Justiça mantém prisão de vereador Jorge Canella após audiência de custódia

Justiça mantém prisão de vereador Jorge Canella após audiência de custódia Vereador foi preso pela Polícia Federal após agentes encontrarem dois fuzis e uma submetralhadora de uso restrito na casa dele, na Barra da Tijuca. Por g1 Rio 24/09/2026 Armas apreendidas na casa do vereador Jorge Canella (União Brasil) por agentes da Polícia Federal — Foto: Reprodução e Divulgação A Justiça decidiu manter a prisão do vereador do Rio de Janeiro Jorge Canella (União Brasil) após audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (24). A informação foi confirmada pela Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar. Canella foi preso pela Polícia Federal durante a sétima fase da Operação Unha e Carne, após agentes encontrarem dois fuzis e uma submetralhadora de uso restrito na casa dele, na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. Segundo a PM, embora Canella seja coronel da corporação na reserva remunerada, a Corregedoria Geral continuará acompanhando a investigação. Prisão ocorreu durante operação da PF A prisão aconteceu durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ao todo, foram cumpridas três ordens no Rio: na casa de Canella, na Barra da Tijuca, em um endereço no Recreio dos Bandeirantes e na Câmara Municipal do Rio. Na residência do vereador, os policiais encontraram dois fuzis e uma submetralhadora. De acordo com a Polícia Federal, as armas, todas de uso restrito, estavam em desacordo com a previsão legal. O vereador do Rio de Janeiro Jorge Canella (União Brasil) foi preso pela Polícia Federal, na manhã de terça-feira (22), por posse irregular de armas de fogo de uso restrito após agentes encontrarem dois fuzis e uma submetralhadora na casa dele na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio. A prisão ocorreu durante a sétima fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela PF para investigar a suspeita de posse irregular de armas de fogo de uso restrito por um dos investigados. Os agentes cumpriam um mandado de busca e apreensão contra o vereador dentro da investigação sobre o fuzil apreendido na prisão do ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil). Jorge Eduardo Barreto de Andrade Filho, o Jorge Canella, é coronel da Polícia Militar. O g1 apurou que o oficial conseguiu a cautela do armamento dentro da corporação. A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão no Rio: na Barra da Tijuca, no Recreio e na Câmara Municipal. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal. Durante as buscas na Barra da Tijuca, os policiais encontraram dois fuzis e uma submetralhadora, todos de uso restrito. Segundo a PF, as armas estavam em desacordo com a previsão legal, o que levou à prisão em flagrante do alvo da operação. O vereador e as armas apreendidas foram levados para a Superintendência Regional da PF no Rio, onde foram realizados o auto de prisão em flagrante e os demais procedimentos. Ele responderá pelo crime de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. A operação desta terça-feira faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para desarticular organizações criminosas que atuam no estado do Rio de Janeiro, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF 635. Nota de Jorge Canella “A defesa do vereador Jorge Canella acompanhou a diligência realizada pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira e reforça que todas as armas encontradas em sua residência eram de sua propriedade e estavam legalizadas. O político, que é coronel da Polícia Militar, sempre pautou sua atuação na corporação de forma proba e ilibada e possuía o certificado do armamento. O único questionamento que ensejou o encaminhamento do vereador à Superintendência da PF foi a divergência de endereço de registro das armas, procedimento administrativo que já vinha sendo adotado por ele, em razão de mudança de endereço recente com a sua família. O vereador Jorge Canella confia plenamente na Justiça e esclarecerá todos os questionamentos o mais breve possível para que a verdade seja restabelecida.” Relembre a prisão O caso está ligado à apreensão de um fuzil calibre .556 encontrada no porta-malas do carro de Canella durante a 6ª fase da Operação Unha e Carne, em julho deste ano. Na ocasião, Canella era alvo apenas de busca e apreensão, mas acabou preso em flagrante após a descoberta da arma. Ele alegou que o fuzil pertencia a um policial militar cedido para fazer sua segurança. Aquela etapa da Operação Unha e Carne investigava uma rede de postos de combustíveis suspeita de movimentar R$ 7,6 bilhões em um esquema de lavagem de dinheiro. A PF apontava Canella como possível “braço político” do grupo investigado. Canella ficou preso por 4 dias em Bangu 8 e foi solto em 11 de julho por decisão de Alexandre de Moraes. Inicialmente, ele passou a responder em liberdade sob medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar noturno. Em 24 de julho, Moraes revogou todas as restrições. Na decisão, o ministro afirmou que não havia, naquele momento, provas diretas da participação de Canella nas operações financeiras investigadas, embora as apurações devessem continuar. A apreensão do fuzil da PM no carro do político levou o governo do estado a determinar o recadastramento obrigatório de todas as armas de uso restrito cedidas a outros órgãos. Em agosto, Canella anunciou que desistiria da candidatura ao Senado para disputar uma vaga de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O que disse Márcio Canella Em sua defesa em relação ao fuzil calibre .556 encontrado no porta-malas de seu carro, Márcio Canella alegou à Polícia Federal que a arma não pertencia a ele, mas sim a um sargento da Polícia Militar (identificado como Alexandre Paixão da Silva Júnior) que integrava a sua equipe de segurança pessoal. Ele negou qualquer posse irregular da arma. Após a decisão do ministro Alexandre de Moraes que revogou as suas medidas cautelares, liberando-o da tornozeleira eletrônica, Canella também fez um pronunciamento nas redes sociais
‘Sou seu irmão’: Mensagens mostram a amizade e parceria entre Alcolumbre e Vorcaro

‘Sou seu irmão’: Mensagens mostram a amizade e parceria entre Alcolumbre e Vorcaro O presidente do Congresso, que chegou a negar até conhecer o ex-banqueiro, é citado nas conversas como parte ativa de articulações políticas Por Robson Bonin e Laryssa Borges | Veja 24/09/2026 PARCERIA - Davi Alcolumbre: a surpreendente intimidade com o banqueiro tinha festas, bebidas e mulheres (Jane Araújo/Agência Senado) Apesar dos rumores, nunca foi devidamente explicada a postura omissa do presidente do Congresso em relação ao escândalo do Master. Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) ignorou os pedidos de instalação de uma CPI para apurar o caso, recusou-se a responder a um ofício sobre eventuais entradas de Daniel Vorcaro nas dependências do Senado, negou-se a fornecer à Polícia Federal a lista de visitantes do gabinete do senador Jaques Wagner (PT-BA), suspeito de receber propina, e sempre desconversa quando indagado sobre o nível de suas relações com o ex-banqueiro. Mensagens encontradas pela PF no celular de Vorcaro iluminam essa zona de sombra. Elas revelam que Alcolumbre é um amigo fraterno, um irmão, um parceiro fiel com quem o dono do Master podia contar a qualquer tempo, a qualquer hora, para qualquer coisa. Entre os dois, a intimidade ultrapassava de longe o limite da camaradagem. O senador recorria ao banqueiro até para resolver questões prosaicas, como tentar identificar a fonte de um jornalista. O banqueiro recorria ao senador quando precisava abrir certas portas. Festas e encontros privados fortaleceram essa conexão. As mensagens a que VEJA teve acesso revelam um presidente do Congresso servil, submisso e capturado pelos prazeres que o dono do Master proporcionava. Mostram também que a intimidade entre eles vinha de longa data. Alcolumbre foi eleito presidente do Senado pela segunda vez no dia 1º de fevereiro de 2025. No mesmo dia, Vorcaro enviou um texto ao senador dando-lhe os parabéns e desejando sucesso no cargo. “Fala meu amor”, respondeu o parlamentar. “Muito obrigado por tudo, em especial pelo seu carinho e amizade fraterna! Sou seu irmão. Pra vida toda”, continuou. O banqueiro responde à gentileza com cinco emojis de coração e juras: “E eu seu. A qualquer tempo pra qualquer coisa. Nunca vou esquecer”. Em maio passado, Alcolumbre recorreu a artimanhas regimentais para evitar a criação da CPI que se dispunha a investigar os tentáculos políticos do caso Master. “Esse assunto não pode ser o prioritário neste momento”, justificou. As investigações revelaram posteriormente que uma das tramoias do banqueiro foi feita em conluio com a Amprev, o fundo de previdência dos servidores do Amapá, que tinha como conselheiro o irmão do senador e como presidente o ex-tesoureiro de sua campanha. No acervo há dezenas de mensagens em que são combinadas festas com a participação de renomadas autoridades. Uma delas foi organizada para atender o presidente do Congresso. Vorcaro acerta os detalhes com Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações de Jair Bolsonaro. “Aquela de 3 metros estará la, Fabio”, escreveu o banqueiro, num grupo de WhatsApp batizado de Macallan, a famosa marca de uísque escocês. “A dupla né. Foda que o Davi aprendeu a falar pelo Google tradutor e pode assustar a menina”, ironizou Faria. “Kkkkkk. Bonde do tigrão”, completou Vorcaro. O dono do Master costumava importar mulheres de outros países, especialmente da Europa, para animar as festas. Em um chat com Alcolumbre, o banqueiro repassa o endereço do evento e dá instruções ao senador: “Me avisem a hora que chegam. Vao cedo. Traje todo preto pra festa”. O comportamento do senador era ridicularizado pelos próprios convivas. “Davi Alcolumbre de mochila bile (sic) com canudo com vodka”, comentou um deles. “Davi falou q esta com dança nova”, divertiu-se Fábio Faria. Em abril de 2024, à margem de um encontro realizado em Londres para discutir o cenário jurídico no Brasil, o banqueiro patrocinou uma degustação de Macallan para um grupo especial de convidados, entre eles os ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Vorcaro gastou 3 milhões de reais com o regabofe. Às vésperas do evento, Fábio Faria encaminha ao banqueiro uma foto, que pelo contexto se infere ser de uma mulher. Era 28 de março de 2024, pouco menos de um mês para o convescote que, tempos depois, viraria motivo de constrangimento para as autoridades que lá estavam. “Essa vc vai ter que assumir. Pra mim já venceu. Em Londres. Eu passo e vc me da qdo cansar”, escreveu o ex-ministro. Fábio é figura constante nos chats e atua como mediador de encontros estratégicos para o banqueiro. Foi por intermediação dele, por exemplo, que o ex-dono do Master se reuniu por diversas vezes com o ministro do STF Alexandre de Moraes. A conversa sobre a contratação de mulheres para um evento paralelo ao fórum jurídico continua, e Vorcaro relata ao interlocutor temer o vazamento da confraternização privada. Na sequência, admite que parte dos convidados só estava lá pela garantia de que mulheres contratadas para entretê-los estariam à disposição. “To achando que não vai dar pra fazer off la viu. To com receio. Foda que tem nego que ta indo so pra isso ne kkkk”, escreveu. Faria propõe então uma solução para tentar manter a confidencialidade — e coloca mais uma vez Davi Alcolumbre na jogada: “Daquele jeito da. Fazemos pros caras e ficamos de boa. E depois vamos pra um menor. Pegar uma suíte em outro hotel. Deixa umas 4 lá”. Com a concordância de Vorcaro, completa: “E fazemos um pacto com Davi q só pode falar pro careca”. Nessa época, Davi Alcolumbre havia deixado o primeiro mandato na presidência do Senado e ocupava o comando da poderosa Comissão de Constituição e Justiça da Casa. Ele foi a Londres a pretexto de participar de uma das mesas de debates. Alexandre de Moraes, que em diferentes conversas entre Faria e Vorcaro era tratado como “careca”, discursou no evento, originalmente planejado para homenagear o ex-presidente da República Michel Temer. Outras autoridades que aparecem em meio aos diálogos são o presidente da Câmara, Hugo Motta,
CNJ investiga desembargador ligado a Kassio Nunes Marques

CNJ investiga desembargador ligado a Kassio Nunes Marques Conselho Nacional de Justiça e Polícia Federal apuram atuação de Newton Ramos em processos de interesse do banco Master, de Daniel Vorcaro; desembargador é citado em diálogos que indicam proximidade com ministro do STF. Por Deutsch Welle 24/09/2026 Corregedoria do CNJ recolheu dados do gabinete de Newton Ramos, citado em mensagens de Daniel Vorcaro como integrante da chamada © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizou nesta quinta-feira (24/09) uma operação no gabinete do desembargador Newton Pereira Ramos Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). A ação integra uma investigação da Corregedoria Nacional de Justiça sobre a atuação do magistrado em processos relacionados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto banco Master. A Polícia Federal participa da operação, em apoio à Corregedoria Nacional de Justiça, vinculada ao CNJ. Os agentes recolheram dados e documentos para subsidiar a apuração, como cópia do disco rígido do computador usado pelo desembargador. Newton Ramos não estava no gabinete no momento e não foi afastado do cargo. Segundo o tribunal, ele continua com acesso ao sistema eletrônico e segue exercendo normalmente suas funções. A operação é um desdobramento das investigações que analisam a atuação do magistrado em ações envolvendo precatórios bilionários do setor sucroalcooleiro. De acordo com informações reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo, Newton Ramos teria proferido ao menos dois votos favoráveis aos interesses do banco Master contra a União em um processo relacionado a uma indenização por perdas causadas por políticas de preços adotadas para o setor nas décadas de 1980 e 1990. Turma do KN A investigação também alcança os vínculos de Newton Ramos com pessoas ligadas a Vorcaro. Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do ex-banqueiro mostram que o desembargador e sua mulher, a advogada Camilla Ramos, eram identificados por interlocutores como integrantes da chamada “turma do KN”. Segundo os investigadores, a sigla seria uma referência ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques. A relação entre Newton Ramos e Nunes Marques é antiga. Antes de chegar ao TRF-1, o desembargador atuou como juiz auxiliar do atual ministro do STF entre 2018 e 2020, quando Nunes Marques ocupava a vice-presidência do tribunal regional. As investigações apontam ainda uma relação de proximidade pessoal entre os dois. Mensagens obtidas pela PF indicam que o ministro participou de uma viagem em aeronave de Vorcaro para comemorar o aniversário de Camilla Ramos em Alagoas. Em outra conversa, Newton Ramos aparece solicitando a reserva de quartos em um hotel de luxo para o magistrado. Nunes Marques afirma que jamais trocou mensagens com Vorcaro e que nunca autorizou terceiros a falar em seu nome. Outro ponto sob investigação envolve a atuação profissional de Camilla Ramos. Documentos encontrados pelos investigadores mostram que seu escritório firmou contratos relacionados a causas de interesse de empresas ligadas ao Banco Master. Um dos contratos previa honorários que poderiam chegar a R$ 427 milhões. Em outra versão do acordo citada nas investigações, os valores alcançariam R$ 470 milhões. A advogada também aparece como visitante frequente de Vorcaro na prisão. Os precatórios do setor sucroalcooleiro estão no centro de boa parte dessas relações. O Master acumulou uma carteira estimada em cerca de R$ 10 bilhões nesses créditos judiciais. O tema ganhou relevância após uma decisão do STF que reconheceu a responsabilidade da União por prejuízos sofridos por usinas de açúcar e álcool em razão de políticas de controle de preços. Nesse contexto, o nome de Kevin Marques, filho de Kassio Nunes Marques, surgiu em diálogos encontrados no celular de Vorcaro. As mensagens foram trocadas entre o ex-banqueiro e Luiz Rennó, então diretor jurídico do banco Master. Em outubro de 2024, após o STF formar maioria favorável às usinas, Rennó enviou a Vorcaro um print com os contatos de Kevin e a legenda: “Dominado aqui”. Em novas conversas, já em 2025, Rennó menciona pagamentos mensais de R$ 500 mil que seriam feitos por meio da empresa Consult Inteligência Tributária. Em uma das mensagens, questiona se os repasses deveriam continuar. Em outra, afirma que entre os “pagamentos essenciais” faltava apenas a Consult. Vorcaro respondeu às mensagens com risadas. Na época da revelação dos diálogos, Kassio Nunes Marques não comentou o conteúdo das conversas. A defesa de Kevin Marques afirmou, por meio de nota, que o advogado nunca prestou serviços ao banco Master nem recebeu recursos de Vorcaro. Segundo a assessoria, ele recebeu R$ 281,6 mil da Consult por serviços jurídicos especializados na área tributária administrativa e sua atuação não teve relação com o STF. Em nota divulgada após a operação desta quinta, o gabinete de Newton Ramos afirmou que o desembargador continua julgando normalmente os processos sob sua responsabilidade, considera natural o trabalho de fiscalização do CNJ e está à disposição para prestar esclarecimentos à Corregedoria. Notícia anterior Banco MasterCNJ Conselho Nacional de JustiçaPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal FederalTribunal Regional Federal TRFTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram CNJ investiga desembargador ligado a Kassio Nunes Marques 24/09/2026 Lobista amiga de Lulinha fez depósitos a secretário e a chefe do cerimonial de ministro de Lula 23/09/2026 ‘Meu eleitor é aquele que ora para alienígena e bebe detergente’, diz candidato bolsonarista 23/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Justiça pede para polícia de SP detalhar provas para investigar operações financeiras de produtora de ‘Dark Horse’ 01/09/2026 TSE forma maioria para manter decisão que suspende campanha de Deltan Dallagnol 21/09/2026 Emendas de Bilynskyj a 6 cidades de SP foram à mesma empresa sem licitação 19/09/2026 Nunes Marques se declara impedido em julgamento de mensagens de Vorcaro a Moraes após diálogos do banqueiro citarem R$ 500 mil ao seu filho 15/09/2026
Zucco destinou emenda pix para evento evangélico liderado por pastor bolsonarista

Zucco destinou emenda pix para evento evangélico liderado por pastor bolsonarista Repasse de R$ 200 mil destoa de outros envios; segundo deputado, foram avaliadas a pertinência e relevância pública Por Thiago Müller e Pedro Pereira | Matinal Jornalismo e Agência Pública 24/09/2026 Luciano Zucco | Bruno Spada / Câmara dos Deputados O político do Partido Liberal (PL) de Santa Maria, Jader Maretoli, se intitula como um apóstolo. Foi com essa autodenominação que ele coordenou um evento gospel realizado no final do ano passado. No encerramento do Dia da Família, em 7 de dezembro, o pastor da Jesus Church pediu bênçãos para o padrinho do evento, o tenente-coronel Luciano Zucco, então deputado federal bolsonarista. “Nós precisamos honrar quem merece honra. A Bíblia nos diz isso. Se tem alguém que nos ajudou muito, que é o grande padrinho deste evento, é o tenente-coronel Zucco”, disse aos fiéis presentes. “Eu quero que você, nas suas orações, nessa noite, ore pela vida dele, porque, com certeza, Deus vai o abençoar muito mais, para que ele continue nos abençoando e sendo canal de Deus nos próximos anos aqui na nossa cidade, na nossa região.” Zucco não estava presente no evento, mas destinou R$ 200 mil para custear o Dia da Família de 5 a 7 de dezembro. O evento, que reuniu de motoqueiros a fiéis evangélicos, incluiu também a contratação de um cantor gospel sem licitação. O repasse destoa do perfil das emendas pix enviadas pelo então deputado federal e atual candidato ao governo do Rio Grande do Sul e foi a única ocasião em que Zucco destinou a eventos. Uma análise feita pela Matinal das emendas pix enviadas por Zucco entre 2024 e 2026, com base no Emendômetro, mostra que a maior parte dos R$ 5,6 milhões foi destinada à educação e segurança pública. Quase não há detalhamento de onde foi parar o dinheiro enviado a escolas. No que tange à segurança pública, os recursos foram aplicados na compra de veículos, armas e outros materiais para guardas municipais, Polícia Militar e delegacias. Apesar de Maretoli ter homenageado Zucco como padrinho do evento, a equipe de comunicação do candidato do PL disse à Matinal que a demanda partiu do próprio município. “O mandato recebe solicitações apresentadas por prefeituras, câmaras de vereadores, entidades, associações, representantes municipais e também por cidadãos”, informou. Com base nestas demandas, a comunicação do candidato especificou que são considerados critérios técnicos e legais como “relevância e o interesse público, a pertinência para o município, a possibilidade legal de atendimento, a adequação do objeto à modalidade do recurso, a disponibilidade orçamentária e a viabilidade de execução”. Após a resposta, questionamos qual seria a relevância social e a pertinência do Dia da Família, mas a comunicação do candidato disse que não ia prestar novos esclarecimentos. Disse ter atendido às demandas do veículo e que o questionamento sobre o destino da emenda está ligado ao alinhamento editorial do veículo. Nas respostas enviadas, Zucco e sua equipe afirmam zelar pela correta destinação das emendas parlamentares. “Caso seja identificado qualquer indício de irregularidade na aplicação dos recursos, o mandato exerce sua prerrogativa de fiscalização e adota as providências cabíveis perante os órgãos competentes”, diz a nota. O deputado também enviou ofício à Controladoria Geral da União solicitando fiscalização das emendas parlamentares individuais indicadas por ele no exercício de 2025, visando a lisura e transparência na execução. Porém, disse também que, durante a indicação da emenda parlamentar para o evento em Santa Maria, o mandato só tinha conhecimento de que a ocasião denominava-se “Marcha da Família” e nada mais (confira as respostas na íntegra). A reportagem entrou em contato com o pastor Jader Maretoli quatro vezes, sem sucesso. No último contato, ele comprometeu-se a prestar esclarecimentos, e pediu que as perguntas fossem enviadas por mensagem de WhatsApp, mas, até o momento, não houve resposta. Além de apóstolo da Jesus Church de Santa Maria e organizador do Dia da Família, Maretoli é vereador suplente e concorreu pelo PL em 2024. De 2019 a 2020, enquanto filiado ao Republicanos, Maretoli ocupou o cargo de secretário-adjunto da Secretaria Estadual do Esporte e Lazer do governo Eduardo Leite (PSDB). Ele se apresenta, no Instagram, como o 12º vereador mais votado na cidade, apesar de não ter sido eleito. Hoje, pouco menos de 12 meses depois do evento, atua como cabo eleitoral de Zucco e dos candidatos ao Senado, Marcel Van Hattem (Novo) e Sanderson (PL). O sogro de Maretoli, o pastor Oséas Costa, concorre ao cargo de deputado estadual pelo Republicanos. No Dia da Família, Costa figurou como atração. Prefeitura de SM se omite Organizadora oficial do Dia da Família, a gestão de Rodrigo Decimo (PSDB) não respondeu aos questionamentos enviados pela Matinal. Decimo esteve no evento e posou para fotos com Maretoli. A Secretaria de Comunicação de Santa Maria foi procurada em quatro ocasiões. Questionamos se a gestão escolheu o destino do recurso, se fez parte da realização do evento e se o evento só aconteceu por conta do repasse. A pasta confirmou o recebimento das questões, mas não respondeu até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto. No plano de trabalho da emenda pix enviada por Zucco, que é de responsabilidade da prefeitura, fica claro que se tratava de um evento religioso voltado “à valorização dos valores familiares e homenagem à família”, incluindo rodas e espaços de oração e um show gospel com duração de 90 minutos, no valor de R$ 90 mil. O contratado foi o cantor David Quinlan, também alinhado ao bolsonarismo. Outros R$ 83,4 mil foram destinados para a estrutura física da marcha, incluindo grades, cobertura, tendas e palco; R$ 24 mil, destinados à locação de um painel de LED. No total, os gastos somaram R$ 197,9 mil. O material de divulgação do Dia da Família não cita nominalmente o deputado e menciona o apoio da prefeitura de Santa Maria e de comércios locais. STF exigiu detalhamento de repasses a eventos até 2024 Apesar de o Supremo Tribunal Federal ter publicado uma série de regramentos para as emendas pix, como a necessidade de planos
Análise: Operação une crime organizado ao caso Master (VIDEO)

Análise: Operação une crime organizado ao caso Master (VIDEO) Segundo a analista de Política da CNN Clarissa Oliveira, ao Live CNN, nova fase da Operação Carbono Oculto aponta vínculo entre operador financeiro ligado ao Banco Master e o combate ao crime organizado Por CNN Brasil 24/09/2026 Frente do Banco Master | Arte CNN O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Estado de São Paulo e a Receita Federal deflagraram, na manhã desta quinta-feira (24), a Operação Crédito Oculto, uma nova fase da Operação Carbono Oculto. A analista de Política da CNN Clarissa Oliveira avalia, ao Live CNN, que a operação une o crime organizado ao caso Master. Segundo Clarissa Oliveira, a operação simboliza de maneira intensa o combate à infiltração do crime organizado tanto em instâncias da máquina pública quanto no setor financeiro como um todo. “Ela é parte de todo um esforço, todo um empenho de autoridades brasileiras em várias instâncias de governo para asfixiar financeiramente o crime organizado”, afirmou a analista. A figura central: o empresário conhecido como “Mineiro” Nesta fase específica da operação, um ponto de destaque é a menção ao empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro” e dono da empresa Entre Investimentos. Segundo Clarissa, ele é uma figura com vínculo direto com o caso Master. “A gente está falando de um operador financeiro que trabalhava ali, atuava em conjunto com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master”, explicou a analista. A empresa Entre Investimentos também teria vínculos históricos com o processo de financiamento do filme “Dark Horse”, uma cinebiografia cujo protagonismo é a representação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Esse financiamento acabou aproximando o caso Master do senador Flávio Bolsonaro (PL), que, segundo Clarissa, “foi flagrado pedindo dinheiro para Daniel Vorcaro para fazer o financiamento desse filme”. Convergência entre duas investigações Para Clarissa Oliveira, a operação representa a união de duas frentes de apuração que vinham sendo conduzidas de forma paralela. “Nesta fase, essas duas investigações acabam se unindo neste ponto comum, que é o “Mineiro”, este operador financeiro que atuou em conjunto com Daniel Vorcaro”, destacou. A analista descreveu o momento como o encaixe de mais peças de um “enorme quebra-cabeça”, montado ao longo de toda a corrida eleitoral, desde o período da pré-campanha. Clarissa também ressaltou que a Operação Carbono Oculto foi fruto de disputas entre agentes federais e agentes do estado de São Paulo, com destaque para o Ministério da Fazenda, a Receita Federal e o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Segundo a analista, “sempre há ali um movimento de tentar ganhar autoria, ganhar protagonismo nas operações de asfixia financeira do crime organizado”. A analista concluiu que o vínculo com o caso Master, tão próximo do período eleitoral, “é sim uma peça importante que merece atenção”. https://www.youtube.com/watch?v=ONLuCYaI9oc Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterGovernadorMP-SPPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaReceita FederalRepublicanosSenadorVIDEO AUDIO Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Análise: Operação une crime organizado ao caso Master (VIDEO) 24/09/2026 É falso que relatório da PF tenha descartado corrupção em ‘Dark Horse’ 24/09/2026 Justiça mantém prisão de vereador Jorge Canella após audiência de custódia 24/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Exclusivo: Flávio Bolsonaro e ‘Neymar Pai’ cobravam recursos de Vorcaro, indicam mensagens 21/09/2026 Dark Horse: valor do filme sobre Bolsonaro, com produtora alvo da PF, supera o orçamento de ganhadores do Oscar 10/09/2026 Candidato a deputado federal e presidente da Câmara de Sumaré (SP) é preso em operação contra tráfico 09/09/2026 Pressão sobre Mendonça chega ao TSE e abre debate sobre suspeição 21/09/2026 PF realiza operação contra desvios no AM; STF afasta prefeito de Coari 16/09/2026
Salles se retrata após compartilhar montagem com Flávio Bolsonaro como ‘ladrão’: ‘Feito por engano’

Salles se retrata após compartilhar montagem com Flávio Bolsonaro como ‘ladrão’: ‘Feito por engano’ Imagem mostrava rostos de Lula e de Flávio Bolsonaro com o texto ‘Não existe voto útil em ladrão’; candidato apagou compartilhamento e alegou que não percebeu teor da publicação em razão da ‘pressa da campanha’ Por Juliano Galisi | O Estado de S.Paulo 24/09/2026 Salles faz retratação após compartilhar imagem que mostrava Flávio Bolsonaro como ‘ladrão’ Foto: Reprodução via X O candidato ao Senado por São Paulo Ricardo Salles (Novo) postou uma retratação após compartilhar uma imagem no X (antigo Twitter) que mostrava o candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como “ladrão”. A publicação repostada pelo ex-ministro do Meio Ambiente mostrava os rostos de Lula (PT) e de Flávio Bolsonaro junto ao texto “Não existe voto útil em ladrão”. Salles compartilhou a montagem, mas apagou-a em seguida e postou sua explicação. Segundo o deputado federal, o compartilhamento foi “feito por engano” e o teor da publicação não foi percebido “pela pressa da campanha”. “Como eu já disse publicamente, Flávio terá meu voto contra Lula no segundo turno, e teria no primeiro se (Romeu) Zema, do meu partido, não fosse candidato”, afirmou Salles. Salles foi um dos sete participantes do debate entre candidatos ao Senado promovido pelo Estadão em parceria com a Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) nesta quarta-feira, 23. Durante o programa, o candidato marcou posição à direita, mas criticou o PL e o representante do partido na disputa, o deputado estadual André do Prado, com quem teve o embate mais acirrado da noite. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalNOVOPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos Trabalhadores Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Salles se retrata após compartilhar montagem com Flávio Bolsonaro como ‘ladrão’: ‘Feito por engano’ 24/09/2026 Ruas recebeu R$ 1,5 milhão de fornecedora de obras da pasta que chefiava 24/09/2026 Análise: Operação une crime organizado ao caso Master (VIDEO) 24/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Zucco destinou emenda pix para evento evangélico liderado por pastor bolsonarista 24/09/2026 Ao STF, ex-sócio de Vorcaro exime Jaques e aponta dedo para MP de Bolsonaro 22/09/2026 Contrato de Vorcaro previa até R$ 427 milhões a escritório de esposa de desembargador identificado como da ‘turma’ de Nunes Marques 22/09/2026 Polícia e MP investigam possível vazamento de informações de operação que mirou integrantes do PCC e Milton Leite em SP 18/09/2026 TRE-RJ muda 72 locais de votação na Região dos Lagos e Norte Fluminense para evitar interferência do crime organizado 17/09/2026
É falso que relatório da PF tenha descartado corrupção em ‘Dark Horse’

É falso que relatório da PF tenha descartado corrupção em ‘Dark Horse’ Flávio Bolsonaro é investigado por supostos crimes envolvendo o caso, que tem conexão com o escândalo do Banco Master Por Clarissa Pacheco | O Estado de S.Paulo 24/09/2026 Publicação mente ao afirmar que relatório da Polícia Federal disse que não houve corrupção no filme Dark Horse Foto: Reprodução/TikTok O que estão compartilhando: que um relatório da Polícia Federal tornado público pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino afirmaria que não houve corrupção no filme Dark Horse. Isso provaria que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) estava falando a verdade. O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é falso. O relatório da Polícia Federal sobre a investigação não diz isso. O documento, assinado em 8 de julho de 2026, aponta que o senador não era apenas um terceiro mencionado em comunicações de outras pessoas, e sim um interlocutor direto de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, nas tratativas relacionadas ao financiamento do filme. O relatório indica que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, seria a pessoa que decidia como o dinheiro repassado por Vorcaro deveria ser gasto nos Estados Unidos, onde mora. Com essas evidências, a PF pediu que o ministro do STF André Mendonça instaurasse um procedimento separado para investigar Flávio e outros citados nas conversas sobre o filme pelos possíveis crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas. Além disso, o relatório da PF não foi tornado público por Flávio Dino. Na realidade, o documento veio à tona após Mendonça retirar o sigilo de parte dos inquéritos envolvendo o Banco Master, a pedido do presidente do STF, ministro Edson Fachin. O sigilo quebrado por Flávio Dino foi outro: da investigação da Polícia Civil de São Paulo envolvendo a produtora do filme. Saiba mais: Flávio Bolsonaro é investigado desde julho. Em maio deste ano, The Intercept Brasil publicou áudios em que Flávio cobrava de Vorcaro dinheiro supostamente prometido para financiar o filme. O valor acertado era de R$ 134 milhões, e o banqueiro chegou a repassar pelo menos R$ 61 milhões. O restante do dinheiro foi cobrado por Flávio Bolsonaro reiteradas vezes diretamente a Vorcaro, a quem chamou de “irmão”. A Polícia Federal apura se o dinheiro foi destinado a financiar a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. No dia 12 de setembro, após a derrubada do sigilo de parte dos documentos do caso Master, Flávio Bolsonaro disse, durante um ato de campanha em Cabo Frio (RJ), que nada surgiu contra ele e que esse é o “maior atestado de idoneidade”. Relatório da PF menciona conversas e pede investigação por corrupção O relatório da Polícia Federal mostra a cobrança de Flávio Bolsonaro a Vorcaro e sinaliza mensagens em que Eduardo Bolsonaro era apontado como a pessoa que geria o dinheiro nos EUA. Em 8 de dezembro de 2024, o publicitário Thiago Miranda, ligado a Vorcaro, entrou em contato com o banqueiro para agendar uma reunião com Flávio Bolsonaro para tratar do “filme do presidente”. A reunião foi marcada para 11 de dezembro de 2024 e, na véspera, Miranda encaminhou a Vorcaro uma mensagem de Flávio informando que o deputado federal Mário Frias (PL-SP) participaria do encontro. Entre janeiro e março de 2025, há conversas entre Vorcaro, Miranda e Fabiano Zettel mencionando Flávio ou Eduardo Bolsonaro e cobranças sobre os aportes para o filme. Zettel é cunhado de Vorcaro e foi preso em uma operação da PF. A partir de agosto do ano passado, o próprio Flávio Bolsonaro passou a falar diretamente com Vorcaro. Há menção a uma reunião no dia 20 de agosto de 2025. No dia 8 de setembro, Flávio mandou um áudio a Vorcaro cobrando pagamentos sobre o filme. Em 16 de setembro eles se falaram por telefone, e a partir de 17 de setembro há mais mensagens para marcar outro encontro. No dia 22 de outubro, Flávio disse a Vorcaro que o filme estava no terceiro dia de gravação e que a produção estava “no limite”. Pediu que, se Vorcaro não pudesse fazer o depósito, o avisasse para que buscasse outra solução. Em 16 de novembro, na véspera da prisão de Vorcaro, Flávio tentou ligar para o banqueiro e depois mandou uma mensagem: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”. No relatório, a Polícia Federal diz que “tais elementos indicam que o senador Flávio Nantes Bolsonaro não aparece apenas como terceiro mencionado em comunicações de outras pessoas, mas como interlocutor direto de Daniel Vorcaro em tratativas relacionadas ao financiamento da produção, inclusive com cobranças de pagamentos, reuniões presenciais e acompanhamento do andamento das gravações”. O que Flávio Dino tornou público No dia 13 de setembro deste ano, Dino tornou públicos outros documentos relativos ao filme Dark Horse: o conteúdo de uma investigação da Polícia Civil de São Paulo envolvendo a produtora do filme, a Go Up, e o deputado federal Mário Frias, idealizador do filme. Eles são suspeitos de desvios de recursos públicos, inclusive de emendas parlamentares do deputado. Essa apuração tem Dino como relator. Ele determinou que todo o material recebido pela Justiça estadual de São Paulo seja encaminhado à Polícia Federal. Na decisão, argumentou que o material reforçou a hipótese de conexão entre as duas frentes de investigação sobre o filme. Flávio Bolsonaro não foi citado nessa decisão. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterCabo Frio RJDeputado FederalPL Partido LiberalPolícia CivilPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaRegião dos Lagos Baixada LitorâneaSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram É falso que relatório da PF tenha descartado corrupção em ‘Dark Horse’ 24/09/2026 Justiça mantém prisão de vereador Jorge Canella após audiência de custódia 24/09/2026 Zucco destinou emenda pix para evento evangélico liderado por pastor bolsonarista 24/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available
Ex-diretor do Banco Genial e executivo ligado ao Master são alvos de 3ª fase da Operação Carbono Oculto

Ex-diretor do Banco Genial e executivo ligado ao Master são alvos de 3ª fase da Operação Carbono Oculto Ação cumpre 27 mandados em sete estados contra grupo que mascarou compra de usina e distribuidora de combustíveis. Por Bruno Tavares e Isabela Leite | TV Globo e GloboNews 24/09/2026 Terceira fase da Operação Carbono Oculto é realizada nesta quinta-feira (24) em São Paulo e Rio de Janeiro. — Foto: Divulgação/Receita Federal São Paulo – O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público de São Paulo, em parceria com a Receita Federal, deflagrou na manhã desta quinta-feira (24) a terceira fase da Operação Carbono Oculto. Os agentes estão nas ruas para cumprir 27 mandados de busca e apreensão em sete estados. A ação aprofunda uma investigação sobre suposta lavagem de dinheiro e organização criminosa ligada ao setor de combustíveis na aquisição da distribuidora Tobras Distribuidora de Combustíveis Ltda., conhecida como Terrana. A investigação aponta a participação central de executivos do mercado financeiro no esquema de lavagem. Entre os alvos das buscas estão Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-executivo do Banco Genial, seus irmãos, André e Bruno Tupinambá, além do empresário Antonio Carlos Freixo Junior, dono da Entre Investimentos. O Banco Genial esclarece que Humberto Tupinambá não integra a Diretoria e não é sócio da instituição desde maio de 2026, quando ocorreu sua destituição (leia a nota completa abaixo). Tupinambá estava no banco desde agosto de 2022 e é investigado por ligação com o esquema de ‘Beto Louco’ e ‘Primo’ entre 2024 e 2025, ainda na condição de executivo do banco. Já Antonio Carlos Freixo Junior assinou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) no âmbito das investigações sobre o escândalo do extinto Banco Master, de Daniel Vorcaro. Os mandados foram autorizados pela 2ª Vara Criminal de Catanduva com buscas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Espírito Santo. Participam da operação a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e a Secretaria Estadual da Fazenda de São Paulo. O GAECO aponta que o grupo investigado teria montado uma estrutura financeira e societária complexa para assumir o controle da distribuidora Terrana e ocultar patrimônio por meio de fundos de investimento, empresas de fachada e operações financeiras consideradas atípicas pelo Ministério Público. De acordo com o GAECO, a estrutura teria sido liderada por Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, chamado de “Primo”. Os dois são apontados como chefes da organização investigada, embora não apareçam na lista de alvos de busca desta fase da operação. Em nota, as defesas de Roberto Leme e Mohamad Hussein informaram que seus clientes “não foram alvos da operação deflagrada pelo GAECO na data de hoje e desconhecem os fatos em investigação”. O g1 procurou as defesas da Entre Investimentos e da Terrana e aguarda retorno. Também participam da operação a Receita Federal, a Secretaria de Fazenda do Estado de São Paulo, a Procuradoria-Geral do Estado e as polícias Civil e Militar. Compra de distribuidora e lavagem de dinheiro A investigação do GAECO sustenta que a aquisição da Terrana ocorreu por intermédio de fundos e empresas criados especificamente para a transação. Entre as estruturas analisadas estão os fundos Radford, Derby 44 e Los Angeles 01, além das empresas Berna Holdings Ltda. e Branson Holdings Ltda., constituídas poucos meses antes da operação de compra da distribuidora. Segundo o Ministério Público, mais de R$ 120 milhões teriam circulado por diferentes empresas e contas utilizadas como “contas de passagem”, com recursos transitando por companhias como Aster Petróleo, SM Serviços Empresariais, Duvale Distribuidora e Usina Itajobi antes de chegarem à estrutura responsável pela aquisição da Terrana. As suspeitas são sustentadas por relatórios do Coaf, documentos bancários, informações fornecidas pelo Banco Genial, análise de movimentações financeiras e mensagens extraídas de aparelhos celulares apreendidos em fases anteriores da investigação. Conversas encontradas pelos investigadores indicariam a utilização de pessoas interpostas, conhecidos como “laranjas”, para ocultar os verdadeiros controladores dos ativos e da distribuidora. O que diz o Banco Genial O Banco Genial esclarece que Humberto Tupinambá não integra a Diretoria e não é sócio da instituição desde maio de 2026, quando ocorreu sua destituição. Todas as informações relacionadas às operações envolvendo o Fundo Radford, inclusive aquelas relacionadas às empresas Berna e Branson Holdings, que estavam em poder da instituição foram fornecidas pela própria Genial ao GAECO-SP. Em relação às operações mencionadas, também foram realizadas as comunicações cabíveis ao COAF, nos termos da legislação e da regulamentação aplicáveis. No âmbito dessas operações, a Genial atuou dentro das atribuições que lhe competiam, observando os procedimentos, normas e regulamentos aplicáveis, considerando as informações disponíveis à instituição à época. A partir do conhecimento dos fatos, a instituição adotou medidas adicionais de governança e controle, incluindo a instauração de processo de Inspetoria interna, a revisão da governança das operações de crédito, o afastamento do então diretor dos respectivos processos decisórios e sua posterior destituição. A Genial também contou com o apoio de especialistas externos para a revisão e o aprimoramento de seus processos e controles. Após a deflagração da Operação Carbono Oculto, a Genial renunciou à administração do Fundo Radford e manteve sua postura de colaboração com as autoridades, fornecendo as informações e os documentos solicitados. A instituição permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações e prestar todos os esclarecimentos que se façam necessários. 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Ruas recebeu R$ 1,5 milhão de fornecedora de obras da pasta que chefiava

Ruas recebeu R$ 1,5 milhão de fornecedora de obras da pasta que chefiava Empresa de Douglas Ruas prestou serviço para uma pedreira que forneceu brita para obras contratadas pela secretaria que chefiava Por Bruna Lima | Metrópoles 24/09/2026 Altineu Côrtes (PL-RJ) e o deputado estadual Douglas Ruas (PL-RJ) | Reprodução/Rede sociais A empresa do deputado estadual Douglas Ruas, candidato do PL ao governo do Rio de Janeiro, recebeu pelo menos R$ 1,58 milhão entre 2023 e 2025 da pedreira familiar do deputado federal e aliado Altineu Côrtes (PL-RJ). Paralelamente aos pagamentos, a Mineração Santa Edwiges, que está em nome de dois irmãos e do filho de Altineu, forneceu materiais para obras da Secretaria de Cidades, pasta chefiada por Douglas Ruas até março de 2026. A coluna teve acesso com exclusividade a três notas fiscais emitidas pela Saur Construção Terraplanagem e Locação, empresa de Douglas Ruas, em favor da Santa Edwiges por serviços prestados em dezembro de 2023, abril de 2024 e dezembro de 2024. A primeira foi de R$ 431,1 mil; a segunda, de R$ 449,8 mil; e a terceira, de R$ 698,9 mil. Todas as notas são referentes a serviços de “transporte de brita”. A pedreira da família de Altineu Côrtes foi subcontratada pela Secretaria de Cidades de Douglas Ruas justamente para fornecer o material para obras da pasta. À coluna, Altineu Côrtes disse que a Santa Edwiges contrata serviços de transporte de brita de diversas empresas de São Gonçalo e negou que a Saur, de Douglas Ruas, tenha atuado em obras do estado. Presidente do PL no Rio de Janeiro, o deputado afirmou também que a pedreira de sua família não foi subcontratada pela Secretaria de Cidades, apenas “forneceu” materiais para obras. Douglas Ruas alegou que a Saur “presta serviços apenas para empresas privadas e suas atividades não têm – e nunca tiveram – nenhuma vinculação com contratos públicos”. A empresa que comprou a brita da Santa Edwiges foi a FP Vieira, que tem R$ 708,8 milhões em contratos com a Secretaria de Cidades. Localizada em São Gonçalo, a empresa aumentou exponencialmente os valores de contratos com o governo do Rio de Janeiro após Douglas Ruas assumir o cargo no Executivo fluminense, em setembro de 2023. Em 2023, a Santa Edwiges informou que a FP Vieira estava entre suas maiores compradoras. Em 2024, a FP Vieira também aparece como líder de consumidores porque faz parte do Consórcio MUV, em parceria com a Construtora Metropolitana S/A. Mais da metade do montante de contratos da FP Vieira com a Secretaria de Cidades — R$ 456,6 milhões — foi durante a gestão de Douglas Ruas. Justamente na mesma época, a empresa aparece em relatórios da Santa Edwiges como uma das maiores consumidoras da pedreira da família de Altineu Côrtes. Em maio, a coluna revelou que a Santa Edwiges aumentou em 517% sua operação após Douglas Ruas assumir a Secretaria de Cidades. Na lista de arrecadadores da ANM, o negócio da família de Altineu saiu da 28ª posição em operação para o 3º lugar no estado, entre 2023 e 2024. No âmbito nacional, o salto foi de 683º para 161º. Nos anos anteriores, a empresa, apesar de já existente, não aparecia no ranking de contribuintes do órgão. A pedreira da família do deputado do PL e vice-presidente da Câmara dos Deputados fica localizada dentro da fazenda de seu pai, em São Gonçalo (RJ). A Santa Edwiges está no nome de dois irmãos de Altineu Côrtes — Marcelo e Ângela Coutinho —, de seu filho, Altineu Paesler Coutinho, e de seu sobrinho, Davi Decat Coutinho. Aparece também no quadro societário a empresa ACP Gestão Empresarial e Participações, que é registrada no nome do herdeiro. Enriquecimento da Saur, empresa de Douglas Ruas Assim como a Santa Edwiges, a Saur de Douglas Ruas também prosperou entre 2023 e 2025, período que coincide com o que o candidato do PL ao governo do Rio de Janeiro comandou a Secretaria de Cidades. A empresa registrou, em 2025, um lucro de 19,5 milhões. Documentos obtidos pela coluna mostram que, em abril de 2024, a Saur comprou uma fazenda de 1,3 milhão de metros quadrados em São Gonçalo. A propriedade foi adquirida em sociedade com a Normandia Empreendimentos e Participações, empresa do Altineu Côrtes. Em 2024, a Saur também comprou um galpão por R$ 5 milhões e outro imóvel por R$ 2,4 milhões, ambos em Duque de Caxias. Em novembro do mesmo ano, o candidato do PL ao governo do Rio de Janeiro comprou seis lotes em um bairro em São Gonçalo que foi restaurado com obras do município e do estado. A Prefeitura de São Gonçalo é comandada pelo Capitão Nelson, pai de Douglas Ruas. Além dos imóveis, a Saur investiu em dois precatórios em 2024, avaliados em R$ 1,7 milhão. A Saur não havia realizado qualquer aquisição imobiliária desde sua criação, em 2011, até 2022. O candidato do PL ao governo do Rio de Janeiro não quis comentar a aquisição de bens pela sua empresa após o período em que assumiu a Secretaria de Cidades. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualDeputado FederalDuque de Caxias RJPL Partido LiberalPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseSão Gonçalo RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ruas recebeu R$ 1,5 milhão de fornecedora de obras da pasta que chefiava 24/09/2026 Análise: Operação une crime organizado ao caso Master (VIDEO) 24/09/2026 É falso que relatório da PF tenha descartado corrupção em ‘Dark Horse’ 24/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. 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Flávio Bolsonaro viajou em jato de Vorcaro (VIDEO)

Flávio Bolsonaro viajou em jato de Vorcaro Voo em janeiro de 2025 se deu na mesma aeronave em que o ministro Alexandre de Moraes foi filmado desembarcando sete meses depois Por Breno Pires | piauí 23/09/2026 A rota entre Fort Lauderdale e Brasília em que Flávio viajou com a mulher e as duas filhas – Reprodução Brasília – O senador Flávio Bolsonaro voou em uma aeronave de Daniel Vorcaro em janeiro de 2025 ao regressar da Flórida para Brasília após uma viagem em família. É o mesmo jato executivo de alto padrão, de prefixo PP-NLR, que transportou o ministro do STF Alexandre de Moraes em agosto do mesmo ano, conforme revelou o jornal O Globo. A piauí apurou que a empresa Prime You, que tinha então Vorcaro como um dos sócios, já era dona de um terço das cotas da aeronave na data do voo. A aquisição foi realizada no fim de 2024. A viagem de Flávio, candidato à Presidência pelo PL, foi feita em família: com a mulher, a cirurgiã-dentista Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e as duas filhas do casal. Entre os passageiros estava ainda o amigo Willer Tomaz, o advogado e empresário que já foi preso no escândalo da JBS (do qual acabou absolvido) e é investigado no esquema de desvios bilionários do INSS. Tomaz confirmou à piauí que era dono de uma das três cotas do avião. Além de detentora de outra dessas cotas, a Prime You também era operadora do jato, por meio da Prime Aviation Táxi Aéreo e Serviços, que integra seu portfólio. Segundo informações da própria empresa, a Prime You teve Vorcaro como sócio de 2021 até setembro de 2025. Um relatório da Polícia Federal mostra que cada uma das cotas de 33,33% valia 5,5 milhões de dólares em maio de 2025. Nessa época, a empresa negociava a transferência da participação para o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes, que acabou não se concretizando. O jornal O Globo foi o veículo que revelou na semana passada que a Polícia Federal encontrou, durante as investigações sobre as fraudes no INSS, registros de que Flávio e Tomaz viajaram juntos de Fort Lauderdale para Brasília em 19 de janeiro de 2025, véspera da posse de Donald Trump. Reportagem de Patrik Camporez informou que o grupo viajou numa aeronave operada pela Prime You. A piauí identificou que esse avião é o Legacy 650 de prefixo PP-NLR, ao cruzar registros históricos de tráfego aéreo, uma planilha de movimentos aeroportuários e informações do Registro Aeronáutico Brasileiro – parte desses dados estava disponível na CPI do Crime Organizado. Os registros históricos de tráfego aéreo no site ADBS-Exchange mostram que, em 19 de janeiro de 2025, o PP-NLR decolou do Aeroporto Internacional de Fort Lauderdale-Hollywood, atravessou o Caribe e o Norte da América do Sul e pousou em Brasília. Uma planilha de movimentos aeroportuários confirma que o PP-NLR chegou a Brasília vindo de Fort Lauderdale naquele dia. Data, origem e destino coincidem com o voo de Flávio e Tomaz identificado pela PF e revelado pelo Globo. A proprietária formal do PP-NLR era a Fraction 024 Administração de Bem Próprio S.A., sociedade que concentrava a propriedade compartilhada do jatinho, dividida em três participações da seguinte forma: a de Willer Tomaz, por meio da Alcazar Holdings (empresa sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, da qual ele é o único sócio); a de Laércio Cosentino, fundador da TOTVS; e a terceira, que já pertenceu ao empresário Gabriel Szlezynger Lacerda, da petroquímica Unigel, e foi vendida à Prime de Daniel Vorcaro “no fim de 2024”. A informação foi confirmada para a piauí por Lacerda. Ele acrescentou que não conhecia Daniel Vorcaro e que toda a negociação foi feita com a Prime. A Fraction 024 também mantinha uma relação financeira direta com o Banco Master. Em uma comunicação ao Coaf, o Bradesco registrou que, entre setembro de 2024 e setembro de 2025, a empresa transferiu 7,6 milhões de reais ao banco de Vorcaro, em 36 operações. No mesmo período, fez outros 6,5 milhões de reais em pagamentos à Prime Aviation. Além de Vorcaro, a Prime You tinha como sócio Maurício Quadrado, dono da Trustee DTVM e ex-sócio da Planner*, uma grande corretora paulistana que também é alvo da Polícia Federal na Operação Compliance Zero. Coincidentemente, através do fundo Sharks FIP Multiestratégia, administrado pela Trustee, Quadrado era um dos cotistas de um outro bem do qual Tomaz tinha cotas: uma mansão em Angra dos Reis na qual Flávio comemorou o aniversário da filha em fevereiro de 2026. Na passagem pela Flórida, Flávio e Willer estiveram no Hard Rock Hotel & Casino, onde, segundo a coluna de Lauro Jardim, do Globo, passaram a noite de 18 para 19 de janeiro, antes de retornarem ao Brasil. “Lá, Willer retirou 236 mil dólares em dinheiro vivo”, escreveu o colunista. Ao comentar a notícia, Willer Tomaz afirmou que ficou hospedado no hotel por oito dias, mas negou a jogatina. Essa foi uma dentre várias viagens que Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz fizeram juntos, que incluíram ainda um safári na África do Sul dois meses depois, em março de 2025. Além disso, a proximidade entre Flávio e Willer se estende aos imóveis do advogado. Em agosto, como revelou a piauí, Flávio Bolsonaro usou durante a campanha em São Paulo um apartamento que a empresa de Tomaz havia comprado em fevereiro passado de Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro de Vorcaro, com deságio de 2 milhões de reais. Procurado pela piauí, Tomaz enviou uma nota por meio de sua assessoria de imprensa na qual confirma que detinha um terço das cotas da sociedade proprietária do avião por meio de uma empresa de sua titularidade. Afirmou que a Prime You cuidava da gestão do jatinho e de sua escala de utilização. Disse ainda que apenas em abril de 2026 é que descobriu que Daniel Vorcaro “teria igualmente adquirido cota da aeronave” e que, ao tomar conhecimento disso, “denunciou o contrato, encontrando-se, desde então, em litígio” com a
Renan aponta ao TSE interferência estrangeira na eleição em favor de Flávio

Renan aponta ao TSE interferência estrangeira na eleição em favor de Flávio Candidato relata impulsionamento pago de perfis e pede remoção Por Caio Junqueira | CNN Brasil 23/09/2026 Renan Santos (Missão) e Flávio Bolsonaro (PL) | Arte CNN O candidato a presidente Renan Santos (Missão) acionou, na tarde desta quarta-feira (23), o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) apontando possível interferência estrangeira nas eleições brasileiras por meio do impulsionamento de perfis pagos que demonstraram apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL). A representação foi distribuída ao ministro relator André Mendonça. No documento, Renan aponta que “diversas publicações estão sendo realizadas na plataforma X em manifesta desconformidade com a legislação eleitoral, porque perfis estrangeiros estão, de forma reiterada e massiva, veiculando conteúdos de inequívoco caráter político-eleitoral destinados a promover a candidatura de Flávio Bolsonaro perante o eleitorado brasileiro”. O documento exibe cinco desses perfis.Um deles, relata, “conta com 1,1 milhão de seguidores e posta sobre a política dos EUA, sendo curioso o fato de a única publicação tratar do Brasil, versar sobre eleições e ter sido realizada de forma paga” e “atingiu quase 64 mil visualizações, observando que há comentários em português, o que demonstra o alcance direcionado ao Brasil”. A petição diz ainda haver estímulo para a realização de apostas na vitória de Flávio em sites vedados no Brasil, como o Polymarket. Ao final, pede que sejam retiradas as publicações desses perfis e que o X (antigo Twitter) bloqueie o acesso no Brasil a publicidades da plataforma Polymarket a respeito das eleições brasileiras. A tese defendida por Renan é compartilhada pelo governo e pelo PT, que entendem já estar em curso uma interferência americana nas eleições brasileiras, como mostrou a CNN. A CNN procurou a campanha de Flávio e a Polymarket para posicionamento e ainda não obteve retorno. O espaço segue aberto. Notícia anteriorPróxima notícia campanha eleitoralMissãoPL Partido LiberalPT Partido dos TrabalhadoresSenadorTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Renan aponta ao TSE interferência estrangeira na eleição em favor de Flávio 23/09/2026 ‘Meu eleitor é aquele que ora para alienígena e bebe detergente’, diz candidato bolsonarista 23/09/2026 Ex-diretor do Banco Genial e executivo ligado ao Master são alvos de 3ª fase da Operação Carbono Oculto 24/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana CNBB prega apuração no STF e sessão pública: “Verdade fortalece democracia” 10/09/2026 Prefeito de cidade que aplicou R$ 93 milhões no Master assinou contrato de R$ 1,2 milhão com Iter, de Mendonça 17/09/2026 Governo interino de Ricardo Couto no RJ é aprovado por 50% 02/09/2026 Contrato de Vorcaro previa até R$ 427 milhões a escritório de esposa de desembargador identificado como da ‘turma’ de Nunes Marques 22/09/2026 TRE-RJ barra candidatura de Cristiane Brasil, filha de Roberto Jefferson, por suposto elo com organização criminosa 16/09/2026
Governador da Califórnia teme interferência dos EUA nas eleições do Brasil (VIDEO)

Governador da Califórnia teme interferência dos EUA nas eleições do Brasil (VIDEO) Governador da Califórnia, Gavin Newsom, diz que, se fosse brasileiro, estaria “muito preocupado” com inteferência dos EUA nas eleições Por Samuel Pancher | Metrópoles 23/09/2026 Governador da Califórnia, Gavin Newsom | Sam Pancher/Metrópoles Nova York – O governador da Califórnia, Gavin Newsom, afirmou nesta quarta-feira (23/9) que, caso fosse brasileiro, estaria “muito preocupado” com uma eventual interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. Em entrevista ao Metrópoles, Newsom citou o tarifaço aplicado pelo governo Trump, chamou-o de cômico e ressaltou a relação do clã Bolsonaro com a família do presidente dos EUA. “Tivemos uma ‘tarifa Bolsonaro’ de 50%, o que foi cômico. Então eu ficaria muito preocupado com isso (interferência dos EUA)”, afirmou Newsom, que está em Nova York para participar de eventos relacionados à Assembleia Geral da ONU. O líder democrata classificou como “obsceno” o relacionamento da família Bolsonaro com o governo Trump. Ao falar sobre o Brasil, o governador citou, também, a operação que capturou o ditador venezuelano Nicolás Maduro. “A gente acabou de tirar o Maduro e agora estamos assumindo os interesses petrolíferos na Venezuela. Quer dizer, sim, eu ficaria um pouco preocupado”, finalizou. Gavin Newsom é uma das principais lideranças do Partido Democrata e crítico habitual da política externa e comercial de Trump. Ele é cotado como um dos principais nomes do partido para disputar a Casa Branca em 2028. https://youtu.be/OfJgmbWjfAA?si=UTvbHCLNzKCK6LKv Notícia anteriorPróxima notícia campanha eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Governador da Califórnia teme interferência dos EUA nas eleições do Brasil (VIDEO) 23/09/2026 Flávio Bolsonaro viajou em jato de Vorcaro (VIDEO) 23/09/2026 Empregada doméstica assina escritura de mansão de Angra associada a Flávio Bolsonaro 23/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Relatório usado por Moraes não poderia circular fora da PF, diz chefe de entidade dos delegados 05/09/2026 Moraes aponta indícios de crime de Mendonça e pede que Fachin tome providências 03/09/2026 Operação da PF contra deputado apreende quase R$ 1 milhão em dinheiro vivo 16/09/2026 Delegados da PF pedem que Gonet se declare impedido em atos no caso Master 05/09/2026 Flávio se nega a explicar novo repasse de US$ 1,6 milhões de Vorcaro para financiar ‘Dark Horse’ 01/09/2026