Aliado de Trump publica imagem de IA com Moraes usando tornozeleira eletrônica

Aliado de Trump publica imagem de IA com Moraes usando tornozeleira eletrônica Jason Miller compartilhou uma reportagem sobre o Banco Master e atacou o ministro do STF. Imagem foi criada com inteligência artificial. Por Redação g1 14/09/2026 Aliado de Trump publica imagem de IA com Moraes usando tornozeleira eletrônica Jason Miller, aliado e ex-braço direito do presidente Donald Trump, publicou uma imagem feita com inteligência artificial que mostra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), usando uma tornozeleira eletrônica. A publicação foi feita na noite de domingo (13). Na publicação, Miller reproduziu uma reportagem do jornal Financial Times que afirma que o escândalo envolvendo o Banco Master mergulhou o STF em uma crise sem precedentes. “Essa revelação fez de Moraes um dos principais focos do crescente escândalo de corrupção provocado pelo colapso, no ano passado, do Banco Master, uma instituição financeira de US$ 10 bilhões”, diz o trecho publicado por Miller. Junto da publicação, o ex-assessor publicou uma imagem feita por inteligência artificial de Moraes. Nela, o ministro aparece sentado em uma escadaria que simula a fachada do STF e usando uma tornozeleira eletrônica. Miller já usou as redes sociais para criticar autoridades brasileiras no passado. No ano passado, ele fez uma série de publicações para comentar a atuação de Moraes. Além disso, em agosto de 2025, o ex-assessor afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinha um cérebro de “banana amassada” e o comparou ao ex-presidente norte-americano Joe Biden. Miller foi um dos principais assessores de Trump durante o primeiro mandato do presidente dos Estados Unidos e integrou a equipe de transição após a vitória nas eleições. Ele ainda mantém uma relação próxima com Trump. Em 2021, após uma viagem a Brasília, onde visitou o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o norte-americano foi conduzido por policiais à sala da Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Brasília. Ele foi ouvido no âmbito do Inquérito das Fake News, conduzido por Moraes à época. Entenda a crise no STF A crise no Supremo se intensificou no início de setembro, após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal produzido no âmbito das investigações sobre o Banco Master. O documento revelou mensagens e contatos entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. As apurações sobre o banco também trouxeram à tona relações de Vorcaro com outros integrantes da Corte e negócios envolvendo familiares de ministros, ampliando os questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse. A divulgação do material desencadeou um embate público dentro do Supremo. Moraes reagiu e pediu a investigação de Mendonça por suposto abuso de autoridade. A tensão aumentou com decisões conflitantes entre ministros. Entre elas, o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, determinado por Mendonça, e a posterior reintegração, por decisão de Flávio Dino. A sucessão de medidas expôs uma divisão interna na Corte e levou Fachin a cancelar sessões plenárias para evitar um encontro público entre os ministros no auge da crise. Diante da escalada, Fachin passou a centralizar as decisões relacionadas à crise. O presidente do STF suspendeu medidas conflitantes dos colegas, manteve Andrei Rodrigues no comando da PF, retirou Moraes da relatoria do inquérito das fake news e determinou que eventuais procedimentos envolvendo investigações contra ministros da Corte sejam previamente submetidos à Presidência do tribunal. Fachin também marcou para terça-feira (15) uma sessão do plenário para analisar o relatório da PF que aponta a relação entre Moraes e Vorcaro e o pedido da Procuradoria-Geral da República para anulá-lo. Uma sessão para analisar a conduta de Mendonça foi agendada para 23 de setembro. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Aliado de Trump publica imagem de IA com Moraes usando tornozeleira eletrônica 14/09/2026 Nunes Marques se declara impedido em julgamento de mensagens de Vorcaro a Moraes após diálogos do banqueiro citarem R$ 500 mil ao seu filho 15/09/2026 Fabiano Zettel: relatório detalha transações de R$ 19,2 milhões de cunhado de Vorcaro em Minas 15/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Mendonça afasta Andrei Rodrigues da direção-geral da PF em decisão monocrática sobre ato de ofício 08/09/2026 Quem é o deputado federal Cezinha de Madureira, pastor evangélico alvo de operação da PF 14/09/2026 Amiga de Lulinha encaminhou minuta de contrato a ex-chefe de gabinete de Lula 18/08/2026 Vereadoras perdem mandato após transportar emagrecedores ilegais em carro oficial 26/08/2026 Moraes aponta indícios de crime de Mendonça e pede que Fachin tome providências 03/09/2026
PF pediu aval de Mendonça para obter repasses de Vorcaro a pessoas com foro

PF pediu aval de Mendonça para obter repasses de Vorcaro a pessoas com foro Informação consta em uma das peças tornadas públicas pelo ministro nesta segunda-feira (14); não há, no andamento do processo, uma resposta de André Mendonça sobre o tema Por Gabriela Boechat | CNN Brasil 14/09/2026 Ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal) | CNN Brasil Brasília – Em março deste ano, a PF (Polícia Federal) enviou ofício ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), pedindo que ele autorizasse o acesso da corporação aos pagamentos feitos por Daniel Vorcaro, do Banco Master, e outros investigados a pessoas com foro privilegiado. Até o momento, não há registro de que o ministro tenha dado esse aval. A informação consta em uma das peças tornadas públicas pelo ministro nesta segunda-feira (14), após determinação do presidente da Corte, Edson Fachin. A petição, assinada por um dos delegados que conduz a investigação, comunica o ministro de que, com objetivo de dar andamento às apurações do Caso Master e rastrear a possível movimentação de dinheiro ilícito por parte de Vorcaro e outros alvos das apurações, a PF solicitou ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) a disponibilização de RIFs (Relatórios de Inteligência Financeira) das pessoas investigadas. Segundo o delegado, porém, o Coaf atendeu somente a parte do pedido. Isso porque, ao analisar os relatórios, o conselho identificou movimentações financeiras entre pessoas investigadas e autoridades que teriam foro privilegiado. Assim, o Coaf afirmou que só poderia enviar os dados com autorização expressa do STF. Ele solicita então que o ministro interceda diante do Coaf e dê essa autorização: “Com efeito, a cautela do COAF em não compartilhar automaticamente dados que envolvam autoridades com foro por prerrogativa de função alinha-se ao respeito às regras de competência jurisdicional. Todavia, considerando que a presente investigação criminal já tramita regularmente perante este Supremo Tribunal Federal, o juízo competente para supervisionar a higidez das provas e autorizar o acesso a dados sigilosos é, indubitavelmente, Vossa Excelência”, afirma. Mendonça não respondeu. Ao realizar o pedido, a PF anexa no processo a resposta parcial que recebeu do Coaf. Nele é possível encontrar movimentações financeiras dos investigados no Caso Master. Dentre os destaques, está a movimentação de mais de R$ 57 milhões da Igreja Batista da Lagoinha entre dezembro de 2024 e de 2025. A instituição foi alvo de apuração na CPMI do INSS e de suspeitas de desvio de emendas parlamentares. O cunhado de Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, atuava como pastor na instituição e, no período analisado pela Coaf, transferiu mais de R$19 milhões à igreja. A publicização desse processo foi pedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, no domingo (13). De acordo com ele, o levantamento de sigilo de todas as petições envolvendo o Caso Master são importantes para embasar o voto dos magistrados no julgamento de terça-feira (15), no qual será analisada eventual abertura de investigação contra Moraes por causa das mensagens trocadas com Vorcaro. A PGR (Procuradoria-Geral da República) foi favorável ao levantamento do sigilo. Notícia anterior Banco MasterCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasCPMI Comissão Parlamentar Mista de InquéritoFraudes no INSSPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PF pediu aval de Mendonça para obter repasses de Vorcaro a pessoas com foro 14/09/2026 Dino vê possível elo entre R$ 510 mil com esposa de Cezinha e caso Master 14/09/2026 PF cita “influência em tribunais superiores” e “pagamento de valores expressivos” em ação contra interlocutor de Mendonça 14/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Grupo armado abre buraco em muro, rende vigilante e acessa cofre de supermercado em Campos 02/09/2026 PF contradiz Mendonça e diz que gabinete do ministro pediu cópia dos dados de Vorcaro 13/09/2026 Ministério Público pede ao TSE que barre candidatura de Pablo Marçal e o impeça de participar de debates 19/08/2026 Fiscalização do MPRJ em complexo penitenciário apreende roteadores de internet, celulares, dinheiro e drogas 20/08/2026 Mendonça usa caos como estratégia eleitoral 08/09/2026
Cláudio Castro (PL-RJ) diz que procurou André Mendonça para saber se havia ordem judicial para não soltar Sérgio Cabral (MDB-RJ)

Cláudio Castro (PL-RJ) diz que procurou André Mendonça para saber se havia ordem judicial para não soltar Sérgio Cabral (MDB-RJ) Ex-governador cita dúvidas se ainda havia mandados de prisão em vigor ‘Ao final, confirmaram-se outras ordens judiciais que impediam a soltura, e Cabral permaneceu preso’, disse Castro Por Italo Nogueira | Folha de S.Paulo 13/09/2026 O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), durante entrevista para a Folha, no Palácio Guanabara, na zona sul do Rio de Janeiro. – Eduardo Anizelli – 6.abr.23/Folhapress Rio de Janeiro – O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) afirmou neste domingo (13) que procurou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça para saber se havia alguma ordem judicial em vigor que impedisse a soltura de Sérgio Cabral. Segundo ele, o contato ocorreu porque a equipe da Secretaria de Administração Penitenciária não conseguiu confirmar junto ao TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) se ainda havia mandados de prisão em vigor. O tribunal era o responsável pela ordem em análise no Supremo. Como mostrou o Painel neste domingo, o contato entre Castro e Mendonça ocorreu um dia após o TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) revogar dois mandados de prisão contra Cabral. A partir daquele momento, restava apenas a ordem em análise no STF. “No início da noite de 11 de novembro de 2022, recebi uma ligação da então secretária de Administração Penitenciária, Maria Rosa Nebel. Havia chegado à secretaria um mandado de soltura de Sérgio Cabral, expedido naquele dia pela 5ª Câmara Criminal do TJ-RJ, mas existia dúvida sobre outras ordens judiciais que pudessem mantê-lo preso”, disse Castro. “Naquele momento, o site do TRF-4 estava fora do ar e as tentativas de contato não tiveram sucesso. Diante da necessidade de confirmar a situação processual, fiz contato com o ministro André Mendonça pois havia com ele um processo ligado ao ex-governador.” Segundo Castro, foi por este motivo que Mendonça lhe encaminhou o link do processo no Supremo. Ele afirma que os dados permitiram a checagem da informação. “Ao final, confirmou-se que havia outras ordens judiciais que impediam a soltura, e Sérgio Cabral permaneceu preso”, afirma o ex-governador. Como a Folha revelou neste domingo (13), os dois trataram do assunto 17 dias antes de Mendonça apresentar seu voto ao STF em favor da soltura de Cabral. O ministro havia interrompido o julgamento em outubro, quando o placar estava 1 a 1. O ex-governador foi solto em dezembro com um placar de 3 a 2, encerrando seis anos de prisão. Castro nega que a conversa entre os dois tenha tido como objetivo interferir no julgamento do caso. “Não procurei o ministro para interferir em qualquer julgamento no STF nem para pedir benefício a Sérgio Cabral. […] Nunca mantive relação pessoal com Sérgio Cabral e, durante todo o período em que estive à frente do Governo do Estado, sequer estive pessoalmente com ele. Esse é o contexto real das mensagens divulgadas”, disse ele. Nos diálogos, trocados na noite de 11 de novembro de 2022, Castro escreve a Mendonça, às 19h37: “Amigo, preciso falar com urgência” e completa “caso Cabral” —numa referência ao ex-governador do Rio Sérgio Cabral. Em seguida, Castro encaminha dois arquivos. Mendonça responde à mensagem às 20h25, com a descrição de um processo da 13ª Vara Federal de Curitiba que decretou a prisão preventiva de Cabral por corrupção, no âmbito da Operação Lava Jato. Após escrever essa mensagem, Mendonça completa: “ligo em alguns minutos”. Castro, então, responde com um “ok”. Sete minutos depois, Mendonça encaminha ao ex-governador um link da página do Supremo que remete ao habeas corpus movido por Cabral. O caso estava sendo julgado na Segunda Turma da corte, da qual Mendonça faz parte. Procurado, o gabinete de André Mendonça informou, em nota, que ele não mantém relação de amizade com Cláudio Castro e que os dois se conheceram institucionalmente, quando o ministro ocupava o cargo de ministro da Justiça. Também afirmou que ele não guarda registro de tratativa alguma sobre o mérito do processo mencionado e que, como é de conhecimento público, “magistrados são procurados por advogados, partes e terceiros pelas mais diversas vias”. “Tais manifestações não alteram o curso do exame dos processos, que se dá exclusivamente a partir do que consta dos autos. O voto proferido no caso está publicamente disponível, é fundamentado e reflete entendimento que o ministro aplicou de forma uniforme em casos análogos”, afirmou. Em nota, a defesa de Cabral disse que “desconhece o fato e ressalta que já havia conquistado quatro revogações de sua prisão preventiva em diferentes tribunais e instâncias”. “Quanto ao suposto diálogo não há o que se manifestar”, afirmaram em nota os advogados Patrícia Proetti e João Pedro Proetti, que defendem Cabral. Notícia anterior GovernadorMDB Movimento Democrático BrasileiroOperação Lava JatoPL Partido LiberalSTF Supremo Tribunal FederalTJ-RJTribunal Regional Federal TRF Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Polícia Civil deixou produtora de ‘Dark Horse’ de fora de pedido ao Coaf 13/09/2026 CNBB prega apuração no STF e sessão pública: “Verdade fortalece democracia” 10/09/2026 PF encontra elo entre Mário Frias e Karina Gama com Flávio Bolsonaro no caso Master, revela decisão de Dino 10/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. 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Dino vê possível elo entre R$ 510 mil com esposa de Cezinha e caso Master

Dino vê possível elo entre R$ 510 mil com esposa de Cezinha e caso Master Ministro avocou ao STF investigação sobre dinheiro vivo encontrado com Valéria Rodrigues Linhares; decisão a identifica como esposa do deputado e cita encontro reservado entre Cezinha, empresário do setor financeiro e ministro da Corte Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 14/09/2026 Fórum de Lisboa: Cezinha se reuniu com advogadas de núcleo investigado em Lisboa – Cezinha de Madureira, investigado em apuração que passou a incluir os R$ 510 mil apreendidos com sua esposa. Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a investigação sobre os R$ 510 mil apreendidos em dinheiro vivo com Valéria Rodrigues Linhares, identificada pela Polícia Federal como esposa de Cezinha de Madureira, seja remetida ao Supremo. A decisão também cita a articulação, pelo deputado, de um encontro entre um empresário do setor financeiro e um ministro da Corte — episódio que corresponde à reunião entre Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master, e André Mendonça. O dinheiro foi encontrado em 25 de agosto de 2026, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, quando Valéria embarcava para Brasília. Na decisão, assinada em 5 de setembro, Dino avocou os procedimentos instaurados para apurar a origem dos valores. Valéria é identificada expressamente pela PF como esposa de Cezinha. O relatório reproduzido na decisão informa que o contato salvo como “VALÉRIA CEZINHA” foi identificado como Valéria Rodrigues Linhares e registra que ela, “conforme apurado, é esposa do representado”. Em outro trecho, a advogada volta a ser descrita como “esposa do representado”. A investigação apura, em tese, os crimes de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. R$ 510 mil apreendidos com esposa de Cezinha entram no foco da investigação Ao tratar do dinheiro encontrado com Valéria, a PF registra que a defesa alegou que os R$ 510 mil seriam provenientes de honorários advocatícios recebidos de cliente e que apresentaria documentação para comprovar a origem dos valores. Os investigadores relacionam a apreensão a contratos encontrados durante a apuração. Um deles previa remuneração de êxito de R$ 1 milhão para a sociedade individual de advocacia de Valéria. Um contrato conexo estabelecia outros R$ 2 milhões. Em outro episódio descrito nos autos, um contrato ligado à Reclamação 79.545, no STF, previa pagamento de R$ 500 mil após o julgamento do processo. A PF afirma que a apreensão dos R$ 510 mil é relevante por uma razão “distinta da mera suspeita patrimonial”. Segundo a representação reproduzida por Dino, o episódio indica que a liquidação das vantagens previstas nos contratos de R$ 500 mil, R$ 1 milhão e R$ 2 milhões “potencialmente se opera, ao menos em parte, por transporte físico de numerário, à margem do sistema financeiro”. A PF não afirma, porém, que os R$ 510 mil tenham origem comprovada nesses contratos. Decisão cita encontro ligado ao Banco Master A decisão também reproduz informação sobre mensagens e áudios que indicariam a participação de Cezinha na articulação logística de um “encontro reservado” em 14 de março de 2025, na Alameda Santos, 647, em São Paulo. Segundo a PF, a reunião envolveu um “empresário do setor financeiro” e um “Ministro desta Suprema Corte”. O documento reproduz ainda uma mensagem atribuída a Cezinha ao interessado: “Ministro já está te esperando”. Data, endereço e mensagem correspondem ao encontro entre Daniel Vorcaro e André Mendonça já revelado pela Fórum. As mensagens mostraram a participação de Cezinha na articulação para aproximar o então controlador do Banco Master do ministro do Supremo. Para a PF, se confirmada, a informação indicaria que a intermediação de acesso a ministros de tribunais superiores “não constitui episódio isolado, mas prática reiterada do representado”. A própria PF registra que as informações sobre o encontro vieram de fontes abertas e ainda precisavam de confirmação documental. Por isso, foram usadas como reforço argumentativo, e não como fundamento autônomo das medidas solicitadas. André Mendonça confirmou posteriormente que recebeu Daniel Vorcaro em março de 2025. Segundo o ministro, o encontro tratou da Suspensão de Tutela Provisória (STP) 976, processo envolvendo créditos de precatórios de interesse do Banco Master. Mendonça afirmou que apenas ouviu o empresário e que sua atuação posterior no processo foi contrária à posição defendida por Vorcaro. Dino avoca investigação sobre os R$ 510 mil Ao analisar o pedido da PF, Dino reconheceu conexão probatória entre os fatos investigados na Petição 13.428 e os inquéritos instaurados para apurar a apreensão do dinheiro em Congonhas. No dispositivo da decisão, o ministro determinou a avocação para sua relatoria de “todos procedimentos investigativos, e seus incidentes, relacionados à constrição dos R$ 510.000,00 em espécie” ocorrida em 25 de agosto. Dino também autorizou buscas em endereços ligados a Cezinha e à sociedade individual de advocacia de Valéria. A ordem permite a apreensão de dispositivos eletrônicos, documentos, registros financeiros e dinheiro em espécie em valores superiores a R$ 10 mil, além de outros bens que apresentem indícios de relação com os crimes investigados. A decisão ressalta que os ministros mencionados nos diálogos não são investigados. Segundo a PF, não há nos elementos reunidos notícia de solicitação, aceitação ou recebimento de vantagem indevida por integrantes do Poder Judiciário, nem de ato jurisdicional praticado de forma irregular. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalPL Partido LiberalPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Dino vê possível elo entre R$ 510 mil com esposa de Cezinha e caso Master 14/09/2026 PF cita “influência em tribunais superiores” e “pagamento de valores expressivos” em ação contra interlocutor de Mendonça 14/09/2026 PF faz operação contra Cezinha de Madureira (PL-SP), amigo de André Mendonça, que organizou reunião do ministro com Vorcaro 14/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. 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Advogada Valéria Rodrigues Linhares é alvo de operação da PF sobre suspeita de tráfico de influência

Advogada Valéria Rodrigues Linhares é alvo de operação da PF sobre suspeita de tráfico de influência Filiada ao PSD e ex-candidata a deputada distrital, ela é alvo de mandado de busca e apreensão; operação apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e tráfico de influência junto a tribunais superiores. Por Márcio Falcão, Paola Patriarca e Isabela Leite | g1 SP 14/09/2026 Advogada Valéria Rodrigues Linhares e o dinheiro apreendido no aeroporto de Congonhas — Foto: Reprodução São Paulo – A advogada Valéria Rodrigues Linhares, filiada ao PSD e ex-candidata a deputada distrital no Distrito Federal, é um dos alvos da terceira fase da Operação Transparência, deflagrada pela Polícia Federal nesta segunda-feira (14). A informação foi confirmada pelo advogado dela. A operação investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e tráfico de influência junto a tribunais superiores. Segundo as investigações, integrantes do grupo teriam cobrado valores elevados em troca da promessa de influenciar decisões judiciais em processos ainda em andamento. Segundo informações obtidas pela TV Globo, o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) também está entre os alvos. A reportagem procurou o parlamentar, mas ainda não obteve resposta. Ao todo, policiais federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo. As ordens foram expedidas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação desta segunda-feira é um desdobramento de uma investigação iniciada em dezembro de 2025, que apurou suspeitas de desvio de emendas parlamentares. Dino é responsável por autorizar a operação porque é relator, no STF, de processos que investigam suspeitas de desvios e falta de transparência na destinação de emendas parlamentares. A defesa da advogada informou que só irá se manifestar após ter acesso aos autos. R$ 510 mil apreendidos em Congonhas Em agosto, Valéria teve R$ 510 mil em espécie apreendidos pela Polícia Federal no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo. Ela tentava embarcar para Brasília quando a quantia foi encontrada em sua bagagem de mão durante a inspeção por raio X. Não há, até o momento, informação de que o dinheiro encontrado no aeroporto tenha relação com os fatos investigados na Operação Transparência. Após a apreensão, os envolvidos foram encaminhados ao plantão da Superintendência Regional da PF em São Paulo para prestar declarações. Questionada sobre o valor, Valéria afirmou que apresentaria posteriormente a comprovação fiscal da quantia. Na ocasião, o advogado Daniel Bialski afirmou que os valores tinham origem lícita e eram comprovados. Segundo ele, o dinheiro havia sido recebido de um cliente em razão da atividade profissional da advogada. “Esclareça-se que a advogada V.L. tem a origem lícita e comprovação dos valores recebidos de cliente e, por esta razão, nesta data será requerida a devolução de todos os valores. Acresça-se que os valores foram recebidos por atividade jurídica típica de advocacia, respaldada em Lei”, afirmou. Valéria foi candidata a deputada distrital pelo PSD em 2018, quando recebeu 1.904 votos, e continua filiada ao partido. À época da apreensão em Congonhas, a direção nacional do PSD afirmou desconhecer o caso. O diretório do partido no Distrito Federal disse que Valéria não participava das atividades partidárias. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPL Partido LiberalPolícia Federal PFPSD Partido Social DemocráticoSão Paulo SPSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Advogada Valéria Rodrigues Linhares é alvo de operação da PF sobre suspeita de tráfico de influência 14/09/2026 ‘Precisamos excluir a data’: Banco Master usou Word, PDFs e códigos para fabricar documentos falsos, diz PF 14/09/2026 PF pediu aval de Mendonça para obter repasses de Vorcaro a pessoas com foro 14/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Flávio Bolsonaro interrompe campanha presidencial para tentar barrar a PEC da 6×1 01/09/2026 Esposa de Moraes aceitou receber imóvel de Vorcaro como pagamento 01/09/2026 CNJ manda investigar juiz que anulou caso de R$ 200 milhões após nomear o filho 20/08/2026 Como instituto de André Mendonça conseguiu R$ 10,7 milhões em dois anos com contratos públicos 03/09/2026 PF: Flávio Bolsonaro atuou diretamente no financiamento de Dark Horse 11/09/2026
PF cita “influência em tribunais superiores” e “pagamento de valores expressivos” em ação contra interlocutor de Mendonça

PF cita “influência em tribunais superiores” e “pagamento de valores expressivos” em ação contra interlocutor de Mendonça Aliado de Flávio Bolsonaro, Cezinha da Madureira foi o interlocutor de André Mendonça no agendamento do encontro, com o banqueiro Daniel Vorcaro na sede do Instituto Iter, em São Paulo. Por Plínio Teodoro | Fórum 14/09/2026 Cezinha da Madureira, André Mendonça e Jair Bolsonaro – Cezinha da Madureira, André Mendonça e Jair Bolsonaro (Divulgação / Cezinha da Madureira) Em nota divulgada na manhã desta segunda-feira (14) sobre a Operação Transparência 3, que tem como um dos principais alvos o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP), a Polícia Federal fala em “influência junto a tribunais superiores” e no “pagamento de valores expressivos” em “possíveis práticas dos crimes de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro”. Aliado de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Cezinha da Madureira foi o interlocutor de André Mendonça no agendamento do encontro do ministro, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), com o banqueiro Daniel Vorcaro na sede do Instituto Iter, em São Paulo, no dia 14 de março de 2025. “As investigações apontam que integrantes do grupo teriam negociado com terceiros o pagamento de valores expressivos, condicionados ao resultado de processos em curso, a pretexto de influir em decisões judiciais”, diz a nota, intitulada “PF deflagra a Operação Transparência 3 para apurar tráfico de influência junto a tribunais superiores”. Segundo a PF, “a ação é desdobramento de investigação iniciada em dezembro de 2025 para apurar irregularidades na destinação de emendas parlamentares”, que está sob relatoria do ministro Flávio Dino, que deu aval à operação. Policiais federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no Distrito Federal e em São Paulo. Segundo o texto, não há elementos que indiquem a participação de integrantes do Poder Judiciário nos fatos apurados. O encontro com Vorcaro O encontro entre o ministro e o banqueiro foi revelado inicialmente pelo jornalista Paulo Motoryn, na newsletter Noites Húngaras no dia 2 de setembro com base em mensagens extraídas do celular de Vorcaro. Em nota no mesmo dia, Mendonça confirmou ter se encontrado com o banqueiro em 2025 em um instituto em São Paulo. De acordo com as mensagens, os dois se encontraram no dia 14 de março de 2025 após uma articulação feita pelo advogado Ciro Rocha Soares e pelo deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP). Segundo o material, a aproximação ocorreu em torno dos problemas enfrentados pelo Banco Master junto ao Banco Central. O conteúdo divulgado, por ora, não comprova que André Mendonça tenha cometido irregularidade, interferido no Banco Central ou adotado medidas em benefício do Banco Master. As mensagens, porém, indicam que pessoas próximas ao ministro atuaram para aproximá-lo de Vorcaro e que, segundo os próprios interlocutores, Mendonça já havia sido informado sobre a situação envolvendo o banco. Em um áudio enviado a Vorcaro, o advogado Ciro Rocha Soares afirma que havia conversado com Mendonça sobre o tema. “O André Mendonça disse que quer te receber junto comigo. Ele sabe, soube da situação do Banco Central toda. Eu contei. Ele já sabia que o Cezinha já tinha falado com ele”, afirmou o advogado, segundo a gravação divulgada. Em outro trecho, Ciro diz que teria deixado o ministro “balançado” com o assunto. “O André quer te receber. Acho que eu dei uma balançada nele naquele assunto”, declarou. O material não revela qual providência Vorcaro pretendia obter na reunião nem se houve qualquer pedido específico ao ministro. Mas mostra que o encontro ocorreu enquanto o Banco Master já estava sob apuração de autoridades e enfrentava questionamentos relacionados às suas operações. Cezinha na articulação para aproximar Vorcaro de Mendonça Segundo a apuração de Paulo Motoryn, a aproximação entre Vorcaro e Mendonça começou semanas antes da reunião de março. Em 7 de fevereiro de 2025, o advogado Ciro Rocha Soares enviou mensagens ao banqueiro indicando que estava em contato com o ministro. Em uma delas, escreveu: “Tô com André M.” No dia seguinte, encaminhou a Vorcaro uma fotografia ao lado de Mendonça em uma alfaiataria e afirmou, em áudio: “Fala, Vorcarinho, trabalhando por você! Levei o André lá no Vasco agora, pra fazer um terno.” As mensagens mostram que Ciro apresentava sua interlocução com o ministro como parte de uma atuação em favor do banqueiro. Em outro momento, o advogado escreveu a Vorcaro que André Mendonça queria recebê-lo: “O A.M. quer recebê-lo. E preciso agendar o quanto antes”. Segundo a reportagem de Motoryn, houve uma primeira tentativa de reunião em fevereiro, com participação do advogado Bruno Bianco Leal, ex-chefe da Advocacia-Geral da União durante o governo Jair Bolsonaro e posteriormente ligado à defesa do Banco Master. O encontro, porém, não ocorreu naquele momento. Menos de um mês depois, o deputado Cezinha de Madureira articulou uma nova reunião. Em 13 de março, o parlamentar informou a Vorcaro que havia marcado uma conversa com André Mendonça para o dia seguinte, às 17h, em São Paulo. No dia marcado, pouco antes do horário previsto, Cezinha enviou uma mensagem ao banqueiro: “Ministro já está te esperando.” As mensagens do celular de Vorcaro indicam que ele chegou ao endereço informado e permaneceu no local por aproximadamente duas horas. “Ele sabe, soube da situação do Banco Central toda” O trecho mais relevante dos áudios divulgados está relacionado ao conhecimento prévio de Mendonça sobre a situação do Banco Master. Segundo Ciro Rocha Soares, o ministro já havia sido informado sobre os problemas enfrentados pelo banco junto ao Banco Central. “Ele sabe, soube da situação do Banco Central toda. Eu contei. Ele já sabia que o Cezinha já tinha falado com ele”, afirmou o advogado. A gravação, porém, não informa quais detalhes foram apresentados ao ministro. O que as mensagens revelam é que a reunião foi organizada em torno de um tema sensível envolvendo a instituição financeira e que interlocutores próximos ao ministro buscaram apresentar Vorcaro a Mendonça. Notícia anteriorPróxima notícia AGU Advocacia-Geral da UniãoBanco Central BC BACENBanco MasterDeputado FederalPL Partido LiberalPolícia Federal PFSão Paulo SPSenadorSTF
PF faz operação contra Cezinha de Madureira (PL-SP), amigo de André Mendonça, que organizou reunião do ministro com Vorcaro

PF faz operação contra Cezinha de Madureira (PL-SP), amigo de André Mendonça, que organizou reunião do ministro com Vorcaro Deputado investigado por tráfico de influência é o mesmo que articulou encontro ‘secreto’ entre o ministro André Mendonça e o banqueiro Daniel Vorcaro; operação foi autorizada por Flávio Dino Por Ivan Longo | Fórum 14/09/2026 O deputado Cezinha de Madureira (PL-SP) – Foto: Agência Câmara A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta segunda-feira (14) a terceira fase da Operação Transparência, tendo como um dos principais alvos o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP). A ação cumpre quatro mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e investiga exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A operação é desdobramento de investigação iniciada em dezembro de 2025 sobre irregularidades na destinação de emendas parlamentares e foi autorizada pelo ministro Flávio Dino. PF mira Cezinha de Madureira, amigo de Mendonça A terceira fase da Operação Transparência apura se integrantes do grupo investigado negociaram com terceiros o pagamento de valores expressivos, condicionados ao resultado de processos em curso, a pretexto de influir em decisões judiciais. A PF afirmou, em nota, que “não há elementos que indiquem a participação de integrantes do Poder Judiciário nos fatos apurados” — ressalva que a própria corporação tem obrigação de fazer, já que não pode investigar ministros do STF sem autorização da Corte. Cezinha de Madureira é amigo e aliado do ministro do STF André Mendonça, e foi quem articulou um encontro ‘secreto’ entre o magistrado e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Mensagens e áudios extraídos do celular de Vorcaro comprovam que o deputado organizou uma reunião presencial entre o banqueiro e Mendonça em 14 de março de 2025, em São Paulo. O encontro ocorreu na Alameda Santos, 647, 16º andar, endereço do Instituto Iter, fundado pelo próprio Mendonça, conforme apuraram do jornalista Paulo Motoryn, da newsletter Noites Húngaras. Na manhã daquele mesmo dia, Mendonça e Cezinha de Madureira já haviam estado juntos na cerimônia de posse de um conselheiro no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), segundo registro oficial do tribunal obtido pela Noites Húngaras. Horas depois, às 16h43, o deputado escreveu a Vorcaro: “Ministro já está te esperando”. O gabinete de André Mendonça confirmou o encontro com Vorcaro, afirmando que a reunião tratou de créditos de precatórios de interesse do Banco Master e que o ministro “se limitou a ouvir o empresário”, segundo Mônica Bergamo. Próximos passos A operação tem potencial para escalar a crise no STF, dada a proximidade de Cezinha de Madureira com Mendonça. O deputado é liderança da Assembleia de Deus do Ministério de Madureira e figura central na Frente Parlamentar Evangélica, laço que o une ao ministro desde a indicação de Mendonça ao STF pelo governo Bolsonaro. A defesa do deputado não se manifestou publicamente até o fechamento desta nota. Notícia anterior Banco MasterDeputado FederalPL Partido LiberalPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal FederalTCE-SP Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PF faz operação contra Cezinha de Madureira (PL-SP), amigo de André Mendonça, que organizou reunião do ministro com Vorcaro 14/09/2026 PF contradiz Mendonça e diz que gabinete do ministro pediu cópia dos dados de Vorcaro 13/09/2026 Polícia pediu relatório do Coaf sobre produtora de ‘Dark Horse’ após Prefeitura não ceder documentos 13/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana ‘Dark Horse’: ao retirar sigilo de investigação, Dino cita suspeita de que Frias liderou esquema criminoso de desvios 13/09/2026 Mendonça pede à PGR informação sobre suposta mensagem de Vorcaro a Moraes 01/09/2026 “Pagamos Metrópoles e Barci”: Portal de Luiz Estevão aparece como recebedor de dinheiro de Vorcaro 01/09/2026 Deputado federal Ricardo Abrão é alvo da PF em operação contra compra de votos 03/09/2026 Decisão de Mendonça afasta também delegado que investigou morte de Marielle Franco 08/09/2026
Quem é o deputado federal Cezinha de Madureira, pastor evangélico alvo de operação da PF

Quem é o deputado federal Cezinha de Madureira, pastor evangélico alvo de operação da PF Filiado ao PL de Jair Bolsonaro, ele é pastor da Assembleia de Deus – Ministério de Madureira, em São Paulo, ligado ao bispo Samuel Ferreira, uma das principais lideranças do ministério no estado. Por Rodrigo Rodrigues | g1 SP 14/09/2026 O deputado federal Antonio Cezar Correia Freire, o Cezinha de Madureira (PL-SP) é um influente parlamentar evangélico de São Paulo. Ele é pastor da Assembleia de Deus – Ministério de Madureira. — Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados São Paulo – Alvo de operação da Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira (14), o deputado federal Antonio Cezar Correia Freire, o Cezinha de Madureira (PL-SP) é um influente parlamentar evangélico de São Paulo. Jornalista, radialista e pastor evangélico, Cezinha se filiou recentemente ao PL. Ele é pastor da Assembleia de Deus – Ministério de Madureira, em São Paulo, ligado ao bispo Samuel Ferreira, uma das principais lideranças do ministério no estado. O deputado foi eleito para a Câmara dos Deputados em 2018 e reeleito em 2022 com 143.434 votos. Nas duas ocasiões ele estava filiado ao PSD de Gilberto Kassab. Em março deste ano, durante a janela partidária, migrou para o PL de Valdemar da Costa Neto seguindo orientações de lideranças da igreja. Cezinha também já foi deputado estadual na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) pelo PSD. Ao ser eleito deputado federal, ele se tornou um dos principais nomes da bancada evangélica no Congresso Nacional. Natural de Ipiaú, na Bahia, onde nasceu em 1973, ele se mudou para São Paulo em 1991 e trabalhou em diversas emissoras de rádio comunitárias e evangélicas. Atualmente, ele apresenta o programa ‘Palavra de Vida’, na rádio Musical FM de SP, ao lado do bispo Samuel Ferreira, seu padrinho político e religioso. Amizade com Bolsonaro Amigo pessoal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Cezinha era visto constantemente na garupa das motos do ex-presidente durante as chamadas ‘motociatas’, participando com ele inclusive de idas a jogos de futebol, na época que Jair ainda era presidente da República. Cezinha também foi o principal cabo eleitoral do ministro André Mendonça para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Na época da indicação de Mendonça para o cargo, o deputado percorreu os gabinetes dos senadores, pedindo voto favorável para o ex-advogado geral da União de Bolsonaro ser alçado ao cargo de ministro do STF. Aproximação com Lula e Jorge Messias Apesar da ligação com o bolsonarista, em 16 de outubro de 2025 Cezinha esteve com o padrinho político no gabinete do presidente Lula (PT). Na época da visita de Samuel Ferreira ao gabinete do presidente, Cezinha foi fotografado ao lado do também indicado de Lula ao STF, o advogado-geral da União, Jorge Messias. Messias também é evangélico e foi indicado ao STF pelo petista. Mas a indicação dele foi barrada em votação no plenário do Senado Federal, em derrota histórica para o governo Lula. Durante a visita de 2025, Samuel Ferreira presenteou Lula com uma bíblia e orou com o presidente e o pupilo dentro do gabinete presidencial. Notícia anteriorPróxima notícia AGU Advocacia-Geral da UniãoALESPDeputado EstadualDeputado FederalIpiaú BAPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPSD Partido Social DemocráticoPT Partido dos TrabalhadoresSão Paulo SPSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Quem é o deputado federal Cezinha de Madureira, pastor evangélico alvo de operação da PF 14/09/2026 Irmãos Bolsonaro pediram reunião com Vorcaro no dia da mudança de Eduardo aos EUA 13/09/2026 Perícia aponta falha em lacre de 27 dispositivos apreendidos em operação contra produtora de ‘Dark Horse’ 13/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Flávio Bolsonaro é investigado por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção no caso ‘Dark Horse’; Mendonça mantém inquérito sob sigilo 11/09/2026 Moradores reclamam de fila para marcação de consultas pelo SUS em Teresópolis 02/09/2026 Operação Saturno: investigação sobre rede de R$ 48 bilhões revela elos com tráfico, Master e INSS 24/08/2026 Canabidiol, lobby e minuta de contrato: o que revelam as mensagens de Marcola e amiga de Lulinha 19/08/2026 Irmãos Bolsonaro pediram reunião com Vorcaro no dia da mudança de Eduardo aos EUA 13/09/2026
Por dentro da rede de influenciadores que ataca o voto feminino no Brasil (VIDEO)

Por dentro da rede de influenciadores que ataca o voto feminino no Brasil (VIDEO) Ataques ao voto feminino e ao direito das mulheres de irem às urnas ganharam holofotes em junho quando o influenciador Paulo Figueiredo, ligado à família Bolsonaro, criticou “a qualidade” do voto das mulheres. Por Shin Suzuki | BBC News Brasil 14/09/2026 A BBC News Brasil passou três meses investigando a circulação de mensagens contra o voto feminino e conversando com influencers que aparecem nesses vídeos para destrinchar esse fenômeno e suas possíveis consequências São Paulo – A declaração de Figueiredo está longe de ser isolada. Nas redes sociais, circulam programas inteiros e “cortes” de vídeos e podcasts que acumulam milhares de curtidas e comentários ao exibir frases como “o voto feminino é o erro da democracia ocidental”. Outros trechos responsabilizam o sufrágio feminino por problemas da sociedade e pelas dificuldades da vida do homem moderno. A BBC News Brasil passou três meses investigando a circulação desse tipo de mensagem e conversando com influencers que aparecem nesses vídeos para destrinchar esse fenômeno e suas possíveis consequências. O resultado está nesta reportagem e no documentário O Ataque ao Voto Feminino, disponível no nosso YouTube. Mapeamos um ecossistema digital que também abriga mulheres que afirmam que abririam mão do próprio direito de votar, como Fernanda Guardian, ou que já atacaram o voto feminino, caso da influencer Pietra Bertolazzi. O discurso que parecia restrito a nichos da internet passou a ecoar no debate político do Brasil e nos círculos conservadores nos Estados Unidos. A BBC News Brasil conversou com a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), a respeito do fenômeno na internet brasileira e mostrou a ela alguns dos vídeos. “Isso aqui é democracia, as pessoas poderem falar até isso”, reagiu ela, que hoje é a única mulher no Supremo. “Se não tivessem voto, não teriam a liberdade para expressar o que a gente quer, inclusive para ser contra. É isso que a democracia garante, algo que uma ditadura não garante.” Cármen Lúcia disse que a simples proposição de mudar o direito ao voto no Brasil, hoje universal, é inconstitucional. Para extinguir o voto feminino no país, afirmou, “a Constituição tinha que ser rasgada”. ‘Elas são baratas porque são pobres’ Nas vozes desses influencers, o voto feminino vem sendo relacionado a mudanças que eles definem como prejudiciais aos homens. Muitos deles fazem parte da chamada machosfera e da cultura redpill, comunidades de valorização masculina que enaltecem um homem de força, dominante na relação, e que precisa estar em constante vigilância sobre as intenções de uma mulher. Renato Amoedo é um desses influencers. Mais conhecido como Renato 38ão (uma referência ao calibre de revólver), ele tinha mais de 900 mil seguidores no Instagram em agosto, mas seu perfil não está mais disponível. Ele diz que sua conta foi derrubada. Trezoitão frequentemente aparece em podcasts no papel de polemista e é apresentado como alguém que não tem “medo de dar opinião”. Em um post deste ano no seu perfil, ele critica com termos chulos o voto de mulheres não casadas. Foram mais de 20 mil curtidas e quase 500 comentários, a maioria de apoio. O influencer, que vende cursos online específicos para investimento em bitcoins e também faz eventos ao vivo, defende que estudo e trabalho não deveriam ser o foco da vida de uma mulher. “A mulher colocar o trabalho e o estudo como a prioridade da vida dela é autodestruição espiritual, física e financeira.” Também disse em um podcast que a instituição do direito de voto às mulheres, que entrou por decreto no Brasil em 1932, foi a origem do Estado do bem-estar social moderno. A partir dos benefícios concedidos pelo governo, segundo ele, a mulher deixou de depender de maridos e pais e, dessa forma, ganhou independência financeira. “Elas são baratas porque são pobres”, disse. Em outro momento, defendeu ainda que a função mais valiosa de uma mulher deveria ser idealmente a de gerar filhos: “Ninguém pode produzir nada mais valioso do que quatro ou cinco pessoas equivalentes ou melhores do que você”. E chegou a dizer que não vê problemas no casamento infantil. Questionado durante uma entrevista a um podcast em 2022 sobre a legalidade em uma hipotética união entre um homem de 50 anos e uma criança de oito, ele respondeu: “Se os pais concordarem e todo mundo concordar…”. A BBC News Brasil insistiu várias vezes, mas Renato Amoedo não quis conceder entrevista. Um assessor afirmou na época que ele estava em viagem por Mônaco e Portugal. Trezoitão é presença constante em um podcast que nasceu voltado para o público da “machosfera”: o Redcast, que tem pouco mais de um milhão de inscritos no YouTube e é apresentado pelo influencer Junior Masters, que se apresenta como especialista em comportamento humano e atração sexual. Uma das convidadas de uma edição de janeiro de 2026 foi Ana Hering, integrante do MBL (Movimento Brasil Livre) e candidata a deputada federal por São Paulo pelo Missão, partido ligado ao movimento. Renan Santos é o candidato da sigla à Presidência. Durante o programa, um espectador pediu a opinião dos participantes da mesa sobre a ideia de extinguir o voto feminino. “O mundo começou a desandar quando a mulher começou a dar a opinião dela. E começaram a ouvir”, diz Ana Hering. Ela disse em entrevista à BBC News Brasil que fazia uma piada quando deu essa declaração. Hering afirma que fazia uma sátira quando repetiu a fala do apresentador do Redcast, Junior Masters, quando ele disse: “O voto feminino é o erro da democracia ocidental”. “Como uma mulher pré-candidata a deputada federal, que atua no movimento político já há um bom tempo, claramente foi uma piada. É de fato muito cômico você ver uma mulher política falando assim, gente, olha só ‘o voto feminino foi um grande erro da democracia ocidental’.” Na conversa, a candidata também afirmou que “o voto feminino já é algo que está consolidado há quase um século. E que hoje a gente vive num mundo que
‘Precisamos excluir a data’: Banco Master usou Word, PDFs e códigos para fabricar documentos falsos, diz PF

‘Precisamos excluir a data’: Banco Master usou Word, PDFs e códigos para fabricar documentos falsos, diz PF PF identificou uma estrutura que combinava dados reais, programação, produção em massa de documentos, assinaturas digitais e edição de PDFs para montar dossiês de operações de consignado negociadas com o BRB. Por Isabela Ortiz | g1 14/09/2026 Foto de 28 de fevereiro de 2026 mostra o prédio que abrigava o Banco Master, no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo, cercado por tapumes — Foto: Felipe Cordeiro/g1 São Paulo – A fraude investigada pela Polícia Federal no Banco Master funcionava como uma espécie de linha de montagem digital. A PF identificou: Dados reais de clientes extraídos de sistemas internos; Documentos produzidos em massa com ferramentas do Microsoft Office; Páginas de assinaturas separadas por programas desenvolvidos pela área de tecnologia; e Peças reunidas em novos arquivos PDF para formar dossiês de contratos que seriam apresentados como créditos legítimos da Tirreno Consultoria ao Banco de Brasília (BRB). Quando os documentos carregavam informações que poderiam revelar sua origem ou a verdadeira data de formalização, funcionários também atuavam para apagá-las ou alterá-las. Em um dos casos analisados pela perícia, um Termo de Consentimento que trazia originalmente a data de 24 de fevereiro de 2023 teve esse registro removido em julho de 2025. A relação triangular entre a Tirreno, o Master e o BRB funcionou como um esquema de simulação e repasse de ativos ilíquidos. A Tirreno atuou como uma empresa de fachada, criada para formalizar R$ 7,15 bilhões em cessões fictícias de crédito consignado com o Banco Master que, por sua vez, utilizou essas carteiras sem lastro para vendê-las ao BRB. A equipe do Master montou uma “linha de montagem” para forjar amostras e simular a legitimidade das operações. A Tirreno, segundo a PF, funcionava sem sede nem funcionários, e foi criada com apenas R$ 100 de capital social. A estrutura foi descrita em relatório técnico-pericial da Polícia Federal, elaborado a partir de uma apresentação interna apreendida na área de tecnologia do Banco Master. O arquivo, intitulado “Investigações internas – Banco Master”, tinha 30 slides e documentava atividades realizadas entre 18 de junho e 24 de outubro de 2025 para a produção de documentos relacionados à cessão de créditos consignados ao BRB. O material mostra que a operação combinava ferramentas comuns de escritório, programação e edição de documentos. O objetivo era transformar dados de operações reais e antigas em uma documentação que desse aparência de existência a uma carteira de créditos atribuída à Tirreno. De dados reais a contratos que não existiam O primeiro passo era obter dados de clientes que já haviam realizado operações legítimas. Segundo a investigação, funcionários recorreram a informações armazenadas nos sistemas internos do banco, inclusive relacionadas ao CredCesta – um produto de crédito consignado voltado a servidores públicos, aposentados e pensionistas. Em 2 de julho de 2025, às 14h05, Fabrizio Pereira Alencar, coordenador de Controles do Back Office, pediu a Vinicius Lucas Trentino, analista de Projetos Sênior da área de TI, o levantamento de CPFs por meio do Microsoft Teams. Vinicius reuniu os CPFs no arquivo cpf_cessao.csv e, no dia seguinte, executou a consulta Contratos_Henrique_Dados.sql no banco de dados interno. O resultado foi exportado para a planilha Dados_cessão.xlsx, que acabou enviada por e-mail a Fabrizio e à equipe em 3 de julho, às 16h57. A planilha reunia informações cadastrais dos clientes, como nome, CPF, data de nascimento e nome da mãe. Esses dados passaram a servir de matéria-prima para a montagem dos documentos. As próprias conversas entre integrantes da área de tecnologia mostram que havia problemas na base utilizada. Em 20 de junho, Rafael Manfrin da Silva e Thiago Ramalho discutiram a filtragem dos dados. Rafael observou que havia CPF de uma pessoa com apenas uma proposta de 2019 e afirmou que a lista estava “meio furada”. Thiago Ramalho: “filtrando formalizacao só tem 328 credcesta-refin…. nao deveria ser a maioria”. Rafael Manfrin: “ai deu merda então / pq tem um cpf nesse meio aqui que so teve 1 proposta em 2019 / ta meio furado essa lista ai”. A troca mostra que os próprios responsáveis pela parte tecnológica identificavam incompatibilidades nos dados que estavam sendo utilizados. 2.700 procurações produzidas de uma vez Com os dados reunidos, uma das etapas era produzir as procurações. Para isso, Allan da Silva Machado, gerente de Operações I do Back Office, utilizou uma função comum do Microsoft Word: a mala direta. A ferramenta permite vincular um modelo de documento a uma planilha e preencher automaticamente campos diferentes para cada registro. No caso investigado, Allan vinculou o arquivo PROCURACAO Master.docx à planilha Base de Geração CCBS AMANHA 1.xlsx, armazenada na pasta de trabalho Demanda BRB-Tirreno 2700 amostras. O procedimento permitiu gerar 2.700 procurações em lote em 20 de junho de 2025. A tecnologia, portanto, não era usada apenas para armazenar os documentos. Ela permitia reproduzir rapidamente a mesma estrutura documental para centenas ou milhares de pessoas. Código para separar páginas de assinaturas A produção dos documentos também envolveu a área de tecnologia. Thiago Ramalho, Rafael Manfrin da Silva e Renato M. participaram do desenvolvimento de aplicações em C# registradas no repositório GitHub do Banco Master. Uma das funções criadas tinha uma finalidade específica: extrair de arquivos PDF apenas a segunda página, justamente a página de assinatura dos documentos originais. A perícia também identificou um arquivo compactado chamado erros-whatsapp.zip, enviado por Anderson Juliano Caspinelli Garcia a Moacir Lourenço da Silva Junior, que continha 1.833 arquivos PDF com páginas de assinatura isoladas dos Termos de Consentimento. Essas páginas podiam, assim, ser reaproveitadas na montagem de novos conjuntos de documentos. A assinatura digital não escondia quando os documentos foram produzidos Outra etapa envolvia as Cédulas de Crédito Bancário, as CCBs. Henrique Pupo e Henrique Gonçalves Silva extraíram lotes de documentos do sistema idtrust, com arquivos identificados pela raiz CCB_credcesta_…. Em 20 de junho, Fabrizio organizou pelo Teams uma força-tarefa para assinar os documentos. Foram separados 675 CCBs para cada um de quatro operadores: Fabrizio, Henrique, Allan e
Perícia aponta falha em lacre de 27 dispositivos apreendidos em operação contra produtora de ‘Dark Horse’

Perícia aponta falha em lacre de 27 dispositivos apreendidos em operação contra produtora de ‘Dark Horse’ Perícia relata que seria possível retirar pendrives pelos vãos e conectar um cabo aos celulares e notebooks. Objetos foram devolvidos pela perícia para que fossem lacrados corretamente. Por Vinícius Cassela | g1 13/09/2026 Aparelhos com lacres mal fechados por agentes da Polícia Civil de São Paulo — Foto: Reprodução/Polícia Civil Brasília – A perícia da Polícia Civil de São Paulo apontou que 27 dispositivos eletrônicos apreendidos por agentes durante operação contra produtora do filme “Dark Horse” em junho não foram lacrados corretamente e foram devolvidos para correta adequação. Posteriormentem, os aparelhos foram lacrados e analisados pela perícia. Os documentos anexados ao processo não apontam se a perícia da Polícia Civil analisou a integridade dos aparelhos e nem se eles foram violados em função das falhas nos lacres. (Leia mais abaixo). “As guias […] apresentam vão suficiente para retirada da peça [pendrive] a ser periciada”, afirmou a perita criminal Viviane Menezes. Segundo os documentos, foi constatado falha no lacre de 9 notebooks, 5 celulares e 13 pen drives. A Secretaria da Segurança Pública esclarece que os 27 dispositivos citados foram lacrados pela Polícia Civil nos locais das apreensões, na presença de testemunhas e encaminhados à Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC). Não houve acesso, extração ou manipulação dos dados, tampouco comprometimento da cadeia de custódia. A fotografia utilizada pela imprensa não retrata os objetos apreendidos na operação. Os documentos fazem parte do inquérito da Polícia Civil de São Paulo compartilhado com a Polícia Federal por determinação de Dino. O relatório se tornou público neste domingo (13) depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, retirou o sigilo de documentos enviados pela Justiça de São Paulo. Os equipamentos foram apreendidos durante uma operação realizada no dia 1º de junho em residências e empresas relacionadas ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidida por Karina Ferreira da Gama. Karina também é responsável pela empresa Go Up Entertainment, produtora do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A operação foi deflagrada por suspeita de fraude em um contrato com a Prefeitura de São Paulo no valor de R$ 108 milhões por ano para a instalação de wi-fi na cidade com o ICB. A Polícia Civil de São Paulo investiga se parte desses recursos foi desviada para financiar a produção do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O contrato com a Prefeitura de São Paulo previa a instalação de 5 mil pontos de wi-fi gratuito na periferia até junho de 2025, mas, até a presente data, apenas 3.200 foram instalados. Ao menos três aditivos foram assinados mudando a data de entrega total do serviço. Em outro ofício, a mesma perita ainda afirma que, para os notebooks e aparelhos celulares apreendidos, o vão nos lacres era suficiente para que cabos de alimentação e transferência de dados passassem. “As guias […] apresentam vão suficiente para entrada de cabo de alimentação e transferência de dados, sendo possível a manipulação dos dados no interior do equipamento”, disse. Os ofícios foram formalizados dia 3 de junho, dois dias após a operação realizada pela Polícia Civil. Cinco dias depois, dia 8, os aparelhos foram enviados para a 2ª Delegacia de Polícia de Investigações Sobre Crimes Contra a Administração Pública do Estado de São Paulo para “readequação dos invólucros”. “Retornaram do Instituto de Criminalística os objetos anteriormente encaminhados para a realização de exames periciais, para readequação da lacração, a fim da preservação da cadeia de custódia”, justificou o escrivão da Polícia Civil. Após voltarem ao Instituto de Criminalística, os aparelhos ficaram até o dia 23 de julho à espera de análise, em função de “elevado volume de casos e à consequente fila de exames pendentes sob responsabilidade deste perito”. Os documentos anexados ao processo não apontam se a perícia da Polícia Civil analisou a integridade dos aparelhos e nem se eles foram violados em função das falhas nos lacres. Apenas mostram que os dados foram extraídos e disponibilizados à delegacia que investiga o caso. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPolícia CivilPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Perícia aponta falha em lacre de 27 dispositivos apreendidos em operação contra produtora de ‘Dark Horse’ 13/09/2026 Investigação cita R$ 8,5 milhões de faturas inidôneas de empresa ao ICB 13/09/2026 Advogada Valéria Rodrigues Linhares é alvo de operação da PF sobre suspeita de tráfico de influência 14/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Mendonça usa caos como estratégia eleitoral 08/09/2026 Mendonça revoga tornozeleira de ex-ministro de Bolsonaro suspeito de receber R$ 100 mil em esquema do INSS 08/09/2026 PM encontra carros-bomba e barricadas com explosivos no Complexo de Israel; Av. Brasil chegou a ser fechada (VIDEO) 21/08/2026 Quem é Vanderlei Natividade, alvo da PF e tesoureiro da ONG de Karina Gama que movimentou R$ 83 milhões 10/09/2026 Mendonça pede à PGR informação sobre suposta mensagem de Vorcaro a Moraes 01/09/2026
Polícia pediu relatório do Coaf sobre produtora de ‘Dark Horse’ após Prefeitura não ceder documentos

Polícia pediu relatório do Coaf sobre produtora de ‘Dark Horse’ após Prefeitura não ceder documentos Investigadores queriam acesso a edital, plano de trabalho, medições de execução, relatórios de fiscalização, comprovantes de pagamento, notas fiscais, notas de empenho, documentos de liquidação e ordens de pagamento do contrato do Wi-Fi Por Guilherme Caetano | O Estado de S. Paulo 13/09/2026 Karina Gama no canal no YouTube do The Connect Faith, evento gospel organizado por ela Foto: Reprodução/ You A Polícia Civil de São Paulo pediu autorização da Justiça para obter junto ao Coaf, órgão federal incumbido de identificar atividades financeiras suspeitas, relatórios sobre a produtora do filme “Dark Horse” após a Prefeitura de São Paulo não entregar a documentação solicitada. A gestão municipal vem negando qualquer irregularidade. Os policiais tinham requerido à Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia a cópia integral da documentação relativa ao processo de contratação do Instituto Conhecer Brasil (ICB) para instalar internet gratuita em São Paulo, mas a pasta não os tinha fornecido até o fim de agosto. Os documentos pedidos envolvem edital, plano de trabalho, medições de execução, relatórios de fiscalização, comprovantes de pagamento, notas fiscais, notas de empenho, documentos de liquidação e ordens de pagamento. A documentação pode ajudar a explicar se o serviço foi prestado e para onde foi o dinheiro. A polícia investigava se recursos públicos de o contrato municipal do projeto Wi-Fi Livre financiaram atividades privadas da produtora Go Up, vinculada a Karina Ferreira da Gama. Na semana passada, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino assumiu a investigação da polícia paulista em razão do envolvimento de um parlamentar federal e, neste domingo, 13, levantou o sigilo sobre o material coletado até agora. O relato da polícia mencionado acima consta nesse conteúdo. Os alvos da polícia eram, além do ICB, a proprietária da empresa, Karina Ferreira da Gama, também produtora do filme “Dark Horse”, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Existe a suspeita de que o dinheiro do contrato municipal tenha irrigado o projeto cinematográfico da família Bolsonaro. A investigação policial aponta existir uma diferença entre o dinheiro transferido ao ICB e os serviços executados: aproximadamente R$ 69 milhões teriam sido repassados ao instituto, enquanto os serviços prestados corresponderiam a cerca de R$ 43 milhões, uma diferença estimada em R$ 26 milhões. A polícia também menciona subcontratações que chegariam a R$ 98 milhões, envolvendo Make One, UltraIP, Complexys e Fast Future. A Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores, em 28 de agosto, exigiu que a polícia apresentasse primeiro fundamentos mais concretos e delimitasse melhor o que pretendia investigar e prorrogou o inquérito por mais 90 dias. O juiz alega que a obtenção de Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) precisa estar baseada em elementos concretos previamente existentes e ter finalidade específica. Apesar de a polícia estabelecer o marco temporal inicial em 20 de junho de 2024, o magistrado avalia que os investigadores não indicaram exatamente quais operações, pessoas jurídicas, relações negociais ou fluxos financeiros relacionados ao inquérito deverão orientar a pesquisa do Coaf. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), vem negando irregularidades no contrato. Ele afirmou em junho que a gestão municipal “não identificou nada de errado” no contrato investigado e a Prefeitura “atendeu todos os critérios que a gente tem de economicidade”. Na última sexta-feira, 11, ele afirmou que tudo foi feito “dentro da lei”. “Importante dizer que o contrato foi assinado depois de uma licitação que ficou aberta 30 dias. Tudo dentro da lei. Nós temos 3.200 pontos na cidade que estão funcionando plenamente e os serviços (do ICB) estão sendo prestados. Se a empresa realmente não puder ter mais contrato com ninguém, com uma decisão sem verificar antes se ela (Karina da Gama) é culpada ou se ele (Flávio Dino) vir com uma criminalização antecipada, a gente vai ter que romper o contrato. E deixar de ter 3200 pontos de wi-fi nas comunidades e favelas”, declarou. A decisão de Dino deste domingo torna públicos documentos, dados e outros elementos apreendidos pela Polícia Civil paulista em uma apuração que envolve a produtora do longa sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e suspeitas de desvio de recursos públicos, inclusive de emendas parlamentares. O ministro determinou que todo o material recebido da Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens de São Paulo passe a tramitar publicamente no STF. Também ordenou que celulares, computadores, documentos e o conteúdo bruto extraído dos aparelhos apreendidos pela Polícia Civil sejam entregues à Polícia Federal. A investigação foi aberta a partir de suspeitas relacionadas à execução de emendas parlamentares federais destinadas a empresas de São Paulo. A apuração sobre Dark Horse que tramitava na Justiça paulista foi enviada ao STF e incorporada ao procedimento sob relatoria de Dino após o ministro determinar a remessa dos autos à Corte, atendendo a um pedido da Polícia Federal. Ao examinar o material encaminhado por São Paulo, Dino afirmou que se fortaleceu a hipótese de conexão entre as diferentes frentes de investigação, em um suposto esquema envolvendo a destinação e o desvio de recursos públicos. A decisão menciona emendas parlamentares federais, recursos da Prefeitura de São Paulo e cita o deputado Mario Frias (PL-SP), roteirista e produtor-executivo de Dark Horse, como personagem da linha investigativa. O parlamentar nega irregularidades. Dino justificou a retirada do sigilo também por uma mudança recente de entendimento dentro do próprio Supremo sobre a publicidade das investigações. No despacho, o ministro cita uma decisão de André Mendonça que levantou, após pedido do presidente do STF, Edson Fachin, o sigilo de outros procedimentos relacionados ao Banco Master. Dino afirma que a medida sinaliza uma “viragem jurisprudencial em curso”, à qual diz precisar se adaptar em respeito à colegialidade. Segundo o ministro, pessoas mencionadas em investigações semelhantes devem receber o mesmo tratamento, inclusive quanto à divulgação de nomes, movimentações financeiras e conversas de WhatsApp. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasDeputado Federalemenda parlamentarMDB Movimento Democrático BrasileiroPL Partido LiberalPolícia CivilPolícia Federal PFPrefeitoPresidente da RepúblicaSão Paulo SPSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger