz a petição, que cita não apenas a proximidade temporal do anúncio com o primeiro turno, mas também a abrangência nacional da medida e quantidade de pessoas que serão beneficiadas pelo reajuste. No TSE, a ação protocolada pelo deputado será relatada por André Mendonça, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio. Nas últimas semanas, Mendonça entrou na mira do Palácio do Planalto depois de retirar o sigilo de um relatório da PF (Polícia Federal) que aponta Alexandre de Moraes, também ministro do Supremo, como interlocutor de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O episódio deflagrou uma crise institucional na corte e passou a ser utilizado pela campanha de Flávio para atacar Lula. O senador tem tentado colar a imagem do ministro à do chefe do Executivo. Para o entorno de Lula, Mendonça tem agido politicamente para beneficiar Flávio durante a campanha eleitoral. Na terça (15), o próprio presidente acusou publicamente o ministro de vazamento seletivo no caso Master. A investigação também afeta Flávio Bolsonaro, que, segundo a PF, também era interlocutor de Vorcaro na negociação para investimentos no filme “Dark Horse”, cinebiografia de seu pai. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalPL Partido LiberalPLO Projeto de Lei OrdináriaPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal FederalTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Zé Trovão, aliado de Flávio Bolsonaro, vai ao TSE contra reajuste no Bolsa Família e Mendonça será relator 17/09/2026 Planilha de bicheiro indica pagamento de R$ 10 milhões para aliados da família Bolsonaro  18/09/2026 Viagens, safári e imóveis: relação com advogado investigado na fraude do INSS incomoda campanha de Flávio e entra na mira da PF 18/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Candidato do PL apoiado por Flávio Bolsonaro em Praia Grande é preso acusado de ser do PCC 17/09/2026 Ronnie Lessa dá primeira entrevista da prisão e detalha assassinato de Marielle Franco 31/08/2026 Augusto Cury omitiu negócios nos EUA da Justiça Eleitoral 05/09/2026 Disputa entre traficantes rivais deixa mais de 10 mortos em menos de 20 dias em Duque de Caxias 26/08/2026 Políticos são alvo da PF por elo com “montanha de dinheiro” de R$ 2 milhões (VIDEO) 16/09/2026

Deslocamento na RJ-134 fica prejudicado após dez dias de chuva em Teresópolis

Deslocamento na RJ-134 fica prejudicado após dez dias de chuva em Teresópolis

Deslocamento na RJ-134 fica prejudicado após dez dias de chuva em Teresópolis O transporte escolar pela estrada de terra no Vale do Paquequer, no segundo distrito, ficou impedido por uma semana. Por Juliana Guzzo | g1 17/09/2026 Estradas de terra de Teresópolis sofreram com dez dias de chuva consecutivos — Foto: Teresópolis Brasil Notícias Teresópolis – Dez dias de chuva seguidos deixaram ainda mais difícil a rotina de moradores de Viana, no Vale do Paquequer, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. A RJ-134, uma estrada de terra batida, ficou praticamente intransitável em alguns pontos por causa das condições do solo. Segundo moradores, o estado da via dificultou a saída de casa, o deslocamento para o trabalho e até o acesso a atendimento médico em casos de emergência. Um dos principais impactos foi sentido pelas crianças da região. A van do transporte escolar não conseguia passar com segurança e chegou a atolar na estrada. De acordo com os moradores, os alunos ficaram uma semana sem conseguir ir à escola. Os moradores afirmam que os problemas na RJ-134 são antigos e se repetem sempre que há períodos de chuva forte. Segundo eles, a falta de uma estrutura adequada para a estrada de terra dificulta o trânsito de veículos e o acesso aos serviços básicos. A Prefeitura de Teresópolis informou que a RJ-134 é uma rodovia estadual e que a manutenção da via é responsabilidade do Governo do Estado. Diante da dificuldade enfrentada pelo transporte escolar, no entanto, o município realizou uma manutenção emergencial no trecho, com nivelamento da estrada e colocação de brita. O Departamento de Estradas de Rodagem do Rio de Janeiro (DER-RJ) informou que iniciou nesta quinta-feira (17) trabalhos de melhoria na RJ-134, incluindo o trecho do Vale do Paquequer. Segundo o órgão, as equipes estão realizando serviços para reforçar o piso da estrada e melhorar as condições de tráfego. O DER-RJ também informou que as chuvas têm prejudicado a execução dos trabalhos e que, até o momento, não há previsão para a conclusão dos serviços. Notícia anteriorPróxima notícia Departamento de Estradas de Rodagem DERRegião Serrana e Centro Sul Fluminenserodovia RJ-134Teresópolis RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Deslocamento na RJ-134 fica prejudicado após dez dias de chuva em Teresópolis 17/09/2026 Moradores denunciam condições de estradas de terra em distritos de Petrópolis 15/09/2026 TRE-RJ muda 72 locais de votação na Região dos Lagos e Norte Fluminense para evitar interferência do crime organizado 17/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PT ataca Flávio com lista de amigos presos em novo vídeo (VIDEO) 30/08/2026 Comerciantes de depósitos de gás denunciam ameaças e cobrança de taxa em Nova Friburgo 23/08/2026 Corrupção do Máster passa a ser mais associada a Bolsonaro 21/09/2026 Vorcaro questionou Moraes sobre fuga do país: ‘Acha que segunda tenho que estar fora?’ 01/09/2026 Mendonça solta operador da Conafer e revoga tornozeleira de 3 investigados 08/09/2026

TRE-RJ muda 72 locais de votação na Região dos Lagos e Norte Fluminense para evitar interferência do crime organizado

TRE-RJ muda 72 locais de votação na Região dos Lagos e Norte Fluminense para evitar interferência do crime organizado

TRE-RJ muda 72 locais de votação na Região dos Lagos e Norte Fluminense para evitar interferência do crime organizado Transferência em massa redefine zonas eleitorais para blindar cidadãos das facções criminosas. Por Isadora Nogueira | g1 17/09/2026 TRE-RJ mudou locais de votação em cidades na Região dos Lagos e Norte Fluminense — Foto: João Vitor Brum Cabo Frio – Por ordem do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) 72 locais de votação em municípios da Região dos Lagos e Norte Fluminense foram modificados devido ao domínio territorial exercido por facções criminosas. A mudança na logística é fruto de um levantamento da Justiça Eleitoral em conjunto com o Ministério Público e os setores de inteligência das polícias Civil, Militar e Federal. Segundo a Justiça Eleitoral, a decisão atinge diretamente a organização das eleições no estado e visa proteger o eleitor da coação de facções criminosas. O presidente do TRE-RJ, Claudio de Mello Tavares, explicou que o órgão realizou um mapeamento onde o crime organizado está instalado e identificou locais onde o eleitor era ameaçado ao se dirigir à urna de eleição. “Esse ano, na verdade, dobrou a transferência dos locais de votação porque realmente o crime organizado se espalhou no interior do estado”, pontuou o presidente do TRE-RJ. Mais de 200 mil eleitores no Estado do Rio de Janeiro foram transferidos de suas zonas eleitorais para endereços considerados mais seguros. Mapeamento dos locais de votação alterados Comando Vermelho (CV): Motivou a mudança de 44 locais. Entre os municípios impactados estão Araruama, Bom Jesus do Itabapoana, Cabo Frio, Campos dos Goytacazes, Itaperuna e Rio das Ostras. Terceiro Comando Puro (TCP): Provocou a transferência de 17 locais, com alterações registradas em Campos dos Goytacazes e Itaperuna. Amigos dos Amigos (ADA): Um ponto de votação localizado em área sob influência do grupo em Campos dos Goytacazes precisou ser alterado. Dez outros pontos de votação foram mudados com o motivo sem uma facção específica Enquadramento da “milícia de gravata” O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) ampliou o entendimento jurídico sobre os critérios que impedem a homologação de candidaturas. Por 4 votos a 3, a corte decidiu que o enquadramento de grupo criminoso também se aplica à chamada “milícia de gravata”, esquema pelo qual operadores e agentes públicos utilizam a estrutura do Estado para defender interesses ilícitos. A diferença para a milícia tradicional é que a modalidade “de gravata” não exige a ocupação de favelas ou o uso de homens armados. Nesses casos, o impedimento decorre de apurações que apontam a tentativa de cooptação do próprio governo, quando agentes usam nomeações, contratos e licitações para direcionar verbas e dar suporte ao crime organizado. Notícia anteriorPróxima notícia Araruama RJBom Jesus do Itabapoana RJCabo Frio RJcampanha eleitoralCampos dos Goytacazes RJItaperuna RJMP-RJNorte e Noroeste FluminensePolícia CivilPolícia Federal PFPolícia Militar PMRegião dos Lagos Baixada LitorâneaRio das Ostras RJTRE-RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram TRE-RJ muda 72 locais de votação na Região dos Lagos e Norte Fluminense para evitar interferência do crime organizado 17/09/2026 Deputado Ricardo Abrão montou comitê clandestino para compra de votos em Nilópolis, diz PF 23/09/2026 Associação usa verba de emenda de Mario Frias para pagar R$ 920 mil a empresas do próprio presidente 16/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana “Nosso senador”: Flávio Bolsonaro mandou emenda a miliciano do caso Marielle 21/09/2026 PF realiza operação contra desvios no AM; STF afasta prefeito de Coari 16/09/2026 Grupo armado abre buraco em muro, rende vigilante e acessa cofre de supermercado em Campos 02/09/2026 Governo interino de Ricardo Couto no RJ é aprovado por 50% 02/09/2026 ‘Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei?’, pediu Vorcaro a Moraes; veja mensagens 01/09/2026

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