BRB comprou R$ 1,5 bilhão em fundos da Reag após Carbono Oculto

BRB comprou R$ 1,5 bilhão em fundos da Reag após Carbono Oculto Documentos exclusivos obtidos pelo Metrópoles revelam que ativos têm mesma característica da fraude investigada pela PF na Carbono Oculto Por Demétrio Vecchioli e Isadora Teixeira | Metrópoles 07/04/2026 07:07 Arte/Metrópoles O Banco de Brasília (BRB) comprou R$ 1,5 bilhão em ativos que pertenciam ao Master e estavam investidos em fundos administrados pela Reag. As transações aconteceram depois que esta instituição financeira já havia sido alvo da Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, que investigava a utilização de fundos da Reag pelo PCC para lavar dinheiro. Boa parte dos ativos comprados pelo BRB – na verdade, admitidos em troca de devolução de carteiras fraudadas do Credcesta – tem as mesmas características de “fundo sobre fundo” apontadas pela PF como parte da fraude investigada na Carbono Oculto e que viria a causar a liquidação da Reag, e do próprio Master, em novembro de 2025. Documentos obtidos com exclusividade pelo Metrópoles, a partir da Lei de Acesso à Informação (LAI), mostram que as compras foram aprovadas pelas instâncias decisórias do BRB e pagas pelo Banco de Brasília antes da produção dos pareceres de risco que apontavam a semelhança com o que era investigado na Carbono Oculto. Quatro operações foram realizadas a toque de caixa, todas elas concluídas no dia 30 de setembro de 2025, a tempo de aparecerem nos balanços de terceiro trimestre tanto do BRB quanto do Master. O Banco de Brasília se livrava de carteiras sabidamente podres do Credcesta e as trocava por ativos que tinham aparência de serem saudáveis. Parecer assinado em 24 de setembro pela Diretoria de Finanças e Controladoria (Dific) e pela Superintendência de Operações Financeiras (Suope) do BRB aponta que a situação “impunha ao BRB postura ainda mais diligente na condução da proposta“. Havia “risco elevado e prazo exíguo” para avaliar os ativos que o Master oferecia para resolver o problema. Ainda assim, tudo foi aprovado. Sociedade do BRB com Roberto Justus explicada Em um dos negócios, o BRB comprou, por R$ 350 milhões, 100% das cotas do fundo FIP SH, que era dono de 30% das ações da Stellcorp, empresa de casas modulares. Isso explica como o BRB tornou-se sócio de Roberto Justus, que descobriu isso em janeiro de 2026, como ele próprio afirmou. Para fechar negócio rapidamente, foi combinado desconto de 33,25% no valor das ações, com cláusula que beneficiava o Master: se o BRB vendesse as ações no futuro por um valor mais alto, os dois dividiriam os lucros. Já o risco de desvalorização ficava todo com o BRB. O parecer conjunto de cinco superintendências do BRB apresenta diversas ponderações. Entre os alertas, estava o fato de que o fundo era administrado pela Reag e o Banco de Brasília ficaria a mercê dos interesses de uma entidade investigada na Carbono Oculto. O documento da área técnica do BRB também advertiu que o Master estava envolvido em “múltiplas investigações e com risco elevado de solvência”. Isso sem contar que o fundo investia em um único ativo, de baixa liquidez e rentabilidade incerta. As superintendências do BRB destacaram que o fundo era do tipo exclusivo com um único cotista: “Uma situação indesejável para fins de PLD/FTP (Prevenção à Lavagem de Dinheiro e Combate ao Financiamento do Terrorismo)“, já que omitia o beneficiário final do fundo, que passaria a ser o BRB. Tanto é que o próprio “dono” da Stellcorp, Roberto Justus, não sabia quem era seu sócio. Fundo inflado artificialmente Também em 30 de setembro de 2025, o Master pagou R$ 300 milhões pela compra de 83% das cotas do fundo FIP Trevi, que, por sua vez, era dono de 30% do patrimônio do FIP Novo Bairro. A aquisição aconteceu apesar de o BRB não ter ideia de onde o dinheiro chegava, já que documento mais recente do FIP Novo Bairro, também administrado pela Reag, havia sido enviado à Comissão de Valores Mobiliários um ano antes, citando carteira de R$ 300 milhões. Reportagem do Estadão mostrou que o FIP Novo Bairro investia na Novo Bairro S/A, empresa constituída para construir um condomínio em São Paulo a partir de empréstimos do Master. Em agosto – logo, na véspera do negócio citado nesta matéria –, a Reag alterou artificialmente a avaliação do patrimônio líquido do Novo Bairro S/A, de R$ 400 mil para R$ 1,7 bilhão. Assim, se o negócio tivesse sido feito em agosto, o BRB teria recebido 25% de um fundo que valia R$ 400 mil – logo, R$ 100 mil. Em 30 de setembro, com o valor do empreendimento corrigido artificialmente, os mesmos ativos valiam R$ 423 milhões, tendo sido comprados com “desconto” por R$ 300 milhões. Fundo sobre fundo sobre fundo… Outros R$ 315 milhões foram destinados à compra de 70% das cotas do Fundo de Investimento Imobiliário (FII) Brazil Realty, administrado pela Reag. Um dos relatórios da área técnica alertava que o fundo tinha estrutura “altamente concentrada e composta por ativos com baixa visibilidade pública”. Tratava-se de uma ampla cadeia de fundos sobre fundos, explicada no gráfico abaixo, que desencadeava em diversos projetos imobiliários na região de Belo Horizonte (MG), reduto da família Vorcaro. Na prática, o Master oferecia um terreno onde a família Vorcaro pretendia lançar, este ano, um projeto do Minha Casa Minha Vida, denominado Mountain View; o projeto de um hospital em Nova Lima, um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) da própria Reag; e 100% de um terreno urbano de 76 mil m² em Contagem, avaliado em R$ 300 milhões. Chama a atenção o laudo de precificação desse terreno, que calculou cada metro quadrado a R$ 3,9 mil a partir de pesquisa que mostrava como exemplo outro imóvel na mesma cidade com o metro quadrado cotado a R$ 984 – quatro vezes menos. Isso apesar de o terreno que agora pertence ao BRB ser menos atrativo: tem uma das laterais em curva, faz divisa com a linha do trem e só uma pequena frente que dá para a avenida. A quarta operação envolvendo a Reag foi a compra, por R$ 350 milhões, das ações do fundo Strelitzia FIP, dono de 39%
O onipresente

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Como Davi Alcolumbre opera – na luz e nas sombras Por Allan de Abreu e Camille Lichotti | Piauí 31/03/2026 Como Davi Alcolumbre opera – na luz e nas sombras O senador Davi Alcolumbre é um bonachão. Gosta de boa comida, boa bebida, música alegre. Na juventude, depois de encerrar o expediente na loja dos seus pais, a Shalom Autopeças, ligava as caixas de som automotivo e convocava os amigos para uma festa com música alta e bebida farta ali mesmo, na calçada da loja. Na Câmara, onde exerceu três mandatos de deputado de 2003 a 2015, costumava escapar das sessões plenárias para tomar vinho e confraternizar em restaurantes de Brasília, em especial no Dom Francisco, local tradicional da capital. Quando voltava de suas andanças pelo interior do seu estado, o Amapá, divertia os colegas mostrando vídeos das viagens, nos quais aparecia dançando brega e tecnobrega, dois ritmos populares na região. Quando foi eleito para a presidência do Senado pela primeira vez, Alcolumbre agradeceu o apoio abraçando e beijando testas e mãos dos aliados. “Ele visita meu gabinete e se deita no sofá”, descreve o senador Plínio Valério (PSDB-AM), que já teve entreveros com o colega. “Você vai ficar com raiva do cara que te abraça e beija sua mão?” Um dia, Alcolumbre se desentendeu com uma senadora e, semanas depois, apareceu num evento organizado pelo filho dela – e se esbaldou. Em que pese a desvantagem de seus quilos generosos, vestiu calção, chuteira, meião e entrou em campo. “Ele corria de um lado para o outro. É uma coisa que alegra, que gera simpatia pela pessoa”, diz o ex-senador Antonio Anastasia, hoje no Tribunal de Contas da União. Como a política pune a arrogância e premia a simpatia, Alcolumbre tem sido um sucesso em Brasília. Depois de exercer apenas metade do mandato de vereador em Macapá, mudou-se para a capital federal ao ser eleito deputado. Em 2015, após três mandatos, trocou a Câmara pelo Senado quando venceu a eleição com 36% dos votos. Em 2019, aos 41 anos, tornou-se o mais jovem presidente do Senado, derrotando o veterano Renan Calheiros (MDB-AL). Encerrou o mandato em 2021 e, no ano passado, voltou à presidência da Casa. Com sua figura de aparência despreocupada, conta piadas, atende pequenos e grandes pleitos e leva sorvete de açaí e cupuaçu para sobremesa nos almoços com colegas. Comerciante de origem, ele tem prazer em satisfazer o cliente. Um dia, uma assessora parlamentar do Ministério da Educação enfrentava dificuldades com o trâmite burocrático de sua licença-maternidade e recorreu à ajuda do senador, então vice-líder do governo de Michel Temer. Alcolumbre marcou uma reunião com um alto funcionário do MEC e intercedeu em favor da servidora. Deu certo. Em outra ocasião, mais recente, distribuiu canetas de Mounjaro aos colegas que duelavam com os quilos extras quando o medicamento nem circulava livremente no Brasil e custava mil reais a unidade. Esse é um Davi Alcolumbre, o bonachão. Há outro. Ao alto funcionário do MEC com quem tratou da licença-maternidade, pediu o favor embalado numa ameaça: “Vai ser ruim para você negar um pedido do vice-líder do governo, em pleno mês das mulheres”, disse, segundo uma testemunha, relacionando o pedido ao mês de março, época em que a conversa ocorreu.* Era uma modesta mostra de como Alcolumbre explora o peso do seu poder. Segundo o portal uol, as canetas Mounjaro de que dispunha eram um presente de um personagem radioativo, o empresário Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, hoje foragido da Justiça por falcatruas no mercado de combustíveis e suspeitas de ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), a maior organização criminosa do país. Era, outra vez, uma modesta mostra de sua rede explosiva de relações pessoais. Alcolumbre começou sua carreira no PDT, mas logo aderiu à direita, filiando-se ao PFL, que deu origem ao DEM, que, por sua vez, virou União Brasil, essa legenda que aparece em onze de cada dez escândalos nacionais. Na transição entre o DEM e o União Brasil, quando a direita e a extrema direita varreram as urnas do país, sua vida política tomou um impulso decisivo. De início, como deputado federal, Alcolumbre restringia-se à política miúda. Integrava o chamado baixo clero, formado pela massa de parlamentares que atuam com a precisão das águias na defesa de seus interesses, mas não têm voz nas grandes questões nacionais. Logo na estreia em Brasília, seu nome apareceu em gravações interceptadas pela Polícia Federal, nas quais o então prefeito de Macapá e um empresário atribuíam ao jovem deputado a definição de valores de emendas parlamentares destinadas a obras públicas com licitações fraudulentas. A investigação não avançou. Em 2013, reapareceu em interceptações telefônicas, desta vez em conversa com o doleiro Fayed Traboulsi, participando de um esquema de lavagem de dinheiro e desvios de fundos de pensão. As provas acabaram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal. Ainda na sua época de deputado, uma reportagem publicada no jornal O Estado de S. Paulo mostrou que Alcolumbre usava toda a verba de combustível do seu gabinete (9,3 mil reais mensais, em valores atualizados) em postos de propriedade do seu tio Salomão, uma prática proibida por lei. Seu gabinete respondeu que a família era dona de cerca de 70% dos postos do Amapá, “sendo inviável não abastecer na empresa de parentes”. (Ainda hoje, em plena era do Pix, alguns postos da família só aceitam pagamento em dinheiro vivo.) Na Câmara, um de seus primeiros projetos foi batizar o Aeroporto Internacional de Macapá com o nome de outro tio, Alberto Alcolumbre, já falecido. Mas sua principal ocupação era servir de mensageiro do ex-presidente José Sarney, seu mentor e aliado no Amapá. Alcolumbre frequentava ministérios e gabinetes, resolvendo demandas do ex-presidente. Era convidado para as reuniões, festas e jantares na casa de Sarney, nos quais não dava palpite, mas observava a atuação dos cardeais da política. (Seu maior ídolo já
Flávio Bolsonaro chefiava esquema de corrupção em hospitais do Rio, denuncia deputado (VIDEO)

Flávio Bolsonaro chefiava esquema de corrupção em hospitais do Rio, denuncia deputado (VIDEO) Otoni de Paula (MDB) diz que desde nomeações até empresas que venciam licitações tinham que passar pelo crivo do senador, e afirmou ainda que “latrina de imoralidades virá à tona” assim que a campanha começar Por Henrique Rodrigues | Revista Fórum 30/03/2026 17:28 O deputado federal Otoni de Paulo e o senador Flávio Bolsonaro: Fotos: YouTube e Lula Marques/Reprodução O deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ), figura influente na poderosa bancada evangélica e nome sempre presente nas decisões políticas do bolsonarismo durante a presidência do líder extremista hoje condenado por golpe de Estado, resolveu não fazer rodeios e explicar porque a todo tempo se manteve contrário à indicação do nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato da extrema direita nas eleições deste ano: ele seria um criminoso corrupto que chefiaria um esquema na saúde pública federal de seu estado natal, afirma. As declarações foram dadas no programa Amado Mundo, apresentado pelos jornalistas Guilherme Amado e Beatriz Bulla, disponível no YouTube e em outras plataformas. Sem papas na língua, Otoni começou dizendo que não demorará muito para “uma lama, uma latrina de imoralidades vir à tona” e destruir a reputação de Flávio. Para o parlamentar, o que se passava na saúde pública federal do Rio nos anos do governo de Jair Bolsonaro é de conhecimento público e muita gente já está a par de tudo, esperando apenas o momento certo para trazer os fatos ao conhecimento público. “O que eu sei é o que corre nas calçadas do Rio de Janeiro, então não me peça provas, não me peça elementos até porque eu não sou investigador da Justiça… O que se comenta nos corredores da política do estado do Rio de Janeiro e é uma realidade é que, enquanto os hospitais federais estiveram na gestão do governo Bolsonaro, quem cuidou dessa gestão e quem inclusive indicava nomeados na estrutura dos hospitais federais do Rio de Janeiro, tudo passava pelo senador Flávio Bolsonaro… Toda a estrutura de poder e de indicação política, e as empresas que participariam de licitações, ou que ganhariam, ou que perderiam, enfim, tudo isso estava dentro do grupo cujo cabeça era o senador Flávio Bolsonaro, tá certo? E é isso que a política do Rio de Janeiro sabe, é isso que os deputados do Rio de Janeiro sabem… Agora, o que eu tenho recebido de notícias também é que todo esse possível esquema armado durante o governo Bolsonaro já está nas mãos do PT, do atual governo, e que vai explorar isso como um teatro de horrores a céu aberto mostrando a verdadeira face corrupta, e também criminosa, porque corrupção é crime, do senador Flávio Bolsonaro”, disse Otoni de Paula. Para ele, o que ocorrerá com Flávio Bolsonaro em pouco tempo é inevitável, já que as supostas falcatruas estão nas mãos dos adversários políticos e autoridades. “Por mais que o senador Flávio Bolsonaro desponte nas pesquisas hoje, já em algumas à frente do atual presidente da República, e repito, a quem nunca dei meu voto ou votei em seu partido, mas a despeito hoje do senador Flávio Bolsonaro estar em algumas pesquisas despontando à frente do atual presidente, eu não tenho dúvida nenhuma que a fragilidade, sua fragilidade moral, fará com que ele não se sustente por muito tempo à frente de nenhuma pesquisa… E por isso eu fui contra essa indicação do senador Flávio Bolsonaro por seu pai, o ex-presidente Bolsonaro”, completou o parlamentar da bancada evangélica. Veja a declaração de Otoni de Paula a partir de 29”38: https://www.youtube.com/watch?v=49EO8-dSLsg Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalFlávio BolsonaroMDB Movimento Democrático BrasileiroPL Partido LiberalRio de Janeiro RJSenadorVIDEO AUDIO Delegados da PF pedem que Gonet se declare impedido em atos no caso Master 05/09/2026 Relatório usado por Moraes não poderia circular fora da PF, diz chefe de entidade dos delegados 05/09/2026 Moradora denuncia condições de área de espera em pronto-socorro de Macaé: ‘Ficamos no sol’ 04/09/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users)
Ualid Rabah classifica Tabata Amaral como “capanga do sionismo”

Ualid Rabah classifica Tabata Amaral como “capanga do sionismo” Presidente da Fepal critica projeto de deputada sobre antissemitismo e diz que proposta favorece interesses de Israel e pode limitar o debate político Por 247 30/03/2026 Ualid Rabah classifica Tabata Amaral como “capanga do sionismo” (Foto: Divulgação | Pablo Valadares/Agência Câmara) O presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal), Ualid Rabah, fez duras críticas à deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) após a apresentação do Projeto de Lei 1424/2026, que propõe a adoção de uma definição internacional de antissemitismo. Em publicação nas redes sociais, Rabah classificou a parlamentar como “capanga do sionismo” ao comentar a iniciativa. A manifestação foi divulgada pela própria Fepal e ocorre em meio à repercussão do projeto apresentado na Câmara dos Deputados do Brasil, que estabelece parâmetros para políticas públicas com base na definição da Aliança Internacional para Memória do Holocausto (IHRA). A proposta tem gerado controvérsia por, segundo críticos, abrir margem para restringir críticas ao Estado de Israel. Na publicação, Rabah afirma que a deputada “requenta projeto da Mordaça Sionista no Brasil” e a descreve como “uma espécie de ‘office boy VIP’ do sionismo no Brasil”. Segundo ele, “Tabata Amaral (PSB-SP) protocolou o projeto de lei 1424/26, uma versão recauchutada da PL da Mordaça Sionista, a mando de ‘israel’”. O dirigente também critica diretamente a adoção dos critérios da IHRA, organização que, segundo ele, é um “lobby sionista”. Na mesma declaração, sustenta que a definição proposta “é criticada no mundo inteiro por alargar o conceito de antijudaísmo para blindar ‘israel’ e suas políticas genocidas de críticas”. Rabah menciona ainda que, no Brasil, o Conselho Nacional de Direitos Humanos já se posicionou contra a definição. De acordo com ele, o órgão classificou o conceito como “inconstitucional” e afirmou que a formulação “introduz conceitos distorcidos de antissemitismo para perseguir e condenar quem se manifesta contrário às políticas do Estado de Israel”. A Fepal também lamentou o apoio de parlamentares que, segundo a entidade, já denunciaram ações militares na Faixa de Gaza. Na nota, Rabah declarou: “A FEPAL lamenta que entre os signatários do Projeto de Lei estejam parlamentares progressistas, que já denunciaram o genocídio em Gaza, e esperamos que retirem suas assinaturas, sob pena de manchar as mãos com o sangue das crianças palestinas exterminadas por ‘israel’”. Projeto gera controvérsia no Congresso O Projeto de Lei 1424/2026, apresentado por Tabata Amaral e outros parlamentares, propõe definir o antissemitismo no Brasil com base em critérios internacionais da IHRA. O texto prevê que manifestações antissemitas podem ter como alvo o Estado de Israel, “encarado como uma coletividade judaica”. Ao mesmo tempo, a proposta ressalva que críticas ao país, quando semelhantes às dirigidas a outras nações, não devem ser consideradas antissemitas. Na justificativa, os autores afirmam que o objetivo é orientar políticas públicas e combater o racismo, sem restringir o debate político ou a liberdade de expressão. Apesar disso, a iniciativa tem sido alvo de críticas de diferentes setores, que veem risco de equiparação entre antissionismo — oposição política ao Estado de Israel — e antissemitismo. Entre os críticos está o jornalista Breno Altman, que fez ataques diretos aos parlamentares envolvidos. “Tabata Amaral (PSB-SP), Heloísa Helena (REDE-RJ) e Vander Loubet (PT-MS) são subscritores do PL 1424/2026, que equipara antissionismo e antissemitismo, adotando regras da IHRA, da qual Lula retirou o Brasil. Não se envergonham de serem cúmplices do Estado genocida de Israel?”, afirmou. Altman também destacou a adesão de deputados do PT ao projeto: “Seis deputados do PT assinam o Projeto de Lei 1424/2026, que equipara antissionismo e antissemitismo: Alexandre Lindenmeyer (PT/RS), Ana Paula Lima (PT/SC), Luiz Couto (PT/PB), Reginaldo Lopes (PT/MG), Vander Loubet (PT/MS) e Welter (PT/PR). Esse comportamento é um vil insulto”. Notícia anteriorPróxima notícia Deputada FederalDeputado FederalPL Projeto de LeiPresidente da RepúblicaPSB Partido Socialista BrasileiroPT Partido dos TrabalhadoresREDE Rede Sustentabilidade Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM na Pavuna: ’23 tiros não é ordem de parada’, diz irmã 22/04/2026 Após médica baleada, motoristas relatam medo na Transolímpica: ‘A gente não vê policiamento’ 22/04/2026 Dez PMs do Bope viram réus por invasão de casas e uso irregular de câmeras em operação na Maré 21/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Escândalo do Master assombra Brasília, expõe autoridades e pode contaminar eleição

Escândalo do Master assombra Brasília, expõe autoridades e pode contaminar eleição Expectativa por delação premiada de Daniel Vorcaro deixa em suspense mundo político; apenas uma fração do material apreendido pela PF foi periciada Por Andrea Jubé e Tiago Angelo | Valor 29/03/2026 20:09 Foto: Victor Moriyama/Bloomberg Um ano após o anúncio da tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), a expectativa de uma delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro deixa em suspense o mundo político, impacta as sessões do Congresso, expõe o Supremo Tribunal Federal (STF) a uma grave crise e tem potencial para contaminar a eleição presidencial. O caso desencadeou o maior escândalo político e financeiro da República, atingindo políticos influentes, autoridades dos três Poderes e altos funcionários do Banco Central (BC). A investigação da Polícia Federal (PF) revelou a existência de uma “organização criminosa” liderada por Vorcaro, nas palavras do ministro André Mendonça, atual relator do caso no STF. Preso desde 4 de março, o ex-banqueiro é investigado pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, obstrução da Justiça e contra o sistema financeiro. Ele mudou de advogado recentemente para articular uma colaboração premiada. Fabiano Zettel, pastor, empresário e cunhado de Vorcaro, também está detido e demonstrou disposição de delatar. Vorcaro assumiu o controle do Master em 2019, ainda no governo de Jair Bolsonaro, quando o empresário recebeu autorização do Banco Central (BC), depois de três negativas, para comprar o então banco Máxima, depois rebatizado como Master. À época, Roberto Campos Neto estava no primeiro ano da presidência no BC. Nos anos seguintes, o Master teve rápido crescimento e os negócios e relações de Vorcaro no meio empresarial e na política se expandiram, incluindo ex-ministros de Bolsonaro como Ciro Nogueira (PP). No fim de 2023, já no atual governo e ainda na gestão de Campos Neto, o BC começou a fechar o cerco sobre o Master, mas a decisão final sobre a liquidação extrajudicial da instituição só ocorreria quase dois anos depois, em novembro de 2025. Há quem entenda no mercado que o BC demorou a agir. Procurado, Campos Neto não se manifestou. A quebra do sigilo dos celulares de Vorcaro, analisados pela PF e pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), revelou diálogos mantidos com sua ex-noiva Martha Graeff, nos quais ele menciona contatos com políticos e autoridades. Em uma das mensagens, o ex-banqueiro diz que esteve em reunião na residência oficial do Senado em 3 de agosto de 2025. Sem citar nominalmente o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), relata que o encontro “foi até meia-noite” e que “terça teremos outra [reunião]”. Um dia antes, ele disse à então namorada que havia se encontrado no aeroporto com “Hugo” — possível referência ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). “Como presidente da Câmara, eu sempre mantive agenda aberta para ouvir diferentes pessoas, grupos empresariais de diversas atividades econômicas, pois essa é uma das funções do cargo”, disse Motta em nota, acrescentando que seu dever é trabalhar na Casa pela aprovação de propostas de interesse do país. “Sem dúvida estamos em um momento que exige responsabilidade e atenção de todas as instituições, e eu confio plenamente na condução das investigações pelas diferentes instâncias —Supremo Tribunal Federal, Polícia Federal, Ministério Público —, que estão trabalhando com autonomia e diligência.” Em outro diálogo, surge o nome do presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), citado por Vorcaro como “um dos meus grandes amigos de vida”. Nogueira foi autor da chamada “emenda Master”, que sugeria elevar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A proposta foi rejeitada, mas Vorcaro celebrou com Martha a apresentação do texto: “Ciro soltou um projeto de lei agora que é uma bomba atômica no mercado financeiro! Ajuda os bancos médios e diminui o poder dos grandes!”. Procurado, Nogueira disse em nota que “mantém diálogos por mensagens com centenas de pessoas, o que não o torna próximo apenas por, eventualmente, interagir com elas”. Afirmou que está tranquilo quanto às investigações relativas a Vorcaro porque não manteve “qualquer conduta inadequada”. Sobre a emenda, alegou que a cobertura do FGC está congelada no mesmo valor há dez anos, e que precisa ser corrigida para proteger os correntistas. Outra liderança é o presidente do União Brasil, Antonio Rueda. Em um diálogo, o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, diz a Vorcaro que falou com o político sobre a transação e que ele queria se encontrar com o então banqueiro. A revista Piauí mostrou que o escritório de Rueda advogou para o Master, o que foi confirmado pelo líder do União. Um e-mail recebido pelo ex-banqueiro também mostrou que um helicóptero contratado por ele transportou Nogueira e Rueda para o autódromo de São Paulo para assistirem ao Grande Prêmio de Fórmula 1. Na esfera do Executivo, veio à tona reunião, fora da agenda oficial, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com Vorcaro, da qual participaram outras autoridades, como o presidente do BC, Gabriel Galípolo, e ministros. Em entrevista ao UOL, Lula disse que recebeu o então banqueiro atendendo a pedido do ex-ministro Guido Mantega. “O que eu disse para ele: ‘Não haverá posição política pró ou contra o Banco Master. O que haverá será uma investigação técnica, feita pelo Banco Central’”, disse Lula. Do círculo próximo do presidente, Vorcaro também contratou serviços de advocacia do escritório do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski. Em nota, Lewandowski informou que, após deixar o STF, em abril de 2023, voltou a advogar. “Além de vários outros clientes, prestou serviços de consultoria jurídica ao Banco Master”, confirmou. Ao ser convidado para assumir o ministério, em janeiro de 2024, afastou-se do escritório e suspendeu seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O Supremo foi igualmente dragado para a crise do Master. Em fevereiro, Dias Toffoli, então relator das investigações sobre o banco, teve que se afastar do caso e, posteriormente, se declarar suspeito. O ministro, junto com familiares, é dono da Maridt, empresa
Com eleição questionada na Justiça e boicote da oposição, Douglas Ruas é eleito presidente da Alerj e deve assumir o governo do RJ

Com eleição questionada na Justiça e boicote da oposição, Douglas Ruas é eleito presidente da Alerj e deve assumir o governo do RJ Quarenta e seis deputados de 70 estiveram presentes na Alerj. Por André Coelho Costa, Henrique Coelho e Rafael Nascimento | TV Globo e g1 Rio 26/03/2026 O deputado estadual Douglas Ruas durante eleição da Alerj nesta quinta-feira (26) — Foto: Octacílio Barbosa/Alerj Em uma eleição extraordinária boicotada e quesitonada judicialmente pela oposição, o deputado Douglas Ruas (PL) foi eleito o novo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nesta quinta-feira (26). Com a vitória, de acordo com a linha sucessória, Douglas deve assumir também o cargo de governador em exercício do Rio, cargo ocupado nesta quinta por Ricardo Couto, presidente do TJRJ. Douglas tinha sido anunciado pré-candidato ao governo do estado pelo PL em fevereiro. Quarenta e sete deputados, em um total de 70, estavam presentes na votação, que foi convocada no fim da manhã pelo então presidente em exercício da Alerj, Guilherme Delaroli (PL). Douglas foi eleito com 45 votos. A votação foi aberta, com definição por maioria absoluta. Com a renúncia de Cláudio Castro e a cassação de Rodrigo Bacellar, o presidente da Alerj também será o governador. Após o resultado, alguns deputados aplaudiram Ruas e outros gritaram “golpista”. No fim da tarde, a Alerj publicou um Diário Oficial Extra com a ata da sessão, oficializando a eleição de Douglas Ruas como presidente da Casa. A oposição tenta barrar judicialmente a eleição. Cotado para disputar a presidência da Alerj, o deputado Chico Machado (PSD) anunciou que desistiu da candidatura ao comando da Casa. Entre os argumentos da ação que tenta barrar a eleição desta quinta na Alerj, estão críticas ao fato da marcação da eleição antes da retotalização dos votos determinada pelo TSE depois da cassação de Bacelar. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) marcou para terça-feira (31) a retotalização dos votos que vai alterar a composição da Alerj, após a cassação de Rodrigo Bacellar e a anulação dos 97 mil votos obtidos por ele. Com a retirada dos votos de Bacellar, a Justiça Eleitoral precisa refazer o cálculo do quociente eleitoral, número que define quantas cadeiras cada partido ou federação tem direito na Alerj. Esse cálculo considera o total de votos válidos dividido pelo número de vagas disponíveis. A partir daí, é feita uma nova distribuição das cadeiras entre os partidos. Na prática, isso significa que a mudança pode ir além da vaga de Bacellar e alterar a composição da Assembleia, levando em conta deputados suplentes dos partidos. Quem é Douglas Ruas Ruas é bacharel em Direito, pós-graduado em Gestão Pública e servidor concursado da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Entre 2017 e 2018, Douglas Ruas foi subsecretário de Trabalho de São Gonçalo (RJ), cidade onde seu pai, Capitão Nelson (PL), é prefeito. Nos dois anos seguintes, foi superintendente regional do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), entre 2019 e 2020. Em 2021, assumiu a Secretaria de Gestão Integrada e Projetos Especiais em São Gonçalo. Em 2022, foi eleito deputado estadual no Rio de Janeiro, com a segunda maior votação, com 175.977 votos. Douglas Ruas declarou à justiça eleitoral um patrimônio de R$ 1,2 milhão em 2022. Na sua atuação como deputado, Ruas tem apenas oito projetos de lei apresentados na Alerj, nenhum deles relacionados a polêmicas. Sua participação na Alerj está relacionada à atuação como Secretário de Estado das Cidades, cargo que ocupou de setembro de 2023 a março de 2026. A pasta das Cidades é responsável por investir em obras em parceria com prefeituras de todo o Estado. Por que houve esta eleição A Alerj estava sem um presidente titular desde 8 de dezembro, quando Rodrigo Bacellar (União Brasil) foi preso pela Polícia Federal (PF), a mando do Supremo Tribunal Federal (STF), suspeito de vazar informações para o então deputado TH Joias. Na semana seguinte à prisão, o plenário da Alerj votou para soltar Bacellar, mas o ministro Alexandre de Moraes determinou o afastamento do deputado da presidência da Casa. Bacellar, então, pediu sucessivas licenças do mandato, e a Alerj foi presidida por Guilherme Delaroli, o vice. Na última terça-feira (24), Bacellar foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas por outro motivo — a condenação por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, dentro do “escândalo do Ceperj”. Por maioria de votos, os ministros do TSE entenderam que houve uso indevido da máquina pública por Cláudio Castro, Thiago Pampolha e Rodrigo Bacellar. As suspeitas envolvem a Fundação Ceperj e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), com a contratação de milhares de pessoas sem concurso e salário em espécie, pago na boca do caixa. No Legislativo, o vice não assume de vez a vaga do titular e só pode ocupar o cargo interinamente. Uma vez cassado o mandato de Bacellar, é necessário realizar uma nova eleição para a Mesa Diretora. Por que essa eleição interfere no Palácio Guanabara A eleição desta quinta-feira vai interferir no governo do RJ. Desde segunda-feira (23), o estado é governado pelo desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o 1º numa linha sucessória repleta de desistências. Cláudio Castro renunciou ao mandato numa tentativa de reverter o julgamento no TSE. O então governador acreditava que, uma vez abrindo mão do cargo, não haveria o que cassar, e a ação seria extinta. Mas o TSE manteve o julgamento e o condenou, impondo uma inelegibilidade de 8 anos. A medida abrangeria a chapa inteira, mas o vice de Castro, Thiago Pampolha, renunciou muito antes, em maio do ano passado, para virar conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). Sem governador (Castro renunciou), vice (Pampolha renunciou) e presidente da Alerj (Bacellar cassado), o próximo da lista era Couto. Recontagem levantou dúvidas Assim que Delaroli confirmou a data e o horário da votação, o deputado Luiz Paulo (PSD) questionou se o pleito teria validade. Luiz Paulo lembrou que a cassação de Bacellar pode mexer na composição
Famílias de sepultados em cemitério de Petrópolis são convocadas para definir destino dos restos mortais

Famílias de sepultados em cemitério de Petrópolis são convocadas para definir destino dos restos mortais Convocação ocorre após deslizamento danificar gavetas sepulcrais; familiares podem optar por ossário, cremação ou jazigo particular até 6 de abril. Por Priscila Torquato | g1 12/04/2026 Famílias de sepultados em cemitério de Petrópolis devem definir destino de restos mortais — Foto: Reprodução Redes Sociais Petrópolis – A Prefeitura de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, convocou familiares de 100 pessoas sepultadas na quadra 9 do Cemitério Municipal para definir a destinação dos restos mortais. A medida atende a uma determinação da 4ª Vara Cível da Comarca de Petrópolis. Em março de 2024, um deslizamento atingiu a área e danificou as gavetas sepulcrais. Parte dos restos mortais foi removida na época, mas outros permaneceram no local devido ao risco de novos deslizamentos. A retirada definitiva só será feita após a conclusão das obras de contenção. A lista com os nomes dos falecidos está disponível no site da Prefeitura e também no edital publicado no Diário Oficial em 6 de março. Apenas os casos em que os restos mortais puderam ser retirados com segurança estão incluídos nesta convocação. Os familiares devem comparecer ao Cemitério Municipal até 6 de abril, de terça a quinta-feira, das 9h às 14h, para confirmar a identificação e indicar a destinação dos restos mortais. As opções disponíveis são: ossário público, ossário particular, cremação ou sepultamento em jazigo da família, em Petrópolis ou em outro município. Após a escolha, será agendado o momento da entrega dos restos mortais, seguindo critérios técnicos do cemitério, e a retirada será formalizada com a assinatura de um termo de responsabilidade. Se os familiares não se manifestarem dentro do prazo, os restos mortais serão encaminhados ao ossário municipal, conforme a legislação e a decisão judicial. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (24) 2246-8479 e 2246-8480 ou pelo e-mail sopcemiterio@petropolis.rj.gov.br. Notícia anteriorPróxima notícia Petrópolis RJRegião Serrana e Centro Sul Fluminense Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ 19/05/2026 Turp demite rodoviários durante greve que afeta 93 linhas em Petrópolis 19/05/2026 ‘Deus te abençoe meu brother’ (AUDIO) 19/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ Turp demite rodoviários durante greve que afeta 93 linhas em Petrópolis ‘Deus te abençoe meu brother’ (AUDIO) Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Seis estados não atingem metas de alfabetização na idade certa; veja quais são

Seis estados não atingem metas de alfabetização na idade certa; veja quais são Dados são do Indicador Criança Alfabetizada, divulgado pelo Ministério da Educação (MEC). Nacionalmente, o índice de alfabetização superou a meta para 2025. Por g1 24/03/2026 Criança lê em biblioteca em comunidade rural no interior do Ceará. — Foto: Claudiana Mourato/SVM Embora o Brasil tenha superado a meta nacional de alfabetização para 2025, os estados do Amazonas, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina não conseguiram atingir os índices individuais estabelecidos para o ano. Enquanto o país alcançou a marca de 66% de crianças alfabetizadas no 2º ano do ensino fundamental — superando a meta agregada de 64% —, essas unidades da federação ficaram abaixo de seus respectivos objetivos específicos. De acordo com os dados do Indicador Criança Alfabetizada (ICA) 2025, divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 19 estados e o Distrito Federal alcançaram ou superaram suas metas. O desempenho nacional representa um avanço em relação a 2024, quando o índice era de 59,2%. Contudo, o cenário estadual revela disparidades: o Rio Grande do Sul, por exemplo, registrou 52% de alfabetização frente a uma meta de 69%, apresentando a maior distância em relação ao objetivo proposto. Próximas metas O governo federal espera que, por meio da política de colaboração entre estados e municípios, o Brasil chegue a 80% de crianças alfabetizadas até 2030. Essa meta já foi atingida em 2025 por três estados: Ceará (84%), Goiás (80%) e Paraná (80%). A projeção é que as metas nacionais e estaduais aumentem de maneira progressiva ao longo dos próximos anos, até chegar a 80%. 2026: 67% 2027: 71% 2028: 74% 2029: 77% 2030: 80% Alfabetização por UF em 2025. — Foto: Arte: Dhara Pereira/g1 Como a alfabetização é calculada O Indicador Criança Alfabetizada é calculado a partir de um teste aplicado a estudantes do final do 2º ano do ensino fundamental de, em média, 7 anos. A avaliação é composta por 16 itens de múltipla escolha e três de resposta construída, sendo uma produção textual. O padrão nacional é definido por um corte de 743 pontos na escala do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Para serem consideradas alfabetizadas, as crianças devem ser capazes de ler pequenos textos, fazer inferências básicas e escrever textos simples da vida cotidiana. Notícia anteriorPróxima notícia INEP Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM na Pavuna: ’23 tiros não é ordem de parada’, diz irmã 22/04/2026 Após médica baleada, motoristas relatam medo na Transolímpica: ‘A gente não vê policiamento’ 22/04/2026 Dez PMs do Bope viram réus por invasão de casas e uso irregular de câmeras em operação na Maré 21/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
TSE torna ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro inelegível

Ex-governador foi condenado por abuso de poder político, econômico, irregularidades em gastos de campanha e conduta proibida aos agentes públicos no período eleitoral de 2022. Por Fernanda Vivas | TV Globo — Brasília O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, nesta terça-feira (24), tornar inelegível por oito anos o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Apesar da renúncia ao mandato anunciada nesta segunda-feira (23), o caso prosseguiu na Corte Eleitoral. Após a condenação, Castro afirmou que recebeu a decisão com “grande inconformismo” e que possui “plena convicção de que sempre governei o Rio de Janeiro dentro da legalidade, com responsabilidade e absoluto compromisso com a população” (veja a nota completa abaixo). O placar foi 5 votos a 2 a favor da inelegebilidade. Votaram a favor as ministras Estela Aranha, Isabel Gallotti, Cármen Lúcia e os ministros Floriano de Azevedo Marques e Antônio Carlos Ferreira. O ministro Nunes Marques votou contra a condenação. Em divergência parcial, ministro André Mendonça votou para rejeitar aplicação de inelegibilidade a Cláudio Castro. Entendeu que, em função da renúncia de Castro, a cassação de mandato ficou prejudicada. O processo se refere às eleições de 2022, quando Castro foi reeleito para o comando do governo estadual. Além disso, o tribunal decidiu pela inelegibilidade de Rodrigo Bacellar, deputado estadual afastado do comando da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro; e Gabriel Rodrigues Lopes, ex-presidente da Ceperj. O julgamento no TSE começou antes da saída dele do cargo, com sessões em novembro do ano passado e no começo do mês. Nas ocasiões, dois ministros votaram pela cassação do mandato e pela inelegibilidade do ex-governador. Ações de investigação eleitoral O caso começou na Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro, ainda em 2022, quando o Ministério Público Eleitoral e a coligação que apoiou Marcelo Freixo (o adversário na disputa), entraram com ações de investigação eleitoral. Eles alegaram abuso de poder político, econômico, irregularidades em gastos de recursos eleitorais e conduta proibida aos agentes públicos no período eleitoral. Este tipo de processo pode resultar em cassação de mandatos e inelegibilidade por oito anos. O MP Eleitoral e a campanha de Freixo acusaram o governador e o vice, Thiago Pampolha de irregularidades na Ceperj (uma fundação estadual que atua em estratégias de políticas públicas) e na Uerj (a universidade do estado). Os processos também envolvem Rodrigo Bacellar, deputado estadual afastado do comando da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro; e Gabriel Rodrigues Lopes, ex-presidente da Ceperj. Entre elas: Julgamento no TRE No julgamento no Tribunal Regional Eleitoral do Rio, em 2024, o governador e o vice foram absolvidos e tiveram os mandatos mantidos. O MP Eleitoral e a coligação de Freixo, então, recorreram ao Tribunal Superior Eleitoral. Eles reiteraram as acusações e voltaram a pedir a condenação de Castro e do vice, com a aplicação de perda dos cargos e de inelegibilidade. Cláudio Castro se posiciona após condenação “Tenho plena convicção de que sempre governei o Rio de Janeiro dentro da legalidade, com responsabilidade e absoluto compromisso com a população. Recebo com grande inconformismo a decisão que, hoje, vai contra a vontade soberana dos quase 5 milhões de eleitores fluminenses que me confiaram o mandato de governador já no primeiro turno das eleições de 2022. Reitero meu absoluto respeito aos Ministros do TSE e ao devido processo legal, mas é importante que se diga que todas as acusações apontadas no processo se referem a questões anteriores ao período eleitoral de 2022 e não tiveram qualquer influência na expressiva votação que recebi. Isso foi reconhecido pelo TRE do Rio de Janeiro. Após obter acesso ao acórdão, pretendo recorrer e lutar até a última instância para restabelecer o que considero um desfecho justo para esse caso”. O que dizem as defesas No processo, a defesa de Cláudio Castro afirmou que fatos administrativos alheios ao cenário eleitoral não têm o poder de interferir na eleição. Negou abuso de poder e uso eleitoreiro da Ceperj e Uerj. Advogados de Thiago Pampolha defenderam a rejeição dos recursos. Sustentaram que as provas são frágeis e que a decisão do TRE-RJ ocorreu de forma fundamentada. As defesas de Bacellar e Lopes também sustentaram a necessidade de rejeição dos pedidos. Julgamento O julgamento começou em novembro do ano passado, com o relatório e o voto da ministra Isabel Gallotti, relatora do caso. Na ocasião, a ministra votou pela cassação e inelegibilidade do governador, além da realização de novas eleições para o cargo. Um pedido de vista do ministro Antônio Carlos Ferreira interrompeu a análise. Galloti concluiu também que o deputado estadual Rodrigo Bacellar deve perder o mandato e ficar inelegível, assim como Gabriel Lopes. Votou ainda pela aplicação de multas aos envolvidos, inclusive a Thiago Pampolha. No último dia 10, o processo voltou à pauta com o voto do ministro Antônio Carlos Ferreira, que acompanhou integralmente o entendimento da relatora. Ou seja, também concluiu pela cassação dos mandatos e aplicação de multas, além da declaração de inelegibilidade de Cláudio Castro, Rodrigo Bacellar e Gabriel Lopes. Foi o segundo voto favorável à aplicação das penalidades. Um pedido de vista do ministro Nunes Marques, no entanto, adiou a deliberação. Agora, o caso voltou à pauta para os votos dos demais ministros.
Dino manda presidente de CPMI explicar emenda à fundação ligada à igreja

Dino manda presidente de CPMI explicar emenda à fundação ligada à igreja Ministro deu prazo de 5 dias para Carlos Viana esclarecer envio de R$ 3,6 milhões para braço social da Igreja Batista da Lagoinha, investigada pela CPMI do INSS e citada no Caso Master Por Gabriela Boechat | CNN Brasil 19/03/2026 22:24 Senador Carlos Viana (Podemos-MG) Brasília – O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu cinco dias para que o senador Carlos Viana (Podemos-MG), atual presidente da CPMI do INSS, apresente esclarecimentos sobre possíveis irregularidades na indicação de emendas parlamentares. Segundo o despacho, dois deputados apontam que Viana destinou R$ 3,6 milhões à Fundação Oasis. A entidade é descrita pelos parlamentares como braço social da Igreja Batista da Lagoinha, que é alvo de apuração na CPMI do INSS. A igreja também foi citada nas investigações sobre as fraudes financeiras do Banco Master. O cunhado de Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, atuava como pastor na instituição. Ainda de acordo com a decisão, os repasses teriam ocorrido em três momentos: em 2019, foram R$ 1,5 milhão por meio de “emenda pix” à prefeitura de Belo Horizonte, com destinação específica à Fundação Oasis; em 2023, R$ 1,47 milhão foram transferidos à unidade da fundação em Capim Branco, na região metropolitana da capital mineira; e, em 2025, houve novo repasse de R$ 650,9 mil à mesma filial. Na petição enviada ao Supremo, os deputados afirmam que a sequência de transferências indica uma “relação de financiamento habitual” com a entidade. Eles sustentam ainda que a atuação de Viana à frente da CPMI, que investiga a igreja, violaria princípios de impessoalidade e transparência que devem orientar a destinação de emendas parlamentares. Os parlamentares também citam a possibilidade de o senador usar o cargo de presidente do colegiado para “bloquear investigações” sobre a fundação. Além de solicitar as explicações de Viana, Dino também determinou que a Advocacia do Senado se manifeste no processo. A CNN tenta contato com Carlos Viana e com a Fundação Oásis. O espaço está aberto. Próxima notícia Banco MasterBelo Horizonte MGCapim Branco MGCPMIemenda parlamentarINSSPodemosSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado 13/04/2026 Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) 12/04/2026 Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco 12/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco Bahia pagou R$ 140 mi a associação controlada por Augusto Lima, que repassou R$ 101 milhões ao Master Master, de Vorcaro, pagou R$ 27,2 milhões ao Metrópoles, de Luiz Estevão Caso Master: liquidante terá acesso a seis anos de registros e comunicações de Vorcaro nos EUA Notícia não encontrada Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
STF condena deputados do PL por desvio de emendas; saiba os próximos passos

STF condena deputados do PL por desvio de emendas; saiba os próximos passos Corte analisou irregularidades de repasses envolvendo Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE); Câmara dos Deputados deve analisar possível perda de mandatos Por Emilly Behnke | CNN Brasil 18/02/2026 20:09 Corte analisou irregularidades de repasses envolvendo Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE); Câmara dos Deputados deve analisar possível perda de mandatos Brasília – O STF (Supremo Tribunal Federal) condenou na última terça-feira (17) os deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA) e o suplente Bosco Costa (PL-SE), por desvio de emendas parlamentares. Os três terão pena inicial em regime semiaberto. A possível perda de mandato dos deputados em exercício, no entanto, caberá à Câmara dos Deputados analisar. Pelo entendimento dos ministros da Primeira Turma do STF, caberá à Câmara decidir sobre a compatibilidade do cumprimento da pena com o exercício do mandato em relação aos parlamentares condenados. Sobre o caso, o presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que haverá um “tratamento regimental” e o plenário terá a “palavra final”. Segundo ele, uma vez concluída a análise no STF, com o devido trânsito em julgado, a Câmara deve encaminhar a possível perda de mandato para análise da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e depois ao plenário. “Quando a decisão transitar em julgado, nós iremos encaminhar para a Comissão de Constituição e Justiça e depois nós levaremos o caso a plenário para que os deputados e deputadas federais possam decidir acerca desse tema garantindo amplo direito de defesa e o cumprimento regimental da decisão”, disse a jornalistas nesta quarta-feira (18). A ação analisada pelo Supremo mirou o desvio de emendas destinadas a projetos de saúde pública para o município de São José de Ribamar, no Maranhão. Os deputados teriam exigido cerca de R$ 1,6 milhão em propina do então prefeito da cidade, José Eudes, para destinar os recursos. Ele denunciou o esquema. Relator do caso, o ministro Cristiano Zanin votou pela condenação dos réus por corrupção passiva, ao entender que houve solicitação de vantagem indevida em troca da destinação de verbas públicas.O voto foi acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Veja as penas dos deputados: Josimar Maranhãozinho (PL-MA) — 6 anos e 5 meses de reclusão, regime semiaberto para o início do cumprimento da pena. Multa em 300 dias-multa (3 salários mínimos por dia-multa) Pastor Gil (PL-MA) — 5 anos e 6 meses de reclusão, regime semiaberto para o início do cumprimento da pena. Multa em 100 dias-multa (1 salário mínimo por dia-multa). Bosco Costa (PL-SE) — 5 anos de reclusão, regime semiaberto para o início do cumprimento da pena. Multa em 100 dias-multa (3 salários mínimos por dia-multa). Ao todo, são oito réus no caso. Além dos integrantes do PL, também responderam ao processo Thalles Andrade Costa (único absolvido), João Batista Magalhães, Adones Gomes Martins, Abraão Nunes Martins Neto e Antônio José Silva Rocha. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado Federalemenda parlamentarPL Partido LiberalPrefeitoRepublicanosSão José de Ribamar MASTF Supremo Tribunal Federal Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado 13/04/2026 Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) 12/04/2026 Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco 12/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Dino manda presidente de CPMI explicar emenda à fundação ligada à igreja STF condena deputados do PL por desvio de emendas; saiba os próximos passos Notícia não encontrada Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Investigados combinaram compra de jatinho com desvios do INSS, diz Mendonça

Investigados combinaram compra de jatinho com desvios do INSS, diz Mendonça Ex-presidente de associação, empresário e deputada foram alvos da operação da PF deflagrada nesta terça-feira (17) Por Leticia Martins | CNN Brasil 17/03/2026 22:30 CNN São Paulo – O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), atendeu a um pedido da PF (Polícia Federal), nesta terça-feira (17), para decretar prisões preventivas e adotar medidas cautelares contra investigados de um esquema de fraude no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), dentro da chama “Operação Sem Desconto”. Segundo o magistrado, há indícios de que alguns suspeitos combinaram de comprar um jatinho através dos desvios do INSS. A decisão diz que a advogada Cecília Rodrigues Mota enviou mensagem a Mano Barreto dizendo: “Deixa de fazer corpo mole. Vai atrás desse negócio, bora comprar um jatinho. O Natjo já vai comprar um jato. Vambora entrar na fila? Vamos ver se consegue aí o negócio, rapaz, pra gente?”. Para o ministro, o conteúdo reforça os indícios de enriquecimento incompatível com a renda declarada dos investigados e o uso de recursos de origem ilícita para aquisição de bens de alto valor.Quem são os principais alvos? Cecília Rodrigues Mota, advogada, ex-presidente da Aapen (Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional) e da AAPB (Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil). Natjo de Lima Pinheiro, empresário. Maria Gorete Pereira (MDB-CE), deputada, alvo de medidas cautelares e, além de passar a ser monitorada com uma tornozeleira eletrônica, também está proibida de manter contato, por qualquer meio, com investigados e testemunhas; frequentar sedes de entidades associativas com as quais já tenha tido relação; exercício de funções administrativas ou financeira junto a essas entidades; se ausentar do município de residência, salvo se o deslocamento for para Brasília. Associações como ‘laranjas’ A decisão aponta que Cecília e o empresário Natjo de Lima Pinheiro ocupavam posições centrais na estrutura investigada pela “Operação Sem Desconto”, que apura descontos associativos sem autorização em benefícios previdenciários. Conforme a PF, ambos controlavam associações utilizadas para viabilizar cobranças indevidas e movimentavam recursos por meio de empresas de fachada e escritórios de advocacia. “A investigação aponta que diversas associações (AAPB, CAAP, AAPEN e PROBASP), formalmente dirigidas por interpostas pessoas (“laranjas”), foram instrumentalizadas para operacionalizar os descontos ilícitos, movimentar valores expressivos e promover a ocultação e dissimulação dos recursos obtidos”, diz a decisão de Mendonça. Em abril de 2025, Cecília já havia sido alvo de apurações por movimentações financeiras consideradas atípicas, incluindo viagens internacionais frequentes e compras de itens de luxo incompatíveis com a renda formal declarada. A PF também investigou transferências fracionadas a pessoas próximas durante viagens ao exterior, em suspeita de lavagem de dinheiro. Prisão preventiva Na decisão desta terça-feira, Mendonça autorizou a prisão preventiva de Cecília e de Natjo, sob o argumento de que há risco de “atos recentes de ocultação patrimonial e de tentativa de subtração de bens do alcance da persecução penal, o que revelaria perigo à ordem pública e à instrução criminal”. Segundo o ministro, a investigação indica que a organização movimentou centenas de milhões de reais e atingiu milhares de beneficiários do sistema previdenciário. Ao todo, são cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão e outras medidas cautelares diversas, no estado do Ceará e no Distrito Federal. Próxima notícia Deputada FederalINSSMDB Movimento Democrático BrasileiroPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado 13/04/2026 Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) 12/04/2026 Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco 12/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Principal operador da fraude no INSS confessa crimes, fecha delação e promete entregar nomes Escândalo do Master assombra Brasília, expõe autoridades e pode contaminar eleição Dino manda presidente de CPMI explicar emenda à fundação ligada à igreja Investigados combinaram compra de jatinho com desvios do INSS, diz Mendonça Notícia não encontrada Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.