Após 16 anos de espera, mais de 600 famílias ainda aguardam moradias prometidas pelo governo do RJ em Inhaúma

Após 16 anos de espera, mais de 600 famílias ainda aguardam moradias prometidas pelo governo do RJ em Inhaúma Conjunto habitacional com 440 unidades está praticamente pronto na Zona Norte do Rio, mas falta a conclusão da rede de esgoto. Moradores retirados de uma ocupação em 2009 ainda aguardam a entrega das chaves. Por Gabriela Wolynec e Bruno Grubertt | RJ1 17/06/2026 Apartamentos construídos pelo Governo do Estado em Inhaúma aguardam a conclusão da rede de esgoto para serem entregues — Foto: Reprodução/TV Globo Mais de 600 famílias que deixaram uma ocupação em Inhaúma, na Zona Norte do Rio, há 16 anos, continuam à espera da moradia prometida pelo Governo do Estado. Um dos conjuntos habitacionais construídos para atender os beneficiários está praticamente concluído, mas a entrega dos apartamentos foi adiada porque a rede de esgoto da rua ainda não foi finalizada. Os moradores viviam em uma ocupação instalada no terreno de uma antiga fábrica de cerveja desativada desde 1994. Em 2009, após um incêndio, o local foi considerado área de risco e as famílias foram removidas. Na época, o governo estadual prometeu realocar todos os moradores em novas unidades habitacionais. Entre eles está a pedagoga Ana Paula Lourenço de Jesus. Ela afirma que acompanha a construção dos prédios há anos e que a demora gera frustração e incerteza. “É um misto de emoção. Você sente que está chegando, mas não sabe quando vai chegar. Aqui tem o sonho de muita gente. Eu perdi meu esposo e ele não vai ter o prazer de chegar na casa dele”, disse. Atualmente, Ana Paula mora de aluguel no Complexo do Alemão. Segundo ela, a promessa de uma moradia definitiva se arrasta desde a remoção da ocupação. “A gente acabou sendo iludido pela promessa de que teria uma casa, uma moradia digna, um CEP. Hoje eu ainda espero por isso”, afirmou. Apartamentos prontos, mas sem entrega O conjunto habitacional mais avançado conta com 440 apartamentos. De acordo com a placa da obra, a construção foi iniciada em julho de 2023 pela Abre Construtora, com investimento de R$ 77 milhões. A previsão era de entrega em dezembro de 2024. No início de junho deste ano, os futuros moradores participaram de uma reunião em que foi realizado o sorteio dos apartamentos. Eles já sabem em qual bloco e unidade vão morar, mas ainda não receberam as chaves. Segundo os beneficiários, a justificativa apresentada foi que os prédios ficaram prontos antes da conclusão da rede de esgoto externa. “Aí eu pergunto: como é que faz uma obra desse tamanho sem o esgoto externo?”, questionou Ana Paula. O aposentado Alexandre Jorge da Silva Freitas também participou do sorteio. Para ele, os sucessivos adiamentos aumentam a desconfiança. “O prazo dado no primeiro sorteio foi julho. Agora falaram setembro. Daqui a pouco muda de novo”, disse. Enquanto aguardam a entrega das moradias, as famílias recebem auxílio-aluguel de R$ 400 por mês. O valor é o mesmo desde 2010. “Eu continuo pagando aluguel e recebendo R$ 400. Hoje pago R$ 600 para morar”, afirmou Alexandre. Outro residencial também acumula atraso No terreno onde funcionava a antiga fábrica, o governo estadual também constrói outro conjunto habitacional destinado às famílias removidas da ocupação. Em 2022, a então Secretaria de Infraestrutura firmou contrato com a construtora R2X para a construção de 320 unidades habitacionais. O investimento previsto era de mais de R$ 53 milhões. A ordem de início dos serviços estabelecia prazo de 540 dias para a conclusão da obra, com término previsto para dezembro de 2023. No entanto, equipes ainda trabalham no local, e a entrega acumula atraso de cerca de dois anos e meio. Após 16 anos de espera, as famílias seguem sem uma data definitiva para ocupar os imóveis prometidos. A Secretaria de Estado de Habitação informou que o conjunto habitacional com 440 apartamentos está em fase final de construção e que a previsão de conclusão é dezembro deste ano. O prazo é diferente do informado aos beneficiários durante a reunião realizada neste mês, quando a previsão apresentada era setembro. Segundo a pasta, o Governo do Estado assumiu as obras em 2022 porque o terreno havia sido inicialmente destinado a um empreendimento que seria financiado pela Caixa Econômica Federal. O Ministério das Cidades informou que o residencial não integra o programa Minha Casa, Minha Vida e não recebe recursos federais. Sobre a falta da rede de esgoto, a secretaria afirmou que as condições topográficas do terreno inviabilizaram o projeto original, o que exigiu a implantação de uma nova rede externa. As construtoras responsáveis pelos empreendimentos foram procuradas, mas, até a última atualização dessa reportagem, não tinham dado retorno. Notícia anteriorPróxima notícia CEF Caixa Econômica FederalRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 Viúva de Zico Bacana e assessor de Val Ceasa são presos em operação contra ligação com o TCP 18/06/2026 Após 16 anos de espera, mais de 600 famílias ainda aguardam moradias prometidas pelo governo do RJ em Inhaúma 17/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Moradora com doença autoimune relata dificuldade para obter medicamento de alto custo em Teresópolis

Moradora com doença autoimune relata dificuldade para obter medicamento de alto custo em Teresópolis Paciente com histórico de múltiplas tromboses depende de remédio de uso diário, segue sem conseguir o remédio de forma gratuita. Por Juliana Guzzo | g1 17/06/2026 Saúde em Teresópolis — Foto: Reprodução Inter TV Teresópolis – A moradora de Teresópolis, Região Serrana do Rio, Kátia Cristina Pereira, relata dificuldades para conseguir um medicamento de alto custo, a enoxaparinaa injetável, necessário para o tratamento da Síndrome Antifosfolípide (SAF), uma doença autoimune que faz o sistema imunológico produzir anticorpos que aumentam a formação de coágulos no sangue. A condição eleva o risco de tromboses, embolias e outras complicações vasculares. Segundo a paciente, o remédio precisa ser usado diariamente para reduzir o risco de novos episódios. Kátia afirma que já sofreu múltiplas tromboses ao longo da vida e depende da medicação para evitar agravamentos do quadro. De acordo com ela, algumas doses chegaram a ser fornecidas pela Prefeitura, mas, no último mês, não foi possível manter o tratamento de forma regular por falta do medicamento. Em pesquisa nas farmácias de Teresópolis, Kátia relatou que o custo diário com a medicação seria de R$680,00. O secretário municipal de Saúde, Fábio Gallote, explicou como funciona a oferta de medicamentos especiais pelo município e os procedimentos adotados pela rede pública. “Existem os medicamentos crônicos que são utilizados que têm na nossa rede municipal. Os de alto custo, são enviados pelo Estado, mediante cadastro. Já os medicamentos judicializados, que fazemos a compra e distribuição conforme determinação da justiça”, relatou o secretário. Kátia ingressou com um pedido judicial, por meio da Defensoria Pública, para garantir o acesso ao medicamento. No entanto, ela ainda aguarda uma decisão sobre o caso. A Defensoria Pública informou que as regras para fornecimento de medicamentos por determinação judicial passaram por mudanças. Antes, decisões judiciais permitiam o bloqueio de recursos públicos para que os próprios pacientes comprassem os remédios. Atualmente, seguindo entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), a concessão está restrita, em regra, aos medicamentos previstos nas listas do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, para medicamentos não incorporados ao SUS, é necessário comprovar que não existem alternativas terapêuticas disponíveis na rede pública e que há justificativa técnica para o fornecimento. Outra mudança é que os valores não são mais repassados diretamente aos pacientes, cabendo ao Judiciário intermediar a aquisição dos produtos. Enquanto aguarda a análise do pedido, Kátia tem recorrido a campanhas de arrecadação na internet para conseguir comprar o medicamento e manter o tratamento. A paciente segue buscando a ajuda da Defensoria Pública e da Secretaria de Saúde, para a solução do problema. Notícia anterior Região Serrana e Centro Sul FluminenseSTF Supremo Tribunal FederalSUS Sistema Único de SaúdeTeresópolis RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Moradora com doença autoimune relata dificuldade para obter medicamento de alto custo em Teresópolis 17/06/2026 Justiça multa Estado em R$ 30 mil por atraso na implantação da DEAM em Petrópolis 17/06/2026 Empresa de transporte urbano paralisa serviço em Itaperuna por falta de recursos 17/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Justiça multa Estado em R$ 30 mil por atraso na implantação da DEAM em Petrópolis

Justiça multa Estado em R$ 30 mil por atraso na implantação da DEAM em Petrópolis Juiz rejeita pedido de prorrogação de prazo, determina apresentação de plano em cinco dias e alerta para novas sanções em caso de descumprimento. Por Anna Beatriz Thomaz | g1 17/06/2026 O Cartório Eleitoral de Petrópolis funciona no prédio do Fórum da cidade — Foto: Priscila Torquato Petrópolis – A Justiça determinou a aplicação de multa de R$ 30 mil ao Estado do Rio de Janeiro por descumprir uma decisão que obrigava a apresentação de um plano para a instalação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) em Petrópolis, na Região Serrana do Rio. A decisão foi assinada nesta semana pelo juiz Jorge Luiz Martins Alves, da 4ª Vara Cível de Petrópolis. Além da multa, o magistrado determinou que o Estado apresente, em até cinco dias, um plano detalhado para a implantação da unidade. A ação foi movida pela Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, que cobra a criação da delegacia especializada no município. Em decisão anterior, a Justiça havia concedido prazo de 30 dias para que o governo estadual apresentasse um cronograma com a definição do imóvel, etapas de adaptação ou obra, previsão de lotação de servidores e aquisição de equipamentos. O Estado recorreu da decisão e pediu a ampliação do prazo por 90 dias, alegando complexidade administrativa e dificuldades para encontrar um imóvel adequado para a instalação da DEAM. Em março deste ano, a Câmara de Vereadores aprovou uma lei de autoria da vereadora Lívia Miranda (PCdoB), que foi sancionada pelo prefeito Hingo Hammes, que autoriza o poder executivo municipal a doar um imóvel ao governo do Estado do Rio de Janeiro, para a construção da DEAM, com o objetivo de viabilizar a implantação da unidade especializada. Mas ao analisar o pedido, o juiz destacou que o Estado já havia tido mais de 80 dias para cumprir a determinação judicial e, mesmo assim, não apresentou qualquer proposta concreta nos autos. Na decisão, o magistrado também ressaltou que alegações relacionadas à falta de servidores ou a restrições orçamentárias não são suficientes para justificar o descumprimento da ordem judicial. “Acolher novos prazos dilatados configuraria inaceitável prêmio à desídia administrativa e esvaziamento do poder de coerção do Judiciário”, afirmou o juiz. Além de manter a obrigação de apresentar o plano, a Justiça advertiu que o descumprimento do novo prazo poderá resultar no aumento da multa e em outras medidas coercitivas. O recurso apresentado pelo Estado segue em tramitação no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. No entanto, o pedido para suspender os efeitos da decisão foi negado pela instância superior. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também solicitou participação no processo na condição de amicus curiae, figura jurídica que atua como colaboradora da Justiça. As partes terão 15 dias para se manifestar sobre o pedido. Notícia anterior PCdoBPetrópolis RJRegião Serrana e Centro Sul FluminenseSegurançaTJ-RJVereadora Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Justiça multa Estado em R$ 30 mil por atraso na implantação da DEAM em Petrópolis 17/06/2026 Empresa de transporte urbano paralisa serviço em Itaperuna por falta de recursos 17/06/2026 Conheça o hotel de luxo em Lisboa onde Vorcaro pagou suítes para Ciro Nogueira e Hugo Motta, segundo PF 17/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Empresa de transporte urbano paralisa serviço em Itaperuna por falta de recursos

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Ônibus deixaram de circular nesta quarta (17); empresa alega dívida milionária e aumento de custos. Por Diego Varsi | g1 17/06/2026 Ônibus está paralisado por conta de alto custo e dívidas milionárias segundo a empresa — Foto: Reprodução Inter TV A empresa responsável pelo transporte coletivo urbano de Itaperuna paralisou as atividades nesta quarta-feira (17), deixando a cidade sem circulação de ônibus. Segundo a concessionária, a decisão foi motivada pela falta de recursos financeiros, agravada por uma dívida superior a R$ 3 milhões referente a repasses da Prefeitura. Desde o início do dia, não há ônibus circulando no município, afetando diretamente milhares de passageiros que dependem diariamente do transporte coletivo. Em comunicado, a empresa Santa Lúcia informou que não há mais condições financeiras de manter a operação. Além da dívida com o município, a concessionária destacou o aumento dos custos para manter o serviço como um dos fatores que contribuíram para a paralisação. Em nota, a Prefeitura de Itaperuna afirmou que a dívida referente à atual gestão, estimada em cerca de R$ 400 mil, será regularizada. Sobre o valor total apontado pela empresa, que, segundo o município, chega a aproximadamente R$ 4 milhões, a administração informou que o caso será avaliado em conjunto com o setor jurídico para definir a melhor forma de negociação e quitação. Até o momento, não há previsão para a retomada do serviço. A população aguarda uma solução para o impasse entre a empresa e o poder público. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana
Conheça o hotel de luxo em Lisboa onde Vorcaro pagou suítes para Ciro Nogueira e Hugo Motta, segundo PF

Conheça o hotel de luxo em Lisboa onde Vorcaro pagou suítes para Ciro Nogueira e Hugo Motta, segundo PF Polícia Federal cruzou trocas de mensagens com documentos obtidos nos e-mails do ex-banqueiro preso por fraudes. Por TV Globo 17/06/2026 Imagem da Suíte Royal, no Hotel Hitz Four Seasons Lisboa. — Foto: Reprodução/Four Seasons Hotel Ritz Lisbon Brasília – O hotel de luxo citado pela Polícia Federal (PF) em investigação que envolve o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, é o Four Seasons Hotel Ritz Lisbon, um dos mais sofisticados de Portugal, que tem diárias custando até R$ 100 mil. Segundo relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Vorcaro teria pago diárias para o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e para o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante uma viagem a Lisboa, em junho de 2024. As informações fazem parte da Operação Compliance Zero, que apura possíveis fraudes relacionadas ao Banco Master. De acordo com a PF, mensagens trocadas entre Vorcaro e um auxiliar mostram o planejamento da hospedagem dos parlamentares na capital portuguesa. O ex-banqueiro está preso em Brasília. Em uma das conversas, o auxiliar informa que havia reservado duas suítes no Four Seasons, enquanto o ex-banqueiro envia uma lista de convidados que incluía os nomes de Ciro Nogueira e Hugo Motta. Como é o hotel de luxo Localizado em uma das áreas mais valorizadas de Lisboa, o Four Seasons Hotel Ritz Lisbon é classificado com cinco estrelas. O edifício combina elementos da arquitetura Art Déco com referências ao estilo Luís XVI e abriga uma das maiores coleções privadas de arte portuguesa do século 20, com esculturas, pinturas e tapeçarias espalhadas pelos ambientes. A estrutura inclui spa, piscinas coberta e ao ar livre, academia com vista panorâmica para a cidade e uma pista de corrida instalada no terraço do 11º andar. Na área gastronômica, o hotel reúne cinco restaurantes e bares. Entre eles está o CURA, restaurante com uma estrela Michelin, além do tradicional Restaurante Varanda, conhecido pelos cafés da manhã e brunches com vista para o parque. As acomodações estão entre as mais luxuosas de Lisboa. Algumas das opções mais luxuosas são chamadas de “suítes especiais” pelo site do hotel. São elas: Suíte Almada Negreiros: com 175 metros quadrados e decoração voltada para a arte portuguesa, com varandas privadas, uma ampla sala de estar e uma sala de jantar. Suíte Presidential: localizada no último andar, possui uma entrada em mármore com salas de estar e de jantar. O quarto oferece vistas para o Castelo de São Jorge e a Basílica da Estrela, pontos turísticos importantes da capital portuguesa. Suíte Royal: que conta com três varandas e janelas panorâmicas para a cidade, uma sala de estar e uma sala de jantar. Suíte Pedro Leitão: ampla suíte inspirada no artista Pedro Leitão, com três varandas com luz natural, uma ampla sala de estar e uma sala de jantar separadas. Destaque para uma “casa de banho” completa em mármore. Os quartos e suítes possuem terraços privativos voltados para o Parque Eduardo VII ou para o Rio Tejo. Os valores cobrados refletem o padrão de luxo do empreendimento. Em cotações para 2026, um quarto Premier com vista para o parque custava a partir de R$ 14 mil por noite. Já as suítes de categoria superior ultrapassavam R$ 28 mil por diária, enquanto a exclusiva Suíte Almada Negreiros chegava a cerca de R$ 100 mil por noite. Entenda o caso Segundo a PF, documentos encontrados nos e-mails de Vorcaro reforçam a suspeita de que ele arcou com despesas de hospedagem dos parlamentares durante a viagem a Lisboa. Os investigadores identificaram uma fatura relacionada à estadia e concluíram que os pagamentos coincidem com as conversas mantidas pelo ex-banqueiro no mesmo período. O relatório aponta que as diárias atribuídas aos hóspedes custaram 3.155,71 euros, valor equivalente a cerca de R$ 18,2 mil na cotação da época. Questionado sobre o caso, Hugo Motta afirmou estar tranquilo e disse defender uma investigação “isenta e imparcial”. Ciro Nogueira não havia se manifestado até a publicação do relatório citado pela PF. Lisboa Poucos dias depois de conversas sobre Lisboa, o auxiliar de Vorcaro informa que haveria duas suítes no hotel Four Seasons. Durante a conversa, o auxiliar pede que Vorcaro informe “a lista dos homens”, ao que o banqueiro respondeu com uma lista de nomes que incluía Ciro Nogueira e Hugo Motta. Os investigadores destacam que, na mesma conversa, Vorcaro enviou um áudio ao auxiliar pedindo cuidado com a privacidade e segurança. “Leo, preciso muito que você dê uma atenção na questão de segurança. Cidade está lotada, eu tive lá no lugar agora. Tive uma reunião lá no clube. Tem que ter certeza que o lugar em frente ao restaurante também esteja privatizado porque senão dá pra ver tudo lá dentro. Tem que ter alguém lá embaixo, quando você sai do elevador já dá para ver tudo, quem tá, o que está acontecendo”, diz Vorcaro no áudio. O auxiliar responde com “Ok.” Fatura no e-mail A PF cruzou as informações das mensagens com documentos obtidos nos e-mails de Vorcaro, incluindo uma fatura que fazia menção a uma viagem realizada a Lisboa em junho de 2024 – para a PF, a mesma das mensagens. “O confronto dessas informações com as conversas mantidas no mesmo período, já mencionadas, permite identificar elementos coincidentes que reforçam a conclusão de que determinados pagamentos se referem à hospedagem de Ciro Nogueira e Hugo Motta”, diz o relatório. Segundo a PF, as diárias neste caso custaram EUR 3.155,71 – na cotação à época, cerca de R$ 18.256,21. Notícia anterior Banco MasterDeputado FederalPolícia Federal PFPP ProgressistasRepublicanosSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Conheça o hotel de luxo em Lisboa onde Vorcaro pagou suítes para Ciro Nogueira e Hugo Motta, segundo PF 17/06/2026 MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Mulher morre baleada dentro de van na zona Oeste do Rio 14/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This
Caso Master no Supremo: decisão da Segunda turma escancara tensão

Caso Master no Supremo: decisão da Segunda turma escancara tensão Sessão que manteve a prisão do pai de Daniel Vorcaro mostrou mais do que a visão sobre seu eventual papel no esquema, mas as posições de cada integrante da turma no Caso Master — e os seus recados. Por Andréia Sadi | g1 17/06/2026 Sessão no STF sobre Master mostrou tensão A decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter a prisão de Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, foi lida nos bastidores do Supremo como muito mais do que um julgamento sobre medidas cautelares. Na avaliação de ministros e interlocutores da Corte ouvidos pelo blog, o resultado acabou expondo as posições de cada integrante da turma e revelou uma disputa silenciosa em torno das investigações do Caso Master. O relator, ministro André Mendonça, aproveitou o voto para deixar alguns recados claros. Primeiro, que as investigações continuam e não estão próximas do fim. Segundo, que ele acompanha com atenção as movimentações que, segundo interlocutores, tentam enfraquecer ou interromper a apuração. E, terceiro, que o ambiente na Segunda Turma tende a ficar mais tenso à medida que novos capítulos do caso chegarem ao colegiado. Nos bastidores do STF, a leitura é de que existe uma espécie de guerra fria em torno do caso. As posições ficaram mais delimitadas e os movimentos mais explícitos. Nesse contexto, o ministro Kassio Nunes Marques é visto como personagem central do julgamento. Havia a expectativa e pressão de diferentes lados sobre qual seria o seu posicionamento — o blog recebeu relatos de que houve muita pressão nos bastidores para entender de qual lado a balança de Nunes Marques ia pesar. Mas, assim como aconteceu quando decidiu pela manutenção da prisão de Daniel Vorcaro, Nunes Marques acompanhou André Mendonça e votou por manter seu pai preso. Interlocutores da Corte avaliam que pesaram as informações reunidas na investigação e a gravidade dos fatos atribuídos a Henrique Vorcaro. O julgamento também deu visibilidade ao voto divergente do ministro Gilmar Mendes. Gilmar questionou a necessidade da manutenção da prisão de Henrique Vorcaro, argumentando que figuras da gestão direta do banco já haviam sido soltas, o que feriria a isonomia. Ele foi além, sugerindo que a detenção do pai poderia ser uma manobra para pressionar Daniel Vorcaro a fechar um acordo de delação premiada, traçando um paralelo direto com os métodos da antiga Operação Lava Jato. Em resposta, Mendonça rebateu que Henrique não foi preso por ser pai do banqueiro, mas sim porque continuava a praticar crimes, conforme indicariam mensagens recentes. Vale notar que o colegiado da Segunda Turma não votou em sua totalidade: o ministro Dias Toffoli, embora faça parte da turma, não participou deste julgamento específico. O resultado dessa terça-feira (16), portanto, vai além da decisão sobre a situação jurídica do pai de Daniel Vorcaro. Para ministros ouvidos nos bastidores, a sessão desta terça funcionou como uma fotografia do momento atual do Supremo diante do Caso Master: posições mais expostas, recados mais diretos e uma disputa que está longe de terminar. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterOperação Lava JatoSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Conheça o hotel de luxo em Lisboa onde Vorcaro pagou suítes para Ciro Nogueira e Hugo Motta, segundo PF 17/06/2026 Caso Master no Supremo: decisão da Segunda turma escancara tensão 17/06/2026 MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
PGR se manifesta contra revisão criminal de Jair Bolsonaro no STF

PGR se manifesta contra revisão criminal de Jair Bolsonaro no STF Procuradoria afirma que defesa tenta reabrir discussão sobre condenação de 27 anos pela trama golpista sem apresentar fato novo ou ilegalidade manifesta Por Hugo Henud | O Estado de S.Paulo 16/06/2026 PGR se manifesta contra revisão criminal de Bolsonaro no STF Foto: Foto:Wilton Junior/Estadão A Procuradoria-Geral da República (PGR) se opôs à revisão criminal apresentada pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para tentar anular a condenação de 27 anos e 3 meses de prisão pela trama golpista. Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 16, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu que a ação nem sequer seja conhecida pela Corte. A revisão criminal foi apresentada pela defesa de Bolsonaro em maio com o objetivo de derrubar a condenação imposta pela Primeira Turma do STF. Os advogados alegam que o julgamento deveria ter ocorrido no plenário da Corte, sustentam que houve cerceamento de defesa, questionam a validade da colaboração premiada do tenente-coronel Mauro Cid e pedem a absolvição do ex-presidente dos crimes relacionados à trama golpista. Na manifestação, a PGR afirma que a revisão criminal não pode ser usada como uma nova tentativa de recurso para rediscutir pontos já analisados pelo Supremo. Para Gonet, a defesa não apresentou fato novo, prova falsa ou ilegalidade manifesta capaz de justificar a reabertura da condenação – requisitos necessasários para a revisão. Segundo o procurador-geral, os argumentos de Bolsonaro refletem “descontentamento” com as razões adotadas pela Corte. A PGR também rebateu a tese de que a Primeira Turma não teria competência para julgar o caso. Para Gonet, a competência do colegiado foi definida com base no Regimento Interno do STF e já havia sido analisada no processo. O parecer sustenta que a regra que reserva ao plenário o julgamento de presidentes da República se aplica ao chefe do Executivo em exercício, e não a ex-presidentes. Outro ponto contestado pela Procuradoria foi a alegação de que Bolsonaro ainda teria direito a embargos infringentes, recurso que poderia levar o caso ao plenário. Gonet afirmou que a jurisprudência do STF exige ao menos dois votos absolutórios para admitir esse tipo de recurso contra decisões das Turmas. Como apenas o ministro Luiz Fux votou pela absolvição de Bolsonaro, a PGR entende que o recurso não cabia. A Procuradoria também defendeu a validade da delação de Cid. O parecer afirma que o acordo de colaboração premiada foi homologado regularmente, que o militar esteve acompanhado por advogados e que a voluntariedade do acordo foi reafirmada em diferentes momentos do processo. Sobre a alegação de cerceamento de defesa, a PGR sustenta que os advogados tiveram acesso ao material e não demonstraram prejuízo concreto. Para Gonet, o volume de documentos e mídias decorreu da complexidade da investigação e não configura, por si só, violação ao direito de defesa. Ao final, a Procuradoria afirmou que o acórdão condenatório está amparado em um conjunto robusto de provas e que a revisão criminal não comporta um novo julgamento do caso. Agora, o pedido será analisado pelo ministro Kássio Nunes Marques, relator da ação no STF. Notícia anteriorPróxima notícia PGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Conheça o hotel de luxo em Lisboa onde Vorcaro pagou suítes para Ciro Nogueira e Hugo Motta, segundo PF 17/06/2026 Caso Master no Supremo: decisão da Segunda turma escancara tensão 17/06/2026 PGR se manifesta contra revisão criminal de Jair Bolsonaro no STF 16/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Ricardo Couto anuncia meta para zerar déficit e critica influência de deputados sobre secretarias

Ricardo Couto anuncia meta para zerar déficit e critica influência de deputados sobre secretarias Governador em exercício diz que pretende transformar déficit de R$ 19 bilhões em superávit e afirma que encontrou áreas do governo tratadas como ‘propriedade’ de parlamentares. Por Gabriel Barreira e André Coelho Costa | RJ2 16/06/2026 Ricardo Couto — Foto: Reprodução/GloboNews O governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, anunciou nesta terça-feira (16) uma nova meta fiscal para o estado, com o objetivo de reverter o déficit previsto no orçamento e fechar as contas no azul. A estratégia, segundo ele, é impulsionada pelo aumento do preço do petróleo, que deve elevar a arrecadação estadual nos próximos meses. A declaração foi feita durante um almoço com empresários no Copacabana Palace. Couto afirmou que pretende transformar em superávit o déficit de R$ 19 bilhões previsto originalmente na Lei Orçamentária Anual. Durante o encontro, o governador interino também fez críticas à influência de deputados estaduais sobre a estrutura do Executivo. Segundo ele, ao assumir temporariamente o comando do estado, ouviu de parlamentares que determinadas secretarias eram controladas por eles. “Ao assumir o governo temporariamente, conversando com alguns deputados, eu recebi a seguinte informação: a secretaria tal é minha, a secretaria tal é minha. Aí devemos perguntar: essa modalidade de gestão está certa ou não está? Quem é o gestor? É o chefe do Executivo ou é o Legislativo?”, declarou. As declarações ocorrem em meio ao acirramento da disputa entre o Palácio Guanabara e a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O presidente da Casa, Douglas Ruas, move ações no Supremo Tribunal Federal para assumir interinamente o governo do estado. Nos bastidores, a avaliação é que a medida também teria impacto sobre a disputa eleitoral deste ano pelo Palácio Guanabara. Nesta terça, o embate ganhou novos capítulos. A Comissão de Contenção de Gastos Públicos da Alerj convidou o secretário estadual de Planejamento para prestar esclarecimentos em audiência. Nos corredores da Assembleia, a iniciativa é vista como uma resposta às mudanças promovidas por Couto na estrutura do Executivo, incluindo a exoneração de funcionários indicados por deputados. No mesmo dia, os parlamentares discutiram um projeto enviado pelo governo para restabelecer benefícios fiscais já aprovados pelo Ministério da Fazenda. A proposta recebeu 17 emendas e precisará voltar à pauta em data ainda indefinida. A tramitação do projeto é considerada, nos bastidores, um teste para medir como a Assembleia irá se posicionar diante de um governo que parte dos deputados passou a enxergar como adversário político. Integrantes do Executivo avaliam que uma eventual rejeição da proposta poderia gerar desgaste junto ao setor empresarial. Outra medida anunciada pelo governo foi o envio à Alerj de um projeto para criar a figura do devedor contumaz, categoria destinada a empresas que utilizam a sonegação fiscal como modelo de negócio. Segundo o secretário estadual de Fazenda, Guilherme Mercês, a proposta busca ampliar os instrumentos de combate à fraude tributária. O governo cita como exemplo o grupo Refit, apontado pela Polícia Federal como um dos maiores devedores de tributos do país. De acordo com investigações federais, o conglomerado teria sido beneficiado pela gestão estadual anterior. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJGovernadorLOA Lei Orçamentária Anual Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 Viúva de Zico Bacana e assessor de Val Ceasa são presos em operação contra ligação com o TCP 18/06/2026 Moradora com doença autoimune relata dificuldade para obter medicamento de alto custo em Teresópolis 17/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Vorcaro tentou acionar diretor da PF e PGR antes de prisão, diz relatório

Vorcaro tentou acionar diretor da PF e PGR antes de prisão, diz relatório A investigação revela que o ex-banqueiro foi informado sobre a pressão da Polícia Federal e do Ministério Público antes de operação Por Pedro Penteado | CNN Brasil 16/06/2026 Daniel Vorcaro, dono do Banco Master • Divulgação/ Banco Master São Paulo – O ex-banqueiro Daniel Vorcaro buscou contato com os diretores da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, e da PGR (Procuradoria Geral da República), Paulo Gonet, pouco antes de sua prisão, aponta um relatório preliminar divulgado nesta terça-feira (16) pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal). Conforme a peça, pouco antes de sua primeira prisão, em novembro de 2025, Vorcaro pediu que um interlocutor reforçasse com os diretores para que os subordinados das corporações não praticassem “alguma sacanagem”, senão iria “tudo pro saco”. O conteúdo obtido pela investigação estava no bloco de notas do ex-banqueiro e o interlocutor não teve sua identidade revelada. Segundo a nota encontrada no celular de Daniel Vorcaro, ele recebeu informações confidenciais por parte de amigos de dentro do Banco Central que “ficaram preocupados” com a pressão feita pelo Polícia Federal e o Ministério Público contra o Bacen, antes da deflagração da Operação Compliance Zero. O ex-banqueiro mantinha desde julho de 2025 um mapeamento sobre qualquer investigação que pudesse envolver as fraudes do liquidado Banco Master, por onde obteve acesso à Notícia de Fato que marcou o início da Operação Compliance Zero. A partir da contextualização dos envolvidos, Vorcaro passou a monitorar as autoridades para tentar influenciar agentes públicos. Segundo a investigação, a influência de Vorcaro conseguiu atingir o Banco Central, por onde soube da reunião sigilosa entre a Polícia Federal e o BCB sobre as investigações envolvendo o Banco Master. Quatro dias depois, Vorcaro registrou o nome dos representantes da PF que estiveram na conversa e de outros três procuradores da República que não estavam no encontro. Mais tarde, ele planejou uma viagem a Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, para se encontrar com o interlocutor que estava presente na reunião e repassou as informações sigilosas sobre a investigação. Vorcaro também sabia em que vara o caso seria julgado e qual o nome do juiz que tramitava o pedido de medida cautelar. Quando interrogado pela delegada Janaína Palazzo sobre como obteve tal informação, o ele respondeu apenas que soube após publicação na imprensa. Entretanto, segundo a investigação da PF, foi o próprio ex-banqueiro quem vazou as informações para o jornalista autor do texto. Em prints divulgados na petição, o repórter recebia dinheiro de Vorcaro para publicar informações de interesse do banqueiro. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Central BC BACENBanco MasterMPF Ministério Público FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Vorcaro a Moraes: “Tenho gratidão da minha vida a você” 01/09/2026 “Liberei mais uma hoje” 01/09/2026 Cury cita em plano de governo doutorado em psicologia que não fez 01/09/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Ex-governador de Mato Grosso é alvo de operação sobre lavagem de dinheiro 06/08/2026 Romário diz à Justiça que penhora de salário no Senado compromete sua sobrevivência 04/08/2026 Jair Renan Bolsonaro declara patrimônio quatro vezes maior que em 2024 07/08/2026 Alunos se protegem de tiros durante confronto entre PM e criminosos em Nova Iguaçu 04/08/2026 Caso Lulinha: os detalhes do inquérito sigiloso da PF que investiga tráfico de influência no governo 20/08/2026
MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Primeiro Comando do Maranhão (PCM), que atua na capital São Luís, teria se beneficiado dos desvios Por Heitor Mazzoco | Veja 15/06/2026 Primeiro Comando do Maranhão (PCM) teria recebido parte de verba desviada (MP-MA/Divulgação) Uma operação coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Maranhão, batizada de Benedictio, prendeu um grupo investigado em esquema de desvio de 9,6 milhões de reais em verbas públicas parcialmente direcionadas ao crime organizado. A operação deflagrada nesta segunda-feira, 15, cumpriu mandados de prisão preventiva contra Evania Maria Sousa Nicacio, Lucivânia Martins Alves Siqueira, José Roberto Santos Cunha e Cristiana Serra Duarte Cunha, além de buscas e apreensões em 12 endereços. “Os alvos são investigados por integrar uma organização criminosa voltada ao desvio de verbas públicas oriundas de convênios e emendas parlamentares, lavagem de dinheiro e associação com facção”, disse o MP-MA, por meio de nota. Durante as diligências, o vereador de São Luís Beto Castro (Avante) foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo. No total, ao menos 15 pessoas são investigadas. De acordo com as apurações da Promotoria até o momento, o grupo “teria criado uma sofisticada rede formada por empresas de fachada, operadores financeiros, agentes políticos e colaboradores encarregados de ocultar a origem e a destinação de recursos que deveriam ser aplicados em projetos sociais voltados à população mais vulnerável”, citou a Promotoria. Ainda segundo o MP, as investigações apontaram ainda “indícios de um núcleo armado e de intimidação vinculado, à época dos fatos, à facção criminosa Primeiro Comando do Maranhão (PCM), com atuação em comunidades da capital”. A facção, inclusive, teria se beneficiado dos desvios. Parte dos recursos teria sido usada para sustentar “uma verdadeira rede de proteção privada”, voltada a blindar a liderança do grupo e a impor o silêncio aos moradores das áreas sob domínio — tática conhecida como omertà e oriunda das máfias italianas. “A investigação é fruto do trabalho do Gaeco, que reuniu ao longo de várias fases as provas que embasaram as medidas cautelares. E quando se soma a esse trabalho a integração com a Seic, a Polícia Militar e a inteligência da Caei no momento do cumprimento, o resultado é ainda melhor: ganhamos capacidade operacional para chegar a todos os alvos e desarticular uma estrutura que desviava recursos dos mais vulneráveis e se associava a uma facção criminosa. Seguimos com o compromisso de recuperar os ativos desviados”, afirmou o coordenador do Gaeco, Haroldo Paiva de Brito. Segundo informações oficiais, durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam aparelhos celulares, computadores, notebooks, mídias de armazenamento, documentos, registros contábeis, mais de 300 mil reais em espécie, armas e veículos de luxo. Novas fases da operação não são descartadas diante do volume apreendido — equipamentos eletrônicos e mídias digitais serão encaminhados para perícia para extração e análise dos dados. O nome da operação deriva da palavra latina Benedictus, que significa “abençoado”, em referência direta ao nome da entidade investigada, o Instituto Sê Tu Uma Bênção. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana
Mulher morre baleada dentro de van na zona Oeste do Rio

Mulher morre baleada dentro de van na zona Oeste do Rio Vítima estava como passageira do veículo, que trafegava na Avenida Antares, quando foi atingida Por Rafael Saldanha | CNN Brasil 14/06/2026 Caso aconteceu na Avenida Antares • Reprodução/Google Maps Uma mulher de 28 anos morreu baleada enquanto estava dentro de uma van em Santa Cruz, na zona Oeste do Rio de Janeiro, neste sábado (13). Segundo a Polícia Militar, Carolina da Silva Rodrigues estava como passageira do veículo, que trafegava na Avenida Antares, quando foi atingida. O motorista prestou socorro e encaminhou a vítima ao Hospital Municipal Pedro II, também em Santa Cruz. Policiais militares do 27º BPM (Santa Cruz) foram acionados para o hospital. Após dar entrada na unidade, ela não resistiu aos ferimentos. Não foi informado em qual parte do corpo ela foi baleada ou por quantos disparos foi atingida. O caso foi registrado na DHC (Delegacia de Homícidios da Capital). Agentes realizam diligências para apurar a autoria do crime e esclarecer os fatos. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Mulher morre baleada dentro de van na zona Oeste do Rio 14/06/2026 Plano de estourar os cofres públicos 14/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Plano de estourar os cofres públicos

Plano de estourar os cofres públicos O Senado ataca os cofres públicos ao aprovar bombas fiscais para atingir ao governo Lula, mas, na verdade, erra o alvo e acerta o país Por Míriam Leitão | O Globo 14/06/2026 Plenário do Senado após aprovar a renegociação de dívidas rurais — Foto: Carlos Moura/Agência Senado Todo ano eleitoral, os políticos, de governo e oposição, ampliam gastos públicos, mas é difícil encontrar paralelo ao que está acontecendo agora. O Senado resolveu atacar os cofres públicos com dois objetivos, ambos condenáveis: fazer demagogia eleitoral e constranger o presidente Lula. O que se diz em Brasília é que o senador Davi Alcolumbre, por rancor, continua tentando atirar em Lula. Errou o alvo, senador, e acertou o Brasil. Os senadores da oposição estão acusando o governo de gastador e fazendo o elogio da austeridade. Ao mesmo tempo, criam mais despesas. Quando criticam a gestão atual têm razão em vários pontos, mas as pautas que avançam no Senado desequilibram o país. Nove medidas que tramitam no Senado e na Câmara estão contratando um gasto extra de R$ 111 bilhões por ano, segundo nota do governo. Na última semana, o Senado aprovou a renegociação da dívida rural no plenário. A senadora Tereza Cristina, ex-ministra do governo Bolsonaro, justificou a gastança dizendo que era para “um setor que carrega o Brasil nas costas”. O agronegócio não carrega o Brasil, mas é importante. Esta dívida rural, que pode ser renegociada, havia sido contratada com juros subsidiados. Dar novo desconto em cima de dinheiro já incentivado é transferir mais renda para o agronegócio. Pela proposta, a dívida rural passará a ter taxas ainda menores, além do perdão de juros e multas por atraso. O custo seria coberto pelo Fundo Social formado com receitas do pré-sal. O governo fala no valor de R$ 140 bilhões em 13 anos. Outras propostas andaram em comissões. Uma delas prevê um salto no piso de médicos e dentistas. Sai de R$ 3.600 para R$ 13.600 e dá outras vantagens. A alta pesa nas contas dos governos federal, estaduais e municipais. Um trecho estabelece que estados e municípios poderão transferir alguns custos para a União. De novo, a contradição. Senadores que são contra a redução da jornada, defendendo a livre negociação entre patrões e empregados, votam a favor de um projeto que fixa com quantos minutos de trabalho o profissional tem que fazer uma pausa. O projeto que favorece os agentes comunitários de saúde e de combate às endemias vai no sentido inverso ao que o país tem de ir. Antecipa a aposentadoria desses servidores, quando todo o esforço do país tem sido o de adiar as aposentadorias. Também no sentido contrário ao que seria sensato, o Congresso está aprovando a ampliação das renúncias fiscais para as igrejas. O projeto é de Marcelo Crivella, que legisla em causa própria. O custo do benefício tributário aos templos já é muito alto. Agora eles não pagarão impostos nos serviços e bens que comprarem. O Congresso quer fazer agrados a segmentos do eleitorado e deixar com o governo o ônus de vetar. É uma briga irresponsável por votos com o dinheiro público. O tamanho da conta e quem vai pagá-la não interessa aos congressistas. No Senado, na semana passada, foram vários projetos com o mesmo efeito de arrombar os cofres públicos. Alcolumbre transformou a sua presidência em instrumento para se vingar do governo. — Na verdade, a motivação é essencialmente política, colocar o governo no córner num ano de eleições, quando o próprio governo segue um caminho de expansão fiscal com “bondades”. Vamos denominar isso de uma corrida populista para o fundo do poço fiscal — diz o economista Claudio Frischtak da Inter.B Consultoria. A economista Juliana Inhasz, do Insper, também usa a mesma imagem. — A gente não consegue enxergar o fundo desse poço.Há a possibilidade de o governo, lembrou a economista, recorrer ao STF, mas isso agravaria ainda mais o conflito entre os Poderes. O governo Lula passou três anos reclamando do peso fiscal deixado por Jair Bolsonaro com as medidas eleitoreiras de 2022. Agora tem feito a mesma coisa. A isenção do imposto de renda para salários até R$ 5 mil é parte do plano de justiça tributária. Mas alguns projetos são apenas populismo eleitoral. O problema de o governo e a oposição juntos quebrarem os cofres públicos é que, no ano que vem, a conta chegará para quem for administrar o país. O pagador de todas as promessas é o contribuinte. Não existe dinheiro em abstrato. O governo paga contas com o nosso dinheiro ou se endivida em nosso nome. Com bombas fiscais e bondades eleitorais, o Brasil contratará uma enorme crise para breve. (Com Ana Carolina Diniz e Luciana Casemiro) Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPP ProgressistasPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanosSenadorSenadoraUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Plano de estourar os cofres públicos 14/06/2026 Das 10 companhias que mais receberam do Master, 4 têm sinais de empresa de fachada; veja ranking 13/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list