Politicaria é um termo pejorativo que define a prática da política voltada para interesses particulares, mesquinhos ou clientelistas. É o famoso “toma lá, dá cá” ou a troca de favores em benefício próprio.

As consequências do 

seu voto

Festas de Vorcaro em Nova York com políticos, uísque e mulheres custaram R$ 11,9 milhões

Festas de Vorcaro em Nova York com políticos, uísque e mulheres custaram R$ 11,9 milhões

Festas de Vorcaro em Nova York com políticos, uísque e mulheres custaram R$ 11,9 milhões Uma das atrações mais caras foi confraternização de temática ‘astronauta’ com ‘artistas’ e ‘performances’ da Ucrânia e Rússia Por Malu Gaspar e Johanns Eller | O Globo 03/06/2026 O ex-banqueiro Daniel Vorcaro — Foto: Ana Paula Paiva/Valor A degustação de uísques e charutos que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, ofereceu ao então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e vários outros políticos e autoridades em Nova York em maio de 2024 não foi a única extravagância que ele promoveu nos Estados Unidos naquele período. Ao todo, Vorcaro gastou pelo menos R$ 11,9 milhões em valores da época na organização de eventos para entreter políticos e autoridades que estavam na cidade naqueles dias — além da prova de bebidas e charutos, um jantar e uma festa com mulheres com fantasias prateadas que ficou conhecida como a “noite das astronautas”. Os valores constam de uma planilha apreendida no celular de Vorcaro e incluída na representação da Polícia Federal (PF) que embasou a oitava fase da Operação Compliance Zero no último dia 26, com busca e apreensão sobre Castro e outros sete alvos. Segundo fontes que estiveram no evento relataram à equipe da coluna, a festa ocorreu na suíte presidencial em Nova York na qual os convidados, todos homens, eram entretidos por russas e ucranianas vestidas com malhas prateadas e acessórios de vidro na cabeça que lembravam um traje espacial. Além da festa das astronautas, à qual compareceram mais políticos além dos que estavam na degustação, houve também um jantar bancado por Vorcaro e incluído na conta daquela semana enviado ao banqueiro. Só nesses eventos, o dono do Master gastou mais de US$ 721 mil, o equivalente a R$ 3,7 milhões em 2024. Um e-mail enviado a Vorcaro na ocasião discriminava os custos: 526,2 mil euros para bancar as “artistas, performances com logística e equipe de management [gerenciamento]” e outros 109,2 mil euros referentes a “taxas”, sem maiores detalhes. Tudo pago por meio de wire transfer, remessas internacionais sem instituições intermediárias muito usadas nos EUA. O documento enviado ao relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça, também destaca gastos com “festas”, equipamentos de som e luz, produção de evento e hospedagem de equipe que somam US$ 545,2 mil (R$ 2,8 milhões). A esses gastos se somam a degustação de uísque, como mostrou O GLOBO, custou pouco mais de US$ 1 milhão (R$ 5,3 milhões). Realizada no exclusivo The Carnegie Club, localizado a algumas quadras do Central Park e da nobre Quinta Avenida, em Manhattan, Vorcaro bancou a locação do espaço, os charutos e as bebidas liberadas. Castro e os demais convidados saíram de lá com uma garrafa de Macallan 25 anos avaliada em R$ 30 mil e uma caixa de charutos cada um. Nessa ocasião, Vorcaro gastou R$ 3,5 milhões só com uísques. Segundo reportagem do GLOBO, além do governador fluminense e do dono do Master, participaram da degustação o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e os deputados federais Hugo Motta (Republicanos-PB), Marcos Pereira (Republicanos-SP), Isnaldo Bulhões (MDB-AL) e Doutor Luizinho (PP-RJ), à época cotados para disputar a presidência da Câmara dos Deputados (Motta foi eleito para o cargo em fevereiro do ano seguinte). Há ainda despesas documentadas de US$ 44,6 mil descritas como pagamento do “pacote de comidas e bebidas e green room” das artistas e “consumo de extras no hotel dos hóspedes entre os dias 12 e 16 de maio, totalizando R$ 11,9 milhões. No mesmo período, diálogos obtidos pelos investigadores em um dos celulares do CEO do Master demonstram que ele também bancou um jantar para o então governador no Rio no restaurante Nusr-Et, do badalado chef turco Salt Bae, em Nova York. Também localizado em Manhattan, a casa é conhecida por excentricidades como filés de carne com folhas de ouro. Ao receber o convite de Vorcaro por WhatsApp, Castro exclamou: “Você não existe”. A um auxiliar que organizou o jantar, o banqueiro orientou: “Pede aquela carne de ouro ou alguma especial pra ele ir [à mesa]”, em referência a Salt Bae, que estava na filial de Nova York na ocasião. O documento da PF não detalha quanto custou o convescote, mas a representação menciona outro banquete do político do PL pago por Daniel Vorcaro um ano antes no mesmo local. Segundo a investigação, o banqueiro, que não esteve no jantar, desembolsou US$ 13,3 mil (R$ 66 mil). Degustação em Londres O evento no The Carnegie Club em NY não foi a única degustação de uísque custeada por Vorcaro para autoridades brasileiras. No mês anterior à farra nos EUA, o Banco Master financiou o Fórum Jurídico Brasil de ideias. Organizada pelo Grupo Voto e estrelada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, a conferência ocorreu em um hotel de luxo em Londres, no Reino Unido. Registros encontrados em um celular do dono do Master apontam que ele gastou US$ 640,8 mil (R$ 3,2 milhões) na degustação no exclusivo clube George, no bairro londrino de Mayfair, considerado um dos mais caros do mundo. Segundo o site Poder360, estiveram no George os ministros Moraes e Dias Toffoli, do STF; o ex-ministro da Corte e então titular da pasta da Justiça do governo Lula, Ricardo Lewandowski; Benedito Gonçalves, magistrado do Superior Tribunal de Justiça (STJ); o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues; o procurador-geral da República, Paulo Gonet; o presidente da Câmara, Hugo Motta e Ciro Soares, advogado de Vorcaro, além do próprio banqueiro. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalGovernadorMDB Movimento Democrático BrasileiroPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasRepublicanosSenadorSTF Supremo Tribunal FederalSTJ Superior Tribunal de Justiça Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Eduardo Bolsonaro sugere troca do Pix por sistema americano Zelle, e vira alvo de críticas nas redes: ‘Vassalagem’ 04/06/2026 Flávio é responsabilizado por ameaça ao Pix e tarifaço em 8 de cada 10 mensagens opinativas, diz levantamento 03/06/2026 ‘A pátria dos Bolsonaro não é a brasileira, é a pátria estrangeira’, diz Simone Tebet 03/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na

Flávio Bolsonaro se encontra com Eduardo Cunha em BH

Flávio Bolsonaro se encontra com Eduardo Cunha em BH

Flávio Bolsonaro se encontra com Eduardo Cunha em BH Senador concedeu entrevista à rádio ligada ao ex-presidente da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (2). Por g1 Minas 02/06/2026 Eduardo Cunha e Flávio Bolsonaro durante encontro em Belo Horizonte nesta terça-feira (2) — Foto: Reprodução/Instagram Belo Horizonte – O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) se encontrou com o ex-deputado federal Eduardo Cunha, nesta terça-feira (2), em Belo Horizonte. Flávio concedeu uma entrevista à rádio 89 Maravilha, ligada a Cunha, e falou sobre carga tributária, empreendedorismo e programas sociais. O ex-parlamentar publicou nas redes sociais um vídeo com o senador para divulgar a conversa e disse que Flávio assumiu “a missão de liderar o campo conservador na disputa de 2026”. Eduardo Cunha foi deputado federal de 2003 a setembro de 2016, quando teve o mandado cassado na Câmara dos Deputados por quebra de decoro parlamentar. Ele chegou a ser preso no mesmo ano alvo da operação Lava Jato. Em 2015, quando era presidente da Casa, Cunha autorizou a abertura do processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT), que perdeu o mandato em agosto de 2016. Em 2026, ele anunciou ser pré-candidato a deputado federal por Minas Gerais. Notícia anteriorPróxima notícia Belo Horizonte MGDeputado FederalOperação Lava JatoPL Partido LiberalPT Partido dos TrabalhadoresSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Alcolumbre imita Eduardo Cunha ao apostar em pautas-bomba contra o governo 12/06/2026 Alcolumbre e PT da Bahia aparecem em novo capítulo das revelações de Vorcaro 11/06/2026 PT pede que STF apure se “Dark Horse” virou caixa 2 para campanha de Flávio 10/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Flávio Bolsonaro visita Eduardo Cunha, mas omite encontro nas redes

Flávio Bolsonaro visita Eduardo Cunha, mas omite encontro nas redes

Flávio Bolsonaro visita Eduardo Cunha, mas omite encontro nas redes Presidenciável foi recebido nos estúdios da Rádio Maravilha, controlada pelo deputado cassado Por Bernardo Mello Franco | O Globo 02/06/2026 Flávio Bolsonaro e Eduardo Cunha noes estúdios da Rádio Maravilha, em BH — Foto: Reprodução Flávio Bolsonaro aproveitou a passagem por Belo Horizonte, nesta terça-feira, para fazer uma visita especial. Passou parte da manhã com Eduardo Cunha, velho aliado do pai. O pré-candidato do PL deu uma entrevista de quase meia hora à Rádio Maravilha, emissora evangélica controlada pelo ex-deputado cassado e preso na Lava-Jato. Flávio contraternizou com Cunha, que o recebeu nos estúdios e assistiu à gravação. Curiosamente, o presidenciável evitou divulgar o encontro nas redes sociais. As únicas imagens dos dois juntos foram publicadas no perfil do ex-deputado, que se instalou em Minas para tentar voltar à Câmara. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalOperação Lava JatoPL Partido LiberalSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Alcolumbre imita Eduardo Cunha ao apostar em pautas-bomba contra o governo 12/06/2026 Alcolumbre e PT da Bahia aparecem em novo capítulo das revelações de Vorcaro 11/06/2026 PT pede que STF apure se “Dark Horse” virou caixa 2 para campanha de Flávio 10/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Horas após nova proposta de tarifaço, Trump posta foto com Flávio Bolsonaro

Horas após nova proposta de tarifaço, Trump posta foto com Flávio Bolsonaro

Horas após nova proposta de tarifaço, Trump posta foto com Flávio Bolsonaro Mensagem é publicada no dia em que os EUA propuseram uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, sob a alegação de práticas restritivas ao comércio americano. Lula responsabilizou família Bolsonaro pela taxação, relacionando-a à visita de Flávio à Casa Branca, no último dia 26. Por g1 02/06/2026 Trump faz post sobre encontro com Flávio Bolsonaro — Foto: Reprodução/Truth Social O presidente dos EUA, Donald Trump, fez um post nesta terça (2) sobre o encontro com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em uma das fotos, também aparece o irmão do parlamentar, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. “Foi muito bom ter Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca — um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil!”, escreveu Trump, na Truth Social, a sua rede social. A mensagem foi publicada no dia em que os EUA propuseram uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, sob a alegação de práticas restritivas ao comércio americano. Lula responsabilizou família Bolsonaro pela taxação, relacionando-a à visita de Flávio à Casa Branca, no último dia 26. O pré-candidato afirmou em entrevista que pediu ao americano para não taxar o Brasil. “Nas três reuniões que nós tivemos, com o presidente Trump, o vice-presidente [J.D.] Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio, eu pedi expressamente: não taxem as empresas brasileiras. É um pedido que eu fiz, expresso, a eles”, afirmou Flávio Bolsonaro em entrevista à Rádio Itatiaia, de Minas Gerais. Visita à Casa Branca Flávio Bolsonaro foi recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na terça-feira da semana passada, dia 26 de maio. No dia seguinte, ele se encontrou também com Marco Rubio, secretário de Estado, e com JD Vance, vice-presidente. Em coletiva de imprensa após o encontro, Flávio disse que pediu a Trump para que as facções criminosas Primeiro Comando Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) sejam classificadas como organizações terroristas. O senador também disse que prometeu ao republicano incluir o Brasil no Escudo das Américas caso seja eleito. A coalizão, criada pelos EUA com países latino-americanos, tem como foco o combate ao crime organizado e combater interferências estrangeiras. “Pedi enfaticamente ao presidente Trump que designe o quanto antes o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras”, afirmou. Segundo Flávio, Trump respondeu que irá analisar a classificação das facções brasileiras como grupos terroristas. O senador também disse que conversou com Trump sobre tarifas e terras raras. Ainda segundo Flávio, Trump perguntou sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, atitude que ele classificou como um “gesto humano”. O parlamentar afirmou ainda ter recebido do presidente americano uma “challenge coin”, uma espécie de moeda militar comemorativa. Já na quarta-feira (27), de acordo com o senador, o encontro com Rubio durou cerca de 30 minutos. Uma imagem da reunião com o secretário de Estado foi compartilhada por Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro, nas redes sociais. Já na reunião com J.D. Vance, segundo o senador, o vice-presidente levantou questões relacionadas à liberdade de expressão no Brasil. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Alcolumbre imita Eduardo Cunha ao apostar em pautas-bomba contra o governo 12/06/2026 Alcolumbre e PT da Bahia aparecem em novo capítulo das revelações de Vorcaro 11/06/2026 PT pede que STF apure se “Dark Horse” virou caixa 2 para campanha de Flávio 10/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

O amigo do crime

O amigo do crime

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Por que Ciro Nogueira comparece em (quase) todos os escândalos da República Por Breno Pires | Piauí 02/06/2026 Daniel Vorcaro abraçando seu “amigo de vida”, Ciro Nogueira, na estação de esqui de Courchevel, nos Alpes franceses, em imagem encontrada pela Polícia Federal no celular do banqueiro – Crédito: REPRODUÇÃO – Sem falsa modéstia, você sabe que eu me tornei um dos homens mais influentes da política nacional. Eu conheço todos os grandes empresários do nosso país. Todos. O senador Ciro Nogueira falava com desembaraço, como quem trata de um assunto trivial. Ele estava dando uma entrevista a um telejornal de Teresina, a capital do Piauí, o estado que o elege para deputado ou senador desde 1994. Era dia 13 de março passado, uma sexta-feira. Fazia uma semana que viera a público uma mensagem de WhatsApp na qual o banqueiro Daniel Vorcaro, que acabara de voltar à prisão, se referia ao senador como “um dos meus grandes amigos de vida”. – Não tem nenhum grande empresário nesse país que não já tenha me procurado em Brasília, ou me convidado para eventos, ou para palestra, ou para jantares – disse o senador. A mensagem, defendida com naturalidade, era clara: Ciro Nogueira não tinha nenhuma relação especial com Vorcaro porque conhece “todos os grandes empresários do nosso país”. Tampouco obteve qualquer vantagem de Vorcaro, além da sucessão de convites para eventos, palestras e jantares que recebe habitualmente de tanta gente. – Agora, você nunca vai ver nada de errado nesses diálogos. Ah, “foi convidado para jantar”. Ah, “botou um helicóptero à minha disposição”, que eu não usei. Poxa, mas, pelo amor de Deus. Isso é o fato de nós termos um homem influente que conhece todos os homens influentes do país – concluiu o senador. Em defesa de sua inocência, Ciro comparava a presença em um jantar com o uso eventual de um helicóptero, colocava tudo na embalagem política, coisa de gente influente, e nada disso comprometia seu comportamento ético e íntegro. Nem achava necessário explicar por que apresentou uma emenda aumentando de 250 mil para 1 milhão de reais o limite de cobertura para investidores em caso de quebra da instituição financeira. A proposta atendia de modo tão flagrante os interesses de Vorcaro que ganhou a jocoso apelido de “Emenda Master”. Antes, em fevereiro, Ciro já exalava confiança em entrevista ao SBT News: “Não tenho medo de [expor] essa relação porque ela nunca foi uma relação ilícita, nunca tratei de assuntos do Banco Master, nunca fiz gestões para encobrir algo.” Quando seu nome pipocou no WhatsApp de Vorcaro, em março, recorreu a um argumento ao mesmo tempo juvenil e cômico para negar que se tratasse dele: “Segundo o IBGE, existem mais de 11 mil pessoas com o nome Ciro no Brasil.” Em abril, com Vorcaro na cadeia, continuou mostrando-se tranquilo: “Espero que o mais rapidamente possível o Ministério Público e a Polícia Federal passem esse episódio a limpo para que a gente possa discutir o que realmente precisa no país.” Ciro Nogueira falava com a segurança de quem adquiriu uma posição proeminente na política nacional. Entre 2021 e 2022, esteve no ponto mais alto de sua trajetória política. Foi ministro-chefe da Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro. Não é um posto qualquer. Como definiu Bolsonaro na época em que o nomeou, era a “alma do governo”. Ali, fazendo as vezes de um primeiro-ministro, Ciro tornou-se a peça que faltava para que a banda podre do Congresso assumisse um controle até então inédito sobre a máquina do Executivo – e uma posição privilegiada para acomodar seus interesses heterodoxos. A entrevista que o senador concedeu à TV Antena 10 de Teresina em março terminou depois de 45 minutos. Pela aparência, Ciro saiu satisfeito com o resultado. Tinha razão. Afinal, apesar das suspeitas iniciais, seu nome continuava em alta na cotação para ocupar a vaga de candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro. A chapa Flávio-Ciro vinha ganhando certa tração nas hostes da direita e da extrema direita – mas assim que o mês de maio chegou tanto o candidato a candidato a vice quanto o próprio candidato a candidato a presidente foram atropelados, cada um a seu modo, pelo escândalo do Master. De acordo com uma reportagem do Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro enviou um áudio cobrando os 24 milhões de dólares que o banqueiro havia prometido doar para, alegadamente, financiar a cinebiografia de Jair Bolsonaro. Flávio chama-o de “irmão” e, em mensagem enviada um dia antes da primeira prisão de Vorcaro em novembro do ano passado, afirma: “Estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente.” E completa: “Só preciso que me dê uma luz.” A luz, no caso, é dinheiro. Na tarde em que o caso veio a público, Flávio Bolsonaro negou que o banqueiro financiara o filme e ainda ironizou o repórter que lhe fez a pergunta. Horas depois, com a divulgação do áudio, foi obrigado a admitir o que negara, e agiu como se fosse uma transação inofensiva – com “zero de dinheiro público”, ainda que o Master tenha se locupletado com dinheiro público de fundos de pensão. No caso de Ciro, o terremoto do Master chegou alguns dias antes. No dia 6 de maio, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou uma nova operação da Polícia Federal sobre o caso Master. Ao analisar a relação entre Ciro Nogueira e o banqueiro, a partir dos resultados da investigação da PF, o ministro escreveu que havia um “arranjo funcional e instrumental orientado por benefício mútuo, extrapolando relações de mera amizade”. A piauí teve acesso às mais de sessenta páginas que compõem o relatório da PF, onde constam datas, cenas, viagens, fotos. De sua leitura, emerge um universo feito de mesadas, empresas subavaliadas, dinheiro vivo, apartamentos, cartões de crédito, restaurantes, hotéis, jatinhos, emenda parlamentar e férias na neve. Um documento do Coaf, o órgão federal que rastreia transações

Vídeo mostra PMs gritando ‘vai morrer, hein!’ para motociclista morto a tiros durante abordagem em São Gonçalo

Vídeo mostra PMs gritando ‘vai morrer, hein!’ para motociclista morto a tiros durante abordagem em São Gonçalo

Vídeo mostra PMs gritando ‘vai morrer, hein!’ para motociclista morto a tiros durante abordagem em São Gonçalo Câmeras de segurança registraram áudio da perseguição; família diz que Eduardo Ornellas, de 26 anos, fugiu por causa de documento atrasado. Por Adriana Rezende | Bom Dia Rio 02/06/2026 Agentes do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidão (Recom) foram filmados correndo atrás do motociclista — Foto: Reprodução/TV Globo Câmeras de segurança registraram na tarde de domingo (31) o momento em que mais de 3 PMs perseguem o motociclista Eduardo Ornellas, de 26 anos, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, instantes antes de ele ser morto durante uma abordagem policial. No vídeo, é possível ouvir gritaria e disparos, acompanhado dos policias gritando “vai morrer” repetidamente enquanto o rapaz foge. “Para!”. Logo depois, outro ameaça: “Vai morrer, hein! Vai morrer, hein! Vai morrer”. O corpo de Eduardo será velado na manhã desta terça-feira (2), com enterro previsto para às 11h30, no Cemitério Parque da Paz, no bairro Pacheco, em São Gonçalo. Segundo familiares, o motociclista não obedeceu a ordem de parar dos PMs por não estar com o documento da moto em dia, depois disso, os policias teriam confundido o celular que estava na cintura dele e começaram a disparar. A namorada de Eduardo, que estava na garupa, foi atingida por um primeiro disparo, e então ele se desespera e sai correndo. Eduardo chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu aos ferimentos. A mulher foi levada para o Hospital Estadual Alberto Torres, também em São Gonçalo. Ele já recebeu alta médica. “Foi uma abordagem negligente. Ele acabou acertando a namorada na perna. Assustado, vendo a gravidade da situação, saiu correndo. Como estava com o documento da moto atrasado, correu na tentativa de pedir socorro”, diz um parente, que completou: “A família está indignada. O rapaz nunca teve envolvimento com tráfico ou qualquer atividade criminosa. Trabalhador, vidraceiro, conhecido na região. Era um garoto de bem.” A Corregedoria da Polícia Militar informou que abriu investigação para apurar a atuação dos agentes do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidão (Recom). O policial que efetuou o disparo foi afastado das funções. O caso também é investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG). Notícia anteriorPróxima notícia Polícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseSão Gonçalo RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O que Vorcaro diz sobre o filme de Bolsonaro na nova delação 09/06/2026 O caminho do dinheiro 09/06/2026 A decisão de Kassio Nunes Marques que coloca a eleição em risco 08/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Operação que mirou produtora de ‘Dark Horse’ gera incômodo nos bastidores da prefeitura de SP

Operação que mirou produtora de ‘Dark Horse’ gera incômodo nos bastidores da prefeitura de SP

Operação que mirou produtora de ‘Dark Horse’ gera incômodo nos bastidores da prefeitura de SP Prefeito evitou fazer críticas diretas, mas sugeriu eventual teor político na ação da Polícia Civil; nos bastidores, aliados falam em ‘fogo amigo’ Por Hyndara Freitas | O Globo 02/06/2026 O candidato Ricardo Nunes ( MDB ) depois de ter votado para prefeito na Escola Estadual Dom Duarte Leopoldo e Silva , Zonal Sul da Capital ao lado do governador Tarcisio de Freitas — Foto: Edilson Dantas / O Globo São Paulo – A operação deflagrada nesta segunda-feira (1º), que mirou o contrato firmado entre a Prefeitura de São Paulo e a uma ONG da mesma dona da produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, causou incômodo na gestão Ricardo Nunes (MDB) e críticas, nos bastidores, à atuação da Polícia Civil de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Aliados do prefeito afirmam que a busca e apreensão na Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia teria sido “desnecessária e midiática”, porque o contrato com o Instituto Conhecer Brasil (IBT) e as respectivas prestações de contas da entidade já eram públicos. O instituto, que tem Karina Ferreira da Gama como dona, a mesma da produtora Go Up Entertainment — responsável pelo filme sobre Jair Bolsonaro (PL), tem um contrato de R$ 108 milhões com a pasta para instalar 5 mil pontos de Wi-Fi em vias públicas da periferia paulistana. Segundo pessoas próximas a Nunes, a situação pegou o prefeito de surpresa, principalmente por ter vindo da polícia estadual. Ao se manifestar sobre o caso, o prefeito chegou a sugerir uma eventual conotação política na ação e ele questionou “por que só agora essa questão?”. O GLOBO apurou que a operação não passou pela cúpula da Secretaria da Segurança Pública, e foi avançando fora dos holofotes. Uma ala da Polícia Civil está insatisfeita com a gestão Tarcísio. O governador evitou comentar o tema e aliados apontam que a polícia “tem independência”, e que portanto não caberia a Tarcísio ser informado sobre a operação antecipadamente. O caso começou quando o Ministério Público Federal (MPF) recebeu, em dezembro de 2025, uma denúncia relatando suspeitas de irregularidades no contrato do ICB com a Prefeitura de São Paulo. Como se tratava de um caso relativo à administração municipal, o MPF repassou a notícia de fato para o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que então pediu a abertura de um inquérito policial em março, aberto pela 2ª Divisão de Investigações sobre Crimes contra a Administração e Fraudes (Discca), do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC). A investigação passou a ser tocada pelo delegado Antonio Carlos Munuera Silveira, titular da delegacia, que solicitou ao Judiciário a autorização para a operação desta segunda. Notícia anteriorPróxima notícia GovernadorMDB Movimento Democrático BrasileiroMP-SPMPF Ministério Público FederalPL Partido LiberalPolícia CivilPrefeitoPresidente da RepúblicaRepublicanos Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O amigo do crime 02/06/2026 Operação que mirou produtora de ‘Dark Horse’ gera incômodo nos bastidores da prefeitura de SP 02/06/2026 TCE rejeita as contas de 2025 do governo Cláudio Castro; voto cita perdas ligadas ao Banco Master 01/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

‘Parecia uma combinação entre eles’: vice-prefeito acusado de golpe da pensão transferia dinheiro para a ex, aponta investigação

'Parecia uma combinação entre eles': vice-prefeito acusado de golpe da pensão transferia dinheiro para a ex, aponta investigação

‘Parecia uma combinação entre eles’: vice-prefeito acusado de golpe da pensão transferia dinheiro para a ex, aponta investigação MP acusa Hélio Luiz Fazoli de Moraes de forjar união estável com ex-procurada do estado para receber pensão após a morte dela. Idosa era tia da ex-esposa do político. Por Fantástico 02/06/2026 Uma escritura de união estável entre Ângela Marília de Moraes Peçanha e Hélio Luiz Fazoli de Moraes — Foto: Fantástico/ Reprodução A investigação sobre um suposto esquema para obtenção indevida de pensão de uma procuradora aposentada do Rio de Janeiro identificou transferências de dinheiro feitas pelo vereador e atual vice-prefeito de Trajano de Moraes, Hélio Luiz Fazoli de Moraes, para a ex-esposa dele, Adriana Pessanha, de 55 anos. O caso é apurado pelo Ministério Público do Rio, que acusa Hélio de ter forjado uma união estável com a ex-procuradora Ângela Marília de Moraes Pessanha para receber pensão após a morte dela. Adriana, por sua vez, é sobrinha da servidora aposentada. Segundo a investigação, a movimentação financeira entre os dois chamou a atenção dos promotores após a quebra do sigilo bancário dos envolvidos. “Todo mês, o investigado transferia recursos para a ex-esposa”, afirmou Marcos Davidovich, promotor do Ministério Público-RJ. Para os investigadores, as transferências reforçam a suspeita de que a obtenção da pensão beneficiaria não apenas Hélio, mas também pessoas próximas a ele. “Não seria uma pensão alimentícia, parece mais uma combinação entre eles”, disse o promotor. De acordo com a investigação, durante quase 10 anos, Hélio e Adriana receberam dos cofres públicos quase R$ 5 milhões. O que diz a investigação De acordo com o Ministério Público, Hélio foi casado com Adriana Pessanha até 2013. Cerca de dez meses após o divórcio, ele formalizou em cartório uma união estável com Ângela, tia da ex-mulher e então com mais de 80 anos. A acusação sustenta que o relacionamento nunca existiu de fato e que a formalização da união teve como objetivo garantir o recebimento da pensão deixada pela procuradora após sua morte. Além da união estável, Hélio teria obtido uma procuração que lhe concedia amplos poderes para movimentar as contas da servidora aposentada. Após a morte dela, ele solicitou o benefício previdenciário. O pedido foi negado pelo INSS, mas acabou aprovado pelo RioPrevidência. Bloqueio de bens A Justiça aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e determinou a suspensão imediata da pensão. Também foram bloqueados bens dos investigados, incluindo contas bancárias, imóveis, veículos, aplicações financeiras, ações e criptomoedas. Segundo os promotores, os valores recebidos dos cofres públicos chegam a quase R$ 5 milhões. Hélio Luiz e Adriana Pessanha respondem pelos crimes de falsidade ideológica e estelionato qualificado. O que dizem os citados Em nota, o Rioprevidência informou que já suspendeu o pagamento da pensão; que não detectou a fraude na época; e que vai acompanhar o processo junto à Procuradoria-Geral do Estado do Rio. Em nota, a defesa de Hélio Luiz Fazoli e de Adriana Canes Peçanha afirma que a investigação foi conduzida sem que os acusados fossem ouvidos e que a acusação se baseia em narrativas do cenário político local. Diz ainda que os parente de Ângela que prestaram depoimento sequer frequentavam a cidade e que, como não há inventário aberto, é falso afirmar que os bens ficaram com Hélio. A nota acrescenta que a imagem da ex-procuradora merece respeito e será defendida por quem realmente cuidou dela; e conclui dizendo que a inocência dos dois será provada na Justiça. Notícia anteriorPróxima notícia MP-RJRegião Serrana e Centro Sul FluminenseRioPrevidênciaTrajano de Moraes RJVice-prefeito Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O que Vorcaro diz sobre o filme de Bolsonaro na nova delação 09/06/2026 O caminho do dinheiro 09/06/2026 A decisão de Kassio Nunes Marques que coloca a eleição em risco 08/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Mendonça cobra da PF materiais da quebra de sigilo da amiga de Lulinha

Mendonça cobra da PF materiais da quebra de sigilo da amiga de Lulinha

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Cobrança foi feita pelo ministro do STF André Mendonça após a PF trocar o delegado que coordenava o inquérito que apura a Farra do INSS Por Igor Gadelha | Metrópoles 02/06/2026 O ministro do STF André Mendonça | BRENO ESAKI/METRÓPOLES O ministro do STF André Mendonça cobrou da Polícia Federal (PF) o resultado das quebras de sigilo de investigados pela Operação Sem Desconto. O inquérito apura descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Um dos materiais cobrados pelo magistrado foi o da quebra de sigilo da empresária Roberta Luchsinger. Ela é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, um dos filhos mais velhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo apurou a coluna, a cobrança foi feita por Mendonça em meados de maio, após a PF mudar a investigação da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores (Cinq). A mudança de área provocou a saída do delegado Guilherme Figueiredo Silva da coordenação do inquérito. O delegado está à frente da chefia da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários desde junho de 2025. A substituição feita pela PF surpreendeu Mendonça. Relator do inquérito no Supremo, o ministro relatou a interlocutores que ficou sabendo da mudança por meio de um dos advogados que estão atuando no caso. Após a troca, Mendonça convocou reunião com integrantes da Polícia Federal. O magistrado também pediu relatório detalhado sobre todos os que foram alvo da operação, para saber em que pé andam as investigações. De acordo com a PF, a mudança de área do inquérito foi uma questão “burocrática” e visa “assegurar maior eficiência e continuidade às investigações”. Segundo a corporação, a Cinq possui melhor estrutura para cuidar do caso. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana

MPF cobra avanços nas obras da BR-040, em Petrópolis

MPF cobra avanços nas obras da BR-040, em Petrópolis

MPF cobra avanços nas obras da BR-040, em Petrópolis Durante reunião, Movimento Empresarial Petrópolis 2030 defendeu relatórios mensais sobre as intervenções; concessionária detalhou cronograma de recuperação da serra até novembro. Por g1 01/06/2026 Em reunião sobre as condições do trecho de subida da BR-040, na Serra de Petrópolis, a Elovias explicou que as obras no local vão até novembro deste ano — Foto: Movimento Petrópolis 2030 O Ministério Público Federal (MPF) realizou uma reunião com a concessionária Elovias, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), pesquisadores da Coppe/UFRJ e representantes da sociedade civil, por meio do Movimento Empresarial Petrópolis 2030 e a ONG NovAmosanta, para discutir as melhorias previstas para a BR-040, com foco na recuperação da pista de subida da Serra de Petrópolis. Durante o encontro, realizado na Procuradoria da República em Petrópolis, a concessionária apresentou o plano de ação para recuperação do pavimento no trecho de subida, considerado um dos mais críticos da BR-040. Na reunião, o MPF apontou o atraso no cronograma inicial para recuperação das placas de concreto. Segundo a Elovias, a previsão agora é concluir os serviços até novembro. Em reunião anterior com o órgão, a concessionária havia informado que pretende substituir 210 placas de concreto na pista de descida entre maio e outubro deste ano. Segundo a empresa, existem atualmente 1.412 placas de concreto danificadas ou deterioradas na área, sendo que houve a recuperação 124 nos seis primeiros meses da nova concessão. Cronograma A Elovias também detalhou o cronograma das intervenções. Os trabalhos serão realizados de segunda a quinta-feira, das 7h às 16h, com interdições parciais em trechos retos. Já nos pontos de curva, onde as obras exigem maior complexidade, as intervenções ocorrerão entre meia-noite e 4h da manhã, também de segunda a quinta-feira, com previsão de interdição total da pista nesses períodos. Antes da reunião, representantes do MPF e pesquisadores da Coppe/UFRJ realizaram vistorias na rodovia. A participação da universidade ocorreu por meio dos especialistas em pavimentação Thiago Aragão, Marcos Antonio Fritzen e Ricardo Schroder Teixeira, convidados para contribuir tecnicamente na definição das melhores soluções para o trecho. A procuradora da República Luciana Gadelha destacou que, passados seis meses da nova concessão e encerrado o período de chuvas, as intervenções na Serra de Petrópolis devem ser tratadas como prioridade devido ao estado do pavimento e aos transtornos enfrentados pelos motoristas. Temporada de inverno O encontro também abordou os impactos das obras durante a alta temporada de inverno, período em que Petrópolis registra aumento no fluxo de turistas. Representantes do Movimento Empresarial Petrópolis 2030 demonstraram preocupação com possíveis reflexos na mobilidade da cidade, especialmente diante da interdição da ponte do Arranha-Céu, em Itaipava, prevista até novembro. “O momento exige extrema atenção na execução e principalmente na comunicação com os usuários. Petrópolis já enfrenta um cenário delicado de mobilidade, especialmente em Itaipava. Temos poucas alternativas de ligação entre a BR-040 e a União e Indústria e elas não possuem estrutura suficiente para absorver um aumento significativo de fluxo”, afirmou Cláudio Mohammad, representante do movimento. Relatórios mensais Durante a reunião, o grupo empresarial propôs que a concessionária envie relatórios mensais ao MPF detalhando a evolução das obras e das melhorias previstas na concessão. A proposta foi aceita pelo órgão, que deverá oficializar a solicitação à empresa. A BR-040 possui 217,6 quilômetros de extensão, liga os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, atravessa dez municípios e atende cerca de 1,8 milhão de pessoas. Notícia anteriorPróxima notícia ANTT Agência Nacional de Transportes TerrestresMPF Ministério Público FederalPetrópolis RJRegião Serrana e Centro Sul Fluminenserodovia BR-040UFRJ Universidade Federal do Rio de Janeiro Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O que Vorcaro diz sobre o filme de Bolsonaro na nova delação 09/06/2026 O caminho do dinheiro 09/06/2026 A decisão de Kassio Nunes Marques que coloca a eleição em risco 08/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

PEC da “escala 7×0” reúne 37 assinaturas no Senado e gera críticas de Erika Hilton

PEC da “escala 7×0” reúne 37 assinaturas no Senado e gera críticas de Erika Hilton

Presidente de autarquia do Governo do Estado é preso em operação sobre desvio de R$ 86 milhões PEC 12/2026, apelidada de “escala 7×0”, reúne 37 assinaturas no Senado e prevê jornada flexível com cálculo proporcional de direitos trabalhistas, enquanto gera críticas de parlamentares e especialistas. Por Anna Muradi | BPMoney 01/06/2026 Brasília-DF – 18/03 /2026 Deputada Erika Hilton durante a primeira reunião da comissão de Defesa dos direitos da Mulher. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil. da Esh Capital, Vladimir Timerman. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil. De acordo com o ICL Notícias, um grupo de senadores apresentou a PEC 12/2026 um dia após a Câmara rejeitar a chamada “emenda das 52 horas”, durante a tramitação da proposta que discute o fim da escala 6×1. A iniciativa, então apelidada de “escala 7×0”, é vista por parlamentares governistas e representantes sindicais como uma tentativa de retomar o debate no Senado. Nesse sentido, a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) criticou a proposta, que de acordo com ela abre caminho para jornadas de trabalho todos os dias da semana. Dessa forma, em publicação nas redes sociais, a parlamentar afirmou que a medida representa uma mudança profunda nas regras trabalhistas. “O senador Flávio Bolsonaro e seus aliados apresentaram uma PEC no Senado que acaba com a CLT e cria a escala 7×0”, escreveu. O que propõe a PEC A PEC 12/2026, protocolada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), estabelece um modelo, dessa maneira, de jornada de trabalho flexível baseado em horas trabalhadas. Assim, o texto prevê que direitos como salário, férias, 13º e FGTS sejam calculados de forma proporcional à carga horária. Além disso, a proposta autoriza acordos individuais entre empregador e empregado, com possibilidade de prevalência sobre convenções coletivas. De acordo com o texto, a emenda constitucional passaria a valer 180 dias após sua publicação. Debate sobre impactos trabalhistas Assim sendo, críticos afirmam que o modelo pode abrir espaço para perda de renda. Além de enfraquecimento da negociação coletiva, ao ampliar o peso de contratos individuais. Já os defensores da proposta argumentam que a PEC amplia a liberdade do trabalhador para escolher o regime de jornada mais adequado às suas necessidades. PEC reúne 37 senadores de diferentes partidos Ao todo, 37 senadores assinaram a proposta. A lista reúne, desse modo, parlamentares do PL, Progressistas, Republicanos, PSD, Podemos, União Brasil, Avante, Novo e PSDB. Incluindo, então, nomes como Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Rogério Marinho (PL-RN), Sergio Moro (PL-PR), Ciro Nogueira (PP-PI), Damares Alves (Republicanos-DF), Tereza Cristina (PP-MS), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Marcos Pontes (PL-SP) e outros senadores distribuídos por todos os estados listados. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualDeputado FederalGovernadorInstituto Rio Metrópole IRMMP-RJPL Partido LiberalPolícia CivilPP ProgressistasRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRegião Serrana e Centro Sul FluminenseRio de Janeiro RJSão Gonçalo RJSão João de Meriti RJTeresópolis RJTJ-RJVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano 12/07/2026 ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino 12/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões 12/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana

TCE rejeita as contas de 2025 do governo Cláudio Castro; voto cita perdas ligadas ao Banco Master

TCE rejeita as contas de 2025 do governo Cláudio Castro; voto cita perdas ligadas ao Banco Master

TCE rejeita as contas de 2025 do governo Cláudio Castro; voto cita perdas ligadas ao Banco Master Conselheiro citou ‘distorções generalizadas na apresentação dos valores’. Relatório segue para a Alerj, que ainda nem votou as contas de 2024. Por Adriana Cruz e Bette Lucchese | TV Globo 01/06/2026 Cláudio Castro (PL) gravou vídeo se defendendo — Foto: Reprodução O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) rejeitou, por três votos a um, as contas do ex-governador Cláudio Castro (PL) referentes ao exercício de 2025. O parecer será encaminhado à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), responsável pela decisão final sobre a aprovação ou rejeição das contas. A assembleia, porém, ainda nem votou as contas de 2024, que foram aprovadas com ressalvas pelo TCE – as de 2022 e 2023 foram votadas no fim de 2025. O julgamento das contas foi retomado nesta segunda-feira (1º), quatro dias após ter sido suspenso por um pedido de vista do conselheiro Christiano Lacerda. Na sessão anterior, o relator do processo, conselheiro Rodrigo Melo Nascimento, havia votado pela aprovação das contas com ressalvas. Já o conselheiro José Gomes Graciosa apresentou voto pela rejeição, apontando irregularidades relacionadas a investimentos financeiros realizados pelo estado. Ao manter seu posicionamento nesta segunda-feira, Graciosa colocou em xeque operações que, segundo ele, somam R$ 5,01 bilhões. Entre os valores citados estão: R$ 903 milhões no Banco Master; R$ 2,06 bilhões na Mirae Asset; cerca de R$ 1,7 bilhão no Banco Genial.   Durante a sessão, o conselheiro destacou que a Mirae Asset, conglomerado financeiro com sede na Coreia do Sul, aparece em investigações da Polícia Federal sobre supostas irregularidades em investimentos da Amazonprev, fundo previdenciário do Estado do Amazonas. Graciosa também mencionou que o Banco Genial foi alvo de medida de bloqueio de R$ 176 milhões determinada pela Secretaria da Fazenda de São Paulo em uma ação envolvendo empresas investigadas por suposta ligação com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). As três instituições citadas foram mencionadas durante o julgamento em discussões relacionadas à destinação de recursos públicos. No caso do Banco Master, a Polícia Federal aponta que os investimentos do governo do Rio, via Rioprevidência, chegaram a R$ 3,7 bilhões. A instituição foi liquidada no fim de 2025, e seu controlador, Daniel Vorcaro, está preso. Além dos questionamentos sobre os investimentos, Graciosa solicitou a realização de auditorias para apurar possíveis irregularidades envolvendo a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, e também nos benefícios fiscais concedidos pelo governo estadual. Nesta segunda, a Refit passou por uma vistoria técnica do Instituto Estadual do Ambiente. Os conselheiros Marcelo Verdini Maia e Christiano Lacerda acompanharam o voto de Graciosa. O conselheiro Thiago Pampolha participou da sessão, mas não votou por ter exercido o cargo de vice-governador na gestão de Cláudio Castro. Ele assumiu uma cadeira no TCE há cerca de um ano. “No curso dos procedimentos de Auditoria Financeira, foi identificada, ainda, superavaliação do ativo circulante no montante de R$ 1,13 bilhões, decorrente da ausência de constituição de provisão para perdas, de ajuste a valor justo ou de reconhecimento de redução ao valor recuperável dos investimentos do Rioprevidência vinculados ao Banco Master”, escreveu Graciosa. “Ou seja, em uma linguagem mais simples e didática, a auditoria mostrou que existem problemas importantes na forma como alguns valores foram classificados na contabilidade do Rioprevidência”, acrescentou. Possível ‘nova inelegibilidade’ O TCE tem até quarta-feira (3) para enviar o relatório para a Alerj, que não tem prazo ainda definido para julgá-lo. Se os deputados rejeitarem as contas, Castro pode ficar inelegível por mais um motivo. Em março, o ex-governador foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, e não pode ser eleito por 8 anos. O que dizem os citados O ex-governador se pronunciou com a seguinte nota: “O ex-governador Cláudio Castro lamenta o parecer prévio contrário emitido pelo TCE-RJ sobre as contas de 2025 e ressalta que a decisão contraria manifestação anterior do corpo técnico do tribunal e do Ministério Público de Contas, que haviam emitido parecer favorável. Durante todo o período em que esteve à frente do Governo do Estado, Cláudio Castro teve todas as suas contas aprovadas pela própria Corte. O ex-governador reafirma que sua gestão sempre atuou com transparência, responsabilidade fiscal e respeito às instituições. Em relação ao Rioprevidência, todas as operações seguiram fluxos técnicos da autarquia, normas do Conselho Monetário Nacional e regras de governança do regime previdenciário. Quando surgiram questionamentos, o próprio governo determinou medidas de apuração e controle, incluindo atuação da Controladoria Geral do Estado, afastamento da presidência do Rioprevidência e ações para proteger o patrimônio dos servidores. Sobre a Refinaria de Manguinhos, todos os atos da gestão também obedeceram a critérios técnicos e legais. É importante lembrar que foi no governo Cláudio Castro que a empresa passou a pagar dívidas históricas com o Estado, em valores próximos de R$ 1 bilhão, além de diversas ações de cobrança movidas pela Procuradoria Geral do Estado. O ex-governador confia que todos os pontos serão devidamente esclarecidos no rito próprio e reforça a convicção de que os atos de sua gestão foram pautados pela legalidade, pela responsabilidade fiscal e pela defesa do interesse público”. O governo do Estado divulgou a seguinte nota: “O Governo do Estado realiza uma ampla auditoria na gestão das secretarias, autarquias, fundações e demais entidades da administração indireta, incluindo empresas estatais dependentes e não dependentes. A análise dos contratos firmados na gestão anterior tem o objetivo de assegurar a eficaz utilização dos recursos públicos e fortalecer o controle de despesas e ampliar a eficiência da administração estadual. Todas as informações apuradas durante o processo serão encaminhadas aos órgãos competentes para conhecimento e acompanhamento, de acordo com os princípios da transparência e da legalidade”. A Mirae também se pronunciou: “A Mirae Asset Brasil informa que é uma das corretoras de valores habilitadas, conforme Credenciamento realizado pelo Rio Previdência, para prestar serviços de custódia de valores mobiliários, e que não participou da intermediação –compra e venda— desses ativos. Esclarece ainda que cumpriu a solicitação, feita pela Gerência de Operações e Investimentos do Rio Previdência, para que ativos que estavam custodiados em outra corretora fossem

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