Politicaria é um termo pejorativo que define a prática da política voltada para interesses particulares, mesquinhos ou clientelistas. É o famoso “toma lá, dá cá” ou a troca de favores em benefício próprio.

As consequências do 

seu voto

Governo Zema deu isenção de R$ 2 milhões à Eletrozema

Governo Zema deu isenção de R$ 2 milhões à Eletrozema

Justiça mantém prisão de Márcio Canella após audiência de custódia; ele será levado para Bangu 8 Cadeia de varejo pertence à família do ex-governador; dado foi divulgado por ordem judicial Por Bernardo Mello Franco | O Globo 24/06/2026 Romeu Zema, governador de Minas Gerais — Foto: Cristiano Mariz / Agência O Globo O governo de Minas Gerais finalmente divulgou, por ordem judicial, a lista das empresas que receberam incentivos fiscais na gestão de Romeu Zema. Uma linha da planilha chamou a atenção da oposição mineira: a Eletrozema recebeu R$ 2.282.543,68 de desconto no ICMS a partir de 2024. Como o nome indica, a cadeia de lojas de eletrodomésticos pertence ao Grupo Zema, cujo principal acionista é… o ex-governador Zema. A coluna procurou o pré-candidato ao Planalto pelo Novo, mas ele ainda não se manifestou. Em março, antes de renunciar ao governo de Minas, Zema defendeu que a lista das empresas beneficiadas por isenções continuasse em sigilo. — Essa questão é como se fosse um segredo industrial. Nós não vamos dar publicidade a isso porque seria extremamente pernicioso para o estado de Minas — disse. [Atualização das 17h40: Em nota enviada à coluna, Zema disse não ver “nada de errado” com as isenções fiscais que seu governo concedeu à Eletrozema. “A empresa de que sou sócio tem regime especial de tributação desde 2008, quando eu ainda nem pensava em atuar na política”, escreveu. “Não há nada de errado nisso. O debate correto é: o regime é transparente? Estão disponíveis para todas a empresas do setor sem privilégio? Cumpre a lei? Gera atividade econômica, emprego, renda e arrecadação? Se a resposta for sim, atacar o instrumento é apenas transformar uma política tributária regular em manchete sensacionalista”.] Notícia anteriorPróxima notícia Belford Roxo RJCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasDeputado EstadualItaboraí RJNiterói RJPL Partido LiberalPolícia CivilPolícia Federal PFPolícia Militar PMPP ProgressistasPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseResende RJRio de Janeiro RJSão Gonçalo RJSenadorSTF Supremo Tribunal FederalSul Fluminense Costa Verde Médio ParaíbaUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial 13/07/2026 PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara 13/07/2026 Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana

Prefeitura inicia reparo em rua de Teresópolis após protesto criativo

Prefeitura inicia reparo em rua de Teresópolis após protesto criativo

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Placa ao lado de buraco na Fazendinha viraliza nas redes sociais. Por Juliana Guzzo | g1 24/06/2026 Placa foi o objeto de protesto em Teresópolis — Foto: Redes Sociais Teresópolis – Após um protesto criativo de um morador, a prefeitura de Teresópolis, na Região Serrana do Rio, iniciou reparos em uma rua no bairro Fazendinha. Uma placa instalada ao lado de um buraco, que chamou atenção nas redes sociais, cobrava providências para o problema. Um problema de infraestrutura urbana na cidade ganhou repercussão nas redes sociais. Cansado de esperar pelo conserto de um buraco no início da Rua Jequié, no bairro Fazendinha, ele instalou uma placa no local contabilizando o tempo de existência do problema e convidando a prefeitura a agir. O cartaz trazia a mensagem “Dois meses, se quiser consertar”, em referência a um meme popular nas redes sociais. A autoria da placa não foi identificada, mas a manifestação teve resultado. Nesta quarta-feira (24), uma equipe da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos iniciou os reparos na galeria pluvial que provocou o afundamento da via. O caso chamou a atenção de moradores e internautas, que compartilharam imagens da ação bem-humorada como forma de cobrar uma solução para o problema. Recentemente, a prefeitura entregou um muro de contenção no bairro Fazendinha. Segundo a Secretaria de Obras, há um cronograma de operação tapa-buracos em diferentes pontos da cidade para melhorar as condições das vias. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana

Edir Macedo: R$ 10,4 bi na Forbes, banco na mira da PF e histórico de jatos e luxo em Miami

Edir Macedo: R$ 10,4 bi na Forbes, banco na mira da PF e histórico de jatos e luxo em Miami

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Enquanto instituição financeira ligada à Universal sofre bloqueio de R$ 670 milhões por suspeitas de fraudes, fundador desponta no ranking global de bilionários com rastro patrimonial que inclui venda milionária de ex-apartamento com elevador para carros. Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 24/06/2026 Entrada do prédio onde Edir Macedo vendeu apartamento em Miami (Reprodução / Alan Santos PR) Edir Macedo consolidou sua presença na lista de bilionários da Forbes de 2026 com uma fortuna estimada em US$ 2 bilhões, cifra que no câmbio atual ultrapassa os R$ 10,4 bilhões. O recorde financeiro do fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) ganha os holofotes no exato momento em que o Banco Digimais, instituição controlada por seu grupo econômico, torna se o alvo central de uma operação da Polícia Federal que investiga fraudes no Sistema Financeiro Nacional. O montante atualizado coloca o líder religioso na 2.052ª posição do ranking global da Forbes. O salto em relação às estimativas anteriores, que rondavam a casa dos R$ 9 bilhões, dá a exata dimensão de um império que transcendeu o púlpito. O ecossistema macedista cruza dízimos, concessões públicas de radiodifusão, um banco chancelado pelo Estado e um histórico de patrimônio internacional de altíssimo padrão, frequentemente blindado por engenharias corporativas e isenções tributárias. O cerco da PF e as suspeitas sobre o Digimais A frente mais crítica do império atualmente é a financeira. A Fórum mostrou que a Operação Miragem da Polícia Federal investiga o Banco Digimais por suspeitas de gestão fraudulenta, falsificação de dados em demonstrativos contábeis e operações de crédito vedadas. Com base em relatórios do Banco Central, a Justiça Federal de São Paulo autorizou o bloqueio de até R$ 670 milhões em bens e valores vinculados à instituição. A Fórum também revelou que a PF solicitou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do próprio Edir Macedo no caso Digimais. O bispo só não foi alvo de mandados diretos de busca e apreensão no Brasil porque os registros da investigação apontam que ele reside atualmente no exterior. O avanço do Digimais não ocorreu à margem das engrenagens do poder público. A Fórum já havia detalhado que o banco obteve aval para operar com sua nova marca durante a gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central. No âmbito estadual, a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) credenciou a instituição para oferecer empréstimos consignados aos policiais militares de São Paulo, atrelando o negócio diretamente à fonte segura da folha de pagamento do Estado. O ex apartamento em Miami e a venda milionária O histórico imobiliário de Edir Macedo nos Estados Unidos ilustra o abismo entre o discurso de desapego material e a prática corporativa. O símbolo máximo dessa extravagância foi a unidade 4005 no Porsche Design Tower, um edifício futurista em Sunny Isles Beach, na Flórida. O prédio é conhecido internacionalmente pelo elevador automotivo que permite aos moradores estacionarem seus carros de luxo dentro da própria sala de estar. O empreendimento é voltado à superelite global, abrigando apartamentos cujos valores chegam a ultrapassar impressionantes R$ 177 milhões. Documentos imobiliários levantados pela organização norte americana Trinity Foundation, entidade dedicada a investigar a opacidade patrimonial de lideranças religiosas, revelam que o imóvel não pertence mais ao bispo. Adquirido inicialmente por US$ 9,65 milhões, o apartamento foi vendido em setembro de 2025 por expressivos US$ 13 milhões, valor próximo a R$ 67 milhões na cotação brasileira. Reportagem do portal The Roys Report acrescenta um detalhe que evidencia a simbiose entre as empresas do líder religioso: a venda do imóvel em Miami foi concretizada mediante uma procuração durável assinada por Wilon Cardoso, executivo apontado como CEO da Record Enterprise Television Inc., braço da emissora nos Estados Unidos. A Trinity Foundation localizou ainda um segundo condomínio de luxo em Sunny Isles Beach, avaliado em US$ 10,7 milhões. A propriedade está registrada sob uma empresa do tipo LLC, sem gestores identificados publicamente no registro oficial de Miami Dade, o que dificulta a vinculação direta, mas reforça suspeitas sobre uma complexa engenharia de blindagem do patrimônio familiar. Histórico de luxo: Mansão de 18 suítes e cobertura no Templo de Salomão O rastro de propriedades suntuosas associadas à liderança da Universal possui capítulos conhecidos também no território brasileiro. Em 2009, reportagens revelaram que a cúpula da igreja desfrutava de uma mansão cinematográfica em Campos do Jordão, no interior de São Paulo. A propriedade contava com quatro andares, 18 suítes, cinema, piscina coberta e elevador panorâmico, registrada em nome da própria instituição religiosa. Anos depois, em 2014, registros da imprensa paulista apontaram a mudança do bispo e sua esposa para a cobertura do suntuoso Templo de Salomão, no Brás. O espaço blindado de aproximadamente mil metros quadrados foi descrito com requintes corporativos como jardim de inverno, acesso estritamente controlado por biometria e cartões magnéticos. Frota de jatos e imunidade tributária A circulação global da cúpula da Universal exige uma logística à altura dos bilhões listados na Forbes. O monitoramento patrimonial promovido pela Trinity Foundation vai muito além do mercado imobiliário. Por meio do projeto Pastor Planes, a entidade aponta a existência de aeronaves privadas de grande porte ligadas à igreja. A frota rastreada inclui modelos altíssimo custo da aviação executiva, como um Bombardier Global Express, um Dassault Falcon 2000EX, um Embraer EMB 505 e um Gulfstream G280. Essas aeronaves realizam rotas frequentes que conectam o Brasil a destinos na América do Norte, Europa e Oriente Médio. A exuberância patrimonial ganha contornos ainda mais superlativos quando se analisa o custo de mercado e a manutenção dessa frota internacional. O projeto Pastor Planes identificou aeronaves que figuram entre as mais caras e exclusivas da aviação executiva global. O jato Bombardier Global Express, por exemplo, possui versões cujos valores variam de 11 milhões a 15 milhões de dólares no mercado de seminovos, o que representa algo em torno de 57 milhões a 78 milhões de reais na cotação atual. Modelos mais antigos dessa mesma linha não saem por menos de 6,5

Justiça quebra sigilo do bispo Edir Macedo, da Universal e do Digimais

Justiça quebra sigilo do bispo Edir Macedo, da Universal e do Digimais

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Bispo evangélico é alvo de operação da Polícia Federal contra um esquema para manipular demonstrativos e fraudar o sistema financeiro Por Rodrigo Tammaro e Renan Porto | Metrópoles 24/06/2026 Edir Macedo | Facebook/ Reprodução A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (23/6), a Operação Miragem, contra um esquema de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Digimais, do bispo evangélico Edir Macedo. O fundador da Igreja Universal do Reino de Deus foi alvo de quebra de sigilo bancário e fiscal. Além do religioso, também foi autorizada a quebra dos sigilos de outros 17 alvos da operação e o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra nove alvos em São Paulo. De acordo com a corporação, Edir Macedo não é alvo dos mandados por residir no exterior. Segundo a investigação, os alvos teriam manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar sua real situação financeira do Banco Digimais. O objetivo seria criar uma aparência de solvência para burlar a fiscalização dos órgãos de controle e viabilizar operações supostamente irregulares. A decisão judicial também autorizou a PF a sequestrar e bloquear bens do bispo e dos outros nove alvos de busca e apreensão. O montante é de mais de R$ 670 milhões e, segundo a corporação, corresponde ao ganho patrimonial com a suposta fraude. Quem são os alvos da operação Mandados de busca e apreensão Marcelo de Lima Brasil João Alves de Campos Rodrigo Ruggero João Luiz Urbaneja Thiago Rodrigues Urbaneja José Roberto Giancoli Filho Rodrigo Balassiano Banco Digimais S.A. ID Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.   Quebra de sigilo fiscal B.A. Empreeendimentos e Participações S/A Banco Digimais S.A. Bless Capital Gestora de Recursos Digimais Securitizadora de Créditos Financeiros S.A. Edir Macedo Bezerra EXP 1 FIDC-NP Guidare FIM CP Hermon Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados (FIDC-NP) RL ID 112 FIDC-NP ID Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. João Alves de Campos João Luiz Urbaneja José Roberto Giancoli Filho Marcelo de Lima Brasil Rocha Silva Consultoria e Estruturação (Marcos Serviços de Consultoria Ltda) Rodrigo Balassiano Rodrigo Ruggero Thiago Rodrigues Urbaneja   Segundo a corporação, os investigados poderão responder pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedada. O que dizem os envolvidos Em nota, a Bless Capital afirmou que não foi alvo da operação e não foi objeto de qualquer medida judicial relacionada ao caso. A gestora também afirmou que não possui vínculo societário com a ID e não integra o mesmo grupo econômico da companhia. “Trata-se de empresas independentes, com estruturas societárias, governança e administrações próprias, que atuam em funções distintas dentro do ecossistema do mercado de capitais.” A Bless Capital ainda reforçou que todas as operações são conduzidas em estrita observância à regulamentação vigente, aos normativos dos órgãos reguladores e às melhores práticas de governança do mercado. “Não procede qualquer alegação de utilização de fundos geridos pela companhia para fins de maquiagem contábil ou qualquer outra prática irregular. A Bless Capital permanece à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos que venham a ser solicitados e segue acompanhando o tema com total transparência e responsabilidade”, concluiu. A Rocha Silva Consultoria e Estruturação informou que recebeu com surpresa a notícia sobre a operação. “Prestei serviços de estruturação e intermediação da venda do direito de crédito de clientes e jamais prestei qualquer serviço ao banco Digimais”, afirmou o proprietário da empresa, Marco Antônio Rocha da Silva. “Me coloco a disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos, posto que a venda do ativo foi lícita e não tenho ciência, e tão pouco responsabilidade, sobre eventual sobrevalorização do mesmo pela instituição investigada, conforme citado em reportagem. A venda do direito creditório, que é um ativo financeiro, foi legal. Não tive nenhuma participação posterior nos fatos que estão sendo apurados. Na época nem sabia que esse ativo iria para o banco Digimais, a operação foi com um fundo”, afirmou. O Metrópoles aguarda a manifestação dos outros citados. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana

Piloto filmou sacola com suposto dinheiro destinado a Ciro Nogueira, diz relatório da PF (VIDEO)

Piloto filmou sacola com suposto dinheiro destinado a Ciro Nogueira, diz relatório da PF (VIDEO)

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Relatório da PF aponta que mensagem entre Vorcaro e Zettel sobre repasse ocorreu um ano após a viagem Em táxi aéreo, empresário Beto Louco teria perguntado se ‘senador Ciro já estava aguardando’; parlamentar ainda não se pronunciou Por Gabriela Cecchin | Folha de S.Paulo 24/06/2026 Ciro Nogueira (à esq) e Daniel Vorcaro (à dir) próximos ao Aeroporto Internacional de Fort Lauderdale-Hollywood, EUA – Reprodução São Paulo – A Polícia Federal investiga se uma sacola que o piloto Mauro Caputti Mattosinho afirma ter transportado em um voo para Brasília, em 6 de agosto de 2024, seria destinada ao senador Ciro Nogueira (PP-PI). A informação foi publicada inicialmente pelo portal ICL Notícias e obtida pela Folha por meio dos documentos da investigação e de entrevista com o piloto. Mattosinho trabalhou na TAP (Táxi Aéreo Piracicaba) e afirma ter transportado regularmente o empresário Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, alvo de operação por fraudes no setor de combustíveis. A investigação da PF apontou que Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, enviou ao operador financeiro Fabiano Zettel a mensagem: “Resolve Ciro e galerias hoje / Manda agora la”. Em resposta, Zettel encaminhou uma lista de pagamentos pendentes, na qual aparece a anotação “Espécie Ciro 350k”.  De início, a polícia acreditou que as mensagens teriam sido enviadas na mesma data da viagem; no entanto, após reavaliação detalhada do material, constatou-se que a conversa se deu no dia 6 de agosto de 2025, exatamente um ano depois. Ainda assim, a PF afirma que mantém suas suspeitas de dinheiro em espécie enviado ao parlamentar, com base tanto no relato do piloto quanto nas mensagens trocadas no ano seguinte. Procurado por WhatsApp desde a manhã de sexta-feira (19), Ciro Nogueira ainda não se posicionou. A defesa de Daniel Vorcaro disse que não irá comentar. Advogados de Roberto Leme afirmaram à reportagem que nega qualquer transporte de recursos, bem como qualquer vínculo com Vorcaro, e diz que o empresário “nunca sequer deu um ‘bom dia’ ao ex-banqueiro ou pessoas ligadas a ele. Já a empresa TAP afirma que desconhece os fatos noticiados e que sua operação está “de acordo com a legislação pertiente, seguindo rigorosas regras de compliance”. Em declaração encaminhada à PF, Mattosinho relata que, em 6 de agosto de 2024, fazia o trajeto São Paulo-Brasília na aeronave PR-SMG quando recebeu do gestor uma sacola de papel que deveria receber “cuidado especial” porque continha “grana”. Segundo o piloto, o peso e o formato da embalagem o fizeram concluir que havia dinheiro em espécie no interior. “Eu fiz aquele vídeo no intuito de demarcar que eu não estava maluco”, disse posteriormente à PF. Ao pousar em Brasília, Mattosinho afirma que permaneceu na cabine enquanto os passageiros desembarcavam. Foi nesse momento, segundo ele, que ouviu Beto Louco perguntar a um funcionário se “estava tudo certo com o Ciro” e se “o senador Ciro já estava aguardando a gente”. O piloto afirma ter entendido que a referência era a Ciro Nogueira. Beto Louco levou a sacola para fora da aeronave, segundo o piloto, e não voltou com ela para São Paulo. SOB AMEAÇA, PILOTO VIVE SEM RESIDÊNCIA FIXA DESDE DEPOIMENTO Mattosinho afirma que passou a receber ameaças após começar a reunir documentos e procurar a Polícia Federal. Segundo ele, uma pessoa telefonou descrevendo o endereço de uma familiar e ameaçando cometer violência sexual contra ela. Em outro episódio, relata que uma mulher de sua família percebeu, por três sábados seguidos, um homem fotografando a frente de sua casa. Ele também diz que pessoas que se apresentaram como policiais o procuraram em um endereço antigo, sem deixar qualquer documento ou intimação. O piloto afirma ter contratado um especialista particular em proteção de testemunhas e adotado protocolos de segurança. Segundo ele, o advogado chegou a apresentar a possibilidade de solicitar sua inclusão no Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas, previsto em lei para pessoas que correm risco em razão da colaboração com investigações e processos judiciais, mas Mattosinho considerou que os impactos em sua vida pessoal e profissional seriam excessivos. O advogado especialista em direito penal Leonardo Tajaribe explica que a testemunha que está em situação de risco não é obrigada a entrar no programa, que pode impor limitações de contato, mudanças de rotina e, em alguns casos, alteração de endereço, afastamento do círculo social e medidas de sigilo. “Se incluída no programa, a testemunha não pode transformar a proteção em um cardápio de preferências. O programa funciona com regras próprias de segurança, apesar de algumas medidas serem negociadas dentro do possível”, afirma. Já o advogado criminalista Lucas Monteiro, sócio da Monteiro Porto & Perassoli Sociedade de Advogados, explica que serviços privados de segurança podem oferecer maior flexibilidade na gestão da rotina e permitir que a pessoa mantenha maior controle sobre suas decisões de deslocamento e contatos. Há dez meses, o piloto vive mudando de endereço a cada duas semanas e não consegue exercer a carreira na aviação executiva, setor em que trabalhou por 17 anos. “Meu trabalho dos sonhos. Meu pai era piloto, sempre quis ser piloto. Não está dando mais, infelizmente”, afirmou durante a entrevista. “Eu denunciei um crime e minha vida está absolutamente em frangalhos, profissionalmente.” Ele diz acreditar que será difícil conseguir voltar a trabalhar no setor. “Todo mundo que é usuário desse sistema de aviação executiva se conhece. Então eu me tornei meio que uma ‘persona non grata’, pelo menos por um tempo”, disse.https://www.dailymotion.com/video/xah8x2m Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana

‘Método Master’: entenda os sinais de fraude no Digimais que são semelhantes ao caso do banco de Vorcaro

‘Método Master’: entenda os sinais de fraude no Digimais que são semelhantes ao caso do banco de Vorcaro

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Os alvos da operação são investigados pelos supostos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em balanços e realização de operações de crédito vedadas Por Eduardo Gonçalves, Thaís Barcellos, Aline Ribeiro e Matheus de Souza | O Globo 24/06/2026 Operação da PF bloqueia R$ 670,3 milhões e vê sinais de crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em balanço e operações de crédito vedadas — Foto: Aloisio Mauricio/Fotoarena via Agência O Globo) Brasília e São Paulo – A Polícia Federal (PF) deflagrou ontem a Operação Miragem para investigar um suposto esquema de fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional envolvendo o banco digital Digimais, instituição controlada pelo empresário Edir Macedo. A ação ocorreu em São Paulo e incluiu o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de bens e valores de até R$ 670,3 milhões, e do afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados. Segundo a PF, o Digimais teria adotado práticas similares às do Banco Master, ao captar recursos com oferta de investimentos com remuneração acima da média do mercado e a garantia de proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), além de inflar ativos sem lastro e manipular balanços para driblar os órgãos de controle. Os alvos da operação são investigados pelos supostos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em balanços e realização de operações de crédito vedadas. A PF cita que, a exemplo do Master, o Digimais passou a emitir, a partir de 2023, Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com taxas superiores a 110% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), referência do mercado. A PF afirma que a instituição replicou irregularidades, ao emitir títulos com “rentabilidades desproporcionais” às praticadas no mercado, usando o FGC como fator de atração. O FGC funciona como uma garantia a investidores que aportam até R$ 250 mil em instituições financeiras. O escândalo do Master resultou em necessidade de ressarcimento bilionária a investidores e na necessidade de aporte de instituições financeiras ao FGC. Além disso, o relatório policial aponta a “precificação de títulos antigos e sem valor da Vale em R$ 650 milhões, a avaliação de um terreno em Pernambuco por R$ 150 milhões quando o seu valor real seria inferior a R$ 10 milhões, e a marcação de uma carteira de automóveis em R$ 3,5 bilhões”. A superavaliação de ativos, segundo a PF, tinha como objetivo inflar artificialmente o patrimônio do banco. ‘Práticas temerárias’ “O Banco Digimais, sob o controle de Edir Macedo, adotou práticas financeiras temerárias e estreitamente análogas às do extinto Banco Master”, diz trecho do relatório da PF. O banco é controlado pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus. Em outro caso, dois ativos que somavam R$ 71 milhões foram reavaliados em seguida em R$ 174,5 milhões, inflando de forma artificial o bem. “Como será adiante demonstrado, aproveitando a assimetria de informação e a confiança dos depositantes na proteção institucional, a diretoria do Banco Digimais replicou a prática de superavaliar ativos mediante a emissão de títulos com rentabilidades desproporcionais aos indicadores de mercado, efetuando manipulações nos balanços com o objetivo de ocultar dos órgãos de controle a deterioração da sua carteira de crédito”, diz a PF. No pedido enviado à 7ª Vara Criminal Federal, a PF cita um processo encaminhado pelo Banco Central para o Ministério Público Federal a partir de indícios de irregularidades cometidas pelos gestores do Digimais, encontrados em processo de supervisão bancária. Em nota, a instituição afirmou: “Em relação à operação da Polícia Federal desta manhã o Banco Digimais informa que permanece à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos e colaborar com as apurações em curso. A instituição reafirma seu compromisso com a transparência, a conformidade regulatória e a plena colaboração com as autoridades competentes”. Em outro trecho do relatório, a PF aponta que o Digimais inflou em quase dez vezes o valor das cotas de fundos em seu balanço, contabilizando ativos que valiam R$ 71 milhões por R$ 741,348 milhões. A diferença, de R$ 670 milhões, é justamente o montante autorizado para bloqueio na Operação Miragem. A investigação indica que o banco usou uma estrutura de fundos para melhorar seus resultados contábeis. Manobra contábil De acordo com o documento da PF, a “manobra contábil” teve início quando o Digimais passou a deter cotas do Hermon Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios não-padronizados. Essas cotas foram registradas no balanço do banco pelo montante de R$ 741,348 milhões. Os valores são referentes à compra de direitos de crédito a partir de uma ação de indenização ajuizada em 1967 por herdeiros da família Villela em face da União. A aquisição foi feita em etapas. Na primeira compra, em fevereiro de 2023, o ID112 Fundo de Investimento em Direitos Creditórios não-padronizados comprou fatia de 7,7% por R$ 9 milhões. Essa fatia foi transferida ao fundo Guidare, e o ativo foi reavaliado para R$ 100 milhões. Em nova etapa, em junho de 2023, outra fatia foi adquirida no valor de R$ 22 milhões e reavaliada posteriormente para R$ 130 milhões. “Tal fato resultou na apuração de rendas no valor de R$ 199 milhões, com o reconhecimento desses valores na contabilidade do Banco Digimais em função da valorização das cotas do fundo”, diz a PF. O processo teve nova repetição. Em setembro de 2023, o fundo Hermon comprou mais duas cotas de direito creditório da família Villela, cada uma no valor de R$ 20 milhões. Em reavaliação posterior, as cotas passaram ao total de R$ 174,590 milhões, cada. Com essas operações, o registro de patrimônio do fundo subiu ao patamar de R$ 741,348 milhões, “muito embora o custo de aquisição dos ativos perfizesse a soma de apenas R$ 71 milhões”, diz a PF. O BC constatou a infração e determinou a correção no balanço, para que os ativos voltassem ao valor de R$ 71 milhões. O banco pediu o parcelamento do impacto no balanço em cinco anos. Ainda assim, no dia 29 de

Alvo da PF, Digimais é acusado de se passar pelo Detran para cobrar clientes

Alvo da PF, Digimais é acusado de se passar pelo Detran para cobrar clientes

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Clientes reclamam de cobrança de financiamento veicular do Banco Digimais, do bispo Edir Macedo, com ameaças em nome do Detran Por Artur Rodrigues | Metrópoles 24/06/2026 Edir Macedo | Reprodução O Banco Digimais e assessorias de cobrança são acusados por clientes de se passar pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) para cobrar dívidas, segundo uma série de relatos postados no site Reclame Aqui. O banco entrou nos holofotes nesta terça-feira (23/6) após ser alvo da Operação Miragem, deflagrada pela Polícia Federal (PF) contra um esquema de fraudes financeiras. Ao todo, a PF cumpriu nove mandados de busca e apreensão e quebrou sigilos bancário e fiscal. O dono do banco, bispo Edir Macedo, da Igreja Universal, não foi alvo dos mandados por residir no exterior, mas teve a quebra de sigilo e o bloqueio de bens decretados pela Justiça. Ao todo, foram bloqueados mais de R$ 670 milhões de 10 dos alvos da operação. Enquanto na operação o Digimais é apontado como responsável por inflar artificialmente o próprio patrimônio, a clientela do banco reclama de práticas abusivas por parte da instituição financeira. Um dos relatos, por exemplo, afirma ter recebido uma cobrança incomum devido ao financiamento de seu veículo. A cobrança teria sido feita não em nome do banco, mas sim do Detran, segundo o relato. “O Detran não faz comunicado para cobrar o cliente de parcela em atraso e sim de multas e imposto a que lhe compete, em caso extremo faz o bloqueio do veículo via judicial como demanda a lei. Posso estar em atraso, mas não sou desinformado”, afirmou o cliente. Busca e apreensão Outro cliente reclama de uma assessoria que teria mandado SMS se passando pelo Detran “com ameaças de suspensão de CNH, bloqueio de RENAVAM e busca e apreensão” relativas a uma dívida com o Banco Digimais. No Reclame Aqui, o próprio Digimais admitiu que “que a mensagem enviada via SMS ficou fora do padrão de comunicação adotado pela instituição”. “O caso está em tratamento internamente, com reforço das orientações relacionadas à conduta e comunicação com clientes”, afirmou a ouvidoria do banco. Em outro caso parecido, a ouvidoria do banco afirmou que “identificou-se divergência pontual em comunicação encaminhada, em desacordo com as diretrizes e padrões de comunicação adotados pela instituição”. Na plataforma, a instituição bancária tem reputação considerada ruim. O Metrópoles procurou a assessoria da Digimais, que não se posicionou até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto. Operação contra o Digimais A representação da Polícia Federal que fundamentou a operação contra o Banco Digimais aponta que a instituição do bispo evangélico Edir Macedo seguiu o mesmo modus operandi do Banco Master, pivô de um dos maiores escândalos financeiros da história do país. Segundo a investigação, os alvos teriam manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira do Banco Digimais. O objetivo seria criar uma aparência de solvência para burlar a fiscalização dos órgãos de controle e viabilizar operações supostamente irregulares. No documento, a PF aponta que o banco controlado por Edir Macedo “adotou práticas financeiras temerárias e estreitamente análogas às do extinto Banco Master”. Segundo a corporação, a instituição de Daniel Vorcaro implementou um modelo de captação massiva de recursos, atraindo clientes a partir da emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com taxas de retorno muito superiores às praticadas no mercado. A representação destaca ainda que tal captação não possuía lastro e sustentou-se na expectativa de cobertura por parte do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), instituição criada para proteger depositantes e investidores em caso de quebra da instituição. De acordo com a PF, isso demonstra que “a gestão utilizou a garantia coletiva para captar liquidez, ocultar o passivo a descoberto e transferir o risco da operação para o sistema financeiro”. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana

Obras na Reta seguem em Teresópolis com retirada de ciclofaixa e recapeamento

Obras na Reta seguem em Teresópolis com retirada de ciclofaixa e recapeamento

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Intervenção na Avenida Feliciano Sodré avança nesta terça-feira (23) e gera debate sobre mobilidade urbana no município. Por Juliana Guzzo | g1 23/06/2026 Intervenção na Avenida Feliciano Sodré avança nesta terça-feira (23) — Foto: Divulgação Teresópolis – As obras de recapeamento da Avenida Feliciano Sodré, conhecida como Reta, seguem nesta terça-feira (23) em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. A intervenção, iniciada na segunda-feira (22), ocorre no sentido Várzea-Alto e inclui a recuperação do asfalto e a retirada da ciclofaixa existente no trecho, medida que tem gerado questionamentos entre moradores e usuários da via. Segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, a mudança busca adequar o espaço à faixa exclusiva para ônibus e ampliar a área destinada à circulação de veículos. A retirada da ciclofaixa reacendeu o debate sobre mobilidade urbana na cidade. Durante o primeiro dia das intervenções, moradores relataram preocupação com a perda de um espaço utilizado tanto para deslocamentos diários quanto para atividades físicas e de lazer. De acordo com a prefeitura, as alterações estão previstas em um estudo de mobilidade elaborado pelo município. A administração municipal informou ainda que uma nova ciclofaixa será implantada após a abertura da via que passará pela área da antiga fábrica têxtil Sudamtex, conectando o trecho à Rua Nilza Chiapeta Fadigas, na Várzea. As equipes continuam atuando na região nesta terça-feira, e agentes da Guarda Civil Municipal acompanham a operação para orientar o trânsito e minimizar os impactos no fluxo de veículos. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana

Digimais usou dívida que vem desde 1942 para inflar balanço, diz PF

Digimais usou dívida que vem desde 1942 para inflar balanço, diz PF

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Família de homem morto em 1955 cobra União por decisão que deu origem à Vale. Digimais comprou créditos e os remarcou valendo 9 vezes mais Por Demétrio Vecchioli e Renan Porto | Metrópoles 23/06/2026 Edir Macedo | Arte/Metrópoles A Polícia Federal acusa o Digimais de utilizar direitos sobre créditos que vêm desde 1942 para inflar os balanços financeiros da instituição em pelo menos R$ 670 milhões. São dívidas da União com os herdeiros de um dos antigos sócios da Companhia Brasileira de Mineração e Siderurgia, encampada pelo presidente Getúlio Vargas para dar origem à Companhia Vale do Rio Doce – hoje conhecida só como Vale. Em 1967, os antigos acionistas da CBMS e da Itabira de Mineração e seus herdeiros entraram com uma ação contra a União cobrando uma indenização pelos direitos dos minerais valiosos que foram encampados por Vargas, conseguindo uma vitória definitiva em 1984, quando a sentença transitou em julgado. Há 42 anos, ficou definido que a União deveria pagar a eles 7 mil ações da Companhia Vale do Rio Doce (o que equivalia a 3,5% da companhia) e repassar todos os desdobramentos, bonificações e dividendos acumulados desde 1967. Mas, até agora, ninguém recebeu, porque o processo, que tramita na 2ª Vara Federal do Rio de Janeiro, ainda está em fase de liquidação, dada a complexidade dos cálculos e da constante substituição de beneficiários, uma vez que os credores vão morrendo e deixando herdeiros. Entre autores da ação inicial, estava Gastão de Azevedo Villela, um homem nascido em 1877 e que morreu em 1955. Os herdeiros dos seus herdeiros, que têm direito a 13,5% daquelas 7 mil ações da Vale, têm tentado, há 59 anos, serem indenizados pela União, até agora sem sucesso. Depois que gerações dos Villelas morreram sem pôr a mão no dinheiro, a família optou por vender parte dos seus direitos creditórios para o Digimais, que, de acordo com a Polícia Federal, começou a pôr em prática sua estratégia no início de 2023: adquirir fatias desse crédito por valores de mercado e, imediatamente, remarcá-las por valores astronômicos nos livros contábeis. A primeira etapa ocorreu por meio do ID 112 FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios), que registrou ter adquirido uma parcela de 7,7% do crédito de indenização por R$ 9 milhões. Pouco tempo depois, esse mesmo ativo foi transferido para outro veículo do grupo (o Fundo Guidare) e reavaliado para R$ 100 milhões. O procedimento se repetiu mais adiante naquele ano, quando uma nova fatia, de 9,25%, foi comprada por declarados R$ 22 milhões e remarcada no balanço por R$ 130 milhões. Operação cresce Em setembro de 2023, a operação escalou com a entrada do Hermon FIDC, outro fundo do Digimais, que comprou duas novas partes do crédito diretamente da família Villela, pagando declarados R$ 20 milhões por cada uma. Após manobras baseadas em pareceres jurídicos, cada uma foi remarcada para R$ 174,5 milhões. Assim, direitos creditórios que teriam custado efetivamente R$ 71 milhões, segundo a PF, foram registrados nos balanços do grupo de Edir Macedo valendo R$ 741,3 milhões, sem qualquer atualização na ação que permitisse concluir que o processo de liquidação, que já dura 42 anos, se aproxima da conclusão. Acusada pelos sucessores dos autores da ação de se opor “maliciosamente à execução, empregando ardis e meios artificiosos”, a União provisionava R$ 7 bilhões para pagar a dívida, cujo cálculo é altamente complexo – para o último perito judicial ouvido, é na verdade impossível. Em 2014, na Lei de Diretrizes Orçamentárias daquele ano, porém, provisionou R$ 24 bilhões para pagá-los, valor que agora os autores da ação cobram. Com direitos sobre 13,5% sobre o valor que vier a ser pago, os Villelas receberiam R$ 3,2 bilhões a partir dessa base. Eles venderam ao Digimais direitos sobre cerca de um terço disso, o que daria potenciais R$ 1 bilhão, para serem divididos com advogados que há 59 anos atuam no processo. Além disso, a expectativa de pagamento vem desde 1984, o que desvaloriza de forma significativa o valor desses papéis no mercado. Tanto que eles toparam vender por brutos R$ 71 milhões. Valorização artificial Assim, para a PF, o que o Digimais fez foi uma valorização artificial, que o permitiu apresentar um patrimônio líquido robusto, essencial para que a instituição pudesse captar mais recursos junto ao público por meio de CDBs, em movimentação que a PF aponta ter fortes semelhanças com o Banco Master. A fraude, contudo, foi identificada pelo Banco Central, que determinou que o banco revertesse os lançamentos, voltando ao valor original de custo. Para evitar o rombo que essa correção causaria, o Digimais desenhou uma nova manobra: no final de 2025, o banco vendeu as cotas dos fundos que continham os créditos para sua própria controladora, a B.A. Empreendimentos e Participações. A venda foi registrada pelo valor inflado de R$ 741,3 milhões, mas com uma cláusula peculiar: o pagamento só ocorreria em 2032. Essa operação, classificada pela PF como uma “burla à determinação de correção” do BC, permitiu que o banco mantivesse a aparência de riqueza, transformando um ativo duvidoso em um valor a receber do controlador. Além disso, a transação estourou os limites legais de exposição de crédito ao controlador em quase R$ 700 milhões. A fragilidade desses ativos também foi apontada por auditorias independentes. A Clifton Larson Allen (CLA) chegou a emitir um relatório com abstenção de opinião, afirmando que não foi possível concluir sequer sobre a existência física dos documentos de lastro ou sobre as premissas usadas para definir o valor bilionário dos créditos. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are

Sóstenes aciona embaixada dos EUA após Mendonça determinar remoção de vídeo que sugere financiamento do CV e PCC ao PT

Sóstenes aciona embaixada dos EUA após Mendonça determinar remoção de vídeo que sugere financiamento do CV e PCC ao PT

Sóstenes aciona embaixada dos EUA após Mendonça determinar remoção de vídeo que sugere financiamento do CV e PCC ao PT Bolsonarista disse ter atribuído ao governo americano, na gravação, as ‘suspeitas’ e sustenta que apenas as autoridades do país poderão esclarece-las Por Luis Felipe Azevedo | O Globo 23/06/2026 Sóstenes Cavalcante (PL) e ministro André Mendonça — Foto: Vinicius Loures/Agência Câmara e Brenno Carvalho/Agência O Globo Rio de Janeiro – O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou nesta terça-feira ter enviado um ofício à embaixada americana após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinar a remoção de um vídeo publicado pelo deputado. Na postagem, ele associa o PT às facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando Capital (PCC). O bolsonarista disse ter atribuído ao governo dos Estados Unidos, na gravação, as “suspeitas” descritas no post. — Em nenhum momento do meu vídeo eu afirmei. Eu disse que há suspeita do governo americano de que há financiamento de recursos do Comando Vermelho e do PCC ao Partido dos Trabalhadores — disse Sóstenes a jornalistas na Câmara. A decisão pela remoção foi proferida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), vice-presidente do TSE. Sóstenes sustenta que apenas o governo americano poderá esclarecer as suspeitas. No documento enviado à embaixada dos Estados Unidos, o bolsonarista solicita uma audiência pública com o representante americano no Brasil. — Como não fiz uma afirmação, mas falei que há uma suspeita do governo americano, ninguém melhor do que o próprio governo americano para dizer pública e notoriamente a toda a imprensa e aos brasileiros se há ou não esse tipo de suspeita — completou. No vídeo divulgado pelo parlamentar, o conteúdo menciona as críticas do governo à decisão dos Estados Unidos em classificar os grupos criminosos como organizações terroristas e, por isso, alega que investigações americanas suspeitam que o dinheiro oriundo de tais facções é responsável por financiar as campanhas eleitorais do PT. Sóstenes afirmou que, apesar de não concordar com o entendimento do magistrado, cumpriu a determinação no prazo previsto de 24 horas. ‘Caráter eleitoral’ Na decisão, que atendeu a representação apresentada por PT, PCdoB e PV, Mendonça afirma que a liberdade de expressão não protege a “imputação de fato ilícito grave”. O ministro aponta a inexistência de “elementos mínimos” que permitam concluir com segurança a fidedignidade das informações divulgadas por Sóstenes. “Dizer que determinado partido possui políticas públicas inadequadas de segurança, que é leniente com a criminalidade ou que se opõe a determinada estratégia de enfrentamento ao crime organizado situa-se, em princípio, no campo da opinião política e da crítica pública. Afirmar, contudo, que há ‘grandes suspeitas’ de que dinheiro de organizações criminosas financia campanhas eleitorais de partido político atribui ao debate eleitoral uma premissa fática grave, específica e verificável, que, ao menos em juízo preliminar, não possui demonstração mínima de correspondência com a realidade”, afirma Mendonça. Ainda conforme o TSE, a postagem possui “caráter eleitoral”, já que não se limita a análise da segurança pública. O vídeo apresenta o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, como uma “liderança vinculada ao enfrentamento dessas mesmas organizações”. “Embora a propaganda antecipada não se caracterize por toda e qualquer menção a pré-candidato, a jurisprudência desta Corte admite a configuração de propaganda eleitoral antecipada negativa quando o conteúdo veiculado, antes do período permitido, desqualifica a honra ou a imagem de adversário político ou divulga fato sabidamente inverídico”, aponta. Mendonça também ressalta que nas redes sociais a circulação de conteúdos “é rápida, expansiva e de difícil reversão”. Após a publicação de Sóstenes, houve compartilhamentos, comentários e divulgações em outros perfis, além do alcance de um “número expressivo de visualizações”. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPCdoBPL Partido LiberalPT Partido dos TrabalhadoresPV Partido VerdeSenadorSTF Supremo Tribunal FederalTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram A esposa de Jair Bolsonaro acusa enteado de ‘apunhalar pelas costas’ em disputa eleitoral 26/06/2026 Professores protestam durante votação do piso do magistério na Câmara de Campos 26/06/2026 Rubio responde a Flávio Bolsonaro e diz que manterá tarifaço pedido por Eduardo 26/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Master e Digimais: como Paulo Guedes e Campos Neto, no ex-governo Bolsonaro, promoveram a farra financeira da Faria Lima

Master e Digimais: como Paulo Guedes e Campos Neto, no ex-governo Bolsonaro, promoveram a farra financeira da Faria Lima

Fim da escala 6×1: Alcolumbre quer PEC após as eleições para cumprir acordo com Flávio Bolsonaro Investigações da PF sobre os bancos Master, de Daniel Vorcaro, e Digimais, de Edir Macedo, desnudam os efeitos de uma agenda neoliberal nos governos Temer e Bolsonaro que Flávio Bolsonaro quer reproduzir se vencer a eleição. Por Plínio Teodoro | Fórum 23/06/2026 Paulo Guedes, Jair Bolsonaro, Campos Neto e Ciro Nogueira no lançamento do novo Marco de Garantias, uma das medidas que permitiu a farra na Faria Lima (Marcelo Camargo / Agência Brasil) O escândalo do Banco Master, de Daniel Vorcaro, revelados na Compliance Zero, e a Operação Miragem sobre o Digimais, de Edir Macedo, revelam os efeitos colaterais de um modelo de desregulamentação financeira iniciada no governo golpista de Miche Temer (MDB) e levada às últimas consequências pelo “super” ministro da Economia Paulo Guedes e o presidente do “autônomo” Banco Central Roberto Campos Neto no ex-governo Jair Bolsonaro (PL). Vendida como “modernização” do sistema financeiro – mesma alcunha agora propalada por Flávio Bolsonaro para seduzir a Faria Lima -, as resoluções e medidas de Guedes e Campos Neto abriram caminho para um ecossistema de fintechs, bancos digitais e operações financeiras que Sob o governo Lula estão no centro de investigações da Polícia Federal. Durante anos, Paulo Guedes e Roberto Campos Neto venderam ao mercado a ideia de que o Brasil precisava romper o suposto oligopólio bancário para estimular a concorrência, democratizar o crédito e acelerar a inovação financeira. Sob esse discurso, foram criadas condições para a explosão de fintechs, bancos digitais, plataformas de crédito e estruturas financeiras que passaram a disputar espaço com as instituições tradicionais. O problema é que, enquanto a Faria Lima festejava a abertura, a fiscalização parecia perder capacidade de acompanhar a velocidade das transformações. Diante das investigações que alcançam Master e Digimais, emerge uma questão inevitável: os potenciais crimes identificados pela Polícia Federal são resultado de casos isolados ou revelam fragilidades de um modelo regulatório concebido justamente para flexibilizar barreiras e acelerar a expansão do setor financeiro? A resposta começa antes mesmo da chegada de Bolsonaro ao Palácio do Planalto. Governo Temer: a origem A origem da atual arquitetura financeira remonta ao governo Michel Temer (MDB). Em abril de 2018, o Conselho Monetário Nacional aprovou a Resolução 4.656, criando as Sociedades de Crédito Direto (SCDs) e as Sociedades de Empréstimo entre Pessoas (SEPs). À primeira vista, tratava-se de uma medida técnica destinada a estimular a inovação. Na prática, inaugurava uma ruptura histórica. Pela primeira vez, empresas não bancárias poderiam conceder crédito diretamente ao público sem a necessidade de se transformarem em bancos convencionais. A medida foi recebida com entusiasmo pela Faria Lima. O argumento era simples: mais concorrência reduziria juros e ampliaria o acesso ao crédito. Mas, a resolução também marcou o início de um processo de fragmentação do sistema financeiro. Novos agentes passaram a operar em um ambiente regulatório significativamente mais leve do que aquele imposto aos grandes bancos, enquanto o Estado apostava que a supervisão baseada em risco seria suficiente para acompanhar a expansão do setor. Bolsonaro: o financismo como política de Estado Quando Roberto Campos Neto assumiu um “autônomo” Banco Central, em 2019, esse processo foi acelerado e transformou o financismo em política de Estado. Diferentemente de seus antecessores, que viam a estabilidade financeira como prioridade absoluta, Campos Neto passou a tratar inovação e concorrência como objetivos centrais da autoridade monetária. A partir daquele momento, o BC deixou de atuar apenas como fiscalizador para assumir também o papel de indutor da expansão do mercado financeiro. Em 2020 veio o Sandbox Regulatório, mecanismo que permitiu a empresas selecionadas testar produtos e modelos de negócios sob regras diferenciadas de supervisão. A iniciativa era inspirada em experiências internacionais e apresentada como ferramenta de modernização. Mas também representava uma mudança de paradigma: o foco deixava de ser a prevenção de riscos para privilegiar a experimentação e o crescimento. O passo seguinte foi ainda mais ambicioso. Em 2021 entrou em operação o Open Banking, posteriormente ampliado para Open Finance. O sistema obrigou instituições financeiras a compartilhar dados de clientes, permitindo a integração de bancos, fintechs, plataformas de crédito e empresas de tecnologia em uma mesma rede. A Faria Lima, mais uma vez, comemorou. Campos Neto celebrou com Guedes a “modernização” no mercado brasileiro. No entanto, pouco se discutiu sobre os desafios de supervisão que surgiam a partir da criação de um ecossistema financeiro cada vez mais complexo, pulverizado e interconectado. “Terceirização” e Farra no mercado financeiro Foi nesse ambiente que prosperou o modelo conhecido como Banking as a Service (BaaS). Empresas sem tradição bancária passaram a oferecer contas, cartões, empréstimos e serviços financeiros utilizando a estrutura de instituições parceiras, em uma espécie de “terceirização”, a reboque do que acontece em outros setores, como o do trabalho, com o avanço do ultraliberalismo. A fronteira entre banco, fintech, empresa de tecnologia e plataforma financeira tornou-se cada vez mais difusa. O sistema cresceu. A fiscalização, não necessariamente. Paralelamente, a aprovação da Lei Complementar 182, o chamado Marco Legal das Startups, e da autonomia formal do Banco Central consolidou a visão de que a expansão do mercado financeiro deveria ocorrer com o mínimo de interferência estatal possível. As propostas estão no cerne do “pensamento” de Paulo Guedes, um entusiasta do neoliberalismo, alçado em 2018 pela mídia liberal e Faria Liberal como “o posto Ipiranga” de Jair Bolsonaro, uma espécie de oráculo que colocaria uma mordaço no confesso ignorante em Economia que seria colocado no Planalto após a prisão de Lula por outro “super” ministro, Sergio Moro, hoje candidato do clã ao governo do Paraná. O resultado foi a criação de um ambiente altamente favorável à entrada de forasteiros no mercado financeiro, à circulação de grandes volumes de recursos e ao surgimento de estruturas cada vez mais sofisticadas, que dificultavam a fiscalização. A brecha permitiu que o “empresário” Daniel Vorcaro e o “bispo” Edir Macedo se tornassem banqueiros, conseguindo do BC de Campos Neto o aval para operacionalizar o Master, em 2019, e o Digimais,

O que é o Digimais, banco controlado por Edir Macedo e investigado pela PF

O que é o Digimais, banco controlado por Edir Macedo e investigado pela PF

O que é o Digimais, banco controlado por Edir Macedo e investigado pela PF Instituição financeira está no centro da Operação Miragem e enfrenta desafios regulatórios e financeiros Por O Estado de S.Paulo 23/06/2026 Antigo Banco Renner, o Digimais passou ao controle de Edir Macedo e mudou de nome em 2020 Foto: Reprodução/bancodigimais.com.br O Banco Digimais, instituição financeira controlada pelo líder religioso Edir Macedo, está no centro da Operação Miragem, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira, 23, para investigar suspeitas de fraudes financeiras e irregularidades em operações de crédito. Fundado em 1981 em Porto Alegre, o banco tem origem no antigo Banco Renner, criado pela família de mesmo nome. Na época, a instituição concentrava suas atividades na concessão de empréstimos consignados e no financiamento de veículos, com foco no varejo. A aproximação de Edir Macedo começou em 2009, quando o Grupo Record adquiriu 40% das ações do Banco Renner. A operação só foi formalmente aprovada pelo Banco Central em 2013, quando Macedo e sua mulher, Ester Bezerra, passaram a deter 49% da instituição.  O controle integral foi assumido em 2020, quando o casal adquiriu a participação remanescente do banco. Após a operação, a instituição passou por um processo de reformulação e adotou o nome Digimais. Segundo a Polícia Federal, os problemas que culminaram na investigação têm relação com operações realizadas nos últimos anos. Os investigadores apontam que, em março de 2025, o banco realizou uma cessão de créditos estimada em R$ 660 milhões para o fundo FIDC EXP 1. A transação deu origem a uma disputa judicial após questionamentos sobre a qualidade dos ativos negociados e a existência da documentação necessária para comprovar os créditos. As apurações também mencionam uma exposição de aproximadamente R$ 600 milhões do Digimais a carteiras de crédito ligadas ao Banco Master. Após a liquidação da instituição, esses ativos passaram a ser alvo de questionamentos sobre qualidade, lastro e regularidade documental. Ainda de acordo com a investigação, houve uma tentativa de venda do Digimais em janeiro de 2025 para Maurício Quadrado, executivo com passagem pelo Banco Master, por meio do Bluebank. A operação acabou vetada pelo Banco Central. Meses depois, em abril de 2026, o BTG Pactual anunciou a assinatura de documentos para uma possível aquisição do controle do Digimais. Segundo a Polícia Federal, a negociação ocorreu em um contexto de dificuldades de liquidez enfrentadas pela instituição para honrar compromissos financeiros. A conclusão do negócio depende de aprovações regulatórias, incluindo aval do Banco Central e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Além da investigação da PF, o banco também sofreu nesta semana um rebaixamento de classificação pela agência Fitch Ratings, que citou incertezas sobre sua situação financeira e retirou as avaliações de crédito da instituição por falta de informações suficientes para acompanhamento adequado. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Central BCBanco MasterCADE Conselho Administrativo de Defesa EconômicaPolícia Federal PFPorto Alegre RS Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram A esposa de Jair Bolsonaro acusa enteado de ‘apunhalar pelas costas’ em disputa eleitoral 26/06/2026 Professores protestam durante votação do piso do magistério na Câmara de Campos 26/06/2026 Rubio responde a Flávio Bolsonaro e diz que manterá tarifaço pedido por Eduardo 26/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

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