41% dos brasileiros afirmam conviver com o crime organizado no bairro onde moram

41% dos brasileiros afirmam conviver com o crime organizado no bairro onde moram Presença de facções e milícias deixa de ser exceção das metrópoles para se capilarizar pelo interior, segundo relatório divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Por Bianca Muniz | g1 10/05/2026 CV domina confrontos entre facções atua em 10 estados — Foto: Divulgação São Paulo – A presença do crime organizado no Brasil deixou de ser um fenômeno restrito a áreas específicas para se tornar uma experiência disseminada. De acordo com o relatório “Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança” divulgado neste domingo (10) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 41,2% dos brasileiros com 16 anos ou mais reconhecem a presença de grupos criminosos organizados, como facções ou milícias, no bairro onde residem. O dado indica que cerca de 68,7 milhões de pessoas convivem diretamente com o poder territorial exercido por essas organizações. Embora a percepção da presença desses grupos seja mais acentuada nas capitais (55,9%), o fenômeno já se capilarizou pelo país. Nos municípios da região metropolitana, o índice é de 46,0%, e mesmo nas cidades do interior, mais de um terço da população (34,1%) identifica a atuação de facções em sua vizinhança. Essa expansão reflete, segundo o relatório, um processo de difusão territorial e nacionalização de grupos como o PCC e o Comando Vermelho, que transformaram o interior em entrepostos logísticos e espaços de disputa armada. Para a maioria dos que reconhecem a presença desses grupos, a atuação do crime não é invisível: 61,4% dos entrevistados (42,2 milhões de pessoas) afirmam que o crime organizado influencia muito ou moderadamente as decisões e as regras de convivência local. Segundo Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro da Segurança Pública, essa regulação do cotidiano por essas organizações é chamada de governança criminal. “Você tem o poder do Estado, mas também tem o poder do crime, que se coloca como um regulador da vida das pessoas que vivem nesses territórios e que, enfim, impõe uma série de regras e normas sobre o que pode e o que não pode ser feito nesses lugares”, explica Samira. Esse cenário cria o que a literatura acadêmica chama de “duopólio de violência”, onde o Estado e o crime coexistem na ordenação da vida diária. A consequência imediata é a imposição de uma disciplina social baseada no medo, como observado nos resultados: 81,0% temem ficar no meio de um confronto armado; 74,9% evitam frequentar certos locais; 71,1% têm medo de ter um familiar envolvido com o tráfico; 65,2% evitam circular em determinados horários; 64,4% têm medo de sofrer represálias caso denunciem crimes; 59,5% evitam falar sobre política no bairro; 12,5% sentem-se obrigados a contratar serviços (como internet ou TV a cabo) indicados pelo crime organizado; 9,4% se sentiram obrigados a comprar determinados produtos ou marcas, impostos pelo crime organizado aos comércios locais. O salto na vitimização O relatório mostra, ainda, que residir em um território com presença do crime organizado impacta a probabilidade de ser vítima de violência. Enquanto a média nacional de vitimização é de 40,1%, nos bairros dominados por facções esse índice sobe para 51,1% — um salto de 11 pontos percentuais. Nesses locais, há um aumento sistemático em diversas modalidades criminosas: o índice de pessoas que tiveram um familiar ou conhecido assassinado sobe de 13,1% para 17,6%, e as vítimas de golpes financeiros digitais saltam de 15,8% para 21,4%. Crimes de rua também são mais frequentes: o roubo de celular cresce de 8,3% para 12,1% e o roubo à mão armada passa de 3,8% para 6,5%. 🔎 A pesquisa “Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança” foi realizada pelo Instituto Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, entre os dias 9 e 10 de março de 2026. A margem de erro geral para o total da amostra é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. O estudo teve abrangência nacional e contou com uma amostra total de 2.004 entrevistas realizadas em 137 municípios. Notícia anteriorPróxima notícia Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores 11/05/2026 Citada na Carbono Oculto, Genial administra fundos do Governo de SP 11/05/2026 41% dos brasileiros afirmam conviver com o crime organizado no bairro onde moram 10/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores Citada na Carbono Oculto, Genial administra fundos do Governo de SP 41% dos brasileiros afirmam conviver com o crime organizado no bairro onde moram Hugo Motta também propôs lei para favorecer interesses de Vorcaro e do Banco Master Ciro Nogueira troca triplex por mansão projetada por arquiteto renomado Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Hugo Motta também propôs lei para favorecer interesses de Vorcaro e do Banco Master

Hugo Motta também propôs lei para favorecer interesses de Vorcaro e do Banco Master Presidente da Câmara, assim como Ciro Nogueira, alvo da PF por supostamente receber propina de Vorcaro, apresentou emenda que beneficiaria o banco pivô de fraude financeira Por Ivan Longo | Fórum 10/05/2026 O presidente da Câmara Hugo Motta – Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados A investigação da Polícia Federal (PF) sobre o Banco Master e a influência de Daniel Vorcaro no Congresso Nacional revelou que, além da chamada “Emenda Master” apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também apresentou uma proposta legislativa que beneficiou setores ligados aos negócios do ex-banqueiro. Ciro Nogueira virou alvo da Operação Compliance Zero por suspeita de atuar em favor dos interesses de Vorcaro no Senado e a PF menciona na investigação, também, uma emenda apresentada por Hugo Motta, em dezembro de 2023, ao projeto que regulamentou o mercado de carbono no Brasil. O dispositivo, incorporado à versão final da lei, obrigou entidades de previdência privada, sociedades de capitalização e resseguradoras a investirem parte de suas reservas em créditos de carbono ou fundos ligados a esses ativos. Na prática, a medida criou um mercado cativo para empresas do setor. Segundo a investigação, uma das companhias potencialmente beneficiadas era a Golden Green Participações, empresa do mercado de carbono conectada à rede de fundos abastecida com recursos ligados ao Banco Master. Outra empresa citada pela PF é a Global Carbon, que também possuía investimentos de fundos vinculados à estrutura financeira de Vorcaro. Emenda de Motta virou alvo de questionamento no STF A alteração apresentada por Hugo Motta foi contestada no Supremo Tribunal Federal (STF) pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg). A entidade afirma que a obrigação criada pela emenda poderá injetar até R$ 9 bilhões anuais em um mercado que não teria capacidade de absorver esse volume. Especialistas do setor ambiental também criticaram a medida. O pesquisador Shigueo Watanabe Jr., do Climainfo, afirmou que o texto criou um “mercado cativo” para empresas de crédito de carbono. Hugo Motta negou irregularidades e afirmou que a proposta foi resultado de um “acordo partidário”. O presidente da Câmara declarou ainda que “o ato de legislar não é crime”. A “Emenda Master” de Ciro Nogueira As investigações indicam que Daniel Vorcaro acompanhava diretamente projetos de interesse do Banco Master no Congresso, incluindo propostas relacionadas ao mercado de carbono, à transição energética e ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Segundo a PF, o empresário chegou a determinar a retirada de envelopes com minutas de projetos de lei na residência de Ciro Nogueira para revisão posterior. No centro da investigação está a chamada “Emenda Master”, apresentada pelo senador do PP para ampliar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do FGC por investidor. De acordo com decisão do ministro André Mendonça, a PF afirma que o texto da proposta foi elaborado pela assessoria do Banco Master e reproduzido integralmente por Ciro Nogueira no Senado. Mensagens obtidas pela investigação mostram Vorcaro comemorando a apresentação da proposta. “Saiu exatamente como mandei”, escreveu o empresário, segundo os autos. Propina a Ciro Nogueira Na decisão que autorizou buscas e apreensões contra Ciro Nogueira, André Mendonça afirma que o senador, segundo as investigações, seria o “destinatário central” de supostas vantagens indevidas relacionadas ao esquema investigado. A PF aponta que Ciro Nogueira teria recebido propina de Vorcaro em pagamentos mensais entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, além de viagens internacionais, voos privados, hospedagens, restaurantes, uso de imóvel de alto padrão e possível recebimento de dinheiro em espécie. O objetivo seria que o senador defendesse os interesses do Banco Master no Congresso. A quinta fase da Operação Compliance Zero teve mandados cumpridos em São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal e Piauí. A PF investiga crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos contra o Sistema Financeiro Nacional ligados ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro. 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Ciro Nogueira troca triplex por mansão projetada por arquiteto renomado

Ciro Nogueira troca triplex por mansão projetada por arquiteto renomado Senador usou triplex comprado por R$ 22 milhões em São Paulo 1 mês antes de apresentar a “emenda Master” para trocar por mansão nos Jardins Por Renan Porto | Metrópoles 10/05/2026 Fábio Vieira/Especial para o Metrópoles Alvo da Polícia Federal (PF) por suspeita de corrupção no escândalo do Banco Master, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) será dono de uma mansão de 878 metros quadrados no Jardim Europa, um dos bairros mais luxuosos de São Paulo. Segundo o próprio parlamentar, quando o imóvel ficar pronto, ainda neste ano, deverá valer cerca de R$ 30 milhões. O valor é impulsionado pelo projeto do renomado arquiteto Arthur Casas Mattos, premiado internacionalmente por construções em países como França, Japão e Estados Unidos, e no Brasil por projetos como o do Hotel Emiliano, do Rio de Janeiro. Como revelou o Metrópoles neste domingo (10/5), a mansão foi trocada por uma cobertura triplex que Ciro Nogueira comprou por R$ 22 milhões em julho de 2024, 26 dias após apresentar a chamada “emenda Master” no Senado, que beneficiaria o banco de Daniel Vorcaro. O imóvel está sendo adquirido por Ciro em negociação com o amigo Antônio Rocha Neto, empresário dos ramos de educação e transportes. O acordo estabelece que, em troca da mansão, o senador deve entregar o triplex, que fica na Rua Oscar Freire. O apartamento também está em fase final de construção e, segundo Ciro, também valerá em torno de R$ 30 milhões quando ficar pronto. A mansão terá design modernista, com linhas retas e concreto aparente em tom bege, marcas registradas de Arthur Casas. Além de um estacionamento no subsolo, são quatro andares recheados de cômodos espaçosos, uma academia e até um SPA no último pavimento. A casa tem quatro quartos, sendo um deles a suíte master, com closet e vista para a piscina e um jardim de inverno. O senador e sua companheira, Lorena Furtado, pediram uma série de alterações no projeto original, com o objetivo de adequá-lo às necessidades do casal. Uma das mudanças atendidas pela equipe de Arthur Casas foi a transformação do home theater, que estava previsto para o terceiro andar, em um luxuoso espaço para festas, com bar e mesa de DJ. A ideia seria usar o imóvel como uma “casa de negócios”. No início de abril, o Metrópoles esteve no imóvel e apurou que a mansão deve ficar pronta no início do segundo semestre deste ano. Triplex por mansão A futura mansão de Ciro Nogueira foi construída pelo empresário Antônio Rocha Neto, de quem o senador diz ser amigo há mais de 20 anos. Rochinha, como é conhecido, comprou o terreno no Jardim Europa em julho de 2023 por R$ 6 milhões, contratou o Studio Arthur Casas para realizar o projeto e uma construtora para colocá-lo de pé. Procurado pela reportagem, ele disse que pretendia morar no imóvel, mas mudou de ideia após sua família ser vítima de um assalto. “Decidi fazer a permuta com Ciro por esse motivo. A casa era para eu morar com a família. Mas depois desse assalto mudamos de ideia”, disse o empresário, sem revelar quanto gastou na construção. Desde o início do ano, os arquitetos da mansão passaram a lidar com Ciro e Lorena, que propuseram mudanças na estrutura do imóvel. O casal foi informado que, como a maior parte da construção é de concreto maciço, isso não seria possível. Eles tiveram que se contentar com alterações no interior dos cômodos, como a substituição do home theater pelo espaço para festas. Nos últimos meses, Lorena participou de uma série de reuniões no Studio Arthur Casas e fez visitas à obra para acompanhar o andamento da construção. A companheira de Ciro também tem ido a lojas de móveis para escolher os itens que vão preencher a futura propriedade. Sociedade com Vorcaro O triplex oferecido por Ciro Nogueira na troca pela mansão no Jardim Europa foi adquirido em julho de 2024, por R$ 22 milhões, três meses após o senador se tornar sócio do banqueiro Daniel Vorcaro e 26 dias antes de apresentar a chamada “emenda Master”, apontada pela Polícia Federal (PF) como um dos elos entre o parlamentar e o banco envolvido na fraude bilionária contra o sistema financeiro. Na última quinta-feira (7/5), Ciro foi alvo de mandados de busca e apreensão na quinta fase da Operação Compliance Zero, por suspeita de atuar “em favor do banqueiro, em troca do recebimento de vantagens econômicas indevidas”. Ao Metrópoles, o parlamentar disse que a compra do triplex por R$ 22 milhões ocorreu mediante a entrega de um apartamento no mesmo prédio, avaliado em R$ 8 milhões, e o restante em dinheiro, de forma parcelada. Segundo o senador, faltam ainda seis parcelas de R$ 336 mil e R$ 6,7 milhões na entrega das chaves. “Todo o imóvel foi negociado com a construtora e pago 100% por minha empresa”, afirmou Ciro, referindo-se à CNLF Empreendimentos Imobiliários, empresa suspeita de ter sido usada por ele para receber pagamentos ilícitos do Master. O imóvel entregue pelo senador na negociação, localizado no 1º andar, teria sido adquirido em 18 de janeiro de 2023, pouco após o início das obras do empreendimento. Ele afirma que, enquanto o imóvel era construído, chegou a discutir a possibilidade de trocá-lo por um outro apartamento do prédio, no 17º andar, mas acabou desistindo e depois fazendo a troca pelo triplex. Ciro Nogueira afirmou que a compra do primeiro imóvel no prédio ocorreu muito antes de ele conhecer Daniel Vorcaro. Mesada De acordo com as investigações da Polícia Federal, a emenda apresentada por Ciro Nogueira em 13 de agosto de 2024, 26 dias após comprar o triplex, tinha como objetivo proteger as operações fraudulentas do Master. O texto, que teria sido redigido pela assessoria do próprio banco, previa quadriplicar o valor de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Ao representar pelos mandados da quinta fase da Compliance Zero, a PF cita uma mensagem em que Daniel Vorcaro afirma que a emenda “saiu exatamente como mandei”. Em troca, segundo a investigação, o senador
Ciro Nogueira comprou triplex de R$ 22 milhões em SP 1 mês antes de “emenda Master” (VIDEO)

Ciro Nogueira comprou triplex de R$ 22 milhões em SP 1 mês antes de “emenda Master” (VIDEO) Alvo da PF por suspeita de corrupção no caso Master, senador Ciro Nogueira adquiriu triplex de 514 m² após virar sócio de Daniel Vorcaro Por Renan Porto | Metrópoles 10/05/2026 Arte/Metrópoles O senador Ciro Nogueira (PP-PI) comprou cobertura triplex de R$ 22 milhões em um dos prédios mais luxuosos de São Paulo três meses após se tornar sócio do banqueiro Daniel Vorcaro e 26 dias antes de apresentar a chamada “emenda Master”, apontada pela Polícia Federal (PF) como um dos elos entre o parlamentar e o banco envolvido na fraude bilionária contra o sistema financeiro. Na última quinta-feira (7/5), Ciro foi alvo de mandados de busca e apreensão na quinta fase da Operação Compliance Zero, por suspeita de atuar “em favor do banqueiro Daniel Vorcaro, em troca do recebimento de vantagens econômicas indevidas”. Segundo a PF, ele recebia mesada de R$ 300 mil a R$ 500 mil do banqueiro. O senador e presidente nacional do PP nega as acusações. Com 514 metros quadrados, o triplex comprado por Ciro está em fase final de construção e fica na badalada Rua Oscar Freire, na zona oeste de São Paulo, famosa pelas lojas de grife e por restaurantes da alta gastronomia. A aquisição do imóvel, que tem três suítes e três vagas de garagem, ocorreu em julho de 2024, diretamente com a incorporadora RFM, responsável pelo prédio. Em 13 de agosto daquele ano, Ciro apresentou emenda à PEC nº 65/2023 ampliando a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante, um pleito do Master, que já enfrentava grave crise de liquidez. A PF aponta que a emenda foi elaborada pela assessoria do banco e apresentada de “forma integral” por Ciro no Senado. Mensagem capturada pela PF mostra que, logo após a publicação da emenda, Vorcaro disse que o texto “saiu exatamente como mandei”. Ao Metrópoles, Ciro disse que o acordo de compra do triplex prevê o pagamento dos R$ 22 milhões mediante a entrega de um apartamento no mesmo prédio, avaliado em R$ 8 milhões, e o restante em dinheiro, de forma parcelada. Segundo o senador, faltam ainda seis parcelas de R$ 336 mil e R$ 6,7 milhões na entrega das chaves. “Todo o imóvel foi negociado com a construtora e pago 100% por minha empresa”, afirmou Ciro, referindo-se à CNLF Empreendimentos Imobiliários, empresa suspeita de ter sido usada por ele para receber pagamentos ilícitos do Master. O imóvel entregue pelo senador na negociação, localizado no 1º andar, teria sido adquirido em 18 de janeiro de 2023, pouco após o início das obras do empreendimento. Ele afirma que, enquanto o imóvel era construído, chegou a discutir a possibilidade de trocá-lo por um outro apartamento do prédio, no 17º andar, mas acabou desistindo e depois fazendo a troca pelo triplex. Segundo o próprio senador, o imóvel na cobertura valeria hoje em torno de R$ 30 milhões. Troca do triplex por mansão Em março deste ano, Ciro decidiu fazer nova troca, mesmo com parcelas do apartamento ainda pendentes. Desta vez, por uma casa de altíssimo padrão no Jardim Europa, bairro repleto de mansões na zona oeste paulistana. O imóvel, de 878 metros quadrados, que também está em fase final de construção, é assinado pelo renomado arquiteto Arthur Casas Mattos, premiado internacionalmente por projetos como o do Hotel Emiliano, no Rio de Janeiro, e da Villa Dubrovnik, na Croácia. A negociação foi feita com o empresário Antônio Rocha Neto, amigo de Ciro que atua no ramo de educação e transportes. Rochinha, como é conhecido, adquiriu o terreno que dará lugar à casa em julho de 2023 por R$ 6 milhões, contratou o escritório de arquitetura para fazer o projeto e uma construtora para colocá-lo de pé. Desde o início do ano, no entanto, a equipe de arquitetos passou a responder diretamente ao senador e à sua namorada, Lorena Furtado. De acordo com fontes envolvidas na obra, o casal pediu uma série de alterações no projeto, como a substituição de uma sala de home theater por um luxuoso espaço para festas, com bar e mesa de DJ. A ideia de Ciro seria utilizar o imóvel como uma “casa de negócios”. No início de abril, a reportagem esteve na mansão, que também contará com piscina aquecida, jardins de inverno, academia e até um SPA no último andar. Segundo o senador, quando a casa no Jardim Europa ficar pronta, terá valor de mercado equivalente ao do triplex, em torno de R$ 30 milhões. A expectativa é que Ciro possa desfrutar de sua mais nova propriedade a partir do início do segundo semestre deste ano. Procurado pela reportagem, Antônio Rocha Neto disse que pretendia morar no imóvel projetado por Arthur Casas, mas mudou de ideia após sua família ser vítima de um assalto. “Decidi fazer a permuta com Ciro por esse motivo. A casa era para eu morar com a família. Mas, depois desse assalto, mudamos de ideia”, disse o empresário, sem revelar quanto gastou na construção. Ciro e Master De acordo com as investigações da Polícia Federal, a emenda apresentada por Ciro Nogueira em agosto de 2024, 26 dias após comprar o triplex, tinha como objetivo proteger as operações fraudulentas do Banco Master. O texto, que teria sido redigido pela assessoria do próprio banco, previa quadriplicar o valor de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A emenda não avançou. O Master foi liquidado pelo Banco Central (BC) em novembro de 2025, com a primeira fase da Operação Compliance Zero, que prendeu Daniel Vorcaro pela primeira vez, por suspeita de fraude bilionária contra o sistema financeiro. Ao todo, o FGC pagará R$ 40 bilhões para 800 mil pessoas que tinham até R$ 250 mil investidos no Master. Ao representar pelos mandados contra Ciro Nogueira, deferidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a PF cita mensagens de Vorcaro dizendo que a emenda havia saído “exatamente como mandei” e diálogos do banqueiro com o primo Felipe Vorcaro que indicam pagamentos
Governo do RJ desistiu de comprar Black Hawk de R$ 70 milhões ao desconfiar que helicóptero de guerra era usado

Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do serviço Levantamento do g1 identificou ligações entre participantes da licitação, suspeitas sobre a procedência da aeronave e questionamentos técnicos sobre o uso do helicóptero militar em operações urbanas no Rio. Por Marco Antônio Martins | g1 Rio 10/05/2026 Black Hawk da Força Aérea Brasileira — Foto: Divulgação/Força Aérea Brasileira O governo em exercício do Rio de Janeiro suspendeu a compra de um helicóptero Black Hawk para a Polícia Militar após identificar uma série de problemas no processo de licitação e por desconfiar que a aeronave era usada. O Black Hawk é um helicóptero militar multifuncional fabricado nos Estados Unidos pela Sikorsky Aircraft e utilizado por forças armadas e órgãos de segurança de diversos países. Conhecida pela resistência e capacidade operacional em áreas de combate, a aeronave pode ser usada em missões de transporte de tropas, resgate, evacuação médica e ações táticas. Levantamento realizado pelo g1 nos últimos três meses aponta que ao menos duas empresas que participaram da concorrência eram ligadas a um mesmo empresário: Fernando Carlos da Silva Telles, de 55 anos. Tico-Tico, como é chamado, é conhecido no meio de prestação de serviços de helicópteros por já ter participado de concorrências e, em alguns casos, suas aeronaves apresentarem problemas para administrações públicas, seja na gestão estadual ou federal. Fernando Telles aparece no processo de licitação como representante da empresa Flyone. A concorrência para a cessão do Black Hawk foi ganha pela Blue Air. Documento da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostra que seu sobrinho, Daniel de Sousa Freitas da Silva Telles, é diretor de operações da empresa. O Ministério Público Federal apura acidentes ocorridos com aeronaves da Flyone no Acre, quando Tico-tico era responsável pela empresa. O contrato assinado com o governo federal prevê o transporte de alimentos e medicamentos para povos originários. Até a última atualização desta reportagem, o g1 não havia conseguido contato com Fernando Telles, o Tico-tico, ou com seu sobrinho, Daniel. R$ 70 milhões A aquisição do helicóptero blindado custaria US$ 12,6 milhões ou R$ 70,3 milhões aos cofres estaduais na conversão do dólar no dia que o negócio foi fechado. A justificativa para se adquirir a aeronave era que a polícia precisava de um equipamento com forte blindagem para atuar em áreas conflagradas no Rio de Janeiro. Após mais de um ano de tramitação da licitação, a empresa Blue Air Táxi Aéreo foi a escolhida para fornecer a aeronave de guerra à PM do Rio. A Blue Air mantém sedes em um hangar no Aeroporto de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, e em Alagoas. A empresa atua principalmente nos setores de táxi aéreo e serviços aeromédicos, com aeronaves equipadas para remoção de pacientes em emergências. É assim que ela está registrada na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Como foi o processo A concorrência começou em 2024, quando o governo do estado decidiu abrir licitação para a compra de um helicóptero blindado para a Polícia Militar. De acordo com o edital, antes os disparos contra o Caveirão do ar, que é como o helicóptero blindado da PM é chamado, eram “voltados para possibilitar a fuga de criminosos, agora (segundo a corporação) têm o objetivo de abater os helicópteros”, o que pode retirar de uma circulação um equipamento da polícia. Além disso, a PM considera que a aeronave “oferece grande poder de dissuasão e vantagem tática, aumentando a segurança da tropa e a probabilidade de êxito nas missões”. De acordo com a corporação, houve um aumento da ordem de 66,6% na quantidade de avarias causadas por disparos de armas de fogo em helicópteros do Grupamento Aeromóvel (GAM) no último ano. Entre 2022 e 2025, todas as avarias ocorreram no helicóptero de matrícula PR-COE, modelo Huey II, o único blindado da frota de 7 aeronaves. A equipe responsável pela licitação levantou no mercado 15 possíveis modelos de helicópteros blindados. Apenas um era o Black Hawk. Em 11 de agosto, já durante o andamento do processo, a Polícia Militar realizou uma audiência pública para discutir questionamentos apresentados por empresas interessadas na disputa. Parte das críticas feitas por outras empresas apontava que os requisitos do edital poderiam restringir a concorrência e indicar direcionamento. Quando a Aeronáutica adquiriu aeronaves Black Hawk, por exemplo, optou por não exigir a licitação, sob a justificativa de que se tratava de um equipamento específico, sem similar no mercado nacional e que apenas a empresa americana ACE Aeronautics seria a única capaz de fornecer esse tipo de helicóptero. Na audiência promovida pela PM estavam representantes das empresas participantes e integrantes da corporação. Entre os presentes estava Fernando Telles, que assinou a lista de presença como representante da Flyone. A Blue Air, segundo a ata da reunião obtida pelo g1, não enviou representantes ao encontro. No mês seguinte, a Flyone não apresentou proposta, enquanto a Blue Air surgiu pela primeira vez na concorrência e acabou no fim do ano de 2025 declarada vencedora. O valor apresentado — pouco mais de US$ 12,6 milhões — chamou atenção por ficar abaixo do preço pago pela Aeronáutica na compra de 11 helicópteros Black Hawk em 2025, quando cada unidade custou, em média, US$ 20,9 milhões. Ligações suspeitas A diferença de valores levantou uma suspeita do governo em exercício: a possibilidade de o helicóptero destinado ao Rio ter peças de segunda mão. Em meio a esse processo licitatório a Ambipar adquiriu a Flyone e, em novembro, demitiu Fernando Telles. Já em 2026, o representante da Blue Air, Renato Carriço dos Santos, apareceu em vídeo ao lado do ex-governador Cláudio Castro e do secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes, para anunciar a compra do helicóptero. Na ocasião, Castro comemorou a aquisição da aeronave. Carriço mora em Cabo Frio, na Região dos Lagos, e trabalhou como controlador técnico de manutenção da Aeronáutica. Entre janeiro de 2000 e agosto de 2025, foi funcionário da Ancoratek Manutenção de Aeronaves, empresa que teve Fernando Telles como proprietário. A Ancoratek foi investigada pela Marinha após um acidente com um helicóptero na Base Naval de São Pedro da Aldeia, em 2023. Documentos da Agência Nacional de
O excesso de esperteza que pode engolir Cláudio Castro

O excesso de esperteza que pode engolir Cláudio Castro Ao manipular sucessão, ex-governador do Rio abriu caminho para desembargador promover devassa em sua gestão Por Bernardo Mello Franco | O Globo 10/05/2026 O ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) e o governador interino do estado, desembargador Ricardo Couto — Foto: Fotos de Brenno Carvalho e Alexandre Cassiano/O Globo A lição costumava ser repetida por políticos mineiros da velha guarda: a esperteza, quando é muita, vira bicho e engole o dono. Cláudio Castro se julgou esperto ao negociar a renúncia do vice-governador eleito em sua chapa em 2022. Queria abrir caminho ao presidente da Assembleia Legislativa, que disputaria a eleição de outubro na cadeira de governador. O vice saiu da fila, mas o presidente da Alerj acabou preso sob suspeita de favorecer o Comando Vermelho. Quando Castro renunciou para fugir da cassação, o estado caiu no colo do presidente do Tribunal de Justiça. Era o único na linha sucessória que não devia nada a ele. O desembargador Ricardo Couto assumiu em 23 de março. Avisou que não faria mudanças drásticas porque esperava sair de cena em poucos dias. Mantido no cargo por decisão do Supremo, abandonou o estilo discreto e deu início a uma devassa na administração estadual. Em sete semanas, já demitiu mais de 1.700 ocupantes de cargos comissionados e trocou 10 dos 35 secretários. Na sexta-feira, foi a vez do Detran. Couto exonerou o presidente, ligado ao ex-deputado Márcio Canella, e nomeou um ex-comandante do Bope. O órgão de trânsito era tido como um dos maiores focos de corrupção do Rio. O governo interino recebeu relatos de fraudes em contratos e serviços, além de cobrança de propina a motociclistas reprovados em exames de direção. O desembargador encontrou uma máquina partida ao meio. Metade do primeiro escalão pertencia ao ex-governador, que chegou a presentear um compadre com a Secretaria do Ambiente. Outra metade estava lotada entre aliados de Bacellar, que usava o governo para atender sua clientela na Alerj. Para multiplicar os cargos, Castro criou até uma Subsecretaria de Gastronomia, subordinada à Casa Civil. O órgão era controlado pelo deputado Eduardo Pazuello, o general da pandemia. O cabide contava com uma pitoresca Superintendência de Demandas Cotidianas. Tudo foi extinto pelo governador em exercício. A lógica da partilha política também dominava o Segurança Presente, que não estava sujeito ao comando das polícias. As equipes de patrulhamento eram indicadas por deputados, prefeitos, vereadores e apaniguados. Em Saquarema, quem mandava era Fabrício Queiroz, o notório operador da rachadinha de Flávio Bolsonaro na Alerj. Ao transferir o programa para a Secretaria da PM, Couto se virou alvo de protestos. Em vídeo nas redes sociais, o deputado Alexandre Knoploch ameaçou usar “instrumentos” legislativos para derrubar a medida do governador. O parlamentar não é o único insatisfeito com as mudanças no Rio. Em encontro recente, Castro reclamou das demissões e perguntou se o governador em exercício se considerava seu amigo. Couto respondeu que sim, mas não se fez de rogado. “Se um dia você for preso, vou à cadeia levar cigarros”, ironizou. A esperteza, como ensinavam os mineiros, ainda pode engolir o dono. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualDeputado FederalDetranGovernadorPL Partido LiberalPolícia Militar PMRegião do Lagos Baixada LitorâneaSaquarema RJSenadorTJ-RJ Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores 11/05/2026 Hugo Motta também propôs lei para favorecer interesses de Vorcaro e do Banco Master 10/05/2026 Ciro Nogueira troca triplex por mansão projetada por arquiteto renomado 10/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores Hugo Motta também propôs lei para favorecer interesses de Vorcaro e do Banco Master Ciro Nogueira troca triplex por mansão projetada por arquiteto renomado Ciro Nogueira comprou triplex de R$ 22 milhões em SP 1 mês antes de “emenda Master” (VIDEO) Governo do RJ desistiu de comprar Black Hawk de R$ 70 milhões ao desconfiar que helicóptero de guerra era usado Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Flávio Bolsonaro fala em governo de até 8 anos após ter acenado com fim de reeleição

Flávio Bolsonaro fala em governo de até 8 anos após ter acenado com fim de reeleição Discurso a empresários de SC contraria proposta para atrair aliados; presidenciável promete nova reforma tributária Flávio também cita esquerda insignificante por 40 anos e critica resultado de reunião de Lula com Trump Por Italo Nogueira e Leon Ferrari | Folha de S.Paulo 09/05/2026 O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Senado Federal durante a sabatina de Jorge Messias para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal) – Gabriela Bilo – 29.abr.26/Folhapress Rio de Janeiro e Florianópolis – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, mencionou em discurso nesta sexta-feira (8) a possibilidade de que, caso eleito, seu governo dure oito anos. A fala, feita de improviso a empresário em Santa Catarina, contraria o aceno feito por Flávio a aliados de que, se vencer em outubro, vai deixar o caminho livre para outros postulantes em 2030. O senador tem se posicionado contra a reeleição. “O meu sonho, e o que eu vou realizar, é acabar o governo, Jorginho [Mello, governador de SC], seja daqui a quatro, daqui a cinco, daqui a oito anos, aonde a gente vai poder bater o peito e falar: ‘Menos pessoas dependem de políticos para levar comida para dentro de casa e levar dignidade para as suas famílias’”, afirmou o senador. Flávio anunciou em fevereiro que protocolou uma PEC (proposta de emenda à Constituição) para acabar com a reeleição no país. A medida mira atrair o endosso de governadores, lideranças e partidos que estão na fila para disputar o Palácio do Planalto em um cenário sem Lula (PT) ou Bolsonaros nas urnas. Um dos principais destinatários do aceno de Flávio é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que em 2030 terá a corrida presidencial como opção natural, depois de tentar a reeleição neste ano. Interlocutores do senador negam, porém, que já exista algum acordo prévio com o governador para que ele seja o próximo presidenciável da direita bolsonarista. No discurso, Flávio também falou que a esquerda será insignificante por até 40 anos, caso ele vença a eleição. “A gente vai botar um fim no ciclo do PT nesse país. Vocês nunca mais vão ouvir falar de esquerda nos próximos 30, 40 anos, porque eles vão ser colocados no lugar de onde eles nunca deveriam ter saído, que é a insignificância. É uma mentalidade cancerígena”, afirmou. Flávio discursou ao lado do governador Jorginho Mello (PL), pré-candidato à reeleição, da deputada Caroline de Toni (PL) e do ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), pré-candidatos ao Senado. Ele reafirmou o apoio à dupla do PL, decisão que provocou racha com aliados no estado. O senador também fez críticas à política externa e à condução econômica do governo Lula. Ao comentar a visita do presidente a seu homólogo norte-americano, Donald Trump, disse que o petista perdeu uma oportunidade de intensificar o combate ao crime organizado. “O Lula perdeu mais uma oportunidade de ir lá para os Estados Unidos e começar a combater de verdade as organizações criminosas aqui no Brasil. Mas não, ele vai para lá, não traz absolutamente nada de concreto, de notícia boa para o povo brasileiro. Parece que foi, mais uma vez, defender os interesses dos seus eleitores, do CV e do PCC, ao invés de fazer uma parceria com os Estados Unidos, Israel, Argentina”, afirmou. Flávio também disse que pretende propor uma nova reforma tributária, para alterar a aprovada no Congresso nesta Legislatura, após proposta do governo Lula. O senador afirmou que pretende reduzir impostos sem indicar compensação de receitas, como determina a Lei de Responsabilidade Fiscal. “Eu quero começar a minha transição ainda, se Deus quiser, após os resultados das eleições, já mandando para o próprio Congresso Nacional uma nova reforma tributária, que não tem que ser neutra. […] A lei diz que você não pode diminuir o imposto sem dizer como é que você compensa essa perda de arrecadação. Isso vai mudar porque o [ex-] presidente [Jair] Bolsonaro provou que, com um governo moderno, com um governo que não rouba, com um governo enxuto, com um governo digitalizado, você pode baixar o imposto, que a arrecadação vai aumentar. E as consequências são maravilhosas para todo mundo.” Notícia anteriorPróxima notícia Deputada FederalGovernadorPEC Proposta de Emenda à ConstituiçãoPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRepublicanosRio de Janeiro RJSenadorVereador Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE 11/05/2026 Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro 11/05/2026 Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade 11/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade Empresa de preso por elo com PCC tem contrato de R$ 141 milhões no governo de GO Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
“Tive uma arma apontada na minha cara”

“Tive uma arma apontada na minha cara” Como Pierre Alcolumbre, primo do presidente do Senado, está tentando varrer do mapa uma pequena comunidade na periferia de Macapá Por Camille Lichotti e Allan de Abreu | Piauí 09/05/2026 À esquerda, a fileira da casas que compõem a comunidade Lagoa de Fora; à direita, esvaziado, o terreno de Pierre Alcolumbre – Crédito: Reprodução Brasília e Rio de Janeiro – Lagoa de Fora é uma comunidade pacata da periferia de Macapá. Fica na Zona Oeste da cidade, em uma área pouco urbanizada às margens da Estrada de Ferro Amapá. Os primeiros moradores se instalaram nessa região no começo dos anos 2000. Compraram os terrenos de posseiros, por valores entre 10 mil e 40 mil reais, e construíram casas simples de alvenaria que, enfileiradas, formam um L ao contrário. São sessenta residências ao todo. Vivem ali pequenos produtores agrícolas e trabalhadores informais, alguns deles beneficiários de programas de transferência de renda. Cerca de 40% dos habitantes de Lagoa de Fora recebem menos de um salário mínimo por mês, segundo dados do governo do Amapá. No dia 16 de novembro de 2025, um domingo, essa pequena comunidade foi surpreendida de manhã com a chegada de uma retroescavadeira que derrubou árvores, arrasou quintais e destruiu uma horta comunitária de onde provinham comida e algum dinheiro para quem vendia parte da colheita. Os moradores, espantados, buscaram uma explicação. Não tardaram a descobrir que a máquina estava a serviço de um vizinho: o empresário Pierre Alcolumbre, primo do senador Davi Alcolumbre (União-AP) e dono de uma propriedade rural contígua às casas. Pierre reivindica parte do território onde se ergueu Lagoa de Fora. Diz que as casas foram construídas irregularmente e invadiram sua propriedade. Os moradores contestam a acusação. A disputa se insere num imbróglio fundiário tão antigo quanto o Amapá, e sobre o qual não houve até hoje decisão definitiva do poder público. Nos últimos meses, porém, mesmo sem qualquer amparo judicial, Pierre começou a fazer investidas contra a comunidade, no intuito de expulsá-la dali. Naquele domingo, a Polícia Militar, acionada pelos moradores, impediu que a retroescavadeira derrubasse casas. Mas foi só o começo. Moradores de Lagoa de Fora relatam que, desde então, passaram a ser pressionados e ameaçados por pessoas ligadas a Pierre – entre eles Wilton dos Santos Teixeira, sócio do empresário na Ariri, uma construtora e incorporadora de empreendimentos imobiliários. Com base nos depoimentos dos moradores, a Defensoria Pública da União (DPU) abriu uma ação de manutenção de posse para garantir a permanência da comunidade. No processo, acusa Pierre de ameaça, turbação (isto é, limitar ou dificultar que alguém use um terreno ao qual tem direito) e esbulho (quando se toma, de forma indevida, o terreno de outra pessoa). A DPU afirma, na ação, que “o desalojamento forçado”, em pleno período de chuvas amazônicas, “configura violação frontal ao direito fundamental à moradia”. Foram anexados ao processo quatro boletins de ocorrência registrados por moradores da comunidade desde o final do ano passado. Em um deles, uma moradora relata que os funcionários de Pierre agiram com “truculência, ignorância e intimidação” quando questionados sobre a derrubada das árvores. No boletim mais recente, registrado em 9 de março, os moradores relataram à polícia ter perdido a principal via de acesso à comunidade. Segundo eles, o Ramal do Gaúcho, uma estrada que conecta Lagoa de Fora às rodovias AP-440 e BR-210, ficou intransitável depois que funcionários de Pierre abriram valas na terra batida. O ramal era o caminho por onde passavam as vans que levavam as crianças da comunidade até a escola. Mas as intervenções de Pierre e seu sócio foram além disso. Em 8 de abril, uma inspeção judicial constatou que o empresário construiu um muro com tijolos de concreto que margeia as casas da comunidade, bloqueando janelas e portas – e, com isso, dificultando a circulação das pessoas. Pierre, segundo essa inspeção, também removeu benfeitorias construídas pelos moradores, como “coberturas de áreas externas e estruturas acessórias situadas nos fundos dos imóveis”. Além de registrar boletins de ocorrência, os moradores de Lagoa de Fora entraram em contato com o Amapá Terras e o Incra, órgãos públicos que cuidam, respectivamente, da gestão fundiária no estado e no país. Queriam suporte técnico e orientações para assegurar suas propriedades e a posse do terreno onde foram construídas. Segundo eles, até hoje não receberam resposta. Recorreram então à Defensoria Pública da União, que protocolou a ação no dia 10 de março. O caso corre na 2ª Vara Federal Cível do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). A piauí teve acesso aos autos e conversou com duas moradoras, que pediram para ter seus nomes omitidos por temerem retaliações. Uma delas relata ter sofrido uma ameaça direta de Wilton Teixeira no dia 6 de março, quando, segundo ela, o empresário esteve na comunidade. “Tive uma arma apontada para a minha cara”, ela contou à piauí. “Ele disse que, se eu não me calasse, iria para a vala.” O relato não consta no processo judicial, embora Teixeira seja citado pela Defensoria como o principal responsável pelos atos de intimidação relatados pelos moradores. Uma gravação de câmera de segurança obtida pela piauí mostra o empresário, duas semanas depois, abordando uma moradora na porta da casa dela, acompanhado de quatro policiais militares – dois vestiam fardas convencionais, e os outros dois, o uniforme da divisão ambiental da PM do Amapá. Os quatro estavam armados. A piauí perguntou à Secretaria de Segurança Pública do Amapá qual era o motivo da presença desses agentes no local, mas não recebeu resposta. No dia 27 de março, segundo as informações relatadas pela DPU, Teixeira voltou a Lagoa de Fora com um ultimato. Quando o empresário chegou, porém, a maioria dos moradores estava numa manifestação numa rodovia próxima, protestando contra as investidas do vizinho. De acordo com o relato, Teixeira abordou então um casal idoso que estava na comunidade e lhes avisou que parte das casas seria derrubada às seis da manhã do dia seguinte. Alarmados, os moradores procuraram a DPU, que acionou a Justiça. Na mesma noite,
Vorcaro pode ter ‘reinventado’ propina usando cartões de crédito sem limite

Vorcaro pode ter ‘reinventado’ propina usando cartões de crédito sem limite O banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do banco Master, implantou um sistema para subornar pessoas, inclusive autoridades, segundo fontes próximas à investigação, que tem sido classificado como “crime perfeito”. Por Cláudio Humberto | Diário do Poder 09/05/2026 O ex-banqueiro Daniel Vorcaro | Foto: Reprodução / Esfera Brasil Em vez de usar malas de dinheiro ou assemelhados, ele distribuiu aos “parceiros” entre 80 e 90 cartões ilimitados, que os permitiam pagar qualquer despesa, de viagens luxuosas a carrões. Como os cartões eram em seu nome, ele apenas informava a senha àqueles beneficiados. Sem rastro O crime seria considerado “perfeito” porque os cartões estavam no nome de Vorcaro e eram emitidos pelo seu banco. Não deixavam rastros. CPMI já sabia O esquema apareceu pela primeira vez na CPMI que investigou o roubo a aposentados e pensionistas, mas a bancada do Planalto agiu. Porta fechada O deputado Evair de Melo (PP-ES) até pediu a convocação dos diretores dos cartões Visa e MasterCard, mas foi rejeitado imediatamente. Fala, Vorcaro A expectativa das autoridades é que Vorcaro detalhe, em sua delação, quem foram os beneficiados pelos cartões distribuídos. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterCPMIDeputado FederalPP Progressistas Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE 11/05/2026 Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro 11/05/2026 Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade 11/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade Empresa de preso por elo com PCC tem contrato de R$ 141 milhões no governo de GO Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Agência de conselheiro de Flávio Bolsonaro vence conta publicitária do Senado

Agência de conselheiro de Flávio Bolsonaro vence conta publicitária do Senado Calix vai dividir conta de R$ 90 milhões com Companhia de Comunicação e Publicidade; Senado afirma que edital seguiu critérios técnicos Por Valentina Moreira | SBT News 09/05/2026 Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Divulgação/Saulo Cruz/Agência Senado A agência Calix vai dividir com a Companhia de Comunicação e Publicidade um contrato de R$ 90 milhões para gerir a comunicação institucional do Senado Federal. A Calix pertence a Marcello Lopes, amigo pessoal e conselheiro da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL). Cada empresa vai trabalhar com um orçamento de R$ 45 milhões. O contrato das empresas terá vigência de um ano, com possibilidade de prorrogação. Conhecido como Marcellão, o marqueteiro tem ganhado protagonismo nos bastidores e é cotado para liderar a comunicação da pré-campanha de Flávio. Questionada pelo SBT News, a assessoria do senador afirmou que a licitação foi conduzida estritamente pela equipe técnica do Senado e que “não guarda qualquer relação direta ou indireta com o senador Flávio Bolsonaro”. A assessoria do Senado também nega qualquer irregularidade (Ver abaixo). A Calix presta serviço para o setor público ao menos desde 2021, quando venceu duas licitações com o governo federal, na época comandado por Jair Bolsonaro (PL): uma no Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (R$ 55 milhões), e outra no Ministério dos Transportes (R$ 14 milhões). Os contratos foram prorrogados e seguem ativos. Recentemente, a agência também venceu, com outras três empresas, uma licitação de R$ 300 milhões para prestar serviços de publicidade ao estado de São Paulo. O crescimento da influência de Marcelão vêm gerando incômodo entre pessoas próximas de Flávio. O publicitário adquiriu o status de conselheiro a contragosto daqueles defendem a escolha de Duda Lima para liderar a campanha. Duda, que foi responsável pelo marketing de Jair Bolsonaro em 2022, é próximo Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Enquanto Marcellão é desconhecido do público, mas é considerado um nome leal a Flávio. Na nota enviada à reportagem, a campanha do Flávio disse que “Marcello é apenas amigo do senador e, nos últimos meses, atua pontualmente como conselheiro nesta etapa de pré-campanha”. Já assessoria do Senado, afirmou que a Calix possui “ampla experiência e outros contratos vigentes com a Administração Pública, inclusive com ministérios do Governo Federal, conforme atestados de capacidade técnica apresentados durante a licitação”. A nota ainda afirma que “o processo licitatório observou rigorosamente todos os procedimentos previstos na Lei nº 12.232/2010, que rege as contratações de serviços de publicidade pela administração pública”, e que “não houve recursos em nenhuma das etapas” de avaliação. Por fim, o Senado argumentou que “o objeto da contratação consiste exclusivamente na realização de ações de publicidade institucional, voltadas à divulgação de atos, serviços e iniciativas do Senado Federal, em cumprimento ao princípio constitucional da publicidade e com o objetivo de ampliar o acesso da sociedade à informação. Essas ações não se vinculam a mandatos individuais, nem contemplam promoção de caráter político-partidário ou pessoal de parlamentares”. Notícia anterior PL Partido LiberalSenador Agência de conselheiro de Flávio Bolsonaro vence conta publicitária do Senado 09/05/2026 Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete 09/05/2026 De cofres cheios ao rombo bilionário: Ricardo Nunes explode dívida de SP para R$ 51,2 bi 08/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Agência de conselheiro de Flávio Bolsonaro vence conta publicitária do Senado Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete De cofres cheios ao rombo bilionário: Ricardo Nunes explode dívida de SP para R$ 51,2 bi PF tenta descobrir se balcão de lobby de Ciro Nogueira tinha só Vorcaro como cliente Caso Master: além de Ciro Nogueira, Flávio Bolsonaro teme que outro aliado que recebeu R$ 6 milhões de Vorcaro seja alvo da PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Quem é Luan Lennon, influencer preso por suspeita de forjar furto no Rio

Quem é Luan Lennon, influencer preso por suspeita de forjar furto no Rio Jovem de 23 anos ganhou visibilidade com vídeos de ‘combate à desordem urbana’ e tentou carreira política pelo PL; segundo a polícia, ele simulou um crime para gravar conteúdo. Por g1 Rio 09/05/2026 O influencer Luan Lennon — Foto: Reprodução/Instagram O influenciador Luan Lennon, de 23 anos, foi preso no Centro do Rio de Janeiro pelo crime de denunciação caluniosa, após ter forjado um furto para publicar nas redes sociais. O caso ocorreu na madrugada de quinta-feira (7) e é investigado pela 4ª DP (Praça da República). Luan Lennon Camacho Braga Oliveira nasceu em 15 de maio de 2002 e se apresenta nas redes sociais como carioca, empresário e estudante de Direito. Luan se candidatou a vereador em 2024 pelo Partido Liberal (PL), mas não se elegeu, e já presidiu o PL Jovem do RJ. ‘Guerra’ aos flanelinhas O influencer reúne mais de 1 milhão de seguidores em suas redes. Nos perfis, afirma que está “combatendo a desordem em todo o estado”. Recentemente, passou a postar abordagens contra flanelinhas, questionando a cobrança irregular por estacionamento em vias públicas — sempre acompanhado por “auxiliares”. Os vídeos giram em torno de títulos como “Flanelinhas se dando mal no Maracanã!!” e “Guerra contra a máfia!”. Seguem um roteiro que começa com uma “câmera escondida” que flagram a cobrança para estacionar, prosseguem para a abordagem na rua, com voz de prisão, e não raro terminam com correria ou brigas. Juventude do PL Em declarações públicas, Luan associa sua atuação à militância conservadora. Ele se filiou ao PL em 2021 por admiração ao então presidente Jair Bolsonaro. Em um evento do PL no Sul Fluminense, em 2023, Luan declarou que seu objetivo era “mostrar que a juventude de direita tem uma casa”. “Fazemos um núcleo de formação para conseguirmos ter pessoas conservadoras em todos os âmbitos: na cultura, no esporte, na educação, não só na política.” Em entrevista ao jornal O Globo publicada no ano seguinte, afirmou: “Nas ruas, escuto muito que sou o ‘Nikolas carioca’, pela idade e ligação à nossa pauta”, em referência ao deputado federal Nikolas Ferreira, do PL mineiro. Na campanha à Câmara de Vereadores do Rio, em 2024, Luan afirmou que não tinha bens a declarar. Ele obteve 4.208 votos e ficou como suplente. Relembre a prisão Segundo a Polícia Civil do RJ, na última quinta-feira (7) Luan combinou com um flanelinha para que ele oferecesse R$ 30 a um pedestre para furtar um celular que estava dentro de um veículo, que estava propositalmente com as janelas abertas. A ação era filmada pelo próprio influencer, que estava em outro carro. Em seguida, ainda de acordo com os agentes, ele abordou o homem “contratado” para o furto e tentou dar voz de prisão. O pedestre afirmou que não fazia parte do esquema, e a Polícia Militar foi acionada. Todos os envolvidos foram levados para a delegacia. Luan e 2 integrantes da equipe dele foram presos em flagrante por denunciação caluniosa. Não há fiança, e eles passariam por audiência de custódia neste sábado (9). A polícia informou que o grupo ainda pode responder por fraude processual. Em nota, a Polícia Civil afirmou que o caso começou como uma suspeita de furto, mas, após investigação, foi identificado que o crime teria sido forjado. “Com base nas apurações, os policiais realizaram diligências que resultaram na identificação de outras duas pessoas envolvidas no esquema”, diz o comunicado. O g1 tenta contato com a defesa do influencer. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPolícia CivilPolícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE 11/05/2026 Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro 11/05/2026 Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade 11/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade Empresa de preso por elo com PCC tem contrato de R$ 141 milhões no governo de GO Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete

Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete Tal pai, tal filho: Flávio Bolsonaro aplica o rito do descarte com o ex-aliado Ciro Nogueira Por Metrópoles 09/05/2026 Tal pai, tal filho: Flávio Bolsonaro aplica o rito do descarte com o ex-aliado Ciro Nogueira Flávio Bolsonaro provou esta semana que é um herdeiro legítimo não apenas do sobrenome, mas do método. Ao ser confrontado com o escândalo de corrupção que envolve Ciro Nogueira e o Banco Master, o senador não hesitou em empurrar o aliado de longa data para debaixo do ônibus. O que antes parecia ser uma parceria estratégica para 2026, com Ciro sendo ventilado como o vice ideal, foi reduzido por Flávio a uma reles “cortesia”. A “vida como ela é” em Brasília não tem espaço para gratidão. Flávio, que se pelava de medo de ser tragado pelo lamaçal do Banco Master, resolveu largar a mão de Ciro com a mesma velocidade com que o seu pai entregava ministros ao primeiro sinal de crise. Para o filho do capitão, o convite ao senador do PP nunca passou de uma especulação de salão, um agrado feito “lá atrás” que o vento – e a Polícia Federal – trataram de levar. Enquanto Ciro Nogueira tenta equilibrar-se entre carros de luxo confiscados e uma mesada de R$ 500 mil reais, o bolsonarismo já procura um novo hospedeiro. Flávio faz o jogo da pureza conveniente: elogia o ministro André Mendonça por não “perseguir ninguém”, numa tentativa canhestra de se descolar do aliado caído enquanto se afasta do cheiro de queimado. O saldo da semana é cruel para o bolsonarismo (e Centrão). Lula saiu de dos EUA com sorrisos de Trump e um “I love you”, enquanto os adversários terminam a sexta-feira em clima de funeral político, sacrificando Ciro Nogueira no altar da própria sobrevivência. É o descarte por cortesia, uma especialidade do Clã que não garante parcerias e deixa rastro de feridos no campo de batalha. Notícia anterior Banco MasterPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenador Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete 09/05/2026 STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso” Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.