Bolsonarismo sangra no RJ

Bolsonarismo sangra no RJ Articulista recupera cronologicamente as investigações e condenações de políticos ligados a extrema direita Por Breno Rodrigues | Brasil de Fato 06/07/2026 Rodrigo Bacellar e Cláudio Castro foram tornados inelegíveis por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022 | Crédito: Reprodução/Redes Sociais/Cláudio Castro A chegada do bolsonarismo ao governo federal e ao governo estadual em 2018 intensificou o uso da máquina pública estadual no fortalecimento direto da extrema direita no Rio de Janeiro. Wilson Witzel, um juiz desconhecido, e Cláudio Castro, vereador de primeiro mandato na Capital, foram eleitos com forte apoio da família Bolsonaro e, no comando do Executivo estadual, exerceram papel de destaque para o crescimento do campo neofascista. O uso do governo estadual na consolidação da política da extrema direita no Rio de Janeiro tem três pilares de sustentação. O primeiro é o loteamento da estrutura do estado para fortalecimento de suas bases políticas em todas as regiões. A prática de indicação de aliados para cargos de influência em troca de apoio político se alastrou por toda a máquina pública, em uma relação direta com políticos e empresários. Essa prática, por si só, não é infração; é, ao contrário, parte da dinâmica política que se instalou no Brasil ao longo de nossa história. Porém, o que se consolidou em paralelo foi a articulação com diferentes grupos, inclusive facções e milícias, em esquemas de favorecimento econômico, corrupção, crime e domínio territorial. Secretarias, empresas e autarquias estaduais atuaram para favorecer interesses privados e, nos últimos anos, com especial atenção à base aliada do bolsonarismo. É exatamente aqui que política, crime e economia se entrelaçam numa relação de troca de favores e apropriação do poder público. Talvez o caso que melhor exponha esse fator seja o assassinato da companheira Marielle Franco, em que agentes públicos de diferentes setores estiveram diretamente envolvidos, desde a concepção até a execução. Os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e deputado federal, respectivamente, foram condenados por serem os mandantes do crime; Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil, foi acusado de planejar a execução do crime; Ronnie Lessa, ex-policial militar, foi apontado como o autor dos disparos; Élcio Queiroz, ex-policial militar, confessou ter dirigido o veículo utilizado na perseguição; Ronald Pereira, major da Polícia Militar, foi acusado de monitorar Marielle; Giniton Lages e Marco Antônio, delegados da Polícia Civil, foram acusados de obstrução das investigações; e Maxwell Corrêa, ex-bombeiro, foi acusado de participar do monitoramento e ajudar a esconder as armas. As recentes prisões dos deputados TH Jóias, Rodrigo Bacellar e Thiago Rangel, e a busca e apreensão realizadas nos endereços ligados à deputada Lucinha e ao deputado Val Ceasa também servem de exemplo desse problema. O segundo pilar de sustentação são as operações policiais nas favelas do Rio de Janeiro. Verdadeiras chacinas promovidas com absoluto terror nas áreas empobrecidas e negras garantiram ao grupo político acessar a base ideológica alimentada pelo discurso do “bandido bom é bandido morto”. As operações, apesar de deixarem policiais e moradores em risco, funcionam como ativos políticos, servem de agitação da base bolsonarista e possibilitam conexão direta com milhões de pessoas que vivem com medo nas grandes cidades. A megaoperação nos Complexos da Penha e do Alemão, em 2025, expõe bem essa questão: Cláudio Castro passou de um governador fraco e mal avaliado para um forte nome na disputa de uma vaga ao Senado. Em 2021, a operação que deixou 28 mortos no Jacarezinho, a mais letal até aquele momento, também teve a mesma finalidade. Em ambos os casos, e em muitos outros, as ações foram comemoradas e defendidas como mecanismo de combate ao crime, escondendo um dos seus principais objetivos: projetar os quadros políticos, representantes e aliados do bolsonarismo na disputa do Estado. Em resumo: no Rio de Janeiro, matar negro e pobre dá projeção política, voto, reproduz o projeto de extermínio e contribui decisivamente para a manutenção do poder. Este é o tamanho do nosso desafio. A terceira base de sustentação se deu por meio da concessão da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) e do esquema realizado com o Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisa e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro, o Ceperj. Em 2021, o governador Cláudio Castro concedeu por 30 anos a parte de distribuição de água e coleta de esgoto sanitário de uma das empresas mais lucrativas e estratégicas do Rio de Janeiro, a Cedae, arrecadando cerca de R$ 24,89 bilhões. R$ 14,47 bilhões ficaram para o Estado e R$ 7,688 bilhões foram divididos entre 29 cidades (Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Caxias, Nova Iguaçu, Belford Roxo, São João de Meriti, Magé, Itaboraí, Mesquita, Nilópolis, Maricá, Cachoeiras de Macacu, Casimiro de Abreu, Tanguá, Rio Bonito, Paracambi, Seropédica, Japeri, Queimados, Miguel Pereira, Paty do Alferes, Vassouras, Piraí, Pinheiral, Rio Claro, Sapucaia, Sumidouro e Cantagalo), mas, sem finalidade definida, transparência e controle, não se viu onde e como foi aplicado o dinheiro. Dos 29 municípios que receberam recursos da concessão da Cedae, apenas dois, Niterói e Maricá, não estiveram diretamente envolvidos no projeto de reeleição de Cláudio Castro. Além do mais, os dados mostram que houve um crescimento no quantitativo de votos na chapa ao Governo Estadual do grupo. Numa comparação entre as eleições de 2018 e 2022, é possível perceber que, em 28 das 29 cidades, houve crescimento eleitoral. A exceção foi, mais uma vez, Niterói. Este processo possibilitou a construção de um arco de alianças com prefeituras e cabos eleitorais em todo o Estado, garantindo, assim, a reeleição de Cláudio Castro ainda no primeiro turno das eleições de 2022, com quase 60% dos votos, e a ampliação de sua base de deputados e prefeitos. Só o PL, partido de Castro, saltou de 15 para 23 deputados estaduais (53,33%) e de 2 para 11 deputados federais (450%). PL, PP, União Brasil e Republicanos saltaram de 22 prefeituras, em 2022, para 56, em 2024 (154%). Parte significativa do recurso foi transferida para o Ceperj, em um esquema de proporções gigantescas de contratação de pessoal para a
Richarlison volta a cobrar Flávio Bolsonaro para “devolver” mansão em ilha de Angra

Richarlison volta a cobrar Flávio Bolsonaro para “devolver” mansão em ilha de Angra Em uma semana, Richarlison Andrade, ex-atacante da Seleção Brasileira, se pronunciou três vezes sobre disputa com advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro, em torno de uma mansão em ilha paradisíaca em Angra dos Reis. Por Plínio Teodoro | Fórum 06/07/2026 Richarlison, a publicação sobre a mansão em ilha de Angra, e Flávio Bolsonaro (AFP / Reprodução Instagram) O jogador Richarlison Andrade, ex-atacante da Seleção Brasileira, parece disposto a expor o caso da disputa em torno de uma mansão em ilha paradisíaca de Angra dos Reis, estimada em R$ 10 milhões, com o advogado Willer Tomaz, amigo de longa data que listou Flávio Bolsonaro (PL) entre as testemunhas no processo contra o atleta. Tomaz alega que o processo já tramitou em julgado emm 2025, com a Justiça dando ganho de causa a ele. Mas, Richarlison tem feito reiteradas cobranças em publicações nas redes em que envolve diretamente Flávio Bolsonaro. Após comentário na terça-feira (3) em vídeo divulgado pela advogada imobiliária Ana Paula Zantut, que apagou a publicação e divulgou carta de retratação por meio do escritório de Tomaz, Richarlison fez nova publicação no fim de semana. No sábado (4), o jogador compartilhou nos stories de seu Instagram um vídeo divulgado por Flávio Bolsonaro em 1º de janeiro de 2021 com imagens aéreas da mansão na ilha, com direito a cachoeira desaguando no mar. “Quantos lugares você conhece em que a cachoeira deságua no mar? Em Angra dos Reis tem! Tomada da Ilha Comprida, localizada há poucos minutos do aeroporto de Angra”, escreveu Flávio à época na publicação. “Lugar bonito, né? Pois é. Me tomaram”, escreveu o atacante ao compartilhar a publicação em seus stories. Na noite deste domingo (5), Richarlison voltou a comentar sobre o caso em uma publicação do partido Missão, ligado ao MBL, em que o pré-candidato Renan Santos provoca Flávio. “Devolve a casa do Richarlison”, escreve Santos em uma publicação de Flávio na rede X, que teve print replicado no Instagram. “Vdd”, comentou o jogador, concordando com a cobrança a Flávio. “Sem receber a minha grana” Em meio à crise que teve início com a revelação do elo com Daniel Vorcaro e se aprofundou com o vídeo-bomba da madrasta Michelle Bolsonaro, Flávio Bolsonaro terá que conviver com um antigo fantasma em sua biografia, que remete à longa relação de amizade com o advogado Willer Tomaz e a cobição por uma mansão em ilha em Angra dos Reis, que entrou na disputa com o jogador Richarlison de Andrade. Em live da advogada imobiliária Ana Paula Zantut nesta terça-feira (30), que usou o caso da mansão de Angra como exemplo, Richarlison fez um comentário sobre a disputa com Tomaz, que tem como testemunha no processo o amigo Flávio Bolsonaro. “Realmente gastei em torno de 10 milhões lá. E simplesmente me tomaram. E estou até hoje sem receber a minha grana”, exclamou Richarlison na publicação, que viralizou. Após a viralização da publicação com o comentário de Richarlison, Ana Paula Zantut apagou o vídeo (aqui o link original, sem a publicação: https://www.instagram.com/reels/DaNvd78ReWd). “Eu apaguei os vídeos e tem muita gente vindo aqui no perfil e perguntando porque que eu apaguei ou se eles foram derrubados ou se alguém mandou, enfim, etc. Não é isso, eu apaguei por conta própria, pelas seguintes razões. Isso virou um caos que não estava, não era a intenção e nunca foi. E aí eu me tornei massa de manobra política, uma coisa que eu não vou tolerar e não vou aceitar, é, seja para qual lado for, tá? É, não tenho questões políticas com Bolsonaro, com o outro ladinho, então, me utilizar com esse intuito não é a intenção e eu não quero ser viralizada a qualquer custo e com esse intuito, sabe? E aí eu fiz um, um segundo vídeo esclarecendo até mais, mais pontos, é, do primeiro vídeo, pontos, questão do Flávio, questão de, de como que encerrou esse litígio”, afirmou a advogada em vídeo nos Stories. No entanto, o segundo vídeo também foi apagado e, no lugar, Ana Paula divulgou uma nota dizendo ter tido acesso aos autos. Por e-mail, o advogado de Willer Tomaz enviou uma “retratação assinada pela advogada Ana Paula Zantut, que motivou a publicação”, afirmando que “, o processo já transitou em julgado com decisão favorável ao doutor Willer” e pediu a publicação como outro lado na reportagem – leia ao final da reportagem. O desejo por uma mansão de luxo que acabou na Justiça O caso que aproxima o senador Flávio Bolsonaro do advogado Willer Tomaz tem como pano de fundo uma das propriedades mais cobiçadas de Angra dos Reis: uma mansão avaliada em cerca de R$ 10 milhões, localizada na Ilha Comprida, com 11 suítes, praia privativa, cachoeira, heliponto, piscina e quadra de tênis. Segundo documentos judiciais e relatos reunidos pela reportagem, Flávio conheceu o imóvel em 2020 e demonstrou interesse imediato pela propriedade. Na ocasião, porém, o então proprietário informou que a venda já havia sido fechada com a empresa Sport 70, pertencente ao atacante Richarlison e ao empresário Renato Velasco. Mesmo assim, o senador e Willer Tomaz voltaram posteriormente ao local em uma lancha para visitar a mansão, e Flávio chegou a registrar imagens aéreas do imóvel. Pouco depois, Willer Tomaz iniciou uma ofensiva judicial para obter a posse da propriedade. A disputa ganhou contornos dramáticos: uma idosa afirmou ter sido induzida a assinar documentos relacionados ao imóvel, enquanto uma mulher grávida — esposa do empresário de Richarlison — acabou retirada da residência durante o cumprimento de uma ordem de reintegração de posse, episódio que, segundo relatos, levou à antecipação de seu parto. Embora Flávio Bolsonaro negue participação na disputa e sustente que apenas mantém amizade com Willer Tomaz, seu nome foi arrolado como testemunha na ação judicial movida pelo advogado. O caso reforçou os questionamentos sobre a proximidade entre ambos e sobre o interesse do senador pelo imóvel desde antes do litígio. A disputa também chamou atenção porque ocorreu paralelamente à defesa, por Flávio
Nunes Marques dá cargo a mulher de advogado de Claudio Castro no TSE

Nunes Marques dá cargo a mulher de advogado de Claudio Castro no TSE Atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Nunes Marques, do Supremo, nomeou a mulher do advogado de Claudio Castro como vice-diretora da Escola Judiciária Eleitoral do TSE. Por Daniela Lima | UOL 06/07/2026 Os ministros Kassio Nunes Marques (E) e André Mendonça (D) tomam posse como presidente e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), respectivamente, durante cerimônia realizada na sede da corte, em Brasília Imagem: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO Fabiana Cristina Ortega Severo recebeu o cargo na semana passada, dia 1º de julho. Ela é esposa de Gustavo Severo, que defendeu o ex-governador do Rio da inelegibilidade na Tribunal Regional Eleitoral. Nunes Marques já declarou publicamente que é amigo pessoal de Gustavo Severo. O fez quando foi necessário justificar ao menos cinco voos que pegou na aeronave privada do advogado. Severo tem uma série de clientes não só no TSE mas também no STF. Nunes Marques sempre diz que se declara suspeito para julgar os casos representados pelo amigo. Procurada pela coluna, a assessoria do ministro afirmou que “Fabiana Cristina não receberá nada pelo cargo na Escola Judiciária Eleitoral. Trata-se de uma função pro-bono. Mulher e advogada militante na esfera eleitoral, atuou pelo PV durante anos”. A coluna encontrou registros de Fabiana Cristina no funcionalismo público. Segundo o portal da transparência do Senado, ela foi assessora do gabinete do senador Chico Rodrigues (PSB-RR). No episódio mais rumoroso de sua carreira, Rodrigues foi flagrado pela Polícia Fdederal com maços de dinheiro na cueca. Na época, era filiado ao União Brasil, partido do centrão. O senador foi vice-líder do governo Jair Bolsonaro na Casa. Nunes Marques foi o primeiro ministro indicado pelo ex-presidente ao STF durante seu mandato. O segundo foi André Mendonça, hoje vice-presidente do TSE. “O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, entende que ela [Fabiana Cristina Severo] atuará com zelo e dedicação na função de coordenar os trabalhos da Escola”, finalizou a assessoria, ao responder à coluna. Notícia anteriorPróxima notícia GovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPSB Partido Socialista BrasileiroPV Partido VerdeSenadorSTF Supremo Tribunal FederalTRE-RJTSE Tribunal Superior EleitoralUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Nunes Marques dá cargo a mulher de advogado de Claudio Castro no TSE 06/07/2026 Fim da escala 6×1: Alcolumbre quer PEC após as eleições para cumprir acordo com Flávio Bolsonaro 07/07/2026 Defesa de Flávio Bolsonaro aciona Fachin para tirar Dino de caso ‘Dark Horse’ 07/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PF apura se Sóstenes e aliados criaram versão falsa sobre R$ 468 mil apreendidos em espécie com parlamentar Nunes Marques dá cargo a mulher de advogado de Claudio Castro no TSE Adolescente com síndrome de Rett está há 7 meses sem atendimento domiciliar em Teresópolis (VIDEO) Assalto é registrado por passageiros de ônibus durante congestionamento em Macaé (VIDEO) Mendonça concede liminar, e Crivella fica apto a disputar eleição para o Senado no Rio
MPRJ recomenda que Búzios não aprove projeto que altera o Fundo Municipal de Meio Ambiente

MPRJ recomenda que Búzios não aprove projeto que altera o Fundo Municipal de Meio Ambiente O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) recomendou ao Poder Executivo e à Câmara Municipal de Armação dos Búzios que não seja aprovado, nos termos atuais, o projeto de lei encaminhado pela Mensagem nº 14/2026, que pretende reformular o Fundo Municipal de Meio Ambiente (FMMA), com revogação da Lei Municipal nº 701/2008 e do Decreto Municipal nº 1.009/2018. Por MPRJ 03/07/2026 MPRJ recomenda que Búzios não aprove projeto que altera o Fundo Municipal de Meio Ambiente A recomendação foi motivada por riscos de inconstitucionalidade, ilegalidade e desvio de finalidade na proposta. O procedimento administrativo foi instaurado para acompanhar a harmonização da legislação municipal sobre o FMMA, especialmente quanto à composição e ao funcionamento de sua Comissão Gestora. Para o MPRJ, o projeto fragiliza a governança do Fundo ao concentrar quatro das cinco vagas da Comissão Gestora sob influência direta do Executivo municipal: o titular da pasta ambiental seria o coordenador, indicaria outros três membros, e o Conselho Municipal de Meio Ambiente (CMMA) ficaria com apenas uma indicação. Esse desenho reduz o controle social e transforma a Comissão em instância predominantemente interna da própria administração responsável pela execução dos recursos. Outro ponto crítico é a ampliação genérica das hipóteses de uso do FMMA. A proposta permite a utilização de recursos ambientais vinculados para despesas amplas de custeio e investimento, como contratação de serviços, aquisição de bens, obras, reformas, manutenção, locações e apoio logístico. Na avaliação ministerial, essa redação pode converter o Fundo em fonte alternativa de custeio ordinário da máquina administrativa, esvaziando sua finalidade ambiental. O projeto também revoga simultaneamente a lei e o decreto atualmente vigentes, sem apresentar disciplina substitutiva completa nem regime de transição. Isso pode gerar insegurança jurídica, enfraquecer a transparência, dificultar a prestação de contas e comprometer a participação do CMMA na definição das prioridades ambientais do Município. A recomendação sustenta que o projeto viola, em tese, o art. 225 da Constituição, que protege o meio ambiente ecologicamente equilibrado; o art. 37, que impõe legalidade, moralidade, publicidade, eficiência e impessoalidade à Administração; o regime jurídico dos fundos especiais; os princípios da finalidade, transparência, controle social e participação democrática; além da vedação à proteção ambiental deficiente. Com a medida, o MPRJ busca impedir a aprovação de norma que possa enfraquecer o FMMA e comprometer a correta aplicação de recursos vinculados à proteção ambiental. Caso o projeto seja aprovado sem correção dos vícios apontados, recomenda-se ao Chefe do Executivo municipal o veto integral, por inconstitucionalidade material, ilegalidade e contrariedade ao interesse público ambiental. Notícia anteriorPróxima notícia Armação dos Búzios RJmeio ambienteMP-RJRegião dos Lagos Baixada Litorânea Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ recomenda que Búzios não aprove projeto que altera o Fundo Municipal de Meio Ambiente 03/07/2026 MPF firma acordo para enfrentar alagamentos e danos ambientais no Balneário Praia de Carapebus (RJ) 15/07/2026 TRF2 mantém condenação do município de Saquarema (RJ) por danos ambientais em área de restinga 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto Valdemar Costa Neto e as emendas: entenda tudo sobre a investigação da PF contra o líder do bolsonarismo Deputado Binho Galinha é condenado a mais de 30 anos de prisão na Bahia ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino MPRJ instaura procedimento para acompanhar estrutura e funcionamento da rede de assistência social de Rio das Ostras
STF autoriza busca e apreensão em investigação sobre uso de ‘emendas Pix’ em municípios de Roraima

STF autoriza busca e apreensão em investigação sobre uso de ‘emendas Pix’ em municípios de Roraima Decisão do ministro Flávio Dino atende a pedido da PF, com aval da PGR; fiscalização da Controladoria-Geral da União apontou irregularidades Por Cezar Camilo/AD//CF | STF 03/07/2026 STF | Foto: Fellipe Sampaio/STF O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal (PF) a cumprir medidas de busca e apreensão em investigações sobre supostas irregularidades na aplicação de recursos de “emendas Pix” nos municípios de Iracema e São Luiz do Anauá, em Roraima. As decisões foram tomadas nas Petições (PETs) 15592 e 15840. Em relatório, a Controladoria-Geral da União (CGU) apontou indícios de irregularidades na aplicação de recursos de emendas Pix destinados aos dois municípios, que estão entre os 10 que mais receberam recursos de emendas parlamentares “individuais” entre 2020 e 2024. No caso de Iracema, a prefeitura recebeu, no período, R$ 55,7 milhões, vinculados a obras de infraestrutura, iluminação, aquisição de ambulâncias e de unidade móvel odontológica. A apuração cita falhas de planejamento, estratégias para fraudar licitações e indícios de sobrepreço na aquisição de ambulâncias e de unidades móveis. Em São Luiz do Anauá, a CGU apontou que o município recebeu R$ 89,4 milhões no mesmo período, destinados a obras de infraestrutura urbana, equipamentos públicos e construção de moradias, mas todas as obras vistoriadas estavam paralisadas. As contratações se concentravam em apenas uma empresa, e foram constatadas falhas de transparência e possível inconsistência na execução contratual. Com base nos relatórios, as medidas foram solicitadas pela PF e têm o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). Indícios Na decisão, o ministro Flávio Dino verificou que há indícios da prática de crimes de associação criminosa, crimes licitatórios e crimes contra a administração pública relacionados ao uso de emendas parlamentares, o que autoriza as medidas de busca e apreensão. Embora não haja, no momento, pedido de medidas contra deputados federais ou senadores — que têm prerrogativa de foro no STF —, Dino considerou prudente que a Corte examine e supervisione as diligências contra o grupo de servidores públicos e empresários envolvidos na investigação. A medida visa evitar a prática de atos por juízo incompetente. Foram autorizadas buscas pessoais e domiciliares contra pessoas ligadas à administração pública local e empresas investigadas, com apreensão de documentos, equipamentos eletrônicos, mídias digitais e outros elementos de prova relacionados aos fatos apurados. As decisões também permitem o acesso, a extração e a impressão de informações encontradas nos dispositivos apreendidos, com submissão à perícia técnica. Leia a íntegra da decisão na PET 15592 e na PET 15840. Notícia anteriorPróxima notícia CGU Controladoria-Geral da Uniãoemenda parlamentarIracema RRPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFSão Luiz do Anauá RRSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram STF autoriza busca e apreensão em investigação sobre uso de ‘emendas Pix’ em municípios de Roraima 03/07/2026 STF suspende regra sobre sucessão na presidência da Assembleia Legislativa do Amazonas 13/07/2026 Dino chama de “excêntrica” indicação de emenda por quem não é parlamentar 14/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana TCE dá 5 dias para Rioprevidência explicar aportes de R$ 118 milhões em instituições financeiras não cadastradas TRF2 mantém condenação do município de Saquarema (RJ) por danos ambientais em área de restinga Presidentes de partidos negam controlar emendas e se distanciam de prática atribuída a Valdemar Emendas de Tiririca, citadas por Valdemar como exemplo, têm R$ 14 milhões ainda não pagos Eduardo Cunha é denunciado à Justiça Eleitoral por abuso de poder
Justiça Eleitoral cassa diplomas da prefeita e da vice-prefeita de Araruama (VIDEO)

Justiça Eleitoral cassa diplomas da prefeita e da vice-prefeita de Araruama (VIDEO) Decisão de primeira instância também declara inelegibilidade de quatro investigados; Prefeitura e defesa informam que vão recorrer. Por Ludmila Lopes | g1 02/07/2026 Prefeita eleita, Daniela Soares, e da vice-prefeita eleita, Verônica Januário — Foto: Reprodução Inter TV Araruama – A Justiça Eleitoral da 92ª Zona Eleitoral de Araruama, na Região dos Lagos do Rio, determinou a cassação dos diplomas da prefeita eleita, Daniela Soares, e da vice-prefeita eleita, Verônica Januário, por abuso de poder político nas eleições municipais de 2024. A decisão, proferida em primeira instância, também declarou a inelegibilidade de Daniela Soares, Verônica Januário, Lívia Bello e Francisco Ribeiro pelo prazo de seis anos, além de aplicar multa individual de R$ 20 mil aos investigados. A sentença foi proferida no âmbito de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), proposta pelo ex-candidato à Prefeitura de Araruama, Sérgio Ribeiro. Na decisão, a juíza Alessandra de Souza Araujo concluiu que houve utilização da estrutura administrativa municipal em benefício das candidaturas, caracterizando abuso de poder político e condutas vedadas pela legislação eleitoral. A magistrada também citou o parecer do Ministério Público Eleitoral, que se manifestou pela procedência da ação. Além da cassação dos diplomas, a decisão prevê a realização de novas eleições após o trânsito em julgado ou caso a sentença seja confirmada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), em eventual julgamento de recurso. A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso. Em nota, a Prefeitura de Araruama informou que a prefeita Daniela Soares recebeu a decisão com serenidade e reafirmou o respeito às instituições. Segundo o município, a decisão não é definitiva e não há qualquer determinação de afastamento do cargo. A prefeitura afirmou ainda que Daniela Soares permanece no pleno exercício de suas funções e que a defesa adotará as medidas judiciais cabíveis, confiante de que a decisão será revista nas instâncias superiores. Também informou que a administração municipal continuará funcionando normalmente, com a manutenção dos serviços públicos, das obras e das ações em andamento, tendo como prioridade preservar a estabilidade administrativa do município. Em nota, a defesa dos réus afirmou que recebeu com surpresa a sentença de procedência das ações. Segundo o advogado, o processo não apresentaria provas suficientes para justificar a cassação da chapa eleita, que venceu a disputa com ampla vantagem nas eleições. A defesa destacou ainda que a ação foi proposta pelo candidato que terminou em terceiro lugar no pleito. Apesar das críticas à decisão, o advogado informou que respeita o entendimento da juíza eleitoral da Comarca de Araruama e que recorrerá por meio dos instrumentos processuais cabíveis, na expectativa de que a sentença seja reformada pelas instâncias superiores. Clique aqui e assista ao vídeo Notícia anteriorPróxima notícia Araruama RJMDB Movimento Democrático BrasileiroMPE Ministério Público EleitoralNOVOPodemosPrefeitaRegião do Lagos Baixada LitorâneaTRE-RJVice-prefeita Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Justiça Eleitoral cassa diplomas da prefeita e da vice-prefeita de Araruama (VIDEO) 02/07/2026 Deslizamento às margens da RJ-186 preocupa moradores há quase cinco anos em Santo Antônio de Pádua (VIDEO) 06/07/2026 Assalto é registrado por passageiros de ônibus durante congestionamento em Macaé (VIDEO) 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Justiça Eleitoral cassa diplomas da prefeita e da vice-prefeita de Araruama (VIDEO) Deslizamento às margens da RJ-186 preocupa moradores há quase cinco anos em Santo Antônio de Pádua (VIDEO) Assalto é registrado por passageiros de ônibus durante congestionamento em Macaé (VIDEO) Paes vai manter em sua chapa candidata a vice investigada pela PF por lavagem de dinheiro Mendonça concede liminar, e Crivella fica apto a disputar eleição para o Senado no Rio
Adolescente com síndrome de Rett está há 7 meses sem atendimento domiciliar em Teresópolis (VIDEO)

Adolescente com síndrome de Rett está há 7 meses sem atendimento domiciliar em Teresópolis (VIDEO) Família diz que a interrupção do home care prejudica o tratamento da filha. Prefeitura afirma que acompanha o caso e que o serviço depende de decisão da Justiça. Por Juliana Guzzo | g1 01/07/2026 Família diz que a interrupção do home care prejudica o tratamento da filha. — Foto: Arquivo Pessoal Teresópolis – A adolescente Eloah Vitória Magalhães de Queiroz, de 16 anos, diagnosticada com síndrome de Rett, está há sete meses sem atendimento domiciliar especializado em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. Segundo a mãe da adolescente, Juliana Magalhães, a interrupção do serviço compromete diretamente os cuidados de que a filha necessita diariamente. De acordo com a família, Eloah depende de assistência 24 horas por dia. Ela se alimenta exclusivamente por sonda e precisa de acompanhamento contínuo por causa das complicações provocadas pela progressão da doença. Juliana afirma que a filha recebeu atendimento domiciliar durante seis anos, mas que o serviço foi interrompido em dezembro de 2025. Segundo ela, a empresa responsável pelo home care informou que deixou de prestar o atendimento por falta de pagamento do poder público. Desde então, Eloah está sem assistência especializada em casa, incluindo sessões diárias de fisioterapia. A mãe relata que a adolescente perdeu peso e massa muscular desde a suspensão do serviço. Além da interrupção do atendimento, a família enfrenta dificuldades para manter o tratamento. Uma das sondas utilizadas por Eloah custa mais de R$ 2 mil e precisa ser substituída a cada três meses. Quando o equipamento não é fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a compra fica por conta da família. A trajetória da adolescente também é marcada por outras dificuldades. Sobrevivente da tragédia da Região Serrana de 2011, a família perdeu a casa, que quase foi soterrada por um deslizamento, e 16 parentes durante o desastre. Nos anos seguintes, outras perdas atingiram a família. Juliana perdeu um filho em decorrência de uma doença rara e, posteriormente, a mãe, que sofreu um infarto durante uma crise convulsiva de Eloah. Segundo a mãe, a expectativa inicial dos médicos era de que a filha vivesse apenas até os 3 anos. Com os cuidados recebidos ao longo da vida, Eloah completou 16 anos. O que diz a prefeitura Em nota, a Prefeitura de Teresópolis informou que Eloah é acompanhada pela rede municipal de saúde e recebe toda a assistência de responsabilidade do município. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, uma equipe multiprofissional avaliou a adolescente e concluiu que ela necessita de cuidados contínuos e permanentes compatíveis com a modalidade home care. No entanto, a pasta informou que esse tipo de atendimento não integra os serviços prestados diretamente pelo município. A prefeitura explicou ainda que a assistência domiciliar especializada é garantida por decisão judicial, por meio de sequestro de valores. Nesse modelo, os recursos são liberados por determinação da Justiça para custear o serviço, que não é contratado nem administrado pela Secretaria Municipal de Saúde. Ainda de acordo com a administração municipal, a Secretaria de Saúde continua acompanhando o caso, prestando a assistência de sua competência e adotando as medidas cabíveis sempre que necessário. A mãe de Eloah, porém, contesta que o atendimento oferecido atualmente seja suficiente. Ela cobra o restabelecimento do home care e afirma que também enfrenta dificuldades para obter medicamentos e suplementos alimentares, que, segundo ela, frequentemente estão em falta na farmácia municipal. A família segue buscando uma solução para garantir a continuidade do tratamento e da assistência especializada de que Eloah necessita. Clique aqui e assista ao vídeo Notícia anteriorPróxima notícia Região Serrana e Centro Sul FluminenseSUS Sistema Único de SaúdeTeresópolis RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Adolescente com síndrome de Rett está há 7 meses sem atendimento domiciliar em Teresópolis (VIDEO) 01/07/2026 Vereadores de Nova Friburgo derrubam veto do prefeito e mantêm auxílio-alimentação que pode ultrapassar R$ 1 mil por mês (VIDEO) 01/07/2026 Justiça Eleitoral cassa diplomas da prefeita e da vice-prefeita de Araruama (VIDEO) 02/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Adolescente com síndrome de Rett está há 7 meses sem atendimento domiciliar em Teresópolis (VIDEO) Vereadores de Nova Friburgo derrubam veto do prefeito e mantêm auxílio-alimentação que pode ultrapassar R$ 1 mil por mês (VIDEO) Justiça Eleitoral cassa diplomas da prefeita e da vice-prefeita de Araruama (VIDEO) Deslizamento às margens da RJ-186 preocupa moradores há quase cinco anos em Santo Antônio de Pádua (VIDEO) Assalto é registrado por passageiros de ônibus durante congestionamento em Macaé (VIDEO)
PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj

PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj Análise foi aberta após representação que cita episódios recentes da política do Rio; decisão sobre eventual intervenção caberia ao STF Por Band News 01/07/2026 PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj | Agência Brasil O procurador-geral da República, Paulo Gonet, autorizou a abertura de uma investigação para avaliar a necessidade de uma intervenção federal na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). As medidas para uma eventual intervenção ficariam a cargo do Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda não há prazo definido para a análise. A representação enviada ao Ministério Público Federal foi apresentada pelo advogado Leandro Mello Frota. O documento cita episódios recentes da política no estado, como a renúncia do ex-governador Cláudio Castro, uma operação de busca e apreensão em endereços de Val Ceasa, investigado por suposto envolvimento com o Terceiro Comando Puro, e as prisões do ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, e do deputado TH Joias, investigados por suposto envolvimento com o Comando Vermelho. O documento também cita a prisão do deputado Thiago Rangel, investigado por suspeita de chefiar um esquema de desvio de dinheiro público na Secretaria de Estado de Educação. Notícia anterior ALERJDeputado EstadualGovernadorMPF Ministério Público FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido Liberal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 PSDB e PSD pagaram R$ 1,1 milhão para aliada da “rainha do pó” em MG (VIDEO) 29/06/2026 Presidente da Câmara de Curitiba é alvo de operação contra “rachadinha” 29/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria

Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria Proposta do deputado Rogério Correia (PT-MG) é tipificar crime no Código Penal com pena de até 20 anos Texto criminaliza ato que comprometa a soberania nacional e a segurança do país Por Gabriela Echenique | Folha de S.Paulo 01/07/2026 O senador Flávio Bolsonaro fala durante um evento, em São Paulo – Alexandre Meneghini – 25.jun.26/REUTERS Brasília – Após a troca de cartas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, vir a público, o deputado Rogério Correia (PT-MG) protocolou um projeto que tipifica o crime de traição à pátria. A proposta inclui o novo crime no Código Penal e criminaliza qualquer ato que “comprometa a soberania nacional, a integridade territorial, a segurança do Estado ou os interesses estratégicos do país”. O texto considera crime o ato de revelar informação ou documentos sigilosos, especialmente em período de transição de governo. A proposta é uma reação imediata à postura de Flávio que, em ofício enviado ao governo norte-americano, se dispôs a colocar uma equipe de transição à disposição de Washington caso seja eleito em outubro. O texto também criminaliza o ato de negociar, ceder ou facilitar a entrega de recursos naturais ou riquezas nacionais a interesse estrangeiro. A proposta também inclui no Código Penal o ato que facilite ingerência estrangeira no processo eleitoral brasileiro. A preocupação do deputado tem como foco os minerais críticos, alvos de cobiça de vários países, e ocorre após falas de Donald Trump que sugerem possível intervenção no Brasil. “As ameaças à soberania nacional não se limitam mais a conflitos armados ou invasões territoriais, manifestando-se também por meio de articulações políticas, econômicas e diplomáticas destinadas a enfraquecer o Estado brasileiro, comprometer sua autonomia decisória ou submeter interesses nacionais a agendas estrangeiras”, diz o deputado ao justificar o projeto. O projeto estipula pena de até 20 anos para quem cometer o crime de traição à pátria. Notícia anteriorPróxima notícia Código PenalDeputado FederalPL Partido LiberalPT Partido dos TrabalhadoresSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Investigadores alegam limitações na equipe responsável pela perícia e pedem mais tempo para concluir as diligências Por Mariana Muniz | O Globo 01/07/2026 Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula — Foto: Arquivo Brasília – A Polícia Federal pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prorrogação do prazo para concluir a análise do material apreendido na investigação que apura suspeitas de fraudes envolvendo descontos em benefícios do INSS e que cita o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O pedido foi apresentado após a corporação afirmar que não conseguiu finalizar as diligências determinadas pelo relator dentro do período de 60 dias fixado anteriormente. No ofício encaminhado ao Supremo, a PF afirma que enfrenta dificuldades para cumprir a determinação em razão da escassez de servidores responsáveis pela extração e análise dos dados apreendidos durante a investigação. Segundo a corporação, o volume de equipamentos recolhidos e a limitação de pessoal especializado impediram a conclusão do trabalho no prazo inicialmente estabelecido. A cobrança por celeridade partiu do próprio Mendonça. Ao prorrogar o inquérito, o ministro determinou que a Polícia Federal apresentasse, em até 60 dias, a avaliação do conteúdo dos celulares, computadores e demais equipamentos apreendidos ao longo da investigação, demonstrando incômodo com a demora no andamento das diligências. O material analisado poderá embasar novos desdobramentos da apuração, incluindo a necessidade de novas oitivas, perícias ou medidas investigativas. Entre os nomes mencionados ao longo das investigações está o de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, cuja eventual participação é objeto de apuração pela Polícia Federal. Até o momento, ele não foi denunciado nem responde a ação penal relacionada ao caso. Entre as suspeitas investigadas pela Polícia Federal está a de que Lulinha seria sócio oculto do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado pelos investigadores como um dos principais operadores do esquema. A defesa de Lulinha nega qualquer irregularidade e diz que ele não tinha conhecimento dos esquema de fraudes no INSS. Como mostrou O GLOBO, as apurações sobre fraudes no INSS e envolvendo o caso Master estão no centro de um desconforto entre o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o ministro do Supremo, relator de ambas as investigações na Corte. Em janeiro deste ano, a PF informou ao STF que apurava citações a Lulinha no inquérito sobre fraudes no INSS. À época, a corporação afirmou que não havia indícios de envolvimento direto do empresário nas irregularidades investigadas, mas mencionou a possibilidade de um vínculo indireto, que seria analisado no curso das investigações. Na mesma manifestação, a PF ressaltou que, até aquele momento, não havia indícios de que Lulinha estivesse diretamente envolvido nas condutas relacionadas aos descontos associativos fraudulentos investigados no âmbito do INSS. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 PF mira em aliados de Sóstenes e faz operação para investigar aluguel de carros com verba parlamentar da Câmara 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
PF apreende dinheiro dentro de livro falso

PF apreende dinheiro dentro de livro falso Operação mira pessoas ligadas ao deputado federal Sóstenes Cavalcante Por Daniel Gullino | Veja 01/07/2026 Dinheiro encontrado em livro falso (Reprodução) A Polícia Federal (PF) apreendeu maços de dinheiro dentro de um livro falso. A apreensão ocorreu na Operação Galho Fraco II, um desdobramento da investigação que mirou o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) em dezembro do ano passado. Nessa etapa, pessoas ligadas ao parlamentar são alvos, mas não Sóstenes. Os maços de dinheiro foram encontrados em um dos endereços alvos da ação. A operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal. Nas fases anteriores, foram identificadas supostas irregularidades na contratação de empresa de locação de veículos com recursos da cota parlamentar. Agora, a PF encontrou indícios de possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas, o que pode caracterizar fraude processual. Também estão sendo investigados os crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPL Partido LiberalPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 PF apreende dinheiro dentro de livro falso 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Mendonça concede liminar, e Crivella fica apto a disputar eleição para o Senado no Rio

Mendonça concede liminar, e Crivella fica apto a disputar eleição para o Senado no Rio Decisão embaralha ainda mais a disputa, que tem ao menos oito pré-candidatos Por Caio Sartori | O Globo 01/07/2026 O deputado federal Marcelo Crivella — Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados/07-08-2023 O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), assinou nesta terça-feira uma liminar que deixa o deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos), ex-prefeito do Rio, apto a disputar o Senado. A decisão suspende os efeitos de uma condenação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) imposta no âmbito do chamado “QG da Propina”. Agora, a candidatura bagunça de vez o cenário local, que tem diversos postulantes às duas cadeiras em jogo. Mendonça avaliou que, “diante do calendário eleitoral em curso” e da pendência do julgamento definitivo do caso, seria prejudicial ao parlamentar tirá-lo da eleição. Também aponta que, na esfera criminal, o processo recebeu votos pela rejeição da denúncia, que acusa o ex-prefeito de receber valores indevidos a partir de contratos da gestão municipal. “Não se trata, reitero, de transpor conclusão penal para a esfera eleitoral, mesmo porque o recebimento ou não da denúncia criminal ainda não foi concluído pela Corte Regional”, escreveu o ministro. “Cuida-se apenas de reconhecer que, diante da identidade substancial do acervo probatório invocado e da severidade das sanções impostas, tal elemento reforça, em juízo cautelar, a plausibilidade de que o recurso especial merece apreciação aprofundada antes da produção de efeitos potencialmente irreversíveis sobre a capacidade eleitoral passiva do requerente.” Nesse contexto, aponta ainda o magistrado, a manutenção dos efeitos da decisão do TRE pode produzir uma consequência quase irreversível: “impedir ou comprometer a participação do requerente nos atos partidários de escolha de candidaturas e, na sequência, no processo de registro perante a Justiça Eleitoral”. Cenário embaralhado Com a liminar, que já era esperada por aliados, Crivella compõe de vez o cardápio já farto de pré-candidatos ao Senado no Rio. Há pelo menos oito possíveis nomes. São quatro apenas pelo lado da chapa do pré-candidato ao governo Eduardo Paes (PSD): Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD), os “oficiais” da aliança, e Helena Vieira (PSDB) e Marcos Dias (Podemos). Na coligação de Douglas Ruas (PL), o PL ainda não bateu o martelo sobre quem substituirá o ex-governador Cláudio Castro, que está inelegível. O outro candidato será o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União). Crivella integra o bloco dos que, ao menos por enquanto, não estão em um dos principais polos da disputa. Quem também se encaixa nisso é a vereadora carioca Monica Benicio, do PSOL. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPrefeitoRepublicanosRio de Janeiro RJTRE-RJTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list