Politicaria é um termo pejorativo que define a prática da política voltada para interesses particulares, mesquinhos ou clientelistas. É o famoso “toma lá, dá cá” ou a troca de favores em benefício próprio.

As consequências do 

seu voto

Lobista amiga de Lulinha fez depósitos a secretário e a chefe do cerimonial de ministro de Lula

Lobista amiga de Lulinha fez depósitos a secretário e a chefe do cerimonial de ministro de Lula

Lobista amiga de Lulinha fez depósitos a secretário e a chefe do cerimonial de ministro de Lula PF obteve comprovantes de pagamentos a funcionários do Ministério de Desenvolvimento Social, comandado por Wellington Dias, com o qual Roberta Luchsinger intermediou contratos de R$ 53,1 milhões para empresário de tecnologia; ministério não se manifestou, defesa de Lulinha disse que ele não tem relação com os depósitos e a defesa de Roberta afirmou desconhecer as conversas Por Aguirre Talento, Gustavo Côrtes e Vinícius Valfré | O Estado de S.Paulo 23/09/2026 Amiga de Lulinha, a empresária Roberta Luchsinger entrega livro autografado por Paulo Coelho ao ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias. Foto: Ministério do Desenvolvimento Social/Divulgação BRASÍLIA – A lobista Roberta Luchsinger, investigada por corrupção e tráfico de influência em conjunto com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ordenou a um operador financeiro a realização de pagamentos ao secretário-executivo adjunto do Ministério de Desenvolvimento Social (MDS), Ranniêr Costa Ciríaco, e a José Martinho Ferreira de Araújo, coordenador do cerimonial do ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias. Procurado, o ministério não se manifestou. A defesa de Lulinha afirmou que ele não tem relação com os fatos investigados. “Não é possível confirmar a autenticidade das mensagens e não nos cabe comentar sobre depósitos que não foram feitos pelo Fábio”, afirmou o advogado Marco Aurélio de Carvalho. A defesa de Roberta Luchsinger disse desconhecer as informações. “A defesa desconhece tais conversas, insiste que os autos estão sob sigilo e lamenta esses vazamentos ilegais com puro interesse político eleitoreiro. Estamos seguros de que as autoridades não ficarão passivas diante de tais vazamentos”, disse o advogado Roberto Podval. Até agora, as investigações da PF haviam revelado pagamentos de Roberta Luchsinger, no valor de R$ 217 mil, ao ex-chefe de gabinete do presidente Lula Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Essas novas informações indicam que a lobista também fez pagamentos a outros funcionários do governo Lula. A Polícia Federal encontrou no celular de Roberta diálogos determinando a Ulisses Barbosa a realização dos pagamentos, acompanhados dos comprovantes de depósitos bancários, ocorridos no dia 2 de junho de 2023. Roberta orientou Barbosa a retirar R$ 60 mil em dinheiro vivo que ela tinha guardado em sua residência e a fazer depósitos para outras pessoas. O operador se mostrou preocupado com o volume que seria movimentado. “Esse montante de 60k tem que ser diluído para depositar.. pq o banco faz uma série de questionamentos”, disse a Roberta, que respondeu que o dinheiro seria enviado para três contas bancárias diferentes. Os pagamentos solicitados por Roberta foram feitos no mesmo dia por Ulisses. Ao chegar no banco, ele avisou à lobista que repasses acima de R$ 50 mil poderiam gerar alertas de movimentação financeira atípica. “Já estou no banco. Acima de 50 mil por dia por CPF a moça disse que o Banco Central já fica de olho… já aciona tipo um alerta lá. Só avisando”, disse. Uma conta era a de Ranniêr Costa Ciríaco, atual número 3 do MDS. Outra era de José Martinho Ferreira de Araújo, que atualmente está lotado como coordenador do cerimonial do MDS. Martinho tem relação antiga de proximidade com Wellington Dias e já trabalhou como motorista do gabinete dele no Senado. A terceira conta, segundo a PF, pertence à mãe da filha de José Martinho. O Estadão teve acesso às conversas e aos comprovantes dos pagamentos. A PF ainda analisa a quebra dos sigilos de Roberta Luchsinger e deve apurar se foram feitos mais pagamentos a outros funcionários da pasta. Em 2014, José Martinho chegou a ser detido pela Polícia Rodoviária Federal na Bahia por transportar R$ 180 mil em dinheiro vivo, de Brasília ao Piauí, sem ter a comprovação da origem. Na época, ele trabalhava para o gabinete de Wellington Dias no Senado. Em 2015, Martinho ganhou cargo comissionado na Secretaria de Governo do Piauí, quando Wellington Dias era governador. Além de assessor de longa data, o assessor é primo de terceiro grau do petista. Seis meses após esses pagamentos, o MDS firmou contrato com um empresário do setor de tecnologia, Cléber Ribas, que era representado por Roberta Luchsinger. Em dezembro de 2023, a pasta contratou a empresa 3Structure por R$ 31,2 milhões. Em novembro de 2025, houve um aditivo de R$ 2,7 milhões e, em abril deste ano, o ministério celebrou um novo contrato com a empresa, de R$ 19,2 milhões. Um dos diálogos obtidos pela PF entre Roberta e Cléber Ribas citava justamente Ranniêr. Na conversa, de 20 de junho de 2023, ela afirmou ao empresário que estava com o secretário-executivo adjunto do MDS. “To resolvendo seu problema”, escreveu. Roberta Luchsinger realizou ao menos 17 visitas ao MDS entre janeiro de 2023 e maio de 2024. De acordo com registros da pasta, Ranniêr foi o responsável por recebê-la nas entradas ao ministério em ao menos seis dessas visitas. Em nota, Ribas negou irregularidades. “A 3Structure não tem conhecimento sobre tais pagamentos. Todos os contratos firmados pela empresa com o governo federal foram assinados em estrito cumprimento das normas aplicáveis às contratações públicas e submetidos a inúmeras instâncias decisórias, análises técnicas dos órgãos contratantes e auditorias do TCU”, afirmou. A PF abriu três inquéritos para apurar suspeitas de corrupção e tráfico de influência de Roberta e Lulinha no governo federal. O primeiro deles envolve a tentativa de obter um contrato para venda de canabidiol ao Ministério da Saúde. O segundo apura suspeitas na intermediação dos negócios de Cléber Ribas com a Dataprev e outros órgãos do governo federal. Neste caso, sua empresa conseguiu contratos de ao menos R$ 81 milhões, como mostrou o Estadão. O terceiro inquérito também apura suspeitas da atuação do filho do presidente e da amiga no governo federal. Conversas indicam que Roberta guardava R$ 500 mil em malas Os R$ 60 mil pagos a pessoas próximas a Wellington Dias não eram os únicos valores em espécie guardados por Roberta Luchsinger. Segundo a Polícia Federal, os diálogos encontrados no celular dela indicam que a amiga de Lulinha mantinha mais de R$ 500 mil em espécie, guardados em malas. Em uma das mensagens que ela recebeu de Ulisses Barbosa,

Deputado Ricardo Abrão montou comitê clandestino para compra de votos em Nilópolis, diz PF

Deputado Ricardo Abrão montou comitê clandestino para compra de votos em Nilópolis, diz PF

Deputado Ricardo Abrão montou comitê clandestino para compra de votos em Nilópolis, diz PF Deputado federal é suspeito de compra de votos em favor do primo Abrãozinho, que se elegeu em 2024 e de lavagem de dinheiro. De acordo com investigação, parlamentar entregaria valores no local conhecido como “QG” e que depois eram pagos a cabos eleitorais e eleitores. Por Marco Antônio Martins | g1 Rio 23/09/2026 Ricardo Abrão, deputado federal que assumiu o mandato de Chiquinho Brazão — Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados A Polícia Federal aponta que o deputado federal Ricardo Abrão (PSDB) montou um “comitê clandestino” de campanha para comprar votos para o primo, o atual prefeito de Nilópolis, Abrãozinho, nas eleições de 2024. Abraãozinho foi eleito na ocasião. No local conhecido como “QG”, Ricardo Abrão, segundo a PF, entregaria os valores pessoalmente e que, em outro momento, eram pagos a cabos eleitorais e eleitores.  Para a PF, o deputado federal, que disputa a reeleição, era o responsável por abastecer o esquema:  “Ricardo Abrão não figura como mero beneficiário, mas como o provedor de liquidez e suporte político indispensável para a manutenção do ‘comitê clandestino’”.  A assessoria de Ricardo Abrão informou que “o deputado nega veementemente qualquer participação, bem como repudia as acusações infundadas”. A nota completa está no fim desta reportagem. O deputado federal Ricardo Abrão foi alvo de busca e apreensão decretada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 3 de setembro. Nas investigações iniciadas pela Delegacia de Defesa Institucional (Delinst), da Polícia Federal no Rio, um imóvel com a placa de “vende-se” em Nilópolis era o chamado pelo grupo de “QG” usado pelo político.  Ao prender 24 pessoas em 2024, a PF chegou ao nome do deputado federal e a investigação foi complementada pela Cinq, a Coordenadoria de Inquéritos, da PF e que trata de apurações de pessoas com foro no STF. “Ricardo Abrão esteve lá e deixou o carvão”, dizia uma das mensagens que constava em uma troca de mensagens de um celular apreendido pela PF.  Ao fazer uma vigilância de 6h na região chamou a atenção dos investigadores a grande quantidade de pessoas que entravam numa casa sem qualquer identificação de comitê político ou sem qualquer ligação familiar.  Ao abordar as pessoas que deixavam o local, pelo menos, três que carregavam mochilas tentaram escondê-las. Em todas elas, a PF encontrou R$ 5,5 mil, R$ 11 mil e R$ 23,2 mil em cada uma delas e em espécie.  No interior da casa foram encontrados materiais de campanha de Abraãozinho. Nos celulares dos presos um grupo de troca de mensagens em comum: “QG”. Um dos telefones do grupo é vinculado a uma empresa da qual Ricardo Abrão é sócio.  Também foram encontrados na casa caderno com a lista de votantes e cadernos com anotações de pagamentos.  “A investigação, ao avançar sobre os dados telemáticos e o material apreendido, logrou êxito em identificar que o senhor Ricardo Martins David não é apenas um coadjuvante, mas o eixo central do suporte financeiro e político da ORCRIM (organização criminosa”, escreveu o ministro Flávio Dino em seu pedido de busca.  O que diz o deputado A assessoria do deputado Ricardo Abrão enviou uma nota sobre o caso: “O deputado nega veementemente qualquer participação, bem como repudia as acusações infundadas. ​Esclarece que, ao contrário da narrativa, o local era o comitê oficial de campanha, conforme comprova o CNPJ do candidato e o registro no TRE. Informa ainda que sequer foi candidato neste pleito eleitoral. ​Afirma que vê com muita estranheza que, às vésperas de uma eleição, apareçam fatos como estes com objetivos de exploração política. ​O parlamentar reafirma seu absoluto compromisso com a legalidade e a verdade, e segue à disposição das instâncias competentes para o esclarecimento de quaisquer fatos”. Notícia anterior campanha eleitoralDeputado FederalNilópolis RJPL Partido LiberalPolícia Federal PFPrefeitoPSDBRegião Metropolitana e Baixada FluminenseSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Deputado Ricardo Abrão montou comitê clandestino para compra de votos em Nilópolis, diz PF 23/09/2026 Associação usa verba de emenda de Mario Frias para pagar R$ 920 mil a empresas do próprio presidente 16/09/2026 Políticos são alvo da PF por elo com “montanha de dinheiro” de R$ 2 milhões (VIDEO) 16/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Vorcaro disse para não pagar Barci por Pix: “Não é bom” 01/09/2026 Diretor da PF fica revoltado com Mendonça e diz a interlocutores que vê abuso de autoridade em investigação de Vorcaro 01/09/2026 Mendonça determina afastamento de diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues 08/09/2026 Flávio Bolsonaro ataca fim da escala 6×1 e propõe “alternativa” que reduz direitos após reunião com ministro de Bukele 30/08/2026 Prefeito de cidade que aplicou R$ 93 milhões no Master assinou contrato de R$ 1,2 milhão com Iter, de Mendonça 17/09/2026

No mesmo dia, Nunes Marques manda apagar vídeo sobre Flávio e Master e mantém conteúdo que associa Lula ao crime

No mesmo dia, Nunes Marques manda apagar vídeo sobre Flávio e Master e mantém conteúdo que associa Lula ao crime

No mesmo dia, Nunes Marques manda apagar vídeo sobre Flávio e Master e mantém conteúdo que associa Lula ao crime Processos tratam de acusações e críticas feitas durante a campanha presidencial Por Raony Salvador | Fórum 22/09/2026 O ministro Kássio Nunes Marques – Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, tomou nesta terça-feira (22) duas decisões envolvendo vídeos publicados nas redes sociais durante a disputa presidencial. Em uma delas, determinou a retirada de um conteúdo que associava Flávio Bolsonaro (PL) ao caso Banco Master. Em outra, negou pedido para remover uma publicação do senador que relacionava a vitória de Lula (PT) em 2022 a uma suposta comemoração atribuída a criminosos. No processo apresentado pela coligação de Lula, Nunes Marques decidiu manter o vídeo publicado por Flávio no Instagram e no Facebook. Segundo o ministro, os elementos apresentados inicialmente não eram suficientes para comprovar que o conteúdo era falso ou estava descontextualizado. Na peça, Flávio afirma que “os bandidos comemoraram a vitória do seu candidato” e acrescenta que, após o resultado eleitoral, “eles realmente venceram”. A defesa de Lula havia pedido a retirada do material e direito de resposta nas mesmas plataformas. A decisão é provisória e ainda deverá ser analisada pelo plenário do TSE. Em outro processo, Nunes Marques determinou que o Instagram removesse, em até 24 horas, um vídeo publicado pelo perfil @lulapelaverdade que associava Flávio Bolsonaro ao Banco Master e ao filme Dark Horse. A ação foi apresentada pelo PL, que alegou que a publicação atribuía ao candidato envolvimento em irregularidades sem comprovação. Na decisão, o ministro afirmou que o conteúdo ultrapassava os limites da crítica política ao relacionar o senador a fatos criminosos sem elementos concretos. Além da retirada, a determinação inclui o fornecimento de dados para identificar o responsável pelo perfil e a proibição de novas republicações. As decisões ocorreram em meio à repercussão envolvendo Nunes Marques e o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O ministro foi indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo então presidente Jair Bolsonaro em 2020. Nunes Marques entra no radar das revelações sobre Vorcaro As decisões acontecem no momento em que a relação entre Nunes Marques e Vorcaro passam a ser questionada após reportagens baseadas em mensagens apreendidas pela Polícia Federal. Segundo as publicações, diálogos no celular do empresário mencionariam pagamentos e contatos envolvendo pessoas ligadas ao ministro. Entre os episódios divulgados está uma troca de mensagens que faria referência a valores destinados ao advogado Kevin Marques, filho do ministro. As reportagens também citaram uma conversa sobre o pagamento de uma suposta acompanhante em um encontro atribuído a Nunes Marques. Os envolvidos negam irregularidades. Após a divulgação das informações, Nunes Marques afirmou que seu filho “nunca prestou nenhum serviço ao banco e nunca foi remunerado pelo banco”. O ministro também declarou que, caso se sentisse “cooptado de alguma forma”, não teria votado pela confirmação da prisão de Vorcaro e de outros investigados. Notícia anterior Banco MasterPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal FederalTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram No mesmo dia, Nunes Marques manda apagar vídeo sobre Flávio e Master e mantém conteúdo que associa Lula ao crime 22/09/2026 Alvo de buscas, vereador Jorge Canella é preso em flagrante pela PF com dois fuzis e uma submetralhadora no Rio 22/09/2026 Protesto em Nova York projeta Flávio Bolsonaro entregando faixa presidencial a Trump 22/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Master: PF apreendeu mais de meio milhão em espécie em endereços ligados a Ciro Nogueira 17/09/2026 Ministério Público ajuíza ação para que Prefeitura de Belford Roxo desfaça obra irregular que agrava alagamentos em Nova Iguaçu 24/08/2026 O que Flávio Bolsonaro ainda precisa esclarecer sobre ‘Dark Horse’ — e por que o filme não sai antes das eleições 10/09/2026 Cláudio Castro (PL-RJ) diz que procurou André Mendonça para saber se havia ordem judicial para não soltar Sérgio Cabral (MDB-RJ) 14/09/2026 ‘Atropela o Ibama’: PF aponta atuação de cúpula ambiental do RJ para favorecer Refit 04/09/2026

Quem é o miliciano que negociou emenda com assessora de Flávio Bolsonaro

Quem é o miliciano que negociou emenda com assessora de Flávio Bolsonaro

Quem é o miliciano que negociou emenda com assessora de Flávio Bolsonaro Roberto Calixto Fonseca, o “Peixe”, articulou recebimento de dinheiro público com o gabinete do senador candidato à Presidência. Ele é ex-PM e foi condenado por envolvimento no caso Marielle Franco Por Henrique Rodrigues | Fórum 22/09/2026 O senador Flávio Bolsonaro e o miliciano “Peixão” – Foto: Marina Uezima / Brazil Photo Press via AFP e Audiência Judicial/Reprodução A revelação de que o gabinete do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) negociou o direcionamento de verbas públicas articuladas por um operador da milícia fluminense colocou no centro dos holofotes nacionais a figura de Robson Calixto Fonseca, o “Peixe”. O escândalo emergiu com os desdobramentos da Operação Emendatio da Polícia Federal, que interceptou mensagens trocadas em 2023 no celular do miliciano. A apuração detalhou que Peixe manteve diálogo direto com Maria de Fátima Bezerra Castro, assessora parlamentar do senador, usando de sua proximidade para negociar o envio de verbas federais a áreas sob controle de seu grupo armado. A articulação resultou no envio de uma emenda parlamentar assinada por Flávio Bolsonaro no valor exato de R$ 199.999,79 para o Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop), localizado na Taquara, Zona Oeste do Rio. Sob o pretexto oficial de financiar o projeto de futebol infantil “Jogadores do Futuro”, uma auditoria técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) e da PF descobriu que o dinheiro foi integralmente desviado. O montante acabou repassado para um escritório de advocacia pertencente aos próprios donos da entidade por meio de contratos de fachada e simulação de concorrência. Como contrapartida pela facilitação do recurso, mensagens interceptadas mostraram a assessora de Flávio cobrando de Peixe quatro ingressos de camarote no Sambódromo durante o Carnaval carioca, configurando forte suspeita de vantagem indevida. Para compreender como um operador do crime organizado obteve livre trânsito e capacidade de barganha junto ao gabinete de um senador da República, é preciso examinar a trajetória de Robson Calixto Fonseca no ecossistema do crime de “colarinho branco” do Rio de Janeiro. Do crime organizado ao gabinete de Flávio Bolsonaro Ex-policial militar, miliciano e operador político-financeiro, Peixe foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal no início de 2026 a uma pena de 9 anos de prisão em regime fechado. A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal o classificaram como o braço operacional e o principal elo político da organização criminosa armada chefiada pelos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão. Sua marca registrada sempre foi a capacidade de circular com extrema facilidade entre as forças de segurança, as estruturas formais do Estado e as lideranças paramilitares da Zona Oeste. Foi nas comunidades de Rio das Pedras e da Taquara, consideradas o berço do milicianismo fluminense, que Peixe consolidou seu poder. Longe de ser um mero homem de frente focado no confronto armado, ele exercia funções estratégicas de logística, finanças e articulação. Relatórios de investigação e delações premiadas, como a do ex-PM Ronnie Lessa, revelam que Peixe comandava o mercado imobiliário clandestino em Jacarepaguá, chefiando esquemas de grilagem de terras, loteamentos irregulares e construções ilegais cujos lucros irrigavam a estrutura da milícia, além de gerenciar redes de extorsão contra comerciantes e agiotagem. No plano bélico, Lessa o apontou como o intermediário original na busca por armamentos pesados, incluindo a submetralhadora HK MP5 utilizada nos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018. Para garantir trânsito livre nos bastidores do poder e revestir suas atividades criminosas com uma fachada de legalidade, Calixto acumulava cargos públicos. Enquanto mantinha o status de policial militar, atuou por anos como assessor de extrema confiança de Domingos Brazão no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Era desse gabinete oficial que ele articulava as demandas da milícia e estabelecia pontes com diversos agentes políticos. Mesmo após o assassinato de Marielle Franco e o cerco policial contra os Brazão, Peixe permaneceu ativo no “crime institucionalizado”, especializando-se na captação de recursos públicos para alimentar os currais eleitorais do grupo. Atualmente, enquanto Calixto cumpre sua pena em regime fechado pela condenação no caso Marielle Franco, as novas descobertas sobre o desvio da emenda geraram desdobramentos jurídicos e políticos de grande impacto em Brasília. Partidos de oposição acionaram a PGR para apurar o nível de conhecimento e envolvimento direto do senador Flávio Bolsonaro sobre as tratativas de sua assessora com o miliciano. Por sua vez, a defesa do parlamentar sustenta que a indicação da emenda seguiu critérios estritamente técnicos e que a fiscalização da aplicação do dinheiro competia aos órgãos de controle e ao Ministério do Esporte. Notícia anteriorPróxima notícia campanha eleitoralemenda parlamentarPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPolícia Militar PMPSOLRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJSenadorSTF Supremo Tribunal FederalTCE-RJTCU Tribunal de Contas da UniãoVereadora Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Quem é o miliciano que negociou emenda com assessora de Flávio Bolsonaro 22/09/2026 No mesmo dia, Nunes Marques manda apagar vídeo sobre Flávio e Master e mantém conteúdo que associa Lula ao crime 22/09/2026 Alvo de buscas, vereador Jorge Canella é preso em flagrante pela PF com dois fuzis e uma submetralhadora no Rio 22/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. 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Alvo de buscas, vereador Jorge Canella é preso em flagrante pela PF com dois fuzis e uma submetralhadora no Rio

Alvo de buscas, vereador Jorge Canella é preso em flagrante pela PF com dois fuzis e uma submetralhadora no Rio

Alvo de buscas, vereador Jorge Canella é preso em flagrante pela PF com dois fuzis e uma submetralhadora no Rio A Polícia Federal prendeu em flagrante, na manhã desta terça-feira (22), o vereador do Rio Jorge Canella (União Brasil) por posse irregular de armas de fogo de uso restrito. Por Tempo Real RJ 22/09/2026 Vereador Jorge Canella (União) — Foto: Reprodução/redes sociais Segundo a PF, foram encontrados dois fuzis e uma submetralhadora durante uma ação da sétima fase da Operação Unha e Carne. A operação cumpriu três mandados de busca e apreensão em endereços na cidade do Rio, incluindo a Barra da Tijuca, o Recreio dos Bandeirantes e o gabinete de Canella na Câmara Municipal. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Suspeita de posse irregular de armas de fogo De acordo com a PF, durante uma das diligências, na Barra da Tijuca, os agentes localizaram as três armas em situação considerada irregular. A apreensão levou à prisão em flagrante do vereador. Canella, que também é coronel da Polícia Militar, já era alvo de investigação relacionada ao fuzil encontrado no carro do ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil), que chegou a ser preso em julho durante a sexta fase da mesma operação. Segundo apuração inicial do portal g1, o vereador teria conseguido a cautela do armamento dentro da própria corporação. Na Câmara do Rio, a PF também cumpriu mandado de busca no gabinete do parlamentar. Segundo a Casa, nenhum bem ou material foi apreendido no local. Encaminhado à Superintendência O vereador e as armas apreendidas foram encaminhados à Superintendência Regional da PF no Rio para a formalização do auto de prisão em flagrante e os demais procedimentos. Ele deverá responder pelo crime de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. A ação faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para combater organizações criminosas que atuam no estado do Rio de Janeiro, seguindo diretrizes estabelecidas pelo STF na ADPF 635. O que diz a defesa de Jorge Canella O advogado Gabriel Miranda, da defesa do vereador Jorge Canella, enviou uma nota ao TEMPO REAL. Eis a íntegra: “A defesa do vereador Jorge Canella acompanhou a diligência realizada pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira e reforça que TODAS AS ARMAS ENCONTRADAS EM SUA RESIDÊNCIA ERAM DE SUA PROPRIEDADE E ESTAVAM LEGALIZADAS. O político, que é CORONEL DA POLÍCIA MILITAR, sempre pautou sua atuação na corporação de forma proba e ilibada e possuía o certificado do armamento. O único questionamento que ensejou o encaminhamento do vereador à Superintendência da PF foi a divergência de endereço de registro das armas, procedimento administrativo que já vinha sendo adotado por ele, em razão de mudança de endereço recente com a sua família. O vereador Jorge Canella confia plenamente na Justiça e esclarecerá todos os questionamentos o mais breve possível para que a verdade seja restabelecida.” Notícia anterior Belford Roxo RJPolícia Federal PFPolícia Militar PMPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJSTF Supremo Tribunal FederalUnião BrasilVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Alvo de buscas, vereador Jorge Canella é preso em flagrante pela PF com dois fuzis e uma submetralhadora no Rio 22/09/2026 Protesto em Nova York projeta Flávio Bolsonaro entregando faixa presidencial a Trump 22/09/2026 TSE forma maioria para manter decisão que suspende campanha de Deltan Dallagnol 21/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Relatório usado por Moraes não poderia circular fora da PF, diz chefe de entidade dos delegados 05/09/2026 Vini Jr. aciona Justiça Eleitoral contra campanha de Douglas Ruas por uso de imagem em propaganda 20/09/2026 Flávio explora crise no STF com leviandade e cinismo 08/09/2026 Mendonça ouve PGR sobre mensagens em que Vorcaro pede proteção a Alexandre de Moraes 01/09/2026 Cury cita em plano de governo doutorado em psicologia que não fez 01/09/2026

Ao STF, ex-sócio de Vorcaro exime Jaques e aponta dedo para MP de Bolsonaro

Ao STF, ex-sócio de Vorcaro exime Jaques e aponta dedo para MP de Bolsonaro

Ao STF, ex-sócio de Vorcaro exime Jaques e aponta dedo para MP de Bolsonaro Ex-sócio de Vorcaro, Augusto Lima defendeu Jaques Wagner em petição ao STF, dizendo que pode ter ocorrido uma confusão da PF sobre emenda Por Gustavo Zucchi | Metrópoles 22/09/2026 Jaques Wagner (PT-BA) | VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES Ex-sócio de Daniel Vorcaro no Master, Augusto Lima afirmou ao STF que foi uma iniciativa da gestão Jair Bolsonaro —  e não uma emenda de Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo Lula no Senado — que beneficiou bancos que atuavam com crédito consignado. O argumentação foi feita em uma petição apresentada ao Supremo em junho. No documento, a defesa de Augusto Lima contestou uma série de medidas restritivas contra o sócio de Vorcaro determinadas pelo ministro André Mendonça, relator do Caso Master na Corte. Na petição, a defesa de Augusto Lima contesta ao Supremo uma avaliação feita pela Polícia Federal (PF) de que uma emenda apresentada por Jaques a uma medida provisória (MP) editada pelo governo Bolsonaro teria beneficiado o Master. Segundo o sócio de Daniel Vorcaro, houve uma “confusão” da PF entre a emenda de Jaques e o conteúdo original da MP, que foi editada pelo governo Bolsonaro em 2022, último ano do mandato do ex-presidente da República. “Acredita-se que pode ter havido uma confusão entre o conteúdo da emenda proposta pelo senador com o da própria MP nº 1.106/2022, editada pelo então presidente da República Jair Bolsonaro, cujo objeto era ampliar a margem de crédito consignado para aposentados, pensionistas e beneficiários do BPC e de outros programas de transferência de renda. Aparentemente, de fato, a MP beneficiaria operadores do mercado de crédito consignado. Contudo, ela não foi proposta pelo senador”, afirma a defesa do banqueiro. Lima argumenta que a emenda de Jaques, na realidade, “visava proteger os tomadores de crédito, e não favorecer as instituições financeiras”, pois limitava os juros das operações de crédito com desconto automático em folha. “A circunstância é relevante porque o suposto benefício ao mercado de crédito consignado é o que sustenta a tese da Polícia Federal. Se a Emenda nº 30 propunha a limitação de juros, desaparece a premissa de que o agravante teria oferecido ou pago vantagem indevida ao senador para praticar ato de ofício em favor do Banco Master. Isso porque a emenda caminha em sentido contrário ao alegado interesse do agravante”, completa a defesa de Lima na petição. O banqueiro destaca na petição que o Master sequer era uma dos bancos habilitados para trabalhar na modalidade de crédito que tratava a MP, bem requereu seu credenciamento para esse mercado. Dessa forma, Lima diz que André Mendonça teria sido “induzido ao erro”. “Aliás, se a autoridade policial tivesse atuado com o mínimo de cuidado exigível à autenticação das informações que influenciaram a deflagração de medidas restritivas de direitos fundamentais, teria constatado, com facilidade, que o Banco MASTER sequer era instituição financeira habilitada no programa implementado a beneficiários do Auxílio Brasil – dado facilmente aferível, inclusive, mediante análise de fontes abertas –, o que implica concluir não apenas que inexistiu participação do senador, mas que o eminente ministro relator foi induzido em erro. Na realidade, o Master sequer requereu seu credenciamento para atuar como instituição financeira nesse segmento de mercado de consignados”, diz a defesa na petição. Jaques não votou Nas investigações, a PF aponta ainda suspeitas sobre uma emenda do senador Ciro Nogueira (PP-PI) à PEC sobre o aumento do limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A desconfiança da Polícia Federal é de que Jaques Wagner teria atuado no Congresso Nacional pela aprovação da emenda de Ciro Nogueira à PEC a pedido de Augusto Lima. Quando Jaques foi alvo de busca e apreensão no Caso Master, a PF identificou uma troca de mensagens na qual Augusto Lima encaminhou ao senador petista o link da emenda de Ciro logo após uma ligação. A defesa do sócio de Daniel Vorcaro, contudo, também rechaça essa tese da PF. Segundo Augusto Lima, a única atuação de Jaques nem relação à emenda teria sido um pedido de vista. “O único ato praticado pelo senador Jaques Wagner em relação à Emenda nº 11 à PEC nº 65/2023, documentado nas notas taquigráficas da 28ª Reunião Ordinária da CCJ, de 14/08/2024, foi um pedido de vista. O senador sequer chegou a votar a matéria”, diz Lima em sua defesa ao STF. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Masteremenda parlamentarMedida Provisória MPPEC Proposta de Emenda à ConstituiçãoPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ao STF, ex-sócio de Vorcaro exime Jaques e aponta dedo para MP de Bolsonaro 22/09/2026 Quem é o miliciano que negociou emenda com assessora de Flávio Bolsonaro 22/09/2026 No mesmo dia, Nunes Marques manda apagar vídeo sobre Flávio e Master e mantém conteúdo que associa Lula ao crime 22/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PF investiga fraude na licitação do transporte escolar de Duque de Caxias; contratos passam de R$ 60 milhões 17/09/2026 Viagens, safári e imóveis: relação com advogado investigado na fraude do INSS incomoda campanha de Flávio e entra na mira da PF 18/09/2026 Vídeo registra viagem de Moraes em jatinho de Vorcaro após novo contrato de R$ 50 milhões (VIDEO) 20/09/2026 Dino vê possível elo entre R$ 510 mil com esposa de Cezinha e caso Master 14/09/2026 Doação a Bolsonaro e Tarcísio foi propina negociada com Kassab, diz Vorcaro 03/09/2026

Protesto em Nova York projeta Flávio Bolsonaro entregando faixa presidencial a Trump

Protesto em Nova York projeta Flávio Bolsonaro entregando faixa presidencial a Trump

Protesto em Nova York projeta Flávio Bolsonaro entregando faixa presidencial a Trump Ativistas organizaram manifestação artística antes de discurso de Lula na ONU Imagens foram projetadas na ponte do Brooklyn na madrugada desta terça (22) Por Folha de S.Paulo 22/09/2026 Protesto em Nova York, na véspera da Assembleia Geral da ONU, critica a proximidade do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro com o líder dos EUA, Donald Trump, com projeções na ponte do Brooklyn – Choose Democracy/Divulgação Na madrugada desta terça-feira (22), horas antes do início da sessão de discursos da 81ª Assembleia Geral da ONU, manifestantes projetaram em Nova York imagens geradas artificialmente do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) entregando a faixa presidencial do Brasil ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O protesto, feito pela organização Choose Democracy, em aliança com ativistas brasileiros, ocorreu em diferentes locais da cidade, como a ponte do Brooklyn e a torre de ventilação do Holland Tunnel. Os organizadores questionam a ideia de que o futuro político do país possa ser decidido com participação ou influência de autoridades estrangeiras. “Democracia não é apenas sobre quem ocupa um cargo. Diz respeito a quem tem o direito de decidir o futuro de um país. Quando esse direito está sob risco de ser comprometido pela interferência de uma potência estrangeira, o povo tem todo o direito de dizer: quem manda no nosso país somos nós”, diz Daniel Hunter, da Choose Democracy. Os manifestantes afirmam que a intervenção tem por objetivo colocar em pauta, para a imprensa internacional e os participantes da Assembleia Geral da ONU, o debate sobre soberania política e interferência estrangeira no Brasil, às vésperas das eleições presidenciais. Em seu site oficial, a Choose Democracy se apresenta como uma organização que começou de forma voluntária após Trump, meses antes das eleições de 2020, sinalizar que rejeitaria resultados eleitorais desfavoráveis — o republicano perdeu o pleito daquele ano para o democrata Joe Biden. A queixa dos ativistas está em linha com a campanha do presidente Lula (PT), que tenta a reeleição. O petista tem feito uma série de discursos em defesa da não interferência estrangeira em assuntos domésticos de outros países e deve fazer o mesmo em sua fala na 81ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira (22). As afirmações de Lula são lidas como um recado a Trump, em um momento em que o governo brasileiro teme que os Estados Unidos atuem para beneficiar Flávio Bolsonaro, provável adversário do petista em um segundo turno na corrida pela Presidência. Na semana passada, em um ato em Ceilândia, região administrativa mais populosa do Distrito Federal, Lula disse: “Domingo, às 10h, pego um avião e vou para reunião da ONU para ter um bate-papo com Trump e dizer: não se meta nas eleições do Brasil.” O presidente, em diferentes ocasiões, já defendeu o sistema eleitoral brasileiro, inclusive durante uma conversa por telefone com o republicano no fim de agosto. Nesta segunda-feira (21), o brasileiro concedeu entrevista ao programa de Christiane Amanpour, da rede CNN, e voltou a criticar os ataques americanos à soberania nacional. O presidente afirmou que Trump “tem o direito de governar os Estados Unidos, mas não tem direito de governar outros países”. “[Trump] não tem direito de impor suas vontades, tem que ter vontade de negociar. Quero respeito e ser respeitado”, disse. Lula também tem criticado a imposição unilateral de barreiras tarifárias, sem necessariamente transformar a fala em um ataque direto ao governo americano. A intenção, segundo analistas familiarizados com o tema, é encontrar um equilíbrio: Lula se concentra em apresentar uma defesa enfática da autonomia brasileira, mas evita um confronto que prejudique a tentativa de melhorar as relações com Washington. Na última semana, Trump não citou seu homólogo ao afirmar que mantém uma “boa relação” com o Brasil e disse ter ajudado a eleger líderes na América Latina diante do avanço da direita na região. A possibilidade de o governo Trump anunciar novas medidas contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) durante a passagem de Lula por Nova York também não é descartada pelo governo brasileiro. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro — irmão de Flávio — e o empresário Paulo Figueiredo estiveram em Washington para reuniões com integrantes da Casa Branca e do Departamento de Estado, responsável pelas relações internacionais do país. A dupla aproveitou a viagem para fazer pressão para que o governo Trump retome sanções contra o ministro do STF Alexandre de Moraes e também estenda as medidas aos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes. Notícia anterior Ceilândia DFPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Protesto em Nova York projeta Flávio Bolsonaro entregando faixa presidencial a Trump 22/09/2026 TSE forma maioria para manter decisão que suspende campanha de Deltan Dallagnol 21/09/2026 Vídeo desmente Moraes, que disse em abril ‘jamais’ ter voado em aeronaves de Vorcaro 20/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana TRE-RJ barra candidatura de Cristiane Brasil, filha de Roberto Jefferson, por suposto elo com organização criminosa 16/09/2026 Aliado de Trump publica imagem de IA com Moraes usando tornozeleira eletrônica 14/09/2026 EMAE, Sabesp e Master: voto de Otto Lobo beneficiou fundos ligados a Vorcaro após banqueiro articular apoio à presidência da CVM 22/09/2026 ‘Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei?’, pediu Vorcaro a Moraes; veja mensagens 01/09/2026 Clínicas são alvo de furtos de cabos e tubulações de ar-condicionado durante madrugadas em Campos 04/09/2026

EMAE, Sabesp e Master: voto de Otto Lobo beneficiou fundos ligados a Vorcaro após banqueiro articular apoio à presidência da CVM

EMAE, Sabesp e Master: voto de Otto Lobo beneficiou fundos ligados a Vorcaro após banqueiro articular apoio à presidência da CVM

EMAE, Sabesp e Master: voto de Otto Lobo beneficiou fundos ligados a Vorcaro após banqueiro articular apoio à presidência da CVM Decisão que afastou a obrigação de oferta pública por ações da Ambipar, durante privatizações de Tarcísio de Freitas na EMAE e Sabesp, ocorreu 10 dias após Vorcaro trocar mensagens prometendo ajudar Lobo a se manter na presidência da CVM. Por Plínio Teodoro | Fórum 22/09/2026 Otto Lobo, Tarcísio na privatização da Sabesp, e Daniel Vorcaro (Geraldo Magela Ag. Senado / Divulgação Governo SP / Divulgação Master) O então presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Otto Lobo, deu o voto decisivo para afastar a obrigação de realização de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) das ações da Ambipar, em 29 de julho de 2025. A decisão ocorreu 10 dias depois de mensagens analisadas pela Polícia Federal mostrarem que o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, articulava apoio político para garantir a permanência de Lobo na presidência da autarquia. Em troca de mensagens, Vorcaro afirmou que iria conversar com seus aliados: “Vamos fazer acontecer. Vou falar com a minha turma”. As informações constam de documentos levantados pelo Fórum Investiga, núcleo de jornalismo investigativo da Fórum, no site da CVM. O Fórum Investiga entrou enviou perguntas por e-mail pedindo o posicionamento até a manhã desta terça-feira (22) à CVM, Otto Lobo, Daniel Vorcaro e Banco Master, Nelson Tanure, Trustee DTVM, Tércio Borlenghi, Ambipar, Sabesp, EMAE, Carlos Piani e Grupo Equatorial. Até o momento, não foram enviadas respostas. O espaço segue aberto. A CVM é a autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda responsável por fiscalizar e regulamentar o mercado de capitais, incluindo companhias abertas, ações, fundos de investimento e debêntures. No caso da Ambipar, estava em discussão se o controlador Tércio Borlenghi e fundos administrados pela Trustee DTVM, ligado ao ecossistema do banco Master, haviam atuado em conjunto para adquirir ações e reduzir a quantidade de papéis disponíveis no mercado, o que poderia obrigar a realização de uma OPA. Na sessão de 29 de julho, 10 dias após Vorcaro prometer “fazer e acontecer” para manter o interino no comando da comissão, houve empate: Otto Lobo e João Accioly votaram contra a OPA, enquanto Marina Copola e João Pedro Nascimento votaram a favor. Como presidente interino, Lobo utilizou o voto de qualidade para desempatar a decisão e afastar a obrigação de oferta aos acionistas minoritários. A cronologia e o resultado constam do pedido de reconsideração apresentado pela Esh Capital, a que o Fórum Investiga teve acesso. No voto apresentado no processo, Lobo afirmou: “Não enxergo provas concretas da existência de uma relação de subordinação e dependência da Trustee e, por consequência, dos Fundos com relação ao controlador da Ambipar, Tercio Borlenghi”. E na conclusão, declarou: “não restou comprovado que o Controlador, a Trustee e os Fundos atuaram em conjunto durante as aquisições ocorridas entre junho e agosto de 2024, pelo que afasto a obrigatoriedade da OPA por Aumento de Participação”. A posição de Lobo contrariou o entendimento da Superintendência de Registro de Valores Mobiliários (SRE), área técnica da autarquia, e do ex-presidente da CVM, João Pedro Nascimento, que deixara o comando da CVM por “motivos pessoais” no dia 18 de julho, quando Otto Lobo assumiu a cadeira e teria recebido, no dia seguinte, o apoio do dono do Master para permanecer no cargo. Em seu voto, Nascimento concluiu que havia elementos suficientes para caracterizar a atuação coordenada entre o controlador da Ambipar e os fundos envolvidos. “Entendo que a SRE foi capaz de reunir elementos fáticos robustos e convergentes, que demonstram a atuação conjunta do Controlador e dos Fundos”, afirmou Nascimento em seu voto. A estrutura que conectou Ambipar, EMAE, Master e Tanure A origem da controvérsia está na privatização da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE), realizada pelo governo de Tarcísio de Freitas em abril de 2024. O vencedor do leilão foi o Phoenix Fundo de Investimento em Participações (Phoenix FIP), ligado ao empresário Nelson Tanure e administrado pela Trustee DTVM. Para financiar a operação, a Phoenix S.A. emitiu debêntures. Como garantia, foram utilizadas ações da Ambipar pertencentes ao Esna FIP, administrado pela Trustee, e ao próprio Tércio Borlenghi, controlador da empresa. Do Master à Sabesp: a cadeia de fundos, garantias e decisões O voto de João Pedro Nascimento descreve a estrutura: “O Phoenix FIP, veículo ligado a Nelson Tanure, era gerido pela Trustee”. O documento também registra que o Banco Master fazia parte do mesmo grupo econômico da Trustee e era cotista direto do Esna FIP. Em setembro de 2024, o Master deixou de figurar como cotista do fundo, que passou a ter o Ilha de Patmos FIM, veículo ligado a Nelson Tanure, como titular. Segundo o voto: “a Trustee era do mesmo grupo econômico do Banco Master S.A., que era cotista direto do Esna FIP”. Na mesma operação, o Ilha de Patmos recebeu um aporte de R$ 700 milhões, utilizado para adquirir as cotas do Esna FIP. O documento aponta que os papéis da Ambipar foram avaliados na operação por R$ 39,33 cada, enquanto a cotação de mercado variava entre R$ 63 e R$ 69, representando um desconto aproximado de 40%. O voto também aponta que o Banco Master teria obtido vantagens econômicas com a operação, incluindo um retorno estimado de R$ 296 milhões e a valorização patrimonial de fundos cujo beneficiário final era o banco. A análise da CVM identificou ainda que as ações da Ambipar valorizaram mais de 863% entre 31 de maio e 19 de agosto de 2024. Para a área técnica, a valorização aumentou a atratividade dos papéis utilizados como garantia na operação de financiamento da EMAE. O presidente da CVM à época concluiu: “Há claros indícios da existência de atuação em conjunto entre Tércio Borlenghi, Trustee, Banco Master e Nelson Tanure”. Nascimento sustentou que a aquisição das ações da Ambipar estava economicamente relacionada à operação da EMAE: “os envolvidos se beneficiaram com a maximização dos respectivos patrimônios investidos na Ambipar e, também, com a redução da quantidade de ações de Ambipar a

Eleição brasileira no radar de Trump: contratada do Departamento de Defesa busca professor de português

Eleição brasileira no radar de Trump: contratada do Departamento de Defesa busca professor de português

Eleição brasileira no radar de Trump: contratada do Departamento de Defesa busca professor de português Ascensus Global atende mais de 40 clientes militares e de inteligência e procura instrutor para treinamento no Alabama entre outubro e novembro. Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 22/09/2026 Eleição brasileira: militares dos EUA em treinamento linguístico na Maxwell Air Force Base – Militares da Força Aérea e da Força Espacial dos EUA participam de treinamento do Language Enabled Airman Program na Maxwell Air Force Base, no Alabama U.S. Air Force / Melanie Rodgers Cox A eleição brasileira de 2026 já foi citada formalmente pelo governo Donald Trump em medidas adotadas contra o Brasil. Agora, uma empresa que presta serviços ao Departamento de Defesa e à comunidade de inteligência dos Estados Unidos abriu uma vaga para professor de português brasileiro com experiência no treinamento de militares e agentes governamentais. A vaga foi publicada pela Ascensus Global e prevê um programa especializado de três semanas entre outubro e novembro de 2026. A primeira será virtual. As outras duas ocorrerão presencialmente em Montgomery, no Alabama, com as despesas de viagem pagas pela empresa. O anúncio exige português nativo, domínio do inglês e experiência profissional ensinando o idioma a militares ou funcionários do governo. A Ascensus cita ainda como diferencial a familiaridade com ambientes militares dos EUA. A empresa não revela qual órgão contratou o programa, quem serão os alunos nem qual será a finalidade específica do treinamento. Professor de português para militares dos EUA Montgomery é sede da Maxwell Air Force Base e da Air University. Também funciona ali o Air Force Culture and Language Center (AFCLC), centro responsável pelo treinamento de militares americanos em idiomas, conhecimentos regionais e cultura. Entre os programas administrados pela estrutura está o Language Enabled Airman Program (LEAP), voltado a integrantes da Força Aérea e da Força Espacial. Em documento atualizado em março deste ano, a própria Air University informa que o LEAP trabalha com 87 idiomas e prepara militares para atuar em missões que exigem conhecimento linguístico e cultural. Os participantes recebem aulas remotas com professores de nível nativo e também passam por períodos intensivos de treinamento. A Força Aérea afirma que o programa é usado para ampliar a capacidade de atuação com aliados e parceiros e também a compreensão de possíveis adversários. Não há, porém, informação pública que permita afirmar que a vaga de português brasileiro da Ascensus esteja vinculada ao LEAP ou mesmo à Maxwell Air Force Base. Ascensus Global atua com Defesa e Inteligência A Ascensus não é apenas uma empresa de ensino de idiomas. Em sua divisão voltada ao governo americano, a companhia informa possuir autorização de instalação no nível Top Secret e atuar em programas do Departamento de Defesa e da comunidade de inteligência. Entre os serviços oferecidos estão inteligência de fontes abertas (OSINT), inteligência de sinais (SIGINT), inteligência geoespacial (GEOINT), inteligência humana e contrainteligência (HUMINT/CI), inteligência cibernética e exploração de documentos e mídia. O próprio anúncio da vaga de português afirma que a empresa atende mais de 40 clientes militares e de inteligência dos Estados Unidos. Outras contratações recentes ajudam a mostrar o perfil dessa operação. A Ascensus mantém vaga para desenvolvimento e treinamento em SIGINT para um cliente governamental e abriu uma posição de apoio ao Command Language Program, em uma base militar no estado de Washington. A empresa também busca profissionais para outros programas de treinamento linguístico do governo, além de instrutores especializados em inteligência eletrônica. Eleição brasileira já entrou em ato de Trump A movimentação ocorre num momento em que a eleição brasileira aparece de forma explícita na agenda do governo americano. Em 30 de julho de 2025, Trump assinou uma ordem executiva direcionada ao Brasil que declarou emergência nacional e determinou uma tarifa adicional de 40% sobre uma série de produtos brasileiros. O texto da Casa Branca cita Jair Bolsonaro e afirma que o processo contra o ex-presidente poderia prejudicar a capacidade do Brasil de realizar uma eleição presidencial “livre e justa” em 2026. Trata-se da posição expressa pelo governo Trump no documento, contestada pelas autoridades brasileiras. Desde então, as relações entre Washington e a política brasileira ganharam peso crescente na campanha. A Fórum vem acompanhando outras decisões do governo Trump envolvendo diretamente o Brasil e as articulações realizadas nos Estados Unidos por integrantes do bolsonarismo. A coincidência de datas também chama atenção. De acordo com o calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral, o primeiro turno será realizado em 4 de outubro e um eventual segundo turno em 25 de outubro. O programa para o qual a Ascensus procura um professor de português brasileiro ocorrerá entre outubro e novembro. O anúncio confirma a experiência exigida com militares e agentes governamentais, mas não identifica o cliente, a unidade envolvida ou o objetivo do treinamento. Notícia anterior campanha eleitoralPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Eleição brasileira no radar de Trump: contratada do Departamento de Defesa busca professor de português 22/09/2026 Contrato de Vorcaro previa até R$ 427 milhões a escritório de esposa de desembargador identificado como da ‘turma’ de Nunes Marques 22/09/2026 Com avanço de facções, Brasil tenta impedir candidatos ligados ao crime organizado nas urnas 22/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Delegado afastado dirigiu inquérito de Castro sobre “mochila de dinheiro” arquivado por Mendonça 08/09/2026 Exclusivo: ONU recebe alerta sobre ingerência dos EUA na eleição no Brasil 20/09/2026 Operação da PF contra deputado apreende quase R$ 1 milhão em dinheiro vivo 16/09/2026 PF contradiz Mendonça e diz que gabinete do ministro pediu cópia dos dados de Vorcaro 13/09/2026 Investigação cita R$ 8,5 milhões de faturas inidôneas de empresa ao ICB 13/09/2026

Com avanço de facções, Brasil tenta impedir candidatos ligados ao crime organizado nas urnas

Com avanço de facções, Brasil tenta impedir candidatos ligados ao crime organizado nas urnas

Com avanço de facções, Brasil tenta impedir candidatos ligados ao crime organizado nas urnas A Justiça Eleitoral brasileira abriu uma nova frente contra o crime organizado para impedir que candidatos suspeitos de ligações criminosas concorram nas eleições gerais de outubro, em um esforço que especialistas consideram sem precedentes na América Latina. Por Fabio Teixeira e Ricardo Brito | Reuters 22/09/2026 Clebio “Jacaré”, cuja candidatura à Câmara dos Deputados foi contestada pelo Ministério Público, durante uma entrevista à Reuters em sua sede de campanha em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro 26 de agosto de 2026 REUTERS/Pilar Olivares RIO DE JANEIRO – No entanto, ao visar políticos que não foram condenados, a medida levanta questionamentos por parte de alguns especialistas e dos próprios candidatos atingidos sobre se as autoridades eleitorais estão extrapolando os limites da legislação vigente e correndo o risco de violar o devido processo legal. “A interferência na eleição, no voto democrático do povo, enquanto estiver interferindo, seja ela política, seja ela judicial, vai parar numa ditadura”, disse o candidato a deputado federal Clébio Lopes Jacaré (União Brasil-RJ), cuja candidatura foi barrada devido a alegações de que ele faz parte de uma organização criminosa. Os tribunais brasileiros há muito tempo desempenham um papel decisivo na determinação de quem pode se candidatar a cargos públicos, impedindo até mesmo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de concorrer às eleições de 2018 e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no pleito deste ano. Ambos alegaram que os processos contra eles tinham motivação política. Mas os procuradores estão agora defendendo uma interpretação da lei brasileira que, segundo eles, permite proteger as urnas até mesmo de suspeitos de crimes, contrapondo a crescente preocupação com a influência do crime organizado na política às proteções democráticas. A legislação brasileira normalmente exige uma condenação por um órgão judicial colegiado para impedir que candidatos concorram. No entanto, uma análise da Reuters de 20 decisões que impediram candidatos por suposto envolvimento com o crime organizado mostra que nenhum deles foi condenado nesse nível. A influência das facções criminosas na política é “um problema grande e crescente na América Latina”, disse Marcela Rios Tobar, diretora regional para a América Latina e o Caribe do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral, uma organização sem fins lucrativos. No entanto, ela enfatizou a necessidade de equilibrar essas preocupações com o devido processo legal e evitar uma situação em que “acusações de irregularidades sejam usadas como arma política”. Facções expandem seu alcance Enquanto a equipe de campanha de Jacaré distribuía panfletos em Nova Iguaçu, cidade de 800 mil habitantes onde ele já concorreu sem sucesso à prefeitura, ele disse que a Justiça ainda não o considera culpado de nenhum crime. Os procuradores devem tentar impedir a candidatura de pessoas ligadas ao crime organizado, disse Jacaré, mas “eles têm que ter fatos, provas. Não podem só ficar no achismo.” No entanto, uma decisão de 2024 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu um precedente para que as autoridades contestem candidaturas com base em evidências, em vez de aguardarem uma condenação criminal. A decisão se baseia em um artigo da Constituição que proíbe partidos políticos de utilizarem grupos paramilitares. “O crime organizado não pode encontrar nas urnas o caminho para institucionalizar o poder que conquistou pelas armas”, afirmou o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), Cláudio de Mello Tavares. Em nenhum lugar a influência do crime na política brasileira é mais evidente do que no Estado do Rio de Janeiro, onde o então presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar (União Brasil), foi preso no ano passado sob a acusação de ligações com o Comando Vermelho, uma das maiores organizações criminosas do Brasil, considerada grupo terrorista pelos Estados Unidos. As autoridades também estão investigando se campanhas eleitorais utilizaram dinheiro do crime organizado, e transferiram alguns locais de votação no Rio por estarem em áreas dominadas por facções. Segundo Tavares, ter locais de votação onde “a urna vai ser levada em carro blindado” levanta preocupações óbvias de segurança para os eleitores. Medida necessária ou exagero? Entre os candidatos impedidos de concorrer este ano estão dois parentes próximos de líderes do Comando Vermelho, um candidato acusado em três casos de homicídio e um homem condenado a 36 anos de prisão por posse ilegal de armas de fogo, que ainda pode recorrer. Mas pelo menos cinco pessoas que os procuradores estão tentando impedir de concorrer às eleições não tinham ligações conhecidas com grupos armados. O candidato a deputado Jacaré foi acusado de peculato e outros crimes. No caso de Jacaré, os procuradores argumentaram que “o processo democrático não pode ser sequestrado pelo crime organizado, seja ele armado ou não”. O desafio de distinguir medidas necessárias de excessos não passou despercebido aos candidatos que estão sendo impedidos de concorrer. “Se todas as pessoas que respondessem a qualquer tipo de processo ou inquérito não pudessem se candidatar, Lula não seria presidente da República e Flávio Bolsonaro não seria candidato”, disse o candidato a deputado federal Ney Santos (Republicanos-SP), cuja candidatura foi contestada por procuradores que alegam ligações com a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), em um vídeo publicado no Instagram. O tribunal eleitoral de São Paulo decidiu a favor de Santos, mas os procuradores disseram que vão recorrer. Santos não respondeu a um pedido de comentário. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula na eleição presidencial deste ano, está sendo investigado por corrupção, segundo documentos judiciais recentemente divulgados. Ele nega qualquer irregularidade. Ainda assim, os esforços dos tribunais contra o crime organizado encontraram apoio entre três especialistas em direito eleitoral consultados pela Reuters. O professor de direito eleitoral do Ibmec-SP Clever Vasconcelos afirmou que os tribunais estão respondendo a uma ameaça real ao adotar uma interpretação mais ampla das regras existentes. Ainda assim, acrescentou, o Congresso deveria alterar a lei para ampliar os motivos de inelegibilidade, a fim de dar aos esforços contra o crime organizado uma base jurídica mais sólida. No entanto, o Brasil enfrentou desafios nesse sentido mesmo

Contrato de Vorcaro previa até R$ 427 milhões a escritório de esposa de desembargador identificado como da ‘turma’ de Nunes Marques

Contrato de Vorcaro previa até R$ 427 milhões a escritório de esposa de desembargador identificado como da ‘turma’ de Nunes Marques

Contrato de Vorcaro previa até R$ 427 milhões a escritório de esposa de desembargador identificado como da ‘turma’ de Nunes Marques A atuação do escritório seria junto a causas da indústria sucroalcooleiro. Troca de mensagens mostram relação de intimidade entre “Turma do KN” e banqueiro. Por Márcio Falcão e Vinícius Cassela | g1 / TV Globo 22/09/2026 Presidente do TSE, Kássio Nunes Marques — Foto: Luiz Roberto/TSE Brasília – A Polícia Federal (PF) encontrou no celular do banqueiro Daniel Vorcaro mensagens e um contrato de prestação de serviços advocatícios entre o Banco Master e um escritório de advocacia para atuar em processos relacionados a precatórios. O documento, datado de março de 2024, é uma minuta de prestação de serviços com o escritório Queiroga, Vieira, Queiroz & Ramos, de Camilla Ramos, esposa do desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Se o escritório obtivesse êxito em todas as ações judiciais, que totalizavam R$ 8,5 bilhões, os honorários advocatícios pagos poderiam chegar a R$ 427 milhões. As informações foram publicadas pelo Metrópoles e confirmadas pelo g1. A atuação do escritório seria junto a causas da indústria sucroalcooleiro, com honorários de 5% líquidos sobre o valor recebido pelo banco em cada um dos processos. Alguns meses após a formalização do contrato, Vorcaro envia uma mensagem para lembrar Newton que haveria um “julgamento dia 4 [dezembro]” de seu interesse e é respondido pelo desembargador com “lembrei”, “tudo certo”. Posteriormente em junho do ano passado, a Polícia Federal encontrou mensagens trocadas pela advogada e esposa de Newton com o banqueiro em que ela comemora a vitória em um dos processos de interesse e tenta marcar um encontro com o desembargador para “falar rapidamente”. “Grande vitória hoje para as Usinas na 2a Turma do STF! Placar 3×2 a favor das Usinas, para não aplicar o Tema 826. E um excelente voto do Min Nunes Marques fazendo a distinção dos casos em que o título judicial trouxe os critérios da indenização”, afirmou Camila Ramos em 3 de junho de 2025. Contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia Queiroga, Vieira, Queiroz & Ramos — Foto: Reprodução “Turma do KN” As investigações apontam que Camila e Newton faziam parte da “Turma KN”, iniciais que seriam do ministro da Suprema Corte, Kassio Nunes Marques. Em nota, o ministro afirmou que “nunca autorizou ninguém a falar em nome dele” (leia mais abaixo). Dentre as mensagens identificadas no celular de Daniel Vorcaro estão conversas trocadas com a equipe de apoio do banqueiro em que é utilizada essa nomeclatura para se referir ao grupo de pessoas ligadas ao ministro. Em uma dessas mensagens, enviada pelo operador de viagens de Vorcaro em 20 de fevereiro de 2025, ele informa ao banqueiro que a “turma do KN/Newton” enviou seis nomes para adicionar a lista de um camarote que era bancado por Vorcaro durante o Carnaval no Rio de Janeiro e questiona se poderia. As mensagens ainda mostram que o Carnaval de 2025 de Newton e a Turma do KN foi bancado por Daniel Vorcaro. “Newton me chamou aqui para organizar as estadias em Salvador e Rio. Posso passar pra eles todas opcoes para ele escolher? Dos quartos Fasano Salvador e Rio….ilha Salvador, as 3 casas Joa?”, questiona o operador de viagens de Vorcaro. Além disso, em maio de 2025, dias antes do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovar a venda do Master para o Banco Regional de Brasília (BRB), uma assistente de Vorcaro envia uma mensagem do desembargador Newton Ramos pedindo uma “tarifa promocional” para o ministro Nunes Marques se hospedar no hotel Fasano. “Pode pegar e colocar na minha conta”, respondeu Vorcaro. Em outros momentos, Newton ainda manda mensagens para Vorcaro pedindo ingressos para um show em um hotel em São Paulo e para assistir à Fórmula 1. Precatórios O Banco Master comprou fatias milionárias de precatórios que estão na mira da Polícia Federal devido a suspeitas de que foram expedidos pela Justiça antes do fim dos processos. A prática seria irregular, porque a União ainda podia recorrer e contestar o valor das dívidas. O Master adquiriu o direito de receber os precatórios em 2023, por meio de fundos de investimento que lhe cederam os créditos. Os fundos eram administrados por empresas que hoje são investigadas na “Operação Compliance Zero”. 🔎Precatórios são dívidas que a União, estados ou municípios têm de pagar após decisões judiciais definitivas, quando não cabe mais recurso. O pagamento segue uma ordem cronológica e depende da inclusão dos valores no Orçamento público, o que pode levar anos — razão pela qual esses créditos acabam sendo negociados no mercado financeiro. 🔎No mercado financeiro, precatórios são comprados com desconto porque o pagamento pode demorar anos. Fundos e bancos apostam que, ao antecipar esses recursos a credores, poderão lucrar quando o poder público quitar a dívida integralmente no futuro. Em 1º de outubro de 2024, o ex-diretor jurídico do Master, Luiz Rennó, encaminha uma mensagem a Vorcaro dizendo que o banco teria saído vitorioso no processo da “Alcídia”, uma disputa sobre precatórios do setor sucroalcooleiro que o Master tinha participações. Rennó relata que os votos favoráveis foram os dos ministros Edson Fachin, Dias Toffoli e Nunes Marques e Vorcaro responde com um emoji. Na sequência, o ex-diretor jurídico envia o contato de Kevin Marques, filho do ministro Nunes Marques, com a seguinte mensagem: “Dominado aqui”. E encaminha uma imagem que não está disponível. Um dos diálogos indica supostos pagamentos a Kevin. Em 4 de julho de 2025, Rennó envia o contato do filho do ministro e questiona: “Esse aqui – 500 mil mês – mantém?”. Depois ri e diz: “Então esse aqui já era né”. No mês seguinte, Rennó envia a Vorcaro uma lista com consultorias e escritórios ligados a autoridades e questiona: “Alguma prioridade máxima?”. Vorcaro responde: “Consult? Guido e Lewandowski”. Sobre Consult, Rennó responde: “Muito importane tbem [sic]. Falei sobre renovação recente”. Em 8 de agosto de 2025, Rennó diz: “Dos pagamentos essenciais está faltando a consult”. Consult é uma empresa

Vorcaro firmou contrato com escritório de mulher de desembargador identificado como da ‘turma’ de Nunes Marques

Vorcaro firmou contrato com escritório de mulher de desembargador identificado como da 'turma' de Nunes Marques

Vorcaro firmou contrato com escritório de mulher de desembargador identificado como da ‘turma’ de Nunes Marques Kássio Nunes Marques diz nunca ter trocado mensagem com banqueiro e nega ter pedido algo; desembargador afirma que tinha relação pessoal com banqueiro, sem relação com sua função Por Mariana Muniz | O Globo 21/09/2026 O banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, em dezembro de 2019 — Foto: Ana Paula Paiva/Valor Brasília – Arquivos e mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) no celular de Daniel Vorcaro, do Banco Master, mostram que o banqueiro contratou o escritório de advocacia de Camilla Ramos, mulher do desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), para atuar em uma série de processos de interesse da instituição financeira. Nas conversas, Newton é identificado como da “Turma KN”, iniciais do ministro Kassio Nunes Marques, e aparece negociando favores com Vorcaro e pessoas ligadas a ele, como ingressos para assistir a uma corrida de Fórmula 1, show no Rosewood, luxuoso hotel da capital paulista, além de camarote vip na Marquês Sapucaí durante o carnaval do Rio. Em nota, Nunes Marques diz que “nunca votou a favor de Vorcaro do Master, nunca trocou mensagens com o banqueiro e nem pediu nada a ele”. “O ministro também nunca autorizou ninguém a falar em nome dele”, acrescenta o ministro. O escritório de Camilla Ramos, por sua vez, afirmou que sua atuação em defesa do Master ocorreu “regularmente, dentro dos limites legais e mediante a devida habilitação nos respectivos processos”. Já o desembargador Newton afirmou que mantinha uma relação pessoal com Vorcaro anterior aos fatos investigados. Segundo ele, pedidos relacionados a imóveis e transportes feitos ao empresário ocorreram no âmbito dessa relação privada e não tiveram relação com suas funções públicas. “Tratou-se de situação privada articulada com a profissional que presta serviços para o referido banco, sem qualquer vínculo com funções públicas. Por fim, nunca julguei qualquer causa de interesse do Banco Master”, disse ele. Em um dos diálogos, uma funcionária identificada no celular de Vorcaro como Ana Matos, da área de marketing do Master, afirma ter recebido um pedido do desembargador para um preço “promocional” pela hospedagem de Nunes Marques no hotel Fasano, de São Paulo. “Oi Ana, tudo bem? Ministro Kassio me pediu para ver se vocês conseguem para ele uma tarifa promocional para o Fasano. Só uma diária. Entrando sexta e saindo sábado”, diz a mensagem encaminhada por ela, em maio de 2025. Na sequência, a funcionária escreveu a Vorcaro: “Recebi essa msg do Newton. Ok por vc?”. O banqueiro respondeu: “Pode pegar e colocar minha conra [sic]”. Um segundo depois, corrigiu: “Conta”. Ana respondeu: “Ok”. Em outro diálogo, de 24 de outubro de 2024, Newton pede a Vorcaro para “ver a questão da F1”. “Tudo tranquilo. Era só para te pedir para ver a questão da Fórmula 1 para mim”. O banqueiro então repassa o contato da mesma funcionária da área de marketing e escreve ao desembargador: “Claro. Pede para aquela mesma turma. Sobre o kit, fala com a Ana. Veja quantos precisa e avisa ela”. O pedido foi feito dez dias antes do Grande Prêmio de F1 realizado no autódromo de Interlagos, em São Paulo. Antes, em maio do mesmo ano, Newton já havia procurado Vorcaro solicitando entradas para outro evento na capital paulista. Na ocasião, enviou mensagem ao banqueiro questionando: “To aqui em SP. Não consegue acesso para mim para esse show hoje no Rosewood”. Desta vez, porém, Vorcaro responde que iria ver. Cerca de três horas depois, o desembargador volta ao assunto: “Alguma notícia? Complicado pelo horário, não? A mulher que fica perguntando aqui kkk”. O banqueiro responde: “Kkkk to tentando. Eu não comprei nada desse evento”. Ao que Newton explica o motivo do pedido: “Ciro me disse que você mandava lá kkkk”. Além dos pedidos feitos diretamente a Vorcaro, as mensagens mostram que outros favores relacionados a Newton e à “turma do KN” chegavam a Vorcaro. Em um deles, um contato identificado como Leo Serrano, que seria uma espécie de operador de logística do banqueiro, repassa um pedido para acesso a um camarote na Marquês de Sapucaí em fevereiro deste ano. “Dani, turma do KN/Newton me mandou aqui 6 nomes para colocar na lista do Camarote. Posso encaminhar isso lá pra lista do Camarote, neh?”, questiona ele. Em seguida, encaminha mensagem com orientações sobre o passo a passo para que os convidados possam ter acesso ao local. Além das mensagens, um arquivo encontrado no celular de Vorcaro mostra que o Master firmou contrato com o escritório da mulher de Newton que estabelecia honorários equivalentes a 5% de todo o benefício econômico bruto obtido pelo banco em ações relacionadas a precatórios do setor sucroalcooleiro. O documento e as mensagens foram revelados pelo site Metrópoles e confirmados pelo GLOBO. Uma planilha também encontrada no celular de Vorcaro atribui aos créditos relacionados no contrato um valor de aproximadamente R$ 8,5 bilhões. Aplicado o percentual previsto no acordo, a remuneração potencial do escritório chegaria a cerca de R$ 427 milhões. As mensagens encontradas no aparelho de Vorcaro mostram que Camilla Ramos acompanhava um julgamento no Supremo relacionado à controvérsia jurídica envolvendo esses créditos. Em junho de 2025, a advogada enviou uma mensagem a Vorcaro classificando a manifestação de Nunes Marques em um caso que poderia impactar nos processos de interesse do banco como “excelente”. O julgamento citado não tinha o Banco Master como parte, mas discutia uma tese jurídica que poderia repercutir sobre outros processos envolvendo indenizações do setor sucroalcooleiro. Os ministros Dias Toffoli e Edson Fachin votaram no mesmo sentido de Nunes Marques nesse caso, enquanto Gilmar Mendes e André Mendonça divergiram. Nunes Marques havia inicialmente se declarado impedido de participar do julgamento porque atuara no processo quando integrava o TRF-1, a mesma Corte de Newton. Depois, voltou atrás e participou da análise. “(O ministro) compreendeu que tecnicamente não estava impedido, por se tratar de tese ampla, pediu retificação à Secretaria e acabou votando”, diz a nota da assessoria do magistrado. Ao GLOBO, Nunes Marques nega

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