Proteção a Flávio Bolsonaro: Redes ‘gritam’ e cobrança sobre Mendonça explode

Proteção a Flávio Bolsonaro: Redes ‘gritam’ e cobrança sobre Mendonça explode Ministro é alvo de avalanche de críticas por ignorar o escandaloso caso envolvendo os R$ 61 milhões dados ao senador pelo banqueiro fraudador Daniel Vorcaro. Situação está insustentável e internautas ampliam indignação Por Henrique Rodrigues | Fórum 21/06/2026 O ministro André Mendonça, do STF – Foto: Marina Uezima/Photo Press Brazil/AFP A fervura no ambiente político nacional atingiu seu ponto máximo de saturação e transbordou para a atmosfera digital, provocando uma das maiores ondas de pressão popular vistas nos últimos tempos contra um magistrado do Supremo Tribunal Federal. A omissão deliberada do ministro André Mendonça em relação ao avanço das investigações contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no âmbito do caso Master detonou um verdadeiro levante virtual neste fim de semana. Nas plataformas, o clamor por isonomia jurídica e o fim da blindagem política ao clã bolsonarista transformaram o nome do ministro e do parlamentar nos tópicos mais comentados do país. A indignação coletiva, que vinha se acumulando nas últimas semanas à medida que novos capítulos do escândalo financeiro eram expostos, explodiu em definitivo neste domingo (21). A reação popular foi impulsionada pela divulgação de análises críticas contundentes e pela revelação de novos fatos que desnudaram a rede de mentiras erguida pela defesa do senador. A cobrança sobre Mendonça, relator do processo no STF, tornou-se insustentável: a sociedade civil exige saber por que o rigor da lei, aplicado com rapidez a outros personagens, parece paralisado quando o alvo é o filho 01 do ex-presidente extremista condenado e preso em regime domiciliar por tentar dar um golpe de Estado. O sinal de que a coisa saiu do controle Uma reação desmedida, neste domingo (21), serviu como um sinal de que essa cobrança saiu do controle e deve gerar mais convulsões. Um artigo da jornalista e comentarista política Eliane Cantanhêde no jornal O Estado de S. Paulo, sob o provocativo título “Caso Master: Não está faltando alguém nas buscas da PF e do STF?”, fez Flávio Bolsonaro perder as estribeiras. Cantanhêde vocalizou exatamente o sentimento de perplexidade que domina a opinião pública e que vem sendo exposto de forma crescente nos últimos dias. A jornalista apontou o óbvio: diante de uma operação que mobilizou a Polícia Federal e vasculhou endereços de diversas figuras públicas, a ausência de medidas cautelares contra o senador fluminense de extrema direita soa como uma incoerência institucional gritante. A reação intempestiva e agressiva de Flávio Bolsonaro nas redes sociais, que foi ao perfil oficial do Estadão no X para bater boca com a jornalista e tentar desviar o foco da denúncia, funcionou como combustível de alta octanagem para a revolta dos internautas. Ao tentar equiparar o repasse nebuloso de R$ 61 milhões feito por um banqueiro fraudador ao financiamento de uma peça publicitária legítima, Flávio acabou por confessar o desespero de quem vê os argumentos jurídicos se esgotarem. Em vez de aplacar as críticas, o ataque dele gerou o efeito reverso, expondo sua fragilidade e jogando ainda mais luz sobre a incômoda inércia de André Mendonça. R$ 61 milhões e uma biografia cinematográfica sob suspeita O cerne do escândalo que Mendonça parece insistir em ignorar envolve cifras astronômicas e transações financeiras internacionais que colocam o clã Bolsonaro no centro de um presumível esquema de lavagem de dinheiro e corrupção. As investigações da Polícia Federal apontam que Flávio Bolsonaro utilizou sua influência política para demandar R$ 134 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro, pivô do colossal rombo financeiro do Banco Master, o maior da história da República. Desse montante exigido, o parlamentar conseguiu abocanhar efetivamente R$ 61 milhões. A justificativa oficial para o repasse milionário seria o financiamento do filme Dark Horse, uma hagiografia cinematográfica bizarra e de forma estética duvidosa destinada a reabilitar a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro. Contudo, o que parecia ser um investimento cultural privado revelou-se uma intrincada rota de fuga de capitais. De acordo com os relatórios da PF, os R$ 61 milhões foram enviados por Vorcaro para os EUA, tendo como destino o fundo Havengate, administrado por um advogado ligado diretamente ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão de Flávio. A suspeita dos investigadores é que o dinheiro do banqueiro fraudador serviu, na verdade, para financiar a estrutura política e a permanência da família Bolsonaro em solo norte-americano, sem qualquer contrapartida pública ou transparência de mercado. Derrocada das versões e as mentiras desmascaradas O ambiente virtual neste domingo tornou-se ainda mais hostil para o senador, e colocando mais pressão sobre os ombros de Mendonça, após o colunista Lauro Jardim, do diário carioca O Globo, desmascarar a última linha de defesa de Flávio. O parlamentar vinha sustentando publicamente que jamais tivera uma relação de proximidade com Daniel Vorcaro, limitando o contato a uma única reunião institucional no final de novembro de 2025 para “encerrar as tratativas” do filme. A nota de Jardim, contudo, mostrou que o senador mentiu de forma sistemática. O colunista trouxe à tona que Flávio e Vorcaro realizavam encontros secretos e a sós desde o primeiro semestre do ano passado, utilizando como cenário uma mansão alugada pelo banqueiro em Brasília. O histórico de recuos de Flávio é extenso: primeiro, afirmou que sequer conhecia o banqueiro; depois, ao ter o número de celular encontrado na agenda do criminoso, disse que seu contato era “público em Brasília”; em seguida, áudios revelados pelo The Intercept Brasil mostraram o senador chamando o criminoso financeiro de “irmãozão” em diálogos de extrema intimidade. A desfaçatez culminou com a descoberta de que Flávio viajou a São Paulo para visitar o aliado quando este já se encontrava sob monitoramento de tornozeleira eletrônica. Blindagem de Mendonça e o constrangimento institucional A análise crítica publicada pela Fórum publicada esta semana, que teve estrondosa visibilidade no ambiente virtual, jogou luz sobre o papel desempenhado por André Mendonça nesse tabuleiro de proteção mútua. Indicado ao STF por Jair Bolsonaro com a promessa de lealdade aos valores da ala mais ideológica da extrema direita, o ministro agora se vê no centro de uma encruzilhada ética e jurídica. Ao assinar despachos que blindam o 01 de investigações mais profundas e ao ignorar os pareceres técnicos da Polícia Federal que defendem a abertura formal de inquérito contra
Mendonça determina exclusão de vídeo publicado por Sóstenes que sugere financiamento do CV e PCC ao PT

Mendonça determina exclusão de vídeo publicado por Sóstenes que sugere financiamento do CV e PCC ao PT Vice-presidente do TSE apontou que liberdade de expressão não justifica publicação do conteúdo que ‘não possui demonstração mínima de correspondência com a realidade’ Por Yago Godoy | O Globo 21/06/2026 Sóstenes Cavalcante (PL) e ministro André Mendonça — Foto: Vinicius Loures/Agência Câmara e Brenno Carvalho/Agência O Globo Rio de Janeiro – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a remoção de um vídeo publicado pelo deputado federal Sóstenes Cavalcante, do PL, em que ele associa o governo petista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao financiamento das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão liminar foi proferida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), vice-presidente do TSE. No vídeo divulgado pelo parlamentar, o conteúdo menciona as críticas do governo à decisão dos Estados Unidos em classificar os grupos criminosos como organizações terroristas e, por isso, alega que investigações americanas suspeitam que o dinheiro oriundo de tais facções é responsável por financiar as campanhas eleitorais do PT. Na decisão, que atendeu a representação apresentada por PT, PCdoB e PV, Mendonça afirma que a liberdade de expressão não protege a “imputação de fato ilícito grave”. O ministro aponta a inexistência de “elementos mínimos” que permitam concluir com segurança a fidedignidade das informações divulgadas por Sóstenes. “Dizer que determinado partido possui políticas públicas inadequadas de segurança, que é leniente com a criminalidade ou que se opõe a determinada estratégia de enfrentamento ao crime organizado situa-se, em princípio, no campo da opinião política e da crítica pública. Afirmar, contudo, que há ‘grandes suspeitas’ de que dinheiro de organizações criminosas financia campanhas eleitorais de partido político atribui ao debate eleitoral uma premissa fática grave, específica e verificável, que, ao menos em juízo preliminar, não possui demonstração mínima de correspondência com a realidade”, afirma Mendonça. Ainda conforme o TSE, a postagem possui “caráter eleitoral”, já que não se limita a análise da segurança pública. O vídeo apresenta o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, como uma “liderança vinculada ao enfrentamento dessas mesmas organizações”. “Embora a propaganda antecipada não se caracterize por toda e qualquer menção a pré-candidato, a jurisprudência desta Corte admite a configuração de propaganda eleitoral antecipada negativa quando o conteúdo veiculado, antes do período permitido, desqualifica a honra ou a imagem de adversário político ou divulga fato sabidamente inverídico”, aponta. Mendonça também ressalta que nas redes sociais a circulação de conteúdos “é rápida, expansiva e de difícil reversão”. Após a publicação de Sóstenes, houve compartilhamentos, comentários e divulgações em outros perfis, além do alcance de um “número expressivo de visualizações”. A decisão, proferida nesta sexta-feira, determinou a remoção do conteúdo em até 24 horas, e as plataformas digitais já foram notificadas. Mendonça também proibiu a republicação, o impulsionamento ou a divulgação de conteúdo idêntico ou equivalente. O caso será submetido ao plenário do tribunal. Como mostrou a colunista Bela Megale, do GLOBO, Mendonça também proibiu, em outra decisão, o PL de continuar utilizando recursos pagos para impulsionar o vídeo nas redes sociais. Notícia anteriorPróxima notícia PCdoBPL Partido LiberalPT Partido dos TrabalhadoresPV Partido VerdeSenadorSTF Supremo Tribunal FederalTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram A esposa de Jair Bolsonaro acusa enteado de ‘apunhalar pelas costas’ em disputa eleitoral 26/06/2026 Professores protestam durante votação do piso do magistério na Câmara de Campos 26/06/2026 Rubio responde a Flávio Bolsonaro e diz que manterá tarifaço pedido por Eduardo 26/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Os três traços em comum que ‘unem’ Cláudio Castro e Jaques Wagner

Os três traços em comum que ‘unem’ Cláudio Castro e Jaques Wagner Cláudio Castro e Jaques Wagner têm duas características em comum: são ex-governadores e estão enrolados na teia de Daniel Vorcaro. Surgiu recentemente um terceiro traço a uni-los. Por Lauro Jardim | O Globo 21/06/2026 Senador Jaques Wagner — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo Quando a PF foi à casa dos dois para a operação de busca e apreensão determinada pelo STF, o porteiro avisou aos agentes que eles tinham se mudado. Não de prédio. Mas de andar. Castro foi para uma confortável cobertura. E Wagner se mudou no mês passado para um apartamento de R$ 10 milhões, exatamente um andar acima do que morava, num imóvel que ele deixou para parentes. O apartamento fica num dos endereços mais nobres de Salvador. Notícia anteriorPróxima notícia GovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFPT Partido dos TrabalhadoresSalvador BASenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? 22/06/2026 Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master 22/06/2026 Prefeituras driblam Constituição e deixam de aplicar R$ 704,6 milhões do Fundeb em educação infantil 22/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Como Eduardo montou nos EUA rede de contatos que o levaram a Donald Trump e à condenação no STF

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Expedição de seis dias e 15 compromissos nos Estados Unidos em novembro de 2018 ajudou a construir a rede de relacionamentos que o deputado hoje aciona para tentar punir o STF; procurado, deputado não se manifestou Por Guilherme Caetano | O Estado de S.Paulo 21/06/2026 O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) no jantar de aniversário de Steve Bannon em 2018, em Washington Foto: Divulgação BRASÍLIA — Passava das 20h quando Steve Bannon chamou a atenção dos convidados com algumas batidinhas na taça de vidro. Ele agradeceu à presença das mais de 50 pessoas que tinham comparecido ao seu jantar de aniversário de 65 anos, em sua casa em Capitol Hill, Washington DC, e afirmou ter um convidado ilustre naquela noite. Bannon apontou para Eduardo Bolsonaro — então deputado federal pelo PSL de São Paulo e cujo pai, Jair Bolsonaro, havia acabado de ser eleito presidente da República após derrotar Fernando Haddad (PT) — e declarou que o brasileiro seria o representante do The Movement no Brasil. Era uma referência ao grupo internacional de ultradireita fundado por ele. A festa na casa de Bannon, estrategista da campanha vitoriosa de Donald Trump à Casa Branca em 2016, coroava uma semana de agendas na capital americana, em Nova York e na Flórida. Os contatos feitos naquela semana, entre 26 de novembro e 1º de dezembro de 2018, hoje facilitam o acesso de Eduardo no governo Trump em meio às suas articulações para impôr sanções ao Brasil. Procurado, o deputado não se manifestou. Eduardo vem nutrindo bom relacionamento com alguns dos contatos que conheceu na viagem de 2018. Ele voltaria a se encontrar com muitos deles em idas aos Estados Unidos e mesmo no Brasil, com a organização da versão brasileira do CPAC, uma conferência ligada à direita trumpista. A articulação de Eduardo o colocou no alvo de autoridades brasileiras. Ele foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira, 16, a quatro anos e dois meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pela prática do crime de coação no curso do processo. O colegiado entendeu que ele atuou para interferir no julgamento da ação penal em que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenado por tentativa de golpe de Estado. Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), o ex-deputado fez declarações públicas e publicações em redes sociais em que afirmou ter feito gestões para que o governo dos Estados Unidos impusesse sanções a autoridades brasileiras, incluindo ministros do STF, e medidas econômicas ao País, em razão do que considera uma perseguição política a seu pai. A ponte para Washington A expedição de 2018 fora organizada pelo cientista político Márcio Coimbra, que tinha trabalhado com o Partido Republicano durante sete anos, em campanhas eleitorais e no Leadership Institute, que realiza treinamento para candidatos da legenda. O então secretário de assuntos internacionais do PSL, Filipe Martins, que viria a ser nomeado assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República, também os acompanhou. Tinha vindo dele, afinal, a iniciativa da viagem. Na casa de Bannon, por exemplo, Eduardo conheceu Sebastian Gorka, que havia sido auxiliar de Trump em 2017 e viria a ser nomeado diretor sênior de contraterrorismo na Casa Branca em 2025. Gorka é hoje um dos contatos do deputado mais próximos ao presidente americano. A primeira agenda do trio em Washington, em 2018, foi com a então subsecretária do Departamento de Estado, Kim Breier. A americana estava preocupada com a situação na Venezuela, e Eduardo lhe disse que Cuba “infiltrava” pessoas no Brasil por meio do programa Mais Médicos, com apoio da Venezuela, mas que seu pai acabaria com o projeto — o país caribenho tinha anunciado, na semana anterior, a suspensão da parceria com o Brasil após Bolsonaro assumir o poder. O Mais Médicos, implementado pelo governo Dilma Rousseff, ficou associado a Cuba por ter aberto espaço para profissionais da saúde vindos do país caribenho, já que muitos médicos brasileiros tinham resistência para trabalhar em cidades do interior. Em agosto, o governo Trump revogou o visto de um secretário do Ministério da Saúde do Brasil por causa do programa. Em seguida, eles participaram de uma mesa redonda no American Enterprise Institute, organizada por Roger Noriega, ex-secretário-adjunto de Estado para Assuntos do Hemisfério Ocidental no governo George W. Bush. A agenda da tarde foi com David Malpass, sub-secretário do Tesouro, para quem Eduardo disse que o governo de seu pai seria pró-livre mercado. Eduardo, Martins e Coimbra foram recebidos na mesma noite no gabinete do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro. O uruguaio tinha uma postura crítica à condução da democracia na Venezuela, e ouviu do filho do presidente que o governo brasileiro estaria alinhado à OEA nesse assunto. O dia seguinte teve um constrangimento para o grupo, que fora até a Casa Branca para uma agenda no National Security Council (NSC, o Conselho de Segurança Nacional). Eduardo foi barrado na portaria porque Martins havia trocado os campos de dia e mês ao preencher a data de aniversário do deputado no credenciamento para entrada no prédio — no formato americano, o mês vem antes do dia na notação de data. Como os dados não batiam, Eduardo não pôde entrar, e três membros do NSC tiveram de encontrá-los num Starbucks próximo. A saia-justa levou ao cancelamento da reunião que eles teriam naquela manhã com Jared Kushner, casado com Ivanka, filha de Trump, e então conselheiro sênior na Casa Branca. Ruídos na imprensa O almoço foi feito do outro lado da Lafayette Square, durante um evento organizado pelo Brazil-US Business Council, organização que busca fortalecer as relações entre os dois países. Na ocasião, o deputado afirmou aos cerca de 60 empresários que a reforma da Previdência, aposta do futuro ministro da Economia Paulo Guedes para ajeitar as contas públicas, talvez não fosse aprovada. A declaração vazou para a imprensa e causou mal-estar no governo de transição de Bolsonaro. Na saída do evento, Eduardo voltaria às manchetes ao afirmar para jornalistas que a transferência da Embaixada do Brasil de Jerusalém para Tel-Aviv “não era
Uma segunda reunião entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro

Uma segunda reunião entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro Não foi só no fim de novembro de 2025 que Flávio Bolsonaro se reuniu com Daniel Vorcaro, num encontro assumido pelo Zero Um, que foi à casa do banqueiro em São Paulo para, segundo ele, “dar um ponto final” nas negociações em torno do financiamento de R$ 134 milhões para o filme “Dark horse”. Houve outras conversas presenciais. Por Lauro Jardim | O Globo 21/06/2026 Flávio Bolsonaro cobrou Daniel Vorcaro pagamentos que seriam para o financiamento do filme sobre o pai, Jair Bolsonaro — Foto: Montagem feita pela Editoria de Arte Pelo menos uma delas ocorreu ainda no primeiro semestre do ano passado. O local foi a mansão que Vorcaro alugava em Brasília. Foi um encontro a dois. Tratava-se, portanto, de uma casa eclética em matéria de convidados. O imóvel chegou a receber também Alexandre de Moraes, algoz do pai de Flávio. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPL Partido LiberalSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? 22/06/2026 Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master 22/06/2026 Prefeituras driblam Constituição e deixam de aplicar R$ 704,6 milhões do Fundeb em educação infantil 22/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Liquidante aponta pelo menos R$ 1,5 bi do Master com irmã e pai de Vorcaro

Liquidante aponta pelo menos R$ 1,5 bi do Master com irmã e pai de Vorcaro O liquidante do Banco Master apontou, em ação nos Estados Unidos, desvios de pelo menos R$ 1,5 bilhão do Master com Natália e Henrique Vorcaro, irmã e pai de Daniel Vorcaro, como beneficiários. Por Natália Portinari | UOL 21/06/2026 Mansão comprada pela família de Vorcaro foi a mais cara já negociada em Orlando, nos EUA, até 2023 | Imagem: Divulgação O objetivo da ação judicial é recuperar uma mansão de US$ 35 milhões (R$ 177 milhões) na Flórida que teria sido comprada com dinheiro desviado do banco. O imóvel foi adquirido pela Sozo Real Estate, empresa da Flórida da qual Henrique é presidente e dono e Natália, vice-presidente.Procurada, a assessoria de Henrique Vorcaro disse que o liquidante usa “afirmativas inverídicas e sem respaldo de provas” para tentar bloquear o patrimônio do empresário no exterior. A ação detalha quatro esquemas pelos quais Henrique e Natália teriam recebido recursos do Master sem dar contrapartida real ao banco. O intuito do levantamento é explicar à Justiça americana que, na visão do liquidante, pai e irmã se comportaram como laranjas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O primeiro esquema envolve empréstimos a empresas de saúde. Entre 2019 e 2020, o Grupo Promed e outras empresas ligadas a Henrique obtiveram R$ 230 milhões em crédito do Master e de fundos do banco. Nenhum empréstimo foi pago. Em outra ocasião, houve a venda ao banco de recebíveis sem valor real. Empresas atribuídas a Henrique venderam ao City Fund — fundo 100% do Master — créditos no valor nominal de R$ 640 milhões em troca de R$ 470 milhões. O terceiro esquema envolve a Terra Santa, administradora de cemitérios controlada pela família Vorcaro. A empresa recebeu R$ 230 milhões de dois fundos ligados ao Master entre 2017 e 2019. Por último, o liquidante cita o City 2 Fund, criado a partir do City Fund em setembro de 2022. O Master transferiu mais de R$ 1 bilhão ao fundo, dos quais R$ 589 milhões foram repassados a empresas apontadas como sendo de Henrique. Nos e-mails corporativos de Daniel no Banco Master, o liquidante encontrou um rascunho de contrato de opção de compra de ações em que Henrique aparece como titular formal de 80% de duas empresas ligadas ao esquema. O documento previa que Daniel poderia adquirir essas participações a qualquer momento por R$ 1,00. Também foi encontrado um rascunho de contrato de opção de compra de imóveis com a mesma lógica: Henrique compraria propriedades por meio de intermediários e as transferiria a Daniel por R$ 1. A documentação comprova, para o liquidante, que o intuito dessas transações era apenas deixar os bens de Daniel Vorcaro na titularidade de terceiros. A ação cita ainda a segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em janeiro de 2026, em que a Polícia Federal citou R$ 2,2 bilhões em uma conta de Henrique na Reag, gestora de investimentos. Em nota, a assessoria de Henrique disse que a tentativa de bloqueio “já foi refutada várias vezes pela Justiça americana” — referindo-se a pedidos que não foram atendidos, por enquanto, na Justiça da Flórida — e que o patrimônio dele foi acumulado em 40 anos de vida empresarial. “Enquanto tenta avançar sobre o patrimônio de terceiros, o liquidante foge às suas obrigações de prestar contas das suas ações à frente do Banco Master, já que até o momento não trouxe a público a informação de quanto tem gastado por mês, inclusive com a contratação de diversos auxiliares e escritórios de advocacia no Brasil e no exterior”, diz a assessoria de Vorcaro, em nota. “Seria benéfico a todo processo que ao invés de atuar de forma repetitiva, o liquidante se ocupasse em dar transparência e publicidade às medidas que estão sendo adotadas contra diretores e acionistas do banco visando a recuperação de ativos.” Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPolícia Federal PF Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? 22/06/2026 Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master 22/06/2026 Prefeituras driblam Constituição e deixam de aplicar R$ 704,6 milhões do Fundeb em educação infantil 22/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Ciro Nogueira vendeu fazenda para offshore em paraíso fiscal representada por seu advogado

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha OUTRO LADO: Ciro Nogueira afirma que nem ele nem ninguém de sua família é proprietário de empresa fora do Brasil Além de advogar para empresa do senador, Gustavo Frazão é funcionário de uma secretaria de Teresina comandada pela mãe de Ciro Nogueira Por Lucas Marchesini | Folha de S.Paulo 20/06/2026 O senador Ciro Nogueira concede entrevista para a Folha em seu gabinete, em Brasília – Gabriela Biló/Folhapress Brasília – Uma empresa do senador Ciro Nogueira (PP-PI) vendeu uma fazenda de R$ 18,7 milhões no município de Pedro 2º (PI) para uma offshore sediada nos Emirados Árabes Unidos administrada por um advogado que trabalha para o parlamentar. A propriedade foi comprada pela Arraf International em março de 2025. Quem assina os papéis em nome da offshore é Gustavo Frazão, que advoga em mais de 20 processos para outra empresa de Ciro Nogueira. Não é possível saber quem é o dono da Arraf. A offshore foi criada dois meses antes da operação de compra e venda da fazenda. Seu endereço é uma caixa postal na zona franca do aeroporto de Sharjah, cidade próxima a Dubai conhecida como um paraíso fiscal. Os Emirados Árabes são uma federação, e a transparência de informações de empresas varia de local para local. A zona franca de Sharjah é a mais opaca do país, sem registro público de sócios das empresas. Pelo tipo da companhia, é possível saber apenas que a Arraf International tem um dono único. Além disso, as leis locais permitem que companhias pertençam integralmente a estrangeiros, sem a exigência de um sócio local. Na escritura que detalha a operação entre a offshore e a Fazendas Reunidas Nogueira Lima, datada de 27 de março de 2025, a Arraf é representada por Frazão. Além de advogar para a Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis, que pertence ao senador, ele também é funcionário comissionado da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas da Prefeitura de Teresina, comandada pela mãe do parlamentar, Eliane Nogueira Lima. A transação imobiliária ocorreu no mesmo período no qual Ciro Nogueira teria recebido dinheiro e outras vantagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master, de acordo com a Polícia Federal. Em 2024 e 2025, Vorcaro transferiu ao menos R$ 6 milhões ao senador por meio de empresas ligadas a ele, segundo as investigações. Procurado, o senador disse por meio de sua assessoria que “nem ele nem ninguém da família dele é proprietário de nenhuma empresa fora do Brasil”. Segundo Nogueira, sua mãe, para quem Gustavo Frazão trabalha como funcionário comissionado, é dona da Fazendas Reunidas. Mas dados da Polícia Federal que constam das investigações contra o senador mostram que ele detém 99% do capital da empresa. Quem representa a empresa na escritura é Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, irmão do senador. Raimundo também é investigado pela Polícia Federal. Ele administra a empresa de Ciro Nogueira que recebeu o dinheiro do Banco Master, a CNLF, atuando como uma espécie de laranja do senador. A Folha não conseguiu contato com Frazão. Ele foi procurado no dia 2 de junho e no dia 19 de junho no telefone celular registrado em seu escritório de advocacia e por meio da assessoria de imprensa da Prefeitura de Teresina. De acordo com a escritura, a fazenda tem 2.410 hectares, o que a coloca como uma propriedade de médio porte no Piauí. Empresas que pertencem ao senador costumam fazer operações entre elas, de acordo com documentos levantados pela Folha. A Fazendas Reunidas Nogueira Lima comprou um apartamento de 134 m² no Itaim Bibi por R$ 1,4 milhão em 9 de outubro de 2025 da CNLF. A CNLF havia adquirido o apartamento cerca de um ano antes, em 12 de agosto de 2024, por menos da metade do preço: R$ 650 mil. A mudança nos valores se deve a uma reforma, justificou Nogueira. Segundo ele, o imóvel é utilizado por sua mãe e sua irmã. A venda da fazenda para a offshore não é a única venda de Nogueira para uma empresa sediada no exterior. A CNLF vendeu um apartamento no Jardim Paulista, em São Paulo, por R$ 6,5 milhões em abril de 2025 para a Aliqum Participações, que pertence a uma offshore sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, outro paraíso fiscal. A offshore se chama Tedax Partners e não é possível saber seu beneficiário final. O representante legal da Aliqum é o empresário Carlos Santana, amigo do senador. O senador foi alvo de operação da Polícia Federal realizada em 7 de maio, um desdobramento da apuração sobre as fraudes cometidas por Daniel Vorcaro. Os documentos da operação descrevem uma relação entre Nogueira e Vorcaro marcada por “elevado grau de intimidade, confiança e proximidade”, com registros que vão desde a hospedagem em hotéis de luxo na Europa até repasses milionários. Entre as principais suspeitas da PF estão a de que o senador, que foi ministro da Casa Civil na gestão Jair Bolsonaro (PL), recebia quantias repassadas por Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro. Além disso, de acordo com as investigações, haveria o pagamento de outras despesas pessoais do parlamentar, como viagens de jatinho. Felipe teria feito uma parceria “ligada aos pagamentos mensais em favor do senador, correspondentes, inicialmente, ao valor de R$ 300 mil, com indícios de que teriam sido posteriormente aumentados para a importância de R$ 500 mil”. O primo de Vorcaro foi preso temporariamente. Em contrapartida, suspeita a PF, Ciro teria defendido os interesses de Vorcaro no Congresso, como a apresentação de uma emenda que ampliaria a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante. Essa proposta foi apelidada no mercado, à época, de “emenda Master”. A intenção era dar uma saída ao dono do banco, que àquela altura já não conseguia sustentar a arquitetura financeira montada, apontada pelos investigadores como fraudulenta. No período
Quem salvará o Digimais?

Quem salvará o Digimais? Com um rombo de 8,5 bilhões de reais, o banco do bispo Edir Macedo é a nova dor de cabeça do Banco Central, do FGC e do mercado Por Consuelo Dieguez | piauí 20/06/2026 Edir Macedo | Reprodução Rio de Janeiro – O escândalo do finado Banco Master, que desde o ano passado vem sacudindo os três poderes da República e o mercado financeiro, tem camuflado uma nova crise na praça. Trata-se do Digimais, o banco do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal, que tem como braço político o partido Republicanos. Segundo estimativas de mercado, o patrimônio líquido da instituição está negativo em cerca de 8,5 bilhões de reais. Desde que a crise do Master veio à tona, o mercado passou a olhar com lupa para a saúde de alguns bancos pequenos, pelo impacto que a quebra de alguns deles poderia causar ao patrimônio do FGC. Com a liquidação do Master, outras instituições envolvidas com o banco de Vorcaro foram liquidadas ou sofreram intervenção. Foi o caso do Will Bank, da corretora Reag, do banco Pleno, do ex-sócio de Vorcaro, Augusto Lima (com tornozeira eletrônica), e do Banif, também ligado aos sócios do Master. O que chama a atenção no Digimais é a forma de operar, muito semelhante à do Master. Uma delas é inflar artificialmente o patrimônio dos seus fundos para melhorar o balanço do banco para que, assim, possa emitir mais CDBs. Como o Master, o Digimais também coloca seus papéis a taxas bem acima das praticadas pelas instituições mais sólidas, de até 125% do CDI. Assim como o Master, o Digimais usa como isca para seus clientes a garantia do FGC para depósitos de até 250 mil reais. Finalmente, também como o Master, o Digimais contou com a ajuda das plataformas da XP e do BTG para espalhar seus CDBs na praça. As coincidências não param aí. Outra operação nos mesmos moldes do Master foi a venda de carteiras de crédito fraudulentas para outras instituições, assim como Vorcaro fez com o BRB. Uma dessas irregularidades do Digimais acabou indo parar na Justiça, e o processo corre na 13ª Vara de São Paulo, onde aguarda julgamento. A ação foi movida pelo fundo EXP1, que alega ter sido lesado pelo Digimais ao lhe vender carteiras de crédito falsas. Em 28 de fevereiro do ano passado, o EXP1 pagou 650 milhões de reais pelas carteiras de crédito consignadas do Digimais, e, como de praxe, aguardou a entrega dos documentos comprovando os créditos em carteira. O Digimais adiou ao máximo a entrega dos documentos que comprovavam os créditos nas carteiras, só apresentando-os em maio, três meses após a venda. Os documentos foram, então, analisados por uma consultoria internacional, a UHY lnternational Bendoraytes, contratada pelo fundo para avaliar os créditos. Em agosto, a auditoria apresentou seu relatório. A consultoria apontou uma grande fraude. Dos 55 mil contratos das carteiras de crédito, no valor de 650 milhões de reais, adquiridos pelo EXP1, 22 mil não tinham lastro, ou seja, eram falsos. E eram justamente as maiores carteiras, no valor de 500 milhões de reais. Pior. As carteiras sem lastro, como o fundo veio a descobrir, eram compostas por créditos do Master e da Reag (a gestora e administradora dos fundos do Master também liquidada pelo BC). O fundo pediu explicações ao banco, que confirmou a fraude, ao admitir que os créditos não existiam. E tentou oferecer novas carteiras. Como os originadores das carteiras eram os mesmos, ou seja, a Reag e o Master, o EXP1 declinou e pediu o estorno do dinheiro investido, mais os juros do período. O Digimais tentou uma negociação e pediu um prazo para ajustar o pagamento. Um mês depois do fundo ter entrado na Justiça e comunicado a fraude ao Banco Central, veio à tona o escândalo do Master, com a venda de carteiras de crédito fraudadas para o BRB, no valor de 12,7 bilhões de reais. Foi então que os gestores do fundo EXP1 descobriram que estavam envolvidos no mesmo tipo de golpe. Ainda que em uma ordem de grandeza diferente do escândalo do Banco Master, o caso do Digimais tem potencial para causar muito tumulto na praça, principalmente pela influência do Republicanos no Congresso, mais especificamente da bancada evangélica, que abriga boa parte dos políticos do Centrão. O ponto de interrogação do mercado é até que ponto uma ação mais dura do BC sobre essa pequena instituição, que há quatro anos vem operando no vermelho, pode provocar uma fúria apocalíptica entre os evangélicos e dificultar a situação do governo em um complicado ano eleitoral. O que se avalia é se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará disposto a comprar uma briga com Edir Macedo justamente quando está em busca de apoio para enfrentar o senador Flávio Bolsonaro, do PL, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, nas eleições presidenciais. O Digimais, embora um tamborete, como o mercado chama jocosamente os bancos pequenos, pode acabar interferindo numa decisão técnica do BC, assim como ocorreu com o Master, que levou mais de três anos para ser liquidado por causa de pressões políticas sobre a instituição. Como tem vindo diariamente à tona, o banqueiro Daniel Vorcaro e seus sócios, Augusto Lima e Maurício Quadrado, tinham relações muito próximas com políticos de todos os matizes ideológicos, juízes do Supremo Tribunal Federal – notadamente Alexandre de Moraes e Dias Toffoli – além do suporte de instituições do mercado financeiro, como o BTG Pactual e a XP – o que lhe deu fôlego para operar de forma arriscada e fraudulenta. O Master foi liquidado em novembro do ano passado pelo BC. Somados o banco e instituições correlatas, o rombo no Fundo Garantidor de Créditos (FGC) foi de 52 bilhões de reais. O caso do Digimais passa por diferentes rotas políticas, embora tenha florescido no governo Bolsonaro. Enquanto tentava reaver o dinheiro pago pelas carteiras de crédito, o EXP1 foi surpreendido com a mudança do presidente do Digimais. Thiago Urbaneja foi substituído por Aldemir Bendine, que se
Caso Master: não está faltando alguém nas buscas da PF e do STF?

Caso Master: não está faltando alguém nas buscas da PF e do STF? Não é crível fazer busca contra dois senadores e não contra Flávio Bolsonaro, com áudio, dinheiro e mentira Por Eliane Cantanhêde | O Estado de S.Paulo 20/06/2026 Combo Flávio Bolsonaro, Ciro Nogueira e Jacques Wagner. Fotos: Wilton Junior/Estadão – Geraldo Magela e Waldemir Barreto/Ag Senado Foto: Wilton Junior/Estadão e Geraldo Dois senadores de polos políticos opostos, Jaques Wagner, do PT, e Ciro Nogueira, do PP, já sofreram operação de busca e apreensão, a pedido da PF e com autorização do relator, ministro André Mendonça, por suspeita de recebimento de altos valores e favores no caso Master. Não ficou faltando alguém? E o também senador Flávio Bolsonaro, do PL? Essa é a pergunta que não quer calar e encontra mais dúvidas e interpretações do que respostas técnicas e jurídicas inquestionáveis. Como o processo corre sob sigilo (a la brasileira), não se sabe sequer se a PF já fez ou não o pedido de busca contra Flávio e se esse pedido foi ou não analisado por André Mendonça. Em qualquer dos casos, vale o velho e bom “por quê?” Tudo isso complica ainda mais, por Flávio ser, não apenas senador e enrolado com suspeitas anteriores, como rachadinhas, imóveis e envolvimento com milícias no Rio de Janeiro, mas candidato à Presidência da República. E por Mendonça ter sido nomeado por Jair Bolsonaro para o STF. A PF tem provas irrefutáveis, inclusive com áudios, de que Flávio pediu a bagatela de R$ 134 milhões para Daniel Vorcaro, do Master, supostamente para financiar o filme “Dark Horse”, sobre o pai, e de que foi a São Paulo para um encontro olho a olho com o banqueiro, quando ele já estava preso em casa, de tornozeleira eletrônica. Jaques Wagner, a bola da vez, líder do governo e velho amigo do presidente Lula, não tem do que reclamar e ninguém questiona a busca e a apreensão de celulares, dólares, euros e relógios caríssimos, depois de comprovado que ele ganhou apartamento de R$ 2,5 milhões, viagens em jatinhos e entrada de shows da turma do Master. Sem contar mesadas e contratos para a família. Ciro Nogueira, que preside o PP e foi chefe da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro, nem se fala. Bife banhado a ouro em Nova York, jatinhos para lá e para cá, estações de esqui na Europa e mesadas que chegaram, no mínimo, a R$ 6 milhões… E foi ele quem assumiu como sua, e apresentou no Senado, uma emenda não apenas favorecendo o Master, mas escrita no próprio Master. Uma explicação para as operações só contra dois dos três senadores é que a questão não é “quem pediu dinheiro”, mas qual a finalidade, quais as vantagens pessoais e se havia contrapartidas. Enquanto os “pagamentos” de Wagner e Nogueira a Vorcaro e ao Master são estridentes, como na própria emenda que ampliava o teto do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), até agora não surgiram evidências de que Flávio “pagou”, ou como pagou, a dívida. Sim, o argumento faz sentido e é reforçado pela versão de Flávio de que foi um “acerto privado”, mas não anula um dos motivos para busca e apreensão, que é preservar provas — quanto mais o tempo passa, mais as provas evaporam. Até por isso, não parece crível fazer operações contra dois senadores envolvidos e não contra outro, com áudio, viagem, dinheiro na conta, aliás, aqui e no exterior. E não foi pouco dinheiro… Uma possibilidade é que a PF e/ou André Mendonça queiram amadurecer mais as investigações contra Flávio, sem deixar qualquer margem de dúvida, antes de operações com muito impacto na opinião pública, em ano eleitoral e com a percepção de que a PF é “de Lula” e Mendonça, “de Bolsonaro”. Venha quando vier, se vier, uma operação de busca contra Flávio terá enorme repercussão. O áudio já estancou o seu crescimento nas pesquisas e, no Datafolha deste fim de semana, Lula está dez pontos à frente no primeiro turno (41% a 31%). Qualquer coisa que a PF descubra em endereços, celulares e computadores de Flávio pode fazer diferença. Se é que ainda há algo “preservado”? Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Rivais mantêm ‘pacto de silêncio’ e evitam explorar operação contra Jaques Wagner na Bahia 22/06/2026 ONG ligada a Dark Horse pagou entidade de secretário com verba municipal em SP 22/06/2026 Caso Master: não está faltando alguém nas buscas da PF e do STF? 20/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Depois de dias tensos, Ciro Nogueira relaxa em Ibiza

Depois de dias tensos, Ciro Nogueira relaxa em Ibiza A semana não foi boa para Ciro Nogueira com a enxurrada de revelações sobre sua relação com Daniel Vorcaro. Por Lauro Jardim | O Globo 19/06/2026 Ciro Nogueira relaxa em Ibiza — Foto: Imagem obtida pela coluna do Lauro Jardim Mas isso parece não ter afetado o bom humor de Ciro e nem o seu gosto por viagens. Hoje, por exemplo, o senador relaxava, de bermuda, camiseta e boné, bebericando taças de vinho branco no restaurante Juan y Andrea, em Ibiza, na Espanha. O material tornado público esta semana, após André Mendonça derrubar o sigilo do relatório da PF sobre a Operação Compliance Zero, revelou, entre outras mordomias bancadas por Vorcaro, gastos de US$ 2,1 milhões em uma única viagem para Couchevel em janeiro de 2025. Desse valor, US$ 1,2 milhão foi apenas para o aluguel de um chalé de luxo onde o senador ficou hospedado. Fora hoteis e despesas pagas em Lisboa, Paris e Nova York. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPolícia Federal PFPP ProgressistasSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? 22/06/2026 Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master 22/06/2026 Prefeituras driblam Constituição e deixam de aplicar R$ 704,6 milhões do Fundeb em educação infantil 22/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Caiado tem pelotão de 51 policiais militares para segurança pessoal e de familiares

Unha e Carne: ex-prefeito de Belford Roxo e ex-secretário da Polícia Civil são alvo da PF; grupo movimentou R$ 7,6 bilhões, aponta relatório do Coaf (VIDEO) Extensão da proteção à família de ex-governadores virou regra em primeiro dia de goiano fora do cargo Político diz que ‘ter escolta não é mordomia’ e que efetivo vai aumentar com policiais federais Por Ana Gabriela Oliveira Lima | Folha de S.Paulo 19/06/2026 Ronaldo Caiado recepciona, enquanto era governador de Goiás, policiais do estado em frente ao Palácio das Esmeraldas, sede do governo – Secretaria de Comunicação do Governo de Goiás – 29.mai.24 São Paulo – O presidenciável pelo PSD, Ronaldo Caiado, tem 51 policiais militares de Goiás, estado que governou até 31 de março, disponíveis para fazer sua segurança pessoal e de familiares em São Paulo. A quantidade é maior do que a de um pelotão no Brasil, subdivisão militar composta por cerca de 40 soldados, e mais de seis vezes o limite de pessoal estabelecido para ex-presidentes. Para o mais alto cargo da República, a previsão é de até oito servidores, quatro deles para segurança e apoio, quando terminado o mandato. A regra varia nos estados. O político se mudou para São Paulo para movimentar a campanha à Presidência. Com ele, vieram os policiais, com número inflado depois que o secretário-chefe da Casa Militar de Goiás, Marco Aurélio Godinho, assinou no Diário Oficial do estado, em 1º de abril, um dia após a renúncia de Caiado, portaria com novas regras sobre a segurança de ex-governadores. Godinho estipulou que as ações se estendem a familiares do ex-governador. O político também pode indicar quais policiais militares vão compor a equipe, em caso de disponibilidade. A portaria determina ainda que “a estrutura de transporte e hospedagem, e os demais recursos logísticos necessários à execução das medidas de segurança” ficam a cargo da Casa Militar do estado. O benefício é válido pelo tempo em que o político tiver exercido o cargo de governador, desde que o período seja superior a três anos. Caiado ficou no cargo por sete anos e três meses. Não estava explícito em normas anteriores o limite de pessoal para segurança, benefício previsto a ex-governadores na constituição estadual. Um decreto de 2011, no entanto, chamou a atenção para a necessidade de parcimônia, indicando que dez agentes já seria “número por demais excessivo e dissociado da realidade das instituições policiais envolvidas”. A relação dos 51 militares disponíveis para o governador e familiares consta em documento obtido pela Folha. O texto aponta que o gasto total com o salário dos agentes é de R$ 797,5 mil por mês, fora acréscimos de funções comissionadas e gratificações. O valor não contempla outros gastos, como as diárias. Questionada sobre o número de 51 agentes e qual é o gasto por mês com transporte, hospedagem e outras despesas com o grupo, a Secami afirmou que não divulga informações relacionadas ao efetivo por questão de segurança institucional. “O Governo de Goiás ressalta que o serviço é realizado com base em critérios técnicos e protocolos específicos. O efetivo utilizado não é fixo e atua em sistema de revezamento, conforme a necessidade operacional e as demandas de deslocamento e de agenda. Informa ainda que os profissionais da Secami designados para atividades de segurança não atuam, necessariamente, em dedicação exclusiva.” Já Caiado enviou nota dizendo ter quatro integrantes que se revezam de acordo com a escala. “Ter escolta não é mordomia. É proteção a quem mais enfrentou o PCC, o Comando Vermelho e as facções criminosas no Brasil. A obrigação de garantir segurança a ex-governadores e suas famílias vigora desde 2010 em Goiás. Está inscrita, inclusive, na Constituição do Estado. A equipe que atende Caiado tem, na verdade, 4 integrantes que se revezam de acordo com a escala, e não 51 pessoas”, afirmou a assessoria. Indagada se o político então negava o número de 51 agentes destacados para a sua segurança e de familiares, em sistema de revezamento, a assessoria afirmou que não se tratava de negar o número maior que um pelotão. Ela também não contestou a informação de que a segurança se estende a familiares, como as filhas de Caiado e a ex-primeira-dama Gracinha Caiado, atualmente pré-candidata ao Senado por Goiás. Caiado também afirmou que vai ter proteção adicional da Polícia Federal, em razão da candidatura à Presidência. “Quem combateu o crime organizado e reduziu em 84% os crimes violentos em Goiás precisa de segurança. E tem mais: após a homologação da candidatura, haverá proteção adicional da Polícia Federal. Os riscos não podem ser minimizados. O narcotráfico, o PCC e o Comando Vermelho não esquecem a mão pesada de Ronaldo Caiado em Goiás.” Apesar de as regras sobre segurança dependerem de leis nos estados, o STF (Supremo Tribunal Federal) já se posicionou sobre a necessidade de que o benefício respeite princípios republicanos de isonomia e moralidade. Segundo Bruno Morassutti, colunista da Folha e diretor de advocacy da Fiquem Sabendo, organização especializada no acesso a informações públicas, embora certos dados sobre o assunto possam ser sigilosos para garantir a segurança dos políticos, informações gerais, como o gasto com as operações, não deveriam ser negadas sob esse pretexto. A opacidade não se restringe ao governo de Goiás. A reportagem questionou 11 estados, aqueles cujos governadores deixaram o mandato neste ano para concorrer a outros cargos, sobre quantos seguranças estão à disposição dos políticos. O Distrito Federal informou que o quantitativo utilizado por Ibaneis Rocha (MDB) está em conformidade com a legislação vigente, que garante 4 servidores e 1 veículo oficial. Já Minas Gerais disse haver o emprego de um oficial e dois praças por turno de serviço para segurança de ex-governador. Romeu Zema (Novo), que deixou o cargo para concorrer à Presidência, confirmou usar o benefício, mas não informou a quantidade de agentes, alegando questão de segurança. Os demais estados não responderam. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJAvanteBelford Roxo RJCEPERJCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasCPI Comissão Parlamentar de InquéritoDeputado EstadualDeputado FederalGovernadorItaboraí RJMP-RJNiterói RJNova Iguaçu RJPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia CivilPolícia Federal PFPolícia Militar PMPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRegião Serrana e Centro Sul FluminenseResende RJSão Gonçalo RJSenadorSTF Supremo Tribunal FederalSul Fluminense Costa Verde Médio ParaíbaTeresópolis RJTribunal Regional Federal TRFTSE Tribunal Superior EleitoralUnião BrasilVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ
Rio das Pedras, última base da milícia na região, é alvo do CV, que quer formar ‘cinturão’; entenda a disputa territorial

Rio das Pedras, última base da milícia na região, é alvo do CV, que quer formar ‘cinturão’; entenda a disputa territorial Comunidade fica próxima da Floresta da Tijuca, cercada por comunidades sob o domínio da maior facção do Rio de Janeiro. Madrugada foi de tiroteio durante disputa entre os dois grupos criminosos Por O Globo 19/06/2026 Vista aérea de Rio das Pedras, na Zona Sudoeste do Rio — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo / 06-10-2023 Rio de Janeiro – Pela segunda madrugada seguida, a comunidade de Rio das Pedras registrou tiroteio nesta sexta-feira. Instalada entre a Floresta da Tijuca e a Lagoa da Tijuca, no caminho entre a Barra da Tijuca e Jacarepaguá, a localidade é considerada o “berço da milícia”. No entanto, depois de ver as favelas vizinhas tomadas pelo Comando Vermelho (CV), Rio das Pedras enfrenta uma nova investida dos traficantes, que tentam formar um cinturão de domínio na região. O episódio mais recente investigado pela Polícia Civil é a mudança de lado de nove milicianos de Rio das Pedras, que teriam passado a integrar o CV. Se quando surgiu a milícia chegou a se autointitular como Comando Azul, em referência às cores da Polícia Militar, já que sua formação tinha forte vínculo com agentes de segurança, hoje a situação é diferente. Os agentes e ex-agentes públicos não são mais maioria. Por isso, para fazer frente às investidas do CV, os paramilitares de Rio das Pedras chegam a fazer parcerias com o Terceiro Comando Puro (TCP), conforme O GLOBO mostrou em março. Por que o interesse do CV em Rio das Pedras? O CV atualmente domina boa parte das favelas da região. Além da Cidade de Deus, também tomou, por exemplo, a Gardênia Azul, anteriormente dominada pelos milicianos. No Itanhangá, a facção domina ainda as comunidades da Muzema — vizinha de Rio das Pedras —, Morro do Banco e Tijuquinha. A ideia do CV é formar um cinturão no entorno da Floresta da Tijuca e, para isso, precisaria tomar Rio das Pedras. Esse domínio facilitaria fugas em caso de ações da polícia ou guerras com grupos rivais. Rocinha, na Zona Sul; Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, região central; e o Complexo do Lins, na Zona Norte são outras das regiões que cercam a floresta e que estão sob o domínio do CV. Com 55 mil habitantes, segundo o último Censo, Rio das Pedras é ainda uma fonte de recursos para a milícia. Estimativas da polícia são de que os paramilitares arrecadem R$ 2 milhões por mês a partir da exploração de serviços como TV a cabo e internet, além da cobrança de taxas de segurança. A comunidade fica entre a Barra da Tijuca — para onde a cidade se expandiu na segunda metade do século passado, concentrando o comércio, negócios e moradias — e a região de Jacarepaguá. Região será priorizada em reocupação pelo Estado O plano de reocupação territorial feito pelo Governo do Estado do Rio — atendendo a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da ADPF 635 (ADPF das Favelas) — priorizará as comunidades da Gardênia Azul, da Muzema e de Rio das Pedras. Esse plano foi entregue pelo Estado ao STF em dezembro e aguarda homologação. A escolha da região ocorreu por conta de a região ter a presença dos três principais grupos criminosos do Rio — CV, milícia e TCP —, pela localização estratégica (que facilitaria fugas) e por concentrar áreas de expansão urbana e econômica, com alta densidade populacional. Quem comanda expansão do CV? Ainda segundo a polícia, a ordem para invadir territórios ocupados por bandos rivais, como é o caso de Rio das Pedras, foi dada por Edgard Alves de Andrade, o Doca. Com 44 mandados de prisão expedidos pela Justiça, o criminoso é um dos integrantes da cúpula do CV. Um dos encarregados de comandar essa expansão territorial é Carlos da Costa Neves, o Gardenal. Já Juan Breno Malta Rodrigues, o BMW, é apontado como um dos homens de guerra do bando. Contra Gardenal há 17 mandados de prisão expedidos pela Justiça, enquanto BMW é alvo de 16 ordens de prisão, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Manhã de impacto no trânsito, nas escolas e em unidades de saúde Diante de mais uma madrugada de tiroteio, o dia amanheceu em Rio das Pedras com trânsito na Avenida Engenheiro Souza Filho, principal da região. Motoristas relataram que a via ficou fechada nas primeiras horas da manhã. Por isso, 12 linhas de ônibus que passam pelo endereço tiveram seus itinerários alterados nesta manhã, com a operação normalizada por volta das 9h. O 18º BPM (Jacarepaguá) intensificou o policiamento e atua para estabilizar a região, informa a Polícia Militar. Além do trânsito, a situação também impacta na saúde e na educação. De acordo com a Secretaria municipal de Saúde, cinco unidades de atenção primária instaladas na região suspenderam o funcionamento e avaliam a possibilidade de abertura nas próximas horas. Já outras duas unidades mantiveram o atendimento, suspendendo apenas atividades externas, como visitas domiciliares. A Secretaria estadual de Educação informa que uma escola estadual na região também precisou ser fechada. Outras 16 unidades vinculadas ao município foram impactadas, informa a Secretaria municipal de Educação. Notícia anterior CNJ Conselho Nacional de JustiçaPolícia CivilPolícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Rio das Pedras, última base da milícia na região, é alvo do CV, que quer formar ‘cinturão’; entenda a disputa territorial 19/06/2026 Quem é Eduardo Chedid, executivo da Faria Lima e alvo da Operação Juros Zero 19/06/2026 Master: deputados do PP pagaram cartão de crédito de Ciro Nogueira, diz PF 18/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list