Politicaria é um termo pejorativo que define a prática da política voltada para interesses particulares, mesquinhos ou clientelistas. É o famoso “toma lá, dá cá” ou a troca de favores em benefício próprio.

As consequências do 

seu voto

Gilmar diz que STF achou em 24h dados do Master sobre ministros após meses com Mendonça

Gilmar diz que STF achou em 24h dados do Master sobre ministros após meses com Mendonça

Gilmar diz que STF achou em 24h dados do Master sobre ministros após meses com Mendonça Ministro afirma que elementos passaram despercebidos pelo relator e cita informações sobre Nunes Marques Por Cleber Lourenço | ICL Notícias 28/09/2026 O ministro Gilmar Mendes do STF | Reprodução O ministro Gilmar Mendes afirmou que integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) encontraram, em menos de 24 horas de acesso aos dados brutos do celular de Daniel Vorcaro, elementos envolvendo outros ministros que, segundo ele, haviam “passado despercebidos” durante os meses em que o acervo do caso Master permaneceu sob a guarda de André Mendonça. No voto divulgado nesta segunda-feira (28), Gilmar relata que o material só foi compartilhado após sucessivos pedidos e aponta informações relacionadas a Kassio Nunes Marques e a seu filho, o advogado Kevin Marques. A revelação consta do voto apresentado por Gilmar na questão de ordem da Petição 16.662, julgamento em que o Plenário do STF discute quem deve conduzir essa frente do caso Master, como ela deve tramitar e quais ministros podem participar de sua análise. A controvérsia surgiu depois que o presidente da Corte, Edson Fachin, assumiu o procedimento e o levou ao colegiado. Gilmar defende que essa petição seja reunida à Pet 16.704 e, depois, redistribuída pelas regras regimentais do Supremo. Segundo o voto, os demais integrantes do colegiado só receberam acesso aos dados brutos na tarde de 14 de setembro, véspera do julgamento da questão de ordem sobre a condução das apurações. Gilmar afirma que o material estava havia “muitos meses” com Mendonça e que foram necessários “sucessivos ofícios” diante do que classificou como uma resistência inicial do relator em disponibilizar a íntegra do acervo. Foi nesse intervalo que, segundo Gilmar, apareceram informações que não haviam recebido a mesma atenção. “Em menos de vinte e quatro horas de acesso direto a esse acervo, já foi possível identificar elementos que reclamam atenção desta Corte e que passaram despercebidos ao escrutínio atento do eminente Relator”, escreveu. Gilmar sustenta que a análise integral do material mostrou relações de Vorcaro com diferentes autoridades e parentes de autoridades. Ele contrapõe esses dados aos relatórios produzidos por determinação de Mendonça sobre informações envolvendo Alexandre de Moraes e afirma que elementos que apontavam para outras direções não receberam “igual escrutínio”. Entre eles estão mensagens que, na avaliação de Gilmar, exigem esclarecimentos sobre Nunes Marques antes que o STF prossiga com os julgamentos relacionados ao Master. O ministro ressalva que o material não permite concluir pela existência de irregularidade ou impedimento de Nunes, mas considera que há dúvidas que precisam ser examinadas. Gilmar pede levantamento de magistrados citados no caso Master A partir desse quadro, Gilmar incorporou ao voto uma proposta apresentada inicialmente por Flávio Dino: identificar magistrados de todos os tribunais brasileiros mencionados nas investigações do Master e, entre eles, aqueles sobre os quais existam indícios sólidos de recebimento indevido de valores. O levantamento alcançaria STF, Superior Tribunal de Justiça (STJ), Tribunal Superior do Trabalho (TST) e os demais tribunais do país. O critério inclui valores provenientes do Master, de empresas ligadas ao banco, de seus sócios ou administradores, recebidos diretamente pelo magistrado ou por intermédio de parentes próximos. Para essa finalidade, Gilmar considera indevido o recebimento sem causa jurídica “lícita e demonstrável”. A medida também serviria para definir quem pode participar dos julgamentos. Gilmar afirma que, enquanto não forem conhecidos os ministros mencionados no acervo e as circunstâncias dessas referências, o Supremo não terá como saber se algum deles está impedido de votar. “Enquanto não se souber quais integrantes desta Corte foram mencionados e em que condição, não se saberá quem pode votar e quem se acha impedido nos feitos correlatos”, escreveu. Depois do levantamento, a proposta prevê manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e dos próprios magistrados citados. Gilmar também defende reunir as duas frentes do caso Master que tramitam no Supremo — as Pets 16.662 e 16.704 — e redistribuí-las pelas regras regimentais da Corte. Para o ministro, submeter informações sobre alguns magistrados a uma apuração aprofundada e não fazer o mesmo com elementos relacionados a outros comprometeria o processo. “Apuração parcial é apuração viciada”, afirmou. Mensagens citam julgamento e filho de Nunes Marques Um dos episódios destacados por Gilmar ocorreu em 1º de outubro de 2024. Naquele dia, Luiz Rennó, então diretor jurídico do Master, escreveu a Vorcaro: “Ganhamos alcidia”. Em seguida, registrou o resultado de uma votação: “3 (Fachin/Tofoli/Cassio) x 2 (Gilmar e André) desprovido o recurso da União”. Poucos minutos depois, Rennó encaminhou a Vorcaro o contato de Kevin Marques, filho de Nunes Marques, acompanhado da mensagem: “Dominado aqui”. Gilmar ressalva que conversas entre terceiros não permitem concluir que seu conteúdo seja verdadeiro. O que chamou a atenção do ministro foi a correspondência entre a mensagem e um julgamento efetivamente realizado pelo STF naquele dia. Tratava-se de um recurso envolvendo a Destilaria Alcídia. O placar foi exatamente o descrito na conversa: Edson Fachin, Dias Toffoli e Nunes Marques formaram a maioria; Gilmar e Mendonça ficaram vencidos. O voto também registra que Nunes havia aparecido como impedido no processo em fevereiro de 2024. No mês seguinte, retirou o impedimento e se declarou habilitado a votar. Em setembro, pediu vista e, em 1º de outubro, apresentou o voto que desfez o empate e formou a maioria. Nunes Marques afirmou que o impedimento havia sido registrado porque ele atuara no caso quando era vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Depois, concluiu que não estava tecnicamente impedido por se tratar de uma tese jurídica ampla e pediu a correção. O ministro também declarou nunca ter votado em favor de Vorcaro ou do Master, nunca ter trocado mensagens com o banqueiro e jamais ter autorizado alguém a falar em seu nome. Outras mensagens mencionam Consult e Kevin Marques O voto reproduz ainda outras conversas entre Rennó e Vorcaro nas quais aparece o contato de Kevin. Em agosto de 2025, Rennó escreveu que, entre os “pagamentos essenciais”, estava faltando “a consult”. Em seguida, encaminhou o contato de Kevin e escreveu “Único

Ricardo Salles recebeu R$ 4,6 milhões antes de desistir de campanha ao Senado

Ricardo Salles recebeu R$ 4,6 milhões antes de desistir de campanha ao Senado

Ricardo Salles recebeu R$ 4,6 milhões antes de desistir de campanha ao Senado Ex-ministro de Bolsonaro só ficou atrás de Romeu Zema em repasses do Novo Por Bernardo Mello Franco | O Globo 28/09/2026 O deputado Ricardo Salles na CPI do MST — Foto: Brenno Carvalho O deputado Ricardo Salles (Novo-SP) recebeu R$ 4,6 milhões em recursos públicos e doações privadas antes de anunciar que desistiu da candidatura ao Senado, nesta segunda-feira. Deste total, R$ 3,6 milhões foram repassados pela direção do Novo. O partido se dizia contra o uso de dinheiro público em campanhas, mas mudou de ideia após o mau desempenho na eleição de 2022. Os repasses milionários fizeram de Salles o candidato que mais recebeu verbas do Novo depois do presidenciável Romeu Zema, que marcou 1% das intenções de voto na última pesquisa Quaest. O terceiro no ranking de repasses do partido é o ex-deputado Deltan Dallagnol, que concorre ao Senado pelo Paraná e já recebeu R$ 2,9 milhões. O ex-procurador da Lava-Jato também corre risco de ficar fora das urnas, mas por outro motivo. Foi declarado inelegível e está com a campanha suspensa por determinação da Justiça Eleitoral. Notícia anteriorPróxima notícia campanha eleitoralNOVO Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ricardo Salles recebeu R$ 4,6 milhões antes de desistir de campanha ao Senado 28/09/2026 Se Flávio Bolsonaro for eleito, investigações do caso Master contra ele serão suspensas 28/09/2026 Gilmar diz que STF achou em 24h dados do Master sobre ministros após meses com Mendonça 28/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Quem é Vanderlei Natividade, alvo da PF e tesoureiro da ONG de Karina Gama que movimentou R$ 83 milhões 10/09/2026 Mendonça ouve PGR sobre mensagens em que Vorcaro pede proteção a Alexandre de Moraes 01/09/2026 Polícia e MP investigam possível vazamento de informações de operação que mirou integrantes do PCC e Milton Leite em SP 18/09/2026 PF investiga fraude na licitação do transporte escolar de Duque de Caxias; contratos passam de R$ 60 milhões 17/09/2026 Exclusivo: Mendonça pede à PGR informações sobre mensagem de Vorcaro a Moraes que cita “proteção” de Gonet e Andrei 01/09/2026

Luciano Huck divulga plataforma acusada de direcionar votos para a direita no Domingão

Luciano Huck divulga plataforma acusada de direcionar votos para a direita no Domingão

Luciano Huck divulga plataforma acusada de direcionar votos para a direita no Domingão Internautas apontam perguntas induzidas e favorecimento descarado a candidaturas conservadoras. O documento metodológico confessa textualmente que “a escolha das votações e do sentido que cada voto representa é decisão editorial do TemMeuVoto”. Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 28/09/2026 Huck divulga no Domingão o TemMeuVoto – Foto por MAURO PIMENTEL / AFP Faltando apenas 7 dias para as eleições presidenciais, o apresentador Luciano Huck divulgou em rede nacional, em seu programa Domingão com Huck, neste domingo (27), a plataforma Tem Meu Voto, ferramenta acusada de direcionar eleitores para candidaturas da direita e do campo liberal. O site, que faz uma espécie de Quiz com o eleitor, foi apresentado por Huck na TV Globo como uma iniciativa gratuita e “apartidária”, que promete calcular a proximidade política entre os cidadãos e postulantes ao Legislativo. O comunicador interrompeu a dinâmica do programa para defender o uso do sistema. Poucas horas depois da exibição em horário nobre, usuários começaram a publicar simulações com resultados distorcidos, contestar as perguntas do questionário e denunciar a predominância de nomes conservadores nos índices de afinidade. Huck divulga no Domingão e testes com a direita viralizam Um dos testes que mais repercutiram partiu de Felipe Marinho de Oliveira. Ele se declarou de esquerda e decidiu responder ao formulário simulando posições ainda mais radicais que as suas, adotando a postura de um “comunista trotskista”. O resultado entregue pelo sistema gerou espanto ao apontar alta compatibilidade com quadros do liberalismo econômico: Sol Villas Boas, do Novo, com 69% de proximidade; Marcela Gomes, também do Novo, com 50%; e Ítalo Moreira, do Missão, com 61%. Nas três fichas, o TemMeuVoto informava que as respostas haviam sido fornecidas pelas próprias campanhas. A identidade ideológica dessas siglas não é segredo. Em publicação institucional recente, o próprio Novo frisou com clareza: “O Partido Novo (30) é de direita”. O Missão, por sua vez, registra em seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o “caráter liberal” e o compromisso estrito com a economia de mercado. Outros internautas relataram o mesmo padrão. Dudu Guimarães exibiu simulações dominadas por nomes do Novo e do PL, enquanto Julio Freire questionou se o sistema não opera como uma vitrine de indução para capturar o voto de eleitores indecisos na reta final da disputa. A repercussão, porém, abriu uma questão de fundo: como o TemMeuVoto calcula essas afinidades e quem decide o peso de cada resposta? TemMeuVoto admite “decisão editorial” no cálculo de votos A resposta está nos bastidores da própria metodologia do TemMeuVoto. A versão atualmente em vigor foi atualizada em 27 de setembro de 2026, exatamente o mesmo domingo em que Huck exibiu a plataforma na Globo. O eleitor responde a oito afirmações. Quando o candidato também respondeu, o cruzamento é direto. Mas quando a candidatura não participou do formulário, o sistema adota regras próprias de inferência. Para deputados federais em exercício, a plataforma converte votações nominais da Câmara (2023–2026) em respostas presumidas. Se o postulante à Câmara ou ao Senado não tiver votos nem formulário, ele recebe a posição atribuída à bancada do seu partido. Quem seleciona as votações e define o significado do voto parlamentar é a própria organização. O documento metodológico confessa textualmente que “a escolha das votações e do sentido que cada voto representa é decisão editorial do TemMeuVoto”. Esse filtro manual gera distorções evidentes. No tema trabalhista, a plataforma escolheu a votação sobre a escala 6×1. O próprio documento admite que o placar de 472 a 22 “separa pouco” os parlamentares, mas manteve a matéria no cálculo por pura “decisão editorial”. Mais grave ainda: na área de segurança pública, a plataforma precisou substituir uma votação porque o sentido do voto estava invertido em relação à pergunta feita ao eleitor (o “sim” garantia uma pena branda e o “não” uma pena dura). A correção foi admitida publicamente para sanar a leitura distorcida. Perguntas enviesadas e apagão nas disputas estaduais A formulação das oito premissas também embute premissas econômicas do pensamento liberal. Em vez de temas neutros, o questionário amarra políticas públicas a sacrifícios e perdas de garantias. No tópico trabalhista, o eleitor deve dizer se aceita maior liberdade de negociação mesmo que isso reduza direitos previstos em lei. Na pauta tributária, a redução de impostos aparece vinculada ao corte de serviços públicos. No meio ambiente, o combate às mudanças climáticas é condicionado à imposição de custos à economia. Além disso, há um desequilíbrio estrutural federativo: candidatos a deputado estadual ou distrital que não responderam ao formulário não recebem inferência da bancada partidária. Se a candidatura de base ou de esquerda não preencheu o questionário de ONGs privadas, ela fica sem percentual de proximidade, enquanto candidaturas de direita engajadas nas redes pontuam com facilidade diante do público. RenovaBR lançou site com grupo liberal que depois ‘sumiu’ O mapa de apoios da ferramenta aprofunda os questionamentos sobre sua suposta neutralidade. A página oficial do TemMeuVoto lista hoje 13 entidades na Coalizão pelo Voto Consciente, entre elas Centro de Liderança Pública (CLP), Comunitas, Instituto Ethos, Movimento Pessoas à Frente e o RenovaBR. No lançamento da ferramenta, contudo, a formação era diferente. Em comunicado de 17 de setembro, o próprio RenovaBR celebrava que a coalizão reunia 14 organizações, incluindo o Livres. Hoje, o Livres não consta mais no site do TemMeuVoto, sem que qualquer explicação pública tenha sido dada para a alteração. O Livres se apresenta abertamente como uma entidade voltada a formular e defender “soluções liberais para o Brasil”. Em seus canais, o movimento destaca conexões com a alemã Friedrich Naumann Foundation, a Liberal International e a norte-americana Atlas Network, conhecida articuladora global de think tanks de direita, responsável por patrocinar documentários e programas da organização brasileira. Huck, RenovaBR e a eleição de 2018 A aliança de Luciano Huck com esse grupo é antiga. Em 2018, o apresentador atuou como o principal garoto-propaganda do RenovaBR, doou recursos para candidaturas de renovação e promoveu a primeira versão do Tem Meu Voto, a quem apelidou

O grupo obscuro dos EUA que seria ligado a Flávio Bolsonaro

O grupo obscuro dos EUA que seria ligado a Flávio Bolsonaro

O grupo obscuro dos EUA que seria ligado a Flávio Bolsonaro PT pede ao STF para investigar se candidato do PL recebeu financiamento do exterior de grupos como a Rockbridge Network, que ajudou a eleger Trump. Por Deutsch Welle 28/09/2026 Vice-presidente Vance é um dos criadores do grupo Rockbridge Network e possível candidato à Casa Branca | Foto: Brandon Bell/Getty Images/AFP A Rockbridge Network é um grupo conservador dos EUA formado por doadores do Partido Republicano, do presidente Donald Trump. A maioria de seus membros é oriunda do setor de tecnologia da informação (TI). Numa brochura divulgada em 2021, o grupo afirma ter como objetivo “reunir investidores insatisfeitos com o status quo da política e captar recursos para financiar projetos que são disruptivos, mas farão avançar a agenda republicana”. O grupo se tornou tema na campanha eleitoral brasileira após o candidato Renan Santos (Missão) ter declarado, sem apresentar provas, que o seu concorrente Flávio Bolsonaro (PL) teria recebido financiamento do grupo, devido ao interesse de empresários de tecnologia na exploração de terras raras no Brasil. O PT pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que investigue se houve financiamento estrangeiro da candidatura de Flávio Bolsonaro, o que é ilegal. Entre as organizações apontadas pelo PT como fonte de recursos está a Rockbridge Network. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o Brasil entrou no foco da Rockbridge Network, e seus emissários fizeram contato com empresários e políticos brasileiros para iniciar uma aproximação. Origens A Rockbridge Network foi criada em 2019 por Christopher Buskirk, editor do site conservador nacionalista American Greatness, e pelo hoje vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, então conhecido como autor de um best-seller autobiográfico. Quem aproximou os dois foi o doador e ativista republicano Peter Thiel. Um dos primeiros encontros do grupo, que inicialmente reunia um pequeno núcleo de doadores da direita americana, foi na pequena Rockbridge, no estado de Ohio. Lá eles debateram como ir além de uma candidatura – a do então presidente e candidato à reeleição Donald Trump – e criar uma coalizão política organizada e duradoura que levasse a uma transformação radical do Partido Republicano, como escreveu o jornal The Washington Post. Como Buskirk explicou ao Washington Post, ele via no movimento trumpista Maga um problema de coordenação e de falta de infraestrutura organizacional. Pessoas que apoiaram Trump “nem sequer se conheciam”, disse. “Não há coordenação. Nem gestão. Nem planejamento. Tudo simplesmente aconteceu.” Um dos primeiros sucessos palpáveis do grupo foi a eleição de Vance para o Senado, em 2022. Aos poucos o grupo foi crescendo e passou a organizar conferências em hotéis de luxo e a atrair palestrantes como o futuro secretário de Saúde dos EUA Robert F. Kennedy Jr e o pioneiro da internet Marc Andreessen. A primeira dessas conferências ocorreu no Arizona, em 2021, com discurso de Thiel. Objetivo: influenciar a política Na brochura divulgada nesse encontro, a Rockbridge Network deixa claro que seu objetivo central é influenciar a política dos Estados Unidos. O grupo afirma que “uma forma de entender a Rockbridge é vê-la como uma gestora de investimentos, uma espécie de empresa de capital de risco voltada para a política”. O objetivo seria “potencializar o capital de nossos investidores por meio da expertise política adequada, garantindo resultados”. Para isso, é necessário substituir “o atual ecossistema republicano de think tanks, organizações de mídia e grupos ativistas que contribuíram para o declínio do partido por pessoas e instituições mais eficazes, mais orientadas para a ação e focadas na vitória”. Na prática, trata-se de, com o dinheiro de líderes empresariais do setor de tecnologia, garantir que a agenda do movimento Maga sobreviva aos mandatos de Trump. O grupo se vê também como uma reação à percepção de os democratas estarem “se tornando cada vez mais progressistas”, o que pode ser entendido como uma alusão ao crescimento da esquerda democrata. Diante disso, seria preciso demonstrar que o lado republicano “é organizado e possui o conhecimento institucional e o apoio financeiro necessários para ter alguma chance de vencer” eleições. A meta, segundo a mesma brochura, “é construir uma coalizão política capaz de vencer eleições nacionais com 55% do voto popular” nos Estados Unidos. Quem participa Relatos na imprensa dos Estados Unidos afirmam que entre os doadores da Rockbridge Network há importantes nomes do Vale do Silício, a área na Califórnia que abriga várias grandes empresas do setor de tecnologia da informação nos EUA. Entre eles estão conhecidos financiadores do Partido Republicano, como Thiel, da Palantir, a influente herdeira Rebekah Mercer, e os investidores em criptomoedas e irmãos gêmeos Tyler e Cameron Winklevoss, famosos por terem processado o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, a quem acusaram de terem roubado a ideia da rede social. Trata-se de um clube muito seleto. Em novembro de 2024, o total de membros não passava de 150, afirmou o New York Times. Entre eles estaria também Donald Trump Jr., filho do presidente. Segundo o diário nova-iorquino, ser um “parceiro limitado” custa 100 mil dólares, ao passo que, no outro extremo, um “parceiro principal” precisa desembolsar 1 milhão de dólares. A vitória de Trump e Vance na eleição de 2024 selou também a ascensão da Rockbridge Network como uma importante influenciadora da política nacional dos EUA, em contraste com grupos de doadores republicanos com os quais Trump teve dificuldades por causa de suas políticas, como a Koch Network e a American Opportunity Alliance. A proximidade com Trump A Rockbridge Network, que mantém uma atuação discreta, teria, até novembro de 2024, recebido mais de 100 milhões de dólares de doadores, segundo uma reportagem do New York Times que cita uma pessoa anônima próxima ao grupo. Esse dinheiro seria direcionado para organizações ativistas ligadas à Rockbridge Network e dedicadas a várias atividades, como exercer influência na mídia e mobilizar eleitores que não costumam ir às urnas. A Rockbridge trabalhou ativamente na vitoriosa campanha eleitoral de Trump em 2024, empregando 3 mil pessoas, segundo relato de Buskirk citado pelo New York Times. O grupo também atua nas eleições de meio de mandato de novembro de 2026 e certamente fará o mesmo na eleição presidencial

Se Flávio Bolsonaro for eleito, investigações do caso Master contra ele serão suspensas

Se Flávio Bolsonaro for eleito, investigações do caso Master contra ele serão suspensas

Se Flávio Bolsonaro for eleito, investigações do caso Master contra ele serão suspensas Constituição determina que o presidente da República não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao mandato Por Letícia Mori | JOTA 28/09/2026 O senador Flávio Bolsonaro, candidato a presidente da República / Crédito: Vittor Sales Conforme o JOTA revelou em julho, o senador Flávio Bolsonaro, candidato a presidente da República, é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) no caso que apura se houve prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e “outros delitos correlatos” na produção do filme Dark Horse, que foi financiado com recursos do Banco Master, de Daniel Vorcaro. Caso seja eleito presidente da República, Flávio Bolsonaro terá uma preocupação a menos, ao menos temporariamente. Esta e quaisquer outras eventuais investigações contra ele serão paralisadas até que ele deixe o cargo de presidente. E a explicação está na Constituição Federal. A Carta Magna prevê no art. 86, § 4º, que o presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções. Esta regra existe para proteger o cargo e a figura do presidente da República e evitar que ele seja submetido a múltiplas ações judiciais que possam desgastar o exercício da função e comprometer a governabilidade, avalia o advogado criminalista e doutor em filosofia do Direito Antônio Gonçalves. Trata-se de uma “blindagem adicional inerente ao cargo” para diminuir a chance do presidente ficar exposto ao uso político de investigações, diz Gonçalves, que também é pós-doutor em Ciências Jurídicas pela Universidade de La Matanza. “É uma proteção extra contra pressões.” O presidente só pode ser processado criminalmente por atos cometidos durante o mandato — e para isso é necessária a autorização da Câmara dos Deputados por dois terços dos votos.  A suspensão de investigações e a denúncia criminal de um presidente são situações raras, mas não inéditas. O ex-presidente Michel Temer passou pelas duas. Ele teve uma investigação paralisada quando assumiu a presidência e foi denunciado três vezes por atos considerados criminosos, que foram cometidos no cargo e eram relacionados ao mandato, na visão da Procuradoria-Geral da República. Investigação e processo Flávio Bolsonaro tem dois inquéritos criminais abertos no momento e um pedido de abertura de inquérito aguardando apreciação do ministro Flávio Dino, do STF. Os casos precisam de autorização do Supremo por Flávio ser senador, tendo, portanto, direito ao foro por prerrogativa de função.  O caso mais conhecido é o inquérito autorizado pelo ministro André Mendonça para investigar o caso envolvendo o banco Master e o filme Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro. Outro inquérito aberto foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes em abril e investiga acusação de calúnia contra Lula — Flávio Bolsonaro publicou nas redes sociais, sem apresentar provas, que o ex-presidente seria ligado ao tráfico internacional de drogas.  O PT pediu ainda, nesta semana, a abertura de um inquérito criminal para apurar supostas pressões políticas, recursos e operações dos Estados Unidos com o objetivo de interferir nas eleições e favorecer Flávio — o relator do caso, o ministro Flávio Dino, ainda não apreciou o pedido. De acordo com o advogado Aury Lopes Júnior, professor de Processo Penal da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, a regra prevista na Constituição determina que não é possível a responsabilização, o que, em tese, poderia permitir que as investigações continuassem.  No entanto, o entendimento atual, explica Lopes Jr. — usado nos dois precedentes existentes, de investigações contra os ex-presidentes Jair Bolsonaro e Michel Temer — é que os processos, incluindo as investigações, devem ser paralisados.  “Não é uma absolvição, não é um arquivamento, é uma suspensão temporária. Terminando o mandato, as investigações podem continuar”, diz Aury Lopes Junior.  A professora Luisa Ferreira, de Direito Penal e Processo Penal da Fundação Getúlio Vargas, acredita que provavelmente a interpretação que vai prevalecer em caso de uma vitória de Flávio Bolsonaro é a mais ampla, ou seja, de que as investigações ficam paralisadas também.  As investigações devem ser suspensas a partir do momento em que o investigado assumir o cargo, não do momento em que ele é eleito, afirma o criminalista Renato Vieira, sócio do Kehdi Vieira Advogados. Ou seja, caso Flávio Bolsonaro se torne o novo presidente da República, o marco para a suspensão seria o dia 5 de janeiro de 2027. O ministro Alexandre de Moraes, no manual de Direito Constitucional que escreveu, defende que a necessidade de “não responsabilização” do presidente não impede o inquérito policial nem o oferecimento de denúncia, mas apenas o recebimento da denúncia pelo STF.  Mas essa visão não prevaleceu nos casos existentes. O JOTA apurou que a visão atual do PGR Paulo Gonet vai na linha do que entendeu o Supremo nos dois precedentes conhecidos: as investigações devem ficar paralisadas.  Em caso de vitória de Flávio Bolsonaro e suspensão das investigações contra ele, os outros investigados continuam a ser alvo de apuração — a paralisação vale somente para o presidente. Processualmente, isso significa que os autos seriam desmembrados e as investigações sobre os outros citados continuariam. E a prescrição? Lopes Jr. explica que um ponto no qual pode haver discussão é se há ou não paralisação do tempo de prescrição do crime durante o período em que o processo fica suspenso.  Renato Vieira afirma que não há previsão na Constituição Federal de suspensão do curso do prazo prescricional.  No entanto, o entendimento que prevaleceu no Supremo Tribunal Federal nos casos de processos paralisados contra os ex-presidentes Jair Bolsonaro e Michel Temer foi o de que vale para o presidente a mesma regra que a Constituição determina para os deputados e senadores quando a Casa vota pela suspensão de um processo contra eles.  Ou seja, de que a prescrição fica suspensa enquanto durar o mandato, com o tempo voltando a correr depois, quando os processos são retomados.  O ministro Luiz Fux afirmou que o impedimento de responsabilização previsto pela Constituição não é uma imunidade material e que a punibilidade não é extinta,

Justiça mantém prisão de vereador Jorge Canella após audiência de custódia

Justiça mantém prisão de vereador Jorge Canella após audiência de custódia

Justiça mantém prisão de vereador Jorge Canella após audiência de custódia Vereador foi preso pela Polícia Federal após agentes encontrarem dois fuzis e uma submetralhadora de uso restrito na casa dele, na Barra da Tijuca. Por g1 Rio 24/09/2026 Armas apreendidas na casa do vereador Jorge Canella (União Brasil) por agentes da Polícia Federal — Foto: Reprodução e Divulgação A Justiça decidiu manter a prisão do vereador do Rio de Janeiro Jorge Canella (União Brasil) após audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (24). A informação foi confirmada pela Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar. Canella foi preso pela Polícia Federal durante a sétima fase da Operação Unha e Carne, após agentes encontrarem dois fuzis e uma submetralhadora de uso restrito na casa dele, na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. Segundo a PM, embora Canella seja coronel da corporação na reserva remunerada, a Corregedoria Geral continuará acompanhando a investigação. Prisão ocorreu durante operação da PF A prisão aconteceu durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ao todo, foram cumpridas três ordens no Rio: na casa de Canella, na Barra da Tijuca, em um endereço no Recreio dos Bandeirantes e na Câmara Municipal do Rio. Na residência do vereador, os policiais encontraram dois fuzis e uma submetralhadora. De acordo com a Polícia Federal, as armas, todas de uso restrito, estavam em desacordo com a previsão legal. O vereador do Rio de Janeiro Jorge Canella (União Brasil) foi preso pela Polícia Federal, na manhã de terça-feira (22), por posse irregular de armas de fogo de uso restrito após agentes encontrarem dois fuzis e uma submetralhadora na casa dele na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio. A prisão ocorreu durante a sétima fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela PF para investigar a suspeita de posse irregular de armas de fogo de uso restrito por um dos investigados. Os agentes cumpriam um mandado de busca e apreensão contra o vereador dentro da investigação sobre o fuzil apreendido na prisão do ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil). Jorge Eduardo Barreto de Andrade Filho, o Jorge Canella, é coronel da Polícia Militar. O g1 apurou que o oficial conseguiu a cautela do armamento dentro da corporação. A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão no Rio: na Barra da Tijuca, no Recreio e na Câmara Municipal. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal. Durante as buscas na Barra da Tijuca, os policiais encontraram dois fuzis e uma submetralhadora, todos de uso restrito. Segundo a PF, as armas estavam em desacordo com a previsão legal, o que levou à prisão em flagrante do alvo da operação. O vereador e as armas apreendidas foram levados para a Superintendência Regional da PF no Rio, onde foram realizados o auto de prisão em flagrante e os demais procedimentos. Ele responderá pelo crime de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. A operação desta terça-feira faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para desarticular organizações criminosas que atuam no estado do Rio de Janeiro, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF 635. Nota de Jorge Canella “A defesa do vereador Jorge Canella acompanhou a diligência realizada pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira e reforça que todas as armas encontradas em sua residência eram de sua propriedade e estavam legalizadas. O político, que é coronel da Polícia Militar, sempre pautou sua atuação na corporação de forma proba e ilibada e possuía o certificado do armamento. O único questionamento que ensejou o encaminhamento do vereador à Superintendência da PF foi a divergência de endereço de registro das armas, procedimento administrativo que já vinha sendo adotado por ele, em razão de mudança de endereço recente com a sua família. O vereador Jorge Canella confia plenamente na Justiça e esclarecerá todos os questionamentos o mais breve possível para que a verdade seja restabelecida.” Relembre a prisão O caso está ligado à apreensão de um fuzil calibre .556 encontrada no porta-malas do carro de Canella durante a 6ª fase da Operação Unha e Carne, em julho deste ano. Na ocasião, Canella era alvo apenas de busca e apreensão, mas acabou preso em flagrante após a descoberta da arma. Ele alegou que o fuzil pertencia a um policial militar cedido para fazer sua segurança. Aquela etapa da Operação Unha e Carne investigava uma rede de postos de combustíveis suspeita de movimentar R$ 7,6 bilhões em um esquema de lavagem de dinheiro. A PF apontava Canella como possível “braço político” do grupo investigado. Canella ficou preso por 4 dias em Bangu 8 e foi solto em 11 de julho por decisão de Alexandre de Moraes. Inicialmente, ele passou a responder em liberdade sob medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar noturno. Em 24 de julho, Moraes revogou todas as restrições. Na decisão, o ministro afirmou que não havia, naquele momento, provas diretas da participação de Canella nas operações financeiras investigadas, embora as apurações devessem continuar. A apreensão do fuzil da PM no carro do político levou o governo do estado a determinar o recadastramento obrigatório de todas as armas de uso restrito cedidas a outros órgãos. Em agosto, Canella anunciou que desistiria da candidatura ao Senado para disputar uma vaga de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O que disse Márcio Canella Em sua defesa em relação ao fuzil calibre .556 encontrado no porta-malas de seu carro, Márcio Canella alegou à Polícia Federal que a arma não pertencia a ele, mas sim a um sargento da Polícia Militar (identificado como Alexandre Paixão da Silva Júnior) que integrava a sua equipe de segurança pessoal. Ele negou qualquer posse irregular da arma. Após a decisão do ministro Alexandre de Moraes que revogou as suas medidas cautelares, liberando-o da tornozeleira eletrônica, Canella também fez um pronunciamento nas redes sociais

‘Sou seu irmão’: Mensagens mostram a amizade e parceria entre Alcolumbre e Vorcaro

‘Sou seu irmão’: Mensagens mostram a amizade e parceria entre Alcolumbre e Vorcaro

‘Sou seu irmão’: Mensagens mostram a amizade e parceria entre Alcolumbre e Vorcaro O presidente do Congresso, que chegou a negar até conhecer o ex-banqueiro, é citado nas conversas como parte ativa de articulações políticas Por Robson Bonin e Laryssa Borges | Veja 24/09/2026 PARCERIA - Davi Alcolumbre: a surpreendente intimidade com o banqueiro tinha festas, bebidas e mulheres (Jane Araújo/Agência Senado) Apesar dos rumores, nunca foi devidamente explicada a postura omissa do presidente do Congresso em relação ao escândalo do Master. Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) ignorou os pedidos de instalação de uma CPI para apurar o caso, recusou-se a responder a um ofício sobre eventuais entradas de Daniel Vorcaro nas dependências do Senado, negou-se a fornecer à Polícia Federal a lista de visitantes do gabinete do senador Jaques Wagner (PT-BA), suspeito de receber propina, e sempre desconversa quando indagado sobre o nível de suas relações com o ex-banqueiro. Mensagens encontradas pela PF no celular de Vorcaro iluminam essa zona de sombra. Elas revelam que Alcolumbre é um amigo fraterno, um irmão, um parceiro fiel com quem o dono do Master podia contar a qualquer tempo, a qualquer hora, para qualquer coisa. Entre os dois, a intimidade ultrapassava de longe o limite da camaradagem. O senador recorria ao banqueiro até para resolver questões prosaicas, como tentar identificar a fonte de um jornalista. O banqueiro recorria ao senador quando precisava abrir certas portas. Festas e encontros privados fortaleceram essa conexão. As mensagens a que VEJA teve acesso revelam um presidente do Congresso servil, submisso e capturado pelos prazeres que o dono do Master proporcionava. Mostram também que a intimidade entre eles vinha de longa data. Alcolumbre foi eleito presidente do Senado pela segunda vez no dia 1º de fevereiro de 2025. No mesmo dia, Vorcaro enviou um texto ao senador dando-lhe os parabéns e desejando sucesso no cargo. “Fala meu amor”, respondeu o parlamentar. “Muito obrigado por tudo, em especial pelo seu carinho e amizade fraterna! Sou seu irmão. Pra vida toda”, continuou. O banqueiro responde à gentileza com cinco emojis de coração e juras: “E eu seu. A qualquer tempo pra qualquer coisa. Nunca vou esquecer”. Em maio passado, Alcolumbre recorreu a artimanhas regimentais para evitar a criação da CPI que se dispunha a investigar os tentáculos políticos do caso Master. “Esse assunto não pode ser o prioritário neste momento”, justificou. As investigações revelaram posteriormente que uma das tramoias do banqueiro foi feita em conluio com a Amprev, o fundo de previdência dos servidores do Amapá, que tinha como conselheiro o irmão do senador e como presidente o ex-tesoureiro de sua campanha. No acervo há dezenas de mensagens em que são combinadas festas com a participação de renomadas autoridades. Uma delas foi organizada para atender o presidente do Congresso. Vorcaro acerta os detalhes com Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações de Jair Bolsonaro. “Aquela de 3 metros estará la, Fabio”, escreveu o banqueiro, num grupo de WhatsApp batizado de Macallan, a famosa marca de uísque escocês. “A dupla né. Foda que o Davi aprendeu a falar pelo Google tradutor e pode assustar a menina”, ironizou Faria. “Kkkkkk. Bonde do tigrão”, completou Vorcaro. O dono do Master costumava importar mulheres de outros países, especialmente da Europa, para animar as festas. Em um chat com Alcolumbre, o banqueiro repassa o endereço do evento e dá instruções ao senador: “Me avisem a hora que chegam. Vao cedo. Traje todo preto pra festa”. O comportamento do senador era ridicularizado pelos próprios convivas. “Davi Alcolumbre de mochila bile (sic) com canudo com vodka”, comentou um deles. “Davi falou q esta com dança nova”, divertiu-se Fábio Faria. Em abril de 2024, à margem de um encontro realizado em Londres para discutir o cenário jurídico no Brasil, o banqueiro patrocinou uma degustação de Macallan para um grupo especial de convidados, entre eles os ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Vorcaro gastou 3 milhões de reais com o regabofe. Às vésperas do evento, Fábio Faria encaminha ao banqueiro uma foto, que pelo contexto se infere ser de uma mulher. Era 28 de março de 2024, pouco menos de um mês para o convescote que, tempos depois, viraria motivo de constrangimento para as autoridades que lá estavam. “Essa vc vai ter que assumir. Pra mim já venceu. Em Londres. Eu passo e vc me da qdo cansar”, escreveu o ex-ministro. Fábio é figura constante nos chats e atua como mediador de encontros estratégicos para o banqueiro. Foi por intermediação dele, por exemplo, que o ex-dono do Master se reuniu por diversas vezes com o ministro do STF Alexandre de Moraes. A conversa sobre a contratação de mulheres para um evento paralelo ao fórum jurídico continua, e Vorcaro relata ao interlocutor temer o vazamento da confraternização privada. Na sequência, admite que parte dos convidados só estava lá pela garantia de que mulheres contratadas para entretê-los estariam à disposição. “To achando que não vai dar pra fazer off la viu. To com receio. Foda que tem nego que ta indo so pra isso ne kkkk”, escreveu. Faria propõe então uma solução para tentar manter a confidencialidade — e coloca mais uma vez Davi Alcolumbre na jogada: “Daquele jeito da. Fazemos pros caras e ficamos de boa. E depois vamos pra um menor. Pegar uma suíte em outro hotel. Deixa umas 4 lá”. Com a concordância de Vorcaro, completa: “E fazemos um pacto com Davi q só pode falar pro careca”. Nessa época, Davi Alcolumbre havia deixado o primeiro mandato na presidência do Senado e ocupava o comando da poderosa Comissão de Constituição e Justiça da Casa. Ele foi a Londres a pretexto de participar de uma das mesas de debates. Alexandre de Moraes, que em diferentes conversas entre Faria e Vorcaro era tratado como “careca”, discursou no evento, originalmente planejado para homenagear o ex-presidente da República Michel Temer. Outras autoridades que aparecem em meio aos diálogos são o presidente da Câmara, Hugo Motta,

CNJ investiga desembargador ligado a Kassio Nunes Marques

CNJ investiga desembargador ligado a Kassio Nunes Marques

CNJ investiga desembargador ligado a Kassio Nunes Marques Conselho Nacional de Justiça e Polícia Federal apuram atuação de Newton Ramos em processos de interesse do banco Master, de Daniel Vorcaro; desembargador é citado em diálogos que indicam proximidade com ministro do STF. Por Deutsch Welle 24/09/2026 Corregedoria do CNJ recolheu dados do gabinete de Newton Ramos, citado em mensagens de Daniel Vorcaro como integrante da chamada © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizou nesta quinta-feira (24/09) uma operação no gabinete do desembargador Newton Pereira Ramos Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). A ação integra uma investigação da Corregedoria Nacional de Justiça sobre a atuação do magistrado em processos relacionados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto banco Master. A Polícia Federal participa da operação, em apoio à Corregedoria Nacional de Justiça, vinculada ao CNJ. Os agentes recolheram dados e documentos para subsidiar a apuração, como cópia do disco rígido do computador usado pelo desembargador. Newton Ramos não estava no gabinete no momento e não foi afastado do cargo. Segundo o tribunal, ele continua com acesso ao sistema eletrônico e segue exercendo normalmente suas funções. A operação é um desdobramento das investigações que analisam a atuação do magistrado em ações envolvendo precatórios bilionários do setor sucroalcooleiro. De acordo com informações reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo, Newton Ramos teria proferido ao menos dois votos favoráveis aos interesses do banco Master contra a União em um processo relacionado a uma indenização por perdas causadas por políticas de preços adotadas para o setor nas décadas de 1980 e 1990. Turma do KN A investigação também alcança os vínculos de Newton Ramos com pessoas ligadas a Vorcaro. Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do ex-banqueiro mostram que o desembargador e sua mulher, a advogada Camilla Ramos, eram identificados por interlocutores como integrantes da chamada “turma do KN”. Segundo os investigadores, a sigla seria uma referência ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques. A relação entre Newton Ramos e Nunes Marques é antiga. Antes de chegar ao TRF-1, o desembargador atuou como juiz auxiliar do atual ministro do STF entre 2018 e 2020, quando Nunes Marques ocupava a vice-presidência do tribunal regional. As investigações apontam ainda uma relação de proximidade pessoal entre os dois. Mensagens obtidas pela PF indicam que o ministro participou de uma viagem em aeronave de Vorcaro para comemorar o aniversário de Camilla Ramos em Alagoas. Em outra conversa, Newton Ramos aparece solicitando a reserva de quartos em um hotel de luxo para o magistrado. Nunes Marques afirma que jamais trocou mensagens com Vorcaro e que nunca autorizou terceiros a falar em seu nome. Outro ponto sob investigação envolve a atuação profissional de Camilla Ramos. Documentos encontrados pelos investigadores mostram que seu escritório firmou contratos relacionados a causas de interesse de empresas ligadas ao Banco Master. Um dos contratos previa honorários que poderiam chegar a R$ 427 milhões. Em outra versão do acordo citada nas investigações, os valores alcançariam R$ 470 milhões. A advogada também aparece como visitante frequente de Vorcaro na prisão. Os precatórios do setor sucroalcooleiro estão no centro de boa parte dessas relações. O Master acumulou uma carteira estimada em cerca de R$ 10 bilhões nesses créditos judiciais. O tema ganhou relevância após uma decisão do STF que reconheceu a responsabilidade da União por prejuízos sofridos por usinas de açúcar e álcool em razão de políticas de controle de preços. Nesse contexto, o nome de Kevin Marques, filho de Kassio Nunes Marques, surgiu em diálogos encontrados no celular de Vorcaro. As mensagens foram trocadas entre o ex-banqueiro e Luiz Rennó, então diretor jurídico do banco Master. Em outubro de 2024, após o STF formar maioria favorável às usinas, Rennó enviou a Vorcaro um print com os contatos de Kevin e a legenda: “Dominado aqui”. Em novas conversas, já em 2025, Rennó menciona pagamentos mensais de R$ 500 mil que seriam feitos por meio da empresa Consult Inteligência Tributária. Em uma das mensagens, questiona se os repasses deveriam continuar. Em outra, afirma que entre os “pagamentos essenciais” faltava apenas a Consult. Vorcaro respondeu às mensagens com risadas. Na época da revelação dos diálogos, Kassio Nunes Marques não comentou o conteúdo das conversas. A defesa de Kevin Marques afirmou, por meio de nota, que o advogado nunca prestou serviços ao banco Master nem recebeu recursos de Vorcaro. Segundo a assessoria, ele recebeu R$ 281,6 mil da Consult por serviços jurídicos especializados na área tributária administrativa e sua atuação não teve relação com o STF. Em nota divulgada após a operação desta quinta, o gabinete de Newton Ramos afirmou que o desembargador continua julgando normalmente os processos sob sua responsabilidade, considera natural o trabalho de fiscalização do CNJ e está à disposição para prestar esclarecimentos à Corregedoria. Notícia anterior Banco MasterCNJ Conselho Nacional de JustiçaPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal FederalTribunal Regional Federal TRFTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram CNJ investiga desembargador ligado a Kassio Nunes Marques 24/09/2026 Lobista amiga de Lulinha fez depósitos a secretário e a chefe do cerimonial de ministro de Lula 23/09/2026 ‘Meu eleitor é aquele que ora para alienígena e bebe detergente’, diz candidato bolsonarista 23/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Justiça pede para polícia de SP detalhar provas para investigar operações financeiras de produtora de ‘Dark Horse’ 01/09/2026 TSE forma maioria para manter decisão que suspende campanha de Deltan Dallagnol 21/09/2026 Emendas de Bilynskyj a 6 cidades de SP foram à mesma empresa sem licitação 19/09/2026 Nunes Marques se declara impedido em julgamento de mensagens de Vorcaro a Moraes após diálogos do banqueiro citarem R$ 500 mil ao seu filho 15/09/2026

Zucco destinou emenda pix para evento evangélico liderado por pastor bolsonarista

Zucco destinou emenda pix para evento evangélico liderado por pastor bolsonarista

Zucco destinou emenda pix para evento evangélico liderado por pastor bolsonarista Repasse de R$ 200 mil destoa de outros envios; segundo deputado, foram avaliadas a pertinência e relevância pública Por Thiago Müller e Pedro Pereira | Matinal Jornalismo e Agência Pública 24/09/2026 Luciano Zucco | Bruno Spada / Câmara dos Deputados O político do Partido Liberal (PL) de Santa Maria, Jader Maretoli, se intitula como um apóstolo. Foi com essa autodenominação que ele coordenou um evento gospel realizado no final do ano passado. No encerramento do Dia da Família, em 7 de dezembro, o pastor da Jesus Church pediu bênçãos para o padrinho do evento, o tenente-coronel Luciano Zucco, então deputado federal bolsonarista. “Nós precisamos honrar quem merece honra. A Bíblia nos diz isso. Se tem alguém que nos ajudou muito, que é o grande padrinho deste evento, é o tenente-coronel Zucco”, disse aos fiéis presentes. “Eu quero que você, nas suas orações, nessa noite, ore pela vida dele, porque, com certeza, Deus vai o abençoar muito mais, para que ele continue nos abençoando e sendo canal de Deus nos próximos anos aqui na nossa cidade, na nossa região.” Zucco não estava presente no evento, mas destinou R$ 200 mil para custear o Dia da Família de 5 a 7 de dezembro. O evento, que reuniu de motoqueiros a fiéis evangélicos, incluiu também a contratação de um cantor gospel sem licitação. O repasse destoa do perfil das emendas pix enviadas pelo então deputado federal e atual candidato ao governo do Rio Grande do Sul e foi a única ocasião em que Zucco destinou a eventos.   Uma análise feita pela Matinal das emendas pix enviadas por Zucco entre 2024 e 2026, com base no Emendômetro, mostra que a maior parte dos R$ 5,6 milhões foi destinada à educação e segurança pública. Quase não há detalhamento de onde foi parar o dinheiro enviado a escolas. No que tange à segurança pública, os recursos foram aplicados na compra de veículos, armas e outros materiais para guardas municipais, Polícia Militar e delegacias. Apesar de Maretoli ter homenageado Zucco como padrinho do evento, a equipe de comunicação do candidato do PL disse à Matinal que a demanda partiu do próprio município. “O mandato recebe solicitações apresentadas por prefeituras, câmaras de vereadores, entidades, associações, representantes municipais e também por cidadãos”, informou.  Com base nestas demandas, a comunicação do candidato especificou que são considerados critérios técnicos e legais como “relevância e o interesse público, a pertinência para o município, a possibilidade legal de atendimento, a adequação do objeto à modalidade do recurso, a disponibilidade orçamentária e a viabilidade de execução”. Após a resposta, questionamos qual seria a relevância social e a pertinência do Dia da Família, mas a comunicação do candidato disse que não ia prestar novos esclarecimentos. Disse ter atendido às demandas do veículo e que o questionamento sobre o destino da emenda está ligado ao alinhamento editorial do veículo. Nas respostas enviadas, Zucco e sua equipe afirmam zelar pela correta destinação das emendas parlamentares. “Caso seja identificado qualquer indício de irregularidade na aplicação dos recursos, o mandato exerce sua prerrogativa de fiscalização e adota as providências cabíveis perante os órgãos competentes”, diz a nota. O deputado também enviou ofício à Controladoria Geral da União solicitando fiscalização das emendas parlamentares individuais indicadas por ele no exercício de 2025, visando a lisura e transparência na execução. Porém, disse também que, durante a indicação da emenda parlamentar para o evento em Santa Maria, o mandato só tinha conhecimento de que a ocasião denominava-se “Marcha da Família” e nada mais (confira as respostas na íntegra). A reportagem entrou em contato com o pastor Jader Maretoli quatro vezes, sem sucesso. No último contato, ele comprometeu-se a prestar esclarecimentos, e pediu que as perguntas fossem enviadas por mensagem de WhatsApp, mas, até o momento, não houve resposta. Além de apóstolo da Jesus Church de Santa Maria e organizador do Dia da Família, Maretoli é vereador suplente e concorreu pelo PL em 2024. De 2019 a 2020, enquanto filiado ao Republicanos, Maretoli ocupou o cargo de secretário-adjunto da Secretaria Estadual do Esporte e Lazer do governo Eduardo Leite (PSDB).  Ele se apresenta, no Instagram, como o 12º vereador mais votado na cidade, apesar de não ter sido eleito. Hoje, pouco menos de 12 meses depois do evento, atua como cabo eleitoral de Zucco e dos candidatos ao Senado, Marcel Van Hattem (Novo) e Sanderson (PL).  O sogro de Maretoli, o pastor Oséas Costa, concorre ao cargo de deputado estadual pelo Republicanos. No Dia da Família, Costa figurou como atração. Prefeitura de SM se omite Organizadora oficial do Dia da Família, a gestão de Rodrigo Decimo (PSDB) não respondeu aos questionamentos enviados pela Matinal. Decimo esteve no evento e posou para fotos com Maretoli. A Secretaria de Comunicação de Santa Maria foi procurada em quatro ocasiões. Questionamos se a gestão escolheu o destino do recurso, se fez parte da realização do evento e se o evento só aconteceu por conta do repasse. A pasta confirmou o recebimento das questões, mas não respondeu até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto. No plano de trabalho da emenda pix enviada por Zucco, que é de responsabilidade da prefeitura, fica claro que se tratava de um evento religioso voltado “à valorização dos valores familiares e homenagem à família”, incluindo rodas e espaços de oração e um show gospel com duração de 90 minutos, no valor de R$ 90 mil. O contratado foi o cantor David Quinlan, também alinhado ao bolsonarismo. Outros R$ 83,4 mil foram destinados para a estrutura física da marcha, incluindo grades, cobertura, tendas e palco; R$ 24 mil, destinados à locação de um painel de LED. No total, os gastos somaram R$ 197,9 mil. O material de divulgação do Dia da Família não cita nominalmente o deputado e menciona o apoio da prefeitura de Santa Maria e de comércios locais. STF exigiu detalhamento de repasses a eventos até 2024 Apesar de o Supremo Tribunal Federal ter publicado uma série de regramentos para as emendas pix, como a necessidade de planos

Análise: Operação une crime organizado ao caso Master (VIDEO)

Análise: Operação une crime organizado ao caso Master

Análise: Operação une crime organizado ao caso Master (VIDEO) Segundo a analista de Política da CNN Clarissa Oliveira, ao Live CNN, nova fase da Operação Carbono Oculto aponta vínculo entre operador financeiro ligado ao Banco Master e o combate ao crime organizado Por CNN Brasil 24/09/2026 Frente do Banco Master | Arte CNN O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Estado de São Paulo e a Receita Federal deflagraram, na manhã desta quinta-feira (24), a Operação Crédito Oculto, uma nova fase da Operação Carbono Oculto. A analista de Política da CNN Clarissa Oliveira avalia, ao Live CNN, que a operação une o crime organizado ao caso Master. Segundo Clarissa Oliveira, a operação simboliza de maneira intensa o combate à infiltração do crime organizado tanto em instâncias da máquina pública quanto no setor financeiro como um todo. “Ela é parte de todo um esforço, todo um empenho de autoridades brasileiras em várias instâncias de governo para asfixiar financeiramente o crime organizado”, afirmou a analista. A figura central: o empresário conhecido como “Mineiro” Nesta fase específica da operação, um ponto de destaque é a menção ao empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro” e dono da empresa Entre Investimentos. Segundo Clarissa, ele é uma figura com vínculo direto com o caso Master. “A gente está falando de um operador financeiro que trabalhava ali, atuava em conjunto com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master”, explicou a analista. A empresa Entre Investimentos também teria vínculos históricos com o processo de financiamento do filme “Dark Horse”, uma cinebiografia cujo protagonismo é a representação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Esse financiamento acabou aproximando o caso Master do senador Flávio Bolsonaro (PL), que, segundo Clarissa, “foi flagrado pedindo dinheiro para Daniel Vorcaro para fazer o financiamento desse filme”. Convergência entre duas investigações Para Clarissa Oliveira, a operação representa a união de duas frentes de apuração que vinham sendo conduzidas de forma paralela. “Nesta fase, essas duas investigações acabam se unindo neste ponto comum, que é o “Mineiro”, este operador financeiro que atuou em conjunto com Daniel Vorcaro”, destacou. A analista descreveu o momento como o encaixe de mais peças de um “enorme quebra-cabeça”, montado ao longo de toda a corrida eleitoral, desde o período da pré-campanha. Clarissa também ressaltou que a Operação Carbono Oculto foi fruto de disputas entre agentes federais e agentes do estado de São Paulo, com destaque para o Ministério da Fazenda, a Receita Federal e o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Segundo a analista, “sempre há ali um movimento de tentar ganhar autoria, ganhar protagonismo nas operações de asfixia financeira do crime organizado”. A analista concluiu que o vínculo com o caso Master, tão próximo do período eleitoral, “é sim uma peça importante que merece atenção”. https://www.youtube.com/watch?v=ONLuCYaI9oc Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterGovernadorMP-SPPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaReceita FederalRepublicanosSenadorVIDEO AUDIO Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Análise: Operação une crime organizado ao caso Master (VIDEO) 24/09/2026 É falso que relatório da PF tenha descartado corrupção em ‘Dark Horse’ 24/09/2026 Justiça mantém prisão de vereador Jorge Canella após audiência de custódia 24/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Exclusivo: Flávio Bolsonaro e ‘Neymar Pai’ cobravam recursos de Vorcaro, indicam mensagens 21/09/2026 Dark Horse: valor do filme sobre Bolsonaro, com produtora alvo da PF, supera o orçamento de ganhadores do Oscar 10/09/2026 Candidato a deputado federal e presidente da Câmara de Sumaré (SP) é preso em operação contra tráfico 09/09/2026 Pressão sobre Mendonça chega ao TSE e abre debate sobre suspeição 21/09/2026 PF realiza operação contra desvios no AM; STF afasta prefeito de Coari 16/09/2026

Salles se retrata após compartilhar montagem com Flávio Bolsonaro como ‘ladrão’: ‘Feito por engano’

Salles se retrata após compartilhar montagem com Flávio Bolsonaro como ‘ladrão’: ‘Feito por engano’

Salles se retrata após compartilhar montagem com Flávio Bolsonaro como ‘ladrão’: ‘Feito por engano’ Imagem mostrava rostos de Lula e de Flávio Bolsonaro com o texto ‘Não existe voto útil em ladrão’; candidato apagou compartilhamento e alegou que não percebeu teor da publicação em razão da ‘pressa da campanha’ Por Juliano Galisi | O Estado de S.Paulo 24/09/2026 Salles faz retratação após compartilhar imagem que mostrava Flávio Bolsonaro como ‘ladrão’ Foto: Reprodução via X O candidato ao Senado por São Paulo Ricardo Salles (Novo) postou uma retratação após compartilhar uma imagem no X (antigo Twitter) que mostrava o candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como “ladrão”. A publicação repostada pelo ex-ministro do Meio Ambiente mostrava os rostos de Lula (PT) e de Flávio Bolsonaro junto ao texto “Não existe voto útil em ladrão”. Salles compartilhou a montagem, mas apagou-a em seguida e postou sua explicação. Segundo o deputado federal, o compartilhamento foi “feito por engano” e o teor da publicação não foi percebido “pela pressa da campanha”. “Como eu já disse publicamente, Flávio terá meu voto contra Lula no segundo turno, e teria no primeiro se (Romeu) Zema, do meu partido, não fosse candidato”, afirmou Salles. Salles foi um dos sete participantes do debate entre candidatos ao Senado promovido pelo Estadão em parceria com a Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) nesta quarta-feira, 23. Durante o programa, o candidato marcou posição à direita, mas criticou o PL e o representante do partido na disputa, o deputado estadual André do Prado, com quem teve o embate mais acirrado da noite. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalNOVOPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos Trabalhadores Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Salles se retrata após compartilhar montagem com Flávio Bolsonaro como ‘ladrão’: ‘Feito por engano’ 24/09/2026 Ruas recebeu R$ 1,5 milhão de fornecedora de obras da pasta que chefiava 24/09/2026 Análise: Operação une crime organizado ao caso Master (VIDEO) 24/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Zucco destinou emenda pix para evento evangélico liderado por pastor bolsonarista 24/09/2026 Ao STF, ex-sócio de Vorcaro exime Jaques e aponta dedo para MP de Bolsonaro 22/09/2026 Contrato de Vorcaro previa até R$ 427 milhões a escritório de esposa de desembargador identificado como da ‘turma’ de Nunes Marques 22/09/2026 Polícia e MP investigam possível vazamento de informações de operação que mirou integrantes do PCC e Milton Leite em SP 18/09/2026 TRE-RJ muda 72 locais de votação na Região dos Lagos e Norte Fluminense para evitar interferência do crime organizado 17/09/2026

É falso que relatório da PF tenha descartado corrupção em ‘Dark Horse’

É falso que relatório da PF tenha descartado corrupção em ‘Dark Horse’

É falso que relatório da PF tenha descartado corrupção em ‘Dark Horse’ Flávio Bolsonaro é investigado por supostos crimes envolvendo o caso, que tem conexão com o escândalo do Banco Master Por Clarissa Pacheco | O Estado de S.Paulo 24/09/2026 Publicação mente ao afirmar que relatório da Polícia Federal disse que não houve corrupção no filme Dark Horse Foto: Reprodução/TikTok O que estão compartilhando: que um relatório da Polícia Federal tornado público pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino afirmaria que não houve corrupção no filme Dark Horse. Isso provaria que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) estava falando a verdade. O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é falso. O relatório da Polícia Federal sobre a investigação não diz isso. O documento, assinado em 8 de julho de 2026, aponta que o senador não era apenas um terceiro mencionado em comunicações de outras pessoas, e sim um interlocutor direto de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, nas tratativas relacionadas ao financiamento do filme. O relatório indica que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, seria a pessoa que decidia como o dinheiro repassado por Vorcaro deveria ser gasto nos Estados Unidos, onde mora. Com essas evidências, a PF pediu que o ministro do STF André Mendonça instaurasse um procedimento separado para investigar Flávio e outros citados nas conversas sobre o filme pelos possíveis crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas. Além disso, o relatório da PF não foi tornado público por Flávio Dino. Na realidade, o documento veio à tona após Mendonça retirar o sigilo de parte dos inquéritos envolvendo o Banco Master, a pedido do presidente do STF, ministro Edson Fachin. O sigilo quebrado por Flávio Dino foi outro: da investigação da Polícia Civil de São Paulo envolvendo a produtora do filme. Saiba mais: Flávio Bolsonaro é investigado desde julho. Em maio deste ano, The Intercept Brasil publicou áudios em que Flávio cobrava de Vorcaro dinheiro supostamente prometido para financiar o filme. O valor acertado era de R$ 134 milhões, e o banqueiro chegou a repassar pelo menos R$ 61 milhões. O restante do dinheiro foi cobrado por Flávio Bolsonaro reiteradas vezes diretamente a Vorcaro, a quem chamou de “irmão”. A Polícia Federal apura se o dinheiro foi destinado a financiar a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. No dia 12 de setembro, após a derrubada do sigilo de parte dos documentos do caso Master, Flávio Bolsonaro disse, durante um ato de campanha em Cabo Frio (RJ), que nada surgiu contra ele e que esse é o “maior atestado de idoneidade”. Relatório da PF menciona conversas e pede investigação por corrupção O relatório da Polícia Federal mostra a cobrança de Flávio Bolsonaro a Vorcaro e sinaliza mensagens em que Eduardo Bolsonaro era apontado como a pessoa que geria o dinheiro nos EUA. Em 8 de dezembro de 2024, o publicitário Thiago Miranda, ligado a Vorcaro, entrou em contato com o banqueiro para agendar uma reunião com Flávio Bolsonaro para tratar do “filme do presidente”. A reunião foi marcada para 11 de dezembro de 2024 e, na véspera, Miranda encaminhou a Vorcaro uma mensagem de Flávio informando que o deputado federal Mário Frias (PL-SP) participaria do encontro. Entre janeiro e março de 2025, há conversas entre Vorcaro, Miranda e Fabiano Zettel mencionando Flávio ou Eduardo Bolsonaro e cobranças sobre os aportes para o filme. Zettel é cunhado de Vorcaro e foi preso em uma operação da PF. A partir de agosto do ano passado, o próprio Flávio Bolsonaro passou a falar diretamente com Vorcaro. Há menção a uma reunião no dia 20 de agosto de 2025. No dia 8 de setembro, Flávio mandou um áudio a Vorcaro cobrando pagamentos sobre o filme. Em 16 de setembro eles se falaram por telefone, e a partir de 17 de setembro há mais mensagens para marcar outro encontro. No dia 22 de outubro, Flávio disse a Vorcaro que o filme estava no terceiro dia de gravação e que a produção estava “no limite”. Pediu que, se Vorcaro não pudesse fazer o depósito, o avisasse para que buscasse outra solução. Em 16 de novembro, na véspera da prisão de Vorcaro, Flávio tentou ligar para o banqueiro e depois mandou uma mensagem: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”. No relatório, a Polícia Federal diz que “tais elementos indicam que o senador Flávio Nantes Bolsonaro não aparece apenas como terceiro mencionado em comunicações de outras pessoas, mas como interlocutor direto de Daniel Vorcaro em tratativas relacionadas ao financiamento da produção, inclusive com cobranças de pagamentos, reuniões presenciais e acompanhamento do andamento das gravações”. O que Flávio Dino tornou público No dia 13 de setembro deste ano, Dino tornou públicos outros documentos relativos ao filme Dark Horse: o conteúdo de uma investigação da Polícia Civil de São Paulo envolvendo a produtora do filme, a Go Up, e o deputado federal Mário Frias, idealizador do filme. Eles são suspeitos de desvios de recursos públicos, inclusive de emendas parlamentares do deputado. Essa apuração tem Dino como relator. Ele determinou que todo o material recebido pela Justiça estadual de São Paulo seja encaminhado à Polícia Federal. Na decisão, argumentou que o material reforçou a hipótese de conexão entre as duas frentes de investigação sobre o filme. Flávio Bolsonaro não foi citado nessa decisão. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterCabo Frio RJDeputado FederalPL Partido LiberalPolícia CivilPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaRegião dos Lagos Baixada LitorâneaSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram É falso que relatório da PF tenha descartado corrupção em ‘Dark Horse’ 24/09/2026 Justiça mantém prisão de vereador Jorge Canella após audiência de custódia 24/09/2026 Zucco destinou emenda pix para evento evangélico liderado por pastor bolsonarista 24/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. 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