Fachin pede e Mendonça anuncia fim do sigilo de parte do caso Master

Fachin pede e Mendonça anuncia fim do sigilo de parte do caso Master Atendendo a um pedido de Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro André Mendonça retirou o sigilo de parte das investigações sobre o caso Master na noite desta quinta-feira (10/09). Por Mariana Schreiber e Mariana Alvim | BBC News Brasil 11/09/2026 Edson Fachin pediu a André Mendonça o levantamento de sigilo de petição que será tema de encontro do plenário do STF na próxima terça-feira (15/09) | Gustavo Moreno/STF Brasília e São Paulo – Fachin havia solicitado a Mendonça, relator de investigações e ações sobre o Banco Master no STF, o envio de um HD com informações relativas a uma das petições que trata do caso, a petição 15.556. As informações devem ser enviadas para o gabinete da presidência do STF e dos demais ministros, solicitou Fachin. No pedido, Fachin faz a ressalva de que dados cujo sigilo é considerado “imprescindível” para as investigações não precisam ser divulgados. Assim, Mendonça pode manter parte dos dados em sigilo. Segundo a BBC News Brasil apurou, 14 procedimentos relacionados à investigação envolvendo o Banco Master serão publicados. A petição 15.556, raiz da investigação do Master, está entre os documentos que foram divulgados. Essa petição, uma das várias que tratam do caso Master no STF, consiste no núcleo original da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de fraudes financeiras e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master e seu dono, Daniel Vorcaro. Sua importância decorre do fato de envolver acusações contra parlamentares e o ministro do STF Alexandre de Moraes. A petição 16.662, que teve origem na petição 15.556, deverá ser analisada no próximo dia 15 de setembro, data marcada por Fachin para uma sessão plenária que vai tratar do caso Master, com potencial para possível abertura de investigação contra Moraes. Na semana passada, Mendonça protagonizou um embate com Moraes no âmbito dessas investigações. Em 1º de setembro, através da petição 16.662, Mendonça levantou o sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF) com indícios de que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria pedido conselhos e trocado informações com Moraes. Dois dias depois, Moraes rebateu e retirou o sigilo de relatórios da inteligência da PF sobre supostas condutas irregulares de Mendonça, o qual teria agido contra Moraes e outros colegas de tribunal. Até então relator do polêmico Inquérito das Fake News, Moraes também havia pedido a inclusão de Mendonça nesta investigação. Na quarta-feira (9/09), Fachin decidiu tirar de Moraes a relatória deste inquérito e agendar para 15 de setembro uma sessão plenária para tratar do caso Master. O advogado-geral da União, Jorge Messias, elogiou a decisão de Fachin. “A publicidade é a regra da República. A transparência protege as instituições, assegura igualdade de tratamento aos envolvidos, clareia as escolhas dos cidadãos e permite que a sociedade conheça os fatos sem recortes, versões ou seletividades”, afirmou Messias em suas redes sociais, citando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já havia pedido a retirada do sigilo. Notícia anteriorPróxima notícia AGU Advocacia-Geral da UniãoBanco MasterPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Fachin pede e Mendonça anuncia fim do sigilo de parte do caso Master 11/09/2026 Quando os defensores da democracia viram as costas para ela, em vez disso 10/09/2026 A grande democracia onde os legisladores são mais poderosos que o executivo 16/08/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Moraes editou contrato de R$ 131 milhões de Viviane Moraes com Vorcaro, indicam registros 01/09/2026 ‘O Rio pode mais’: Violência impõe custos nos transportes e trava negócios na capital e na Baixada Fluminense 04/09/2026 ‘Atropela o Ibama’: PF aponta atuação de cúpula ambiental do RJ para favorecer Refit 04/09/2026 Nikolas usa falso laudo da PF, feito com IA, para tentar negar crimes na relação com Vorcaro 05/09/2026 Flávio Bolsonaro não relatou nenhum projeto em 2026 17/08/2026
PF: Operador de Vorcaro recebia R$ 1 milhão por mês para executar ordens

PF: Operador de Vorcaro recebia R$ 1 milhão por mês para executar ordens Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão atuava na execução operacional e coordenação do grupo responsável pela implementação das medidas ilícitas Por João Nakamura e Patrícia Nadir | CNN Brasil 11/09/2026 Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master • Reprodução São Paulo – A Polícia Federal constatou que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do liquidado Banco Master, formou uma “estrutura organizada, com divisão funcional de tarefas” voltada “à prática reiterada de condutas ilícitas em diversas frentes de atuação”. A partir da análise do conteúdo extraído do celular de Vorcaro, a PF apurou que seu “executor operacional”, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão — referido como Felipe Mourão –, recebia R$ 1 milhão por mês para agir em nome do ex-banqueiro. Entre suas atribuições no esquema, o relatório policial elenca o acesso ilegal a sistemas sigilosos, a coordenação da chamada “turma”, além da realização de monitoramento, coação, retirada de conteúdo, ataques hackers e articulação com criminosos a mando de Vorcaro. “Em suma, além do monitoramento de autoridades, processos sigilosos e tentativa de fuga, o conjunto probatório, analisado de forma sistêmica, indica que Daniel Bueno Vorcaro exercia papel central de comando, definindo estratégias, prioridades e alvos, ao passo que Felipe Mourão atuava na execução operacional e coordenação do grupo responsável pela implementação das medidas ilícitas”, expõe a investigação. As informações constam dos documentos divulgados na noite desta quinta-feira (10), após o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) derrubar o sigilo da apuração sobre o Caso Master a pedido do presidente da Corte, Edson Fachin. Conhecido como o “Sicário” de Daniel Vorcaro, Mourão foi preso em março no âmbito da Operação Compliance Zero, réu por organização criminosa e lavagem de dinheiro. Horas após ser detido pela PF, o executor de ordens do ex-banqueiro morreu na prisão. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PF: Operador de Vorcaro recebia R$ 1 milhão por mês para executar ordens 11/09/2026 Quem é “Mineiro”, delator que pode complicar Flávio Bolsonaro no caso Dark Horse 09/09/2026 Vorcaro diz que ACM Neto e Rueda cobravam 10% de aportes de previdências ao Banco Master 10/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Carreta com 47 motos é roubada na Via Dutra; motorista é levado para a Pedreira e feito refém 26/08/2026 Esquema ligado à Refit custeou caviar, mansão na Serra e cobertura para Cláudio Castro, diz PF 03/09/2026 André Mendonça revoga prisão do filho do Careca do INSS 09/09/2026 “Liberei mais uma hoje” 01/09/2026 Associações científicas se manifestam sobre crise envolvendo STF e PF e pedem investigação 09/09/2026
Contrato de mulher de Moraes com Master fala em consultoria estratégica perante a PF; leia a íntegra

Contrato de mulher de Moraes com Master fala em consultoria estratégica perante a PF; leia a íntegra Documento foi tornado público na madrugada desta sexta-feira após determinação de Mendonça Ao menos dois contratos do Barci de Moraes foram disponibilizados no site do STF; escritório de advocacia nega irregularidades Por Renan Marra e Laura Intrieri | Folha de S.Paulo 11/09/2026 Viviane Barci de Moraes e Alexandre de Moraes no STF, em 2025 – Evaristo Sá – 29.set.25/AFP São Paulo – Contratos relacionados ao caso do Banco Master e produzidos pelo escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, foram disponibilizados no site da corte na madrugada desta sexta-feira (11), minutos depois de André Mendonça, também ministro do tribunal, determinar a retirada do sigilo de inquéritos. Pelo menos dois contratos foram publicados na íntegra pelo STF. Um deles é o documento que, segundo análise da Polícia Federal, foi editado por Moraes e previa o pagamento de R$ 131 milhões, ao longo de três anos, por serviços prestados pelo escritório Barci de Moraes ao Banco Master. O contrato, assinado em 2024, previa a implantação e o aprimoramento contínuo de um programa de compliance, além de “consultoria estratégica” em procedimentos perante a Polícia Federal, as Polícias Civis, o Banco Central, a Receita Federal e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Também inclui a representação do banco em processos judiciais em todas as instâncias. Clique aqui e leia o contrato Na semana passada, quando as informações sobre a análise da PF foram tornadas públicas, o escritório Barci de Moraes divulgou nota afirmando que, “em virtude da abrangência do pedido de contratação de prestação de serviços advocatícios pelo Banco Master ao [escritório] Barci de Moraes”, seu setor de compliance, como faz em casos semelhantes, solicitou informações ao ministro Alexandre de Moraes, na condição de marido da sócia-diretora do escritório. O escritório também divulgou que, diante da inexistência de previsão de atuação no STF ou de qualquer impedimento legal, uma vez que o ministro jamais havia julgado qualquer causa envolvendo o Banco Master, o contrato foi assinado e os serviços advocatícios foram prestados. O segundo contrato divulgado pelo STF na madrugada desta sexta previa a prestação de serviços do escritório de Viviane à Viking Participações Ltda., outra empresa de Daniel Vorcaro, do Master. Nesse caso, os pagamentos totalizariam R$ 50 milhões líquidos, já descontados os impostos, em três anos. Clique aqui e leia o contrato O documento estipulava uma atuação abrangente do escritório, desde consultoria estratégica e emissão de pareceres em matérias tributárias, trabalhistas e administrativas até a representação em inquéritos civis, procedimentos fiscais na Receita Federal, investigações criminais no Ministério Público e ações judiciais em todas as instâncias do Poder Judiciário. Segundo disse na semana passada o escritório de Viviane Barci de Moraes, entretanto, a proposta desse segundo contrato “não foi aceita” e “nada foi assinado”. O vínculo com o Master, acrescentou, foi encerrado com a liquidação do banco, em 2025. A publicação dos documentos foi determinada por Mendonça a pedido de Edson Fachin, presidente do STF. Mendonça retirou o sigilo de 14 procedimentos, além do principal, que deu origem aos demais. De acordo com o presidente, a medida foi tomada como parte da organização da sessão prevista para a próxima terça (15), quando o plenário deve se reunir para analisar o relatório da Polícia Federal que aponta Moraes como interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o pedido de nulidade do documento feito pela PGR (Procuradoria-Geral da República). Notícia anteriorPróxima notícia Banco Central BC BACENBanco MasterCADE Conselho Administrativo de Defesa EconômicaPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFReceita FederalSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Contrato de mulher de Moraes com Master fala em consultoria estratégica perante a PF; leia a íntegra 11/09/2026 Quem é Vanderlei Natividade, alvo da PF e tesoureiro da ONG de Karina Gama que movimentou R$ 83 milhões 10/09/2026 PF: Flávio Bolsonaro atuou diretamente no financiamento de Dark Horse 11/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Comerciantes de depósitos de gás denunciam ameaças e cobrança de taxa em Nova Friburgo 23/08/2026 Vorcaro questionou Moraes sobre fuga do país: ‘Acha que segunda tenho que estar fora?’ 01/09/2026 Deputado bolsonarista causa tumulto na UFBA; universidade repudia “atos de violência, intimidação e desrespeito” (VIDEO) 20/08/2026 Dark Horse: Eduardo Bolsonaro usa factoide da Veja para encobrir mentira de Flávio sobre “prestação de contas” 27/08/2026 ‘Atropela o Ibama’: PF aponta atuação de cúpula ambiental do RJ para favorecer Refit 04/09/2026
CNBB prega apuração no STF e sessão pública: “Verdade fortalece democracia”

CNBB prega apuração no STF e sessão pública: “Verdade fortalece democracia” Organização diz acompanhar crise na Corte “com preocupação” e defendeu a criação de um Código de Ética para o Supremo Por Leticia Moreira | CNN Brasil 10/09/2026 Fachada da sede da CNBB, em Brasília • Reprodução/CNBB São Paulo – A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) lançou um manifesto nesta quinta-feira (10) pedindo investigação no STF (Supremo Tribunal Federal) em meio ao que é considerada uma das maiores crises da Corte. No documento, a instituição pede que os acontecimentos sejam esclarecidos em sessão “pública e transparente” para que a sociedade “acompanhe os procedimentos e conheça os fundamentos das decisões”. “Espera, igualmente, que as instituições responsáveis pela investigação possam exercer suas atribuições com independência, segurança e respeito às competências constitucionais”, reforça. Em nota divulgada nesta tarde, a CNBB diz acompanhar “com preocupação” os recentes acontecimentos envolvendo o Tribunal, a PF (Polícia Militar) e outras instituições da República. “A gravidade do momento e as legítimas interrogações presentes na sociedade brasileira exigem serenidade, responsabilidade e respostas institucionais claras”, escreveu. Na carta, a presidência da organização destaca reconhecer a importância dos Três Poderes e que “defender instituições democráticas não significa impedir o esclarecimento de eventuais irregularidades”. “Ao contrário, a autoridade das instituições se fortalece quando os fatos são apurados com independência, imparcialidade, transparência e respeito ao devido processo legal. Ninguém pode estar acima da lei, assim como ninguém deve ser previamente condenado sem que lhe sejam assegurados o direito de defesa e as garantias constitucionais”, pontua o texto. Além disso, a instituição apoiou a elaboração de um Código de Ética para a Corte. A ideia vem sendo defendida por Fachin como uma das prioridades institucionais do Tribunal, e voltou a ser mencionada por ele em evento no Palácio do Planalto na última semana. No início deste ano, o presidente do Tribunal deu andamento à proposta e designou Carmen Lúcia como relatora do texto. A iniciativa visa estabelecer limites objetivos e transparentes na atuação dos ministros e prevenir situações que possam gerar conflitos de interesse. “O momento também evidencia a necessidade de fortalecer os mecanismos de transparência, prestação de contas, responsabilidade ética e prevenção de conflitos de interesse no âmbito do Poder Judiciário. Por isso, a CNBB considera oportuno que o Código de Ética em elaboração pelo Supremo Tribunal Federal receba o devido encaminhamento institucional, oferecendo parâmetros claros de conduta e contribuindo para a proteção da autoridade da Suprema Corte”, continuou a CNBB. Na avaliação da entidade, a responsabilidade se torna ainda maior devido ao período eleitoral. “Divergências legítimas não podem alimentar a desconfiança generalizada nas instituições, assim como crises e suspeitas não devem ser instrumentalizadas por interesses político-partidários. É dever de todos preservar as condições necessárias para eleições livres, serenas e confiáveis e para o respeito à vontade soberana do povo brasileiro”, disse. “A verdade não enfraquece as instituições. Quando buscada com justiça, transparência, humildade e respeito à lei, fortalece-as e fortalece a própria democracia”, concluiu. Assinam a carta o presidente da CNBB, Dom Jaime Cardeal Spengler, o primeiro vice-presidente, Dom João Justino de Medeiros Silva, o segundo, Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa, e o secretário-geral da instituição, Dom Ricardo Hoepers. Crise no STF A crise no Supremo se intensificou na última semana após o ministro André Mendonça quebrar sigilo de um relatório da PF (Polícia Federal) que continha troca de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram CNBB prega apuração no STF e sessão pública: “Verdade fortalece democracia” 10/09/2026 PF encontra elo entre Mário Frias e Karina Gama com Flávio Bolsonaro no caso Master, revela decisão de Dino 10/09/2026 PF: Operador de Vorcaro recebia R$ 1 milhão por mês para executar ordens 11/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Vereadoras perdem mandato após transportar emagrecedores ilegais em carro oficial 26/08/2026 Esposa de Moraes aceitou receber imóvel de Vorcaro como pagamento 01/09/2026 Flávio Bolsonaro lança ofensiva contra fim da escala 6×1 no Senado para barrar vitória de Lula 24/08/2026 Clínicas são alvo de furtos de cabos e tubulações de ar-condicionado durante madrugadas em Campos 04/09/2026 Marina é hostilizada por homem em ato de campanha de Haddad com mulheres 17/08/2026
Quem é Vanderlei Natividade, alvo da PF e tesoureiro da ONG de Karina Gama que movimentou R$ 83 milhões

Quem é Vanderlei Natividade, alvo da PF e tesoureiro da ONG de Karina Gama que movimentou R$ 83 milhões Eletricista faz reparos industriais na Brasilândia, Zona Norte de SP, região onde a dona do ICB – Karina da Gama, produtora do filme Dark Horse, cresceu. Ele está proibido de deixar o Brasil e foi alvo de busca e apreensão nesta quinta-feira (10), em SP. Por Diego Zanchetta, Rodrigo Rodrigues, Guilherme Belarmino e Levi Guimarães Luiz | TV Globo e g1 SP 10/09/2026 O eletricista Vanderlei Natividade, alvo da Polícia Federal nesta quinta-feira (10), por ser tesoureiro da ONG Instituto Conhecer Brasil, de Karina da Gama. — Foto: Reprodução/Redes Sociais São Paulo – Um dos alvos da operação da Polícia Federal contra a produtora do filme ‘Dark Horse’ é o tesoureiro do Instituto Conhecer Brasil (ICB), Vanderlei Magalhães Natividade. O ICB pertence à produtora Karina da Gama, idealizadora do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O endereço de Natividade foi alvo de busca e apreensão pelos agentes federais nesta quinta-feira (10) e ele está proibido de deixar o Brasil. O g1 procura a defesa dele para comentar a operação da PF, mas ainda não obteve retorno. Segundo a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), Vanderlei Natividade teria movimentado mais de R$ 83 milhões do ICB entre setembro de 2023 e agosto de 2024. Vanderlei é um eletricista que faz reparos industriais na Brasilândia, Zona Norte de SP, região onde a dona do ICB – Karina da Gama, produtora do filme Dark Horse, cresceu. No WhatsApp, Natividade afirma que trabalha como eletricista industrial, segurança digital (câmera e alarme), controle de acesso e segurança digital – bombeiro. Segundo o documento do STF, o eletricista tinha poderes para movimentar todas as contas do ICB, “incluindo aquelas em que foram identificadas as mais vultosas” operações financeiras da ONG, que tem um contrato anual de R$ 108 milhões com a Prefeitura de SP. A reportagem da TV Globo esteve na tarde de 13 de maio na casa de Vanderlei e constatou que ele morava, na época, numa casa bastante simples no fundo de um terreno onde a família de Karina da Gama também residia. Foto da casa onde vive o eletricista Vanderlei Natividade, no bairro da Brasilândia, Zona Norte de SP. — Foto: Reprodução/Polícia Civil de SP No local, ele chegou a se apresentar como parente de consideração da empresária produtora do filme Dark Horse. A defesa de Karina Ferreira da Gama informou que apresentou uma reclamação constitucional ao STF após a operação da Polícia Federal desta quinta-feira (10). Segundo o advogado Ricardo Sayeg, a medida não questiona o mérito da investigação e busca garantir o cumprimento de decisões da Presidência do STF e a competência do juiz natural. A defesa afirma ainda que Karina vinha colaborando espontaneamente com a investigação e entregou à PF, na última sexta-feira, mais de 20 mil páginas de documentos. Outros alvos A Operação da Polícia Federal desta quinta-feira (10) também teve como alvos empresas que prestaram serviços ao gabinete do deputado federal Mário Frias (PL), em Brasília. As duas empresas são dos empresários André Feldman e Wemerson Marinho da Gama, ex-marido de Karina Ferreira da Gama, a produtora do filme sobre Bolsonaro. Mário Frias também é produtor-executivo do filme ‘Dark Horse’ e a empresária Karina da Gama prestou serviços de campanha para ele durante a eleição de 2022. Segundo o portal da Transparência da Câmara dos Deputados, a empresa Complexsys Soluções Integradas Ltda – de André Feldman – recebeu R$ 154 mil do gabinete de Frias entre setembro de 2024 e abril de 2026, dinheiro da cota parlamentar. Já a empresa GTrend – de Wemerson Marinho da Gama – recebeu R$ 115,6 mil do gabinete do deputado entre abril de 2023 e agosto de 2024. Conforme o g1 já publicou, Complexsys Soluções Integradas Ltda emitiu várias notas de prestação de serviço de auditoria dos pontos de wi-fi para o Instituto Conhecer Brasil (ICB), dono do contrato de wi-fi com a gestão municipal do prefeito Ricardo Nunes (MDB). Além da Complexsys, a empresa Fastfuture Tecnologias Emergentes Ltda, da esposa de André Feldman – Débora Feldman – também emitiu notas fiscais para o ICB dentro do contrato milionário com a prefeitura da capital paulista. Já Wemerson Marinho da Gama era secretário-geral do ICB na época da assinatura do contrato para a prestação de serviços com a gestão Nunes, em junho de 2024, poucos meses antes da campanha municipal em que Nunes foi reeleito. Mário Frias, André Feldman, Wemerson Marinho da Gama e Débora Feldman são alvo de busca e apreensão nesta quinta (10) e estão no hall de 49 empresas e pessoas físicas investigadas no inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF), sob tutela do ministro Flávio Dino. Em conversa com a GloboNews, o prefeito Ricardo Nunes negou que houvesse irregularidades no contrato do ICB com a gestão municipal. “Foi aberta apuração na Controladoria [Geral do Município] logo no início. Até o momento nenhuma irregularidade no contrato com a prefeitura”, disse Nunes. A operação da PF nesta quinta (10) foi autorizada pelo ministro do STF Flávio Dino e investiga os crimes de peculato (crime praticado por um funcionário público que se apropria de valores ou bens públicos em razão do cargo), falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa, fraudes e crimes licitatórios. Por meio de nota, Wemerson Marinho disse que “cumpriu integralmente as determinações judiciais e que a medida executada possui natureza cautelar e não representa denúncia, condenação ou reconhecimento de culpa”. “Por respeito à investigação em curso e às determinações judiciais vigentes, não comentarei fatos atribuídos a terceiros, documentos, movimentações financeiras ou elementos ainda submetidos à apuração. Minha defesa está adotando as providências jurídicas cabíveis e prestará todos os esclarecimentos necessários exclusivamente pelos meios processuais adequados. Permaneço à disposição das autoridades e confio que a apuração técnica e imparcial esclarecerá os fatos”, afirmou. A empresa Complexys – do empresário André Feldman – informou que a “operação da Polícia Federal vai comprovar, novamente, que os recursos recebidos pela empresa foram usados somente no contrato para manutenção da rede do Wi-Fi na cidade
Moraes e Toffoli não podem votar no dia 15

Moraes e Toffoli não podem votar no dia 15 Ambos têm relações com Vorcaro e conflitos de interesse óbvios no caso Master Trama para tirar André Mendonça da votação carece de base fática; ministros devem avaliar tão-somente os fatos, suficientes para investigação policial Por Folha de S.Paulo 10/09/2026 Os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, na abertura do ano do Judiciário em fevereiro – Gabriela Biló/Folhapress Vencida a etapa inicial para o esclarecimento dos gravíssimos fatos que pesam sobre o ministro Alexandre de Moraes, é preciso atenção às possíveis tentativas de sabotar o procedimento anunciado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. Parece evitada a maior armadilha, a da repetição de uma sessão secreta como a que em fevereiro livrou Dias Toffoli. Será mais difícil conchavar à luz do dia. Mas a batalha sorrateira não terminou. Um jeito de tentar varrer o elefante para debaixo do tapete seria avaliar só o parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, sem entrar no mérito da perícia da Polícia Federal. Gonet apressou-se em considerar inválido o relatório que identificou Moraes como interlocutor do mafioso Daniel Vorcaro. O procurador não tem isenção no tema. É citado no relatório da PF em situações de proximidade com a trupe do banqueiro de fancaria, uma delas tratando da inclusão do filho numa boca-livre do Master em Londres. A frase “Oba!!! Tomara que tenha charuto e macallan!” tornou-se clássico instantâneo do escândalo. Outro tópico crucial é quais dos dez ministros estarão impedidos de deliberar sobre a abertura da investigação policial. Na teoria, é simples. Toffoli, que após reunião do plenário da corte que lhe retirou a relatoria tem se declarado impedido no caso Master, não tem por que mudar a conduta. Moraes, por óbvio, não deveria votar num caso que envolva Moraes. Pela movimentação de Moraes — e de Flávio Dino na estapafúrdia tentativa de desautorizar a Segunda Turma no afastamento do diretor-geral da PF —, especula-se no STF sobre uma ação para retirar da votação André Mendonça. Essa iniciativa arguiria conflito de interesses de Mendonça no caso porque ele teria feito prejulgamentos e escolhido alvos na relatoria do inquérito do Master. As evidências levantadas para tal elucubração são fajutas. Baseiam-se na ação de um aparato policial paralelo e em documentação apócrifa, sem valor de prova. O que precisa ser avaliado no próximo dia 15 são tão somente suas excelências, os fatos. Eles dão conta da contratação exorbitante, por R$ 131 milhões, do escritório da família Moraes; de que o contrato foi modificado pelo usuário “Ministro Alexandre de Moraes”; de que há 52 mensagens enviadas do celular de Vorcaro ao contato “Alexandre de Moraes BRASÍLIA”, com quem o criminoso dialogava como se falasse com seu consultor particular; de que cinco ocorreram na véspera da prisão do fraudador, sempre em modo que se apaga após a visualização; de que nessas trocas Vorcaro pedia providências para escapar das garras da lei. Qualquer cidadão, diante desses indícios, já estaria sob investigação policial —etapa preliminar, que não se confunde com culpa nem condenação. Na República, um ministro do Supremo não pode ter tratamento diferente do dispensado a qualquer cidadão. Notícia anterior Banco MasterPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Moraes e Toffoli não podem votar no dia 15 10/09/2026 Flávio Dino coloca Mendonça, Vorcaro e Dark Horse, do clã Bolsonaro, no centro da crise no STF 09/09/2026 Flávio explora crise no STF com leviandade e cinismo 08/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana André Mendonça revoga prisão do filho do Careca do INSS 09/09/2026 Entidades se manifestam sobre crise no STF: ‘Ninguém pode estar acima da lei’ 09/09/2026 Operação apreende celular e documentos de presidente da Câmara de Guarapuava 26/08/2026 Perito de Dark Horse desmente Flávio Bolsonaro: dinheiro do filme ainda não foi explicado 21/08/2026 Mendonça pede à PGR informação sobre suposta mensagem de Vorcaro a Moraes 01/09/2026
PF encontra elo entre Mário Frias e Karina Gama com Flávio Bolsonaro no caso Master, revela decisão de Dino

PF encontra elo entre Mário Frias e Karina Gama com Flávio Bolsonaro no caso Master, revela decisão de Dino Decisão de Flávio Dino, que deu aval à megaoperação de busca e apreensão da PF, aponta Mário Frias como “como agente central” de “uma única organização criminosa”, que também foi irrigada por dólares de Daniel Vorcaro. Por Plínio Teodoro | Fórum 10/09/2026 Flávio e Carlos Bolsonaro com o ator Jim Caviezel e Mário Frias: emendas na mira de Flávio Dino – Flávio e Carlos Bolsonaro com o ator Jim Caviezel e Mário Frias: emendas na mira de Flávio Dino (Divulgação Mario Frias / Ascom STF) A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que deu aval à megaoperação de busca e apreensão desencadeada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (9), revela um elo entre as emendas destinadas pelo deputado Mário Frias à a empresária Karina Gama, dona da produtora GoUp, e a investigação que envolve Flávio Bolsonaro no caso Master, que está sob relatoria de André Mendonça na corte. O ponto de contato está na produção de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro que aparece nas duas frentes de investigação. A partir de elementos reunidos pela Polícia Federal, Dino concluiu que investigações que tramitavam separadamente — uma sobre emendas parlamentares destinadas ao Instituto Conhecer Brasil (ICB) e outra sobre movimentações financeiras envolvendo pessoas e empresas ligadas ao núcleo investigado — podem fazer parte de uma mesma estrutura criminosa. “Não há dois esquemas distintos”, afirma o ministro. Em seguida, Dino aponta que “há fortes indícios de uma única organização criminosa, estruturada para captar, disseminar e ocultar recursos provenientes de verbas públicas, na qual o Deputado Federal Mário Frias figura como agente central”. Da investigação das emendas ao filme sobre Bolsonaro A investigação que chegou ao ICB começou a partir da destinação de R$ 2 milhões em emendas parlamentares de autoria de Mário Frias. O inquérito, que tem origem no orçamento secreto, está sob relatoria de Flávio Dino e motivou a ação da PF. Segundo a decisão do ministro, os recursos foram destinados à entidade por meio de dois termos de fomento registrados no sistema federal de transferências. Karina Ferreira da Gama aparece no material analisado pela PF como presidente do ICB e da Academia Nacional de Cultura (ANC), além de empresária ligada à produção de Dark Horse. A decisão registra ainda sua proximidade política com Mário Frias e a prestação de serviços de uma empresa de sua propriedade para a campanha do deputado em 2022. A produção do filme é feita pela Go Up Entertainment, empresa que aparece entre as atingidas pelas medidas determinadas por Dino, como a proibição de contratação por entidades públicas. É nesse ponto que a investigação sobre o uso de emendas passa a tocar diretamente o universo de Dark Horse. Segundo Dino, a análise financeira encontrou relações entre o ICB, empresas contratadas e pessoas ligadas ao núcleo investigado. O ministro fala em “inequívoca confusão patrimonial entre o ICB, as empresas contratadas e as pessoas físicas vinculadas ao núcleo investigado”. Entre os elementos identificados estão “vínculos societários cruzados, identidade ou proximidade de sócios e administradores, empresas com faturamento declarado incompatível com os montantes efetivamente movimentados e sucessivas devoluções de recursos sem causa econômica aparente”. Para Dino, essas circunstâncias “indicam, em tese, a utilização de pessoas jurídicas como instrumentos de circulação patrimonial e ocultação de valores.” R$ 645 mil de Mário Frias para a produtora de Dark Horse Um dos pontos mais sensíveis da decisão é a movimentação financeira envolvendo diretamente Mário Frias e a Go Up Entertainment. Segundo os dados analisados pela PF, Frias transferiu R$ 645,4 mil para a produtora de Dark Horse. Dino considera a operação incompatível com a capacidade econômica conhecida do parlamentar. Para o ministro, o dado faz com que Frias “transcenda a condição de mero autor de emendas parlamentares posteriormente desviadas por terceiros” e passe a ser considerado “participante ativo da engrenagem financeira sob investigação”. A decisão também descreve outras movimentações envolvendo empresas que receberam recursos do ICB e posteriormente transferiram dinheiro à Go Up. Entre elas está uma operação de R$ 750 mil da NTT Brasil para a produtora do filme. Dino considera relevantes a proximidade temporal e os valores envolvidos, mas não afirma que o dinheiro transferido pela NTT tenha origem direta nos recursos recebidos do ICB. A conexão com o caso Master É justamente a Go Up Entertainment que coloca a investigação de Dino em contato com a apuração conduzida por André Mendonça sobre o caso Master. Enquanto Dino analisa o caminho de recursos públicos destinados ao ICB e as movimentações entre as empresas ligadas ao núcleo investigado, Mendonça apura os recursos relacionados a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, destinados à produção de Dark Horse e o contexto da atuação de Flávio Bolsonaro. Há informações relevantes sobre a atuação de Flávio Bolsonaro, incluindo o áudio em que ele cobra Vorcaro de parte dos 24 milhões de dólares que teriam sido prometidos ao clã, além de reuniões com o banqueiro após a primeira prisão, em novembro do ano passado. Mesmo assim, o caso sob relatoria de Mendonça não desencadeou operações contra o filho “01” de Jair Bolsonaro. Segundo a PF, são duas investigações diferentes, mas que chegam ao mesmo ponto: o filme sobre Jair Bolsonaro e sua estrutura de produção. A decisão de Dino não afirma que o dinheiro de Vorcaro tenha passado pelo ICB nem que os recursos das emendas tenham financiado o filme. O que ela revela é que a produtora de Dark Horse aparece no fluxo financeiro investigado a partir das emendas. Essa intersecção ganha importância diante da própria conclusão de Dino de que os fatos inicialmente investigados em frentes distintas podem integrar uma única estrutura. O ministro afirma que “a conexão probatória é manifesta, assim como a coincidência subjetiva dos investigados e a convergência dos fatos apurados”. E alerta que “o fracionamento da investigação compromete a adequada compreensão da dinâmica global dos acontecimentos, dificulta a produção de prova e favorece a formação de visões
Quando os defensores da democracia viram as costas para ela, em vez disso

Quando os defensores da democracia viram as costas para ela, em vez disso A mais alta corte do Brasil salvou a jovem democracia do país. Agora está estrangulando isso por meio da corrupção Por The Economist 10/09/2026 Fotografia: Getty Images Quando Jair Bolsonaro planejou um golpe após perder sua reeleição em 2022, foi a Suprema Corte do Brasil que o responsabilizou. Diante de ameaças constantes, inclusive de Donald Trump, os juízes procederam com calma na acusação do ex-presidente populista, impondo-lhe uma sentença de 27 anos em setembro de 2025. A maioria dos brasileiros comemorou que sua jovem democracia foi salva. Agora, com a aproximação de uma eleição geral em 4 de outubro, os defensores da democracia se tornaram uma ameaça. A Suprema Corte está no centro de um escândalo de corrupção feio e em constante expansão. No centro está o juiz que supervisionou a acusação do Sr. Bolsonaro, Alexandre de Moraes. O Sr. Moraes tomou várias decisões questionáveis ao atacar o Sr. Bolsonaro. Ele removeu contas nas redes sociais, especialmente de bolsonaristas, que alegava ameaçarem a Suprema Corte. A “investigação das notícias falsas”, como a imprensa brasileira a apelidou, continua até hoje e permanece confidencial, então é impossível saber quantas contas o Sr. Moraes censurou ou por quê. O abuso tornou-se mais comum: o Sr. Moraes usou a investigação para se proteger e proteger seus colegas de acusações de impropriedade, inclusive atacando autoridades fiscais e fontes de jornalistas. O Sr. Moraes também foi comprometido no caso por seus papéis como vítima, promotor e juiz. Os subordinados de Bolsonaro planejavam assassinar o juiz, mas ele supervisionou a coleta de provas contra eles e proferiu uma decisão de culpa. Na época, grande parte da sociedade brasileira ignorava essas preocupações diante da ameaça maior. Mas agora o Sr. Moraes está sob escrutínio mais uma vez. Em novembro passado, o banco central do Brasil fechou um credor, Banco Master, comandado por um playboy chamado Daniel Vorcaro. Todos os indícios indicam que o banco do Sr. Vorcaro era um esquema Ponzi com uma operação de tráfico de influência associada. Ele convidou políticos para festas luxuosas com trabalhadoras do sexo e homenageou vários membros da Suprema Corte, incluindo o Sr. Moraes. Perdeu, playboy Desde o colapso do banco, os investigadores encontraram ligações preocupantes entre o Sr. Moraes e o Sr. Vorcaro. A esposa do Sr. Moraes, que é advogada, havia sido contratada pelo Sr. Vorcaro para representar o banco em um contrato incomumente vago e caro. Em 1º de setembro, a polícia federal brasileira publicou um relatório que revelou um segundo projeto de contrato que dava ao escritório de advocacia da Sra. Moraes o direito de usar um jato particular e um helicóptero pertencentes ao Sr. Vorcaro. O Sr. Moraes aparentemente também deu conselhos ao Sr. Vorcaro sobre o uso de um recurso no WhatsApp em que as mensagens desaparecem após serem lidas. A frequência dessas mensagens aumentou pouco antes de Vorcaro ser preso tentando fugir do país, levantando receios sobre que tipo de conselho Moraes estava dando ao fraudador. O Sr. Moraes nega qualquer irregularidade. O fato de um poderoso juiz da Suprema Corte ter qualquer ligação com o maior fraudador do Brasil é decepcionante. Pior é a resposta do Sr. Moraes. Quando as conexões entre os dois homens surgiram pela primeira vez, o íntegro presidente da corte, Edson Fachin, propôs adotar um código de ética que exigiria que os juízes prestassem contas por ganhos externos, entre outras propostas. O Sr. Moraes zombou da ideia. Então, em 3 de setembro, o Sr. Moraes solicitou que seu colega juiz, André Mendonça, que lidera o caso Banco Master, fosse processado criminalmente sob a “investigação das notícias falsas”. Ele acusou Mendonça de abusar de sua autoridade ao publicar mensagens entre ele e Vorcaro, e disse que o juiz, nomeado por Bolsonaro, era politicamente motivado e deliberadamente seletivo. O Sr. Fachin rejeitou o pedido e disse que a “investigação sobre notícias falsas” deveria ser encerrada. O Sr. Moraes pode ter razão. O Sr. Mendonça ainda não publicou provas contra outros juízes que também tiveram contato com o Sr. Vorcaro. A polícia federal acusou o Sr. Mendonça de interferir na coleta de provas. Em 8 de setembro, ele tentou suspender o chefe da polícia federal e proibir a produção de relatórios de inteligência sobre juízes. No entanto, em 2020, quando Mendonça atuava como ministro da Justiça de Bolsonaro, ele supervisionou a compilação de um dossiê sobre centenas de policiais e acadêmicos que Bolsonaro considerava inimigos. Como as democracias morrem A disfunção no tribunal está fortalecendo os aliados de Bolsonaro no Congresso, que prometem impeachment dos juízes da Suprema Corte após a eleição e perdoar o ex-presidente. Os erros processuais do Sr. Mendonça e as tentativas ousadas do Sr. Moraes de se proteger também poderiam fornecer uma justificativa legal para encerrar toda a investigação do Banco Master. Isso beneficiaria não apenas o Sr. Moraes e alguns de seus colegas, mas também dezenas de políticos com ligações ao fraudador. Um deles seria Flávio Bolsonaro, o filho mais velho de Bolsonaro e principal candidato da direita à presidência. Tendo afirmado nunca ter conhecido o homem, Flávio foi pego de surpresa em maio após vazar mensagens em áudio nas quais ele pode ser ouvido pedindo milhões de dólares ao Sr. Vorcaro. O maior perdedor seria a democracia brasileira. Os brasileiros estão cansados dos escândalos de corrupção que mancham sua classe política a cada poucos anos. Eles costumavam confiar no seu tribunal superior, que já enviou dezenas de políticos para a prisão por corrupção. Agora essa confiança está se desfazendo. Esta é a tragédia do Brasil: a corrupção no cerne de suas instituições poderia minar a confiança na democracia mais do que Bolsonaro jamais fez. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Quando os defensores da democracia viram as costas para ela, em vez disso 10/09/2026 A grande democracia onde os legisladores são mais poderosos que o executivo 16/08/2026 Contrato de mulher de
Dark Horse: valor do filme sobre Bolsonaro, com produtora alvo da PF, supera o orçamento de ganhadores do Oscar

Dark Horse: valor do filme sobre Bolsonaro, com produtora alvo da PF, supera o orçamento de ganhadores do Oscar Financiamento de cinebiografia do ex-presidente entra em investigação por suposto desvio de emendas parlamentares para a realização da obra. Custo de pelo menos US$ 24 milhões chama a atenção Por O Globo 10/09/2026 Mário Frias no set de Dark Horse ao lado de Jim Caviezel — Foto: Divulgação Rio de Janeiro – A operação deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira investiga o financiamento do filme Dark Horse. A corporação mira o suposto desvio de emendas parlamentares para a realização da obra. Os agentes cumprem 49 mandados de busca e apreensão, determinados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria solicitado US$ 24 milhões — cerca de R$ 134 milhões na cotação da época — ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master, para o financiamento da cinebiografia do ex-presidente, segundo reportagem do Intercept Brasil publicada em maio. O valor chama a atenção por ser muito superior ao praticado no mercado nacional — superando mesmo os premiados “O agente secreto” (2025) e “Ainda estou aqui” (2024). O orçamento de “Dark Horse” também seria o suficiente para produzir alguns dos grandes filmes internacionais das duas últimas décadas. Para se ter uma ideia, com US$ 24 milhões seria possível produzir 15 dos últimos 20 longas vencedores do Oscar de melhor filme. Nesta conta estão produções independentes como “Anora” e “Parasita” e “Moonlight”, mas também obras hollywoodianas mais ousadas, como “A forma da água” e “Birdman”. Baseado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o filme ganhou um novo pôster em abril passado, quando também teve a data de estreia revelada. O longa deverá chegar aos cinemas no dia 11 de setembro deste ano, poucas semanas antes do primeiro turno da eleição. O anúncio foi realizado nas redes sociais pelo ator americano Jim Caviezel, que protagoniza a produção e é conhecido por títulos como “A Paixão de Cristo” e “O Conde de Monte Cristo”. Confira os vencedores do Oscar mais baratos que ‘Dark Horse’: ‘Anora’: US$ 6 milhões ‘Tudo em todo lugar ao mesmo tempo’: US$ 20 milhões ‘No ritmo do coração’: US$ 10 milhões ‘Nomadland’: US$ 5 milhões ‘Parasita’: US$ 11,4 milhões ‘Green Book: o guia’: US$ 23 milhões ‘A forma da água’: US$ 19,5 milhões ‘Moonlight: sob a luz do luar’: US$ 1,5 milhões ‘Spotlight: segredos revelados’: US$ 20 milhões ‘Birdman ou (a inesperada virtude da ignorância)’: US$ 18 milhões ’12 anos de escravidão’: US$ 22 milhões ‘O artista’: US$ 15 milhões ‘O discurso do rei’: US$ 15 milhões ‘Guerra ao terror’: US$ 15 milhões ‘Quem quer ser um milionário?’: US$ 15 milhões Vencedores do Oscar mais caros que ‘Dark Horse’: ‘Uma batalha após a outra’: US$ 135 milhões ‘Oppenheimer’: US$ 100 milhões ‘Argo’: US$ 44,5 milhões ‘Onde os fracos não tem vez’: US$ 25 milhões ‘Os infiltrados’: US$ 90 milhões Quem é quem no filme sobre Bolsonaro O elenco que interpreta a família Bolsonaro se completa com uma mistura de atores brasileiros e americanos. O papel de Michelle Bolsonaro é da atriz americana Camille Guaty, que já fez participações em séries de TV como “Prison break” e “The good doctor”. Eduardo também é interpretado por um ator americano, Edward Finlay, de origem cubana. Finley alterna produções de TV e papeis em filmes menos conhecidos, como “Batalhão 6888” e “An American Masquerade”. Já Carlos é vivido pelo brasileiro Sergio Barreto, que pode ser visto na série “Emergência radioativa”. Por fim, Marcus Ornellas faz o papel de Flavio. Entre os trabalhos anteriores do ator estão “Eternamente Apaixonados” (2023), “Mulher De Ninguém” (2022) e “Vida Dupla” (2011). A direção é de Cyrus Nowrasteh. O elenco aposta em outros nomes internacionais como Lynn Collins (“John Carter – Entre Dois Mundos”) e Esai Morales (“Missão: Impossível – O Acerto Final”), além do brasileiro Felipe Folgosi, que interpreta um policial federal. Notícia anterior Banco MasterPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Dark Horse: valor do filme sobre Bolsonaro, com produtora alvo da PF, supera o orçamento de ganhadores do Oscar 10/09/2026 Entidades pedem que OCDE cobre do STF julgamento sobre provas da Odebrecht anuladas por Toffoli 10/09/2026 O que Flávio Bolsonaro ainda precisa esclarecer sobre ‘Dark Horse’ — e por que o filme não sai antes das eleições 10/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Candidato a deputado federal e presidente da Câmara de Sumaré (SP) é preso em operação contra tráfico 09/09/2026 Fachin promete fim do inquérito das fake news, aberto no STF há 7 anos sob relatoria de Moraes 04/09/2026 ‘Tomara que tenha charuto e Macallan’; veja essa e outras quatro mensagens de Gonet para Vorcaro 01/09/2026 Documento falso da PF: Sâmia denuncia Nikolas à PGR após postagem sobre caso Master 04/09/2026 Perito de Dark Horse desmente Flávio Bolsonaro: dinheiro do filme ainda não foi explicado 21/08/2026
Por que Mario Frias e a produtora do filme sobre Bolsonaro são alvo da PF

Por que Mario Frias e a produtora do filme sobre Bolsonaro são alvo da PF A Polícia Federal cumpre mandados de busca nesta quinta-feira (10/09) em operação relacionada ao financiamento do filme Dark Horse, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. Por Mariana Schreiber, em Brasília, e Luiz Fernando Toledo, Pedro Martins e Julia Braun em Londres | BBC News Brasil 10/09/2026 Filme em inglês conta a história de ex-presidente Jair Bolsonaro, interpretado por Jim Caviezel | Divulgação O deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a produtora do filme, Karina da Gama, são alvos da ação, segundo confirmou a BBC Brasil. Em nota, a PF diz que a Operação Make Up apura o suposto desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares repassadas, por meio de termo de fomento, à organização da sociedade civil. Frias é acusado de ter repassado R$ 2 milhões à Gama, que é dona de um instituto à frente de projetos sociais e, ao mesmo tempo, da produtora Go Up Entertainment, responsável por Dark Horse. O caso está sob relatoria do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a operação desta quinta. Em sua decisão, o magistrado afirma acreditar haver risco concreto de ocultação ou destruição de provas cruciais para a investigação. Dino também determinou a aplicação de medidas cautelares contra Frias e os demais investigados, proibindo-os de viajar para o exterior e de manter contato entre eles. O ministro também determinou o recolhimento dos passaportes. Em maio, Frias negou que tivesse destinado emendas ao filme Dark Horse. Ele disse que a tese é “absolutamente falsa, desprovida de qualquer lastro probatório e difamatória.” A BBC News Brasil procurou Frias para comentar a operação, mas não obteve resposta até o momento. Segundo a PF, as investigações apontam a existência de uma organização criminosa, formada por agentes públicos e privados, que é suspeita de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados. “As tentativas de dissimular os desvios teriam se estendido até julho deste ano”, diz a PF em nota. Levantamentos financeiros identificaram, ainda, segundo a PF, movimentação da ordem de centenas de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema investigado. Estão sendo investigados os crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios. Ao todo, são cumpridos 49 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. Acusações e riscos de ocultação de provas Na decisão que autorizou a operação, o ministro do STF, Flávio Dino, sustenta que as apurações iniciais apontam possíveis crimes envolvendo o deputado federal Mário Frias e um suposto grupo criminoso do qual ele faria parte. De acordo com Dino, recursos públicos federais teriam sido destinados, por meio de termos de fomento financiados com emendas parlamentares, às organizações sociais Instituto Conhecer Brasil (ICB) e Academia Nacional de Cultura (ANC), ambas presididas por Karina Ferreira da Gama, que teria ligações com o parlamentar. “Os elementos já produzidos revelam a existência de sofisticada estrutura financeira e operacional destinada à circulação de recursos entre entidades, empresas e pessoas físicas vinculadas ao núcleo investigado, havendo, inclusive, notícias da utilização de empresas sediadas no exterior, como é o caso da Go Up Entertainment LLC”, diz a decisão. O documento destaca que auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU) identificaram problemas desde a escolha do ICB para receber os recursos até a execução dos projetos financiados. A decisão menciona ainda transferências de recursos entre entidades e empresas ligadas ao grupo investigado, repasses sucessivos entre empresas e movimentações que, segundo a PF, poderiam indicar circulação e ocultação da origem do dinheiro. Segundo Dino, esses elementos sugerem possível retorno de recursos públicos para pessoas ligadas aos responsáveis pelas entidades. O suposto esquema teria ficado em vigor até julho deste ano. A Polícia Federal apura os supostos crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios. Para justificar a busca e apreensão, o ministro afirma ainda que a apreensão de celulares, dispositivos cibernéticos, documentos e outros objetos relacionados aos fatos e crimes investigados eram necessários para continuar a investigação. Dino afirma ainda haver risco concreto de ocultação ou destruição de provas. “Assim, a nova atuação policial não se destina à mera repetição da diligência anterior, mas à coleta de provas referentes a fatos novos, contemporâneos e supervenientes, havendo fundado receio de que documentos digitais, mensagens, registros de edição, arquivos em nuvem e elementos contábeis relevantes possam ser ocultados, alterados ou destruídos caso a medida não seja prontamente executada”, diz na decisão. Ao proibir que Frias e os demais investigados deixem o país, Dino disse que não se pode ignorar que “o cenário público nacional, lamentavelmente, deu provas recentes de que a evasão internacional é via cogitada por alguns parlamentares brasileiros ante a perspectiva da persecução penal”. O magistrado afirmou ainda que Frias retardou a prestação de informações à investigação por estar em viagem internacional no passado. Quem são os alvos da operação? Além de Mario Frias e Karina da Gama, são investigadas outras 27 pessoas. Também são alvo da operação o ex-chefe de gabinete do parlamentar, Raphael Augusto Azevedo, e os assessores André Velloso Belleza Cortes e Luiz Claudio Faria Velloso, que atualmente trabalham no gabinete parlamentar na Câmara dos Deputados. Todos os 29 alvos também foram atingidos pelas medidas cautelares determinadas pelo STF, entre elas a proibição de contato entre os investigados e a proibição de deixar o país. A operação Make Up tenta rastrear o financiamento de Dark Horse, mas não tem relação com os repasses de Daniel Vorcaro, do Banco Master, para o filme. O processo que apura se houve irregularidade nos US$ 12,3 milhões repassados por Vorcaro para o filme a pedido do senador Flávio Bolsonaro acontece em paralelo e tem relatoria de outro ministro, André Mendonça. Ele é o responsável por todo o caso do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). Notícia anterior Banco MasterCGU Controladoria-Geral da UniãoDeputado FederalPL Partido
Vorcaro diz que ACM Neto e Rueda cobravam 10% de aportes de previdências ao Banco Master

Vorcaro diz que ACM Neto e Rueda cobravam 10% de aportes de previdências ao Banco Master Em proposta de delação, banqueiro afirma que dirigentes do União Brasil ajudaram o Master a captar recursos públicos e teriam direito a até R$ 200 milhões; ambos negam irregularidades Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 10/09/2026 ACM NETO E RUEDA na foto. – Foto: Tauan Alencar / União Brasil ACM Neto e Rueda, dois dos principais dirigentes do União Brasil, teriam intermediado a entrada de recursos de fundos públicos no Banco Master em troca de uma comissão equivalente a 10% dos valores aplicados. A acusação foi feita por Daniel Vorcaro em uma proposta de delação premiada apresentada às autoridades. As informações foram reveladas nesta quinta-feira (10) pelos jornalistas Cézar Feitoza, Fabio Serapião e Natália Portinari. A proposta de colaboração de Vorcaro ainda não foi aceita pela Polícia Federal nem pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Vorcaro afirma que ACM Neto e Antônio Rueda teriam aberto portas para o Master junto a institutos de previdência do Rio de Janeiro, Amapá e Amazonas, além da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae). De acordo com o relato do banqueiro, a atuação dos dois teria permitido ao Master captar aproximadamente R$ 2 bilhões. Vorcaro sustenta que havia uma regra segundo a qual o grupo político responsável pela captação teria direito a 10% do investimento ou a 1% por ano durante o período em que o dinheiro permanecesse aplicado no banco. Se aplicada aos R$ 2 bilhões mencionados por Vorcaro, a comissão de 10% representaria uma obrigação de aproximadamente R$ 200 milhões. O documento, porém, não informa quanto desse montante teria sido efetivamente pago a ACM Neto e Rueda. As novas acusações se somam a uma rede de relações políticas que vem sendo revelada desde o início das investigações sobre o Master. A Fórum já mostrou como personagens ligados ao Banco Master aparecem nas eleições de 2026 e em diferentes articulações políticas. ACM Neto e Rueda teriam mantido “conta corrente” no Master Na proposta de delação, Vorcaro afirma ainda que a frequência das operações teria levado o banco a manter uma espécie de “conta corrente gerencial” dos valores que os políticos teriam a receber. O banqueiro atribui a ACM Neto quatro modalidades de repasse. Entre elas estariam pagamentos em espécie e contratos de consultoria envolvendo a A&M Consultoria e a B6 Capital. No caso de Rueda, Vorcaro cita dinheiro em espécie e contratos entre empresas do conglomerado Master e o escritório Rueda & Rueda Advogados. Segundo o material apresentado pelo banqueiro, esses contratos poderiam prever, somados, pagamentos próximos de R$ 3 milhões mensais ao escritório ligado a Rueda. Vorcaro também entregou mensagens e contratos que, segundo sua defesa, serviriam para corroborar parte da narrativa. A quebra dos sigilos do Master já havia identificado pagamentos de R$ 6,4 milhões a escritórios ligados a Rueda entre 2022 e 2025 e de R$ 5,4 milhões à empresa de consultoria de ACM Neto entre 2023 e 2025. A teia política em torno do banco também alcança o Congresso. Em outra frente, a Fórum revelou as conexões entre Nikolas Ferreira e o Banco Master, incluindo contatos do deputado com Vorcaro. Fundos públicos aplicaram bilhões no Banco Master Há uma diferença relevante entre o relato de Vorcaro e os valores já conhecidos. Embora ele fale em aproximadamente R$ 2 bilhões captados com a atuação dos políticos, os investimentos atribuídos às quatro instituições citadas chegam a cerca de R$ 3,62 bilhões. Desse total, o Rioprevidência teria investido R$ 2,97 bilhões entre 2023 e 2025; a Amprev, do Amapá, R$ 400 milhões; a Cedae, R$ 200 milhões; e a Amazonprev, R$ 50 milhões. A proposta de delação não explica a diferença entre os números nem aponta um ato específico praticado por ACM Neto ou Rueda dentro dos institutos. Vorcaro sustenta que ambos teriam atuado na intermediação política para a chegada dos recursos ao banco. Os investimentos de regimes de previdência em instituições financeiras também passaram a ser alvo de operações da Polícia Federal em diferentes estados. Em agosto, por exemplo, a corporação informou oficialmente a abertura de uma investigação sobre possíveis irregularidades na aplicação de recursos previdenciários em outra operação envolvendo um regime próprio de previdência. No caso do Master, a dimensão dos problemas levou o Banco Central a decretar a liquidação extrajudicial da instituição em novembro de 2025. A autoridade monetária citou grave crise de liquidez, comprometimento significativo da situação econômico-financeira e graves violações às normas do Sistema Financeiro Nacional. Outra reportagem da Fórum mostrou mensagens encontradas no celular de Vorcaro envolvendo as negociações do Master e do BRB, uma das principais frentes da investigação sobre as operações do banco. O que dizem ACM Neto e Rueda ACM Neto negou as acusações e classificou as afirmações como “absurdas, completamente fantasiosas e mentirosas”. Antônio Rueda afirmou que tem dificuldade em comentar um documento ao qual não teve acesso e também negou ter cometido irregularidades. Até agora, a narrativa apresentada por Vorcaro integra uma proposta de colaboração que ainda depende da análise das autoridades. As acusações e os documentos entregues pelo banqueiro terão de ser confrontados com os demais elementos reunidos nas investigações sobre o Banco Master. Notícia anteriorPróxima notícia AmazonprevAMPREVBanco Central BC BACENBanco de Brasília BRBBanco MasterCEDAEDeputado FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFRioPrevidênciaUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Vorcaro diz que ACM Neto e Rueda cobravam 10% de aportes de previdências ao Banco Master 10/09/2026 Recursos para ‘Dark Horse’, malas para dinheiro vivo e repasses nas Bahamas: o que se sabe da delação de empresário ligado a Vorcaro 09/09/2026 André Mendonça revoga prisão do filho do Careca do INSS 09/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PF recebe pedido para investigar Flávio Bolsonaro em fraudes do INSS 27/08/2026 Fundador da Smart Fit, doador
O que Flávio Bolsonaro ainda precisa esclarecer sobre ‘Dark Horse’ — e por que o filme não sai antes das eleições

O que Flávio Bolsonaro ainda precisa esclarecer sobre ‘Dark Horse’ — e por que o filme não sai antes das eleições A delação de um operador financeiro e a pressão da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo fim do sigilo deste depoimento recolocaram Dark Horse no centro da disputa eleitoral. O filme conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. Por Pedro Martins | BBC News Brasil 10/09/2026 O senador Flávio Bolsonaro (PL) | Adriano Machado/Reuters Londres – O movimento ocorre a menos de um mês do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e no momento em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) se recupera nas pesquisas de intenção de voto. Segundo o agregador da BBC News Brasil, Flávio aparece à frente de Lula em um eventual segundo turno — ele teria 45% dos votos contra 44% do adversário. Em paralelo, a Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (10/9) uma operação relacionada a Dark Horse. Os agentes investigam suspeitas de irregularidades na destinação de emendas parlamentares e têm como alvo o deputado estadual Mario Frias, roteirista e produtor-executivo do filme. Outro alvo é a empresária Karina Ferreira da Gama, dona de um instituto ligado a projetos sociais que teria recebido emendas de Frias e também pela GoUp Entertainment, produtora responsável pelo longa-metragem. Em maio, o site The Intercept Brasil revelou que Flávio teria pedido a Vorcaro US$ 24 milhões, o equivalente a R$ 134 milhões, para financiar a produção do filme. O banqueiro, que está preso desde novembro de 2025, é suspeito de fraudar R$ 12 bilhões do sistema financeiro. Flávio negou qualquer irregularidade e disse ao Jornal Nacional que o tema está “mais que esclarecido” e é um “livro fechado, ressignificado e na prateleira”. Mas o caso voltou à tona após Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, ter fechado um acordo de delação com a Procuradoria-Geral da República (PGR), que foi homologado pelo ministro André Mendonça, relator da investigação do Caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). Mineiro é dono da Entre Investimentos e Participações e apontado como principal operador financeiro de Vorcaro. Segundo a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, ele afirmou em sua delação ter feito, a pedido de Vorcaro, sete pagamentos para o fundo Havengate, que tem sede nos Estados Unidos e ligação com um advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Os repasses somaram US$ 12,3 milhões, o equivalente a cerca de R$ 69 milhões na cotação da época. Os últimos repasses, contrariando o que Flávio havia dito à GloboNews, teriam ocorrido em setembro e outubro, segundo apurou a revista Piauí. Isto é, às vésperas da prisão de Vorcaro, em novembro de 2025. A apuração da revista coincide com o que o The Intercept havia revelado a partir de áudios trocados entre os dois: as cobranças pelos pagamentos seguiram até dias antes da prisão, quando as suspeitas sobre o banqueiro e o Master já eram públicas. A relação com Vorcaro é um ponto sensível para os dois lados da disputa eleitoral no momento. O banqueiro enviou mensagens a um contato atribuído ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, conforme revelou a PF na última semana. Para analistas ouvidos pela BBC News Brasil, a divulgação consolida um cenário de pessimismo e prejudicam a “pauta positiva” do governo Lula. Veja abaixo, em cinco pontos, o que falta Flávio esclarecer sobre Dark Horse e sua relação com Vorcaro. 1. Para que o dinheiro dado por Vorcaro foi usado nos EUA? Esta é a principal investigação da PF. Isso porque o dinheiro de Vorcaro foi repassado pela Entre Investimentos e Participações para o fundo de investimentos Havengate Development Fund LP, que tem sede nos Estados Unidos. O fundo tem ligação com um advogado que atua para o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Eduardo está nos EUA desde fevereiro de 2025 e é considerado foragido da Justiça brasileira. Segundo a Procuradoria-Geral da República e o STF, Eduardo Bolsonaro teria atuado junto ao governo de Donald Trump para pressionar o Brasil e ministros do Supremo, defendendo sanções contra eles, com o objetivo de interferir no processo que levaria seu pai à prisão. Eduardo é tido como foragido porque, mesmo após ser condenado pelo STF no último mês de junho a 4 anos e 2 meses de prisão, por coação no curso do processo, não se apresentou à Justiça. A condenação está sujeita a recurso, e a pena não começou a ser cumprida. A dúvida sobre para que o dinheiro foi usado nos Estados Unidos ganhou força nos últimos dias porque a PGR fechou um acordo de delação premiada com Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro. Mineiro é dono da Entre Investimentos e Participações e apontado como principal operador financeiro de Vorcaro. O conteúdo integral da delação não veio a público, mas o jornal O Globo apurou que o dono da Entre teria afirmado ter feito sete repasses, inclusive em dinheiro vivo, transportado em malas, a pedido de Vorcaro. Ele teria afirmado que não sabia qual seria a finalidade do dinheiro nem se os valores seriam destinados a Dark Horse. Em maio, o The Intercept revelou que Eduardo assinou um contrato como produtor do filme, no qual teria responsabilidades sobre a gestão financeira de Dark Horse. Foi então que a PF passou a investigar a possibilidade de que o dinheiro de Vorcaro possa ter tido o objetivo de financiar a permanência do ex-deputado nos EUA. Eduardo gravou um vídeo admitindo ter assinado o contrato e investido R$ 350 mil no filme, mas acrescentou que teria recebido o dinheiro de volta após a obra ter obtido outros patrocinadores. “Quem fala que Eduardo Bolsonaro recebeu dinheiro de Vorcaro é mentiroso. Quem fala que Eduardo Bolsonaro recebeu dinheiro desse fundo que foi criado nos EUA está mentindo”, disse, em vídeo publicado nas redes sociais. 2. Quanto Vorcaro pagou à produção do filme? O The Intercept publicou que Flávio teria pedido US$ 24 milhões, o equivalente a R$ 134 milhões, a Vorcaro. Na ocasião, o site informou que o banqueiro havia repassado US$ 10,6 milhões. A revista Piauí revelou, no entanto, que houve ao menos mais dois repasses: um de US$ 1,66 milhão e outro de valor não identificado,