Politicaria é um termo pejorativo que define a prática da política voltada para interesses particulares, mesquinhos ou clientelistas. É o famoso “toma lá, dá cá” ou a troca de favores em benefício próprio.

As consequências do 

seu voto

Mansão de Richarlison: Empregada doméstica assina escritura de imóvel ligado a Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz

Mansão de Richarlison: Empregada doméstica assina escritura de imóvel ligado a Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz

Mansão de Richarlison: Empregada doméstica assina escritura de imóvel ligado a Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz Lídia Maria Figueiredo Mazelli, que trabalhou para Willer Tomaz, aparece como dirigente de 14 empresas, incluindo imóveis de luxo e negócios milionários, mas afirma ser doméstica e não conhecer o advogado. Confrontado com as provas, o advogado mudou de versão. Por Dri Delorenzo | Fórum 23/09/2026 Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro – Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro (Reprodução/Redes sociais) Uma empregada doméstica de 61 anos que trabalhou por um ano e meio no escritório do advogado Willer Tomaz, amigo próximo do senador Flávio Bolsonaro, aparece como dirigente de 14 empresas ligadas ao ex-patrão, incluindo uma mansão de R$ 10 milhões e uma ilha de R$ 17 milhões em Angra dos Reis. Abordada pela reportagem investigativa da newsletter Noites Húngaras e do site ICL Notícias, assinada por Alice Maciel e Paulo Motoryn, Lídia Maria Figueiredo Mazelli negou conhecer Tomaz, afirmou trabalhar como doméstica e disse ignorar que seu nome figura à frente dos negócios, levantando suspeitas de uso de “laranja” para ocultação de patrimônio. Empregada doméstica “administra” império milionário Lídia Maria Figueiredo Mazelli trabalhou por um ano e meio no escritório de Willer Tomaz. Desde setembro de 2020, quando deixou o emprego, seu nome passou a constar como dirigente de 14 empresas ligadas ao advogado. Entre os bens associados a essas empresas estão uma mansão avaliada em R$ 10 milhões em Angra dos Reis, que foi alvo de disputa judicial com o jogador Richarlison, uma ilha anunciada por R$ 17 milhões na mesma cidade, um hangar de luxo em Brasília e a companhia responsável por processar pagamentos de bets credenciadas pelo governo do Rio de Janeiro. A realidade de Lídia, porém, é outra. A reportagem da Noites Húngaras e do ICL Notícias a localizou em um prédio de três andares no Riacho Fundo, região administrativa do Distrito Federal, a cerca de 20 quilômetros do centro do Plano Piloto de Brasília, situado sobre uma loja de móveis em área comercial. Ao ser abordada, ela disse trabalhar no local como doméstica, negou conhecer Willer Tomaz e afirmou não saber que seu nome aparece à frente das empresas. Lídia chegou a negar ser Lídia Maria Figueiredo Mazelli. Mas a identidade foi confirmada pela reportagem de duas formas: uma encomenda recebida por ela no momento da abordagem trazia o nome completo, e a comparação com fotografia de documento de identidade apresentado por ela em disputa judicial pela mansão de Angra dos Reis corroborou a identificação. A versão do advogado Willer Tomaz Diante da reportagem, Willer Tomaz adotou estratégia que logo se mostrou insustentável. Em uma primeira nota, negou que a mulher abordada fosse a administradora de suas empresas. “Se a reportagem falou com alguém que disse isso, falou com outra pessoa”, afirmou, segundo o ICL Notícias e a Noites Húngaras. Após ser confrontado com as provas reunidas pela reportagem, a assessoria do advogado mudou de versão: reconheceu que a mulher abordada era, de fato, Lídia, e justificou as respostas evasivas dela alegando que ela teria ficado com medo durante a abordagem. Na mesma nota, Tomaz sustentou que Lídia Maria Figueiredo Mazelli “é administradora de empresas, graduada há mais de 20 anos, e tem longa experiência em cargos de gestão em grandes empresas”. A reportagem solicitou à assessoria do advogado documentos que comprovassem a graduação e a experiência alegadas, mas não obteve resposta até a publicação, segundo o ICL Notícias e a Noites Húngaras. A contradição entre a descrição de uma executiva experiente e a mulher encontrada trabalhando como doméstica, sem reconhecer o próprio nome associado a um patrimônio milionário, permanece sem explicação por parte da defesa. Conexões e histórico de Willer Tomaz O caso não surge no vazio. Willer Tomaz é amigo próximo do senador Flávio Bolsonaro e, segundo apuração do ICL Notícias e da Noites Húngaras, emprestou dois imóveis ao parlamentar: uma casa em Angra dos Reis, onde Flávio comemorou o aniversário da filha em fevereiro, e um apartamento em São Paulo utilizado durante a campanha presidencial. Esses mesmos imóveis têm conexões com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, conforme revelaram o ICL Notícias e a revista Piauí. Em agosto, Willer Tomaz foi alvo da Operação Sem Desconto da Polícia Federal, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro no esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS. O portfólio de negócios associado ao nome de Lídia acrescenta mais uma camada a esse histórico: uma das empresas em que ela figura como dirigente é responsável por processar pagamentos de bets credenciadas pelo governo do Rio de Janeiro, o que amplia o alcance dos negócios sob investigação indireta. O conjunto de fatos apurado pela Noites Húngaras e pelo ICL Notícias aponta para um padrão que autoridades e investigadores reconhecem como uso de “laranja”: a inserção do nome de terceiros, muitas vezes em situação de vulnerabilidade, como titulares formais de empresas e bens para dificultar o rastreamento de patrimônio. A prática configura crime e pode acarretar consequências jurídicas graves tanto para quem empresta o nome quanto para quem organiza o esquema. No caso de Lídia, a negação de qualquer vínculo com Tomaz e o desconhecimento declarado sobre as empresas podem tanto indicar que ela foi usada sem pleno consentimento quanto se tornar elemento central em eventuais investigações futuras. As ligações de Willer Tomaz com Flávio Bolsonaro e a Operação Sem Desconto já em curso tornam o caso politicamente sensível e com potencial de desdobramentos tanto no campo judicial quanto no parlamentar. Notícia anteriorPróxima notícia Angra dos Reis RJBrasília DFFraudes no INSSPL Partido LiberalPolícia Federal PFRiacho Fundo DFSão Paulo SPSenadorSul Fluminense Costa Verde Médio Paraíba Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Mansão de Richarlison: Empregada doméstica assina escritura de imóvel ligado a Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz 23/09/2026 Flávio Bolsonaro viajou em jato de Vorcaro 23/09/2026 Ricardo Couto diz que RJ ‘saiu do vermelho’ e afirma que Estado caminha para deixar R$ 5 bilhões em caixa 18/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode

Empregada doméstica assina escritura de mansão de Angra associada a Flávio Bolsonaro

Empregada doméstica assina escritura de mansão de Angra associada a Flávio Bolsonaro

Empregada doméstica assina escritura de mansão de Angra associada a Flávio Bolsonaro Lídia Mazelli, que preside negócios imobiliários, de aviação e do setor de apostas do advogado Willer Tomaz, foi localizada na periferia do DF e negou conhecer aliado do candidato do PL. Por Paulo Motoryn | Noites Húngaras 23/09/2026 Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com foto da empregada Lídia Maria | Arte Noites Húngaras Durante um ano e meio, Lídia Maria Figueiredo Mazelli, 61 anos, trabalhou no escritório do advogado Willer Tomaz, amigo próximo do senador Flávio Bolsonaro (PL). Desde que deixou o emprego, em setembro de 2020, passou a responder, ao menos no papel, como dirigente de 14 empresas ligadas ao antigo patrão. Os negócios incluem uma mansão avaliada em R$ 10 milhões, em Angra dos Reis (RJ), que foi alvo de disputa judicial com o jogador Richarlison; uma ilha anunciada por R$ 17 milhões, também em Angra; um hangar de luxo em Brasília e a companhia responsável por processar os pagamentos das bets credenciadas pelo governo do Rio de Janeiro. Em agosto, Willer Tomaz foi alvo da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF), que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro no esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS. Amigo próximo de Flávio Bolsonaro, o advogado emprestou dois imóveis recentemente ao senador: uma casa em Angra dos Reis, onde Flávio comemorou o aniversário da filha em fevereiro, e um apartamento em São Paulo usado durante a campanha presidencial. Os imóveis também têm conexões com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, conforme revelaram o ICL Notícias e a revista Piauí. Apesar de constar como diretora e presidente das empresas de Willer Tomaz, Lídia leva uma vida distante do padrão normalmente associado a executivos. Localizamos ela em um prédio no Riacho Fundo, região administrativa do Distrito Federal, cerca de 20 quilômetros do centro do plano piloto de Brasília. O prédio de três andares está localizado em uma área comercial, e sobre uma loja de móveis. Ao ser abordada, Lídia disse que trabalha no local como doméstica, negou conhecer Willer Tomaz e afirmou não saber que seu nome aparece à frente das empresas do advogado. “Acho que teve alguma confusão aí. Eu nem trabalho lá. Eu sou doméstica aqui”, ressaltou. Ao ser questionada se seus dados poderiam ter sido usados sem autorização, Lídia respondeu que não sabia. “Então, não sei. Porque eu não conheço [Willer Tomaz]. Não tenho nenhum problema, não. Eu tenho trabalhado aqui, na casa de uma moça”, afirmou. Atualização (23 de setembro, às 18h15): Após a publicação desta reportagem, Lídia Maria Figueiredo Mazelli enviou nota em que contesta informações presentes no texto. Embora tenha sido a própria Lídia quem, durante a abordagem, afirmou trabalhar como empregada doméstica, ela agora diz que nunca exerceu essa profissão e que deu essa e outras respostas porque ficou assustada e queria encerrar a conversa. Lídia afirma ser bacharel em Administração desde 2002, trabalhar como gerente administrativa desde 2010 e ter exercido de fato os cargos de direção nas empresas do grupo de Willer Tomaz, inclusive assinando atos de gestão nessa condição. A íntegra da manifestação está reproduzida ao final desta reportagem. Lídia também negou ser Lídia Maria Figueiredo Mazelli. Uma encomenda recebida por ela quando estávamos na entrada do prédio, porém, trazia esse nome completo. A identificação foi ainda corroborada pela reportagem por meio da comparação da entrevistada com a fotografia de um documento de identidade de Lídia Maria Figueiredo Mazelli apresentado por ela a envolvidos na disputa pela mansão em Angra dos Reis. Procurado, Willer Tomaz negou, em uma primeira resposta, por meio de nota, que a pessoa encontrada pela reportagem fosse a administradora de suas empresas. “Se a reportagem falou com alguém que disse isso, falou com outra pessoa”, afirmou. Depois de ser confrontada com as provas levantadas pelo ICL Notícias, porém, a assessoria do advogado mudou a versão. Em um segundo momento, por meio de ligação telefônica, informou que a mulher abordada era, de fato, Lídia e afirmou que ela teria ficado com medo durante a abordagem, razão pela qual teria dado respostas evasivas e se retirado do local. Em nota, o advogado afirmou ainda que Lídia Maria Figueiredo Mazelli “é administradora de empresas, graduada há mais de 20 anos, e tem longa experiência em cargos de gestão em grandes empresas”, além de ter ocupado cargos de direção em empresas do grupo. Diante da afirmação, a reportagem pediu que a assessoria apresentasse qualquer tipo de comprovação da graduação mencionada e da formação alegada para o exercício desses cargos. Não houve resposta a esse pedido até a publicação desta reportagem. Depois do contato, a reportagem localizou no Cadastro Nacional do Conselho Federal de Administração um registro em nome de Lídia Maria Figueiredo Mazelli, que informa titulação de administradora e formação acadêmica em bacharelado em Administração. Sobre a Operação Sem Desconto, Willer afirmou que “não é investigado em desvios de aposentados, e a própria PGR se manifestou contra a diligência por falta de qualquer ligação com o caso”. De funcionária a presidente dos negócios de Willer Tomaz O advogado Willer Tomaz representou Lídia na Justiça enquanto ela trabalhava como funcionária dele. Em junho de 2019, ele assumiu sua defesa no inventário aberto para a partilha dos bens deixados pela mãe. Nos autos, Lídia afirmou não ter condições de pagar as custas e os honorários sem comprometer o próprio sustento e declarou ser “pessoa pobre na acepção jurídica do termo”. Registros trabalhistas consultados pelo ICL Notícias mostram que ela teve vínculo formal no escritório Willer Tomaz Advogados entre 25 de março de 2019 e 1º de setembro de 2020. Quatro dias depois do fim do contrato, em 5 de setembro, Lídia já aparecia como dirigente da Jet Line Locação e Serviços Aéreos. Na mesma época, ela assumiu a diretoria da WT Administração de Imóveis e Bens. Lídia deixou as empresas em agosto e julho de 2024, respectivamente. Seu nome também passou pelo quadro de diretoria de companhias dos setores de comunicação, mineração, imóveis, investimentos

‘Meu eleitor é aquele que ora para alienígena e bebe detergente’, diz candidato bolsonarista

‘Meu eleitor é aquele que ora para alienígena e bebe detergente’, diz candidato bolsonarista

‘Meu eleitor é aquele que ora para alienígena e bebe detergente’, diz candidato bolsonarista José Medeiros, que concorre ao Senado em Mato Grosso, enviou mensagem ao prefeito de Diamantino, Chico Mendes, irmão do ministro Gilmar Mendes Por Vinícius Nunes | Carta Capital 23/09/2026 O deputado federal José Medeiros (PL-MT). Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados Um áudio vazado do deputado federal José Medeiros (PL-MT), candidato ao Senado em Mato Grosso, mostra o bolsonarista ironizando o próprio eleitorado. Na gravação, enviada ao prefeito do município de Diamantino, Chico Mendes (União Brasil), irmão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, Medeiros afirma que seu eleitor “ora para alienígena e bebe detergente”. O áudio repercutiu nas redes sociais na terça-feira 22. “Você sabe que o meu eleitor é aquele eleitor que ora para alienígena e bebe detergente, né? Esse eleitor, Chico”, diz Medeiros na gravação, que tem cerca de 11 segundos. As referências feitas por Medeiros remetem a episódios que ganharam repercussão entre apoiadores de Jair Bolsonaro (PL). A menção aos alienígenas faz referência a vídeos de manifestantes bolsonaristas que, após a derrota de Bolsonaro na eleição de 2022, apareceram apontando celulares para o céu.  Já a referência ao detergente está relacionada a vídeos de bolsonaristas defendendo produtos da marca Ypê. A empresa teve a produção de determinados produtos suspensa por determinação da Anvisa em maio. Outro áudio envolve o STF O episódio é o segundo áudio vazado de uma conversa entre Medeiros e Chico Mendes. No primeiro, divulgado na segunda-feira 21, o deputado afirmou ao prefeito que não costuma atacar o STF e disse que seu material de campanha havia sido editado para retirar referências à Corte. “Uma coisa que eu tenho feito, por exemplo, eu não ataco o STF, viu, Chico. Meu marketing aqui tinha feito um negócio, eu falei: ‘Olha, quero que corte tudo’. Eu não leio um texto para gravação que tenha qualquer coisa mencionando o STF”, afirmou. Na sequência, Medeiros disse que nunca havia mencionado Gilmar Mendes e fez uma ressalva em relação ao ministro Alexandre de Moraes. “Se vocês pedirem para eu esculhambar com Alexandre de Moraes, pode me ligar até no meio da noite, que eu faço isso. Mas não me peça para falar de outros ministros e tal”, declarou. Medeiros confirmou a autenticidade desse áudio e disse que o vazamento fazia parte da disputa eleitoral. Segundo ele, sua posição é preservar a instituição do STF, embora tenha afirmado que não teria dificuldade em defender o impeachment de ministros que, em sua avaliação, atuassem contra a Constituição. Ele citou pedidos de impeachment que já apresentou contra Flávio Dino, Edson Fachin e Luís Roberto Barroso (quando ministro) e disse ter feito também pedido de prisão contra Alexandre de Moraes. Cenário da disputa pelo Senado em Mato Grosso O episódio ocorre em meio à disputa de Medeiros por uma das duas vagas de Mato Grosso no Senado em 2026. No levantamento mais recente do Paraná Pesquisas, divulgado em 18 de setembro, o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) aparece com 52,3% das intenções de voto. Janaína Riva (MDB) tem 32,4%, seguida por José Medeiros, com 23,1%. Carlos Fávaro (PSD) registra 18,9% e Pedro Taques (PSB), 15,9%. Na sequência aparecem Galvan (Avante), com 3,6%; Coronel Darwin (Democrata), com 3,2%; Professor Nelson Ferreira (Agir), com 2%; Margareth Buzetti (PP), com 1,5%; e Beny Godoy (Agir), com 0,2%.  Não sabe ou não opinou representa 5,4%, enquanto 5,6% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos. Como a eleição para o Senado em Mato Grosso terá duas vagas em disputa, os entrevistados puderam indicar até dois nomes, e os percentuais não somam 100%.  Foram realizadas 1.352 entrevistas entre os dias 15 e 17 de setembro. A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais, e o índice de confiança é de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo MT-09335/2026.  Notícia anteriorPróxima notícia Constituição FederalDeputado FederalDiamantino MTPL Partido LiberalPrefeitoSTF Supremo Tribunal FederalUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram ‘Meu eleitor é aquele que ora para alienígena e bebe detergente’, diz candidato bolsonarista 23/09/2026 Ex-diretor do Banco Genial e executivo ligado ao Master são alvos de 3ª fase da Operação Carbono Oculto 24/09/2026 Governador da Califórnia teme interferência dos EUA nas eleições do Brasil (VIDEO) 23/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Cury cita em plano de governo doutorado em psicologia que não fez 01/09/2026 Mendonça solta operador da Conafer e revoga tornozeleira de 3 investigados 08/09/2026 PF contradiz Mendonça e diz que gabinete do ministro pediu cópia dos dados de Vorcaro 13/09/2026 Dark Horse: valor do filme sobre Bolsonaro, com produtora alvo da PF, supera o orçamento de ganhadores do Oscar 10/09/2026 Operação apreende celular e documentos de presidente da Câmara de Guarapuava 26/08/2026

Lobista amiga de Lulinha fez depósitos a secretário e a chefe do cerimonial de ministro de Lula

Lobista amiga de Lulinha fez depósitos a secretário e a chefe do cerimonial de ministro de Lula

Lobista amiga de Lulinha fez depósitos a secretário e a chefe do cerimonial de ministro de Lula PF obteve comprovantes de pagamentos a funcionários do Ministério de Desenvolvimento Social, comandado por Wellington Dias, com o qual Roberta Luchsinger intermediou contratos de R$ 53,1 milhões para empresário de tecnologia; ministério não se manifestou, defesa de Lulinha disse que ele não tem relação com os depósitos e a defesa de Roberta afirmou desconhecer as conversas Por Aguirre Talento, Gustavo Côrtes e Vinícius Valfré | O Estado de S.Paulo 23/09/2026 Amiga de Lulinha, a empresária Roberta Luchsinger entrega livro autografado por Paulo Coelho ao ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias. Foto: Ministério do Desenvolvimento Social/Divulgação BRASÍLIA – A lobista Roberta Luchsinger, investigada por corrupção e tráfico de influência em conjunto com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ordenou a um operador financeiro a realização de pagamentos ao secretário-executivo adjunto do Ministério de Desenvolvimento Social (MDS), Ranniêr Costa Ciríaco, e a José Martinho Ferreira de Araújo, coordenador do cerimonial do ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias. Procurado, o ministério não se manifestou. A defesa de Lulinha afirmou que ele não tem relação com os fatos investigados. “Não é possível confirmar a autenticidade das mensagens e não nos cabe comentar sobre depósitos que não foram feitos pelo Fábio”, afirmou o advogado Marco Aurélio de Carvalho. A defesa de Roberta Luchsinger disse desconhecer as informações. “A defesa desconhece tais conversas, insiste que os autos estão sob sigilo e lamenta esses vazamentos ilegais com puro interesse político eleitoreiro. Estamos seguros de que as autoridades não ficarão passivas diante de tais vazamentos”, disse o advogado Roberto Podval. Até agora, as investigações da PF haviam revelado pagamentos de Roberta Luchsinger, no valor de R$ 217 mil, ao ex-chefe de gabinete do presidente Lula Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Essas novas informações indicam que a lobista também fez pagamentos a outros funcionários do governo Lula. A Polícia Federal encontrou no celular de Roberta diálogos determinando a Ulisses Barbosa a realização dos pagamentos, acompanhados dos comprovantes de depósitos bancários, ocorridos no dia 2 de junho de 2023. Roberta orientou Barbosa a retirar R$ 60 mil em dinheiro vivo que ela tinha guardado em sua residência e a fazer depósitos para outras pessoas. O operador se mostrou preocupado com o volume que seria movimentado. “Esse montante de 60k tem que ser diluído para depositar.. pq o banco faz uma série de questionamentos”, disse a Roberta, que respondeu que o dinheiro seria enviado para três contas bancárias diferentes. Os pagamentos solicitados por Roberta foram feitos no mesmo dia por Ulisses. Ao chegar no banco, ele avisou à lobista que repasses acima de R$ 50 mil poderiam gerar alertas de movimentação financeira atípica. “Já estou no banco. Acima de 50 mil por dia por CPF a moça disse que o Banco Central já fica de olho… já aciona tipo um alerta lá. Só avisando”, disse. Uma conta era a de Ranniêr Costa Ciríaco, atual número 3 do MDS. Outra era de José Martinho Ferreira de Araújo, que atualmente está lotado como coordenador do cerimonial do MDS. Martinho tem relação antiga de proximidade com Wellington Dias e já trabalhou como motorista do gabinete dele no Senado. A terceira conta, segundo a PF, pertence à mãe da filha de José Martinho. O Estadão teve acesso às conversas e aos comprovantes dos pagamentos. A PF ainda analisa a quebra dos sigilos de Roberta Luchsinger e deve apurar se foram feitos mais pagamentos a outros funcionários da pasta. Em 2014, José Martinho chegou a ser detido pela Polícia Rodoviária Federal na Bahia por transportar R$ 180 mil em dinheiro vivo, de Brasília ao Piauí, sem ter a comprovação da origem. Na época, ele trabalhava para o gabinete de Wellington Dias no Senado. Em 2015, Martinho ganhou cargo comissionado na Secretaria de Governo do Piauí, quando Wellington Dias era governador. Além de assessor de longa data, o assessor é primo de terceiro grau do petista. Seis meses após esses pagamentos, o MDS firmou contrato com um empresário do setor de tecnologia, Cléber Ribas, que era representado por Roberta Luchsinger. Em dezembro de 2023, a pasta contratou a empresa 3Structure por R$ 31,2 milhões. Em novembro de 2025, houve um aditivo de R$ 2,7 milhões e, em abril deste ano, o ministério celebrou um novo contrato com a empresa, de R$ 19,2 milhões. Um dos diálogos obtidos pela PF entre Roberta e Cléber Ribas citava justamente Ranniêr. Na conversa, de 20 de junho de 2023, ela afirmou ao empresário que estava com o secretário-executivo adjunto do MDS. “To resolvendo seu problema”, escreveu. Roberta Luchsinger realizou ao menos 17 visitas ao MDS entre janeiro de 2023 e maio de 2024. De acordo com registros da pasta, Ranniêr foi o responsável por recebê-la nas entradas ao ministério em ao menos seis dessas visitas. Em nota, Ribas negou irregularidades. “A 3Structure não tem conhecimento sobre tais pagamentos. Todos os contratos firmados pela empresa com o governo federal foram assinados em estrito cumprimento das normas aplicáveis às contratações públicas e submetidos a inúmeras instâncias decisórias, análises técnicas dos órgãos contratantes e auditorias do TCU”, afirmou. A PF abriu três inquéritos para apurar suspeitas de corrupção e tráfico de influência de Roberta e Lulinha no governo federal. O primeiro deles envolve a tentativa de obter um contrato para venda de canabidiol ao Ministério da Saúde. O segundo apura suspeitas na intermediação dos negócios de Cléber Ribas com a Dataprev e outros órgãos do governo federal. Neste caso, sua empresa conseguiu contratos de ao menos R$ 81 milhões, como mostrou o Estadão. O terceiro inquérito também apura suspeitas da atuação do filho do presidente e da amiga no governo federal. Conversas indicam que Roberta guardava R$ 500 mil em malas Os R$ 60 mil pagos a pessoas próximas a Wellington Dias não eram os únicos valores em espécie guardados por Roberta Luchsinger. Segundo a Polícia Federal, os diálogos encontrados no celular dela indicam que a amiga de Lulinha mantinha mais de R$ 500 mil em espécie, guardados em malas. Em uma das mensagens que ela recebeu de Ulisses Barbosa,

Deputado Ricardo Abrão montou comitê clandestino para compra de votos em Nilópolis, diz PF

Deputado Ricardo Abrão montou comitê clandestino para compra de votos em Nilópolis, diz PF

Deputado Ricardo Abrão montou comitê clandestino para compra de votos em Nilópolis, diz PF Deputado federal é suspeito de compra de votos em favor do primo Abrãozinho, que se elegeu em 2024 e de lavagem de dinheiro. De acordo com investigação, parlamentar entregaria valores no local conhecido como “QG” e que depois eram pagos a cabos eleitorais e eleitores. Por Marco Antônio Martins | g1 Rio 23/09/2026 Ricardo Abrão, deputado federal que assumiu o mandato de Chiquinho Brazão — Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados A Polícia Federal aponta que o deputado federal Ricardo Abrão (PSDB) montou um “comitê clandestino” de campanha para comprar votos para o primo, o atual prefeito de Nilópolis, Abrãozinho, nas eleições de 2024. Abraãozinho foi eleito na ocasião. No local conhecido como “QG”, Ricardo Abrão, segundo a PF, entregaria os valores pessoalmente e que, em outro momento, eram pagos a cabos eleitorais e eleitores.  Para a PF, o deputado federal, que disputa a reeleição, era o responsável por abastecer o esquema:  “Ricardo Abrão não figura como mero beneficiário, mas como o provedor de liquidez e suporte político indispensável para a manutenção do ‘comitê clandestino’”.  A assessoria de Ricardo Abrão informou que “o deputado nega veementemente qualquer participação, bem como repudia as acusações infundadas”. A nota completa está no fim desta reportagem. O deputado federal Ricardo Abrão foi alvo de busca e apreensão decretada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 3 de setembro. Nas investigações iniciadas pela Delegacia de Defesa Institucional (Delinst), da Polícia Federal no Rio, um imóvel com a placa de “vende-se” em Nilópolis era o chamado pelo grupo de “QG” usado pelo político.  Ao prender 24 pessoas em 2024, a PF chegou ao nome do deputado federal e a investigação foi complementada pela Cinq, a Coordenadoria de Inquéritos, da PF e que trata de apurações de pessoas com foro no STF. “Ricardo Abrão esteve lá e deixou o carvão”, dizia uma das mensagens que constava em uma troca de mensagens de um celular apreendido pela PF.  Ao fazer uma vigilância de 6h na região chamou a atenção dos investigadores a grande quantidade de pessoas que entravam numa casa sem qualquer identificação de comitê político ou sem qualquer ligação familiar.  Ao abordar as pessoas que deixavam o local, pelo menos, três que carregavam mochilas tentaram escondê-las. Em todas elas, a PF encontrou R$ 5,5 mil, R$ 11 mil e R$ 23,2 mil em cada uma delas e em espécie.  No interior da casa foram encontrados materiais de campanha de Abraãozinho. Nos celulares dos presos um grupo de troca de mensagens em comum: “QG”. Um dos telefones do grupo é vinculado a uma empresa da qual Ricardo Abrão é sócio.  Também foram encontrados na casa caderno com a lista de votantes e cadernos com anotações de pagamentos.  “A investigação, ao avançar sobre os dados telemáticos e o material apreendido, logrou êxito em identificar que o senhor Ricardo Martins David não é apenas um coadjuvante, mas o eixo central do suporte financeiro e político da ORCRIM (organização criminosa”, escreveu o ministro Flávio Dino em seu pedido de busca.  O que diz o deputado A assessoria do deputado Ricardo Abrão enviou uma nota sobre o caso: “O deputado nega veementemente qualquer participação, bem como repudia as acusações infundadas. ​Esclarece que, ao contrário da narrativa, o local era o comitê oficial de campanha, conforme comprova o CNPJ do candidato e o registro no TRE. Informa ainda que sequer foi candidato neste pleito eleitoral. ​Afirma que vê com muita estranheza que, às vésperas de uma eleição, apareçam fatos como estes com objetivos de exploração política. ​O parlamentar reafirma seu absoluto compromisso com a legalidade e a verdade, e segue à disposição das instâncias competentes para o esclarecimento de quaisquer fatos”. Notícia anterior campanha eleitoralDeputado FederalNilópolis RJPL Partido LiberalPolícia Federal PFPrefeitoPSDBRegião Metropolitana e Baixada FluminenseSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Deputado Ricardo Abrão montou comitê clandestino para compra de votos em Nilópolis, diz PF 23/09/2026 Associação usa verba de emenda de Mario Frias para pagar R$ 920 mil a empresas do próprio presidente 16/09/2026 Políticos são alvo da PF por elo com “montanha de dinheiro” de R$ 2 milhões (VIDEO) 16/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. 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No mesmo dia, Nunes Marques manda apagar vídeo sobre Flávio e Master e mantém conteúdo que associa Lula ao crime

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No mesmo dia, Nunes Marques manda apagar vídeo sobre Flávio e Master e mantém conteúdo que associa Lula ao crime Processos tratam de acusações e críticas feitas durante a campanha presidencial Por Raony Salvador | Fórum 22/09/2026 O ministro Kássio Nunes Marques – Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, tomou nesta terça-feira (22) duas decisões envolvendo vídeos publicados nas redes sociais durante a disputa presidencial. Em uma delas, determinou a retirada de um conteúdo que associava Flávio Bolsonaro (PL) ao caso Banco Master. Em outra, negou pedido para remover uma publicação do senador que relacionava a vitória de Lula (PT) em 2022 a uma suposta comemoração atribuída a criminosos. No processo apresentado pela coligação de Lula, Nunes Marques decidiu manter o vídeo publicado por Flávio no Instagram e no Facebook. Segundo o ministro, os elementos apresentados inicialmente não eram suficientes para comprovar que o conteúdo era falso ou estava descontextualizado. Na peça, Flávio afirma que “os bandidos comemoraram a vitória do seu candidato” e acrescenta que, após o resultado eleitoral, “eles realmente venceram”. A defesa de Lula havia pedido a retirada do material e direito de resposta nas mesmas plataformas. A decisão é provisória e ainda deverá ser analisada pelo plenário do TSE. Em outro processo, Nunes Marques determinou que o Instagram removesse, em até 24 horas, um vídeo publicado pelo perfil @lulapelaverdade que associava Flávio Bolsonaro ao Banco Master e ao filme Dark Horse. A ação foi apresentada pelo PL, que alegou que a publicação atribuía ao candidato envolvimento em irregularidades sem comprovação. Na decisão, o ministro afirmou que o conteúdo ultrapassava os limites da crítica política ao relacionar o senador a fatos criminosos sem elementos concretos. Além da retirada, a determinação inclui o fornecimento de dados para identificar o responsável pelo perfil e a proibição de novas republicações. As decisões ocorreram em meio à repercussão envolvendo Nunes Marques e o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O ministro foi indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo então presidente Jair Bolsonaro em 2020. Nunes Marques entra no radar das revelações sobre Vorcaro As decisões acontecem no momento em que a relação entre Nunes Marques e Vorcaro passam a ser questionada após reportagens baseadas em mensagens apreendidas pela Polícia Federal. Segundo as publicações, diálogos no celular do empresário mencionariam pagamentos e contatos envolvendo pessoas ligadas ao ministro. Entre os episódios divulgados está uma troca de mensagens que faria referência a valores destinados ao advogado Kevin Marques, filho do ministro. As reportagens também citaram uma conversa sobre o pagamento de uma suposta acompanhante em um encontro atribuído a Nunes Marques. Os envolvidos negam irregularidades. Após a divulgação das informações, Nunes Marques afirmou que seu filho “nunca prestou nenhum serviço ao banco e nunca foi remunerado pelo banco”. O ministro também declarou que, caso se sentisse “cooptado de alguma forma”, não teria votado pela confirmação da prisão de Vorcaro e de outros investigados. Notícia anterior Banco MasterPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal FederalTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram No mesmo dia, Nunes Marques manda apagar vídeo sobre Flávio e Master e mantém conteúdo que associa Lula ao crime 22/09/2026 Alvo de buscas, vereador Jorge Canella é preso em flagrante pela PF com dois fuzis e uma submetralhadora no Rio 22/09/2026 Protesto em Nova York projeta Flávio Bolsonaro entregando faixa presidencial a Trump 22/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Master: PF apreendeu mais de meio milhão em espécie em endereços ligados a Ciro Nogueira 17/09/2026 Ministério Público ajuíza ação para que Prefeitura de Belford Roxo desfaça obra irregular que agrava alagamentos em Nova Iguaçu 24/08/2026 O que Flávio Bolsonaro ainda precisa esclarecer sobre ‘Dark Horse’ — e por que o filme não sai antes das eleições 10/09/2026 Cláudio Castro (PL-RJ) diz que procurou André Mendonça para saber se havia ordem judicial para não soltar Sérgio Cabral (MDB-RJ) 14/09/2026 ‘Atropela o Ibama’: PF aponta atuação de cúpula ambiental do RJ para favorecer Refit 04/09/2026

Quem é o miliciano que negociou emenda com assessora de Flávio Bolsonaro

Quem é o miliciano que negociou emenda com assessora de Flávio Bolsonaro

Quem é o miliciano que negociou emenda com assessora de Flávio Bolsonaro Roberto Calixto Fonseca, o “Peixe”, articulou recebimento de dinheiro público com o gabinete do senador candidato à Presidência. Ele é ex-PM e foi condenado por envolvimento no caso Marielle Franco Por Henrique Rodrigues | Fórum 22/09/2026 O senador Flávio Bolsonaro e o miliciano “Peixão” – Foto: Marina Uezima / Brazil Photo Press via AFP e Audiência Judicial/Reprodução A revelação de que o gabinete do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) negociou o direcionamento de verbas públicas articuladas por um operador da milícia fluminense colocou no centro dos holofotes nacionais a figura de Robson Calixto Fonseca, o “Peixe”. O escândalo emergiu com os desdobramentos da Operação Emendatio da Polícia Federal, que interceptou mensagens trocadas em 2023 no celular do miliciano. A apuração detalhou que Peixe manteve diálogo direto com Maria de Fátima Bezerra Castro, assessora parlamentar do senador, usando de sua proximidade para negociar o envio de verbas federais a áreas sob controle de seu grupo armado. A articulação resultou no envio de uma emenda parlamentar assinada por Flávio Bolsonaro no valor exato de R$ 199.999,79 para o Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop), localizado na Taquara, Zona Oeste do Rio. Sob o pretexto oficial de financiar o projeto de futebol infantil “Jogadores do Futuro”, uma auditoria técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) e da PF descobriu que o dinheiro foi integralmente desviado. O montante acabou repassado para um escritório de advocacia pertencente aos próprios donos da entidade por meio de contratos de fachada e simulação de concorrência. Como contrapartida pela facilitação do recurso, mensagens interceptadas mostraram a assessora de Flávio cobrando de Peixe quatro ingressos de camarote no Sambódromo durante o Carnaval carioca, configurando forte suspeita de vantagem indevida. Para compreender como um operador do crime organizado obteve livre trânsito e capacidade de barganha junto ao gabinete de um senador da República, é preciso examinar a trajetória de Robson Calixto Fonseca no ecossistema do crime de “colarinho branco” do Rio de Janeiro. Do crime organizado ao gabinete de Flávio Bolsonaro Ex-policial militar, miliciano e operador político-financeiro, Peixe foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal no início de 2026 a uma pena de 9 anos de prisão em regime fechado. A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal o classificaram como o braço operacional e o principal elo político da organização criminosa armada chefiada pelos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão. Sua marca registrada sempre foi a capacidade de circular com extrema facilidade entre as forças de segurança, as estruturas formais do Estado e as lideranças paramilitares da Zona Oeste. Foi nas comunidades de Rio das Pedras e da Taquara, consideradas o berço do milicianismo fluminense, que Peixe consolidou seu poder. Longe de ser um mero homem de frente focado no confronto armado, ele exercia funções estratégicas de logística, finanças e articulação. Relatórios de investigação e delações premiadas, como a do ex-PM Ronnie Lessa, revelam que Peixe comandava o mercado imobiliário clandestino em Jacarepaguá, chefiando esquemas de grilagem de terras, loteamentos irregulares e construções ilegais cujos lucros irrigavam a estrutura da milícia, além de gerenciar redes de extorsão contra comerciantes e agiotagem. No plano bélico, Lessa o apontou como o intermediário original na busca por armamentos pesados, incluindo a submetralhadora HK MP5 utilizada nos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018. Para garantir trânsito livre nos bastidores do poder e revestir suas atividades criminosas com uma fachada de legalidade, Calixto acumulava cargos públicos. Enquanto mantinha o status de policial militar, atuou por anos como assessor de extrema confiança de Domingos Brazão no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Era desse gabinete oficial que ele articulava as demandas da milícia e estabelecia pontes com diversos agentes políticos. Mesmo após o assassinato de Marielle Franco e o cerco policial contra os Brazão, Peixe permaneceu ativo no “crime institucionalizado”, especializando-se na captação de recursos públicos para alimentar os currais eleitorais do grupo. Atualmente, enquanto Calixto cumpre sua pena em regime fechado pela condenação no caso Marielle Franco, as novas descobertas sobre o desvio da emenda geraram desdobramentos jurídicos e políticos de grande impacto em Brasília. Partidos de oposição acionaram a PGR para apurar o nível de conhecimento e envolvimento direto do senador Flávio Bolsonaro sobre as tratativas de sua assessora com o miliciano. Por sua vez, a defesa do parlamentar sustenta que a indicação da emenda seguiu critérios estritamente técnicos e que a fiscalização da aplicação do dinheiro competia aos órgãos de controle e ao Ministério do Esporte. Notícia anteriorPróxima notícia campanha eleitoralemenda parlamentarPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPolícia Militar PMPSOLRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJSenadorSTF Supremo Tribunal FederalTCE-RJTCU Tribunal de Contas da UniãoVereadora Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Quem é o miliciano que negociou emenda com assessora de Flávio Bolsonaro 22/09/2026 No mesmo dia, Nunes Marques manda apagar vídeo sobre Flávio e Master e mantém conteúdo que associa Lula ao crime 22/09/2026 Alvo de buscas, vereador Jorge Canella é preso em flagrante pela PF com dois fuzis e uma submetralhadora no Rio 22/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Tiro atinge para-brisa de ônibus em Maricá 04/09/2026 TRE-RJ barra candidatura de Cristiane Brasil, filha de Roberto Jefferson, por suposto elo com organização criminosa 16/09/2026 PF faz operação contra Cezinha de Madureira (PL-SP), amigo de André Mendonça, que organizou reunião do ministro com Vorcaro 14/09/2026 Disputa entre traficantes rivais deixa mais de 10 mortos em menos de 20 dias em Duque de Caxias 26/08/2026 EMAE, Sabesp e Master: voto de Otto Lobo beneficiou fundos ligados a Vorcaro após banqueiro articular apoio à presidência da CVM 22/09/2026

Alvo de buscas, vereador Jorge Canella é preso em flagrante pela PF com dois fuzis e uma submetralhadora no Rio

Alvo de buscas, vereador Jorge Canella é preso em flagrante pela PF com dois fuzis e uma submetralhadora no Rio

Alvo de buscas, vereador Jorge Canella é preso em flagrante pela PF com dois fuzis e uma submetralhadora no Rio A Polícia Federal prendeu em flagrante, na manhã desta terça-feira (22), o vereador do Rio Jorge Canella (União Brasil) por posse irregular de armas de fogo de uso restrito. Por Tempo Real RJ 22/09/2026 Vereador Jorge Canella (União) — Foto: Reprodução/redes sociais Segundo a PF, foram encontrados dois fuzis e uma submetralhadora durante uma ação da sétima fase da Operação Unha e Carne. A operação cumpriu três mandados de busca e apreensão em endereços na cidade do Rio, incluindo a Barra da Tijuca, o Recreio dos Bandeirantes e o gabinete de Canella na Câmara Municipal. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Suspeita de posse irregular de armas de fogo De acordo com a PF, durante uma das diligências, na Barra da Tijuca, os agentes localizaram as três armas em situação considerada irregular. A apreensão levou à prisão em flagrante do vereador. Canella, que também é coronel da Polícia Militar, já era alvo de investigação relacionada ao fuzil encontrado no carro do ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil), que chegou a ser preso em julho durante a sexta fase da mesma operação. Segundo apuração inicial do portal g1, o vereador teria conseguido a cautela do armamento dentro da própria corporação. Na Câmara do Rio, a PF também cumpriu mandado de busca no gabinete do parlamentar. Segundo a Casa, nenhum bem ou material foi apreendido no local. Encaminhado à Superintendência O vereador e as armas apreendidas foram encaminhados à Superintendência Regional da PF no Rio para a formalização do auto de prisão em flagrante e os demais procedimentos. Ele deverá responder pelo crime de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. A ação faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para combater organizações criminosas que atuam no estado do Rio de Janeiro, seguindo diretrizes estabelecidas pelo STF na ADPF 635. O que diz a defesa de Jorge Canella O advogado Gabriel Miranda, da defesa do vereador Jorge Canella, enviou uma nota ao TEMPO REAL. Eis a íntegra: “A defesa do vereador Jorge Canella acompanhou a diligência realizada pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira e reforça que TODAS AS ARMAS ENCONTRADAS EM SUA RESIDÊNCIA ERAM DE SUA PROPRIEDADE E ESTAVAM LEGALIZADAS. O político, que é CORONEL DA POLÍCIA MILITAR, sempre pautou sua atuação na corporação de forma proba e ilibada e possuía o certificado do armamento. O único questionamento que ensejou o encaminhamento do vereador à Superintendência da PF foi a divergência de endereço de registro das armas, procedimento administrativo que já vinha sendo adotado por ele, em razão de mudança de endereço recente com a sua família. O vereador Jorge Canella confia plenamente na Justiça e esclarecerá todos os questionamentos o mais breve possível para que a verdade seja restabelecida.” Notícia anterior Belford Roxo RJPolícia Federal PFPolícia Militar PMPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJSTF Supremo Tribunal FederalUnião BrasilVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Alvo de buscas, vereador Jorge Canella é preso em flagrante pela PF com dois fuzis e uma submetralhadora no Rio 22/09/2026 Protesto em Nova York projeta Flávio Bolsonaro entregando faixa presidencial a Trump 22/09/2026 TSE forma maioria para manter decisão que suspende campanha de Deltan Dallagnol 21/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Relatório usado por Moraes não poderia circular fora da PF, diz chefe de entidade dos delegados 05/09/2026 Vini Jr. aciona Justiça Eleitoral contra campanha de Douglas Ruas por uso de imagem em propaganda 20/09/2026 Flávio explora crise no STF com leviandade e cinismo 08/09/2026 Mendonça ouve PGR sobre mensagens em que Vorcaro pede proteção a Alexandre de Moraes 01/09/2026 Cury cita em plano de governo doutorado em psicologia que não fez 01/09/2026

Ao STF, ex-sócio de Vorcaro exime Jaques e aponta dedo para MP de Bolsonaro

Ao STF, ex-sócio de Vorcaro exime Jaques e aponta dedo para MP de Bolsonaro

Ao STF, ex-sócio de Vorcaro exime Jaques e aponta dedo para MP de Bolsonaro Ex-sócio de Vorcaro, Augusto Lima defendeu Jaques Wagner em petição ao STF, dizendo que pode ter ocorrido uma confusão da PF sobre emenda Por Gustavo Zucchi | Metrópoles 22/09/2026 Jaques Wagner (PT-BA) | VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES Ex-sócio de Daniel Vorcaro no Master, Augusto Lima afirmou ao STF que foi uma iniciativa da gestão Jair Bolsonaro —  e não uma emenda de Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo Lula no Senado — que beneficiou bancos que atuavam com crédito consignado. O argumentação foi feita em uma petição apresentada ao Supremo em junho. No documento, a defesa de Augusto Lima contestou uma série de medidas restritivas contra o sócio de Vorcaro determinadas pelo ministro André Mendonça, relator do Caso Master na Corte. Na petição, a defesa de Augusto Lima contesta ao Supremo uma avaliação feita pela Polícia Federal (PF) de que uma emenda apresentada por Jaques a uma medida provisória (MP) editada pelo governo Bolsonaro teria beneficiado o Master. Segundo o sócio de Daniel Vorcaro, houve uma “confusão” da PF entre a emenda de Jaques e o conteúdo original da MP, que foi editada pelo governo Bolsonaro em 2022, último ano do mandato do ex-presidente da República. “Acredita-se que pode ter havido uma confusão entre o conteúdo da emenda proposta pelo senador com o da própria MP nº 1.106/2022, editada pelo então presidente da República Jair Bolsonaro, cujo objeto era ampliar a margem de crédito consignado para aposentados, pensionistas e beneficiários do BPC e de outros programas de transferência de renda. Aparentemente, de fato, a MP beneficiaria operadores do mercado de crédito consignado. Contudo, ela não foi proposta pelo senador”, afirma a defesa do banqueiro. Lima argumenta que a emenda de Jaques, na realidade, “visava proteger os tomadores de crédito, e não favorecer as instituições financeiras”, pois limitava os juros das operações de crédito com desconto automático em folha. “A circunstância é relevante porque o suposto benefício ao mercado de crédito consignado é o que sustenta a tese da Polícia Federal. Se a Emenda nº 30 propunha a limitação de juros, desaparece a premissa de que o agravante teria oferecido ou pago vantagem indevida ao senador para praticar ato de ofício em favor do Banco Master. Isso porque a emenda caminha em sentido contrário ao alegado interesse do agravante”, completa a defesa de Lima na petição. O banqueiro destaca na petição que o Master sequer era uma dos bancos habilitados para trabalhar na modalidade de crédito que tratava a MP, bem requereu seu credenciamento para esse mercado. Dessa forma, Lima diz que André Mendonça teria sido “induzido ao erro”. “Aliás, se a autoridade policial tivesse atuado com o mínimo de cuidado exigível à autenticação das informações que influenciaram a deflagração de medidas restritivas de direitos fundamentais, teria constatado, com facilidade, que o Banco MASTER sequer era instituição financeira habilitada no programa implementado a beneficiários do Auxílio Brasil – dado facilmente aferível, inclusive, mediante análise de fontes abertas –, o que implica concluir não apenas que inexistiu participação do senador, mas que o eminente ministro relator foi induzido em erro. Na realidade, o Master sequer requereu seu credenciamento para atuar como instituição financeira nesse segmento de mercado de consignados”, diz a defesa na petição. Jaques não votou Nas investigações, a PF aponta ainda suspeitas sobre uma emenda do senador Ciro Nogueira (PP-PI) à PEC sobre o aumento do limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A desconfiança da Polícia Federal é de que Jaques Wagner teria atuado no Congresso Nacional pela aprovação da emenda de Ciro Nogueira à PEC a pedido de Augusto Lima. Quando Jaques foi alvo de busca e apreensão no Caso Master, a PF identificou uma troca de mensagens na qual Augusto Lima encaminhou ao senador petista o link da emenda de Ciro logo após uma ligação. A defesa do sócio de Daniel Vorcaro, contudo, também rechaça essa tese da PF. Segundo Augusto Lima, a única atuação de Jaques nem relação à emenda teria sido um pedido de vista. “O único ato praticado pelo senador Jaques Wagner em relação à Emenda nº 11 à PEC nº 65/2023, documentado nas notas taquigráficas da 28ª Reunião Ordinária da CCJ, de 14/08/2024, foi um pedido de vista. O senador sequer chegou a votar a matéria”, diz Lima em sua defesa ao STF. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Masteremenda parlamentarMedida Provisória MPPEC Proposta de Emenda à ConstituiçãoPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ao STF, ex-sócio de Vorcaro exime Jaques e aponta dedo para MP de Bolsonaro 22/09/2026 Quem é o miliciano que negociou emenda com assessora de Flávio Bolsonaro 22/09/2026 No mesmo dia, Nunes Marques manda apagar vídeo sobre Flávio e Master e mantém conteúdo que associa Lula ao crime 22/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. 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Protesto em Nova York projeta Flávio Bolsonaro entregando faixa presidencial a Trump

Protesto em Nova York projeta Flávio Bolsonaro entregando faixa presidencial a Trump

Protesto em Nova York projeta Flávio Bolsonaro entregando faixa presidencial a Trump Ativistas organizaram manifestação artística antes de discurso de Lula na ONU Imagens foram projetadas na ponte do Brooklyn na madrugada desta terça (22) Por Folha de S.Paulo 22/09/2026 Protesto em Nova York, na véspera da Assembleia Geral da ONU, critica a proximidade do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro com o líder dos EUA, Donald Trump, com projeções na ponte do Brooklyn – Choose Democracy/Divulgação Na madrugada desta terça-feira (22), horas antes do início da sessão de discursos da 81ª Assembleia Geral da ONU, manifestantes projetaram em Nova York imagens geradas artificialmente do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) entregando a faixa presidencial do Brasil ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O protesto, feito pela organização Choose Democracy, em aliança com ativistas brasileiros, ocorreu em diferentes locais da cidade, como a ponte do Brooklyn e a torre de ventilação do Holland Tunnel. Os organizadores questionam a ideia de que o futuro político do país possa ser decidido com participação ou influência de autoridades estrangeiras. “Democracia não é apenas sobre quem ocupa um cargo. Diz respeito a quem tem o direito de decidir o futuro de um país. Quando esse direito está sob risco de ser comprometido pela interferência de uma potência estrangeira, o povo tem todo o direito de dizer: quem manda no nosso país somos nós”, diz Daniel Hunter, da Choose Democracy. Os manifestantes afirmam que a intervenção tem por objetivo colocar em pauta, para a imprensa internacional e os participantes da Assembleia Geral da ONU, o debate sobre soberania política e interferência estrangeira no Brasil, às vésperas das eleições presidenciais. Em seu site oficial, a Choose Democracy se apresenta como uma organização que começou de forma voluntária após Trump, meses antes das eleições de 2020, sinalizar que rejeitaria resultados eleitorais desfavoráveis — o republicano perdeu o pleito daquele ano para o democrata Joe Biden. A queixa dos ativistas está em linha com a campanha do presidente Lula (PT), que tenta a reeleição. O petista tem feito uma série de discursos em defesa da não interferência estrangeira em assuntos domésticos de outros países e deve fazer o mesmo em sua fala na 81ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira (22). As afirmações de Lula são lidas como um recado a Trump, em um momento em que o governo brasileiro teme que os Estados Unidos atuem para beneficiar Flávio Bolsonaro, provável adversário do petista em um segundo turno na corrida pela Presidência. Na semana passada, em um ato em Ceilândia, região administrativa mais populosa do Distrito Federal, Lula disse: “Domingo, às 10h, pego um avião e vou para reunião da ONU para ter um bate-papo com Trump e dizer: não se meta nas eleições do Brasil.” O presidente, em diferentes ocasiões, já defendeu o sistema eleitoral brasileiro, inclusive durante uma conversa por telefone com o republicano no fim de agosto. Nesta segunda-feira (21), o brasileiro concedeu entrevista ao programa de Christiane Amanpour, da rede CNN, e voltou a criticar os ataques americanos à soberania nacional. O presidente afirmou que Trump “tem o direito de governar os Estados Unidos, mas não tem direito de governar outros países”. “[Trump] não tem direito de impor suas vontades, tem que ter vontade de negociar. Quero respeito e ser respeitado”, disse. Lula também tem criticado a imposição unilateral de barreiras tarifárias, sem necessariamente transformar a fala em um ataque direto ao governo americano. A intenção, segundo analistas familiarizados com o tema, é encontrar um equilíbrio: Lula se concentra em apresentar uma defesa enfática da autonomia brasileira, mas evita um confronto que prejudique a tentativa de melhorar as relações com Washington. Na última semana, Trump não citou seu homólogo ao afirmar que mantém uma “boa relação” com o Brasil e disse ter ajudado a eleger líderes na América Latina diante do avanço da direita na região. A possibilidade de o governo Trump anunciar novas medidas contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) durante a passagem de Lula por Nova York também não é descartada pelo governo brasileiro. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro — irmão de Flávio — e o empresário Paulo Figueiredo estiveram em Washington para reuniões com integrantes da Casa Branca e do Departamento de Estado, responsável pelas relações internacionais do país. A dupla aproveitou a viagem para fazer pressão para que o governo Trump retome sanções contra o ministro do STF Alexandre de Moraes e também estenda as medidas aos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes. Notícia anterior Ceilândia DFPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Protesto em Nova York projeta Flávio Bolsonaro entregando faixa presidencial a Trump 22/09/2026 TSE forma maioria para manter decisão que suspende campanha de Deltan Dallagnol 21/09/2026 Vídeo desmente Moraes, que disse em abril ‘jamais’ ter voado em aeronaves de Vorcaro 20/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana TRE-RJ barra candidatura de Cristiane Brasil, filha de Roberto Jefferson, por suposto elo com organização criminosa 16/09/2026 Aliado de Trump publica imagem de IA com Moraes usando tornozeleira eletrônica 14/09/2026 EMAE, Sabesp e Master: voto de Otto Lobo beneficiou fundos ligados a Vorcaro após banqueiro articular apoio à presidência da CVM 22/09/2026 ‘Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei?’, pediu Vorcaro a Moraes; veja mensagens 01/09/2026 Clínicas são alvo de furtos de cabos e tubulações de ar-condicionado durante madrugadas em Campos 04/09/2026

EMAE, Sabesp e Master: voto de Otto Lobo beneficiou fundos ligados a Vorcaro após banqueiro articular apoio à presidência da CVM

EMAE, Sabesp e Master: voto de Otto Lobo beneficiou fundos ligados a Vorcaro após banqueiro articular apoio à presidência da CVM

EMAE, Sabesp e Master: voto de Otto Lobo beneficiou fundos ligados a Vorcaro após banqueiro articular apoio à presidência da CVM Decisão que afastou a obrigação de oferta pública por ações da Ambipar, durante privatizações de Tarcísio de Freitas na EMAE e Sabesp, ocorreu 10 dias após Vorcaro trocar mensagens prometendo ajudar Lobo a se manter na presidência da CVM. Por Plínio Teodoro | Fórum 22/09/2026 Otto Lobo, Tarcísio na privatização da Sabesp, e Daniel Vorcaro (Geraldo Magela Ag. Senado / Divulgação Governo SP / Divulgação Master) O então presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Otto Lobo, deu o voto decisivo para afastar a obrigação de realização de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) das ações da Ambipar, em 29 de julho de 2025. A decisão ocorreu 10 dias depois de mensagens analisadas pela Polícia Federal mostrarem que o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, articulava apoio político para garantir a permanência de Lobo na presidência da autarquia. Em troca de mensagens, Vorcaro afirmou que iria conversar com seus aliados: “Vamos fazer acontecer. Vou falar com a minha turma”. As informações constam de documentos levantados pelo Fórum Investiga, núcleo de jornalismo investigativo da Fórum, no site da CVM. O Fórum Investiga entrou enviou perguntas por e-mail pedindo o posicionamento até a manhã desta terça-feira (22) à CVM, Otto Lobo, Daniel Vorcaro e Banco Master, Nelson Tanure, Trustee DTVM, Tércio Borlenghi, Ambipar, Sabesp, EMAE, Carlos Piani e Grupo Equatorial. Até o momento, não foram enviadas respostas. O espaço segue aberto. A CVM é a autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda responsável por fiscalizar e regulamentar o mercado de capitais, incluindo companhias abertas, ações, fundos de investimento e debêntures. No caso da Ambipar, estava em discussão se o controlador Tércio Borlenghi e fundos administrados pela Trustee DTVM, ligado ao ecossistema do banco Master, haviam atuado em conjunto para adquirir ações e reduzir a quantidade de papéis disponíveis no mercado, o que poderia obrigar a realização de uma OPA. Na sessão de 29 de julho, 10 dias após Vorcaro prometer “fazer e acontecer” para manter o interino no comando da comissão, houve empate: Otto Lobo e João Accioly votaram contra a OPA, enquanto Marina Copola e João Pedro Nascimento votaram a favor. Como presidente interino, Lobo utilizou o voto de qualidade para desempatar a decisão e afastar a obrigação de oferta aos acionistas minoritários. A cronologia e o resultado constam do pedido de reconsideração apresentado pela Esh Capital, a que o Fórum Investiga teve acesso. No voto apresentado no processo, Lobo afirmou: “Não enxergo provas concretas da existência de uma relação de subordinação e dependência da Trustee e, por consequência, dos Fundos com relação ao controlador da Ambipar, Tercio Borlenghi”. E na conclusão, declarou: “não restou comprovado que o Controlador, a Trustee e os Fundos atuaram em conjunto durante as aquisições ocorridas entre junho e agosto de 2024, pelo que afasto a obrigatoriedade da OPA por Aumento de Participação”. A posição de Lobo contrariou o entendimento da Superintendência de Registro de Valores Mobiliários (SRE), área técnica da autarquia, e do ex-presidente da CVM, João Pedro Nascimento, que deixara o comando da CVM por “motivos pessoais” no dia 18 de julho, quando Otto Lobo assumiu a cadeira e teria recebido, no dia seguinte, o apoio do dono do Master para permanecer no cargo. Em seu voto, Nascimento concluiu que havia elementos suficientes para caracterizar a atuação coordenada entre o controlador da Ambipar e os fundos envolvidos. “Entendo que a SRE foi capaz de reunir elementos fáticos robustos e convergentes, que demonstram a atuação conjunta do Controlador e dos Fundos”, afirmou Nascimento em seu voto. A estrutura que conectou Ambipar, EMAE, Master e Tanure A origem da controvérsia está na privatização da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE), realizada pelo governo de Tarcísio de Freitas em abril de 2024. O vencedor do leilão foi o Phoenix Fundo de Investimento em Participações (Phoenix FIP), ligado ao empresário Nelson Tanure e administrado pela Trustee DTVM. Para financiar a operação, a Phoenix S.A. emitiu debêntures. Como garantia, foram utilizadas ações da Ambipar pertencentes ao Esna FIP, administrado pela Trustee, e ao próprio Tércio Borlenghi, controlador da empresa. Do Master à Sabesp: a cadeia de fundos, garantias e decisões O voto de João Pedro Nascimento descreve a estrutura: “O Phoenix FIP, veículo ligado a Nelson Tanure, era gerido pela Trustee”. O documento também registra que o Banco Master fazia parte do mesmo grupo econômico da Trustee e era cotista direto do Esna FIP. Em setembro de 2024, o Master deixou de figurar como cotista do fundo, que passou a ter o Ilha de Patmos FIM, veículo ligado a Nelson Tanure, como titular. Segundo o voto: “a Trustee era do mesmo grupo econômico do Banco Master S.A., que era cotista direto do Esna FIP”. Na mesma operação, o Ilha de Patmos recebeu um aporte de R$ 700 milhões, utilizado para adquirir as cotas do Esna FIP. O documento aponta que os papéis da Ambipar foram avaliados na operação por R$ 39,33 cada, enquanto a cotação de mercado variava entre R$ 63 e R$ 69, representando um desconto aproximado de 40%. O voto também aponta que o Banco Master teria obtido vantagens econômicas com a operação, incluindo um retorno estimado de R$ 296 milhões e a valorização patrimonial de fundos cujo beneficiário final era o banco. A análise da CVM identificou ainda que as ações da Ambipar valorizaram mais de 863% entre 31 de maio e 19 de agosto de 2024. Para a área técnica, a valorização aumentou a atratividade dos papéis utilizados como garantia na operação de financiamento da EMAE. O presidente da CVM à época concluiu: “Há claros indícios da existência de atuação em conjunto entre Tércio Borlenghi, Trustee, Banco Master e Nelson Tanure”. Nascimento sustentou que a aquisição das ações da Ambipar estava economicamente relacionada à operação da EMAE: “os envolvidos se beneficiaram com a maximização dos respectivos patrimônios investidos na Ambipar e, também, com a redução da quantidade de ações de Ambipar a

Eleição brasileira no radar de Trump: contratada do Departamento de Defesa busca professor de português

Eleição brasileira no radar de Trump: contratada do Departamento de Defesa busca professor de português

Eleição brasileira no radar de Trump: contratada do Departamento de Defesa busca professor de português Ascensus Global atende mais de 40 clientes militares e de inteligência e procura instrutor para treinamento no Alabama entre outubro e novembro. Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 22/09/2026 Eleição brasileira: militares dos EUA em treinamento linguístico na Maxwell Air Force Base – Militares da Força Aérea e da Força Espacial dos EUA participam de treinamento do Language Enabled Airman Program na Maxwell Air Force Base, no Alabama U.S. Air Force / Melanie Rodgers Cox A eleição brasileira de 2026 já foi citada formalmente pelo governo Donald Trump em medidas adotadas contra o Brasil. Agora, uma empresa que presta serviços ao Departamento de Defesa e à comunidade de inteligência dos Estados Unidos abriu uma vaga para professor de português brasileiro com experiência no treinamento de militares e agentes governamentais. A vaga foi publicada pela Ascensus Global e prevê um programa especializado de três semanas entre outubro e novembro de 2026. A primeira será virtual. As outras duas ocorrerão presencialmente em Montgomery, no Alabama, com as despesas de viagem pagas pela empresa. O anúncio exige português nativo, domínio do inglês e experiência profissional ensinando o idioma a militares ou funcionários do governo. A Ascensus cita ainda como diferencial a familiaridade com ambientes militares dos EUA. A empresa não revela qual órgão contratou o programa, quem serão os alunos nem qual será a finalidade específica do treinamento. Professor de português para militares dos EUA Montgomery é sede da Maxwell Air Force Base e da Air University. Também funciona ali o Air Force Culture and Language Center (AFCLC), centro responsável pelo treinamento de militares americanos em idiomas, conhecimentos regionais e cultura. Entre os programas administrados pela estrutura está o Language Enabled Airman Program (LEAP), voltado a integrantes da Força Aérea e da Força Espacial. Em documento atualizado em março deste ano, a própria Air University informa que o LEAP trabalha com 87 idiomas e prepara militares para atuar em missões que exigem conhecimento linguístico e cultural. Os participantes recebem aulas remotas com professores de nível nativo e também passam por períodos intensivos de treinamento. A Força Aérea afirma que o programa é usado para ampliar a capacidade de atuação com aliados e parceiros e também a compreensão de possíveis adversários. Não há, porém, informação pública que permita afirmar que a vaga de português brasileiro da Ascensus esteja vinculada ao LEAP ou mesmo à Maxwell Air Force Base. Ascensus Global atua com Defesa e Inteligência A Ascensus não é apenas uma empresa de ensino de idiomas. Em sua divisão voltada ao governo americano, a companhia informa possuir autorização de instalação no nível Top Secret e atuar em programas do Departamento de Defesa e da comunidade de inteligência. Entre os serviços oferecidos estão inteligência de fontes abertas (OSINT), inteligência de sinais (SIGINT), inteligência geoespacial (GEOINT), inteligência humana e contrainteligência (HUMINT/CI), inteligência cibernética e exploração de documentos e mídia. O próprio anúncio da vaga de português afirma que a empresa atende mais de 40 clientes militares e de inteligência dos Estados Unidos. Outras contratações recentes ajudam a mostrar o perfil dessa operação. A Ascensus mantém vaga para desenvolvimento e treinamento em SIGINT para um cliente governamental e abriu uma posição de apoio ao Command Language Program, em uma base militar no estado de Washington. A empresa também busca profissionais para outros programas de treinamento linguístico do governo, além de instrutores especializados em inteligência eletrônica. Eleição brasileira já entrou em ato de Trump A movimentação ocorre num momento em que a eleição brasileira aparece de forma explícita na agenda do governo americano. Em 30 de julho de 2025, Trump assinou uma ordem executiva direcionada ao Brasil que declarou emergência nacional e determinou uma tarifa adicional de 40% sobre uma série de produtos brasileiros. O texto da Casa Branca cita Jair Bolsonaro e afirma que o processo contra o ex-presidente poderia prejudicar a capacidade do Brasil de realizar uma eleição presidencial “livre e justa” em 2026. Trata-se da posição expressa pelo governo Trump no documento, contestada pelas autoridades brasileiras. Desde então, as relações entre Washington e a política brasileira ganharam peso crescente na campanha. A Fórum vem acompanhando outras decisões do governo Trump envolvendo diretamente o Brasil e as articulações realizadas nos Estados Unidos por integrantes do bolsonarismo. A coincidência de datas também chama atenção. De acordo com o calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral, o primeiro turno será realizado em 4 de outubro e um eventual segundo turno em 25 de outubro. O programa para o qual a Ascensus procura um professor de português brasileiro ocorrerá entre outubro e novembro. O anúncio confirma a experiência exigida com militares e agentes governamentais, mas não identifica o cliente, a unidade envolvida ou o objetivo do treinamento. Notícia anterior campanha eleitoralPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Eleição brasileira no radar de Trump: contratada do Departamento de Defesa busca professor de português 22/09/2026 Contrato de Vorcaro previa até R$ 427 milhões a escritório de esposa de desembargador identificado como da ‘turma’ de Nunes Marques 22/09/2026 Com avanço de facções, Brasil tenta impedir candidatos ligados ao crime organizado nas urnas 22/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Delegado afastado dirigiu inquérito de Castro sobre “mochila de dinheiro” arquivado por Mendonça 08/09/2026 Exclusivo: ONU recebe alerta sobre ingerência dos EUA na eleição no Brasil 20/09/2026 Operação da PF contra deputado apreende quase R$ 1 milhão em dinheiro vivo 16/09/2026 PF contradiz Mendonça e diz que gabinete do ministro pediu cópia dos dados de Vorcaro 13/09/2026 Investigação cita R$ 8,5 milhões de faturas inidôneas de empresa ao ICB 13/09/2026

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