Politicaria é um termo pejorativo que define a prática da política voltada para interesses particulares, mesquinhos ou clientelistas. É o famoso “toma lá, dá cá” ou a troca de favores em benefício próprio.

As consequências do 

seu voto

Após médica baleada, motoristas relatam medo na Transolímpica: ‘A gente não vê policiamento’

Após médica baleada, motoristas relatam medo na Transolímpica: 'A gente não vê policiamento'

Após médica baleada, motoristas relatam medo na Transolímpica: ‘A gente não vê policiamento’ Mulher foi rendida e baleada por bandidos durante tentativa de assalto. Três bandidos foram presos, dois deles baleados. Polícia Militar diz que mantém policiamento ostensivo contínuo. Por Lilian Ribeiro e Marcello Victor | g1 Rio e TV Globo 22/04/2026 Médica ia para o trabalho no Samu quando foi baleada nas costas — Foto: Reprodução/TV Globo Motoristas que usam a Transolímpica relatam medo e cobram mais segurança após o tiroteio que deixou ao menos quatro feridos — entre eles, uma médica baleada na manhã de feriado desta terça-feira (21), na altura de Sulacap, na Zona Oeste do Rio. Usuários da via expressa dizem que a violência não é um caso isolado e criticam a falta de policiamento em um dos principais corredores de ligação entre bairros da região. “Eu fico triste porque, infelizmente, a segurança do nosso estado está muito ruim. Essa é a grande realidade. Agora, numa via expressa como essa, acontecer o que aconteceu não era para ter acontecido”, afirmou o corretor de imóveis e motorista de aplicativo Felipe Santos. Quem depende da Transolímpica para trabalhar relata sensação constante de vulnerabilidade. O eletricista Adriano Oliveira, que também atua como motorista de aplicativo, diz que o policiamento é insuficiente diante do fluxo intenso de veículos. “Uso bastante a Transolímpica. Trabalho no Aterro do Flamengo e pego sempre a via para seguir pela Barra. O trânsito é muito intenso e você não vê quase policiamento. Não tem segurança nenhuma”, afirmou. Procurada pela TV Globo, a Polícia Militar informou que mantém policiamento ostensivo contínuo na Transolímpica, com patrulhamento motorizado e pontos fixos em locais estratégicos. O tiroteio A manhã de feriado começou com pânico para quem passava pela via. Por volta das 6h30, criminosos armados circulavam em um carro elétrico roubado quando foram localizados por policiais do Batalhão de Bangu. Ao receberem ordem de parada, os suspeitos atiraram, dando início a um confronto. Motoristas e passageiros buscaram abrigo como puderam. Muitos desceram dos carros e se protegeram atrás da mureta central da pista. Durante a troca de tiros, um dos criminosos tentou roubar uma moto para fugir e, em seguida, abordou uma caminhonete. Segundo testemunhas, a motorista não parou e acabou baleada. A vítima é a médica pediatra Simone Ferreira Alves, que seguia para um plantão em uma base do Samu, em Senador Vasconcelos. Ela foi atingida nas costas, passou por cirurgia no Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, e o estado dela é estável, segundo a direção da unidade. De acordo com a Polícia Militar, dois suspeitos foram baleados e levados para a mesma unidade, sob custódia policial. Um terceiro foi preso no local do crime. Segundo a corporação, o grupo é ligado ao Complexo do Chapadão. Os policiais apreenderam duas pistolas e o carro elétrico roubado usado pelos criminosos. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM na Pavuna: ’23 tiros não é ordem de parada’, diz irmã 22/04/2026 Após médica baleada, motoristas relatam medo na Transolímpica: ‘A gente não vê policiamento’ 22/04/2026 Governador em exercício do RJ exonera mais 94 servidores; total chega a 638 e economia pode atingir R$ 30 milhões por ano 21/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

Flávio planeja reajustar aposentadorias e despesas com saúde e educação só pela inflação

Flávio planeja reajustar aposentadorias e despesas com saúde e educação só pela inflação

Flávio planeja reajustar aposentadorias e despesas com saúde e educação só pela inflação Equipe que elabora plano não fala abertamente sobre medidas por temor de ataques do PT; divulgação de plano foi adiado Propostas trariam economia de 2 pontos do PIB; pré-candidato diz que pode privatizar 95% das estatais Por Fernando Canzian | Folha de S.Paulo 21/04/2026 Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, durante evento no Rio de Janeiro – Daniel Ramalho -19.mar.26/AFP São Paulo – A equipe a cargo do programa econômico do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) considera politicamente viável um ajuste fiscal inicial da ordem de dois pontos percentuais do PIB (Produto Interno Bruto) caso o senador fluminense seja eleito. Isso equivale à metade do que especialistas consideram necessário (quatro pontos do PIB) para estabilizar a trajetória explosiva da dívida pública. A premissa, no entanto, é que seria dado um recado plausível a investidores que hoje financiam o déficit público. O mercado poderia passar a exigir juros menores para comprar títulos do Tesouro na expectativa de estabilização da dívida e de mais ajustes à frente. São consideradas três medidas principais: desvinculação de despesas com saúde do mínimo constitucional de 15% da receita corrente líquida (RCL); o mesmo na educação em relação aos atuais 18% da receita líquida de impostos (RLI); e a separação da política de aumento real (acima da inflação) para o salário mínimo de trabalhadores na ativa dos reajustes do piso básico da Previdência e do BPC (Benefício de Prestação Continuada) —ambos de um salário mínimo. A ideia central é que os pisos constitucionais para a saúde e educação, assim como os benefícios básicos do INSS e do BPC (a pessoas idosas ou com deficiência), possam ser corrigidos somente pela inflação. As mudanças requerem PECs (propostas de emenda à Constituição), que precisariam de 3/5 dos votos tanto na Câmara quanto no Senado. O partido do pré-candidato acredita que a direita sairá fortalecida das urnas, ampliando sua posição nas duas Casas legislativas. No caso do salário mínimo e da Previdência, a eventual mudança não feriria o que se considera cláusula pétrea na Constituição: a manutenção do poder de compra e do valor real do piso básico e dos benefícios, pois haveria correção anual pela variação dos preços. A equipe do presidenciável não fala abertamente sobre as possíveis medidas, e um anúncio do esboço de um plano programado para o final de março foi abortado. Com Flávio hoje empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) num eventual segundo turno, segundo o Datafolha, a equipe considera que a divulgação daria munição política ao petista, que poderia falar em perdas aos aposentados e em redução de verbas para a saúde e a educação. Em fevereiro, Flávio disse que promoveria um “tesouraço” para equilibrar as contas públicas. Afirmou também que daria para privatizar 95% das estatais. Em março, o coordenador de sua pré-campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), disse que o atual modelo econômico está “estourando”. Prometeu mudanças e afirmou que as reformas da Previdência (2019) e trabalhista (2017) seriam “revisitadas”. Se adotadas, as medidas de correção só pela inflação de aposentadorias, saúde e educação seriam suficientes para alterar, ainda que de forma limitada, a atual trajetória fiscal. O Brasil tem convivido no governo Lula 3 com déficits primários (sem considerar a conta de juros da dívida) de -0,5% a -1% do PIB —incluindo as várias exceções às regras do arcabouço fiscal. Embora o governo tenha aprovado em 2023 o arcabouço, que tem como alvo limitar o crescimento real dos gastos a 2,5% ao ano, eles têm aumentado quase que organicamente cerca de 3% reais (além da inflação). Isso vem comprimindo o espaço disponível para despesas com custeio e investimentos. Atualmente, menos de 10% do gasto primário federal é de livre alocação. Minucioso trabalho do CDPP (Centro de Debate de Políticas Públicas) com alguns dos melhores especialistas do país na área fiscal detalha que só os gastos com Previdência e assistência social crescem ao ritmo de 6% ao ano, pressionados pelo aumento do número de beneficiários e reajustes reais do salário mínimo. Os autores enfatizam que, segundo o próprio PLDO (projeto de lei de diretrizes orçamentárias) de 2026, cada R$ 1 de aumento real para o salário mínimo amplia as despesas primárias obrigatórias da União em R$ 429 milhões. Caso não haja mudanças nas regras atuais, o CDPP estima que o déficit primário possa saltar do atual -0,5% do PIB para -3% em dez anos. Se não for possível aumentar mais os impostos (a carga tributária atingiu recorde de 32,4% do PIB em 2025), haverá em 2036 despesas equivalentes a 21,5% do PIB para receitas ao redor de 18,5%. No caso das despesas vinculadas ao salário mínimo (Previdência e BPC), elas também são sensíveis à demografia e crescem de forma acelerada conforme a população envelhece. Dos mais de 41 milhões de aposentadorias e benefícios assistenciais pagos pelo INSS, 70% seguem o piso. A desindexação dessas duas despesas do aumento real do salário mínimo e sua correção somente pela inflação resultaria em economia potencial de R$ 1,1 trilhão em dez anos. Ela aumentaria gradualmente: no primeiro ano, seria de apenas R$ 15 bilhões, mas alcançaria R$ 238,5 bilhões em 2035. Economia um pouco menor (R$ 800 bilhões) no mesmo período é projetada para a desvinculação de saúde e educação à receita (passando à correção pela inflação), mas incluindo também a complementação federal no Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação). Nesse caso, a diferença passaria de R$ 29 bilhões no início para R$ 145 bilhões em 2035. Quanto maiores as despesas e o déficit do governo, mais altos são os juros exigidos por investidores para financiar o Tesouro. Os gastos também provocam a aceleração da atividade, pressionando a inflação, o que leva o Banco Central a manter juros altos para conter os preços. Essa combinação de déficits e juros elevados pressiona a dívida pública bruta. Nos quatro anos de Lula 3 ela deve subir cerca de dez pontos percentuais; e o próprio governo estima que chegará a 86% como proporção do PIB em 2027. Trata-se de um dos maiores endividamentos entre os emergentes e fonte de ansiedade para

Dez PMs do Bope viram réus por invasão de casas e uso irregular de câmeras em operação na Maré

Dez PMs do Bope viram réus por invasão de casas e uso irregular de câmeras em operação na Maré

Dez PMs do Bope viram réus por invasão de casas e uso irregular de câmeras em operação na Maré Segundo o MPRJ, agentes entraram em 13 imóveis durante operação em janeiro de 2025, deixaram cumprir missão e ocultaram imagens das câmeras corporais. Por g1 Rio 21/04/2026 Policiais descansando na casa de um morador — Foto: Reprodução/TV Globo A Justiça Militar aceitou duas denúncias do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e tornou réus 10 policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) — a tropa de elite da corporação — por irregularidades em uma operação no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, em 10 de janeiro de 2025. Os PMs vão responder por: violação de domicílio: de acordo com o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp/MPRJ), os agentes entraram clandestinamente em 13 residências na Nova Holanda, em alguns casos utilizando chave mestra ou arrombando a porta, sem autorização dos moradores nem ordem judicial; descumprimento de missão: ainda segundo o MPRJ, parte dos policiais também deixou de cumprir a missão de incursão e estabilização para permanecer dentro dos imóveis, onde dormiram, usaram banheiros e até consumiram itens das geladeiras dos moradores. recusa de obediência: as investigações apontam que agentes obstruíram deliberadamente as lentes das câmeras operacionais portáteis (COPs), o que resultou em gravações com “tela preta”, dificultando o registro das ações durante a operação.   A PM disse que instaurou procedimento e encaminhou relatório à Auditoria de Justiça Militar (veja nota completa abaixo). Os réus Os policiais que tiveram a denúncia aceita são: Bruno Martins Santiago, 3º sargento; Carlos Alberto Britis Júnior, 3º sargento; Luís Claudio Santos da Silva, 1º sargento; Diego Ferreira Ramos Martins, cabo; Diogo de Araújo Hernandes, 3º sargento; Douglas Nunes de Jesus, 2º sargento; Felippe Carlos de Sousa Martins, 1º tenente; Jorge Guerreiro Silva Nascimento, cabo; Rodrigo da Rocha Pita, cabo; Rodrigo Rosa Araujo Costa, 1º sargento.   O tenente Felippe Martins comandou a operação do Bope no Morro Santo Amaro em junho do ano passado. No local, acontecia uma festa junina na quadra da comunidade. Durante um confronto, o office boy Herus Guimarães Mendes foi baleado e morreu. A Corregedoria da PM indiciou o tenente por homicídio. Ele foi denunciado pelo Gaesp e virou réu na Justiça. Outras câmeras ajudaram a investigação Apesar do mau uso das câmeras corporais, imagens de outras câmeras e o áudio captado dos equipamentos cobertos ajudaram o Gaesp a compor as denúncias. Em uma casa, segundo a gravação de uma COP, um PM do Bope encontra a porta aberta e entra na sala, onde 3 policiais já estão sentados no sofá. Ele vai até a cozinha, abre a porta da geladeira, mexe nos produtos no congelador e pega um guaraná natural. Ele volta pra sala e brinca com os colegas: “Todo mundo assistindo televisão bonitinho!” “É o RJTV!”, responde um deles. A conversa segue, e PM com a câmera se estica no sofá e comenta sobre o guaraná. “Não vem um lacre? Pô, fiquei encabrestado agora. Vou esperar alguém chegar aqui com mais sede do que eu”, diz. Logo depois, ele cobre a lente da câmera, mas o áudio ainda é captado. O grupo fala sobre a comida encontrada na casa. “Tem bacon ali, tem carne, bacon”, destaca um. PM no banheiro Outro registro preservado mostra o momento em que um PM entra em um prédio residencial de 3 andares. Dentro de um apartamento, ele encontra um colega de farda sem camisa, que tinha acabado de usar o banheiro. Agente 1: “Pô, você já c ……. aqui, né? Agente 2: “Essa tábua aqui nojenta, né? Na sala, outro policial aparece deitado no sofá. O PM com a câmera ajeita uma almofada para deitar e fala: “Apaga a luz”. Eles apagam as luzes e ficam, segundo o MPRJ, por 1 hora e meia no “descanso” — enquanto deveriam estar em patrulhamento, o que resultou na denúncia por descumprimento de missão. Além de uma série de crimes, as imagens analisadas também revelam desrespeito: Agente: “Tem uma moradora lá em cima. Maravilhosa.” As denúncias O Gaesp apresentou duas denúncias: uma por crimes contra civis, como violação de domicílio, e outra por crimes militares, como descumprimento de missão e recusa de obediência — o mau uso das câmeras. Entre os denunciados está o cabo Rodrigo da Rocha Pita, apontado pelo Ministério Público como participante de sete episódios de invasão. O órgão afirma que não há previsão para o uso de chaves mestras em operações policiais e que a prática indica possível predisposição para a violação de domicílio. As denúncias foram encaminhadas à Justiça Militar, que vai decidir se aceita ou não as acusações. Até o momento, não houve imposição de medidas cautelares contra os denunciados. ‘Inaceitável’, diz promotor Segundo o promotor Paulo Roberto Mello Cunha, a apuração partiu de denúncias de moradores ao Ministério Público. “Entrar numa casa e usar como se fosse sua, acessar a geladeira, comer o que tem lá, ir ao banheiro, tirar a camisa, deitar, ligar o ar-condicionado, isso aí é inaceitável, não há nenhuma justificativa para isso”, declarou. De acordo com ele, as imagens das câmeras corporais foram fundamentais para o avanço do caso. “A COP veio mostrar uma realidade que a gente já ouvia há bastante tempo”, disse. “Escancarou essa realidade que já era denunciada pelos moradores e que a gente não conseguia efetivamente demonstrar para poder processar os policiais que agem incorretamente”, emendou. “A Constituição diz que o lar é o asilo inviolável do indivíduo, a não ser no caso de uma ordem judicial para entrar ou se está em andamento um crime em flagrante delito”, reforçou o promotor. Operação na Maré No dia 10 de janeiro de 2025, a Polícia Militar realizou uma operação no Complexo da Maré com o objetivo de combater roubos de cargas e veículos, além de identificar desmanches irregulares na região. A ação contou com equipes do Bope e de outras unidades especializadas e ocorreu em comunidades como Nova Holanda e Parque União. O que diz a PM “A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que a Corregedoria-Geral da Corporação, assim que tomou conhecimento do possível desvio de conduta envolvendo policiais, ocorrido em janeiro do ano passado, instaurou o procedimento apuratório cabível. Após a conclusão das investigações, o relatório foi encaminhado à Auditoria de Justiça

Governador em exercício do RJ exonera mais 94 servidores; total chega a 638 e economia pode atingir R$ 30 milhões por ano

Governador em exercício do RJ exonera mais 94 servidores; total chega a 638 e economia pode atingir R$ 30 milhões por ano

Governador em exercício do RJ exonera mais 94 servidores; total chega a 638 e economia pode atingir R$ 30 milhões por ano Cargos eram vinculados à Secretaria de Governo, à Casa Civil e à Secretaria de Gabinete do Governador. Com as demissões anunciadas no fim da semana passada, o total chega a 638. Por Adriana Rezende | Bom Dia Rio 21/04/2026 Governador em exercício do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto — Foto: Reprodução/TV Globo O governador em exercício do Rio, o desembargador Ricardo Couto, publicou em edição extra do Diário Oficial, nesta segunda-feira (20), uma nova lista de exonerações com mais 94 nomes. Os cargos eram vinculados à Secretaria de Governo, à Casa Civil e à Secretaria de Gabinete do Governador. Com as demissões anunciadas no fim da semana passada, o total chega a 638. A estimativa do governo com essa medida é economizar cerca de R$ 30 milhões por ano. Segundo apuração da TV Globo, os atingidos pelas medidas incluem servidores que disputaram eleições para vereador em municípios do interior, não se elegeram e acabaram designados para funções em localidades distantes de onde residem. Apenas na quinta-feira (16) e na sexta-feira (17), foram publicadas 554 exonerações. Só o grupo de 93 pessoas desligadas na sexta representa uma redução de aproximadamente R$ 8 milhões na folha de pagamento. O g1 apurou que o plano de reestruturação é mais amplo. Levantamento interno indica que as duas pastas somam cerca de 4 mil servidores. A previsão é cerca de 1,6 mil cargos. Parte das exonerações mira funcionários que não estariam em atividade, conhecidos como “fantasmas”. Reestruturação inclui nova subsecretaria O plano também prevê mudanças na estrutura administrativa. Uma das medidas é a recriação da Subsecretaria-Geral, vinculada à Casa Civil. O órgão será comandado pelo procurador do estado Sérgio Pimentel, que já auxilia o novo secretário da pasta, Flávio Willeman, nomeado por Couto na terça-feira (14). Ambos são procuradores do estado. Pimentel já foi subprocurador-geral do estado e também atuou na Cedae e no Detran. Exonerações e cortes foram publicados no Diário Oficial As exonerações dos 459 comissionados foram publicadas nas edições de quinta-feira (16) e sexta-feira (17) do Diário Oficial do Estado. As medidas são resultado de auditorias que vêm sendo realizadas nas duas secretarias. Na edição desta sexta, o governo também extinguiu três subsecretarias da estrutura da Casa Civil: Subsecretaria Adjunta de Projetos Especiais; Subsecretaria de Gastronomia; Subsecretaria de Ações Comunitárias e Empreendedorismo   As estruturas subordinadas a esses órgãos também foram descontinuadas. Gestão já fez nove nomeações Desde que assumiu o cargo, em 23 de março, até a noite de quinta-feira (16), Couto nomeou nove gestores para áreas estratégicas do governo. Entre eles estão os responsáveis pela Casa Civil, Secretaria de Governo (interina), Controladoria-Geral do Estado, Instituto de Segurança Pública, RioPrevidência e Cedae: Secretaria da Casa Civil – Flávio de Araújo Willeman; Secretaria de Estado do Gabinete do Governador – Marco Antônio Rodrigues Simões; Secretaria de Estado de Governo (interino) e Gabinete de Segurança Institucional – Roberto Lisandro Leão; Secretaria Extraordinária de Representação do Governo em Brasília – Gustavo Alves Pinto Teixeira; Controladoria Geral do Estado (CGE) – Bruno Campos Pereira; Secretaria de Defesa do Consumidor – Rogerio da Costa Pimenta; Presidente do Instituto de Segurança Pública (ISP) – Bárbara Caballero de Andrade; Presidente do RioPrevidência – Felipe Derbli de Carvalho Batista; Presidente da Cedae – Rafael Rolin. ‘Choque de transparência’: auditoria mira contratos bilionários Além das mudanças administrativas, o governador em exercício determinou a realização de uma ampla auditoria nos órgãos do Executivo estadual, incluindo a administração indireta e empresas estatais. A análise prevê revisar mais de 6,7 mil contratos ativos, que somam cerca de R$ 81 bilhões. Segundo o governo, as medidas fazem parte de um pacote classificado como um “choque de transparência”, com o objetivo de mapear contratos, identificar responsáveis e revisar gastos públicos. Notícia anteriorPróxima notícia CedaeControladoria-Geral do Estado CGEDetranDiário Oficial do EstadoGovernadorISP Instituto de Segurança PúblicaRioPrevidência Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM na Pavuna: ’23 tiros não é ordem de parada’, diz irmã 22/04/2026 Governador em exercício do RJ exonera mais 94 servidores; total chega a 638 e economia pode atingir R$ 30 milhões por ano 21/04/2026 10 descobertas do TCU sobre a farra de voos de autoridades com a FAB 17/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

Bairros de Natal ficam sem internet após facção criminosa impor ‘gatonet’ a moradores

Bairros de Natal ficam sem internet após facção criminosa impor ‘gatonet’ a moradores

Bairros de Natal ficam sem internet após facção criminosa impor ‘gatonet’ a moradores Criminosos quebraram equipamentos e atacaram funcionários da empresa Brisanet, que interrompeu o serviço em áreas da capital potiguar Por Robson Bonin | Veja 20/04/2026 Empresa alvo de criminosos em Natal já teve carros destruídos por facção no Ceará (Redes sociais/Reprodução) Integrantes de facção criminosa do Rio Grande do Norte decidiram proibir o uso de internet fornecido pela empresa Brisanet por moradores de regiões de Natal, a capital do estado. A empresa já havia sido alvo de bandidos no Ceará, onde até carros foram queimados. Equipamentos da operadora nos postes de diferentes bairros foram vandalizados e moradores foram ameaçados, caso não acolham o prazo dado pelos criminosos para que substituam, em uma semana, a operadora de internet por outra empresa escolhida pela facção. Funcionários da operadora foram atacados pelos criminosos, fazendo com que a empresa suspendesse os serviços nas áreas dominadas pela facção. “A Brisanet confirma que, nesta semana, colaboradores da empresa sofreram ameaças enquanto prestavam serviço nos bairros Felipe Camarão, Planalto e Leningrado, onde também foram registrados danos à infraestrutura de telecomunicação. Neste momento, a prioridade absoluta da companhia é preservar a integridade física de suas equipes. Diante disso, o atendimento presencial nos bairros citados da Zona Oeste foi temporariamente suspenso”, declarou, em nota, a empresa. O avanço do crime em Natal foi revelado pelo programa Cidade Alerta no Rio Grande do Norte. Notícia anteriorPróxima notícia Natal RN Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM na Pavuna: ’23 tiros não é ordem de parada’, diz irmã 22/04/2026 Após médica baleada, motoristas relatam medo na Transolímpica: ‘A gente não vê policiamento’ 22/04/2026 Dez PMs do Bope viram réus por invasão de casas e uso irregular de câmeras em operação na Maré 21/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

Mineradora norte-americana compra mais importante planta de terras raras do Brasil e direciona produção para os EUA

Mineradora norte-americana compra mais importante planta de Terras Raras do Brasil e direciona produção para os EUA

Mineradora norte-americana compra mais importante planta de terras raras do Brasil e direciona produção para os EUA A compra envolve um contrato de fornecimento com duração de 15 anos para investidores privados e agências dos EUA ligadas ao governo norte-americano, que devem absorver 100% da produção na Fase I da implantação Por Anne Silva | Revista Fórum 20/04/2026 Getty Images A USA Rare Earth, companhia de mineração e processamento de terras raras sediada em Oklahoma, anunciou a compra de 100% da brasileira Serra Verde Mineração, que iniciou sua operação em 2024 com uma planta de extração em Minaçu (GO), um dos maiores depósitos mundiais de argila iônica (o composto de que se extraem os elementos de terras raras, ETRs). A compra, realizada por um valor próximo a US$ 2,8 bilhões, inclui a aquisição integral da empresa e de sua planta de processamento em Goiás, Pela Ema, a única a produzir em larga escala, fora do continente asiático, os quatro elementos críticos: neodímio, praseodímio, térbio e disprósio. Os Elementos de Terras Raras (ETR) compõem um grupo de 17 elementos químicos essenciais para tecnologias de ponta nos setores de informação e transição energética. São 15 lantanídeos (com números atômicos 57 a 71), além do escândio (Sc) e ítrio (Y). Os quatro elementos desenvolvidos pela Serra Verde são essenciais para formar ímãs de alta potência usados em turbinas para a captação de energia eólica, em motores de veículos eletrificados e em ligas magnéticas de alta temperatura. O acordo de compra vai ser parcialmente pago em dinheiro (US$ 300 milhões), e terá mais 126,8 milhões de ações da empresa distribuídas para a mineradora brasileira, que faz parte de fundos de investimentos privados como o Vision Blue Resources, Energy & Minerals Group e o Denham Capital, firma de transição energética. No total, as ações devem somar cerca de US$ 2,8 bilhões em valor de mercado para a Serra Verde. O contrato inclui pisos de preço para o disprósio e térbio, justificados como mecanismo de proteção contra a volatilidade dos preços de mercado e uma medida anti dumping contra a China, que tem a maior cadeia de beneficiamento de ETRs do mundo e domina 90% da produção global. A compra da maior mina brasileira de processamento de ETRs vem em meio à resistência do governo federal em traçar acordos exclusivos com os EUA, e inclusive a rejeição da última proposta dos norte-americanos, que incluía acesso preferencial do país às reservas de ETRs brasileiras e integração a cadeias de extração lideradas pelos EUA. A ideia é que a empresa adquirida pela USA Rare Earth se torne a principal fornecedora fora do eixo chinês dos minerais de terras raras até 2027, quando seria responsável por até 50% da cadeia de minérios pesados. Com a aquisição, a companhia incorporada pela USA Rare Earth se torna um compilado de oito operações (no Brasil, na França, no Reino Unido e nos EUA), que realizará todas as etapas da cadeia: da mineração ao processamento e à separação para a metalização que fabrica írmãs permanentes de ETRs. No Brasil, os operadores principais da antiga Serra Verde mantêm sua chefia sobre as atividades, e grande parte do corpo diretor da companhia mineradora será mantida. Uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) foi criada para a compra, com o objetivo de garantir um contrato de fornecimento com duração de 15 anos para investidores privados e agências dos EUA ligadas ao governo norte-americano, que devem absorver 100% da produção de Minaçu na Fase I da implantação. Segundo informações divulgadas pelo Brasil Mineral, agências ligadas ao governo norte-americano poderão adquirir o total da produção a preços mínimos, protegidos por um teto. Quando os preços da produção superarem esse piso imposto, os ganhos devem ser compartilhados entre a Sociedade de Propósito Específico e a Serra Verde. O movimento é especialmente estratégico em vista do novo prazo do governo dos EUA para a interrupção do uso de insumos de ETRs provenientes da China em materiais militares, regra que entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2027. Segundo informações do Congressional Research Service norte-americano, o país possui uma capacidade muito limitada para realizar esses processos-chave para o beneficiamento de ETRs e terá, até 2027, de encontrar novos fornecedores à altura. Notícia anteriorPróxima notícia Minaçu GO Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM na Pavuna: ’23 tiros não é ordem de parada’, diz irmã 22/04/2026 Após médica baleada, motoristas relatam medo na Transolímpica: ‘A gente não vê policiamento’ 22/04/2026 Dez PMs do Bope viram réus por invasão de casas e uso irregular de câmeras em operação na Maré 21/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

Vorcaro, Ibaneis e os R$ 12 bilhões

Vorcaro, Ibaneis e os R$ 12 bilhões

Vorcaro, Ibaneis e os R$ 12 bilhões Da carteira fictícia à mansão quitada, o artigo reconstrói como bilhões circularam entre Master e BRB, enquanto o poder político silenciava diante de um risco sistêmico devastador, institucional e criminoso Por Washington Araújo | Revista Fórum 20/04/2026 O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha – (José Cruz/Agência Brasil) O escândalo BRB–Master não nasceu de um acidente bancário nem de uma aposta malsucedida. Nasceu de uma sucessão de decisões que desafiaram a prudência, empurraram um banco público para uma exposição desmedida e abriram espaço para uma engrenagem em que crédito suspeito, influência política, luxo sem freio e operações sob investigação caminharam lado a lado. O dado central continua sendo o mesmo e não pode ser rebaixado: as apurações tratam da compra, pelo BRB, de cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras do Banco Master com ativos superfaturados ou inexistentes. Esse é o eixo do caso. O valor de R$ 11 bilhões a R$ 11,5 bilhões aparece em outro braço da investigação, ligado à REAG e a fundos usados para circular recursos. São camadas distintas de um mesmo desastre. A cronologia, para padrões brasileiros, tem sido devastadora. Entre julho de 2024 e outubro de 2025, as transferências entre BRB e Master somaram cerca de R$ 16,7 bilhões, segundo informações levadas ao processo e relatadas pela Reuters. Nesse período, o BRB foi puxado para o centro de uma estrutura que, mais tarde, o Banco Central e a Polícia Federal passariam a tratar como fonte de risco sistêmico e de possível fraude. A Tirreno Consultoria é peça-chave para entender esse mecanismo: segundo a Agência Brasil, o Master simulou a compra de uma carteira de crédito de R$ 6 bilhões da Tirreno, operação que existiria apenas contabilmente, sem pagamento efetivo nem crédito real; depois, essa mesma carteira foi revendida ao BRB por R$ 12 bilhões, após manipulação da taxa de juros. O Banco Central analisou CPFs da carteira e concluiu que as operações não existiam. Outro personagem decisivo é Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e ex-sócio do Master. Seu nome aparece ligado à estruturação de produtos que sustentaram a expansão agressiva do banco. Depois de deixar o grupo em maio de 2024, ele ficou com o antigo Voiter, rebatizado de Banco Pleno. Em fevereiro de 2026, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Pleno por deterioração econômico-financeira e problemas de liquidez, ampliando a percepção de que o ecossistema que cercava o Master não era um conjunto de coincidências, mas uma rede de vasos comunicantes. O marco público mais brutal veio em 18 de novembro de 2025. Naquele dia, a Reuters noticiou a prisão de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, ao mesmo tempo em que o Banco Central decretava a liquidação extrajudicial do Banco Master, do Banco Master de Investimento, do LetsBank e da corretora do grupo. A razão oficial foi direta: “grave crise de liquidez”, forte deterioração patrimonial e violações graves das regras do sistema financeiro. Mais tarde, Vorcaro voltaria ao noticiário com nova detenção, em 4 de março de 2026, em investigação sobre tentativa de suborno a ex-dirigente do Banco Central, segundo a Reuters. Em seguida, o desmonte prosseguiu. Em 15 de janeiro de 2026, o Banco Central liquidou a CBSF DTVM, ligada à REAG.Em 21 de janeiro, foi a vez da Will Financeira, controlada pelo Master.Em 17 de março, caiu o Banco Master Múltiplo. A Agência Brasil resumiu esse colapso com clareza: os fundos administrados pela REAG aparecem como peça central na sustentação do esquema, enquanto a liquidação do Master ocorreu quando o banco já não conseguia pagar nem 15% dos vencimentos semanais. O retrato de Vorcaro não se limita às planilhas. Entre 2021 e 2024, reportagens baseadas em documentos de investigação apontam gastos de cerca de R$ 892 milhões em viagens e eventos de luxo. Em novembro de 2024, seu noivado em Roma custou aproximadamente US$ 4,04 milhões, mais de R$ 20 milhões. Circula na imprensa que a rotina de festas incluía modelos internacionais, jatinhos, resorts, chefs estrelados e propriedades usadas para receber autoridades e empresários em ambiente de ostentação ostensiva. Em Trancoso, na Bahia, a imprensa descreveu uma estrutura de villas, recepções privadas e logística voltada a transformar riqueza em influência. Como se vê, falar em milhares de dólares para o banqueiro Vorcaro é como tratar de dinheiro de pinga. É nesse terreno que entram as ligações familiares e religiosas. O cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, pastor ligado à Lagoinha Belvedere, em Belo Horizonte, aparece em reportagens citadas pelo Sindicato dos Bancários com base em Folha e UOL como destinatário de R$ 485 milhões da Super Empreendimentos, empresa suspeita de funcionar como canal de pagamentos a milícia privada e agentes públicos. O mesmo material relata que Zettel transferiu R$ 40,9 milhões para a Igreja Batista da Lagoinha Belvedere, com repasses mensais que teriam chegado a R$ 8 milhões entre outubro de 2024 e janeiro de 2025. Zettel foi preso em 4 de março de 2026, e a unidade Belvedere encerrou atividades dias depois. São fatos que ainda exigem apuração conclusiva, mas já não permitem tratar essa conexão como detalhe folclórico. No plano político, a chamada “emenda Master” precisa ser lembrada pelo que era: uma proposta de Ciro Nogueira, apresentada em 13 de agosto de 2024, no curso da PEC 65/2023, para elevar a cobertura do FGC de R$ 250 mil para até R$ 1 milhão por depositante. A CNN revelou mensagem atribuída a Vorcaro celebrando a iniciativa: “Ciro soltou um projeto de lei agora que é uma bomba atômica no mercado financeiro! Ajuda os bancos médios e diminui poder dos grandes!”. O relator rejeitou a emenda por considerá-la sem relação com a PEC, mas a própria PEC 54/2024 acabou aprovada pelo Senado em 19 de dezembro de 2024, com 53 votos favoráveis no 1º turno e 55 no 2º, embora o destaque ligado à emenda tenha sido rejeitado por 48 votos a 22. A fase penal voltou a subir de temperatura em 16 de abril de 2026, com a prisão de Paulo

De Helder Barbalho a Romeu Zema: secretário de Educação é responsável por contratos de R$ 850 milhões com empresa suspeita de fraude

De Helder Barbalho a Romeu Zema: secretário de Educação é responsável por contratos de R$ 850 milhões com empresa suspeita de fraude

Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL Os acordos milionários sob gestão do secretário Rossieli Soares beneficiam empresa alvo da Operação Capa Dura, da Polícia Civil do Rio Grande do Sul. Por Thalys Alcântara | Intercept Brasil 20/04/2026 De Helder Barbalho a Romeu Zema: secretário de Educação é responsável por contratos de R$ 850 milhões com empresa suspeita de fraude Nos últimos três anos, pastas sob a gestão do atual secretário de Educação de Minas Gerais, Rossieli Soares, firmaram quatro contratos de compra de livros didáticos que somam R$ 848,8 milhões. A empresa beneficiada por todas as contratações é a Fazer Educação, cujo dono foi indiciado por fraude em licitação e organização criminosa pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul. A Fazer Educação, antes chamada Sudu Tecnologia Educacional, é uma velha conhecida de Rossieli. Antes de assumir a secretaria em Minas, em agosto do ano passado, a pasta comandada por ele no Pará já havia fechado três contratos com a empresa durante o governo de Helder Barbalho, do MDB, em 2023 e 2024. Já sob a gestão do ex-governador mineiro Romeu Zema, do Novo, que renunciou ao governo de Minas no fim de março para se candidatar nas próximas eleições, a secretaria chefiada por Rossieli assinou o maior dos quatro contratos com a empresa: R$ 348,4 milhões para a compra de 3,5 milhões de livros de matemática, língua portuguesa e de conteúdos multidisciplinares para os ensinos fundamental e médio. A assinatura desse acordo ocorreu em 23 de dezembro passado, antevéspera de Natal.  A Fazer Educação pertence ao empresário João Moacir Pereira da Silva Filho. A empresa já teve vários nomes e foi fundada em 2019 no Amazonas. É o mesmo estado onde Rossieli ascendeu na sua carreira pública. Ele passou por diferentes cargos no governo estadual, até assumir a secretaria de Educação do Amazonas entre 2012 e 2016. A Fazer Educação, que na época se chamava Sudu, foi alvo da Operação Capa Dura, deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul em 2024, e de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, ou CPI, da Câmara Municipal de Porto Alegre em 2023. Em ambos os casos, a suspeita era de que a empresa teria fraudado um contrato de material didático no valor de R$ 8,6 milhões com a prefeitura da capital gaúcha em 2022.  Ao todo, 34 pessoas, incluindo servidores públicos, foram indiciados pela polícia por diferentes crimes contra a administração pública, incluindo corrupção. No caso do dono da Fazer Educação, João Moacir, o indiciamento foi por fraude em licitação e organização criminosa em abril de 2025.  De acordo com um relatório policial, a Fazer Educação estava em conluio com outras empresas para direcionar compras públicas na capital gaúcha. A investigação da polícia afirma que a cotação de preços foi fraudada por companhias que se apresentavam como concorrentes, quando na verdade atuavam em parceria. A polícia também aponta evidências do direcionamento da contratação a partir de um documento preparatório da prefeitura, chamado de termo de referência. É nesse tipo de documento, divulgado ao mercado ainda na fase licitatória, que a administração pública descreve o que o governo quer comprar. De acordo com as investigações, o texto teria se baseado em materiais publicitários da Fazer Educação. Os livros fornecidos pela empresa de João Moacir em Porto Alegre são publicações da editora Inca, empresa de Sérgio Bento de Araújo, que, segundo a polícia, fazia parte do conluio de empresas que foram investigadas na Operação Capa Dura. A Polícia Civil anunciou a conclusão da operação em fevereiro deste ano. Durante os mais de dois anos da investigação foram enviados inquéritos ao Ministério Público do Rio Grande do Sul, que informou ao Intercept Brasil que não vai se manifestar sobre o andamento do caso para preservar as investigações em curso. Procurado pelo Intercept, Sérgio Bento nega as acusações de conluio com a Fazer Educação ou com o dono dela, João Moacir, para direcionar contratos públicos. Ele diz que sua empresa mantinha apenas uma relação comercial com a Fazer Educação, que comprava material da editora Inca e os revendia. Já João Moacir optou por não conceder entrevista e respondeu os questionamentos da reportagem apenas por meio de nota oficial da sua empresa, que reforça a “inexistência de vínculos com as investigações ou terceiros citados”. A Secretaria de Educação de Minas Gerais disse por e-mail que, quando contratou a Fazer Educação, não tinha conhecimento da relação da empresa com as investigações no Rio Grande do Sul, já que não havia registro de sanção impeditiva em desfavor da companhia. Em março, a deputada estadual Beatriz Cerqueira, do Partido dos Trabalhadores, o PT, de Minas Gerais, protocolou uma denúncia no Ministério Público Federal, o MPF, sobre o contrato da secretaria de Educação com a Fazer Educação. Até a publicação desta reportagem, o caso ainda não havia sido distribuído para nenhum procurador do órgão, que pode ou não determinar a abertura de um inquérito. “O que a gente está vivendo na educação é essa febre de grupos privados que vêm pegar dinheiro da educação produzindo livros, sendo que temos o Programa Nacional de Livro Didático. É muita grana envolvida”, avaliou a parlamentar, em conversa com o Intercept. Segundo a deputada, a compra não fazia parte do planejamento de compras da secretaria de Educação de Minas, e, durante visitas em escolas, ouviu críticas dos professores em relação ao conteúdo das apostilas.  “Professores me mostraram essa apostila e disseram que são conteúdos extremamente rasos, que não cumprem essa função de recomposição da aprendizagem”. A secretaria de Educação de Minas Gerais defendeu que o uso desse material de reforço é uma estratégia para conseguir avanços em indicadores de aprendizagem, como já teria acontecido no Pará, e que a participação recorrente das mesmas empresas em diferentes processos licitatórios tem relação com a pouca quantidade de fornecedores desse tipo de produto no mercado editorial. O professor do Departamento de Administração da Universidade de Brasília, a UnB, Caio César de Medeiros Costa, explica que há duas maneiras

Justiça manda a júri PMs filmados executando jovem que ergueu as mãos e se rendeu em Paraisópolis; julgamento será em julho

Justiça manda a júri PMs filmados executando jovem que ergueu as mãos e se rendeu em Paraisópolis; julgamento será em julho

Justiça manda a júri PMs filmados executando jovem que ergueu as mãos e se rendeu em Paraisópolis; julgamento será em julho Quatro agentes respondem pela morte de Igor Santos, de 24 anos, em 2025, na Zona Sul de SP. Imagens de body cams da PM mostram vítima desarmada e rendida atrás de uma cama. Por Kleber Tomaz | g1 SP 20/04/2026 PMs com body cam atiram em Igor, mesmo ele tendo erguido as mãos para se render. Suspeito foi morto com dois tiros dados pelos agentes em Paraisópolis — Foto: Reprodução São Paulo — A Justiça decidiu levar a júri popular quatro policiais militares acusados de participarem da execução de Igor Oliveira de Moraes Santos, de 24 anos, ocorrida em 10 de julho de 2025, na comunidade de Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo. Câmeras corporais dos próprios agentes da Polícia Militar (PM) registraram o crime. Nas imagens, a vítima aparece desarmada, com as mãos erguidas e apoiadas sobre a cabeça, atrás de uma cama. Mas em seguida é atingida por dois disparos, um no peito e outro no pescoço. O julgamento foi marcado para 28 de julho deste ano, às 10h30, no Plenário 13 do Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste da capital. A decisão de pronúncia, que envia os réus ao Tribunal do Júri, é de janeiro de 2026. Já o agendamento da sessão foi feito no começo deste mês. Apenas dois dos PMs acusados, que seguem presos, serão julgados em julho. Outros dois agentes, que estão soltos, entraram com recursos, e o julgamento deles ainda não foi marcado (saiba mais abaixo). Quem sãos os PMs réus Dois policiais — os cabos Renato Torquatto da Cruz e Robson Noguchi de Lima — respondem presos pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Segundo a acusação, foram eles que atiraram em Igor. Esses serão julgados em julho. Outros dois agentes — os soldados Hugo Leal de Oliveira Reis e Victor Henrique de Jesus — também respondem pelo mesmo crime, mas na condição de colaboradores dos executores. No caso deles, o processo foi desmembrado e ainda não há data para o júri. Os quatro réus aparecem nas imagens das câmeras corporais utilizadas durante a ocorrência que terminou com a morte de Igor. A equipe de reportagem teve acesso às gravações. À época, os agentes das Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam), do 16º Batalhão da Polícia Militar (BPM), alegaram que realizavam patrulhamento no cruzamento das ruas Rudolf Lotze e Pasquale Gualupi, em Paraisópolis, para combater o tráfico de drogas na região. Body cams gravaram crime Segundo os policiais, ao menos três suspeitos armados fugiram ao verem as motos da corporação e entraram em uma casa, localizada em uma viela, onde teriam se escondido. De acordo com as investigações do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), as imagens das câmeras corporais mostram que Igor foi vítima de execução. Os PMs não sabiam que os equipamentos estavam funcionando e gravando a ocorrência. Nas gravações, é possível ver os PMs invadindo o imóvel e arrombando a porta do quarto onde Igor e outros dois suspeitos estavam escondidos atrás da cama. Assim que os agentes entram armados no cômodo, os três rapazes se rendem, com as mãos levantadas. Mesmo assim, os policiais aparecem gritando com os jovens, exigindo que entregassem armas — apesar de todos estarem desarmados. Igor aparece no vídeo da câmera corporal no lado esquerdo da imagem, levanta as duas mãos e as coloca atrás da cabeça, em um gesto claro de rendição. Jovem ergueu mãos ao alto Diante da ameaça dos PMs, que miram as armas e fazem menção de atirar, Igor se ajoelha e ainda ergue uma das mãos novamente. Em seguida, ele é atingido por dois disparos, dados pelos cabos Renato e Robson. Os soldados Hugo e Victor também disparam, mas não atingem mais ninguém. Igor morreu dentro do cômodo. Os outros dois jovens que estavam no imóvel não foram atingidos _ eles chegaram a ser ouvidos como testemunhas pela polícia. Dentro da casa, os PMs disseram que apreenderam diversas armas, munições e drogas que estavam com o trio. Para o Ministério Público (MP), os policiais decidiram matar o jovem mesmo após a rendição, substituindo a atuação legal do Estado por uma ação de justiçamento. Segundo a denúncia da Promotoria, os agentes agiram “impelidos por motivo torpe, deliberando matar o suspeito já rendido e subjugado em ato de desforra”. Julgamento dos PMs O julgamento dois dois PMs acusados de matar Igor será conduzido pelo Tribunal do Júri, responsável por analisar crimes dolosos contra a vida. Caberá aos sete jurados decidir se os policiais são culpados ou inocentes pelas acusações relacionadas ao assassinato. “A defesa pretende demonstrar aos jurados a legalidade da ação policial, eis que as câmeras corporais não mostraram a realidade”, afirmou João Carlos Campanini, advogado de dois dos acusados: o cabo Robson e o soldado Victor. O advogado Wanderley Alves dos Santos, que defende os outros réus _o cabo Renato e o soldado Hugo_ disse que a acusação contra seus clientes é frágil. “A hipótese acusatória não se sustenta. Imagens da COP são apenas um recorte acerca dos fatos e estão sujeitas a diversos vieses cognitivos”, disse Wanderley sobre a defesa de seus clientes. “A defesa demonstrará a legitimidade na atuação policial.” ‘Vieram na maldade’, diz pai “A gente busca justiça porque entendemos que foi uma execução. Não somos contra a PM. Esses PMs, no caso, acabaram manchando nome da corporação porque se excederam”, disse o advogado Jonatha Carvalho, que atua no caso ao lado da advogada Gabriela Amoras Silva. Eles defendem os interesses da família de Igor e atuam como assistentes da acusação. “O que mais me dói é que meu filho ficou agonizando e deixaram-no morrer de olhos e boca abertos”, disse Magdo de Moraes Santos, pai de Igor, ao g1. “Vieram na maldade.” Igor deixou uma filha de 5 anos. Notícia anteriorPróxima notícia MP-SPPolícia Militar PMSão Paulo SP Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM

10 descobertas do TCU sobre a farra de voos de autoridades com a FAB

10 descobertas do TCU sobre a ‘farra’ de voos de autoridades com a FAB

10 descobertas do TCU sobre a farra de voos de autoridades com a FAB Tribunal determinou que governo reformule regras para utilização de voos da Aeronáutica para deslocamento de autoridades; Casa Civil e Força não se manifestaram Por Vinícius Valfré | O Estado de S.Paulo 17/04/2026 Voos realizadas pela FAB para transportar autoridades do Executivo, do Legislativo e do Judiciário custaram cerca de R$ 285 milhões aos cofres públicos de janeiro de 2020 a julho de 2024 Foto: Dida Sampaio/Estadão BRASÍLIA – A auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) que apontou irregularidades e ineficiência no uso de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) por autoridades mapeou 7.491 voos realizados entre 2020 e 2024. O estudo da área técnica levou o plenário do TCU a determinar uma revisão geral da estrutura regulatória. Em 30 dias, Casa Civil, Ministério da Defesa e Aeronáutica terão de apresentar um plano que torne as regras mais rígidas. O Estadão pediu manifestação às duas pastas e à Força. Não houve manifestações até o momento. Os voos podem ser solicitados por integrantes do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. A seguir, os apontamos da área técnica do TCU, em 10 pontos: 1 – Aumento de voos O TCU constatou que o número de voos para transporte de autoridades pela FAB vem crescendo ano após ano. 2020: 791 2021: 1.531 2022: 1.879 2023: 2.124 2024: 1.166, até julho. 2 – Gasto milionário O custo total estimado dos voos da FAB para autoridades realizados entre 2020 e 2024 foi de R$ 285,2 milhões. A auditoria salientou, porém, que esse é um dado conservador por não incluir gastos com pessoal. 3 – Aviões vazios Dos 7,4 mil voos, o TCU selecionou uma amostra de 266 voos. Destes, 111 foram realizados com um único passageiro a bordo. Além disso, a taxa média de ocupação das aeronaves é de apenas 55%. O dado indica “ineficiência operacional significativa” e falta de compartilhamento de voos entre diferentes órgãos. 4 – Passageiros não identificados Em 70% da amostra analisada, houve falha na identificação dos passageiros, seja com nomes incompletos, ausência de descrição do cargo ou falta de documentos oficiais de identificação. De 2020 a 2024, os voos foram solicitados por 44 autoridades e transportaram 73.612 passageiros para uma média de 440 destinos por ano. 5 – Listas de passageiros descartadas A FAB declarou, no decorrer do processo de auditoria, ter descartado as listas de passageiros dos voos realizados entre 2020 e 2023. A Aeronáutica entendia que cabia ao órgão requisitante do voo manter os registros. Para o TCU, houve “grave inobservância do dever de cuidado” porque os documento deveriam ser preservados por pelo menos cinco anos. O descarte impediu análises mais profundas sobre características das viagens. 6 – Aeronáutica se exime de analisar pertinência de viagens A Aeronáutica atua como “mera executora” das requisições para transportar autoridades, sem fazer análise das justificativas para os deslocamentos de autoridades e sem avaliar se todos os critérios necessários estavam cumpridos. “A realização da despesa com o transporte não pode ser pautada unicamente no autocontrole exercido pelo solicitante da viagem. Como executora do ato de despesa, a FAB deve assegurar o funcionamento de controles que se fizerem necessários para reduzir o risco de realizar transporte irregular de passageiros e, com isso, dar espaço a despesa pública injustificável”, destacou a auditoria. 7 – Mais caro que a aviação comercial Em média, o transporte de autoridades por aeronaves da FAB é 6,4 vezes mais caro do que o uso de voos comerciais, conforme uma análise que o TCU fez somente sobre viagens feitas em 2024. Mas em 32% dos casos auditados, os custos de transporte da FAB superaram em mais de 20 vezes o da alternativa comercial. A auditoria constatou a inexistência de análises que comprovem a necessidade do uso da FAB em vez de voos comerciais mais baratos. “A ausência de justificativas claras para a escolha de voos da FAB leva ao uso ineficiente e antieconômico do serviço. Urge, portanto, estabelecer critérios objetivos para justificar o emprego da aviação oficial e evitar a utilização indiscriminada e mais cara dessa opção, aspecto já endereçado no encaminhamento do capítulo anterior”, diz a área técnica. 8 – Os motivos fora da norma Dos quase 7,5 mil voos, 5.898 (78,7%) foram pedidos por motivos de “serviço”. Outros 377 (5%) por motivos de “segurança”. Emergência médica foi a razão de sete voos (0,01%). A alegação de híbrida de “Serviço/Segurança” serviu para 1.209 voos (16,1%), sendo que essa classificação nem existe na norma que regula as solicitações. 9 – Falta de agenda correspondente De um universo de 194 voos analisados especificamente pelo TCU, em 29 voos não foram declinadas a finalidade da missão ou apontada as agendas oficiais correspondentes. A falha compromete alegações de viagem “a serviço” feitas pelas autoridades. 10 – Sigilo virou regra A FAB tem classificado informações relativas a voos de autoridades como sigilosas sem um ato que fundamente essa classificação. Em nenhum dos requerimentos de voos feitos por autoridades e analisados pelo TCU houve menção à necessidade de sigilo dos dados. A classificação das informações partiu da FAB e tem sido realizada de modo amplo e generalizado, em desconformidade com a Lei de Acesso à Informação. Até 2022, a FAB publicava de modo incompleto as informações relativas ao transporte de autoridades realizados com base em um decreto presidencial de 2020. O nome da autoridade solicitante era divulgado, mas sem a identificação dos passageiros transportados. Uma decisão do TCU de 2022 determinou a publicidade dessas informações, mantido o sigilo para os casos em que a publicidade pode representar riscos à segurança de autoridades. A partir daí, o TCU detectou uma mudança no padrão de classificação dos voos, com elevação do número de viagens por motivos de “segurança”, em detrimento do motivo “serviço”, que até então era mais comum. Notícia anterior FAB Força Aérea Brasileira AeronáuticaTCU Tribunal de Contas da União 10 descobertas do TCU sobre a farra de voos de autoridades com a FAB 17/04/2026 Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio 16/04/2026 Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões

Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio

Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio

Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio E vem mais um pente-fino no Palácio Guanabara. Por Pâmela Dias | O Globo 16/04/2026 Desembargador Ricardo Couto, atual governador interino do Rio — Foto: Alexandre Cassiano/Agência O Globo Em decreto a ser publicado nesta sexta-feira, o governador em exercício, Ricardo Couto, determinou a extinção de três subsecretarias da Casa Civil, incluindo todas as suas estruturas subordinadas, sob o argumento de reorganização administrativa sem aumento de despesas. Saem do organograma a Subsecretaria Adjunta de Projetos Especiais, a Subsecretaria de Gastronomia e a Subsecretaria de Ações Comunitárias e Empreendedorismo — áreas criadas ou reorganizadas por decretos entre 2024 e 2025. O impacto imediato será a exoneração de 383 servidores ligados às unidades extintas. O movimento é visto como um esforço de Couto para imprimir sua marca no governo, com cortes em estruturas ampliadas na gestão Cláudio Castro. Notícia anterior Governador Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio 16/04/2026 Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões 16/04/2026 MPRJ denuncia 10 PMs do Bope por invasão de casas e uso irregular de câmeras na Maré; grupo abriu geladeira e dormiu em sofá 16/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões MPRJ denuncia 10 PMs do Bope por invasão de casas e uso irregular de câmeras na Maré; grupo abriu geladeira e dormiu em sofá Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso pela PF Estradas precárias impedem acesso à escola em Cambuci, no RJ Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões

Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões

Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões Medida atinge toda a administração direta e indireta e inclui revisão de contratos emergenciais e estrutura de pessoal. Por Por Gabriel Barreira e Lucas Soares | RJ2 16/04/2026 Palácio Guanabara, Rio de Janeiro — Foto: GloboNews/Reprodução O governo do Rio de Janeiro iniciou uma ampla auditoria nos gastos públicos que prevê a análise de mais de 6,7 mil contratos ativos, que juntos somam mais de R$ 81 bilhões. A medida foi determinada pelo governador em exercício, Ricardo Couto, como parte de um pacote classificado pela gestão como um “choque de transparência” na máquina pública. O pente-fino será conduzido pela Casa Civil, agora sob comando de Flávio Willeman, em conjunto com a Controladoria-Geral do Estado (CGE). De acordo com o decreto, todas as secretarias, autarquias, fundações e entidades da administração indireta deverão informar, em até 15 dias úteis, detalhes sobre contratos em vigor, incluindo prazos, valores e serviços prestados. Ao todo, serão analisados 6.754 contratos com valores acima de R$ 1 milhão, que somam R$ 81.765.869.207,87. A auditoria também inclui contratos firmados sem licitação, por inexigibilidade ou em caráter emergencial, que deverão ser detalhados pelos órgãos responsáveis. Choque de transparência A revisão dos contratos deve começar pela própria Casa Civil, onde estão concentrados alguns dos maiores acordos da administração estadual. Um dos exemplos é um contrato de agenciamento de viagens aéreas, com custo estimado em R$ 825 milhões. O foco inicial também inclui a Secretaria de Governo, áreas de Meio Ambiente e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Segundo informações publicadas pelo jornal O Globo, o DER firmou nove contratos no último mês que somam mais de R$ 400 milhões, sendo seis deles sem previsão de licitação por serem classificados como emergenciais — todos agora sob análise. A auditoria busca identificar possíveis irregularidades, sobreposições de contratos e gastos considerados excessivos, além de revisar a legalidade de contratações feitas recentemente. Exonerações Paralelamente à auditoria, o governo interino vem promovendo mudanças no primeiro escalão e na estrutura administrativa. Só na Secretaria de Governo, 153 servidores foram exonerados nesta quinta-feira, dentro de um universo de cerca de 2,5 mil funcionários da pasta. As alterações também atingiram cargos estratégicos. O procurador Rafael Rolim foi nomeado presidente da Cedae, substituindo Agnaldo Balon, que estava no comando da companhia desde 2023. Na segunda-feira (13), Couto exonerou o secretário-chefe de Gabinete, Rodrigo Abel. A exoneração foi registrada como “a pedido”, mas, na prática, encerra a presença do grupo que concentrava as principais decisões no Palácio Guanabara desde 2020, quando Castro assumiu o comando do estado. Rodrigo Abel era considerado um dos principais articuladores do governo e atuava ao lado de nomes como Nicola Miccione e Rodrigo Bacellar. Também na segunda-feira, Ricardo Couto exonerou o então presidente interino do Rioprevidência, Nicholas Cardoso. Para o lugar dele, foi nomeado o procurador do estado Felipe Derbli de Carvalho Batista. Cargos de comissão cresceram com Castro Outro foco do governo é o gasto com pessoal, especialmente a evolução do número de cargos comissionados nos últimos anos. Dados levantados pela atual gestão mostram que, em abril de 2021, no início do governo Cláudio Castro, havia 9.698 comissionados. Hoje, esse número chegou a 14.340 — um aumento de 47,86%. No mesmo período, o número de servidores concursados caiu de 165.866 para 153.830, uma redução de 7,2%. Com isso, a proporção de efetivos na folha diminuiu: de 96,52% para 84,6%. O decreto também determina que todos os órgãos informem o quantitativo atualizado de servidores efetivos e comissionados, como parte do mapeamento completo da estrutura administrativa. Economia anual de R$ 13 milhões Segundo a Secretaria de Estado de Governo (Segov), as primeiras medidas já resultaram em economia. A exoneração dos 153 servidores da pasta deve gerar uma redução de gastos superior a R$ 13 milhões por ano, sem impacto na prestação de serviços, de acordo com o governo. A ação integra o primeiro ciclo da auditoria, que também prevê restrições a novas licitações sem previsão orçamentária e revisão de despesas consideradas não essenciais. 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