Por que Mario Frias e a produtora do filme sobre Bolsonaro são alvo da PF

Por que Mario Frias e a produtora do filme sobre Bolsonaro são alvo da PF A Polícia Federal cumpre mandados de busca nesta quinta-feira (10/09) em operação relacionada ao financiamento do filme Dark Horse, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. Por Mariana Schreiber, em Brasília, e Luiz Fernando Toledo, Pedro Martins e Julia Braun em Londres | BBC News Brasil 10/09/2026 Filme em inglês conta a história de ex-presidente Jair Bolsonaro, interpretado por Jim Caviezel | Divulgação O deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a produtora do filme, Karina da Gama, são alvos da ação, segundo confirmou a BBC Brasil. Em nota, a PF diz que a Operação Make Up apura o suposto desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares repassadas, por meio de termo de fomento, à organização da sociedade civil. Frias é acusado de ter repassado R$ 2 milhões à Gama, que é dona de um instituto à frente de projetos sociais e, ao mesmo tempo, da produtora Go Up Entertainment, responsável por Dark Horse. O caso está sob relatoria do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a operação desta quinta. Em sua decisão, o magistrado afirma acreditar haver risco concreto de ocultação ou destruição de provas cruciais para a investigação. Dino também determinou a aplicação de medidas cautelares contra Frias e os demais investigados, proibindo-os de viajar para o exterior e de manter contato entre eles. O ministro também determinou o recolhimento dos passaportes. Em maio, Frias negou que tivesse destinado emendas ao filme Dark Horse. Ele disse que a tese é “absolutamente falsa, desprovida de qualquer lastro probatório e difamatória.” A BBC News Brasil procurou Frias para comentar a operação, mas não obteve resposta até o momento. Segundo a PF, as investigações apontam a existência de uma organização criminosa, formada por agentes públicos e privados, que é suspeita de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados. “As tentativas de dissimular os desvios teriam se estendido até julho deste ano”, diz a PF em nota. Levantamentos financeiros identificaram, ainda, segundo a PF, movimentação da ordem de centenas de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema investigado. Estão sendo investigados os crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios. Ao todo, são cumpridos 49 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. Acusações e riscos de ocultação de provas Na decisão que autorizou a operação, o ministro do STF, Flávio Dino, sustenta que as apurações iniciais apontam possíveis crimes envolvendo o deputado federal Mário Frias e um suposto grupo criminoso do qual ele faria parte. De acordo com Dino, recursos públicos federais teriam sido destinados, por meio de termos de fomento financiados com emendas parlamentares, às organizações sociais Instituto Conhecer Brasil (ICB) e Academia Nacional de Cultura (ANC), ambas presididas por Karina Ferreira da Gama, que teria ligações com o parlamentar. “Os elementos já produzidos revelam a existência de sofisticada estrutura financeira e operacional destinada à circulação de recursos entre entidades, empresas e pessoas físicas vinculadas ao núcleo investigado, havendo, inclusive, notícias da utilização de empresas sediadas no exterior, como é o caso da Go Up Entertainment LLC”, diz a decisão. O documento destaca que auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU) identificaram problemas desde a escolha do ICB para receber os recursos até a execução dos projetos financiados. A decisão menciona ainda transferências de recursos entre entidades e empresas ligadas ao grupo investigado, repasses sucessivos entre empresas e movimentações que, segundo a PF, poderiam indicar circulação e ocultação da origem do dinheiro. Segundo Dino, esses elementos sugerem possível retorno de recursos públicos para pessoas ligadas aos responsáveis pelas entidades. O suposto esquema teria ficado em vigor até julho deste ano. A Polícia Federal apura os supostos crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios. Para justificar a busca e apreensão, o ministro afirma ainda que a apreensão de celulares, dispositivos cibernéticos, documentos e outros objetos relacionados aos fatos e crimes investigados eram necessários para continuar a investigação. Dino afirma ainda haver risco concreto de ocultação ou destruição de provas. “Assim, a nova atuação policial não se destina à mera repetição da diligência anterior, mas à coleta de provas referentes a fatos novos, contemporâneos e supervenientes, havendo fundado receio de que documentos digitais, mensagens, registros de edição, arquivos em nuvem e elementos contábeis relevantes possam ser ocultados, alterados ou destruídos caso a medida não seja prontamente executada”, diz na decisão. Ao proibir que Frias e os demais investigados deixem o país, Dino disse que não se pode ignorar que “o cenário público nacional, lamentavelmente, deu provas recentes de que a evasão internacional é via cogitada por alguns parlamentares brasileiros ante a perspectiva da persecução penal”. O magistrado afirmou ainda que Frias retardou a prestação de informações à investigação por estar em viagem internacional no passado. Quem são os alvos da operação? Além de Mario Frias e Karina da Gama, são investigadas outras 27 pessoas. Também são alvo da operação o ex-chefe de gabinete do parlamentar, Raphael Augusto Azevedo, e os assessores André Velloso Belleza Cortes e Luiz Claudio Faria Velloso, que atualmente trabalham no gabinete parlamentar na Câmara dos Deputados. Todos os 29 alvos também foram atingidos pelas medidas cautelares determinadas pelo STF, entre elas a proibição de contato entre os investigados e a proibição de deixar o país. A operação Make Up tenta rastrear o financiamento de Dark Horse, mas não tem relação com os repasses de Daniel Vorcaro, do Banco Master, para o filme. O processo que apura se houve irregularidade nos US$ 12,3 milhões repassados por Vorcaro para o filme a pedido do senador Flávio Bolsonaro acontece em paralelo e tem relatoria de outro ministro, André Mendonça. Ele é o responsável por todo o caso do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). Notícia anterior Banco MasterCGU Controladoria-Geral da UniãoDeputado FederalPL Partido
Vorcaro diz que ACM Neto e Rueda cobravam 10% de aportes de previdências ao Banco Master

Vorcaro diz que ACM Neto e Rueda cobravam 10% de aportes de previdências ao Banco Master Em proposta de delação, banqueiro afirma que dirigentes do União Brasil ajudaram o Master a captar recursos públicos e teriam direito a até R$ 200 milhões; ambos negam irregularidades Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 10/09/2026 ACM NETO E RUEDA na foto. – Foto: Tauan Alencar / União Brasil ACM Neto e Rueda, dois dos principais dirigentes do União Brasil, teriam intermediado a entrada de recursos de fundos públicos no Banco Master em troca de uma comissão equivalente a 10% dos valores aplicados. A acusação foi feita por Daniel Vorcaro em uma proposta de delação premiada apresentada às autoridades. As informações foram reveladas nesta quinta-feira (10) pelos jornalistas Cézar Feitoza, Fabio Serapião e Natália Portinari. A proposta de colaboração de Vorcaro ainda não foi aceita pela Polícia Federal nem pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Vorcaro afirma que ACM Neto e Antônio Rueda teriam aberto portas para o Master junto a institutos de previdência do Rio de Janeiro, Amapá e Amazonas, além da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae). De acordo com o relato do banqueiro, a atuação dos dois teria permitido ao Master captar aproximadamente R$ 2 bilhões. Vorcaro sustenta que havia uma regra segundo a qual o grupo político responsável pela captação teria direito a 10% do investimento ou a 1% por ano durante o período em que o dinheiro permanecesse aplicado no banco. Se aplicada aos R$ 2 bilhões mencionados por Vorcaro, a comissão de 10% representaria uma obrigação de aproximadamente R$ 200 milhões. O documento, porém, não informa quanto desse montante teria sido efetivamente pago a ACM Neto e Rueda. As novas acusações se somam a uma rede de relações políticas que vem sendo revelada desde o início das investigações sobre o Master. A Fórum já mostrou como personagens ligados ao Banco Master aparecem nas eleições de 2026 e em diferentes articulações políticas. ACM Neto e Rueda teriam mantido “conta corrente” no Master Na proposta de delação, Vorcaro afirma ainda que a frequência das operações teria levado o banco a manter uma espécie de “conta corrente gerencial” dos valores que os políticos teriam a receber. O banqueiro atribui a ACM Neto quatro modalidades de repasse. Entre elas estariam pagamentos em espécie e contratos de consultoria envolvendo a A&M Consultoria e a B6 Capital. No caso de Rueda, Vorcaro cita dinheiro em espécie e contratos entre empresas do conglomerado Master e o escritório Rueda & Rueda Advogados. Segundo o material apresentado pelo banqueiro, esses contratos poderiam prever, somados, pagamentos próximos de R$ 3 milhões mensais ao escritório ligado a Rueda. Vorcaro também entregou mensagens e contratos que, segundo sua defesa, serviriam para corroborar parte da narrativa. A quebra dos sigilos do Master já havia identificado pagamentos de R$ 6,4 milhões a escritórios ligados a Rueda entre 2022 e 2025 e de R$ 5,4 milhões à empresa de consultoria de ACM Neto entre 2023 e 2025. A teia política em torno do banco também alcança o Congresso. Em outra frente, a Fórum revelou as conexões entre Nikolas Ferreira e o Banco Master, incluindo contatos do deputado com Vorcaro. Fundos públicos aplicaram bilhões no Banco Master Há uma diferença relevante entre o relato de Vorcaro e os valores já conhecidos. Embora ele fale em aproximadamente R$ 2 bilhões captados com a atuação dos políticos, os investimentos atribuídos às quatro instituições citadas chegam a cerca de R$ 3,62 bilhões. Desse total, o Rioprevidência teria investido R$ 2,97 bilhões entre 2023 e 2025; a Amprev, do Amapá, R$ 400 milhões; a Cedae, R$ 200 milhões; e a Amazonprev, R$ 50 milhões. A proposta de delação não explica a diferença entre os números nem aponta um ato específico praticado por ACM Neto ou Rueda dentro dos institutos. Vorcaro sustenta que ambos teriam atuado na intermediação política para a chegada dos recursos ao banco. Os investimentos de regimes de previdência em instituições financeiras também passaram a ser alvo de operações da Polícia Federal em diferentes estados. Em agosto, por exemplo, a corporação informou oficialmente a abertura de uma investigação sobre possíveis irregularidades na aplicação de recursos previdenciários em outra operação envolvendo um regime próprio de previdência. No caso do Master, a dimensão dos problemas levou o Banco Central a decretar a liquidação extrajudicial da instituição em novembro de 2025. A autoridade monetária citou grave crise de liquidez, comprometimento significativo da situação econômico-financeira e graves violações às normas do Sistema Financeiro Nacional. Outra reportagem da Fórum mostrou mensagens encontradas no celular de Vorcaro envolvendo as negociações do Master e do BRB, uma das principais frentes da investigação sobre as operações do banco. O que dizem ACM Neto e Rueda ACM Neto negou as acusações e classificou as afirmações como “absurdas, completamente fantasiosas e mentirosas”. Antônio Rueda afirmou que tem dificuldade em comentar um documento ao qual não teve acesso e também negou ter cometido irregularidades. Até agora, a narrativa apresentada por Vorcaro integra uma proposta de colaboração que ainda depende da análise das autoridades. As acusações e os documentos entregues pelo banqueiro terão de ser confrontados com os demais elementos reunidos nas investigações sobre o Banco Master. Notícia anteriorPróxima notícia AmazonprevAMPREVBanco Central BC BACENBanco de Brasília BRBBanco MasterCEDAEDeputado FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFRioPrevidênciaUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Vorcaro diz que ACM Neto e Rueda cobravam 10% de aportes de previdências ao Banco Master 10/09/2026 Recursos para ‘Dark Horse’, malas para dinheiro vivo e repasses nas Bahamas: o que se sabe da delação de empresário ligado a Vorcaro 09/09/2026 André Mendonça revoga prisão do filho do Careca do INSS 09/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PF recebe pedido para investigar Flávio Bolsonaro em fraudes do INSS 27/08/2026 Fundador da Smart Fit, doador
O que Flávio Bolsonaro ainda precisa esclarecer sobre ‘Dark Horse’ — e por que o filme não sai antes das eleições

O que Flávio Bolsonaro ainda precisa esclarecer sobre ‘Dark Horse’ — e por que o filme não sai antes das eleições A delação de um operador financeiro e a pressão da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo fim do sigilo deste depoimento recolocaram Dark Horse no centro da disputa eleitoral. O filme conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. Por Pedro Martins | BBC News Brasil 10/09/2026 O senador Flávio Bolsonaro (PL) | Adriano Machado/Reuters Londres – O movimento ocorre a menos de um mês do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e no momento em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) se recupera nas pesquisas de intenção de voto. Segundo o agregador da BBC News Brasil, Flávio aparece à frente de Lula em um eventual segundo turno — ele teria 45% dos votos contra 44% do adversário. Em paralelo, a Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (10/9) uma operação relacionada a Dark Horse. Os agentes investigam suspeitas de irregularidades na destinação de emendas parlamentares e têm como alvo o deputado estadual Mario Frias, roteirista e produtor-executivo do filme. Outro alvo é a empresária Karina Ferreira da Gama, dona de um instituto ligado a projetos sociais que teria recebido emendas de Frias e também pela GoUp Entertainment, produtora responsável pelo longa-metragem. Em maio, o site The Intercept Brasil revelou que Flávio teria pedido a Vorcaro US$ 24 milhões, o equivalente a R$ 134 milhões, para financiar a produção do filme. O banqueiro, que está preso desde novembro de 2025, é suspeito de fraudar R$ 12 bilhões do sistema financeiro. Flávio negou qualquer irregularidade e disse ao Jornal Nacional que o tema está “mais que esclarecido” e é um “livro fechado, ressignificado e na prateleira”. Mas o caso voltou à tona após Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, ter fechado um acordo de delação com a Procuradoria-Geral da República (PGR), que foi homologado pelo ministro André Mendonça, relator da investigação do Caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). Mineiro é dono da Entre Investimentos e Participações e apontado como principal operador financeiro de Vorcaro. Segundo a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, ele afirmou em sua delação ter feito, a pedido de Vorcaro, sete pagamentos para o fundo Havengate, que tem sede nos Estados Unidos e ligação com um advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Os repasses somaram US$ 12,3 milhões, o equivalente a cerca de R$ 69 milhões na cotação da época. Os últimos repasses, contrariando o que Flávio havia dito à GloboNews, teriam ocorrido em setembro e outubro, segundo apurou a revista Piauí. Isto é, às vésperas da prisão de Vorcaro, em novembro de 2025. A apuração da revista coincide com o que o The Intercept havia revelado a partir de áudios trocados entre os dois: as cobranças pelos pagamentos seguiram até dias antes da prisão, quando as suspeitas sobre o banqueiro e o Master já eram públicas. A relação com Vorcaro é um ponto sensível para os dois lados da disputa eleitoral no momento. O banqueiro enviou mensagens a um contato atribuído ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, conforme revelou a PF na última semana. Para analistas ouvidos pela BBC News Brasil, a divulgação consolida um cenário de pessimismo e prejudicam a “pauta positiva” do governo Lula. Veja abaixo, em cinco pontos, o que falta Flávio esclarecer sobre Dark Horse e sua relação com Vorcaro. 1. Para que o dinheiro dado por Vorcaro foi usado nos EUA? Esta é a principal investigação da PF. Isso porque o dinheiro de Vorcaro foi repassado pela Entre Investimentos e Participações para o fundo de investimentos Havengate Development Fund LP, que tem sede nos Estados Unidos. O fundo tem ligação com um advogado que atua para o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Eduardo está nos EUA desde fevereiro de 2025 e é considerado foragido da Justiça brasileira. Segundo a Procuradoria-Geral da República e o STF, Eduardo Bolsonaro teria atuado junto ao governo de Donald Trump para pressionar o Brasil e ministros do Supremo, defendendo sanções contra eles, com o objetivo de interferir no processo que levaria seu pai à prisão. Eduardo é tido como foragido porque, mesmo após ser condenado pelo STF no último mês de junho a 4 anos e 2 meses de prisão, por coação no curso do processo, não se apresentou à Justiça. A condenação está sujeita a recurso, e a pena não começou a ser cumprida. A dúvida sobre para que o dinheiro foi usado nos Estados Unidos ganhou força nos últimos dias porque a PGR fechou um acordo de delação premiada com Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro. Mineiro é dono da Entre Investimentos e Participações e apontado como principal operador financeiro de Vorcaro. O conteúdo integral da delação não veio a público, mas o jornal O Globo apurou que o dono da Entre teria afirmado ter feito sete repasses, inclusive em dinheiro vivo, transportado em malas, a pedido de Vorcaro. Ele teria afirmado que não sabia qual seria a finalidade do dinheiro nem se os valores seriam destinados a Dark Horse. Em maio, o The Intercept revelou que Eduardo assinou um contrato como produtor do filme, no qual teria responsabilidades sobre a gestão financeira de Dark Horse. Foi então que a PF passou a investigar a possibilidade de que o dinheiro de Vorcaro possa ter tido o objetivo de financiar a permanência do ex-deputado nos EUA. Eduardo gravou um vídeo admitindo ter assinado o contrato e investido R$ 350 mil no filme, mas acrescentou que teria recebido o dinheiro de volta após a obra ter obtido outros patrocinadores. “Quem fala que Eduardo Bolsonaro recebeu dinheiro de Vorcaro é mentiroso. Quem fala que Eduardo Bolsonaro recebeu dinheiro desse fundo que foi criado nos EUA está mentindo”, disse, em vídeo publicado nas redes sociais. 2. Quanto Vorcaro pagou à produção do filme? O The Intercept publicou que Flávio teria pedido US$ 24 milhões, o equivalente a R$ 134 milhões, a Vorcaro. Na ocasião, o site informou que o banqueiro havia repassado US$ 10,6 milhões. A revista Piauí revelou, no entanto, que houve ao menos mais dois repasses: um de US$ 1,66 milhão e outro de valor não identificado,
Entidades pedem que OCDE cobre do STF julgamento sobre provas da Odebrecht anuladas por Toffoli

Entidades pedem que OCDE cobre do STF julgamento sobre provas da Odebrecht anuladas por Toffoli Carta é encabeçada pela Transparência Internacional e assinada por outras 29 ONGs de 21 países Há três anos, ministro do Supremo decidiu tornar provas da leniência imprestáveis Por José Marques | Folha de S.Paulo 10/09/2026 O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal) – Pedro Ladeira – 3.ago.2026/Folhapress Brasília – Um ofício assinado por 30 organizações de 21 países pede que a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) cobre do STF (Supremo Tribunal Federal) o julgamento de recursos contra a decisão do ministro Dias Toffoli que anulou as provas dos acordos da Odebrecht. A carta foi enviada no domingo (6), data em que a decisão de Toffoli completou três anos. Entre as signatárias há entidades de nove países que aderiram à Convenção Antissuborno da OCDE. Em setembro de 2023, Toffoli decidiu que as provas da leniência e dos sistemas da Odebrecht são imprestáveis em qualquer âmbito ou grau de jurisdição. “Na prática, isso desmontou o maior e mais bem documentado caso de corrupção transnacional já registrado, provocando anulações em massa no Brasil e no exterior [e] obstruindo a cooperação jurídica internacional”, diz o texto, originalmente escrito em inglês. Foram apresentados três recursos contra a decisão de Toffoli — da PGR, da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República) e do Ministério Público de São Paulo —, até agora não julgados de forma colegiada pelo Supremo. As organizações fazem outros dois pedidos à OCDE. O primeiro é que consulte todos os países membros para avaliar se a decisão afetou investigações e processos ligados ao caso Odebrecht. O segundo é que recomende aos membros preservar apurações baseadas em informações extraídas dos discos rígidos da empreiteira, com pedidos de cooperação a outras fontes desses dados, entre elas o governo suíço. A carta é encabeçada pela ONG Transparência Internacional, que chegou a virar alvo de investigação aberta no STF por determinação de Toffoli. O ministro arquivou a investigação após a PGR afirmar que não havia motivos que justificassem a continuidade do caso. Segundo o documento, ao menos 28 pessoas e empresas de oito países obtiveram decisões no Supremo que impedem autoridades brasileiras de cooperar com investigadores estrangeiros. O texto cita decisão de Toffoli que anulou provas contra Alejandro Toledo, ex-presidente do Peru condenado a 20 anos de prisão por receber propina da construtora brasileira. Em sentido oposto, as organizações mencionam decisão da Justiça britânica que desconsiderou o entendimento do Toffoli e deu seguimento a uma ação relacionada à Operação Lava Jato. Notícia anteriorPróxima notícia MP-SPOperação Lava JatoPGR Procuradoria Geral da RepúblicaSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Entidades pedem que OCDE cobre do STF julgamento sobre provas da Odebrecht anuladas por Toffoli 10/09/2026 O que Flávio Bolsonaro ainda precisa esclarecer sobre ‘Dark Horse’ — e por que o filme não sai antes das eleições 10/09/2026 Vorcaro diz que ACM Neto e Rueda cobravam 10% de aportes de previdências ao Banco Master 10/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana MPRJ solicita que Município de Conceição de Macabu adote medidas para cumprir prazos de resposta a requisições 12/08/2026 Diretor da PF fica revoltado com Mendonça e diz a interlocutores que vê abuso de autoridade em investigação de Vorcaro 01/09/2026 “Liberei mais uma hoje” 01/09/2026 Mendonça solta operador da Conafer e revoga tornozeleira de 3 investigados 08/09/2026 Tiro atinge para-brisa de ônibus em Maricá 04/09/2026
Entidades se manifestam sobre crise no STF: ‘Ninguém pode estar acima da lei’

Entidades se manifestam sobre crise no STF: ‘Ninguém pode estar acima da lei’ Empresários, artistas, economistas e intelectuais divulgam manifestos, afirmam que o país atravessa uma ‘crise institucional de extrema gravidade’ e apontam o Supremo como o epicentro dessa situação. Por Jornal Nacional 09/09/2026 Entidades se manifestam sobre crise no STF: ‘Ninguém pode estar acima da lei’ — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução Antes das decisões de Luiz Edson Fachin, entidades empresariais e da sociedade civil se manifestaram sobre a crise que há nove dias abala o STF – Supremo Tribunal Federal. O manifesto à nação brasileira é assinado por entidades como as confederações nacionais da indústria e do comércio, a Federação da Agricultura do Estado de São Paulo e federações das indústrias como a de São Paulo. São mais de 3 mil assinaturas. Sem citar nomes de ministros, o documento afirma que “o Brasil atravessa uma crise institucional de extrema gravidade e que o epicentro dela é, precisamente, a Corte de Justiça a quem a Constituição confiou a última palavra“. “Não há Estado de Direito sem juízes acima de qualquer suspeita. A autoridade de um tribunal não decorre da toga nem do cargo, mas da legitimidade que só a imparcialidade, a transparência e a exemplaridade conferem. Se a legitimidade é questionada, tudo o mais se torna incerto: a segurança jurídica, a confiança nas instituições e a própria paz social”. E destaca que o “Supremo Tribunal Federal é o guardião da Constituição, mas guardião algum está dispensado de prestar contas. Quem julga a nação há de se submeter, com idêntico rigor, ao julgamento do Direito, da sociedade e da História“. Um segundo manifesto, chamado “Pela Lei e pelo Brasil”, tem o apoio de empresários, economistas – como os ex-presidentes do Banco Central Armínio Fraga, Gustavo Franco e Pérsio Arida, o ex-ministro da Fazenda Mailson da Nóbrega -, artistas e cientistas. No texto, eles afirmam que “as notícias que vieram a público nos últimos dias são a consequência de um sistema doente, que deixou de aplicar a si mesmo os freios que impõe a todos os demais“; que “as menções alcançam ministros do Supremo, as cúpulas da Polícia Federal e do Ministério Público, do Congresso Nacional, o núcleo próximo do ex-presidente da República e do atual, os dois polos que disputam o poder. Cabe às instituições, com urgência, apurar os fatos e as responsabilidades, com todas as garantias do devido processo“. E cobram: apuração completa, célere e independente dos fatos e responsabilidades; afastamento cautelar de quem for formalmente investigado; e adoção de código de conduta para as cortes superiores e os órgãos de investigação e acusação. E concluem: “Não assinamos contra pessoas. Assinamos em favor das instituições, em favor do Brasil e da regra de ouro que sustenta uma República e a democracia: ninguém pode estar acima da lei”. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Central BC BACENConstituição FederalMPF Ministério Público FederalPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Entidades se manifestam sobre crise no STF: ‘Ninguém pode estar acima da lei’ 09/09/2026 OAB-DF levará pedido de impeachment de Moraes e Toffoli ao Conselho Federal 09/09/2026 Dark Horse: valor do filme sobre Bolsonaro, com produtora alvo da PF, supera o orçamento de ganhadores do Oscar 10/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Fachin retira do inquérito das fake news pedido de Moraes para investigar Mendonça 04/09/2026 Documento falso da PF: Sâmia denuncia Nikolas à PGR após postagem sobre caso Master 04/09/2026 Letícia Caetano dos Reis: quem é a administradora de Flávio Bolsonaro citada na CPMI do INSS 27/08/2026 PF diz que lobista ‘aparentemente tinha autorização’ para agir em nome de Lulinha: ‘Eu sou o Fábio’ 18/08/2026 Lobista diz que Lulinha marcou reunião de governador do MA no Planalto e que Lula ia liberar obra 22/08/2026
Quem é “Mineiro”, delator que pode complicar Flávio Bolsonaro no caso Dark Horse

Quem é “Mineiro”, delator que pode complicar Flávio Bolsonaro no caso Dark Horse Empresário afirma ter feito sete transferências de US$ 12,3 milhões a pedido de Daniel Vorcaro Por Fórum 09/09/2026 Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”. Foto: Entrepay Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, é o empresário que firmou nesta quarta-feira (9) colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República e relatou operações financeiras ligadas ao financiamento de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro. Dono da Entre Investimentos, ele é apontado nas investigações como operador financeiro de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Segundo o depoimento de Mineiro, sete transferências foram feitas ao fundo Havengate, nos Estados Unidos, ao longo de 2025. Os pagamentos somaram US$ 12,3 milhões, aproximadamente R$ 69 milhões pela cotação da época, e teriam sido realizados a pedido de Vorcaro. O Havengate foi utilizado no financiamento de Dark Horse. O fundo é administrado pelo advogado Paulo Calixto, apontado como próximo de Eduardo Bolsonaro. Informações anteriores já indicavam que o Grupo Entre havia repassado pelo menos R$ 10 milhões ao fundo. A movimentação passou a ser investigada no contexto da negociação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro para o financiamento do filme. A PF e a PGR agora buscam reconstruir a trajetória do dinheiro. Entre os pontos investigados está a possibilidade de parte dos recursos ter sido destinada a despesas relacionadas a Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, além dos custos da produção. A destinação final dos valores ainda é objeto de apuração. Quem é Mineiro Freixo Júnior construiu carreira no mercado financeiro. Formado em Administração de Empresas pela Faap, ele contou que começou a trabalhar aos 14 anos como office-boy no Banco Nacional, em Santa Rita do Sapucaí (MG). Segundo seu perfil no Linkedin, em 1983 Freixo Júnior foi operador de crédito rural no mesmo banco. Mais tarde, foi vice-presidente do Banco Garantia e ocupou cargos de liderança no Credit Suisse. Em 2016, fundou o Grupo Entre. Em 2022, criou a Entrepay, voltada ao setor de meios de pagamento. Também possui participação além da IstoÉ Publicações, em empresas como Leads Securitizadora, Linked Gourmet, Pmovil e Wealth Money. A relação do empresário com o caso Master já havia aparecido antes da delação. Mineiro foi alvo de busca e apreensão em janeiro, durante a segunda fase da Operação Compliance Zero, que também atingiu endereços ligados a Vorcaro e outros empresários. Em março, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Entrepay por irregularidades e risco aos credores. O comunicado oficial também determinou a indisponibilidade dos bens de controladores e ex-administradores, entre eles Freixo Júnior. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Central BC BACENBanco MasterPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Quem é “Mineiro”, delator que pode complicar Flávio Bolsonaro no caso Dark Horse 09/09/2026 Mendonça homologa delação do empresário que fez repasses para Dark Horse 09/09/2026 Associações científicas se manifestam sobre crise envolvendo STF e PF e pedem investigação 09/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Nove dias após condenação, Tarcísio é alvo de nova ação eleitoral por ato em igreja 08/09/2026 Dark Horse: valor do filme sobre Bolsonaro, com produtora alvo da PF, supera o orçamento de ganhadores do Oscar 10/09/2026 Vorcaro a Moraes: “Tenho gratidão da minha vida a você” 01/09/2026 Magé: Contrato sem licitação firmado pela Câmara de Vereadores para abastecimento de veículos já custou cerca de R$ 2 milhões 24/08/2026 O lobista, sócio de Cerimedo nos EUA, que pode explicar os milhões de dólares de Vorcaro ao clã Bolsonaro 24/08/2026
Associações científicas se manifestam sobre crise envolvendo STF e PF e pedem investigação

Associações científicas se manifestam sobre crise envolvendo STF e PF e pedem investigação Em favor do regime democrático, entidades defendem autonomia das instituições e criticam interferências indevidas, instrumentalização de órgãos de investigação e vazamentos seletivos Por Lóren Souza | O Estado de S.Paulo 09/09/2026 Plenário do Supremo Tribunal Federal. Foto: Alejandro Zambrana/STF A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) divulgaram nesta quarta, 9, uma nota conjunta, e subscrita por outras 59 associações, em que cobram a apuração dos fatos pelas instituições, a responsabilidade das autoridades e o respeito à Constituição. A manifestação é feita no contexto da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal e outras instituições. As duas entidades alertam para o risco de que as atuais tensões alimentem a desinformação, aprofundem a polarização e sejam usadas como argumentos para enfraquecer o regime democrático. Na nota, destacam a importância de instituições independentes e submetidas à Constituição como imprescindíveis para a democracia. “Defender as instituições não significa proteger seus integrantes de investigação ou responsabilização. Nenhuma autoridade está acima da lei ou dispensada do escrutínio público e do dever de prestar contas à sociedade.” Em sequência, defendem a investigação e responsabilização em casos de irregularidades, além disso afirmam que a blindagem de autoridades enfraquece as instituições e corrói sua credibilidade. “Irregularidades devem ser apuradas pelas instâncias competentes, com independência e imparcialidade, assegurados o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa. Responsabilidades comprovadas devem produzir as consequências previstas em lei.” A autonomia e independência dos órgãos de investigação e fiscalização, além da independência do Poder Judiciário, são outros aspectos defendidos pelas instituições. Segundo a nota, disputas entre autoridades não justificam interferências indevidas nas suas funções ou a instrumentalização desses órgãos para embates políticos, pessoais ou eleitorais. “Os fatos se esclarecem com evidências, procedimentos claros e decisões fundamentadas, não com disputas de versões. Transparência e respeito às instâncias colegiadas são indispensáveis, resguardadas as hipóteses legais de sigilo”, defendem. Além disso, criticam a divulgação seletiva de material sob apuração. Para elas, essa ação contraria os princípios de transparência e respeito às instituições e transfere para a repercussão pública o que compete às instâncias formais decidir. Elas defendem que a confiança pública se conquista e se mantém pela capacidade de apurar e responder com equilíbrio. A nota pede atuação com “serenidade, transparência e firmeza” por parte das instituições e frisa a importância da apuração dos fatos e do respeito às garantias democráticas. A manifestação das entidades também explica que a declaração foi feita considerando o debate público e a defesa de princípios democráticos. Para as associações, esses elementos são basilares para o fazer científico. “Para a comunidade científica, essa defesa não é um assunto distante. O pleno desenvolvimento da ciência e da educação requer liberdade de pensamento, liberdade acadêmica, respeito às evidências e condições para questionar e debater. Defender a democracia é também assegurar essas condições e contribuir para um país comprometido com a soberania, a justiça social e a redução das desigualdades.” Notícia anteriorPróxima notícia Constituição FederalPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Associações científicas se manifestam sobre crise envolvendo STF e PF e pedem investigação 09/09/2026 TSE abre investigação sobre suposto abuso de poder econômico em ato de Flávio Bolsonaro em Barretos 09/09/2026 Entidades se manifestam sobre crise no STF: ‘Ninguém pode estar acima da lei’ 09/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PF diz que lobista ‘aparentemente tinha autorização’ para agir em nome de Lulinha: ‘Eu sou o Fábio’ 18/08/2026 Mendonça solta operador da Conafer e revoga tornozeleira de 3 investigados 08/09/2026 Apartamento de Eduardo Bolsonaro é leiloado pela Caixa por inadimplência 21/08/2026 Candidato a deputado estadual e três vereadores de Cotia são alvo de operação do MP-SP por suspeitas de ligação com o PCC 20/08/2026 André Mendonça julgou Cláudio Castro quando tinha contrato milionário com governo do Rio 26/08/2026
André Mendonça revoga prisão do filho do Careca do INSS

André Mendonça revoga prisão do filho do Careca do INSS Defesa diz que inocência será demonstrada; Romeu Antunes é suspeito de ser o sucessor do pai no esquema de descontos indevidos Ministro determinou o uso de tornozeleira eletrônica e proibição de contato com investigados Por José Marques | Folha de S.Paulo 09/09/2026 O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça – Pedro Ladeira – 1º.set.2026/Folhapress Brasília – O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), revogou nesta quarta-feira (9) a prisão preventiva (sem tempo determinado) de Romeu Carvalho Antunes, o filho do lobista Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Ele determinou que Romeu use tornozeleira eletrônica e proibiu o contato com outros investigados da Operação Sem Desconto, que trata de desvios em aposentadorias e pensões do INSS. O ministro também proibiu Romeu de frequentar entidades sob suspeita de participarem do esquema. Procurada, a defesa diz que após “nove meses de prisão preventiva que não se sustentava sob qualquer aspecto, a Justiça reconheceu sua desnecessidade”. “A inocência de Romeu Antunes será demonstrada na investigação”, afirmam os advogados Leandro Raca e Danyelle Galvão. O Careca, que é apontado como um dos operadores centrais do esquema, continua preso. As investigações tratavam Romeu como o sucessor do pai. Desde esta terça-feira (8), Mendonça tem flexibilizado medidas contra alvos da operação que já foram indiciados pela Polícia Federal. As decisões foram dadas em meio a discussões feitas, nos bastidores, pelo presidente da corte, Luiz Edson Fachin, para repensar as relatorias dos casos INSS e Master e conter a crise entre Mendonça e Alexandre de Moraes. O ministro também determinou a soltura do ex-procurador-geral do INSS, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho. Ele estava preso preventivamente e passará a usar tornozeleira eletrônica e fica proibido de ter contato com demais envolvidos no caso e de deixar o país. A Mendonça, a defesa de Romeu disse que não há elementos concretos de dilapidação patrimonial ou movimentação atípica de dinheiro do investigado, e também afirma que ele colaborou espontaneamente com as investigações, ao apontar patrimônio desconhecido da Polícia Federal mesmo antes da prisão. Romeu foi preso em dezembro de 2025. O ministro disse que a prisão não é mais necessária, já que as investigações sobre o caso avançaram e que o filho do Careca deixou suas atividades empresariais. A Operação Sem Desconto investiga fraudes em descontos de associações que não foram autorizados por aposentados e pensionistas do INSS, apurando desvios milionários envolvendo associações e servidores. O esquema teria descontado cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024, segundo a PF. A fraude consiste em descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. O modelo desses descontos sob o qual as fraudes ocorreram foi extinto pelo INSS. Associações, confederações e sindicatos conseguiam autorização, por meio de acordos técnicos de cooperação, para aplicar descontos diretamente da folha de pagamentos de aposentadorias e pensões. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterFraudes no INSSPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram André Mendonça revoga prisão do filho do Careca do INSS 09/09/2026 Nove dias após condenação, Tarcísio é alvo de nova ação eleitoral por ato em igreja 08/09/2026 Candidato a deputado federal e presidente da Câmara de Sumaré (SP) é preso em operação contra tráfico 09/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Câmara de Magé já pagou cerca de R$ 7,6 milhões pela locação de carros, mas continua omitindo o tamanho da frota alugada 20/08/2026 ‘O Rio pode mais’: Violência impõe custos nos transportes e trava negócios na capital e na Baixada Fluminense 04/09/2026 Caiado entra na cobrança e pergunta a Flávio onde está o dinheiro de Vorcaro 20/08/2026 Deputado federal Ricardo Abrão é alvo da PF em operação contra compra de votos 03/09/2026 Xadrez de Mendonça 1: os negócios do ITER com Cláudio Castro 23/08/2026
TSE abre investigação sobre suposto abuso de poder econômico em ato de Flávio Bolsonaro em Barretos

TSE abre investigação sobre suposto abuso de poder econômico em ato de Flávio Bolsonaro em Barretos Ação questiona uso de palco de evento privado durante campanha presidencial; ministro determina que Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar apresentem defesa em cinco dias; ‘Estadão’ pede manifestação da chapa do PL Por Fabrícia Braga | O Estado de S.Paulo 09/09/2026 TSE abre investigação sobre suposto abuso de poder econômico contra Flávio e Alfredo Gaspar Foto: Taba Benedicto/Estadão O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou o prosseguimento de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República, e Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, candidato a vice-presidente, por suposto abuso de poder econômico durante a 71ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, em São Paulo. A decisão considera que os fatos apresentados pela Coligação Brasil Pronto pra Mais, de Lula e Geraldo Alckmin, podem, em tese, configurar irregularidade eleitoral e, por isso, devem ser apurados. O Estadão solicitou à campanha de Flávio e Gaspar uma manifestação sobre o tema. O espaço está aberto para o posicionamento. A ação questiona a participação de Flávio no evento realizado em 22 de agosto. Segundo a coligação, o candidato teria utilizado o palco principal de shows, cuja estrutura seria custeada por empresas privadas, para fazer um discurso de caráter eleitoral diante de um público estimado em 60 mil pessoas. A representação afirma ainda que Flávio foi apresentado à plateia após ser chamado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e pelo locutor contratado para conduzir o evento. Coligação liderada por Lula aponta possível financiamento indireto Na ação, a coligação liderada por Lula sustenta que a utilização do palco, da estrutura técnica e da audiência do festival teria representado uma forma indireta de financiamento empresarial da campanha. O argumento é de que os candidatos teriam recebido uma estrutura de grande alcance sem uma contrapartida financeira equivalente, o que seria vedado pela legislação eleitoral. A representação também questiona o fato de o discurso ter ocorrido em um estádio, apontado pela parte autora como bem de uso comum, e sustenta que a exposição alcançada no evento foi ampliada posteriormente pela repercussão nas redes sociais e na imprensa. A coligação pediu a produção de provas, incluindo vídeos, contratos de patrocínio, comprovantes de despesas e informações sobre o impacto digital das publicações relacionadas ao episódio. TSE considera ação apta a prosseguir Ao analisar a admissibilidade da ação, a Corregedoria-Geral Eleitoral entendeu que a petição apresenta fatos determinados, com indicação de data, local e possível benefício eleitoral obtido pelos investigados. A decisão destaca que a representação foi acompanhada de registros audiovisuais dos discursos, notícias sobre o episódio, informações sobre os patrocinadores do festival e indicação de testemunha. O tribunal ressaltou, porém, que a análise nesta etapa é apenas de admissibilidade. A decisão sobre a produção das demais provas será tomada depois que os investigados apresentarem suas defesas, quando estará delimitado o conjunto de questões que ainda precisam ser esclarecidas. Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar foram citados e terão cinco dias para apresentar defesa. Depois disso, o processo volta para análise da Corregedoria-Geral Eleitoral. A coligação liderada por Lula pede, ao final, que, caso seja comprovado o abuso de poder econômico e reconhecida a gravidade exigida pela legislação, sejam cassados os registros de candidatura dos dois e declarada a inelegibilidade por oito anos. Notícia anteriorPróxima notícia Barretos SPcampanha eleitoralGovernadorPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanosSenadorTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram TSE abre investigação sobre suposto abuso de poder econômico em ato de Flávio Bolsonaro em Barretos 09/09/2026 Entidades se manifestam sobre crise no STF: ‘Ninguém pode estar acima da lei’ 09/09/2026 OAB-DF levará pedido de impeachment de Moraes e Toffoli ao Conselho Federal 09/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Deputado federal Ricardo Abrão é alvo da PF em operação contra compra de votos 03/09/2026 ‘Tomara que tenha charuto e Macallan’; veja essa e outras quatro mensagens de Gonet para Vorcaro 01/09/2026 Candidato a deputado federal e presidente da Câmara de Sumaré (SP) é preso em operação contra tráfico 09/09/2026 Tiroteio deixa cinco feridos durante confronto entre traficantes em Santa Teresa 04/09/2026 Vorcaro autorizou cartões de crédito com limite de R$ 300 mil para filhos de Moraes, aponta mensagem 01/09/2026
Mendonça homologa delação do empresário que fez repasses para Dark Horse

Mendonça homologa delação do empresário que fez repasses para Dark Horse Acordo de delação premiada do empresário havia sido fechado com a PGR, que encaminhou o caso para o ministro do STF André Mendonça homologar Por Igor Gadelha | Metrópoles 09/09/2026 O ministro do STF André Mendonça | KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES O ministro do STF André Mendonça homologou, nesta quarta-feira (9/9), o acordo de delação premiada do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, mais conhecido como “Mineiro”. O empresário é dono da “Entre Investimentos”, empresa usada pelo banqueiro Daniel Vorcaro para repassar recursos para o filme Dark Horse, que é sobre a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. O empresário tinha fechado o acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), que enviou o caso para Mendonça decidir se homologava ou não. A decisão de Mendonça ocorre um dia após o empresário participar de uma audiência no gabinete do ministro, na qual confirmou ter feito a delação de forma espontânea. No acordo de colaboração, conforme revelou a coluna, o empresário admitiu que era o responsável por entregar dinheiro vivo a destinatários de Vorcaro e disse ter vídeos das entregas. Segundo apurou a coluna, Mineiro chegou a citar na delação um ex-ministro de Jair Bolsonaro como um dos receptores das malas de dinheiro — e disse ter vídeos. Dark Horse Na proposta de delação, o empresário admite ter sido o responsável por repassar o dinheiro prometido por Vorcaro ao filme Dark Horse. O patrocínio foi negociado pelo banqueiro com Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Aos investigadores, o empresário afirmou que não sabia o destino efetivo dos recursos que gerou para Vorcaro, entre eles, o endereçado ao filme de Bolsonaro. O dinheiro foi enviado a um fundo nos Estados Unidos gerido pelo advogado brasileiro Paulo Calixto, aliado do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que vive autoexilado no Texas. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Mendonça homologa delação do empresário que fez repasses para Dark Horse 09/09/2026 Associações científicas se manifestam sobre crise envolvendo STF e PF e pedem investigação 09/09/2026 TSE abre investigação sobre suposto abuso de poder econômico em ato de Flávio Bolsonaro em Barretos 09/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. 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Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Associações científicas se manifestam sobre crise envolvendo STF e PF e pedem investigação 09/09/2026 Presidente da CPI do INSS aumenta patrimônio de R$ 3,5 milhões para R$ 13,6 milhões em apenas 2 anos 11/08/2026 PF diz que lobista ‘aparentemente tinha autorização’ para agir em nome de Lulinha: ‘Eu sou o Fábio’ 18/08/2026 Moraes descartou impedimento para escritório da esposa atender Banco Master, diz nota 01/09/2026 Mendonça determina afastamento de diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues 08/09/2026
Recursos para ‘Dark Horse’, malas para dinheiro vivo e repasses nas Bahamas: o que se sabe da delação de empresário ligado a Vorcaro

Recursos para ‘Dark Horse’, malas para dinheiro vivo e repasses nas Bahamas: o que se sabe da delação de empresário ligado a Vorcaro Ministro do STF André Mendonça homologou acordo assinado entre delator e a Procuradoria-Geral da República. Empresário diz ter movimentado em torno de R$ 1,3 bi para banqueiro. Por Reynaldo Turollo Jr e Márcio Falcão | g1 e TV Globo 09/09/2026 Antônio Carlos Freixo Júnior e Daniel Vorcaro — Foto: Reprodução Brasília – Homologada nesta quarta-feira (9) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, a delação do empresário Antonio Carlos Freixo Junior lista pagamentos a fundo que financiou o filme “Dark Horse”, uso de empresa nas Bahamas para pagamentos a mando do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e compra de malas apenas para entregas de dinheiro vivo. Conhecido como Mineiro, Freixo Junior é o dono da Entre Investimentos. Ele firmou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) em 8 de agosto, após cerca de 4 meses de negociações, e o acordo foi aceito por Mendonça nesta quarta. Relembre abaixo pontos já revelados da delação do empresário. Malas de dinheiro vivo Antonio Carlos disse à PGR que movimentou em torno de R$ 1,3 bilhão de 2020 a 2025 para o ex-banqueiro, dono do extinto Banco Master. Ainda de acordo com o empresário, as demandas por dinheiro vivo eram feitas pelo próprio banqueiro, seu sócio Augusto Lima e, depois, pelo cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel. Na proposta de delação, o empresário afirmou que malas contendo entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão eram entregues para Zettel e também para motoristas de Zettel e Vorcaro. O g1 apurou que o delator entregou à PGR recibos de malas adquiridas pela internet para guardar o dinheiro, que era utilizado para “pagamento de comissões e vantagens indevidas.” Para conseguir o dinheiro em espécie, Antonio Carlos entrava em contato com três operadores. Em seguida, fazia transferências bancárias para empresas indicadas por esses operadores — uma delas era uma distribuidora de combustíveis que, segundo o delator, já apareceu nas investigações da Operação Carbono Oculto, em São Paulo. ‘Dark Horse’ Freixo Junior relatou em sua proposta de delação, agora homologada, que fez sete repasses, a título de “subscrições de cotas”, para o fundo Havengate nos Estados Unidos, usado para financiar o filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, as transações foram feitas de janeiro a setembro de 2025, a mando de Daniel Vorcaro, e totalizaram US$ 12,333 milhões. Pela cotação de setembro de 2025, esse valor equivalia a R$ 62,8 milhões. 🔎A subscrição de cotas é um processo em que um fundo emite novas cotas para aumentar seu patrimônio, recebendo aporte de investidores. Os valores foram pedidos a Vorcaro pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), hoje candidato à Presidência. O delator relatou que a previsão inicial era de um envio de cerca de US$ 24 milhões entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, mas acabaram sendo feitas somente sete transações. Antonio Carlos entregou às autoridades os comprovantes das transferências para pagamento das subscrições de cotas e os e-mails que trocou com o responsável pelo fundo Havengate, Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos EUA. O delator afirmou que não tinha conhecimento do destino dos valores enviados ao fundo, e que as ordens para os pagamentos ao fundo gerido por Calixto eram confirmadas por Vorcaro pouco antes das datas previstas para cada “subscrição”. A PF investiga se a totalidade do dinheiro foi usada no filme “Dark Horse”, como afirmam Flávio Bolsonaro e a produtora Go Up, ou se uma parte foi destinada para outros fins — como bancar Eduardo Bolsonaro nos EUA. A assessoria de Flávio Bolsonaro foi questionada sobre os relatos do delator, e respondeu que as informações têm sido dadas pela produtora Go Up, que já apresentou as contas do filme. Dinheiro das Bahamas Antonio Carlos também afirmou em seu acordo de delação que fez outros pagamentos no exterior, a mando de Vorcaro, por meio de sua empresa Entre Investiments and Arbitrage Ltd. — sediada em Nassau, nas Bahamas. O empresário disse que, nesses casos, Vorcaro lhe enviava “invoices” (faturas) que deveriam ser pagas. Ele não detalhou quem eram os beneficiários desses pagamentos. O g1 apurou que uma das linhas de investigação da PF é se recursos que estavam em paraísos fiscais, como as Bahamas, também foram enviados ao fundo Havengate ou pessoas relacionadas a ele. Procurado, o advogado do delator, Marco Petrelluzzi, disse que não vai comentar o caso devido ao segredo de Justiça. A Go Up contratou uma auditoria particular que afirmou, em junho deste ano, que as contas de “Dark Horse” estão regulares — mas não tornou públicos os documentos, como as notas fiscais dos gastos do filme. Segundo essa auditoria particular, o filme custou R$ 75 milhões e foi bancado pelo fundo Havengate. 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Flávio Bolsonaro celebrou aniversário da filha em mansão gerida por empresa ligada a Vorcaro

Flávio Bolsonaro celebrou aniversário da filha em mansão gerida por empresa ligada a Vorcaro Casa em Angra integra carteira da Prime You; Willer Tomaz, amigo de Flávio e alvo no escândalo do INSS é um dos cotistas do imóvel e admite tê-lo emprestado ao senador Por Alice Maciel | ICL Notícias 09/09/2026 Mansão da Prime You usada por Flávio Bolsonaro | Reprodução O candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), celebrou, em fevereiro, o aniversário da filha caçula em uma mansão de luxo à beira-mar, em Angra dos Reis (RJ), gerida pela Prime You. A empresa, especializada no compartilhamento de bens de luxo, tinha Daniel Vorcaro como sócio até setembro de 2025 e ainda administra parte do patrimônio do ex-dono do Banco Master. A Prime You é, por exemplo, responsável pela gestão das aeronaves que Vorcaro disponibilizou à família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, segundo mensagens extraídas pela Polícia Federal (PF) do celular do banqueiro. A companhia é investigada no esquema de corrupção de Daniel Vorcaro. É também a Prime You que administra a mansão onde Flávio aparece com a mulher, Fernanda Bolsonaro, e as duas filhas em uma foto publicada nas redes sociais no dia 15 de fevereiro. Na imagem, a aniversariante, que completava 12 anos, posa com um bolo nas mãos. “O aniversário é dela, mas o presente é nosso em tê-la todos os dias”, escreveu o senador. O ICL Notícias decidiu não publicar a foto para preservar a imagem das filhas do candidato, que são menores de idade. O imóvel faz parte do modelo de propriedade compartilhada da Prime You e foi dividido em quatro cotas. Uma delas pertence à empresa do advogado Willer Tomaz, WT Administração de Imóveis e Bens, de acordo com levantamento feito pelo Núcleo Investigativo do ICL Notícias, com base em documentos públicos. Willer é amigo próximo de Flávio Bolsonaro. Recentemente, ele foi alvo da operação Sem Desconto, da PF, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro no esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS. Procurado, ele informou à reportagem que emprestou a mansão de Angra dos Reis para o senador. “A utilização do imóvel pelo senador Flávio Bolsonaro e sua família ocorreu exclusivamente em razão da relação de amizade que mantenho com o senador, sem qualquer pagamento, contraprestação ou relação comercial. Minha relação com o senador é estritamente pessoal, não havendo entre nós qualquer relação profissional ou empresarial”, afirmou o advogado por meio de nota. Conforme revelou a Agência Pública, ele teria indicado Letícia Caetano dos Reis para administrar o escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro. Willer também negou qualquer vínculo com Daniel Vorcaro e afirmou que o ex-dono do Banco Master não tem participação na propriedade. “Daniel Vorcaro não possui qualquer participação neste imóvel. Não o conheço, nunca estive com ele e jamais mantive qualquer relação pessoal, profissional ou empresarial com ele”, ressaltou. Essa não é a mesma mansão que Willer Tomaz disputa na Justiça com o jogador de futebol Richarlison, e que teve Flávio Bolsonaro arrolado como testemunha. Documentos mostram que dos quase R$ 40 milhões em cotas da mansão, a empresa de Willer Tomaz adquiriu 25%, no ano de 2022. Outros três nomes já apareceram entre os cotistas da mansão, quando foi lançada pela Prime You. Um deles é um fundo ligado a Maurício Quadrado, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master. Os outros são o empresário Fabrício Bloisi, presidente do conselho de administração do iFood, e o ex-fiscal Márcio Miranda Maia, alvo da Operação Caldarium, deflagrada na última quinta-feira (3) pelo Ministério Público de São Paulo para investigar um esquema de corrupção na Secretaria da Fazenda estadual. Ao ICL Notícias, Fabrício Bloisi informou por meio de nota que não conhece Flávio Bolsonaro e que não foi informado e nem consultado sobre a disponibilização da mansão para o senador. Segundo ele, os cotistas utilizam a propriedade de forma independente, e que nunca esteve na casa com os outros proprietários. “Como o imóvel é propriedade de uma sociedade anônima de capital fechado, as cotas podem ser livremente negociadas e transferidas, com a Prime You atuando como intermediária”, afirmou o empresário. Por essa razão, disse desconhecer quem cedeu a casa a Flávio. O ICL Notícias também procurou Márcio Maia e Maurício Quadrado, mas não obteve retorno. A reportagem também enviou perguntas à assessoria de imprensa do senador Flávio Bolsonaro e ao presidente da Prime You, Marcus Vinícius da Matta, que não retornaram às tentativas de contato. Seis meses depois de comemorar o aniversário da filha na mansão, Flávio Bolsonaro voltou a Angra dos Reis, desta vez em campanha à Presidência. Em 29 de agosto, o senador defendeu mudanças para facilitar o licenciamento de condomínios, grandes empreendimentos e resorts na região. Mansão tem heliponto, iate exclusivo e adega individual Erguida em um terreno de mais de 7 mil metros quadrados à beira-mar no Condomínio Porto Ilha Jorge, a mansão tem 2,2 mil metros quadrados de área construída, conforme detalhes divulgados no site da Prime You. O imóvel conta com sete suítes, piscina aquecida de 100 metros quadrados, sauna, academia, sala de jogos e cinema ao ar livre. No alto da propriedade, um heliponto privativo para o pouso de aeronaves. O acesso também pode ser pelo mar. A mansão tem píer próprio, onde fica ancorado um iate. Com quatro cabines e capacidade para até 25 pessoas, a embarcação fica à disposição dos donos. A estrutura funciona com serviços típicos de hotelaria de luxo. Há equipe de cozinha, segurança, limpeza e governança, além de tripulação para o barco. Sob demanda, podem ser contratados sommelier, massagista, DJ e personal trainer. Até as adegas são individualizadas: cada cotista dispõe de um espaço climatizado para até cem garrafas. Formalmente, a mansão não está registrada em nome da Prime You. O imóvel está em nome da Real Estate Duo 004 Angra dos Reis Administração de Bens Próprios S.A., sociedade criada especificamente para o empreendimento, mas dirigida pelos mesmos executivos da Prime You. Relação da Prime You com Vorcaro