Como instituto de André Mendonça conseguiu R$ 10,7 milhões em dois anos com contratos públicos

Como instituto de André Mendonça conseguiu R$ 10,7 milhões em dois anos com contratos públicos O Instituto Iter, fundado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, e do qual ele e sua mulher eram cotistas, obteve, em pouco mais de dois anos, 28 contratos com órgãos públicos de todo o Brasil que totalizam R$ 10,7 milhões. Todos os contratos identificados foram firmados com dispensa ou inexigibilidade de licitação. Por Leandro Prazeres | BBC News Brasil 03/09/2026 Mendonça fundou instituto em 2023, dois anos depois de chegar ao STF | Marcello Casal Jr/Agência Brasil Brasília – O Instituto Iter, fundado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, e do qual ele e sua mulher eram cotistas, obteve, em pouco mais de dois anos, 28 contratos com órgãos públicos de todo o Brasil que totalizam R$ 10,7 milhões. Todos os contratos identificados foram firmados com dispensa ou inexigibilidade de licitação. O levantamento da BBC News Brasil foi feito a partir de informações disponíveis no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) extraídas na quinta-feira (3/4). O levantamento considerou apenas os registros identificados como “contratos”. Dispensa e inexigibilidade de licitação são formas de contratação direta previstas na legislação brasileira e sua utilização não significa, necessariamente, que haja quaisquer irregularidades na contratação. Nesta quinta-feira (3/9), André Mendonça divulgou uma nota afirmando que, na quarta-feira (2/9), decidiu deixar a sociedade e que ele e sua mulher, Janey Nagliatti de Mendonça, que atuou como representante do instituto, cederam suas cotas sem contrapartida financeira. Os contratos do instituto geraram novo interesse depois que Mendonça admitiu, ao jornal O Estado de S. Paulo, ter se encontrado com o Daniel Vorcaro, no início de 2025, na sede da entidade, em São Paulo. O encontro havia sido revelado pelo jornalista Paulo Motoryn em sua newsletter Noites Húngaras, na quarta-feira (2/9). O encontro chamou atenção porque Mendonça é relator do caso que investiga supostos crimes financeiros praticados por Vorcaro. À época do encontro, no entanto, Mendonça ainda não estava com o processo. Em nota divulgada por seu gabinete, Mendonça admitiu que se encontrou com Vorcaro e um de seus advogados e que o tema do encontro teria sido uma ação que tramitava no STF sobre o pagamento de precatórios de interesse do banco. Não há registros, até agora, de que o instituto tenha sido beneficiado por contratos vinculados às empresas de Vorcaro. A divulgação do encontro entre Mendonça e Vorcaro, no entanto, aconteceu depois de o ministro ter liberado o sigilo de um relatório que apontava para supostas mensagens trocadas entre o banqueiro Vorcaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes. O relatório aponta que, pelas mensagens, Vorcaro pediu orientação a Moraes sobre se deveria ou não deixar o país um dia antes de ser preso, em novembro de 2025. O relatório também aponta que Moraes teria editado um contrato enviado pela equipe de Vorcaro à sua mulher, Viviane Barci de Moraes, no valor de R$ 129 milhões. A retirada do sigilo abriu uma crise no STF porque Mendonça pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, que um pedido de investigação sobre Moraes seja analisado pelo plenário do tribunal. A crise ganhou contornos políticos em função dos perfis dos dois ministros. De um lado, Moraes ficou conhecido ao relatar o processo que terminou com a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Por sua atuação no caso, ele ganhou apoio de políticos da esquerda e virou alvo de políticos da direita. Do outro lado, Mendonça, que é evangélico e foi indicado por Bolsonaro, é visto à esquerda como um ministro alinhado ao bolsonarismo. Até o momento, Moraes não se manifestou sobre o relatório divulgado por Mendonça. Em nota enviada à BBC News Brasil, o Instituto Iter confirmou a saída de Mendonça e que o ministro não teria recebido lucros da empresa. “Registramos que, ao longo dos dois anos de atividade do Instituto Iter, não houve qualquer distribuição de lucros ou dividendos”. Os contratos identificados preveem a oferta de cursos em áreas distintas que vão da gestão administrativa à segurança pública. Entre os clientes do instituto fundado por Mendonça estão Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Piauí, prefeituras municipais e conselhos de classe como o Conselho Federal de Contabilidade (CFC). A nota (veja mais abaixo) também disse que a natureza intelectual dos cursos fornecidos pelo instituto justificariam as inexigibilidades e dispensas de licitação. Criado após chegada ao STF Documentos obtidos pela BBC News Brasil mostram que o Instituto Iter foi criado em novembro de 2023, quase dois anos depois de assumir a vaga de ministro do STF por indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Antes de chegar à Corte, havia sido advogado-geral da União e ministro da Justiça e Segurança Pública no governo Bolsonaro A família Mendonça tinha parte no Instituto Iter por serem sócios de uma outra entidade, a Integre Cursos e Pesquisa em Estado de Direito Governança Global LTDA. A Integre, por sua vez, era acionista do Instituto Iter. Além disso, em 2024, quando o Instituto Iter foi registrado em São Paulo, a mulher do ministro, Janey Mendonça foi colocada como administradora da sociedade. A Lei Orgânica da Magistratura proíbe que juízes e ministros de Cortes exerçam atividades comerciais ou participem de sociedades comerciais, exceto se forem acionistas ou cotistas. A legislação permite ainda que eles possam ministrar cursos e lecionar. Durante a criação da empresa, entre 2023 e 2024, os demais sócios eram pessoas que tinham trabalhado com Mendonça no governo de Jair Bolsonaro ou que atuam ao seu lado como ministro do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Entre eles estão nomes como: – Victor Godoy Veiga, ex-ministro da Educação entre março e dezembro de 2022, – Tércio Issami Tokano, ex-secretário-executivo do Ministério da Justiça durante a passagem de Mendonça pela pasta e atual assessor-chefe do gabinete de Mendonça no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – Rodrigo Sorrenti Hauer Vieira, que atualmente é seu chefe-de-gabinete no STF – Danilo Dupas Ribeiro, que foi presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação André
Operador de Vorcaro fecha com Gonet delação sobre Dark Horse, Flávio e Eduardo Bolsonaro

Operador de Vorcaro fecha com Gonet delação sobre Dark Horse, Flávio e Eduardo Bolsonaro Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, fez transferências milionárias para o fundo Havengate; colaboração depende da aprovação de André Mendonça Por Julinho Bittencourt | Fórum 03/09/2026 Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro – Fotos: Jane de Araújo/Agência Senado/Divulgação/Banco Master A Procuradoria-Geral da República (PGR) fechou um acordo de colaboração premiada com o empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, dono da Entre Investimentos e Participações. O operador do mercado financeiro teria fornecido aos investigadores informações sobre transferências realizadas a pedido do banqueiro Daniel Vorcaro, incluindo pagamentos relacionados à produção de Dark Horse, filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. A colaboração é a segunda firmada no âmbito das investigações envolvendo o Banco Master. Nos últimos dias, também foi encaminhada ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), a proposta de delação de João Carlos Mansur, ex-dono da gestora Reag. A Entre Investimentos aparece nas investigações como uma das empresas utilizadas para intermediar recursos de Vorcaro. O grupo controla a revista IstoÉ e a Entrepay, instituição que sofreu liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central em março de 2026. Em janeiro, a Entre foi alvo de uma operação de busca e apreensão relacionada ao caso Master. Repasses para fundo nos Estados Unidos Segundo informações obtidas pela coluna de Malu Gaspar, do jornal O Globo, Freixo Júnior relatou em sua colaboração pagamentos realizados em nome de Vorcaro e forneceu detalhes sobre transferências destinadas ao exterior. Entre os destinatários estava o fundo Havengate, sediado no Texas, nos Estados Unidos. A estrutura era administrada pelo advogado de imigração Paulo Calixto, que mantém proximidade com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A delação poderá ajudar os investigadores a tentar obter registros das movimentações do Havengate em território norte-americano. A expectativa é que essas informações também sirvam de base para pedidos de cooperação entre autoridades brasileiras e dos Estados Unidos. Um dos objetivos da investigação é esclarecer a destinação dos recursos enviados por Vorcaro: se o dinheiro foi efetivamente utilizado na produção de Dark Horse ou se parte dos valores acabou financiando despesas de Eduardo Bolsonaro no exterior, hipótese que vem sendo investigada pela Polícia Federal e pela PGR. Freixo Júnior, que não está preso e não usa tornozeleira eletrônica, teria apresentado aos investigadores detalhes de remessas realizadas para o exterior e também de entregas de dinheiro vivo. Segundo pessoas próximas às investigações, ele indicou inclusive endereços onde algumas dessas entregas teriam ocorrido. O empresário, porém, afirmou que não tinha conhecimento sobre a finalidade posterior dos recursos enviados ao Havengate e não teria citado autoridades com foro privilegiado em seu relato. A defesa de Freixo Júnior informou que não comentaria o caso em razão do sigilo da investigação. Sete pagamentos ao Havengate A existência de pagamentos sucessivos da Entre Investimentos ao Havengate já havia sido revelada pelo repórter Breno Pires, da revista piauí. Segundo a reportagem, foram identificadas pelo menos sete transferências. Uma delas ocorreu em 16 de setembro de 2025, apenas dois meses antes da prisão de Daniel Vorcaro por decisão da Justiça Federal de Brasília. A data chama atenção porque contradiz uma declaração dada anteriormente pelo senador Flávio Bolsonaro. Em entrevista à GloboNews, o parlamentar havia afirmado que os repasses para a produção do filme tinham terminado em maio de 2025. O fluxo de recursos tornou-se uma das questões centrais da investigação depois que vieram a público mensagens nas quais Flávio Bolsonaro aparece cobrando dinheiro de Vorcaro para a produção do longa-metragem. Acerto de R$ 134 milhões Reportagens do The Intercept Brasil revelaram um acordo estimado em R$ 134 milhões entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro para financiar a obra. A Entre Investimentos teria sido utilizada como intermediária de parte das operações. Mensagens trocadas em janeiro de 2025 entre Vorcaro e Fabiano Zettel, seu cunhado e apontado pelos investigadores como operador financeiro do banqueiro, mostram o empresário cobrando informações sobre atrasos nos pagamentos relacionados ao filme. Zettel relatou dificuldades para concluir as transferências, que deveriam ser realizadas em dólares por meio de remessas internacionais. Diante dos obstáculos, Vorcaro orientou o cunhado a utilizar a Entre Investimentos para fazer os pagamentos. Em seguida, Zettel perguntou se poderia “pedir pro Minas”, referência ao apelido de Freixo Júnior, identificado no telefone de Vorcaro como “Mineiro”. Dias depois, segundo a reportagem, Zettel recebeu um comprovante de uma transferência de US$ 2 milhões realizada pela Entre Investimentos para um fundo relacionado à produção do filme. Banco Master pagou mais de R$ 2,3 milhões à empresa A Entre Investimentos também recebeu diretamente recursos do Banco Master. De acordo com dados das declarações de Imposto de Renda do banco compartilhados com a CPI do Crime Organizado, o Master repassou R$ 2,329 milhões à empresa de Freixo Júnior ao longo de 2025. A movimentação ganha relevância diante do papel atribuído à Entre nas operações financeiras relacionadas a Vorcaro e ao financiamento de Dark Horse. Contas do filme continuam sob questionamento O financiamento de Dark Horse tornou-se um dos principais pontos de desgaste político para Flávio Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2026. Depois que reportagens do The Intercept Brasil trouxeram o assunto a público, Flávio afirmou que apresentaria uma prestação de contas sobre os recursos utilizados na produção em até 30 dias. A prestação, porém, não foi apresentada dentro do prazo anunciado. A produtora Go Up Entertainment contratou posteriormente uma perícia privada para analisar os gastos do filme. O levantamento apontou que 72% das despesas ocorreram nos Estados Unidos, apesar de as filmagens terem sido realizadas no Brasil. A distribuição dos gastos, especialmente os valores registrados durante a fase de pré-produção, também chamou a atenção de profissionais do setor consultados pela imprensa. Com a delação de Freixo Júnior, os investigadores agora esperam avançar na reconstrução do caminho percorrido pelos recursos enviados ao exterior e esclarecer qual foi a destinação efetiva do dinheiro associado à produção do filme. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Central BC BACENBanco MasterCPI Comissão Parlamentar de InquéritoPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia
Justiça Federal envia ao STF ação para Senado divulgar visitas de Vorcaro

Justiça Federal envia ao STF ação para Senado divulgar visitas de Vorcaro Processo foi movido por vereador de Curitiba e, por ter Davi Alcolumbre como parte, foi encaminhado ao Supremo Por Gabriela Boechat | CNN Brasil 03/09/2026 Presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP). • Roque de Sá/Agência Senado Brasília – A Justiça Federal do Paraná encaminhou ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma ação que pede que o Senado Federal informe os registros de entrada e saída do banqueiro Daniel Vorcaro na Casa Legislativa. O pedido foi apresentado em abril deste ano pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo-PR), depois de o Senado negar, via LAI (Lei de Acesso à Informação), o acesso aos registros. Embora a negativa tenha partido originalmente da Ouvidoria do Senado, Kilter apontou o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), como o responsável no processo judicial, por ser a autoridade máxima da instituição. Ao analisar o caso, a juíza da 1ª Vara Federal de Curitiba Thaís Sampaio Machado afirmou que a competência para julgar uma ação é definida pela autoridade apontada como coatora. Como Kilter indicou o presidente do Senado, que possui foro privilegiado, a magistrada entendeu que o processo deve ser julgado pelo STF. “Sendo o Presidente do Senado Federal o representante máximo e integrante da Mesa Diretora daquela Casa Legislativa, a competência originária para apreciar o presente mandamus contra ato a ele atribuído ultrapassa à jurisdição desta Justiça Federal de primeiro grau, recaindo exclusivamente sobre a Suprema Corte”, diz a juíza em despacho que reconheceu a “incompetência absoluta” da Justiça Federal do Paraná. Até a publicação desta reportagem, porém, o processo ainda não constava no sistema do STF e não havia relator designado. Vorcaro e Alcolumbre Dados obtidos pela Polícia Federal e divulgados pela Revista Veja neste ano mostram que Daniel Vorcaro teria enviado US$ 30 milhões a uma conta no exterior ligada a Davi Alcolumbre. Ele nega as acusações. A transferência teria sido feita, segundo a revista, como contrapartida à atuação de Alcolumbre em favor de interesses do Banco Master no Congresso Nacional. As informações teriam sido apresentadas por Vorcaro durante negociações com autoridades para fechar um acordo de delação premiada. Em sessão plenária realizada em junho, Alcolumbre afirmou repudiar o conteúdo das notícias e disse jamais ter recebido os valores. “São alegações inteiramente falsas, com a única e aparente intenção de arrastar para a lama meu nome, minha honra, minha reputação”, afirmou. Hoje, Alcolumbre também é pressionado pela oposição a dar andamento aos pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, após a divulgação de mensagens atribuídas ao magistrado e a Vorcaro. As conversas sugerem uma atuação de Moraes junto à PF e à PGR (Procuradoria-Geral da República) em favor do banqueiro. O presidente do Senado tem atualmente mais de 50 pedidos de impeachment contra Moraes sobre sua mesa. Até o momento, porém, nenhum deles foi encaminhado. Na quarta-feira (2), ao comentar as mensagens atribuídas a Moraes, Alcolumbre mencionou a relação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com Vorcaro. Segundo o presidente do Senado, após a divulgação das conversas, todos têm colocado a culpa somente nele e no magistrado. “Eu vou voltar para a pauta porque, senão, terei que responder muitas agressões que, como presidente do Senado, estou recebendo nos últimos dias. Apenas um comentário, no momento adequado eu vou falar. Todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa para fazer um filme. E agora o culpado sou eu e o ministro Alexandre de Moraes”, afirmou. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterCuritiba PRNOVOPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFSenadorSTF Supremo Tribunal FederalUnião BrasilVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Justiça Federal envia ao STF ação para Senado divulgar visitas de Vorcaro 03/09/2026 Alcolumbre se esquiva de comentar mensagens de Vorcaro a Moraes: ‘Não devo achar nada’ 01/09/2026 MPRJ obtém decisão no STF para anular eleição antecipada da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Rio das Ostras 15/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. 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Mendonça decide deixar sociedade em instituto privado que virou alvo de questionamentos

Mendonça decide deixar sociedade em instituto privado que virou alvo de questionamentos Iter, que oferece cursos de aperfeiçoamento profissional, era questionado por contratos com órgãos públicos Magistrado afirma que tomou a decisão para evitar ‘ruídos’ Por Mônica Bergamo | Folha de S.Paulo 03/08/2026 Ministro André Mendonça em sessão no STF – Adriano Machado – 12.ago.26/REUTERS O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça decidiu deixar a sociedade do Instituto Iter, que fundou há dois anos para oferecer cursos jurídicos e de aperfeiçoamento profissional. A instituição vai se transformar em uma entidade sem fins lucrativos. O magistrado vai ceder a totalidade de suas cotas aos outros sócios, com a condição de que eventuais valores a elas relativos permaneçam integralmente destinados a fins sociais e educacionais. O magistrado afirmou a interlocutores que tomou a decisão para “evitar ruídos”. Depois que a coluna publicou a informação, a assessoria dele divulgou nota confirmando a decisão e afirmando que, “nessas condições, o ministro permanecerá prestando serviços exclusivamente acadêmicos, na qualidade de professor” ao instituto [leia a íntegra da nota abaixo]. O Iter já havia virado alvo de questionamentos depois da revelação de que faturou R$ 4,8 milhões em contratos públicos em 2025, um ano depois de entrar em funcionamento. Nesta quinta (3), a revista Fórum publicou que esse faturamento ultrapassou os R$ 10,8 milhões. A instituição tem contratos com governos, prefeituras e empresas privadas, virou alvo de opositores de Mendonça, que apontam conflito de interesses e possível favorecimento da organização em contratos públicos sem licitação. Mendonça contesta os números para interlocutores e disse também que nunca teve lucro com o instituto, que teria tido prejuízo em seu primeiro ano de funcionamento e pequeno lucro, de cerca de R$ 200 mil, no ano passado. A assessoria do Iter afirma que a empresa nunca distribuiu lucros. O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) já havia anunciado no ano passado, em vídeo publicado nas suas redes sociais, que parte dos lucros da empresa da qual sua família é sócia, o Instituto Iter, irá para o dízimo da igreja. O restante será destinado para obras sociais. O instituto comercializa cursos do ministro e é especializado em conteúdos jurídicos. O jornal O Estado de S. Paulo noticiou em 2025 que a empresa faturou R$ 4,8 milhões em contratos públicos em pouco mais de um ano. “Eu, a minha esposa, sob as bênçãos dos meus filhos, decidimos que a nossa parte do Instituto Iter será para a consagração de um altar a Deus. Tudo o que vier, possivelmente, a dar de lucro e resultado, eu vou separar 10% para o dízimo e os 90% restantes serão investidos em obras sociais e educação”, afirmou Mendonça, em vídeo publicado na quarta-feira passada (11). A Folha revelou em janeiro que o Ministério da Educação do governo Lula (PT) autorizou o Instituto Iter a oferecer curso de pós-graduação lato sensu (especialização). A medida, inédita, foi vista com surpresa por pessoas do setor, integrantes do MEC e conselheiros e ex-conselheiros de educação pela rapidez, a despeito de centenas de pedidos similares na fila. Leia a íntegra da nota: “O ministro André Mendonça decidiu deixar a sociedade do Instituto Iter, cedendo a totalidade de suas cotas e de sua esposa, sem qualquer contrapartida financeira. As cotas, e eventuais valores a elas correspondentes, permanecerão integralmente destinados a fins sociais e educacionais, conforme o ministro já havia decidido e anunciado no início deste ano. Criado em 2024, o Instituto Iter será transformado em entidade sem fins lucrativos, reforçando sua vocação exclusivamente educacional e social. O ministro jamais auferiu lucro do instituto. A decisão foi tomada em 2 de setembro de 2026, quando o ministro, em conversa com o presidente do Instituto, Victor Godoy, orientou que se tomassem as providências necessárias nos termos aqui descritos. Nessas condições, o ministro permanecerá prestando serviços exclusivamente acadêmicos, na qualidade de professor.” Notícia anterior STF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Mendonça decide deixar sociedade em instituto privado que virou alvo de questionamentos 03/09/2026 Flávio Bolsonaro diz que fez duas filhas mulheres para ser cuidado na velhice 05/08/2026 Chefes de gabinete de Zoe pedem demissão após divulgação de patrimônio 06/08/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. 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Deputado federal Ricardo Abrão é alvo da PF em operação contra compra de votos

Deputado federal Ricardo Abrão é alvo da PF em operação contra compra de votos A PF investiga um suposto esquema de compra de votos em Nilópolis, na Baixada Fluminense, nas eleições municipais de 2024. Por Márcia Brasil, Marco Antônio Martins e Rafael Nascimento | Bom Dia Rio 03/09/2026 Ricardo Abrão, deputado federal que assumiu o mandato de Chiquinho Brazão — Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados O deputado federal Ricardo Abrão (PSDB-RJ) é alvo, nesta quinta-feira (3), de uma operação da Polícia Federal (PF) contra corrupção eleitoral. A PF investiga um suposto esquema de compra de votos em Nilópolis, na Baixada Fluminense, nas eleições municipais de 2024. Agentes cumpriram 1 mandado de busca e apreensão contra o parlamentar na residência dele, em um condomínio de casas de luxo na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. O mandado foi expedido pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Dino pediu ainda a quebra do sigilo de dados de equipamentos eletrônicos de Abrão. A ação desta quinta-feira é um desdobramento de uma investigação iniciada em outubro de 2024, que resultou na prisão em flagrante de 24 pessoas e, em fevereiro de 2025, no cumprimento de mandados judiciais na Operação Astreia — da qual Abraão Davi Neto, o Abraãozinho (PL), prefeito de Nilópolis e primo de Ricardo, foi alvo. O que diz Ricardo Abrão “Recebi com estranheza a operação deflagrada pela Polícia Federal. Esclareço que não participei como candidato nas eleições de 2024. Estou tranquilo e à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos necessários.” Quem é Ricardo Abrão Ricardo Martins David, o Ricardo Abrão, tem 53 anos. É advogado, empresário e ex-presidente da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis. Abrão é filho de Farid Abrão David, que foi prefeito da cidade de Nilópolis por 3 vezes e presidiu a Beija-Flor, e sobrinho de Aniz Abraão David, o Anísio, patrono da Beija-Flor. Anísio foi preso pela PF na Operação Furacão 2 e na Operação Dedo de Deus, contra o jogo do bicho. Ricardo assumiu como deputado federal em abril de 2025, após a cassação do mandato de Chiquinho Brazão, que em fevereiro deste ano foi condenado pela morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Foi deputado estadual por 2 mandatos na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e secretário de Ação Comunitária da Prefeitura do Rio de Janeiro. Prisões em 2024 Na véspera do 1º turno das eleições municipais de 2024, a PF prendeu 24 pessoas em Nilópolis. Entre os presos, havia 3 PMs. Segundo as investigações, o grupo atuava na eleição municipal como cabos eleitorais de Abraãozinho e foi pego com R$ 63 mil em espécie, que seriam usados para a compra de votos. “A ação dos policiais federais ocorreu em um imóvel utilizado pelo candidato para efetivar a compra dos votos. Após vigilância na frente do local, policiais federais avistaram aproximadamente 15 pessoas saindo do imóvel e efetivaram a abordagem, logrando êxito em localizar na posse dos abordados dinheiro em espécie e relação com nome de eleitores”, detalhou a PF. Durante a busca realizada no local, os policiais também apreenderam um carro adesivado com propaganda do candidato e uma pistola com 2 carregadores. A Operação Astreia Primo de Ricardo, Abraão Davi Neto (PL), o Abraãozinho, foi alvo da Operação Astreia, deflagrada em fevereiro de 2025, em um desdobramento das prisões no ano anterior. Agentes cumpriram 2 mandados de busca e apreenderam R$ 172 mil em espécie na casa de Abraãozinho. Também foram retidos celulares, mídias e documentos. Abraãozinho era investigado por um esquema de compra de votos, fraude à cota de gênero, apropriação de recursos destinados ao financiamento eleitoral e lavagem de dinheiro. “Com o aprofundamento das diligências, foi possível identificar um complexo esquema de corrupção eleitoral, o qual envolvia o uso de candidaturas laranjas e uma rede de apoio que se estendia a servidores públicos e políticos locais”, afirmou a PF na ocasião. Em nota, Abraãozinho negou as acusações e disse estar à disposição para auxiliar a Justiça. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalNilópolis RJPL Partido LiberalPolícia Federal PFPolícia Militar PMPrefeitoPSDBRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Deputado federal Ricardo Abrão é alvo da PF em operação contra compra de votos 03/09/2026 Nikolas pode perder mandato após pedido de cassação por áudios com Vorcaro 04/09/2026 Augusto Cury omitiu negócios nos EUA da Justiça Eleitoral 05/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. 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Fábio Faria, ex-ministro de Bolsonaro, atuou para intermediar contatos entre Vorcaro e Moraes, aponta PF

Fábio Faria, ex-ministro de Bolsonaro, atuou para intermediar contatos entre Vorcaro e Moraes, aponta PF Mensagens registram ex-ministro de Bolsonaro compartilhando contatos de Moraes, organizando encontros e acompanhando tratativas relacionadas ao contrato com o escritório de Viviane Moraes, esposa do ministro. Por Redação g1 01/09/2026 Fábio Faria, ex-ministro de Bolsonaro, intermediou contatos entre Vorcaro e Moraes, aponta PF — Foto: Valter Campanato/Agência Brasil O relatório da Polícia Federal que expõe ligações entre o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), aponta que o ex-ministro das Comunicações do governo de Jair Bolsonaro, Fábio Faria, atuou na intermediação de contatos entre os dois. As mensagens analisadas pelos investigadores registram Faria compartilhando contatos de Moraes, organizando encontros presenciais e acompanhando tratativas relacionadas ao contrato entre o Banco Master e o escritório da mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes. Segundo a PF, a atuação aparece de forma recorrente entre o fim de 2023 e 2024, período em que a relação entre Vorcaro e Moraes se estreitou. Em 21 de dezembro de 2023, conforme o relatório, Faria participou da logística de uma reunião entre Vorcaro e Moraes. Depois do encontro, o ex-ministro enviou um áudio ao banqueiro dizendo que Moraes “gostou da conversa” e já queria organizar um próximo passo. Cinco dias depois, em 26 de dezembro de 2023, Faria enviou a Vorcaro os dados de contato telefônico do ministro e voltou a atuar na preparação de outro encontro. “Alex quer ir almoçar lá no dia 30”, diz uma mensagem no dia seguinte. A referência, segundo a investigação, era a uma visita de Moraes ao Six Senses Botanique, hotel de luxo na região de Campos do Jordão. A partir da informação, Vorcaro mobilizou integrantes de sua equipe para preparar a recepção com “experiência completa”. Segundo os indícios analisados pela PF, o planejamento envolvia almoço, chef particular, passeios a cavalo e funcionários mobilizados para prestar assistência ao grupo para “convidados ultra vips”. As mensagens também registram Faria organizando outros encontros sociais envolvendo Vorcaro e Moraes, incluindo jantares com as respectivas mulheres e reuniões em residências. Em abril de 2024, o ex-ministro encaminhou mensagens relacionadas a encontros na própria casa de Moraes. Negociação de contrato As conversas mostram também o ex-ministro acompanhando, em janeiro e março de 2024, as tratativas em torno do contrato de R$ 130 milhões firmado pelo Banco Master com o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, da esposa do ministro. O contrato previa o pagamento de R$ 3 milhões por mês e foi interrompido após a liquidação do Master pelo Banco Central, em novembro, quando Vorcaro foi preso pela primeira vez. Em 11 de janeiro de 2024, Viviane encaminhou a Vorcaro uma minuta de contrato de prestação de serviços jurídicos. Quatro dias depois, em 15 de janeiro, após Vorcaro devolver o documento com revisões feitas por um de seus advogados, Faria perguntou sobre o prazo que havia sido negociado para o contrato. “Fechou 3 anos?”, questionou. Faria respondeu que haviam sido quatro anos, mas acrescentou que poderia refazer para três anos. A versão final estabeleceu 36 pagamentos mensais de R$ 3 milhões líquidos ao escritório de Viviane. O contrato acabou assinado em 23 de janeiro de 2024. A PF identificou ainda que os metadados de duas versões da minuta registravam como responsável pela última modificação um usuário denominado “Ministro Alexandre de Moraes”. Faria voltou a aparecer nas conversas sobre o contrato em 15 de março de 2024. Em uma das mensagens sobre os pagamentos, ele alertou Vorcaro: “O careca não pode atrasar.” O banqueiro, então, cobrou providências de sua equipe financeira e classificou a despesa como “o contrato mais importante que temos”, segundo a investigação. ‘Ego dele’ A intermediação de Fábio Faria também aparece na organização do I Fórum Jurídico Londres Brasil de Ideias, patrocinado pelo Banco Master e realizado na capital britânica entre 24 e 27 de abril de 2024. Em 18 de abril, Faria e Vorcaro conversaram sobre um participante que, segundo os dois, havia sido vetado por Moraes. “Mas eu acho que Alexandre gosta que ele saiba que ele vetou. Ego dele”, disse o ex-ministro. Vorcaro respondeu: “No final ele vetou mesmo, ficou claro.” Faria também aparece nas tratativas para convidar Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, para o fórum de Londres. Segundo os registros da investigação, o ex-ministro conversou com outros interlocutores sobre a participação de Andrei e posteriormente repassou informações a Vorcaro sobre como o convite deveria ser formalizado pelo banco. Os investigadores identificaram ainda situações em que Vorcaro recorreu a Faria para tentar obter informações de Moraes sobre reportagens que poderiam ser publicadas pela imprensa. Notícia anterior Banco Central BC BACENBanco MasterPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Moraes descartou impedimento para escritório da esposa atender Banco Master, diz nota 01/09/2026 ‘Tomara que tenha charuto e Macallan’; veja essa e outras quatro mensagens de Gonet para Vorcaro 01/09/2026 Vorcaro questionou Moraes sobre fuga do país: ‘Acha que segunda tenho que estar fora?’ 01/09/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Esposa de Moraes aceitou receber imóvel de Vorcaro como pagamento 01/09/2026 Xadrez de Mendonça 4: o contrato do ITER com o Tribunal de Justiça do Amazonas 26/08/2026 Davi Alcolumbre/ FábioFarias: “as suíças estarão lá?” Sim”, diz Vorcaro 03/08/2026 Nunes Marques desempata julgamento que libera candidatura de Crivella ao Senado 20/08/2026 Moraes editou contrato de R$ 131 milhões de Viviane Moraes com Vorcaro, indicam registros 01/09/2026
Grupo armado abre buraco em muro, rende vigilante e acessa cofre de supermercado em Campos

Grupo armado abre buraco em muro, rende vigilante e acessa cofre de supermercado em Campos Segundo a Guarda Municipal, quatro criminosos armados entraram no estabelecimento; vigilante foi rendido e mantido sob ameaça enquanto o grupo acessava o cofre. Por Yasmim Lima | g1 02/09/2026 Quatro criminosos encapuzados entraram no estabelecimento por um buraco no muro — Foto: Guarda Civil Municipal Campos dos Goytacazes – Quatro homens armados e encapuzados invadiram um supermercado na madrugada desta quarta-feira (2), em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. De acordo com o relato do segurança, os criminosos entraram no estabelecimento após abrirem um buraco no muro dos fundos. Durante a ação, o vigilante foi rendido e mantido sob ameaça enquanto o grupo tentava acessar um cofre do supermercado. Funcionários também ficaram acuados em cômodos do imóvel. A ocorrência foi atendida por agentes da Guarda Civil Municipal (GCM), que atuam no programa Centro + Seguro, com apoio da Polícia Militar. Segundo a Guarda Municipal, o vigilante conseguiu escapar e encontrou uma equipe que realizava patrulhamento preventivo nas proximidades. Ele pediu ajuda e informou que os suspeitos poderiam ainda estar dentro do supermercado. De acordo com o relato do segurança, os criminosos invadiram o estabelecimento após abrirem um buraco no muro dos fundos. Durante a ação, foram levados o celular pessoal do vigilante, um aparelho utilizado pela empresa de segurança e o botão de pânico usado para comunicação com outros funcionários. Diante da possibilidade de os suspeitos ainda estarem no local e portarem armas, três viaturas da Guarda Municipal foram mobilizadas. A Polícia Militar também foi acionada para apoiar a ocorrência. As equipes entraram no terreno pelos fundos e realizaram uma varredura nas dependências do supermercado. No entanto, os agentes constataram que os criminosos já haviam fugido pelo mesmo acesso usado na invasão. Após a inspeção, o imóvel foi considerado seguro e os funcionários receberam apoio das forças de segurança. O caso foi registrado na 134ª Delegacia de Polícia de Campos dos Goytacazes, que vai investigar a autoria e as circunstâncias da tentativa de furto. Notícia anteriorPróxima notícia Campos dos Goytacazes RJGuarda MunicipalNorte e Noroeste FluminensePolícia CivilPolícia Militar PM Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Grupo armado abre buraco em muro, rende vigilante e acessa cofre de supermercado em Campos 02/09/2026 Moraes trocou de celular usado em conversa com Vorcaro durante investigação 02/09/2026 Relatório usado por Moraes não poderia circular fora da PF, diz chefe de entidade dos delegados 05/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Flávio Bolsonaro não relatou nenhum projeto em 2026 17/08/2026 Exclusivo: Mendonça pede à PGR informações sobre mensagem de Vorcaro a Moraes que cita “proteção” de Gonet e Andrei 01/09/2026 Moraes trocou de celular usado em conversa com Vorcaro durante investigação 02/09/2026 Mendonça avisou Fachin e Moraes que avançaria com investigação 01/09/2026 Relatório usado por Moraes não poderia circular fora da PF, diz chefe de entidade dos delegados 05/09/2026
Governo interino de Ricardo Couto no RJ é aprovado por 50%

Governo interino de Ricardo Couto no RJ é aprovado por 50% Levantamento da Real Time Big Data mostra que 43% dizem desaprovar a gestão; 8% avaliam a administração como “ótima” ou “boa” Por Gabriella Santos | Poder360 02/09/2026 O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto (foto), assumiu o cargo em março depois da renúncia de Cláudio Castro (PL) São Paulo – Levantamento da Real Time Big Data, divulgado nesta 4ª feira (2.set.2026), mostra que 50% dos entrevistados declaram aprovar a gestão do governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, enquanto 43% dizem desaprovar a gestão. Eis a íntegra do estudo (PDF – 7 MB). Já em relação à avaliação do governo, 28% avaliam a administração de Couto como “ótima” ou “boa”, 36% como “regular”, 34% como “ruim” ou “péssimo” e 2% não souberam responder. A pesquisa entrevistou 2.000 pessoas em todo o estado do Rio de Janeiro de 28 de agosto a 1º de setembro de 2026. A margem de erro é 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O grau de confiança do levantamento é de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número RJ-08350/2026. O estudo custou R$ 33.000. Foi pago com recursos próprios. Notícia anteriorPróxima notícia GovernadorTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Governo interino de Ricardo Couto no RJ é aprovado por 50% 02/09/2026 Moradores reclamam de fila para marcação de consultas pelo SUS em Teresópolis 02/09/2026 Tiro atinge para-brisa de ônibus em Maricá 04/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana CNJ manda investigar juiz que anulou caso de R$ 200 milhões após nomear o filho 20/08/2026 Governo prevê aporte de R$ 6 bilhões nos Correios em 2027 30/08/2026 Moraes trocou de celular usado em conversa com Vorcaro durante investigação 02/09/2026 Lobista diz que Lulinha marcou reunião de governador do MA no Planalto e que Lula ia liberar obra 22/08/2026 ‘Não faz sentido termos R$ 60 bilhões para emendas parlamentares no Orçamento’, diz Tadini, da Abdib 20/08/2026
Ministério Público entra na Justiça para cobrar mais vagas em creches e pré-escolas de Cabo Frio

Ministério Público entra na Justiça para cobrar mais vagas em creches e pré-escolas de Cabo Frio A ação civil pública foi ajuizada no dia 27 de agosto pela 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Cabo Frio. Por Ludmila Lopes | g1 02/09/2026 Centro de Gestão Educacional Darcy Ribeiro – Cabo Frio — Foto: Reprodução Inter TV Cabo Frio – O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) entrou na Justiça para que a Prefeitura de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, amplie a oferta de vagas em creches e pré-escolas da rede municipal. Em 2025, 767 crianças estavam na demanda não atendida pela educação infantil no município. A ação civil pública foi ajuizada no dia 27 de agosto pela 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Cabo Frio. Segundo dados reunidos pelo Ministério Público, entre 2022 e 2025, a rede municipal criou 67 novas vagas em creches e 78 na pré-escola. O que solicita a ação Na ação, o MPRJ pede, em caráter liminar, que as crianças que já estão cadastradas e aguardam uma vaga sejam matriculadas na rede pública em até 90 dias. Para novos pedidos de matrícula, o prazo solicitado é de até 45 dias. Caso não haja vaga disponível na rede pública dentro desses prazos, o Ministério Público pede que o município garanta a matrícula da criança na rede particular, com os custos pagos pela Prefeitura. O pedido inclui ainda despesas necessárias para o acesso e a permanência do aluno, como transporte, alimentação e material didático. A medida busca garantir o atendimento da demanda por educação infantil no município. A ação civil pública é um instrumento utilizado pelo Ministério Público para pedir à Justiça medidas destinadas à proteção de direitos coletivos. Neste caso, o processo trata do direito de acesso à educação de crianças em idade de creche e pré-escola. A Prefeitura de Cabo Frio foi questionada sobre o número atual de vagas disponíveis na educação infantil e a quantidade de crianças que permanecem na fila de espera. O município informou que ainda não havia sido notificado sobre a ação e, até o momento da resposta, não apresentou os dados solicitados. Notícia anteriorPróxima notícia Cabo Frio RJMP-RJRegião dos Lagos Baixada Litorânea Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ministério Público entra na Justiça para cobrar mais vagas em creches e pré-escolas de Cabo Frio 02/09/2026 Clínicas são alvo de furtos de cabos e tubulações de ar-condicionado durante madrugadas em Campos 04/09/2026 Moradora denuncia condições de área de espera em pronto-socorro de Macaé: ‘Ficamos no sol’ 04/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Justiça determina que Garotinho cumpra sentença que suspende direitos políticos por 8 anos 11/08/2026 Vorcaro a Moraes: “Tenho gratidão da minha vida a você” 01/09/2026 Grupo armado abre buraco em muro, rende vigilante e acessa cofre de supermercado em Campos 02/09/2026 A volta por cima dos irmãos Batista: como donos da JBS saíram da Lava Jato e voltaram aos holofotes, com participação até na diplomacia mundial 09/08/2026 Despacho de Mendonça irrita cúpula da PF e azeda tentativa de trégua 01/09/2026
Moradores reclamam de fila para marcação de consultas pelo SUS em Teresópolis

Moradores reclamam de fila para marcação de consultas pelo SUS em Teresópolis Os pacientes registraram imagens das pessoas aguardando na fila, entre elas crianças, pessoas em cadeiras de rodas e pacientes com comorbidades, na manhã desta terça-feira (1º). Por Juliana Guzzo | g1 02/09/2026 Moradores reclamam de fila para marcação de consultas pelo SUS em Teresópolis — Foto: Divulgação Teresópolis – Moradores de Teresópolis, na Região Serrana do Rio, reclamam da formação de uma longa fila de pacientes em busca da marcação de consultas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), no ambulatório do Centro Médico de Especialidades do Hospital das Clínicas de Teresópolis (HCTCO). Os pacientes registraram imagens das pessoas aguardando na fila, entre elas crianças, pessoas em cadeiras de rodas e pacientes com comorbidades, na manhã desta terça-feira (1º). Os pacientes também sinalizaram ao g1 que o vídeo foi feito em uma manhã chuvosa e fria. O que diz o hospital Em nota, o Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (HCTCO) informou que o agendamento das consultas de primeira vez e dos retornos, é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Central de Marcação de Consultas. Segundo o hospital, os retornos de especialidades cirúrgicas e da Obstetrícia, que precisam de acompanhamento em períodos mais curtos, são de responsabilidade do próprio Centro Médico e, normalmente, são reagendados ao fim da consulta. O HCTCO também informou que oferece consultas adicionais à população, além da quantidade prevista no contrato com o município, de acordo com sua capacidade de atendimento. Essas consultas podem ser agendadas presencialmente no Centro Médico ou por telefone e não são marcadas pela Secretaria Municipal de Saúde. O hospital afirmou ainda que trabalha na avaliação e no aprimoramento dos fluxos de atendimento. Entre as medidas em análise está a reavaliação da concentração dos agendamentos no primeiro dia útil de cada mês, com o objetivo de estudar alternativas para ampliar o período de marcação e distribuir melhor a demanda ao longo do mês, quando possível. Prefeitura é procurada O g1 também procurou a Prefeitura de Teresópolis para esclarecer a situação, já que parte dos atendimentos é realizada pelo SUS, e aguarda um posicionamento da Secretaria Municipal de Saúde. Notícia anteriorPróxima notícia Região Serrana e Centro Sul FluminenseSUS Sistema Único de SaúdeTeresópolis RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Moradores reclamam de fila para marcação de consultas pelo SUS em Teresópolis 02/09/2026 Tiro atinge para-brisa de ônibus em Maricá 04/09/2026 Ministério Público entra na Justiça para cobrar mais vagas em creches e pré-escolas de Cabo Frio 02/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana De R$ 36 mil para R$ 3,8 milhões: patrimônio de Nikolas Ferreira tem salto de 8.850% após primeiro mandato na Câmara 07/08/2026 Roubos de veículos mais que dobram em São Gonçalo; cidade concentra 59% da alta no RJ 22/08/2026 Candidata do PL que critica Bolsa Família e Gás do Povo recebe benefícios dos dois programas 19/08/2026 Letícia Caetano dos Reis: quem é a administradora de Flávio Bolsonaro citada na CPMI do INSS 27/08/2026 Dezenove ônibus são tomados como barricadas na Zona Norte do Rio após operação com 1 morto e 5 presos 26/08/2026
Moraes trocou de celular usado em conversa com Vorcaro durante investigação

Moraes trocou de celular usado em conversa com Vorcaro durante investigação O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), trocou de celular, de chip e de número de telefone na segunda semana de fevereiro deste ano. A Polícia Federal estava na fase inicial das investigações do caso Master e analisava os dois celulares apreendidos com Daniel Vorcaro em sua primeira prisão, em 17 de novembro de 2025. Por Cézar Feitoza | UOL 02/09/2026 O ministro do STF Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro Imagem: Rosinei Coutinho/STF e Rubens Cavallari/Folhapress O celular era usado por Moraes pelo menos desde 2022. Foi pelo número de telefone antigo que o ministro do Supremo manteve conversas com o banqueiro — contatos que foram escrutinados pela PF e agora estão sob análise no tribunal. Os investigadores, porém, não conseguiram recuperar as mensagens enviadas por Moraes a Vorcaro. Só seria possível encontrar as respostas analisando o celular do ministro, segundo um delegado consultado pelo UOL. Isso porque Moraes e Vorcaro usavam de um expediente pouco usual para trocar suas mensagens: eles escreviam no bloco de notas do celular, faziam a captura da tela e enviavam os textos como imagem de visualização única. A Polícia Federal encontrou 52 mensagens escritas por Vorcaro utilizando essa técnica. Para recuperar os textos, a investigação cruzou dados dos logs para identificar o momento do envio das mensagens de WhatsApp com dados de um sistema do iPhone que registra os instantes de abertura e fechamento dos aplicativos. Em outras palavras, a PF identificou o momento exato das capturas de telas e viu que Vorcaro, logo após o print, acessava a conversa com Moraes e enviava a imagem como visualização única. A Polícia Federal teria de fazer o mesmo procedimento no celular de Moraes para encontrar as mensagens enviadas pelo ministro do Supremo. Procurado pela assessoria do STF, Alexandre de Moraes não se manifestou. Contato salvo Daniel Vorcaro recebeu do ex-ministro das Comunicações Fábio Faria o contato de Alexandre de Moraes no WhatsApp, em 26 de dezembro de 2023. O banqueiro salvou o contato imediatamente, sob o nome “Alexandre de Moraes BRASILIA”. As mensagens encontradas pela PF se limitam ao período de 28 de outubro a 17 de novembro de 2025 — dia em que Vorcaro foi preso, no Aeroporto de Guarulhos, prestes a voar rumo aos Emirados Árabes. Os primeiros contatos desse período são de Vorcaro tentando um encontro pessoal com Moraes. O ministro estava em Madri, na Espanha, e só voltaria dias depois. “Boa, vou mudar minha ida a abu dhabi pra conseguir te ver, se voce puder na terça feita!”, disse Vorcaro em 30 de outubro de 2025. Na mesma mensagem, Vorcaro segue falando sobre sua preocupação com as investigações da Polícia Federal sobre o Banco Master. “O problema agora é que tive informações informais e em confidencia de turma do banco central, que G e os diretores estao na pressao maxima de novo pra uma medida, pois o bacen esta sendo muito pressionado pela PF e MP, alegando que farao algo contra mim. É importante reforçar com Andrei e Paulo pra não deixar ninguem de baixo fazer uma sacanagem que ai vai tudo pro saco”, escreveu. Segundo a Polícia Federal, “G” é uma referência a Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central. Andrei é Andrei Rodrigues (diretor-geral da PF) e Paulo é Paulo Gonet (chefe da PGR). Encontros As conversas levantam indícios de que Vorcaro e Moraes se encontraram duas vezes às vésperas da prisão do banqueiro. A primeira reunião teria ocorrido em 14 de novembro de 2025, na casa de Vorcaro. “Vou chegar 14:30 ok! La em casa marcado”, escreveu às 10h03 do mesmo dia. À noite, Vorcaro voltou a conversar com Moraes: “Estamos juntos sempre. Voce sabe que tenho gratidao da minha vida a você. Toda minha familia, funcionarios, parceiros, amigos que dependem de nos tem um divida de vida contigo e com sua familia. Muito obrigado por tudo”. No dia seguinte, Vorcaro volta a procurar Moraes. Ele pergunta se eles podem se ver “amanha rapidamente algum horário”. Nas mensagens seguintes, o banqueiro se mostra preocupado com ações contra ele que ocorreriam em breve pela Polícia Federal e Ministério Público Federal. No dia seguinte, 16 de novembro, Vorcaro pega um avião para encontrar com Moraes. Pousa 14h20 e diz que “irei direto praí”. Depois de terem supostamente se encontrado, o banqueiro volta a escrever para o ministro do Supremo: “Se o Andrei conseguir atrasar pra outra semana, pois tem feriado, o banco não quebra. Tenta chamar ele e sensibilizar isso se achar possível”. “Você acha que existe alguma chance disso acontecer amanhã de manhã”, prosseguiu Vorcaro, provavelmente se referindo à operação da Polícia Federal que resultaria em sua prisão. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Central BC BACENBanco MasterMPF Ministério Público FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Moraes trocou de celular usado em conversa com Vorcaro durante investigação 02/09/2026 Relatório usado por Moraes não poderia circular fora da PF, diz chefe de entidade dos delegados 05/09/2026 Operador de Vorcaro fecha com Gonet delação sobre Dark Horse, Flávio e Eduardo Bolsonaro 03/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. 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‘Tomara que tenha charuto e Macallan’; veja essa e outras quatro mensagens de Gonet para Vorcaro

‘Tomara que tenha charuto e Macallan’; veja essa e outras quatro mensagens de Gonet para Vorcaro Procurador-geral da República manteve contato com banqueiro acusado de fraude, revela relatório da PF Por Gustavo Côrtes | O Estado de S.Paulo 01/09/2026 Advogado Ciro Soares intermediou ligação entre Daniel Vorcaro e Paulo Gonet. Foto Policia Federal/Reprodução Foto: Reprodução/Policia Federal BRASÍLIA – Relatório da Polícia Federal expôs a proximidade entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, que atua no processo em que o empresário é réu. Horas após a divulgação do documento, cujo teor foi revelado pelo Estadão, o chefe do Ministério Público Federal (MPF) pediu o arquivamento do caso. Ele alega que o relator, o ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, determinou à PF a produção do relatório sem ter competência para isso. O banqueiro utilizou um emissário, o advogado Ciro Soares, para conversar com Gonet e incluí-lo no seleto rol de convidados de uma degustação de charutos e do uísque Macallan realizada em Londres. A autoridade aceitou. Pelas informações do relatório da PF, cujo sigilo foi derrubado por Mendonça nesta terça-feira, 1º, os gestos de Vorcaro em direção a Gonet começaram em março de 2025. No dia 15 daquele mês, Ciro Soares enviou ao banqueiro uma foto junto ao procurador-geral. Eles estavam de camisas brancas e óculos escuros em um local ao ar livre com coqueiros no fundo. “Liga aqui. Ele quer falar com você”, disse. Depois de quatro tentativas frustradas, Vorcaro e Gonet conversaram por quase quatro minutos. Mantiveram contato nos dias seguintes. Em 28 de março, Gonet disse que estava “com saudade” de Vorcaro e disse estar torcendo por ele. “Que bom! Estou na torcida por vocês”, disse às 21 horas e 22 minutos. “Já estou com saudade de você! Estou embarcado para Roma”, complementou. E finalizou pedindo ao intermediário que as mensagens chegassem a Vorcaro. “Manda essa mensagem para ele”. O banqueiro respondeu com uma figura de coração e retribuiu os cortejos. “Agradece muito o carinho. saudade dele. Vamos marcar estar juntos”. Foi então que Soares confirmou o aceite por parte de Gonet e encaminhou a mensagem do procurador-geral. “Oba!!!! Tomara que tenha charuto e macalan”, disse o procurador em mensagem que foi encaminhada por Soares a Vorcaro, que prometeu atender as expectativas do convidado. “Agora vai ter que ter plantação de charuto e barril de macalan”. O chefe do Ministério Público Federal (MPF) aproveitou a receptividade para incluir seu filho, Pedro Gonet, na festa. “O Gonet perguntou se o filho dele pode ir com a gente para Londres”, disse Soares a Vorcaro no dia 29 de março de 2025. “Obvio ne”, respondeu o banqueiro. O procurador agradeceu o gesto com um elogio: “Você é uma máquina kkkkkkk”. Soares reforçou o pedido três meses depois, quando a viagem já se aproximava. “O Pedrinho filho do PG pode ir com a gente né?”. Vorcaro, mais uma vez, consentiu. Notícia anterior Banco MasterMPF Ministério Público FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram ‘Tomara que tenha charuto e Macallan’; veja essa e outras quatro mensagens de Gonet para Vorcaro 01/09/2026 Vorcaro questionou Moraes sobre fuga do país: ‘Acha que segunda tenho que estar fora?’ 01/09/2026 Mendonça pede à PGR informação sobre suposta mensagem de Vorcaro a Moraes 01/09/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Novo pedido de Mendonça explicita guerra no STF e coloca Master no centro da disputa de poder na Corte 01/09/2026 Vorcaro a Moraes: “Tenho gratidão da minha vida a você” 01/09/2026 Xadrez de Mendonça 4: o contrato do ITER com o Tribunal de Justiça do Amazonas 26/08/2026 MPRJ solicita que Município de Conceição de Macabu adote medidas para cumprir prazos de resposta a requisições 12/08/2026 Lulinha orientou Roberta Luchsinger a emitir nota para cobrar empresário alvo da PF 18/08/2026