Politicaria é um termo pejorativo que define a prática da política voltada para interesses particulares, mesquinhos ou clientelistas. É o famoso “toma lá, dá cá” ou a troca de favores em benefício próprio.

As consequências do 

seu voto

Dino determina que presidentes dos 21 partidos do Congresso expliquem se têm ‘cotas’ para indicar emendas

Dino determina que presidentes dos 21 partidos do Congresso expliquem se têm 'cotas' para indicar emendas

Dino determina que presidentes dos 21 partidos do Congresso expliquem se têm ‘cotas’ para indicar emendas Ministro do STF cobra explicações após decisões em que ordenou bloqueios de bens de Valdemar, chefe do PL, e do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha Por Pepita Ortega | O Globo 15/07/2026 Flávio Dino — Foto: Brenno Carvalho Brasília – O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que os presidentes de todos os partidos com representação no Congresso expliquem em até dez dias se têm “cotas” para a distribuição de emendas parlamentares. A decisão atinge 21 legendas, como PT e PL. Entre outros nomes, vão precisar se explicar os presidentes do PT, Edinho Silva; do PL, Valdemar Costa Neto; do União Brasil, Antônio Rueda; do PP, Ciro Nogueira; do PSD, Gilberto Kassab. “Prestem informações acerca da eventual definição, gestão, distribuição ou operacionalização de emendas parlamentares, por parte da Presidência dos partidos políticos”, escreveu Dino. O ministro citou na decisão uma entrevista em que Valdemar afirmou à GloboNews que presidentes de partidos também distribuem emendas. Dino determinou que os presidentes de partidos expliquem os seguintes pontos: Se o Presidente do partido dispõe de cotas, reservas ou qualquer outro mecanismo de alocação de emendas parlamentares; Em caso positivo, sua natureza, finalidade e abrangência; A quem compete autorizar e deliberar sobre sua utilização; O fundamento jurídico-normativo que embasa a prática; O instrumento por meio do qual tais mecanismos são formalizados (normas, atas ou similares); O procedimento efetivamente adotado para a definição e destinação dos respectivos recursos, por parte dos Presidentes dos partidos.   Os partidos que terão que prestar esclarecimentos são os seguintes: Avante, Cidadania, MDB, Missão, NOVO, PCdoB, PDT, PL, Podemos, PP, PRD, PSB, PSD, PSDB, PSOL, PT, PV, REDE, Republicanos, Solidariedade e União Brasil. “As informações ora requisitadas são relevantes para subsidiar a definição de providências eventualmente necessárias ao aperfeiçoamento dos mecanismos de transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares (art. 163-A da CF), a fim de garantir o cumprimento das decisões do Plenário do STF”, complementou Dino. Em uma decisão na terça-feira, Dino havia afirmado que ex-parlamentares e dirigentes partidários não têm “legitimidade” para interferir na destinação de emendas parlamentares. O magistrado acrescentou que as leis vigentes proíbem a “terceirização e a privatização” de emendas. Série de decisões O ministro ordenou na semana passada restrições patrimoniais ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha afirmando que ambos, mesmo sem mandato, eram responsáveis por indicação de emendas, papel que cabe apenas a deputados e senadores. Na terça-feira, em novo despacho, ele reiterou que os repasses de emendas cabem apenas aos parlamentares. “Uma oligarquia parlamentar já seria um grave equívoco constitucional; ainda é pior quando um pequeno grupo se acha legitimado até mesmo para transferir a terceiros — que não são parlamentares — o controle sobre a alocação de recursos do Orçamento Geral da União”, frisou em despacho assinado na quarta na ação que trata da transparência e rastreabilidade das emendas. O ministro rechaçou na decisão o que chamou de “mercado de terceirização ou privatização” de emendas. Afirmou que tal regime é “totalmente incompatível” com a Constituição e viola os princípios da moralidade, legalidade e finalidade. Ele também fez um alerta envolvendo a eleição deste ano: ponderou que as violações são ainda maiores se se verificar uma ligação entre a “esdrúxula terceirização de emendas e projetos eleitorais”. Segundo o ministro, tal cenário implicaria em um “choque frontal” contra os valores da Constituição. Ainda de acordo com o ministro, as “terceirizações” e “cessões” de emendas são “obviamente ilegais”. Dino indicou que o Congresso pode até alterar a Constituição para criar novas modalidades de emendas, como “emendas de partidos políticos, de ONGs, de Igrejas, Sindicatos, abaixo-assinados, votação pela internet, emendas de Estados, Municípios”. No entanto, segundo o ministro, “no atual momento jurídico”, somente deputados e senadores podem se dirigir a funcionários do Congresso e indicar emendas. “As condutas díspares já identificadas ou em identificação estão sendo tratadas em autos específicos”, assinalou ainda, em referência as apurações que chegaram a Cunha e Valdemar, por exemplo. Os casos de Valdemar e Cunha Em duas decisões distintas, Dino determinou bloqueios em bens de Valdemar e Cunha. A primeira delas veio a público na sexta-feira, com a determinação do bloqueio de até R$ 119 milhões do presidente do PL por ser suspeito de atuar na indicação de recursos parlamentares mesmo sem ter mandato no Congresso. O valor é referente a 21 emendas cuja destinação, reservada para deputados e senadores, passou pelo crivo do dirigente partidário, segundo investigação da Polícia Federal. O esquema, de acordo com a investigação, conta com três servidores da Câmara próximos ao Centrão e sobre quem Valdemar teria “ascendência”. Já em relação a Cunha, a determinação alcança até R$ 6 milhões em bens do ex-presidente da Câmara, também por supostamente direcionar emendas sem ter mandato. “Consoante atestam diálogos em aplicativos de mensagens e numerosas planilhas compartilhadas entre os investigados, Eduardo Cosentino da Cunha, sem exercer mandato parlamentar, parece ter atuado, até muito recentemente, como mandante do (re)direcionamento de valores públicos, especialmente em prol de sua anunciada campanha ao cargo de Deputado Federal pelo Estado de Minas Gerais”, escreveu Dino. Notícia anteriorPróxima notícia Constituição Federalemenda parlamentarorçamentoPL Partido LiberalPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Dino determina que presidentes dos 21 partidos do Congresso expliquem se têm ‘cotas’ para indicar emendas 15/07/2026 Máfia do INSS: ex-ministro, deputado e vereador estão entre indiciados 15/07/2026 Prefeitura de Petrópolis decreta nova calamidade financeira e anuncia corte de gastos 07/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Flávio Bolsonaro segura há um mês PL que asfixia lavagem de dinheiro no setor de combustíveis Quem é a ‘Mulher da Mala’? 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TCE oficializa perda de cargo de Domingos Brazão seis meses após condenação por morte de Marielle

TCE oficializa perda de cargo de Domingos Brazão seis meses após condenação por morte de Marielle

TCE oficializa perda de cargo de Domingos Brazão seis meses após condenação por morte de Marielle Decisão, publicada no Diário Oficial desta quarta-feira com efeito retroativo a 9 de julho, cumpre determinação definitiva do STF Por Jéssica Marques | O Globo 15/07/2026 Domingos Brazão em depoimento ao STF — Foto: Reprodução Rio de Janeiro – O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) oficializou, nesta quarta-feira, a perda do cargo do conselheiro Domingos Brazão, em cumprimento à decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal (STF). O ato, assinado pelo presidente da Corte, Marcio Pacheco, foi publicado no Diário Oficial e declara a vacância da cadeira com efeitos retroativos a 9 de julho, data em que o tribunal recebeu o ofício da Suprema Corte comunicando o trânsito em julgado da condenação na Ação Penal nº 2434. Brazão foi condenado a 76 anos e 3 meses de prisão por ser um dos mandantes dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, além da tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves. Em nota, o TCE informou que já adotou as providências administrativas para cumprir integralmente a decisão judicial. A Corte afirmou ainda que já comunicou ao STF a suspensão dos pagamentos a Brazão. Além da declaração de vacância, o presidente do tribunal publicou um segundo ato, extinguindo a estrutura do gabinete do ex-conselheiro. Ao todo, 18 servidores ocupantes de cargos em comissão foram exonerados, também com efeitos retroativos a 9 de julho. Entre eles estão o chefe de gabinete, Wanderley de Figueiredo Viana, assessores especiais, assessores e assistentes vinculados ao gabinete de Brazão. Outro ato administrativo reorganizou a estrutura interna do TCE e passou a identificar a antiga cadeira de Brazão como “GC-7 – Vaga decorrente da perda do cargo público do Conselheiro Domingos Inácio Brazão”, oficializando a existência da vaga. Com a publicação dos atos, o próximo passo será a comunicação formal do TCE à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), responsável pela indicação do novo conselheiro, já que a vaga pertence à cota de escolha do Legislativo. A eleição deverá seguir o rito expresso criado pela Mesa Diretora da Alerj para acelerar indicações ao TCE e às agências reguladoras. Pelas novas regras, após a abertura do processo de escolha, os interessados terão até três dias úteis para apresentar candidaturas. Em seguida, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) terá prazo máximo de três sessões plenárias para realizar sabatina e emitir parecer. A votação ocorre na sessão seguinte à inclusão da matéria na Ordem do Dia e, aprovado o nome, a Assembleia deverá comunicar o governador em até 24 horas para a nomeação. Os cotados para a vaga Nos bastidores da Alerj, as articulações para a sucessão já começaram. Entre os nomes citados por deputados estão um irmão do deputado estadual Guilherme Delaroli (PL), Marcelo Delaroli, prefeito de Itaboraí, o deputado Chico Machado (PL), o deputado Rodrigo Amorim (PL), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e o deputado Rosenverg Reis (MDB). No caso de Amorim, parlamentares apontam que uma eventual candidatura pode enfrentar questionamentos em razão de condenação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por violência política de gênero contra a vereadora Benny Briolly (PSOL), diante da exigência legal de reputação ilibada para o cargo de conselheiro. A expectativa entre lideranças da Assembleia é que, após o recebimento da comunicação oficial do TCE, a Casa publique nos próximos dias o edital que dará início ao processo de escolha do substituto de Domingos Brazão. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualItaboraí RJMDB Movimento Democrático BrasileiroPL Partido LiberalPrefeitoPSOLRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJSTF Supremo Tribunal FederalTCE-RJTSE Tribunal Superior EleitoralVereadora Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram TCE oficializa perda de cargo de Domingos Brazão seis meses após condenação por morte de Marielle 15/07/2026 Emendas de Tiririca, citadas por Valdemar como exemplo, têm R$ 14 milhões ainda não pagos 15/07/2026 Carta: Moraes dá 5 dias para PGR opinar sobre defesa de Bolsonaro 15/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Condenado no caso Marielle, Domingos Brazão recebeu R$ 906 mil do TCE-RJ enquanto esteve preso Bacellar foi transferido para presídio federal após STF apontar uso de celular na cadeia Master: PF vê troca de celular e fim da empresa em risco de fuga de Miranda Eduardo Cunha atua como ‘agente secreto’ e tem mais poder do que deputados eleitos, diz PF Moraes põe na mira PMs que faziam segurança de Canella e de casal investigado

Emendas de Tiririca, citadas por Valdemar como exemplo, têm R$ 14 milhões ainda não pagos

Emendas de Tiririca, citadas por Valdemar como exemplo, têm R$ 14 milhões ainda não pagos

Emendas de Tiririca, citadas por Valdemar como exemplo, têm R$ 14 milhões ainda não pagos Ao justificar a distribuição de emendas parlamentares que levou ao bloqueio de R$ 119 milhões de suas contas, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, citou o deputado Tiririca como exemplo de uma suposta atuação regular. Por Pâmela Dias | O Globo 15/07/2026 O deputado federal Tiririca — Foto: Jorge William / Agência O Globo Segundo Valdemar, antes de deixar o PL rumo ao PSD, em 2025, o parlamentar o procurou para decidir o destino das verbas. “Eu falei: segura para a gente pôr nas nossas cidades que não têm quem ajude e precisam de recurso. Se você olhar as emendas dele, vai ver que foram para saúde, Santa Casa, só coisa séria”, afirmou. De fato, boa parte das emendas de Tiririca foi destinada às áreas de saúde, educação e cultura. Acontece que nem todo o dinheiro empenhado chegou aos beneficiários. Com base em dados da Câmara, entre 2023 e 2025, Tiririca teve 32 indicações aprovadas, somando R$ 107,25 milhões. Desse total, R$ 106,79 milhões foram empenhados — etapa em que o governo reserva o recurso para a despesa prevista. Até o momento do levantamento, R$ 92,72 milhões haviam sido pagos a estados, municípios e demais beneficiários. A diferença, de R$ 14,06 milhões, permanecia sem pagamento registrado. Chama atenção que, em 2025, ano em que deixou o PL, o deputado teve apenas três emendas aprovadas, mas o valor delas superou o registrado em 2023, quando foram 19 indicações. Foram R$ 37,27 milhões autorizados e empenhados em 2025, contra R$ 32,1 milhões em 2023. Alguns dos valores mais discrepantes entre empenho e pagamento ocorreu em 2024. Naquele ano, foram 10 emendas, que somaram R$ 37,87 milhões autorizados. Deste total, R$ 37,45 milhões foram empenhados e R$ 27,23 milhões pagos. A maior pendência está em uma verba de R$ 10 milhões destinada ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação para infraestrutura da educação básica. O valor empenhado, de R$ 9,57 milhões, ainda não teve pagamento registrado. Já em 2025, uma das principais diferenças aparece em uma emenda de R$ 3 milhões destinada ao Ministério do Turismo para projetos de infraestrutura turística. Apesar de todo o valor ter sido empenhado, apenas R$ 14,2 mil foram pagos. Procurado, o gabinete de Tiririca ainda não se manifestou sobre o andamento dos pagamentos. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado Federalemenda parlamentarPL Partido LiberalPSD Partido Social Democrático Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Emendas de Tiririca, citadas por Valdemar como exemplo, têm R$ 14 milhões ainda não pagos 15/07/2026 Carta: Moraes dá 5 dias para PGR opinar sobre defesa de Bolsonaro 15/07/2026 Defesa diz que Bolsonaro ‘jamais soube’ que Flávio divulgaria carta em apoio a pré-candidatura 15/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Mudança de rumo A obra sem fim de Tarcísio no ABC MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial “Não tenho relação com ela”: Flávio diz que não quer se “contaminar” com Michelle Master: PF vê troca de celular e fim da empresa em risco de fuga de Miranda

Cabo Frio: Empresa com contrato sob investigação teria atuado no município com dois CNPJs diferentes, segundo apontam documentos oficiais

Cabo Frio: Empresa com contrato sob investigação teria atuado no município com dois CNPJs diferentes, segundo apontam documentos oficiais

Cabo Frio: Empresa com contrato sob investigação teria atuado no município com dois CNPJs diferentes, segundo apontam documentos oficiais Objeto de investigação por parte do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), o contrato 026, assinado entre a Secretaria de Saúde de Cabo Frio e a empresa Construflex Soluções e Serviços em 19 de abril de 2024, com valor global de R$ 7.659.369.03, foi aditivado menos de cinco meses depois, mas com outro CNPJ, conforme revelam documentos oficiais da Prefeitura. Por Elizeu Pires 15/07/2026 Cabo Frio: Empresa com contrato sob investigação teria atuado no município com dois CNPJs diferentes, segundo apontam documentos oficiais No contrato original consta o CNPJ 18.893.582.0001-48 e nele a empresa aparece como sediada em Japeri, na Baixada Fluminense. Já no termo aditivo, assinado em 2 de setembro, o número é outro, bem como o endereço da sede empresa. No aditivo, que tem o valor de R$ 1.398.642,55, aparece o CNPJ 18.667.598.0001.32, e a empresa consta como sediada no município de Arraial do Cabo. Irregularidades Os técnicos do Tribunal de Contas emitiram um relatório que apontam para problemas diversos. O documento diz que foram usados materiais abaixo do padrão técnico, que ocorreram falhas de acabamento, o que teria exigido novos reparos, além do fato de que uma das unidades, a UBS Caminho de Búzios, recebeu intervenções que exigiriam uma licitação a parte. Ao todo, o contrato contemplaria 57 unidades, mas foram executados serviços em apenas 23 delas, mas apesar de isso ter sido constado a Corte de Contas não tem como avaliar os eventuais prejuízos aos cofres da municipalidade, pela não disponibilização de documentos como projetos básicos, planos de manutenção, planilhas de medição e anotações de responsabilidade técnica. Aditivo Pelo que consta no sistema que registra as despesas empenhadas e pagas pela Prefeitura de Cabo Frio, a empresa recebeu  do Fundo Municipal de Saúde 18 transferências entre os dias 5 de junho e 25 de outubro de 2024, todos com o CNPJ 18.893.582/0001-48, pagamentos que somam exatamente R$ 6.619.199,28, o que pode ser conferido aqui. A empresa foi contratada “execução de serviços de manutenção predial preventiva e corretiva, com o fornecimento de todos os materiais, mão de obra e equipamentos necessários”, das unidades de saúde do município, em um período de um ano, mas menos de cinco meses depois veio um termo aditivo assinado pelo então secretário de Saúde Bruno Alpacino Vendrame Reis. “Por este instrumento e na melhor forma de direito, os contratantes acima mencionados aditam a Cláusula Terceira do original do Valor do Contrato em 20,97%, que corresponde a R$ 1.398.642,55, sendo suprimido ainda a porcentagem de 2,71%, o valor total do contrato passa de R$ 7.659.369,03 para R$ 9.058.011,58”, diz um trecho do documento. Notícia anteriorPróxima notícia Arraial do Cabo RJCabo Frio RJJaperi RJRegião dos Lagos Baixada LitorâneaRegião Metropolitana e Baixada FluminenseTCE-RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Cabo Frio: Empresa com contrato sob investigação teria atuado no município com dois CNPJs diferentes, segundo apontam documentos oficiais 15/07/2026 Sem contrato desde novembro, empresa já recebeu cerca de R$ 340 milhões do Fundo de Educação de Petrópolis, R$ 41,5 milhões só este ano 16/07/2026 Reestruturação na Agerio reduz cargos comissionados e deve economizar mais de R$ 5 milhões 17/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana MPRJ ajuíza ação para que Município do Rio implemente o Fundo Municipal de Proteção Animal Nunes Marques arquiva notícia-crime contra Bolsonaro sobre CPI da Covid Subsecretário de Búzios é preso por esquema de corrupção em festas náuticas RJ acusa empresa de amigo de Flávio de sumir com R$ 20 milhões do estado Defesa diz que Bolsonaro ‘jamais soube’ que Flávio divulgaria carta em apoio a pré-candidatura

Mercadão de emendas abre novos negócios para políticos sem mandato

Mercadão de emendas abre novos negócios para políticos sem mandato

Mercadão de emendas abre novos negócios para políticos sem mandato STF vê ‘privatização do orçamento’ em repasses operados por Cunha e Valdemar Por Bernardo Mello Franco | O Globo 15/07/2026 Senhores das emendas: os ex-deputados Valdemar Costa Neto e Eduardo Cunha — Foto: Brenno Carvalho/15-10-2024 e Cristiano Mariz/6-4-2026 Eduardo Cunha foi cassado e preso, mas não largou o osso. Sem mandato desde 2016, o ex-deputado encontrou uma nova forma de roer o orçamento. Abocanhou emendas reservadas para parlamentares em exercício. O contrabando foi descoberto pela Polícia Federal. Em ofício ao Supremo, os investigadores descreveram Cunha como “beneficiário direto de malfeitos”. O ministro Flávio Dino mandou bloquear R$ 6 milhões em bens do ex-deputado, que nega irregularidades. A PF cruzou dados e identificou 21 emendas terceirizadas para Cunha. Ele destinou o dinheiro a pequenas cidades no interior de Minas Gerais, sua nova base eleitoral. Em diálogo com uma operadora do esquema, o fundador da Jesus.com se mostrou impaciente com prefeitos recrutados para a barganha. “Não aguento mais esses mineiros enrolados”, queixou-se. O pai de Dani Cunha não está sozinho. O chefão do PL, Valdemar Costa Neto, também se assenhorou de emendas alheias. Sem mandato desde 2013, ele destinou ao menos R$ 119 milhões a aliados. Ontem o ex-deputado definiu a prática como a “coisa mais natural do mundo”. “Eu faço sugestão, o líder assina se quiser”, disse à GloboNews. Num dos casos rastreados pela PF, uma emenda de um deputado do Rio de Janeiro pagou o cachê de uma dupla sertaneja no interior de São Paulo. O show de Thaeme & Thiago custou R$ 280 mil. A grana foi torrada em Guaimbê, município de 5,5 mil habitantes cuja prefeita é ligada a Valdemar. Na última década, o Congresso avançou com fúria sobre os cofres federais. Os parlamentares criaram regras para morder fatias cada vez maiores do dinheiro dos impostos. A novidade é a usurpação de emendas por políticos sem mandato. O ministro Dino define a prática como “privatização do orçamento público”. O Congresso criou um mercadão de emendas, em que parlamentares passaram a se sentir livres para negociar suas cotas no varejo. No domingo, o deputado Hugo Motta reclamou dos bloqueios e acusou o Supremo de “tentar criminalizar a atividade política”. Pupilo de Cunha, o presidente da Câmara conhece bem o que defende. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado Federalemenda parlamentarGuaimbê SPPL Partido LiberalPolícia Federal PFPrefeitaRepublicanosSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Mercadão de emendas abre novos negócios para políticos sem mandato 15/07/2026 TCE oficializa perda de cargo de Domingos Brazão seis meses após condenação por morte de Marielle 15/07/2026 Emendas de Tiririca, citadas por Valdemar como exemplo, têm R$ 14 milhões ainda não pagos 15/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Meu patrimônio não chega “nem perto” de R$ 119 milhões, diz Valdemar (VIDEO) Carta: Moraes dá 5 dias para PGR opinar sobre defesa de Bolsonaro Flávio Bolsonaro segura há um mês PL que asfixia lavagem de dinheiro no setor de combustíveis TCE dá 5 dias para Rioprevidência explicar aportes de R$ 118 milhões em instituições financeiras não cadastradas Acuado, Hugo Motta planeja nos bastidores reação à decisão de Flávio Dino sobre emendas

Sumiço de acervo no Palácio das Mangabeiras vira mistério em Minas

Sumiço de acervo no Palácio das Mangabeiras vira mistério em Minas

Sumiço de acervo no Palácio das Mangabeiras vira mistério em Minas O desaparecimento de itens do acervo do Palácio das Mangabeiras, antiga residência oficial dos governadores de Minas Gerais, está no centro de um mistério ainda não esclarecido e que mobiliza deputados estaduais. Por Saulo Pereira Guimarães e Luccas Lucena | UOL 15/07/2026 2.jul.2026 – Comissão de Cultura da ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais) em visita ao Palácio das Mangabeiras para apurar o paradeiro dos itens retirados do local | Imagem: Luiz Santana/ALMG Comissão de deputados estaduais localizou só cinco itens do acervo original do palácio em visita no último dia 2. Além de uma mesa de centro, um piano, duas poltronas e um sofá, nenhuma outra peça da coleção de objetos que pertencem ao espaço foi identificada, o que iniciou uma série de questionamentos. Acervo reunia 1038 livros. Restaurados no governo de Antônio Anastasia (2010-2014), todos sumiram. Uma mesa de jantar com 40 lugares, uma cozinha completa e uma sala de cinema com projetor e cadeiras da década de 1940 também desapareceram, assim como tapetes, talheres de prata, copos de cristal e outros itens. Deputados não localizaram lista com todos os itens do acervo do palácio. Sem o documento, não é possível sequer quantificar o número de peças desaparecidas. Responsável pela administração do espaço, a Codemge (Companhia de Desenvolvimento de Minas) prometeu repassar uma relação das peças até o próximo dia 16. Em 2020, um ofício registrou a doação de 63 itens do acervo ao Governo do Estado. Questionado sobre o tema, o secretário de Cultura de Minas, Leônidas Oliveira, disse em junho que há 44 peças com a Polícia Militar e 187 com a Codemge. Mas não é possível saber se se tratam de 294 peças diferentes ou não. Itens foram retirados do palácio em 2019. Naquele ano, o espaço foi alugado para uma exposição de decoração e, segundo um dos responsáveis pela mostra, já foi entregue só com alguns lustres e uma mesa para os organizadores. Nem mesmo esses itens foram localizados por deputados no último dia 2. Estado de conservação do palácio chamou atenção. Durante a visita, deputados identificaram paredes com infiltrações, mofo debaixo de uma pia na cozinha e a retirada do carpete no espaço onde funcionava a sala de cinema. Inaugurado em 1955, o Mangabeiras tem projeto de Oscar Niemeyer e paisagismo de Burle Marx. Ao todo, 17 governadores moraram no Palácio das Mangabeiras. O primeiro e mais célebre deles foi Juscelino Kubitschek, que saiu de lá para assumir a presidência do país em 1956. Foi dele a ideia de montar no local uma sala de cinema, que está entre os espaços descaracterizados e com itens desaparecidos. TCE-MG abriu investigação Situação mobiliza deputados estaduais. No último dia 6, o TCE-MG (Tribunal de Contas de Minas Gerais) aceitou denúncia de Leleco Pimentel (PT) para investigar o sumiço. Ele também quer levar o caso ao Ministério Público. Já no dia 7, Bella Gonçalves (PT) apresentou notícia-crime sobre o caso à Polícia Federal. TCE-MG abriu processo para apurar o possível sumiço dos itens. “Denúncias e Representações correm em caráter de sigilo, conforme Regimento Interno e legislação vigente”, disse o tribunal ao UOL. As peças consideradas históricas, artísticas ou de relevante valor mobiliário deveriam ser catalogadas (…) Não se tem notícia da devolução de bens quando do término da concessão do Palácio ao evento Casa Cor, tampouco sobre vistorias, laudos de constatação e inventários técnicos a cada término de evento, a fim de assegurar que as características arquitetônicas e os bens tombados remanescentes permaneçam intactos. Os fatos são estarrecedores”Leleco Pimentel (PT-MG), deputado estadual, em representação ao Tribunal de Contas de Minas Oposição acredita que caso pode caracterizar improbidade administrativa. A irregularidade ficaria configurada caso alguém tenha se beneficiado com o sumiço ou o patrimônio público tenha sido usado de forma não prevista. Outra consequência política da situação é o desgaste do ex-governador Romeu Zema (Novo). Zema e governador negaram sumiço dos itens Questionado sobre o tema, Zema chamou acervo de “móveis velhos”. Declaração foi dada em fala à imprensa na sexta (10). Na oportunidade, o ex-governador negou o sumiço e disse que, caso ele tivesse acontecido, a economia resultante de ajustes feitos durante sua gestão pagaria eventuais prejuízos gerados ao estado. “Eu falo que eu economizei, no mínimo, R$ 300, R$ 400 mil por mês morando na minha casa. Se tem alguma coisa de lá que sumiu e não sumiu, um mês de economia paga tudo esses móveis velhos que estavam lá e que estão ainda”Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas, em fala à imprensa na sexta (10) Desativação do palácio como residência oficial foi promessa de campanha de Zema. O atual pré-candidato à presidência alugou uma casa em Belo Horizonte durante o mandato e planejava montar um “Museu das Mordomias” no Mangabeiras, projeto que terminou não saindo do papel. Zema deixou o cargo em março. Governo diz que parte do acervo foi para outros equipamentos públicos Em nota, o governo de Minas Gerais repudiou “especulações” sobre o possível sumiço no acervo. Segundo o governo, todos os bens encontram-se devidamente cadastrados, inventariados e com sua localização registrada nos sistemas oficiais de controle patrimonial. Parte do acervo foi destinado a outros equipamentos públicos com capacidade técnica para “preservação, conservação e difusão”. “É o caso dos livros, incorporados ao acervo da Biblioteca Pública Estadual, onde receberam tratamento técnico especializado e passaram a constituir a Coleção Biblioteca do Palácio das Mangabeiras”, disse o governo. Além dos livros, as obras estão sob guarda e acompanhamento técnico de equipamentos culturais, como o Palácio da Liberdade e o Museu Mineiro. Entre as obras, está o biombo de Di Cavalcanti, em exposição no hall de entrada do Palácio da Liberdade desde abril, afirma o governo. “Os demais bens permanecem adequadamente acondicionados em instalações públicas, observando critérios técnicos de conservação, segurança e controle patrimonial, com acesso restrito a servidores autorizados.”“O Governo de Minas reitera que mantém rigoroso controle sobre todo o patrimônio público sob sua responsabilidade e que a movimentação, guarda e destinação desses bens observam a legislação vigente e os procedimentos técnicos aplicáveis.” Governo de Minas

Reuniões de madrugada, codinomes de heróis, dinheiro vivo: as provas que levaram a PF a indiciar 48 pessoas por fraude no INSS

Reuniões de madrugada, codinomes de heróis, dinheiro vivo: as provas que levaram a PF a indiciar 48 pessoas por fraude no INSS

Reuniões de madrugada, codinomes de heróis, dinheiro vivo: as provas que levaram a PF a indiciar 48 pessoas por fraude no INSS Corporação entregou ao STF as primeiras conclusões sobre o esquema de desvio bilionário montado a partir de descontos indevidos no contracheque de aposentados Por Mariana Muniz, Sarah Teófilo e Pepita Ortega | O Globo 15/07/2026 Edifício-sede do INSS — Foto: Foto Cristiano Mariz/Agência O Globo Brasília – A Polícia Federal (PF) entregou na terça-feira as primeiras conclusões ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o esquema de desvio bilionário montado a partir de descontos indevidos no contracheque de aposentados. Em apuração relacionada a apenas uma entidade, 48 pessoas foram indiciadas pela fraude de R$ 708 milhões com a participação de servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em operações anteriores, a PF já havia registrado que investigava a apropriação de R$ 6,3 bilhões, em apuração que pressiona o governo Luiz Inácio Lula da Silva em ano eleitoral. O relatório foi encaminhado ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso na Corte. Enquanto outras associações continuam na mira da corporação, agora caberá ao Ministério Público decidir se concorda com a PF e apresenta denúncia contra os investigados nesta primeira fase. A investigação concluída trata de suspeitas de irregularidades relacionadas à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). Outras apurações, como a que mira Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, seguem em curso. Servidores corrompidos Na lista de indiciados está o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, suspeito de receber propina e acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, além de integrar uma organização criminosa. Ao longo da investigação, ele negou ter cometido crimes. Também foram indiciados o presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, ambos qualificados como operadores e beneficiários do esquema. Segundo a PF, em conjunto com outros envolvidos, os dois corromperam servidores como Virgílio Antonio Ribeiro de Oliveira Filho, procurador do INSS, e José Carlos Oliveira, ex-diretor de Benefícios, ex-presidente do instituto e ex-ministro do Trabalho e Previdência. Além deles, o ex-deputado Euclydes Pettersen é acusado de receber R$ 14,7 milhões por ser “fiador político” do esquema. Procurados, os indiciados não se manifestaram. Já a Conafer afirmou que respeita investigadores, mas “considera inadequada qualquer tentativa de transformar uma etapa investigativa em condenação antecipada”. Segundo a PF, “restou comprovado que os massivos valores desviados” eram direcionados aos cofres da Conafer, “mas eram rapidamente redirecionados, de forma majoritária, para empresas de fachada ligadas aos operadores financeiros”. Ainda de acordo com a corporação, em seguida, mediante ordem do presidente da Conafer, os operadores financeiros destinavam a maior parte dos valores em proveito próprio ou para pagamento de propina para agentes públicos e políticos, que viabilizaram o funcionamento do esquema. O inquérito finalizado é derivado da Operação Sem Desconto. Segundo a PF, entidades firmavam acordos de cooperação com o INSS para realizar descontos mensais diretamente na folha de pagamento de aposentados, muitas vezes sem autorização. A Conafer é uma das entidades que passaram a ser investigadas após indícios de crescimento expressivo na arrecadação por meio de descontos em benefícios previdenciários. Auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU) apontaram indícios de filiações irregulares e autorizações obtidas de forma fraudulenta ou sem consentimento. No relatório entregue ao STF, a Polícia Federal destaca que o esquema atingiu principalmente aposentados indígenas, moradores de áreas rurais e pessoas em situação de maior vulnerabilidade, além de ter incluído benefícios de segurados que já haviam morrido. Segundo os investigadores, a entidade enviava ao INSS e à Dataprev listas com nomes de pessoas que jamais autorizaram a cobrança de mensalidades associativas. As mensagens apreendidas pela PF indicam que os próprios investigados acompanhavam a reação de parte dessas vítimas. Em uma conversa reproduzida no relatório, Iris Ferreira Rodrigues relata ao operador financeiro Cícero Marcelino de Souza Santos que sua mãe pretendia procurar trabalho como doméstica na região de Joinville (SC) para “fugir e se esconder”, porque “os indígenas” estariam atrás dela após ela “levar um monte de cadastros deles”. Nas mensagens, Cícero afirma ainda que uma liderança indígena teria ligado para ameaçá-la e diz que a mulher buscava deixar a região com medo da reação das vítimas. O esquema rendia dinheiro aos servidores do INSS. Stefanutto, por exemplo, recebia propinas “recorrentes”, segundo a PF, para viabilizar as fraudes. O dinheiro era pago por meio de cheques, Pix e até com entregas de cédulas, apontam os investigadores. Segundo a PF, Stefanutto recebia uma mesada que aumentou significativamente, para R$ 250 mil, após assumir a presidência do INSS. A PF mapeou os repasses a partir das conversas de integrantes da Conafer. Foram identificados pagamentos para diferentes agentes públicos, alguns tratados como “heróis”, “notáveis” e “amigos”. Dentre eles estava Stefanutto, que tinha o codinome “Italiano” nos registros de pagamento. Segundo a corporação, o ex-presidente do INSS tinha o “domínio do fato e determinava os pagamentos indevidos”. Em uma das mensagens interceptadas, um dos integrantes da Conafer pede a um colega que faça “contato” com o ex-procurador e lhe entregue uma “encomenda de 100”. A PF aponta que as conversas revelam uma série de encontros dos membros da Conafer com Stefanutto em São Paulo em 2022. O inquérito indica que parte das reuniões ocorria com a presença de José Carlos Oliveira, que era tratado como “Abou yasser”. Propina da madrugada Ainda segundo o inquérito, os encontros ocorriam fora da agenda oficial, geralmente marcados para o “finalzão da noite” ou “madrugada”, em hotéis da capital paulista, como o Hotel Hudson, no Itaim Bibi. Para mascarar as entregas de dinheiro em espécie — pacotes de R$ 50 mil ou R$ 100 mil —, as conversas citavam códigos, como entrega de “pendrive com processo para analisar” ou “encomenda”. Já o ex-deputado Euclydes Pettersen, segundo a PF, era responsável por chancelar a indicação de procuradores e diretores corrompidos para garantir a manutenção das fraudes. Na relação da propina, ele era identificado com “Herói E” e foi o agente político

Prefeitura de aliado de chefe do União ganhou R$ 80 milhões em emenda ‘sem dono’

Prefeitura de aliado de chefe do União ganhou R$ 80 mi em emenda 'sem dono'

Investigações do Master minam candidaturas ao Senado no RJ e DF O município de Belford Roxo (RJ), comandado até abril por Márcio Canella (União Brasil), pré-candidato ao Senado, recebeu R$ 80 milhões em emendas de comissão indicadas pela liderança do partido na Câmara dos Deputados. Por Natália Portinari | UOL 15/07/2026 Ex-prefeito de Belford Roxo (RJ), Márcio Canella, e presidente do União Brasil, Antonio Rueda, em evento na prefeitura Imagem: Roger Silva/Prefeitura de Belford Roxo As indicações foram registradas como “emendas de liderança” — sem identificação do deputado que efetivamente indicou o recurso, como exige decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).   Esse mesmo tipo de emenda foi usada por Valdemar Costa Neto, presidente do PL, para direcionar recursos sem mandato, o que levou a uma operação da Polícia Federal na semana passada. O presidente do União, Antonio Rueda, que também não tem mandato, é aliado de Canella. Ele visitou Belford Roxo em fevereiro de 2025 e declarou que estava “articulando a liberação de recursos” para o município junto a ministérios.   Na ocasião, Canella afirmou que Rueda “tem sido um grande aliado do município em Brasília” e que articulava R$ 900 milhões para obras no Hospital Municipal e outras intervenções.   Rueda, por sua vez, disse que vai a “diversos ministérios, como o da Integração e Desenvolvimento Regional, Educação, Saúde, entre outros” pedir ajuda na liberação de investimentos na cidade.   “Durante o encontro, o prefeito revelou que Rueda está articulando no Congresso Nacional a liberação de recursos para Belford Roxo”, disse a divulgação da prefeitura.   Canella renunciou à Prefeitura de Belford Roxo em abril deste ano para se desincompatibilizar e disputar o Senado. Rueda quer disputar o cargo de deputado federal em dobradinha com ele. Até o momento, Rueda, que é advogado, nunca ocupou um mandato. Ele ascendeu na política como dirigente partidário.   Procurado, ele não confirmou se foi ele quem fez a indicação das “emendas de liderança” para o município.   A liderança do União na Câmara é ocupada pelo deputado Pedro Lucas Fernandes, do Maranhão, que também não respondeu ao UOL.   O União é o segundo partido com maior volume de emendas de liderança na Câmara: R$ 289 milhões indicados em 2025, segundo relatório da Transparência Brasil divulgado nesta segunda-feira.   A entidade aponta que os líderes partidários funcionam como “laranjas institucionais” — aparecem como autores de emendas que, na prática, são distribuídas entre diferentes deputados sem registro formal.   Os R$ 80 milhões para Belford Roxo (RJ) foram liberados desde o início de 2025, através de pedidos das comissões de Saúde e Assuntos Sociais da Câmara.   A chapa de Canella teria como primeira suplente Rogéria Bolsonaro (PL), mãe do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência.   Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, porém, a prisão de Canella pode fazer com que ele desista da candidatura e dispute uma vaga a deputado estadual.   Na última terça-feira, Canella foi preso em flagrante pela PF com um fuzil calibre .556 durante a 6ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga lavagem de dinheiro em postos de combustíveis no Rio.   O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou sua soltura na sexta-feira com tornozeleira eletrônica e entrega de passaporte. A defesa alega que o fuzil pertencia a um policial militar responsável pela segurança do político. Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBBanco MasterGovernadorMDB Movimento Democrático BrasileiroPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasSTF Supremo Tribunal FederalTSE Tribunal Superior EleitoralVice-governadora Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Prefeitura de aliado de chefe do União ganhou R$ 80 mi em emenda ‘sem dono’ 15/07/2026 Lista encontrada na casa do bicheiro Adilsinho reúne 61 políticos do RJ e indica movimentação de R$ 20 milhões 15/07/2026 Dino determina que presidentes dos 21 partidos do Congresso expliquem se têm ‘cotas’ para indicar emendas 15/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Sóstenes e outros dois deputados do PL são ‘laranjas’ de Valdemar em emendas com suspeita de desvio Meu patrimônio não chega “nem perto” de R$ 119 milhões, diz Valdemar (VIDEO) Antes de aliado ser preso com fuzil, Flávio Bolsonaro prometeu ‘abater bandido’ que porta a arma Produtora de filme sobre Bolsonaro funcionava em casa de sócio em subúrbio dos Estados Unidos Decisão do Conselho de Política Energética abre caminho para Angra 3 tentar suspensão de dívida

PF diz que Pacheco se reuniu com dono de associação investigada para discutir nomeação de presidente do INSS; senador nega

PF diz que Pacheco se reuniu com dono de associação investigada para discutir nomeação de presidente do INSS; senador nega

PF diz que Pacheco se reuniu com dono de associação investigada para discutir nomeação de presidente do INSS; senador nega Conclusões da Polícia Federal (PF) sobre primeira investigação da Operação Sem Desconto foram apresentadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, na sexta-feira (10). Por Isabela Camargo | TV Globo 15/07/2026 Senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) — Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado O presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Lopes, se reuniu em 2023 com o então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para discutir a nomeação do presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A informação é da Polícia Federal (PF) e consta no relatório da primeira investigação da Operação Sem Desconto, que mira um esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Indiciamento de 48 pessoas O documento, que traz o indiciamento de 48 pessoas, foi apresentado pela PF ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, relator das investigações, na sexta-feira (10). Agora, as conclusões serão encaminhadas à Procuradoria-Geral da República (PGR), que é quem decide se apresenta a denúncia, pede o arquivamento do caso, ou solicita novas diligências. Carlos Lopes foi indiciado por organização criminosa, lavagem de dinheiro em caráter majorado e reiterado e corrupção ativa majorada. Ele está foragido desde o ano passado. Indicação para presidente do INSS O documento da PF diz que o deputado federal, Euclydes Pettersen, foi quem organizou o encontro entre Carlos, da Conafer, e Rodrigo Pacheco, que ocorreu em 1º de fevereiro daquele ano. “As mensagens provam que, no dia da posse dos parlamentares (01/02/2023), possivelmente utilizando os acessos proporcionados por EUCLYDES, CARLOS ROBERTO se reuniu com o Senador RODRIGO PACHECO para tratar da nomeação do Presidente do INSS. Essa nomeação de cargos-chave (Presidente, Diretor de Benefícios e Procurador-Geral) era fundamental para garantir a boa fluidez do esquema e a blindagem contra as auditorias, permitindo que a fraude em massa (Tópico 2) continuasse a gerar a receita ilícita”. O deputado mineiro Euclydes Pettersen, que não está em exercício, segundo o registro da Câmara, foi alvo de busca e apreensão na Operação Sem Desconto em novembro de 2025, suspeito de receber propina para defender os interesses dos fraudadores. Ele também foi indiciado. O documento da PF mostra também que, na mesma conversa, Carlos comentou a eleição das mesas da Câmara dos Deputado e do Senado, que “Pacheco” havia sido eleito e que estava “indo encontrar com eles” em uma reunião para decidir o presidente do INSS. “Verifica-se que, no dia seguinte à posse de EUCLYDES e “Pacheco” (02/02/2023), GLAUCO ANDRÉ FONSECA WAMBURG foi nomeado Presidente do INSS, cargo que ocupou até 11/07/2023, quando foi substituído por ALESSANDRO STEFANUTTO”. Em nota, o senador disse que nunca esteve com Carlos Lopes e que não discutiu a indicação de pessoas à presidência do INSS. “Não conheço e nunca estive com o senhor Carlos Lopes e a senhora Bruna Braz. Nunca me reuni para tratar de indicação da pessoa de Glauco André Fonseca Wamburg que, aliás, eu sequer sabia que haviai sido presidente do INSS. Também nunca fiz indicação alguma para o INSS e não conheço seus diretores e ex-diretores. Parece se estar diante de uma confusão de informações que misturou a notícia da minha eleição para presidente do Senado, um fato nacional mencionado por um cidadão de Minas Gerais, com outros assuntos que não me dizem respeito. A referência a ir se ‘encontrar com eles’ por certo não me inclui”, afirma a nota de Pacheco. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalINSSPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFPSB Partido Socialista BrasileiroRepublicanosSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PF diz que Pacheco se reuniu com dono de associação investigada para discutir nomeação de presidente do INSS; senador nega 15/07/2026 Prefeitura de aliado de chefe do União ganhou R$ 80 mi em emenda ‘sem dono’ 15/07/2026 Lista encontrada na casa do bicheiro Adilsinho reúne 61 políticos do RJ e indica movimentação de R$ 20 milhões 15/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do serviço Valdemar Costa Neto e as emendas: entenda tudo sobre a investigação da PF contra o líder do bolsonarismo MPRJ recomenda afastamento do presidente da Câmara Municipal de Barra Mansa por permanência consecutiva no cargo Cinco agentes políticos são condenados por uso de documento falso e falsidade ideológica em Bom Jesus do Itabapoana

Pesquisa interna do PL desanima grupo de Flávio Bolsonaro no Rio 

Pesquisa interna do PL desanima grupo de Flávio Bolsonaro no Rio

Pesquisa interna do PL desanima grupo de Flávio Bolsonaro no Rio  As pesquisas internas do PL no Rio de Janeiro têm animado pouco as lideranças do partido quando o assunto é a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Nos levantamentos realizados no estado, que é considerado o berço histórico do bolsonarismo, o senador aparece tecnicamente empatado com Lula, um sinal de alerta para a campanha. Por Bela Megale | O Globo 15/07/2026 Live de Flávio Bolsonaro — Foto: Reprodução/YouTube O temor é que Flávio obtenha um desempenho significativamente inferior ao do pai em 2022 e que já foi pior do que em 2018. Naquele ano, o capitão reformado chegou a conquistar 4.943.162 votos no Rio, correspondendo a 56,41% dos votos válidos. O ex-presidente, mesmo com essa queda, venceu em 72 dos 92 municípios fluminenses, incluindo a capital. Lula levou a melhor apenas em 20 cidades. Uma das principais reclamações dos correligionários do PL sobre o Rio foi a demora de Flávio em bater o martelo sobre o nome do partido ao Senado, o que atrasava a pré-campanha estadual. Nesta terça-feira (14), o senador decidiu apoiar a reeleição de Carlos Portinho, líder da sigla no Senado. Resta agora ver se essa definição ajuda a recuperar o fôlego da campanha bolsonarista num estado essencial para a disputa presidencial. O Rio é o terceiro maior colégio eleitoral do país. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Pesquisa interna do PL desanima grupo de Flávio Bolsonaro no Rio  15/07/2026 Acuado, Hugo Motta planeja nos bastidores reação à decisão de Flávio Dino sobre emendas 15/07/2026 PGR é acionada contra governador bolsonarista flagrado xingando indígenas em SC 15/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana TCE dá 5 dias para Rioprevidência explicar aportes de R$ 118 milhões em instituições financeiras não cadastradas ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino Polícia faz buscas na Alerj e deputado estadual é denunciado por desvios MPRJ denuncia deputado estadual Rafael Nobre por organização criminosa e fraude em licitações; parlamentar é alvo de buscas Máfia do INSS: ex-ministro, deputado e vereador estão entre indiciados

Banco Master ainda tem R$ 1,83 bilhão a devolver a ex-clientes do grupo

Banco Master ainda tem R$ 1,83 bilhão a devolver a ex-clientes do grupo

Banco Master ainda tem R$ 1,83 bilhão a devolver a ex-clientes do grupo Valores podem ser resgatados por app, sem correção monetária Por Wellton Máximo | Agência Brasil 14/07/2026 Banco Master – (Banco Master/Divulgação) O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ainda tem um montante de R$ 1,83 bilhão reservado para investidores e correntistas de instituições ligadas ao grupo Master que ainda não pediram o reembolso. Segundo balanço divulgado nesta terça-feira (14), os recursos ainda podem ser resgatados pelo aplicativo do FGC. O FGC ressalta que o valor parado no fundo permanece sem nenhuma correção pela inflação desde a liquidação dos bancos. Na prática, quanto mais tempo o beneficiário demora para solicitar o pagamento, menor será o poder de compra do valor recebido. Como resgatar As pessoas físicas podem solicitar o reembolso diretamente pelo aplicativo oficial do FGC. O fundo orienta os beneficiários a manterem as notificações do aplicativo ativadas, pois o sistema pode solicitar informações adicionais para concluir o pagamento. Quanto falta O maior volume de pagamentos já foi realizado, mas ainda há recursos disponíveis para milhares de beneficiários. Nos bancos Master, Master de Investimento e Letsbank, o FGC já desembolsou R$ 40,03 bilhões, o equivalente a 98,54% do total previsto. Ainda restam cerca de R$ 590 milhões para serem retirados. Mais de 718 mil credores já receberam os valores, o que representa 93,72% do público estimado. No caso do banco Pleno, antigo Voiter, foram pagos R$ 4,5 bilhões, correspondentes a 93,93% do total esperado. Permanecem disponíveis cerca de R$ 290 milhões, enquanto aproximadamente 135 mil beneficiários já fizeram o resgate. Já no Will Bank, o FGC desembolsou R$ 5,75 bilhões, ou 94,69% do montante previsto. Ainda há cerca de R$ 950 milhões à espera dos clientes. Mais de 276 mil beneficiários já receberam os recursos. O que é O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada, sem fins lucrativos, criada para proteger clientes de instituições financeiras em caso de intervenção ou liquidação. Quando um banco quebra, o FGC reembolsa depósitos e determinados investimentos até o limite de R$ 250 mil por Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), por instituição ou conglomerado financeiro. Existe ainda um teto global de R$ 1 milhão em indenizações por CPF ou CNPJ em um período de quatro anos. O objetivo é aumentar a segurança dos investidores e preservar a confiança no sistema financeiro. O que é protegido A garantia do FGC cobre diversos produtos financeiros, entre eles: conta-corrente; conta-poupança; CDB e RDB; Letras de Crédito Imobiliário (LCI); Letras de Crédito do Agronegócio (LCA); Letras de Câmbio (LC); Letras Hipotecárias (LH); Letras de Crédito do Desenvolvimento (LCD); operações compromissadas com títulos emitidos por instituições financeiras.   Investimentos como ações, fundos de investimento, debêntures, Tesouro Direto e certificados de operações estruturadas (COEs) não são protegidos pelo FGC. Patrimônio do fundo O FGC também divulgou um retrato da cobertura do sistema financeiro brasileiro. Em abril, os depósitos e investimentos elegíveis à garantia somavam R$ 5,58 trilhões. Considerando o limite máximo de cobertura por cliente, o valor efetivamente protegido era de R$ 2,684 trilhões. Ao fim de 2025, o patrimônio líquido do fundo estava em R$ 123,2 bilhões, uma queda de 12,25% em relação ao ano anterior, reflexo dos pagamentos realizados após a liquidação de instituições financeiras ligadas ao grupo Master. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Master Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Banco Master ainda tem R$ 1,83 bilhão a devolver a ex-clientes do grupo 14/07/2026 Presidentes de partidos negam controlar emendas e se distanciam de prática atribuída a Valdemar 15/07/2026 Ricardo Couto começa a reduzir secretarias; confira as mudanças 14/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial Valdemar admite usar emendas de deputados como Tiririca: “Isso é normal” TCE oficializa perda de cargo de Domingos Brazão seis meses após condenação por morte de Marielle Similares ao orçamento secreto, ‘emendas de liderança’ somaram R$ 1,3 bi em 2025 MPRJ ingressa com pedido de tutela de urgência para que Município de Petrópolis suspenda pagamentos à empresa com contrato vencido

Nunes Marques arquiva notícia-crime contra Bolsonaro sobre CPI da Covid

Nunes Marques arquiva notícia-crime contra Bolsonaro sobre CPI da Covid

Nunes Marques arquiva notícia-crime contra Bolsonaro sobre CPI da Covid Caso foi apresentado em 2021 após divulgação de conversa do então presidente com o senador Jorge Kajuru Por Fernanda Fonseca | CNN Brasil 14/07/2026 Ministro Nunes Marques na sessão Extraordinária do STF • Rosinei Coutinho/STF Brasília – O ministro Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), arquivou nesta terça-feira (14) uma notícia-crime apresentada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposta tentativa de interferir nos trabalhos da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid. O relator acolheu uma manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República), assinada em abril de 2021 pelo então procurador-geral Augusto Aras, que concluiu não haver indícios dos crimes de corrupção ativa e advocacia administrativa. A notícia-crime foi apresentada pelos deputados David Miranda, Fernanda Melchionna, Sâmia Bomfim e Vivi Reis, todos do Psol, após o vazamento de uma conversa telefônica entre Bolsonaro, que na época estava no Planalto, e o senador Jorge Kajuru, à época no Cidadania. No diálogo, Bolsonaro defendeu que a CPI da Covid, inicialmente voltada à atuação do governo federal durante a pandemia, também investigasse governadores e prefeitos. Ele afirmou que, caso o objeto não fosse ampliado, a comissão se concentraria em integrantes de seu governo e poderia produzir um relatório “sacana”. Bolsonaro também pressionou Kajuru a fazer pedidos de impeachment de ministros do STF. “Você tem de fazer do limão uma limonada. Por enquanto, tem um limão aí. Dá para sair uma limonada. Tem de peticionar o Supremo pra botar em pauta o impeachment também”, diz Bolsonaro. Na resposta, o senador diz que já havia solicitado, no Senado, o impeachment do ministro Alexandre de Moares. Para os autores da notícia-crime, Bolsonaro teria pressionado um integrante do Poder Legislativo a alterar o alcance de uma investigação que poderia atingi-lo pessoalmente. Os parlamentares também alegaram que o então presidente teria oferecido apoio público a Kajuru em troca de sua atuação pela ampliação da CPI. Ao analisar o caso, a PGR afirmou que a conversa consistiu em uma troca informal de opiniões entre o então presidente da República e um senador sobre os futuros trabalhos da comissão. Para Aras, o ex-presidente apenas defendeu que a investigação alcançasse eventuais irregularidades cometidas em diferentes níveis da Federação. Já sobre a suspeita de corrupção ativa, o procurador concluiu que não houve oferta nem promessa de vantagem indevida a Kajuru. “Não se extrai da conversa vazada qualquer propósito criminoso por parte do noticiado”, afirmou a PGR ao pedir o arquivamento do caso. Por isso, Nunes Marques negou seguimento à notícia-crime nesta terça e determinou seu arquivamento. Na decisão, o ministro afirmou que cabe ao Ministério Público avaliar se há elementos para abrir investigação ou apresentar denúncia. Como a PGR já havia se manifestado pela ausência de crime, o Judiciário não poderia substituir o órgão nessa análise. “Não cabe ao Supremo, diante da promoção de arquivamento emanada do chefe do Ministério Público, exercer qualquer juízo de valor que resulte no acolhimento do pedido”, escreveu. Notícia anteriorPróxima notícia CidadaniaCPI Comissão Parlamentar de InquéritoDeputada FederalDeputado FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPSB Partido Socialista BrasileiroPSOLSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Nunes Marques arquiva notícia-crime contra Bolsonaro sobre CPI da Covid 14/07/2026 Eduardo Cunha é denunciado à Justiça Eleitoral por abuso de poder 14/07/2026 Banco Master ainda tem R$ 1,83 bilhão a devolver a ex-clientes do grupo 14/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Eduardo Cunha é denunciado à Justiça Eleitoral por abuso de poder Dark Horse: Frias declarou missões oficiais sem registros durante gravações do filme PGR é acionada contra governador bolsonarista flagrado xingando indígenas em SC Foto ao lado de capanga de Vorcaro abre nova crise na campanha de Flávio Bolsonaro Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões

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