Preciso dele feliz, disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja

Preciso dele feliz, disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja Paulo Henrique Costa foi preso nesta quinta-feira (16), sob suspeita de ter recebido milhões em propina do dono do Banco Master Por Matheus Teixeira e Renata Souza | CNN Brasil 16/04/2026 CNN Brasil Em mensagens obtidas pela PF (Polícia Federal), o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, chegou a falar sobre a necessidade de deixar o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa “feliz”. Costa foi preso nesta quinta-feira (16) na quarta fase da operação Compliance Zero. A PF investiga se o ex-presidente do BR recebeu R$ 146,5 milhões de Vorcaro como propina para viabilizar a compra do Banco Master pela instituição financeira de Brasília. Os investigadores apontam que o pagamento da propina teria sido realizado por meio de imóveis sediados em Brasília e São Paulo. “Preciso dele feliz [nome da corretora preservado]. Reverte isso aí”, escreveu Vorcaro a uma corretora de imóveis após um episódio em que Costa teria ficado “decepcionado por não ter conseguido visitar” um dos imóveis, segundo relatório policial. Nesta nova fase da Compliance Zero, o advogado Daniel Monteiro, próximo do ex-banqueiro, também foi preso. Ele seria um dos responsáveis por montar uma operação para repassar os seis imóveis de luxo a Costa por meio de empresas de fachada. As trocas de mensagens de WhatsApp periciadas pela PF, que constam na decisão que autorizou a operação desta quinta-feira, mostram que Vorcaro tratava Paulo Henrique Costa como “amigo”, indicando proximidade entre os dois. Por meio das conversas extraídas, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça, afirmou haver “fortes indícios” de que Costa atuava como um “verdadeiro mandatário” de Vorcaro. Outro lado A CNN entrou em contato com o BRB para se manifestar. O espaço está aberto. Em nota, o governo do Distrito Federal, disse, por meio da assessoria da governadora Celina Leão (PP), disse que os fatos “estão sob análise do Poder Judiciário, a quem compete a devida apuração e julgamento”. “A atual gestão do Governo do Distrito Federal reafirma seu compromisso inegociável com a transparência, a legalidade e o respeito às instituições. Desde o primeiro momento, todas as providências cabíveis foram adotadas, com total colaboração junto às autoridades competentes. Seguiremos atuando com responsabilidade, rigor e absoluta clareza, garantindo que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos”, diz a nota. O advogado Cleber Lopes, que atua na defesa de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, criticou a prisão do cliente e disse que ele não “cometeu crime algum”. Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBBanco MasterBrasília DFGDF Governo do Distrito FederalGovernadoraPolícia Federal PFPP ProgressistasSTF Supremo Tribunal Federal Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio 16/04/2026 Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões 16/04/2026 Preciso dele feliz, disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja 16/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões Preciso dele feliz, disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja CEO do BRB preso financiou parte dos R$ 5,9 milhões para mansão de Flávio Bolsonaro MPRJ denuncia 10 PMs do Bope por invasão de casas e uso irregular de câmeras na Maré; grupo abriu geladeira e dormiu em sofá Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Procurador-geral do DF pede demissão em meio à tentativa de socorro do BRB

Procurador-geral do DF pede demissão em meio à tentativa de socorro do BRB Fontes afirmam que Márcio Wanderley era pressionado para conceder parecer positivo para DF obter empréstimo do FGC Por Larissa Rodrigues e Helena Prestes | CNN Brasil 16/04/2026 Márcio Wanderley, Procurador Geral do Distrito Federal. • Ângelo Pignaton/Agencia CLDF Brasília – O procurador-geral do DF, Márcio Wanderley, deixou o cargo nesta semana, após nove meses de gestão. Segundo fontes, o procurador pediu demissão por sentir-se pressionado a fazer um parecer positivo para viabilizar um empréstimo de R$ 6,6 junto ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos), destinado ao BRB. Nesse tipo de operação, o governo não pega dinheiro diretamente do fundo; o FGC atua como uma espécie de garantidor, reduzindo o risco para quem concede o crédito e facilita a liberação dos recursos. Cabe a PGR-DF a avaliação da viabilidade econômica do empréstimo. O desconforto teria surgido diante da pressão para validar juridicamente essa operação. Wanderley assumiu o cargo em agosto de 2025, após quase dois anos como consultor jurídico do gabinete do ex-governador Ibaneis Rocha. O cargo tem duração de dois anos, podendo ser reconduzido. Pelo regimento, Wanderley poderia seguir no cargo até agosto do próximo ano. A CNN entrou em contato com a Procuradoria-Geral do Distrito Federal, mas ainda não obteve retorno. Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBGovernadorMDB Movimento Democrático BrasileiroPG-DF Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio 16/04/2026 Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões 16/04/2026 Preciso dele feliz, disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja 16/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões Preciso dele feliz, disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja Procurador-geral do DF pede demissão em meio à tentativa de socorro do BRB CEO do BRB preso financiou parte dos R$ 5,9 milhões para mansão de Flávio Bolsonaro Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
CEO do BRB preso financiou parte dos R$ 5,9 milhões para mansão de Flávio Bolsonaro

CEO do BRB preso financiou parte dos R$ 5,9 milhões para mansão de Flávio Bolsonaro Operação aprovada durante a gestão de Paulo Henrique Costa financiou parte da compra da mansão do filho de Jair Bolsonaro no Lago Sul, área nobre de Brasília Por Julinho Bittencourt | Revista Fórum 16/04/2026 O senador Flávio Bolsonaro – Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, foi preso preventivamente pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira, 16, na quarta fase da Operação Compliance Zero. Foi ele quem deu o aval para o financiamento de R$ 5,9 milhões para a compra da mansão de Flávio Bolsonaro (PL) no Lago Sul, área nobre de Brasília. A investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro para pagamento de propina a agentes públicos em negócios com o Banco Master. A operação também prendeu o advogado Daniel Monteiro, apontado como responsável jurídico pelas negociações. A PF cumpre dois mandados de prisão e sete de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os alvos respondem por crimes financeiros, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Costa chegou ao comando do BRB em 2019, indicado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), e desde então ocupou posição estratégica no sistema financeiro do Distrito Federal. Durante sua passagem pelo cargo, o banco ampliou sua relevância institucional e ganhou protagonismo político. Esse ciclo, porém, começou a ruir quando a Operação Compliance Zero passou a apurar suspeitas de fraudes bilionárias relacionadas ao Banco Master. A partir daí, a gestão do executivo passou a ser revisitada em busca de decisões que possam ter extrapolado critérios técnicos e atendido interesses específicos. Condições vantajosas Foi nesse contexto que reapareceu o financiamento concedido a Flávio Bolsonaro em 2021. Naquele ano, o BRB liberou R$ 3,1 milhões para a compra de uma mansão avaliada em R$ 5,97 milhões no Setor de Mansões Dom Bosco, no Lago Sul, uma das áreas mais valorizadas de Brasília. O imóvel, com cerca de 2.400 metros quadrados, foi financiado com juros entre 3,65% e 3,71% ao ano, além da correção pelo IPCA. Embora o banco tenha sustentado que a operação seguiu padrões de mercado, o crédito chamou atenção pela combinação entre condições vantajosas, perfil do comprador e necessidade de aprovação da cúpula da instituição. O peso político do caso não era pequeno. O negócio precisou passar pela diretoria colegiada presidida por Costa, o que vinculou diretamente o então chefe do BRB à operação. Naquele momento, o executivo era visto como um nome em ascensão e chegou a ser cogitado para ocupar uma vice-presidência no Banco do Brasil. A hipótese, contudo, acabou esvaziada diante do receio de que a repercussão negativa da compra da mansão contaminasse uma eventual promoção dentro do sistema financeiro federal. Queiroz e as rachadinhas Ao redor desse episódio, reaparece também um personagem incontornável das investigações sobre o patrimônio da família Bolsonaro: Fabrício Queiroz. Ex-policial militar e amigo antigo de Jair Bolsonaro, Queiroz foi apontado pelo Ministério Público como operador financeiro do esquema de rachadinha no antigo gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. De acordo com os promotores, ele coordenava a arrecadação de valores desviados de assessores, formando um caixa em espécie que abasteceria despesas pessoais e operações patrimoniais. A suspeita dos investigadores é que esse fluxo de dinheiro em espécie tenha alimentado um modelo de transações imobiliárias montado para transformar recursos de origem ilícita em ganhos aparentemente legítimos. Segundo essa linha de apuração, imóveis eram adquiridos por valores inferiores aos reais nas escrituras, com a diferença sendo quitada por fora, em dinheiro vivo, e depois revendidos por preços de mercado. Dessa forma, Flávio Bolsonaro teria acumulado lucros formais expressivos entre 2010 e 2017 com a compra e a venda de 19 salas e apartamentos. A leitura do Ministério Público era a de que se tratava de uma forma de dar aparência regular a recursos provenientes da rachadinha. Hoje, Queiroz ocupa a função de subsecretário de Segurança e Ordem Pública em Saquarema, no Rio de Janeiro, cargo para o qual foi nomeado em janeiro de 2025 pela prefeita Lucimar Vidal (PL). Quitação acelerada O caso da mansão voltou a provocar questionamentos em julho de 2024, quando Flávio Bolsonaro quitou o saldo devedor do imóvel de maneira acelerada. Foram R$ 3,4 milhões pagos em seis aportes extraordinários, em valores que chegaram a R$ 997 mil em uma única parcela. A quitação ocorreu depois de o Supremo Tribunal Federal consolidar decisões que anularam provas do caso das rachadinhas por questões processuais. O senador afirma que os recursos vieram de sua antiga franquia de chocolates e de sua renda, mas a rapidez e a robustez dos pagamentos seguiram cercadas de dúvidas. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJBanco de Brasília BRBBanco do BrasilBanco MasterBrasília DFGDF Governo do Distrito FederalGovernadorMDB Movimento Democrático BrasileiroPL Partido LiberalPolícia Federal PFPrefeitaRegião do Lagos Baixada LitorâneaSaquarema RJSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio 16/04/2026 Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões 16/04/2026 CEO do BRB preso financiou parte dos R$ 5,9 milhões para mansão de Flávio Bolsonaro 16/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões CEO do BRB preso financiou parte dos R$ 5,9 milhões para mansão de Flávio Bolsonaro MPRJ denuncia 10 PMs do Bope por invasão de casas e uso irregular de câmeras na Maré; grupo abriu geladeira e dormiu em sofá Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso pela PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
MPRJ denuncia 10 PMs do Bope por invasão de casas e uso irregular de câmeras na Maré; grupo abriu geladeira e dormiu em sofá

MPRJ denuncia 10 PMs do Bope por invasão de casas e uso irregular de câmeras na Maré; grupo abriu geladeira e dormiu em sofá Segundo o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública, agentes entraram em 13 imóveis durante operação em janeiro de 2025 e são acusados de descumprir missão e de ocultar imagens. Por Luana Alves e Márcia Brasil | RJ1 16/04/2026 Agente sem camisa tinha acabado de usar o banheiro — Foto: Reprodução/TV Globo O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou 10 policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) — a tropa de elite da corporação — por violação de domicílio, descumprimento de missão e recusa de obediência durante uma operação no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, em 10 de janeiro de 2025. De acordo com o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp/MPRJ), os agentes entraram clandestinamente em 13 residências na Nova Holanda, em alguns casos utilizando chave mestra ou arrombando a porta, sem autorização dos moradores nem ordem judicial. Segundo o MPRJ, parte dos policiais também deixou de cumprir a missão de incursão e estabilização para permanecer dentro dos imóveis, onde dormiram, usaram banheiros e até consumiram itens das geladeiras dos moradores. A PM disse que instaurou procedimento e encaminhou relatório à Auditoria de Justiça Militar (veja nota completa abaixo). Os denunciados Bruno Martins Santiago, 3º sargento; Carlos Alberto Britis Júnior, 3º sargento; Claudio Santos da Silva, 1º sargento; Diego Ferreira Ramos Martins, cabo; Diogo de Araújo Hernandes, 3º sargento; Douglas Nunes de Jesus, 2º sargento; Felippe Carlos de Sousa Martins, 1º tenente; Jorge Guerreiro Silva Nascimento, cabo; Rodrigo da Rocha Pita, cabo; Rodrigo Rosa Araujo Costa, 1º sargento. O tenente Felippe Martins comandou a operação do Bope no Morro Santo Amaro em junho do ano passado. No local, acontecia uma festa junina na quadra da comunidade. Durante um confronto, o office boy Herus Guimarães Mendes foi baleado e morreu. A Corregedoria da PM indiciou o tenente por homicídio. Ele foi denunciado pelo Gaesp e virou réu na Justiça. Gravação com ‘tela preta’ As investigações apontam que agentes obstruíram deliberadamente as lentes das câmeras operacionais portáteis (COPs), o que resultou em gravações com “tela preta”, dificultando o registro das ações durante a operação. Por isso, o MPRJ os denunciou por recusa de obediência. Mesmo assim, imagens de outras câmeras e o áudio captado dos equipamentos cobertos ajudaram o Gaesp a compor as denúncias. Em uma casa, segundo a gravação de uma COP, um PM do Bope encontra a porta aberta e entra na sala, onde 3 policiais já estão sentados no sofá. Ele vai até a cozinha, abre a porta da geladeira, mexe nos produtos no congelador e pega um guaraná natural. Ele volta pra sala e brinca com os colegas: “Todo mundo assistindo televisão bonitinho!” “É o RJTV!”, responde um deles. A conversa segue, e PM com a câmera se estica no sofá e comenta sobre o guaraná. “Não vem um lacre? Pô, fiquei encabrestado agora. Vou esperar alguém chegar aqui com mais sede do que eu”, diz. Logo depois, ele cobre a lente da câmera, mas o áudio ainda é captado. O grupo fala sobre a comida encontrada na casa. “Tem bacon ali, tem carne, bacon”, destaca um. PM no banheiro Outro registro preservado mostra o momento em que um PM entra em um prédio residencial de 3 andares. Dentro de um apartamento, ele encontra um colega de farda sem camisa, que tinha acabado de usar o banheiro. Agente 1: “Pô, você já c ……. aqui, né? Agente 2: “Essa tábua aqui nojenta, né? Na sala, outro policial aparece deitado no sofá. O PM com a câmera ajeita uma almofada para deitar e fala: “Apaga a luz”. Eles apagam as luzes e ficam, segundo o MPRJ, por 1 hora e meia no “descanso” — enquanto deveriam estar em patrulhamento, o que resultou na denúncia por descumprimento de missão. Além de uma série de crimes, as imagens analisadas também revelam desrespeito: Agente: “Tem uma moradora lá em cima. Maravilhosa.” As denúncias O Gaesp apresentou 2 denúncias: uma por crimes contra civis, como violação de domicílio, e outra por crimes militares, como descumprimento de missão e recusa de obediência — o mau uso das câmeras. Entre os denunciados está o cabo Rodrigo da Rocha Pita, apontado pelo Ministério Público como participante de 7 episódios de invasão. O órgão afirma que não há previsão para o uso de chaves mestras em operações policiais e que a prática indica possível predisposição para a violação de domicílio. As denúncias foram encaminhadas à Justiça Militar, que vai decidir se aceita ou não as acusações. Até o momento, não houve imposição de medidas cautelares contra os denunciados. ‘Inaceitável’, diz promotor Segundo o promotor Paulo Roberto Mello Cunha, a apuração partiu de denúncias de moradores ao Ministério Público. “Entrar numa casa e usar como se fosse sua, acessar a geladeira, comer o que tem lá, ir ao banheiro, tirar a camisa, deitar, ligar o ar-condicionado, isso aí é inaceitável, não há nenhuma justificativa para isso”, declarou. De acordo com ele, as imagens das câmeras corporais foram fundamentais para o avanço do caso. “A COP veio mostrar uma realidade que a gente já ouvia há bastante tempo”, disse. “Escancarou essa realidade que já era denunciada pelos moradores e que a gente não conseguia efetivamente demonstrar para poder processar os policiais que agem incorretamente”, emendou. “A Constituição diz que o lar é o asilo inviolável do indivíduo, a não ser no caso de uma ordem judicial para entrar ou se está em andamento um crime em flagrante delito”, reforçou o promotor. Operação na Maré No dia 10 de janeiro de 2025, a Polícia Militar realizou uma operação no Complexo da Maré com o objetivo de combater roubos de cargas e veículos, além de identificar desmanches irregulares na região. A ação contou com equipes do Bope e de outras unidades especializadas e ocorreu em comunidades como Nova Holanda e Parque União. O que diz a PM “A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que a Corregedoria-Geral da Corporação, assim que tomou conhecimento do possível desvio de conduta envolvendo policiais, ocorrido em janeiro do ano passado, instaurou o procedimento apuratório cabível. Após a conclusão das investigações, o relatório foi encaminhado à Auditoria de Justiça Militar. Ao agir dessa forma,
As comprometedoras mensagens de Paulo Roberto Costa e Daniel Vorcaro no caso Master

As comprometedoras mensagens de Paulo Roberto Costa e Daniel Vorcaro no caso Master Troca de conversas sobre imóveis de luxo e apoio a Ibaneis comprometem ex-presidente do BRB Por Yuri Ferreira | Revista Fórum 16/04/2026 Daniel Vorcaro, do Master, e Paulo Henrique Costa, do BRB – Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa (Repodução e Agência Brasília) Trocas de mensagens entre o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, revelam negociações que, segundo a Polícia Federal (PF), apontam para um esquema de corrupção que teria movimentado cerca de R$ 150 milhões em imóveis de luxo. O conteúdo integra o inquérito da quarta fase da Operação Compliance Zero, que resultou na prisão preventiva de Paulo Henrique nesta quinta-feira (16). Nas mensagens, o ex-banqueiro trata abertamente da expectativa por imóveis de alto padrão em São Paulo com Vorcaro. Em um dos trechos, Paulo Henrique faz referência direta ao cálculo do valor combinado: “Fiz as contas para chegar no valor que combinamos. Dependendo dos valores finais, sairia o Casa Lafer, que está no contrapiso. Apagando algumas mensagens.” Em outra troca, o ex-presidente do BRB cobra avanço nas negociações imobiliárias. “Amigo, pessoal esperando seu de acordo sobre os imóveis de São Paulo. Pode ajudar?”, escreveu. Vorcaro respondeu afirmando ter “dado carta branca” de sua parte e questionou onde o processo estaria travado. A decisão judicial que embasou as prisões descreve um episódio em que Vorcaro teria instruído diretamente uma corretora a garantir a satisfação do parceiro durante a visita aos imóveis: “Preciso dele feliz. Reverte isso aí.” As mensagens também registram o alinhamento inicial entre os dois. Em uma das primeiras trocas, Paulo Henrique menciona o contexto político das negociações: “O Governador me pediu que preparasse um material para a argumentação dele, porque vamos receber críticas.” Vorcaro respondeu de forma sucinta, confirmando entendimento e prometendo tratar os detalhes com sua equipe. Em outro diálogo, Vorcaro reforça a natureza contínua da parceria: “Temos um negócio de continuidade e centenas de ajustes ao longo da trajetória.” Paulo Henrique reafirmou o compromisso: “Estou com vc. Continuo no deal mode. Estou virando noite e tentando resolver.” Segundo as investigações, Paulo Henrique atuava como “mandatário” de Vorcaro no BRB e, em contrapartida, receberia imóveis avaliados em aproximadamente R$ 150 milhões. No período apurado, o BRB teria adquirido carteiras de crédito do Master apontadas como fraudulentas, estimadas em R$ 12,2 bilhões. A estrutura para dissimular os repasses envolveria seis imóveis de alto padrão — quatro em São Paulo e dois em Brasília — e empresas de fachada. O advogado Daniel Monteiro, preso na mesma operação, é apontado como o responsável jurídico pela arquitetura das negociações entre as partes. Em uma conversa com Vorcaro, Monteiro afirma: “O Paulo me procurou para dar andamento em estrutura de compra de imóveis para ele. Disse que vc pediu para ele falar comigo a respeito. Devo dar andamento?”. O banqueiro responde: “Eu pedi isso anteontem. Pra dar foco nisso. Achei que já estava resolvido”. O que diz a defesa de Paulo Henrique Costa “A defesa continua firme na convicção de que Paulo Henrique Costa não praticou crime algum”, disse o advogado Cleber Lopes em entrevista a jornalistas nesta manhã. Ele também negou que seu cliente teria recebido propina, como acusa a PF: “Não considero essa como uma hipótese válida”, disse. “No primeiro momento a defesa considera que o Paulo Henrique não representa nenhum perigo para a instrução, para a aplicação da lei penal. Ele está em liberdade desde a primeira fase da operação, não há notícia de que ele tenha praticado qualquer fato que pudesse atentar contra a instrução criminal, contra a ordem pública, contra a aplicação da lei penal, de maneira que a defesa considera, em um primeiro momento, a prisão absolutamente desnecessária”, declarou o advogado. “Não, se eu estou considerando que é um exagero, eu permaneço como estava antes. Eu continuo convencido, o Paulo Henrique continua convencido, e vamos, como eu disse antes, examinar. Enfim, a defesa continua firme na convicção de que o Paulo Henrique não praticou crime algum. Vamos aguardar agora a análise do documento, vamos fazer a defesa como temos feito”, pontuou. Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBBanco MasterBrasília DFGovernadorMDB Movimento Democrático BrasileiroPolícia Federal PF Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio 16/04/2026 Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões 16/04/2026 Preciso dele feliz, disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja 16/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões Preciso dele feliz, disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja Procurador-geral do DF pede demissão em meio à tentativa de socorro do BRB CEO do BRB preso financiou parte dos R$ 5,9 milhões para mansão de Flávio Bolsonaro Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso pela PF

Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso pela PF Executivo é suspeito de não seguir práticas de governança e permitir negócios com o Master sem lastro. Ele teria recebido imóveis de Daniel Vorcaro avaliados em R$ 146 milhões em troca de facilitar negócios com o banco. Por Camila Bomfim, Isabela Camargo, Márcio Falcão, Isabela Leite, Túlio Amâncio, Reynaldo Turollo Jr e Ana Flávia Castro | GloboNews, TV Globo e g1 16/04/2026 Presidente do BRB, Paulo Henrique Costa — Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília Nova fase da Operação Compliance Zero deflagrada pela Polícia Federal (PF) prendeu nesta quinta-feira (16) o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. O executivo é suspeito de não seguir práticas de governança e permitir negócios com o Banco Master sem lastro. Ele foi preso em Brasília, segundo informações obtidas pelo blog. De acordo com investigadores, Paulo Henrique Costa teria recebido pelo menos seis imóveis avaliados em R$ 146 milhões de Daniel Vorcaro, dono do Master, em troca de facilitar o esquema envolvendo o banco. Dois desses empreendimentos sediados na capital federal. A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, relator do caso na Corte. A PF informou, em nota, que a operação desta quinta investiga “crimes financeiros, além de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa”. É a primeira vez que a polícia fala em corrupção de agente público do Distrito Federal no âmbito das apurações sobre o Master e o BRB. ➡️ O BRB é um banco público controlado pelo governo do Distrito Federal. Ele aparece no caso Master por ter sido o principal interessado na compra do banco de Daniel Vorcaro (leia mais abaixo). Ao todo, são cumpridos dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo, em endereços ligados aos alvos e ao Master. Costa será encaminhado para o Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, após passar por audiência de custódia. O outro alvo de mandado de prisão é o advogado do Master Daniel Monteiro. Ele é apontado como o administrador de vários fundos usados em operações financeiras para dificultar a rastreabilidade do dinheiro de movimentação ilícita. Veja quem foram os alvos da operação: Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB – alvo de mandado de prisão; Daniel Monteiro, advogado que atua para o Master – alvo de mandado de prisão; Thaisa Menzato, sócia de Daniel Monteiro – alvo de mandados de busca e apreensão; Arthur Caixeta Nogueira, empresário ligado à gestora de fundos Reag – alvo de mandados de busca e apreensão; Monteiro Rusu, escritório de advocacia – alvo de mandados de busca e apreensão; Hamilton Edward Suaki, cunhado de Daniel Monteiro – alvo de mandados de busca e apreensão. O g1 procurou a defesa de Paulo Henrique Costa e o BRB mas ainda não obteve retorno. A defesa de Daniel Monteiro afirma que “sua atuação sempre se deu de forma estritamente técnica” (veja na íntegra mais abaixo). Quem é Paulo Henrique Costa Paulo Henrique Costa esteve à frente do BRB a partir de 2019, indicado pelo então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e conduziu a tentativa de compra do Banco Master pela instituição. O executivo foi afastado em novembro após decisão judicial com a primeira fase da operação. Costa é formado em administração de empresas com especializações na área financeira em universidades do exterior e possui mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro. BRB e Master O BRB aparece nas investigações por ter realizado operações financeiras que estão sob investigação. A negociação previa a aquisição de participação relevante no Master e foi apresentada como uma alternativa para evitar a quebra da instituição. No entanto, o Banco Central vetou a operação ao concluir que não havia viabilidade econômico-financeira e que o negócio poderia transferir riscos excessivos ao banco público. Além da tentativa de compra, a Polícia Federal apura se o BRB adquiriu carteiras de crédito problemáticas do Master. O foco é entender se houve falhas nos processos internos de análise, aprovação e governança das operações. Paulo Henrique Costa presidiu o BRB durante o período em que ocorreram as negociações com o Master. Ele é investigado por sua atuação nas tratativas e na aprovação das operações financeiras sob suspeita. Segundo os autos, Costa defendeu a compra do Master como uma solução para a crise da instituição privada. Após o avanço das investigações, ele foi afastado do comando do banco público. Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que parte dos valores pagos ao Master não teria sido recuperada após a liquidação. A PF ainda apura se esse montante corresponde ao prejuízo efetivo e se houve responsabilidade criminal ou administrativa. O que dizem os alvos Paulo Henrique Costa A defesa do ex-presidente da instituição diz que considera a prisão “desnecessária” e que vai examinar a decisão para tomar providências. Daniel Monteiro “A defesa de Daniel Monteiro informa que ele foi surpreendido, na data de hoje, com a decisão de prisão. Ressalta que sua atuação sempre se deu de forma estritamente técnica, na condição de advogado do Banco Master e de diversos outros clientes, sem qualquer participação em atividades alheias ao exercício profissional. Daniel está à disposição da Justiça e confia que os fatos serão integralmente esclarecidos”. Notícia anterior Banco de Brasília BRBBanco MasterBrasília DFPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso pela PF 16/04/2026 Estradas precárias impedem acesso à escola em Cambuci, no RJ 15/04/2026 Crianças andam a pé em estrada de terra após ônibus escolar quebrar em zona rural de Cabo Frio 15/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso pela PF Estradas precárias impedem acesso à escola em Cambuci, no RJ Crianças andam a pé em estrada de terra após ônibus escolar quebrar em zona rural de Cabo Frio Prefeita de Guapimirim e mais 4 viram réus por suspeita de fraude
Ex-presidente do Rioprevidência diz à PF que aportes de quase R$ 1 bilhão no Master foram sugeridos por ex-diretor

Ex-presidente do Rioprevidência diz à PF que aportes de quase R$ 1 bilhão no Master foram sugeridos por ex-diretor Em depoimento à PF, Deivis Marcon Antunes afirmou que o então diretor da autarquia Euchério Rodrigues foi o autor da proposta; ex-presidente nega recebimento de propina e interferência política. Por Octavio Guedes e Marcelo Gomes | GloboNews 16/04/2026 O ex-presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes — Foto: Rioprevidência/Divulgação O ex-presidente do Rioprevidência Deivis Marcon Antunes disse, em depoimento à Polícia Federal (PF), que a proposta para o investimento de R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Banco Master foi feita pelo então diretor de investimentos da autarquia, Euchério Lerner Rodrigues. Procurado pelo blog, Euchério não se manifestou até a última atualização deste post. Deivis negou, ainda, que sua indicação para presidência da autarquia tenha sido política. O Rioprevidência é o responsável pelo pagamento de 235 mil servidores públicos estaduais aposentados e pensionistas do estado do Rio de Janeiro. Segundo fontes ouvidas pelo blog, a indicação teria partido de Antônio Rueda, presidente do União Brasil. O ex-governador Cláudio Castro (PL) disse ao blog não se lembrar quem indicou o nome de Deivis. “Posso ter consultado Rueda, mas não foi ele. Eu tinha 500 indicações”, disse Castro. Em outro trecho do depoimento, o delegado da PF quis saber se Deivis recebeu propina direta, ou indiretamente, pelos investimentos no Master. “Não. Nenhum”, disse o ex-presidente do Rioprevidência. Deivis também explicou tecnicamente o processo do investimento de quase R$ 1 bilhão no Master. “Esse investimento é proposto pela Diretoria de Investimentos. Eu até li uma coisa assim, que o Comitê [de Investimentos] não tinha autorizado… o comitê não autoriza investimentos. A diretoria faz a proposição do investimento, e aí o investimento é feito, e o diretor de investimentos faz o encaminhamento, e eu assino juntamente com ele o investimento”, disse Deivis. Questionado pelo delegado da Polícia Federal (PF) sobre quem era o diretor de investimentos, Deivis respondeu: “O diretor de investimentos na época era o Euchério. Eu cheguei em julho [de 2023] e o Euchério chega em… Se não me engano, em outubro.” O delegado perguntou se foi Euchério quem indicou os investimentos, e Deivis confirmou. O depoimento ocorreu no dia 3 de fevereiro deste ano, depois de Deivis ter sido preso na Rodovia Presidente Dutra, na altura de Itatiaia, no Sul do RJ. Ele tinha retornado dos Estados Unidos pelo Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e alugou um carro para voltar ao Rio, onde mora. O delegado questionou se Deivis assinou “naquele bloco de assinatura” e Deivis explicou: “É no bloco, né? Os blocos que a gente usa para pagamento de contratos, pagamento de investimentos e demais autorizações. Todas elas são assinadas em bloco, porque senão, só um exemplo, seriam 400, 500, 600 assinaturas num dia, porque é um absurdo, o volume é muito grande. A gente paga, além de todos os contratos, 260 mil aposentadorias e pensões”, respondeu o ex-presidente do Rioprevidência. Mais adiante, o delegado quis saber por que foi escolhido o Banco Master. O ex-presidente argumentou que o Regime Próprio de Previdência Social não tinha como detectar, “com uma equipe formada por nove ou dez pessoas”, problemas que até o Banco Central teve dificultar para identificar. “O Tribunal de Contas, eu lembro que na época, falou assim, tinha que fazer análise reputacional dos sócios. Não era obrigação”, disse Deivis. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Central BCBanco MasterGovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFRioPrevidênciaUnião Brasil Memórias apagadas: ao menos 40 imóveis do Rio perdem proteção e vão abaixo 17/04/2026 Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio 16/04/2026 Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões 16/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Memórias apagadas: ao menos 40 imóveis do Rio perdem proteção e vão abaixo Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões Preciso dele feliz, disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja Procurador-geral do DF pede demissão em meio à tentativa de socorro do BRB Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Estradas precárias impedem acesso à escola em Cambuci, no RJ

Estradas precárias impedem acesso à escola em Cambuci, no RJ Problemas atingem zona rural e rodovia RJ-202; veículos atolam e transporte escolar enfrenta dificuldades. Por Diego Varsi | g1 15/04/2026 10:27 Estrada com muita lama em Cambuci, carro ficam presos no lamaçal — Foto: Portal Cruzeiro Notícias A situação das estradas na região de Cambuci, no Noroeste Fluminense, tem preocupado e muito os moradores. Em diferentes pontos do município, as condições precárias das vias vêm causando transtornos, prejuízos e até impedindo o acesso à educação. Na estrada municipal que liga a localidade do Valão do Padre Antônio, o cenário é de abandono. Um caminhão de leite ficou atolado e o ônibus escolar não conseguiu seguir viagem, comprometendo a rotina de estudantes da região. Com isso, alunos deixam de frequentar as aulas, produtores rurais enfrentam prejuízos e moradores acabam isolados por conta da lama e dos buracos ao longo do trajeto. Problemas não se limitam à zona rural Na RJ-202, entre as localidades de Monte Verde e Goiabal, a situação também é considerada crítica por quem depende da rodovia. Motoristas relatam atolamentos frequentes, dificuldades de tráfego e risco constante ao circular pelo trecho, especialmente em períodos de chuva. O transporte escolar também enfrenta obstáculos para operar normalmente, o que reforça a preocupação das famílias. Diante do cenário, moradores cobram uma solução urgente do poder público. Eles pedem intervenções que garantam condições mínimas de trafegabilidade, assegurando o direito de ir e vir e, principalmente, o acesso de crianças e adolescentes à educação. Notícia anterior Cambuci RJNorte e Noroeste Fluminense Estradas precárias impedem acesso à escola em Cambuci, no RJ 15/04/2026 Moradores denunciam esgoto a céu aberto e obra inacabada em rua de Itaperuna 14/04/2026 Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado 13/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Estradas precárias impedem acesso à escola em Cambuci, no RJ Moradores denunciam esgoto a céu aberto e obra inacabada em rua de Itaperuna Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Crianças andam a pé em estrada de terra após ônibus escolar quebrar em zona rural de Cabo Frio

Comissão da Alerj que levantava gastos do Judiciário entra na mira do TJ Episódio aconteceu menos de uma semana após denúncias de mães sobre más condições do transporte. Por Eliandra Bussinger | g1 15/04/2026 09:27 Alunos quilombolas andando a pé em estrada após ônibus escolar quebrar — Foto: Divulgação Uma turma de crianças da Escola Municipal Agrisa, na zona rural e quilombola de Cabo Frio, na Região dos Lagos, tiveram que descer do ônibus escolar e andar a pé por uma estrada de chão, na manhã desta terça (14). Segundo Regina Severino Soares, presidente do quilombo Espírito Santo, os alunos estavam a caminho da escola após fazerem uma visita educacional na região quando o transporte deu pane elétrica hoje às 11h. O episódio aconteceu menos de uma semana depois das mães denunciarem as condições do ônibus escolar oferecido para as crianças quilombolas e da zona rural da cidade. Desde o início do passeio, Regina conta que o ônibus já dava sinais de defeito e falha mecânica. “Por fora parece um ônibus que está bom, mas a parte elétrica não funciona”, explica. No registro feito por ela na manhã de hoje, as crianças aparecem andando em uma estrada de terra após o ônibus para de funcionar. Ela afirma que as crianças tiveram que aguardar cerca de uma hora e meia até um outro ônibus ser enviado para levá-las à escola. “O ônibus deixou as crianças a pé e estamos retornando com elas para o território para que não fiquem no sol. Esse é o ônibus que Tamoios, segundo distrito de Cabo Frio, tem”, destaca. Em outro relato, Regina pontua que funcionários da escola tiveram que tentar resolver a situação: “Mais uma vez o ônibus escolar deixando os alunos a ver navio dentro do quilombo Espírito Santo. O motorista e o professor estão tentando dar um jeito para levar as crianças para a escola”, ressalta. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualGovernadorMP-RJPL Partido LiberalTJ-RJ Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users)
Prefeita de Guapimirim e mais 4 viram réus por suspeita de fraude em contratos de Saúde

Produtora de filme sobre Bolsonaro funcionava em casa de sócio em subúrbio dos Estados Unidos Segundo o Ministério Público do Rio, o grupo fraudava licitações de serviços médicos superfaturados. Por Bette Lucchese e Marcelo Gomes | RJ2 14/04/2026 Marina Rocha, prefeita de Guapimirim — Foto: Reprodução/TV Globo A prefeita de Guapimirim, Marina Rocha, virou ré em uma ação de improbidade administrativa junto com um servidor público e outras três pessoas. O grupo é acusado de fraudar licitações de serviços de saúde por meio de uma empresa de fachada. A ação foi movida pelo Ministério Público do Rio (MPRJ), que investiga suspeitas de irregularidades em contratos entre a prefeitura e a empresa Speed Meg. Segundo o órgão, há indícios de um esquema estruturado para direcionar licitações. De acordo com a denúncia, a empresa tornou-se ao longo de muitos anos a principal — e na prática a única — prestadora de exames de média e alta complexidade no município. O documento revela que a Speed Meg presta serviços para o município há pelo menos 10 anos e que há fortes indícios de sobrepreços, causando prejuízo aos cofres públicos. Ainda segundo a investigação, a empresa não possui estrutura própria ou funcionários, utilizando outras duas empresas para executar os serviços que “simulam” o cumprimento de exigências legais. Ainda segundo o MPRJ, pai e filha são apontados como responsáveis pelos negócios. Iram Moreno de Oliveira é ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Guapimirim. Ele foi preso em 2013, acusado de integrar uma quadrilha armada que extorquia dinheiro da prefeitura. Na parte criminal, Iram foi absolvido por falta de provas, mas teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral. A filha dele é Mêllanie da Costa Oliveira, também ré por improbidade administrativa. Também respondem à ação Neiva Maurício da Silva Bonfante, ex-funcionária da Comissão de Licitação da prefeitura, e Philipe Gomes Pereira, o servidor público responsável por conduzir as licitações da Speed Meg. De acordo com a denúncia, ele deixou de cumprir deveres essenciais de fiscalização e recebeu depósito realizado pela empresa em sua conta bancária. A Justiça determinou o afastamento dele do cargo. No cargo desde 2020, a prefeita de Guapimirim, Marina Rocha, também é acusada de improbidade administrativa. De acordo com o MPRJ, “mesmo após formal ciência das irregularidades”, a prefeita deixou de adotar providências para suspender a licitação da Speed Meg, que foi contratada reiteradamente. A investigação aponta que um dos últimos editais de licitação não teve ampla publicidade, como exigido por lei, e que, como resultado, houve apenas uma interessada: a Speed Meg. O contrato previa 78 tipos de exames e procedimentos para diagnósticos por imagem, por quase R$ 9 milhões. A Justiça determinou a suspensão das atividades da Speed Meg e deu prazo de três meses para a prefeitura realizar nova contratação de serviços de saúde. Também foi determinado o bloqueio de R$ 8,6 milhões dos cinco réus. O que dizem os investigados A clínica Speed Meg declarou que se encontra à disposição das autoridades judiciais e que nenhum de seus contratos com entes públicos teve superfaturamento. A empresa disse ainda que não recebeu, até o momento, nenhuma comunicação oficial, e por isso vai apresentar a defesa em juízo. O RJ2 pediu um posicionamento aos cinco réus, mas não teve retorno. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano 12/07/2026 ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino 12/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões 12/07/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users)
Moradores denunciam esgoto a céu aberto e obra inacabada em rua de Itaperuna

Moradores denunciam esgoto a céu aberto e obra inacabada em rua de Itaperuna Problema persiste após intervenção da prefeitura e causa transtornos como mau cheiro, alagamentos e presença de ratos. Por Diego Varsi | g1 14/04/2026 09:59 Esgoto em Itaperuna — Foto: Narcisa Nicodemos Itaperuna – Moradores da Avenida Eugênio Monteiro de Barros, no bairro Cidade Nova, em Itaperuna, no Noroeste Fluminense, denunciam um problema antigo envolvendo um esgoto a céu aberto ao lado de uma residência. Segundo os moradores, a prefeitura chegou a iniciar uma obra no local para tentar resolver a situação, mas o serviço não foi concluído. De acordo com o relato, faltaram manilhas para finalizar a intervenção, o que fez com que o esgoto continuasse exposto. Com isso, o local já registrou alagamentos, além da presença frequente de ratos e insetos. O mau cheiro também tem incomodado quem vive na região. Os moradores afirmam ainda que já buscaram ajuda junto à prefeitura e a vereadores, mas, até o momento, o problema não foi resolvido. Eles cobram uma solução definitiva para evitar novos transtornos. Em nota, a prefeitura informou que as manilhas foram instaladas anteriormente e que, mais recentemente, a Secretaria Municipal de Obras realizou reparos para dar continuidade à obra, incluindo a colocação de novas estruturas em um trecho mais à frente. Ainda segundo a administração municipal, o local passará por novas avaliações técnicas para identificar as necessidades da área e possibilitar a implantação de uma solução mais duradoura. Até agora, foram instaladas 12 manilhas com 60 centímetros de diâmetro. Notícia anterior Itaperuna RJNorte e Noroeste FluminenseSaneamento Moradores denunciam esgoto a céu aberto e obra inacabada em rua de Itaperuna 14/04/2026 Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado 13/04/2026 Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) 12/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Moradores denunciam esgoto a céu aberto e obra inacabada em rua de Itaperuna Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco Delegado da PF flagrado furtando isentou Flávio Bolsonaro de lavagem de dinheiro (VIDEO) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado

Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado Após a Fórum revelar lei que favoreceu o Master, apuração mostra rede familiar de Caiado em cargos e salários que passam de R$ 650 mil por mês Por Diego Feijó de Abreu | Revista Fórum 13/04/2026 08:04 Ronaldo Caiado (PSD-GO) – Foto: Lula Marques/Agência Brasil Ronaldo Caiado deixou o governo de Goiás no último dia 31 para disputar a Presidência, mas saiu sob novo desgaste político. Um dia após a Fórum revelar que ele alterou uma lei estadual para favorecer operações do Banco Master no crédito consignado, veio à tona que ao menos 10 parentes do ex-governador seguem em cargos comissionados na estrutura estadual. Segundo apuração da Folha, publicada nesta segunda-feira, 13, a folha de pagamento de março reúne 50 pessoas com o sobrenome Caiado no estado. Somadas, as remunerações passam de R$ 650 mil por mês. O grupo inclui aposentados, pensionistas, servidores efetivos, temporários e comissionados. A nova revelação amplia a pressão sobre Caiado em um momento de exposição nacional. O ex-governador tenta se projetar como nome do PSD para a disputa presidencial de 2026, mas passa a enfrentar questionamentos sobre a presença de familiares na máquina pública e sobre a gestão de recursos e interesses privados em seu governo. Parentes em cargos e salários pagos pelo estado A lista citada pela reportagem inclui 10 parentes em postos de livre nomeação, além de três familiares ligados à Organização das Voluntárias de Goiás, a OVG, entidade que mantém parceria com o governo estadual. Entre os nomes mencionados estão primos de Caiado lotados em secretarias e órgãos do estado, além de aliados da família em funções estratégicas. Também aparece na estrutura o secretário de Estado da Retomada, Cesar Augusto de Sotkeviciene Moura, casado com uma prima de Caiado. Na OVG, segundo a reportagem, há ainda parentes por afinidade e familiares ligados ao núcleo da ex-primeira-dama Gracinha Caiado. O caso chama atenção não apenas pelo número de familiares na estrutura pública, mas pelo volume dos vencimentos. A própria reportagem aponta que a diretora-geral da OVG soma remuneração com assentos em conselhos de estatais e empresas públicas, elevando os ganhos mensais a patamar superior ao salário-base do cargo. OVG e repasses milionários A apuração também destaca que o último aditivo firmado para a OVG elevou em 70% o repasse estadual à entidade. O valor passou de R$ 434 milhões no período entre julho de 2024 e junho de 2025 para R$ 738 milhões entre julho de 2025 e junho de 2026. Página oficial de transparência da OVG no governo de Goiás Embora a OVG tenha natureza própria, a vinculação política da entidade ao núcleo do governo reforça o peso da estrutura familiar e de confiança mantida por Caiado mesmo após sua saída formal do cargo. A permanência desse grupo sob Daniel Vilela, que assumiu o comando do estado, tende a manter o ex-governador no centro da crise. Argumento jurídico não afasta desgaste político Caiado afirmou à Folha que as nomeações foram analisadas pela Procuradoria-Geral do Estado e que estariam em conformidade com a Súmula Vinculante 13 do Supremo Tribunal Federal, que trata de nepotismo. Pela interpretação mais comum, primos ficam fora da vedação direta prevista para parte dos cargos de confiança. Ainda assim, especialistas ouvidos pela reportagem sustentam que situações desse tipo podem ser questionadas com base em princípios constitucionais como moralidade, impessoalidade e eficiência administrativa. Na prática, o debate deixa de ser apenas jurídico e passa a atingir o discurso de austeridade e gestão técnica que Caiado tenta sustentar no plano nacional. A sequência dos fatos agrava esse cenário. Primeiro, a Fórum mostrou a mudança legal que beneficiou o Master após reunião com um diretor do banco. Agora, a revelação sobre parentes em cargos e salários bancados pelo estado reforça a percepção de uso político da estrutura pública no entorno de Caiado. Notícia anterior GovernadorPSD Partido Social Democrático Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado 13/04/2026 Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) 12/04/2026 Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco 12/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco Notícia não encontrada Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.