Com avanço de facções, Brasil tenta impedir candidatos ligados ao crime organizado nas urnas

Com avanço de facções, Brasil tenta impedir candidatos ligados ao crime organizado nas urnas A Justiça Eleitoral brasileira abriu uma nova frente contra o crime organizado para impedir que candidatos suspeitos de ligações criminosas concorram nas eleições gerais de outubro, em um esforço que especialistas consideram sem precedentes na América Latina. Por Fabio Teixeira e Ricardo Brito | Reuters 22/09/2026 Clebio “Jacaré”, cuja candidatura à Câmara dos Deputados foi contestada pelo Ministério Público, durante uma entrevista à Reuters em sua sede de campanha em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro 26 de agosto de 2026 REUTERS/Pilar Olivares RIO DE JANEIRO – No entanto, ao visar políticos que não foram condenados, a medida levanta questionamentos por parte de alguns especialistas e dos próprios candidatos atingidos sobre se as autoridades eleitorais estão extrapolando os limites da legislação vigente e correndo o risco de violar o devido processo legal. “A interferência na eleição, no voto democrático do povo, enquanto estiver interferindo, seja ela política, seja ela judicial, vai parar numa ditadura”, disse o candidato a deputado federal Clébio Lopes Jacaré (União Brasil-RJ), cuja candidatura foi barrada devido a alegações de que ele faz parte de uma organização criminosa. Os tribunais brasileiros há muito tempo desempenham um papel decisivo na determinação de quem pode se candidatar a cargos públicos, impedindo até mesmo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de concorrer às eleições de 2018 e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no pleito deste ano. Ambos alegaram que os processos contra eles tinham motivação política. Mas os procuradores estão agora defendendo uma interpretação da lei brasileira que, segundo eles, permite proteger as urnas até mesmo de suspeitos de crimes, contrapondo a crescente preocupação com a influência do crime organizado na política às proteções democráticas. A legislação brasileira normalmente exige uma condenação por um órgão judicial colegiado para impedir que candidatos concorram. No entanto, uma análise da Reuters de 20 decisões que impediram candidatos por suposto envolvimento com o crime organizado mostra que nenhum deles foi condenado nesse nível. A influência das facções criminosas na política é “um problema grande e crescente na América Latina”, disse Marcela Rios Tobar, diretora regional para a América Latina e o Caribe do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral, uma organização sem fins lucrativos. No entanto, ela enfatizou a necessidade de equilibrar essas preocupações com o devido processo legal e evitar uma situação em que “acusações de irregularidades sejam usadas como arma política”. Facções expandem seu alcance Enquanto a equipe de campanha de Jacaré distribuía panfletos em Nova Iguaçu, cidade de 800 mil habitantes onde ele já concorreu sem sucesso à prefeitura, ele disse que a Justiça ainda não o considera culpado de nenhum crime. Os procuradores devem tentar impedir a candidatura de pessoas ligadas ao crime organizado, disse Jacaré, mas “eles têm que ter fatos, provas. Não podem só ficar no achismo.” No entanto, uma decisão de 2024 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu um precedente para que as autoridades contestem candidaturas com base em evidências, em vez de aguardarem uma condenação criminal. A decisão se baseia em um artigo da Constituição que proíbe partidos políticos de utilizarem grupos paramilitares. “O crime organizado não pode encontrar nas urnas o caminho para institucionalizar o poder que conquistou pelas armas”, afirmou o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), Cláudio de Mello Tavares. Em nenhum lugar a influência do crime na política brasileira é mais evidente do que no Estado do Rio de Janeiro, onde o então presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar (União Brasil), foi preso no ano passado sob a acusação de ligações com o Comando Vermelho, uma das maiores organizações criminosas do Brasil, considerada grupo terrorista pelos Estados Unidos. As autoridades também estão investigando se campanhas eleitorais utilizaram dinheiro do crime organizado, e transferiram alguns locais de votação no Rio por estarem em áreas dominadas por facções. Segundo Tavares, ter locais de votação onde “a urna vai ser levada em carro blindado” levanta preocupações óbvias de segurança para os eleitores. Medida necessária ou exagero? Entre os candidatos impedidos de concorrer este ano estão dois parentes próximos de líderes do Comando Vermelho, um candidato acusado em três casos de homicídio e um homem condenado a 36 anos de prisão por posse ilegal de armas de fogo, que ainda pode recorrer. Mas pelo menos cinco pessoas que os procuradores estão tentando impedir de concorrer às eleições não tinham ligações conhecidas com grupos armados. O candidato a deputado Jacaré foi acusado de peculato e outros crimes. No caso de Jacaré, os procuradores argumentaram que “o processo democrático não pode ser sequestrado pelo crime organizado, seja ele armado ou não”. O desafio de distinguir medidas necessárias de excessos não passou despercebido aos candidatos que estão sendo impedidos de concorrer. “Se todas as pessoas que respondessem a qualquer tipo de processo ou inquérito não pudessem se candidatar, Lula não seria presidente da República e Flávio Bolsonaro não seria candidato”, disse o candidato a deputado federal Ney Santos (Republicanos-SP), cuja candidatura foi contestada por procuradores que alegam ligações com a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), em um vídeo publicado no Instagram. O tribunal eleitoral de São Paulo decidiu a favor de Santos, mas os procuradores disseram que vão recorrer. Santos não respondeu a um pedido de comentário. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula na eleição presidencial deste ano, está sendo investigado por corrupção, segundo documentos judiciais recentemente divulgados. Ele nega qualquer irregularidade. Ainda assim, os esforços dos tribunais contra o crime organizado encontraram apoio entre três especialistas em direito eleitoral consultados pela Reuters. O professor de direito eleitoral do Ibmec-SP Clever Vasconcelos afirmou que os tribunais estão respondendo a uma ameaça real ao adotar uma interpretação mais ampla das regras existentes. Ainda assim, acrescentou, o Congresso deveria alterar a lei para ampliar os motivos de inelegibilidade, a fim de dar aos esforços contra o crime organizado uma base jurídica mais sólida. No entanto, o Brasil enfrentou desafios nesse sentido mesmo
Contrato de Vorcaro previa até R$ 427 milhões a escritório de esposa de desembargador identificado como da ‘turma’ de Nunes Marques

Contrato de Vorcaro previa até R$ 427 milhões a escritório de esposa de desembargador identificado como da ‘turma’ de Nunes Marques A atuação do escritório seria junto a causas da indústria sucroalcooleiro. Troca de mensagens mostram relação de intimidade entre “Turma do KN” e banqueiro. Por Márcio Falcão e Vinícius Cassela | g1 / TV Globo 22/09/2026 Presidente do TSE, Kássio Nunes Marques — Foto: Luiz Roberto/TSE Brasília – A Polícia Federal (PF) encontrou no celular do banqueiro Daniel Vorcaro mensagens e um contrato de prestação de serviços advocatícios entre o Banco Master e um escritório de advocacia para atuar em processos relacionados a precatórios. O documento, datado de março de 2024, é uma minuta de prestação de serviços com o escritório Queiroga, Vieira, Queiroz & Ramos, de Camilla Ramos, esposa do desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Se o escritório obtivesse êxito em todas as ações judiciais, que totalizavam R$ 8,5 bilhões, os honorários advocatícios pagos poderiam chegar a R$ 427 milhões. As informações foram publicadas pelo Metrópoles e confirmadas pelo g1. A atuação do escritório seria junto a causas da indústria sucroalcooleiro, com honorários de 5% líquidos sobre o valor recebido pelo banco em cada um dos processos. Alguns meses após a formalização do contrato, Vorcaro envia uma mensagem para lembrar Newton que haveria um “julgamento dia 4 [dezembro]” de seu interesse e é respondido pelo desembargador com “lembrei”, “tudo certo”. Posteriormente em junho do ano passado, a Polícia Federal encontrou mensagens trocadas pela advogada e esposa de Newton com o banqueiro em que ela comemora a vitória em um dos processos de interesse e tenta marcar um encontro com o desembargador para “falar rapidamente”. “Grande vitória hoje para as Usinas na 2a Turma do STF! Placar 3×2 a favor das Usinas, para não aplicar o Tema 826. E um excelente voto do Min Nunes Marques fazendo a distinção dos casos em que o título judicial trouxe os critérios da indenização”, afirmou Camila Ramos em 3 de junho de 2025. Contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia Queiroga, Vieira, Queiroz & Ramos — Foto: Reprodução “Turma do KN” As investigações apontam que Camila e Newton faziam parte da “Turma KN”, iniciais que seriam do ministro da Suprema Corte, Kassio Nunes Marques. Em nota, o ministro afirmou que “nunca autorizou ninguém a falar em nome dele” (leia mais abaixo). Dentre as mensagens identificadas no celular de Daniel Vorcaro estão conversas trocadas com a equipe de apoio do banqueiro em que é utilizada essa nomeclatura para se referir ao grupo de pessoas ligadas ao ministro. Em uma dessas mensagens, enviada pelo operador de viagens de Vorcaro em 20 de fevereiro de 2025, ele informa ao banqueiro que a “turma do KN/Newton” enviou seis nomes para adicionar a lista de um camarote que era bancado por Vorcaro durante o Carnaval no Rio de Janeiro e questiona se poderia. As mensagens ainda mostram que o Carnaval de 2025 de Newton e a Turma do KN foi bancado por Daniel Vorcaro. “Newton me chamou aqui para organizar as estadias em Salvador e Rio. Posso passar pra eles todas opcoes para ele escolher? Dos quartos Fasano Salvador e Rio….ilha Salvador, as 3 casas Joa?”, questiona o operador de viagens de Vorcaro. Além disso, em maio de 2025, dias antes do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovar a venda do Master para o Banco Regional de Brasília (BRB), uma assistente de Vorcaro envia uma mensagem do desembargador Newton Ramos pedindo uma “tarifa promocional” para o ministro Nunes Marques se hospedar no hotel Fasano. “Pode pegar e colocar na minha conta”, respondeu Vorcaro. Em outros momentos, Newton ainda manda mensagens para Vorcaro pedindo ingressos para um show em um hotel em São Paulo e para assistir à Fórmula 1. Precatórios O Banco Master comprou fatias milionárias de precatórios que estão na mira da Polícia Federal devido a suspeitas de que foram expedidos pela Justiça antes do fim dos processos. A prática seria irregular, porque a União ainda podia recorrer e contestar o valor das dívidas. O Master adquiriu o direito de receber os precatórios em 2023, por meio de fundos de investimento que lhe cederam os créditos. Os fundos eram administrados por empresas que hoje são investigadas na “Operação Compliance Zero”. 🔎Precatórios são dívidas que a União, estados ou municípios têm de pagar após decisões judiciais definitivas, quando não cabe mais recurso. O pagamento segue uma ordem cronológica e depende da inclusão dos valores no Orçamento público, o que pode levar anos — razão pela qual esses créditos acabam sendo negociados no mercado financeiro. 🔎No mercado financeiro, precatórios são comprados com desconto porque o pagamento pode demorar anos. Fundos e bancos apostam que, ao antecipar esses recursos a credores, poderão lucrar quando o poder público quitar a dívida integralmente no futuro. Em 1º de outubro de 2024, o ex-diretor jurídico do Master, Luiz Rennó, encaminha uma mensagem a Vorcaro dizendo que o banco teria saído vitorioso no processo da “Alcídia”, uma disputa sobre precatórios do setor sucroalcooleiro que o Master tinha participações. Rennó relata que os votos favoráveis foram os dos ministros Edson Fachin, Dias Toffoli e Nunes Marques e Vorcaro responde com um emoji. Na sequência, o ex-diretor jurídico envia o contato de Kevin Marques, filho do ministro Nunes Marques, com a seguinte mensagem: “Dominado aqui”. E encaminha uma imagem que não está disponível. Um dos diálogos indica supostos pagamentos a Kevin. Em 4 de julho de 2025, Rennó envia o contato do filho do ministro e questiona: “Esse aqui – 500 mil mês – mantém?”. Depois ri e diz: “Então esse aqui já era né”. No mês seguinte, Rennó envia a Vorcaro uma lista com consultorias e escritórios ligados a autoridades e questiona: “Alguma prioridade máxima?”. Vorcaro responde: “Consult? Guido e Lewandowski”. Sobre Consult, Rennó responde: “Muito importane tbem [sic]. Falei sobre renovação recente”. Em 8 de agosto de 2025, Rennó diz: “Dos pagamentos essenciais está faltando a consult”. Consult é uma empresa
Vorcaro firmou contrato com escritório de mulher de desembargador identificado como da ‘turma’ de Nunes Marques

Vorcaro firmou contrato com escritório de mulher de desembargador identificado como da ‘turma’ de Nunes Marques Kássio Nunes Marques diz nunca ter trocado mensagem com banqueiro e nega ter pedido algo; desembargador afirma que tinha relação pessoal com banqueiro, sem relação com sua função Por Mariana Muniz | O Globo 21/09/2026 O banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, em dezembro de 2019 — Foto: Ana Paula Paiva/Valor Brasília – Arquivos e mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) no celular de Daniel Vorcaro, do Banco Master, mostram que o banqueiro contratou o escritório de advocacia de Camilla Ramos, mulher do desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), para atuar em uma série de processos de interesse da instituição financeira. Nas conversas, Newton é identificado como da “Turma KN”, iniciais do ministro Kassio Nunes Marques, e aparece negociando favores com Vorcaro e pessoas ligadas a ele, como ingressos para assistir a uma corrida de Fórmula 1, show no Rosewood, luxuoso hotel da capital paulista, além de camarote vip na Marquês Sapucaí durante o carnaval do Rio. Em nota, Nunes Marques diz que “nunca votou a favor de Vorcaro do Master, nunca trocou mensagens com o banqueiro e nem pediu nada a ele”. “O ministro também nunca autorizou ninguém a falar em nome dele”, acrescenta o ministro. O escritório de Camilla Ramos, por sua vez, afirmou que sua atuação em defesa do Master ocorreu “regularmente, dentro dos limites legais e mediante a devida habilitação nos respectivos processos”. Já o desembargador Newton afirmou que mantinha uma relação pessoal com Vorcaro anterior aos fatos investigados. Segundo ele, pedidos relacionados a imóveis e transportes feitos ao empresário ocorreram no âmbito dessa relação privada e não tiveram relação com suas funções públicas. “Tratou-se de situação privada articulada com a profissional que presta serviços para o referido banco, sem qualquer vínculo com funções públicas. Por fim, nunca julguei qualquer causa de interesse do Banco Master”, disse ele. Em um dos diálogos, uma funcionária identificada no celular de Vorcaro como Ana Matos, da área de marketing do Master, afirma ter recebido um pedido do desembargador para um preço “promocional” pela hospedagem de Nunes Marques no hotel Fasano, de São Paulo. “Oi Ana, tudo bem? Ministro Kassio me pediu para ver se vocês conseguem para ele uma tarifa promocional para o Fasano. Só uma diária. Entrando sexta e saindo sábado”, diz a mensagem encaminhada por ela, em maio de 2025. Na sequência, a funcionária escreveu a Vorcaro: “Recebi essa msg do Newton. Ok por vc?”. O banqueiro respondeu: “Pode pegar e colocar minha conra [sic]”. Um segundo depois, corrigiu: “Conta”. Ana respondeu: “Ok”. Em outro diálogo, de 24 de outubro de 2024, Newton pede a Vorcaro para “ver a questão da F1”. “Tudo tranquilo. Era só para te pedir para ver a questão da Fórmula 1 para mim”. O banqueiro então repassa o contato da mesma funcionária da área de marketing e escreve ao desembargador: “Claro. Pede para aquela mesma turma. Sobre o kit, fala com a Ana. Veja quantos precisa e avisa ela”. O pedido foi feito dez dias antes do Grande Prêmio de F1 realizado no autódromo de Interlagos, em São Paulo. Antes, em maio do mesmo ano, Newton já havia procurado Vorcaro solicitando entradas para outro evento na capital paulista. Na ocasião, enviou mensagem ao banqueiro questionando: “To aqui em SP. Não consegue acesso para mim para esse show hoje no Rosewood”. Desta vez, porém, Vorcaro responde que iria ver. Cerca de três horas depois, o desembargador volta ao assunto: “Alguma notícia? Complicado pelo horário, não? A mulher que fica perguntando aqui kkk”. O banqueiro responde: “Kkkk to tentando. Eu não comprei nada desse evento”. Ao que Newton explica o motivo do pedido: “Ciro me disse que você mandava lá kkkk”. Além dos pedidos feitos diretamente a Vorcaro, as mensagens mostram que outros favores relacionados a Newton e à “turma do KN” chegavam a Vorcaro. Em um deles, um contato identificado como Leo Serrano, que seria uma espécie de operador de logística do banqueiro, repassa um pedido para acesso a um camarote na Marquês de Sapucaí em fevereiro deste ano. “Dani, turma do KN/Newton me mandou aqui 6 nomes para colocar na lista do Camarote. Posso encaminhar isso lá pra lista do Camarote, neh?”, questiona ele. Em seguida, encaminha mensagem com orientações sobre o passo a passo para que os convidados possam ter acesso ao local. Além das mensagens, um arquivo encontrado no celular de Vorcaro mostra que o Master firmou contrato com o escritório da mulher de Newton que estabelecia honorários equivalentes a 5% de todo o benefício econômico bruto obtido pelo banco em ações relacionadas a precatórios do setor sucroalcooleiro. O documento e as mensagens foram revelados pelo site Metrópoles e confirmados pelo GLOBO. Uma planilha também encontrada no celular de Vorcaro atribui aos créditos relacionados no contrato um valor de aproximadamente R$ 8,5 bilhões. Aplicado o percentual previsto no acordo, a remuneração potencial do escritório chegaria a cerca de R$ 427 milhões. As mensagens encontradas no aparelho de Vorcaro mostram que Camilla Ramos acompanhava um julgamento no Supremo relacionado à controvérsia jurídica envolvendo esses créditos. Em junho de 2025, a advogada enviou uma mensagem a Vorcaro classificando a manifestação de Nunes Marques em um caso que poderia impactar nos processos de interesse do banco como “excelente”. O julgamento citado não tinha o Banco Master como parte, mas discutia uma tese jurídica que poderia repercutir sobre outros processos envolvendo indenizações do setor sucroalcooleiro. Os ministros Dias Toffoli e Edson Fachin votaram no mesmo sentido de Nunes Marques nesse caso, enquanto Gilmar Mendes e André Mendonça divergiram. Nunes Marques havia inicialmente se declarado impedido de participar do julgamento porque atuara no processo quando integrava o TRF-1, a mesma Corte de Newton. Depois, voltou atrás e participou da análise. “(O ministro) compreendeu que tecnicamente não estava impedido, por se tratar de tese ampla, pediu retificação à Secretaria e acabou votando”, diz a nota da assessoria do magistrado. Ao GLOBO, Nunes Marques nega
Perfis de fora do Brasil têm posts pagos para apontar favoritismo de Flávio

Perfis de fora do Brasil têm posts pagos para apontar favoritismo de Flávio Lei proíbe impulsionamento de conteúdo na web por terceiros. Também é vedado pagamento de publicidade por entidades ou governos estrangeiros Por José Augusto Limão e Álvaro Luiz | Metrópoles 21/09/2026 Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | BRENO ESAKI/METRÓPOLES Contas registradas fora do Brasil na rede social X (antigo Twitter) têm feito e impulsionado publicações em apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Nas postagens, os usuários estrangeiros têm divulgado previsões da plataforma de apostas Polymarket que apontam um favoritismo de Flávio na eleição brasileira. As postagens a favor de Flávio foram identificados pelo próprio X como uma “parceria paga” (“Paid Partnership”) — um selo da plataforma que avisa quando uma publicação foi patrocinada ou incentivada por uma marca ou funcionário. De acordo com especialistas consultados pelo Metrópoles, o impulsionamento de conteúdo na internet por terceiros — seja no Brasil ou no exterior — é vedado pela Lei nº 9.504/1997. Nas publicações impulsionadas, os usuários dizem que Flávio vai “salvar o Brasil” e derrotar o “esquerdismo” na América Latina. De acordo com a Lei das Eleições, é proibido que partido e candidato recebam, direta ou indiretamente, doação em dinheiro ou estimável em dinheiro, inclusive por meio de publicidade, procedente de entidade ou governo estrangeiro. Especialista em direito eleitoral, Jorge Washington Cançado explica que a lei exige que o impulsionamento de conteúdo na internet seja contratado exclusivamente por partidos, federações, coligações, candidatos ou seus representantes, com “identificação inequívoca do contratante” — o que não ocorre nas postagens patrocinadas no X. “Sobre as doações estrangeiras, o TSE já assentou, em precedente sobre doação de estrangeiro, que a vedação recai sobre a origem dos recursos, não sobre a nacionalidade do doador em si, e que a comprovação da origem estrangeira normalmente depende de prova concreta, inclusive cruzamento de dados pela Receita Federal (art. 24-C da Lei nº 9.504/1997), não de presunção. Provadas as possíveis ilicitudes, teremos sanções que vão de multa a cassação de diploma, a depender da situação fática”, explicou ao Metrópoles. O X sinaliza apenas que a publicação é patrocinada, mas não é possível identificar quem foi o responsável pelo aporte para a parceria paga. A maioria dos perfis gringos que fizeram as publicações sobre Flávio são identificados como dos Estados Unidos. Alguns deles acumulam centenas de milhares de seguidores, incluindo alguns famosos, como Elon Musk — dono do X — e um dos irmãos de Flávio, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos há quase dois anos, chegou a republicar algumas das postagens impulsionadas sobre Flávio Bolsonaro. Posts pagos da Polymarket promovem candidatos de direita, aponta site A Polymarket tem usado publicações pagas no X para transformar a oscilação do mercado de apostas em uma espécie de “termômetro político”, segundo levantamento do site norte-americano Factchequeado, especializado em realizar verificação de informações. A análise do site norte-americano identificou 13 posts patrocinados entre março e maio deste ano. Desses, 11 traziam narrativas favoráveis a políticos de direita ou críticas a nomes da esquerda. No Brasil, uma das publicações afirmou que Flávio Bolsonaro havia ultrapassado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Polymarket, apresentando o movimento do mercado como sinal de que o senador teria se tornado o favorito na corrida presidencial. A mesma estratégia foi identificada em conteúdos sobre candidatos da Colômbia e do Peru, com o mesmo enquadramento: desempenho na plataforma de apostas como indicativo de força eleitoral. Desde junho de 2025, a plataforma é a “Parceira Oficial de Previsões de Mercado do X”. Ligação política A investigação também aponta uma conexão relevante. Donald Trump Jr., filho do presidente dos Estados Unidos, é investidor da Polymarket por meio da própria empresa, a 1789 Capital, e integra o conselho consultivo da empresa desde 2025. A entrada dele no board foi anunciada pela própria plataforma após o aporte do fundo. Em abril de 2026, o governo brasileiro bloqueou o acesso a dezenas de sites de mercados de previsão, incluindo a Polymarket. Segundo o governo federal, a empresa não tem regulamentação ou autorização dos órgãos competentes para ofertar contratos ou apostas no país envolvendo temas como política e eleições. Repercussão no bolsonarismo Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, passou a republicar no X algumas das publicações feitas por contas estrangeiras com grande número de seguidores sobre o desempenho do candidato na Polymarket. Algumas das grandes contas que impulsionaram a publicação são seguidas por Flávio e Eduardo Bolsonaro no X. O mesmo padrão apareceu em perfis bolsonaristas como os de Mário Frias (PL-SP), Lucas Pavanato (PL-SP) e Allan dos Santos, que compartilharam o material acompanhado da frase “vai ser no primeiro turno”. A expressão “vai ser no primeiro turno” também foi repetida por outras contas brasileiras que replicaram os mesmos conteúdos, reforçando a narrativa de que Flávio lideraria a disputa e poderia vencer já no primeiro turno. A repetição da frase, por si só, não permite concluir que exista uma ação coordenada entre os perfis. A equipe de campanha de Flávio Bolsonaro foi procurada. O espaço segue aberto. Notícia anteriorPróxima notícia campanha eleitoralDeputado FederalPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresReceita FederalSenadorTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Perfis de fora do Brasil têm posts pagos para apontar favoritismo de Flávio 21/09/2026 MPE muda de posição e opina contra candidatura de Rueda por suposta ligação com milícia 21/09/2026 R$ 427 milhões: o contrato da “Turma do KN” para destravar precatórios de Vorcaro 21/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Fachin promete fim do inquérito das fake news, aberto no STF há 7 anos sob relatoria de Moraes 04/09/2026 Contrato de mulher
TSE forma maioria para manter decisão que suspende campanha de Deltan Dallagnol

TSE forma maioria para manter decisão que suspende campanha de Deltan Dallagnol Liminar proíbe candidato do Novo ao Senado pelo Paraná de fazer campanha até que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decida sobre a condenação de Dallagnol em 2023, que pode torná-lo inelegível. Por Douglas Maia | Paraná RPC 21/09/2026 Deltan Dallagnol, candidato ao Senado pelo Paraná — Foto: Vitória Smarci/RPC Curitiba – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria de votos nesta segunda-feira (21) para manter a decisão que suspendeu os atos de campanha de Deltan Dallagnol (Novo), candidato ao Senado pelo Paraná. A decisão individual do ministro Floriano de Azevedo Marques foi publicada no sábado (19) e começou a ser analisada pelo plenário virtual da Corte nesta segunda. O caso tramita sob sigiloso. A liminar é válida até que o TSE decida sobre o processo que discute a inelegibilidade do candidato. Em 2023, o próprio TSE o condenou em um caso de fraude à lei da Ficha Limpa e cassou o registro de candidatura de Dallagnol, o que resultou na perda do mandato dele como deputado federal. O placar da sessão foi de 5 a 2 para manter a liminar que proíbe Dallagnol de realizar atos públicos de campanha, veicular propaganda no rádio e na TV e de receber recursos públicos do Fundo Partidário ou do Fundo Eleitoral. A medida também proíbe que ele use os recursos dos fundos que já tenham sido repassados. Veja abaixo como votaram os ministros do TSE: A favor da suspensão da campanha: Floriano de Azevedo Marques, Dias Toffoli, Estela Aranha, Ricardo Villas Bôas Cueva e Sebastião Reis; Contra a suspensão: André Mendonça e Kassio Nunes Marques. Suspensão da campanha está em vigor A liminar que suspende a campanha de Deltan Dallagnol está em vigor desde a publicação, no sábado (19). O ministro Floriano de Azevedo Marques, que assina a decisão, justifica a necessidade de urgência na medida e aponta que a permanência da candidatura causa “danos irreversíveis” e pode acarretar “graves riscos ao processo eleitoral”. Entre esses riscos, o ministro menciona: Destinação de recursos públicos dos fundos de campanha para “candidatura juridicamente natimorta”, evidenciando o mau uso de recursos públicos; Confusão do eleitorado por meio da participação de candidatura inviável na propaganda eleitoral e nos debates; Grave risco de instabilidade institucional, uma vez que, se após o fim da votação um candidato eleito ao Senado tiver seu registro de candidatura anulado, isso acarretaria a realização de novas eleições para o Senado no Paraná. O ministro também pediu à presidência do TSE para agendar o julgamento do caso no plenário virtual ou presencial já nos próximos dias. No plenário, o caso será analisado pelos sete ministros que integram o TSE. A decisão atendeu a um pedido de liminar feito pela coligação Paraná Para Todos, liderada pelo PDT, e da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PSOL. Os partidos recorreram ao TSE depois que o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) validou o registro da candidatura de Dallagnol para participar da disputa em 2026. Discussão sobre inelegibilidade de Dallagnol começou com condenação em 2023 A discussão do caso gira em torno da decisão do TSE, de 2023, que cassou o registro de candidatura de Dallagnol, na época no Podemos, o que resultou na perda do mandato dele como deputado federal. ➡️ Relembre: Dallagnol se candidatou às eleições de 2022. Na época, o TRE aprovou o registro de candidatura. Houve recurso ao TSE. Por não ter uma decisão definitiva, ele participou da eleição e assumiu o cargo. Quando o caso foi julgado pelo Tribunal Superior, o registro de candidatura foi cassado. Consequentemente, Dallagnol perdeu o cargo. Na época da cassação, o relator do caso, o ministro Benedito Gonçalves, entendeu que Dallagnol cometeu uma fraude contra a Lei da Ficha Limpa ao pedir exoneração do Ministério Público Federal (MPF) 11 meses antes das eleições, enquanto enfrentava processos internos da instituição. Esses processos internos apuravam a conduta do então procurador da Operação Lava Jato e poderiam levar à demissão dele. A expulsão do órgão resultaria na inelegibilidade de Dallagnol, pela lei da Ficha Limpa. No entanto, a Lei da Inelegibilidade determina que fique inelegível por oito anos o servidor público que deixar o Judiciário ou o Ministério Público para escapar de uma punição. E foi nesse caso que os ministros do Tribunal Superior Eleitoral entenderam que o caso de Dallagnol se enquadrava. O processo tramitou no TSE, que decidiu por unanimidade pela condenação de Dallagnol. O processo transitou em julgado, ou seja, foram esgotados todos os recursos. Apesar da condenação, Dallagnol solicitou o registro de candidatura para concorrer como senador pelo Paraná. O requerimento de declaração de elegibilidade foi novamente analisado e, por 4 votos a 3, o TRE-PR decidiu que ele pode disputar as eleições deste ano. Os recursos dessa decisão agora devem ser julgados pelo TSE. O que diz Deltan Dallagnol Procurada pelo g1, a assessoria do candidato do Novo enviou nota, afirmando que o processo corre sob sigilo e que os advogados não tiveram acesso aos autos antes da decisão. “O julgamento do TSE que suspendeu meu direito de fazer campanha, expressamente previsto em lei (art. 16-A da Lei das Eleições), foi feito em processo sigiloso e foi iniciado antes que a minha defesa tivesse acesso ao processo, sem que pudesse apresentar defesa ou, até mesmo, pedir a suspeição do ministro Dias Toffoli. Toffoli, de ofício, instaurou o inquérito das fake news contra mim e auditores da Receita, que foi usado em seguida para paralisar as investigações contra a sua própria família e de Gilmar Mendes”, diz o candidato. A nota de Dallagnol classifica a situação como “flagrantemente ilegal”. “Uma campanha suspensa sem a defesa poder se manifestar, sem contraditório e em choque com a própria jurisprudência da Justiça Eleitoral. Se o TSE existe para proteger as regras da eleição, ele precisa ser o primeiro a respeitá-las”, conclui. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado Federalfundo eleitoralFundo PartidárioMPF Ministério Público FederalNOVOOperação Lava JatoPCdoBPDT Partido Democrático TrabalhistaPodemosPSOLPT Partido dos TrabalhadoresReceita FederalTRE-PRTSE Tribunal Superior
Corrupção do Máster passa a ser mais associada a Bolsonaro

Corrupção do Máster passa a ser mais associada a Bolsonaro Quaest registra aumento da associação do caso Master à família do candidato do PL à Presidência Por Marcelo Hailer | Fórum 21/09/2026 O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, tentou pressionar a ministra Cármen Lúcia em live – (Marina Uezima / Brazil Photo Press via AFP) Pesquisa Quaest, divulgada nesta segunda-feira (21), mostra um aumento da associação do escândalo do Banco Master à família Bolsonaro, grupo do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o levantamento, 21% dos entrevistados apontam a família Bolsonaro como a mais afetada pelo caso, contra 15% na rodada anterior. A alta de seis pontos percentuais ocorre na reta final da disputa presidencial, na qual Flávio representa o grupo político nas urnas. A parcela dos entrevistados que acredita que o escândalo prejudica “todos”, por outro lado, caiu nove pontos percentuais em uma semana. A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 17 e 20 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Família Bolsonaro amplia associação com caso Master Na rodada anterior, 46% dos entrevistados respondiam que o caso Master afetava “todos”. Agora, esse percentual caiu para 37%, uma redução de nove pontos percentuais. No movimento contrário, a família Bolsonaro passou de 15% para 21% das menções entre os grupos apontados como mais prejudicados pelo escândalo. O STF aparece com 16%, ante 17% na rodada anterior. Já o governo Lula e políticos do PT somam 11%, contra 9% anteriormente. A mudança ganha peso eleitoral porque Flávio Bolsonaro é o candidato da família Bolsonaro à Presidência da República e disputa diretamente com Lula a liderança da corrida eleitoral. A associação do caso Master com a candidatura de Flávio já havia aparecido em outra pergunta da Quaest. Em levantamento divulgado no início de setembro, 42% dos entrevistados disseram que as suspeitas relacionadas ao Banco Master prejudicavam muito a campanha do senador. Percepção muda conforme o eleitor A leitura sobre quem é mais afetado pelo escândalo varia de acordo com a preferência política dos entrevistados. Entre os eleitores de Lula, 46% apontam a família Bolsonaro como a mais atingida. Entre os bolsonaristas, por outro lado, 37% citam o governo Lula, enquanto 22% apontam o STF. Os números mostram uma forte divisão política na interpretação do caso, com eleitores de cada campo concentrando a percepção de desgaste no grupo adversário. Crise no STF tem efeito limitado sobre voto A Quaest também mediu a influência da crise no Supremo Tribunal Federal sobre a decisão dos eleitores na disputa presidencial. Para 62% dos entrevistados, a turbulência na Corte não influencia o voto para presidente. Outros 26% afirmam que os acontecimentos reforçam a escolha que já haviam feito, enquanto 7% dizem que podem mudar de candidato por causa da crise. A crise no STF se intensificou após a divulgação de informações relacionadas às investigações do Banco Master e às mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Na semana passada, uma sessão extraordinária do Supremo convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, terminou sem uma definição após um pedido de vista do ministro Flávio Dino. O julgamento ocorreu em meio a divergências entre integrantes do tribunal sobre os procedimentos relacionados ao caso. Segundo a Quaest, 74% dos entrevistados afirmaram ter tomado conhecimento do episódio no STF. Apesar da ampla repercussão, a maioria diz que a crise não altera sua escolha para presidente. Quaest mantém resultados na margem de erro entre Lula e Flávio Bolsonaro O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 37% das intenções de voto na disputa pela Presidência da República, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registra 33%, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (21). Augusto Cury (Avante) aparece na terceira colocação, com 6%. Na sequência estão Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, Renan Santos (Missão), com 3%, e Romeu Zema (Novo), com 1%. A nova rodada mostra uma concentração das intenções de voto nos dois primeiros colocados: juntos, Lula e Flávio somam 70% no cenário estimulado de primeiro turno. Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seguem tecnicamente empatados em uma eventual disputa de segundo turno pela Presidência da República, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (21). O candidato do PL aparece numericamente à frente, com 42% das intenções de voto, enquanto Lula registra 41%. Notícia anterior AvanteBanco Mastercampanha eleitoralMissãoNOVOPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPSD Partido Social DemocráticoPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Corrupção do Máster passa a ser mais associada a Bolsonaro 21/09/2026 PF encontra mensagens em que assessor de Brazão cobra emenda de Flávio Bolsonaro 21/09/2026 “Dominado aqui” 18/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Felicio Ramuth, vice de Tarcísio, é condenado em ação movida pelo PT 26/08/2026 Ligação de Flávio a Vorcaro coincide com última remessa para Dark Horse 11/09/2026 Doação a Bolsonaro e Tarcísio foi propina negociada com Kassab, diz Vorcaro 03/09/2026 Moradores reclamam de fila para marcação de consultas pelo SUS em Teresópolis 02/09/2026 MP aponta atuação do PCC no financiamento de campanhas eleitorais em SP 17/09/2026
PF encontra mensagens em que assessor de Brazão cobra emenda de Flávio Bolsonaro

PF encontra mensagens em que assessor de Brazão cobra emenda de Flávio Bolsonaro Assessor de deputado, condenado pelo assassinato de Marielle Franco, e assessora de Flávio trataram de emendas em 2024 Por Mateus Coutinho | Valor 21/09/2026 Domingos Brazão — Foto: Foto Fabiano Rocha / Agência O Globo Brasília – Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do ex-assessor de Domingos Brazão, Robson Calixto, conhecido como “peixe” e suspeito de atuar como miliciano mostram que ele tratava o senador Flávio Bolsonaro como “nosso senador” e que chegou a cobrar uma assessora do parlamentar por emendas dois dias antes de ser alvo de buscas da Polícia Federal, em março de 2024. Calixto foi alvo de buscas na operação Murder Inc, que prendeu os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão por suspeita de atuarem como mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol). Os irmãos acabaram condenados por este crime em fevereiro deste ano e Calixto foi condenado no mesmo julgamento por organização criminosa armada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal. Na mensagem datada de 22 de março de 2024, Calixto afirmou para a assessora do gabinete de Flávio, Maria de Fátima, “consultamos as destinações parlamentares e não tinha nada do nosso senador, porém estamos no aguardo”. Dois dias depois, em 24 de março, ele foi alvo da PF e teve o celular apreendido. Desde essa data, não foram identificadas outras emendas enviadas por Flávio atendendo pedido dos irmãos Brazão. Nas mensagens encontradas pela PF, foi identificado que um pedido anterior de repasse de emenda, feito no final de 2023, havia sido atendido. O recurso, no valor de R$ 199 mil, foi destinado a uma entidade localizada no Rio de Janeiro que realizou contratações com suspeitas de irregularidades utilizando a emenda de Flávio, segundo o Tribunal de Contas da União (TCU). As informações das trocas de mensagens constam de relatório de uma investigação da PF sobre suspeitas de desvios de emendas parlamentares envolvendo Francisco e Chiquinho Brazão. Uma das suspeitas envolve justamente uma emenda de R$ 199 mil enviada por Flávio Bolsonaro para o Instituto de Formação Profissional José Carlos Princípio (Ifop), localizado no Rio de Janeiro, atendendo a uma demanda de um assessor de Domingos Brazão, que na época era conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio. Este pedido de recursos foi feito por Calixto em 24 de outubro de 2023 para uma assessora do gabinete de Flávio, em uma conversa de WhatsApp. “Amiga, vê com o nosso senador se consegue nos ajudar”, afirmou Calixto em uma mensagem encaminhada a Maria de Fátima, assessora parlamentar de Flávio. “Manda a solicitação meu amigo. Um e-mail ou ofício”, respondeu Maria de Fátima. Na sequência, ele encaminha um ofício com o nome do parlamentar. No portal da transparência, consta que a emenda de Flávio para o Ifop foi paga em 29 de novembro daquele ano. Em outro diálogo, de 26 de outubro, Maria de Fátima questiona Calixto se ele ainda está com “o deputado Brazão”, uma possível referência a Chiquinho Brazão, que na época era deputado federal, ao que Calixto responde “positivo”. “Temos um evento. Vc vai também e já reforça o pedido com senador”, afirma Maria de Fátima que, na sequência, encaminha um convite para o parlamentar participar de uma cerimônia de entrega de 396 coletes balísticos para a PM do Rio de Janeiro. Depois de encaminhar o convite, a assessora ainda insiste “leva o deputado”. Na sequência dos diálogos, em 6 de novembro Calixto volta a cobrar os recursos para o Ifop: “Bom dia amiga, não esquece do Ifop não, vê se o senador consegue nos agraciar, para não terminar o nosso projeto”. A assessora responde “pode deixar”. Uma auditoria do TCU identificou suspeitas de irregularidades nas contratações feitas pelo Ifop com o dinheiro da emenda recebida de Flávio Bolsonaro. “O Ifop, ao invés de buscar condições mais vantajosas ou preços reduzidos, limitou-se a distribuir o valor total recebido entre os fornecedores e prestadores de serviços contratados, sem demonstrar qualquer preocupação com a obtenção de economia ou eficiência na aplicação dos recursos públicos”, diz trecho do relatório de auditoria. O TCU também identificou que o Ifop contratou seu próprio presidente, José Romulo Oliveira Alves, por meio do escritório de advocacia dele, para dar treinos de futebol para crianças e adolescentes. Ele chega a assinar o contrato como contratante e contratado. “Entende-se que essa prática viola os princípios constitucionais da impessoalidade e moralidade administrativa”, segue o relatório do TCU. Em nota, a assessoria de Flávio informou que “a emenda foi destinada dentro da legislação vigente e dos critérios técnicos do Ministério do Esporte. A entidade executora apresentou notas fiscais dos materiais adquiridos e devolveu os valores não utilizados”. “A responsabilidade pela execução dos recursos é da entidade beneficiária, não do parlamentar. Eventuais irregularidades devem ser apuradas pelos órgãos de controle, como determina a lei”, segue a nota. A defesa de Chiquinho Brazão informou que não iria se manifestar. O Ifop e a defesa de Robson Calixto não responderam aos questionamentos da reportagem. O Valor não conseguiu localizar a defesa de Domingos Brazão. Notícia anterior emenda parlamentarPolícia Federal PFPolícia Militar PMPSOLRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJSenadorSTF Supremo Tribunal FederalTCE-RJTCU Tribunal de Contas da UniãoVereadora Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PF encontra mensagens em que assessor de Brazão cobra emenda de Flávio Bolsonaro 21/09/2026 “Dominado aqui” 18/09/2026 O dinheiro ‘amarradinho’ de Cezinha de Madureira e as mensagens do troca-troca de emendas em SP 18/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Vorcaro pediu a funcionária que desse prioridade para família Moraes em uso de avião 20/09/2026 Letícia Caetano dos Reis: quem é a administradora de Flávio Bolsonaro citada na CPMI do INSS 27/08/2026 Associações científicas se manifestam sobre crise envolvendo STF e PF
Vorcaro pediu sigilo sobre suposto jantar com Bolsonaro e Flávio em 2024

Vorcaro pediu sigilo sobre suposto jantar com Bolsonaro e Flávio em 2024 Mensagens obtidas pela PF mostram ex-banqueiro cobrando discrição sobre possibilidade de “reunião bolso”; candidato do PL ainda não se manifestou Por Gustavo Uribe e Elijonas Maia | CNN Brasil 21/09/2026 Daniel Vorcaro e Jair Bolsonaro | Arte CNN Brasília – Conversas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o empresário Flávio Carneiro indicam que o então dono do Banco Master temia o vazamento de um suposto jantar, no fim de 2024, com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os diálogos foram extraídos do telefone de Vorcaro pela PF (Polícia Federal). As informações foram reveladas pela Carta Capital e confirmadas pela CNN. Em uma troca de mensagens em 8 de dezembro, Carneiro diz a Vorcaro: “Thiago está cobrando se você vai num jantar com meu xará e com o pai dele, pelo que entendi, você está ciente disso?”. Segundo fontes da PF à par da investigação, “xará” é uma referência a Flávio Bolsonaro e o “pai dele” seria o ex-presidente Jair Bolsonaro. Na época, Bolsonaro não estava detido, mas já cumpria medidas cautelares relacionadas à investigação da tentativa de golpe após as eleições de 2022. No diálogo, Vorcaro responde dizendo não saber de quem Carneiro estava falando. “Thiago do Léo tá insistindo que ele e o Léo querem juntar você com o meu xará e o Pai pra falarem… Você não tá sabendo? Achei que eles tinham falado contigo”, questiona Carneiro. Menos de dez minutos depois, Vorcaro afirma: “Temos que pensar nisso. Vamos falar nós primeiro.” Em nova mensagem, no dia seguinte, Vorcaro cita uma “reunião bolso” e faz um alerta a Carneiro em três mensagens seguidas: “Oi. Cara. Não fala dessa reunião bolso pra ninguém”. Carneiro diz “fala cumpadre [sic]” e Vorcaro continua: “Esse negócio acaba comigo. Fábio já veio falar”. As mensagens não esclarecem se o jantar realmente ocorreu. A CNN procurou a assessoria de Flávio Bolsonaro sobre as tratativas do encontro com o ex-banqueiro mencionado nas mensagens. Filme sobre Bolsonaro A menção a “Thiago” em uma das mensagens seria uma referência ao publicitário Thiago Miranda. Como a CNN mostrou, ele é dono da Miranda Comunicação, também conhecida como Agência MiThi. Também foi sócio do Portal Léo Dias. Dias depois da primeira conversa sobre o jantar, em 18 de dezembro, Miranda enviou uma série de mensagens a Vorcaro com informações sobre um “contrato de financiamento de produção”. O publicitário confirmou, em maio deste ano, ter intermediado repasses de Vorcaro para o “Dark Horse”, filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. Em dezembro de 2024, a produção era apelidada de “Capitão do Povo”. Em janeiro de 2025, Miranda voltou a falar do assunto com Vorcaro: “”Fala Daniel tudo bom? Pode me passar o contato do seu advogado que vai tocar o contrato do filme? Preciso mandar os dados da empresa que vamos usar. Para a confecção do contrato”. Em julho deste ano, Thiago Miranda foi alvo da Operação Compliance Zero. Para a Polícia Federal ele estaria envolvido em uma estratégia articulada com influenciadores para defender Vorcaro e questionar a liquidação do Master pelo Banco Central em novembro do ano passado. O financiamento do filme “Dark Horse” foi negociado por Flávio Bolsonaro. Um dia antes de Vorcaro ser preso, em 16 de novembro de 2025, Flávio cobrou repasses ao filme em áudio revelado pelo Intercep Brasil. Como a CNN mostrou, Vorcaro fez repasses para o filme até setembro do ano passado. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Mastercampanha eleitoralPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Vorcaro pediu sigilo sobre suposto jantar com Bolsonaro e Flávio em 2024 21/09/2026 EMAE, Sabesp e Master: voto de Otto Lobo beneficiou fundos ligados a Vorcaro após banqueiro articular apoio à presidência da CVM 22/09/2026 Pressão sobre Mendonça chega ao TSE e abre debate sobre suspeição 21/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana EMAE, Sabesp e Master: voto de Otto Lobo beneficiou fundos ligados a Vorcaro após banqueiro articular apoio à presidência da CVM 22/09/2026 Augusto Cury omitiu negócios nos EUA da Justiça Eleitoral 05/09/2026 Juiz censura ICL a pedido de Nikolas Ferreira por causa de áudio para Vorcaro 06/09/2026 Ministério Público ajuíza ação para que Prefeitura de Belford Roxo desfaça obra irregular que agrava alagamentos em Nova Iguaçu 24/08/2026 Novo pedido de Mendonça explicita guerra no STF e coloca Master no centro da disputa de poder na Corte 01/09/2026
“Nosso senador”: Flávio Bolsonaro mandou emenda a miliciano do caso Marielle

“Nosso senador”: Flávio Bolsonaro mandou emenda a miliciano do caso Marielle Peixe – apontado como elo entre o matador e os mandantes do crime – conseguiu quase 200 mil reais para projeto em área de milícia Por Breno Pires | piauí 21/09/2026 Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República – Andressa Anholete/ Agência Senado Brasília – Em 2023, Flávio Bolsonaro enviou no Senado uma emenda parlamentar de 200 mil reais para um projeto em área de milícia, a pedido de um dos homens presos por envolvimento no assassinato de Marielle Franco. A piauí teve acesso a mensagens em que Robson Calixto Fonseca, conhecido como Peixe, solicita a uma secretária parlamentar do gabinete do senador, hoje presidenciável pelo PL, dinheiro para um projeto de futebol infantil tocado por uma ONG na Zona Sudoeste do Rio, reduto eleitoral dos irmãos Brazão, condenados como mandantes do homicídio. Peixe é um nome central do caso Marielle. Ronnie Lessa, assassino confesso da vereadora do Psol e do motorista Anderson Gomes, afirmou em sua colaboração premiada que foi Peixe quem o apresentou aos mandantes do crime, e também quem providenciou a submetralhadora HK MP5 usada nas mortes. Peixe negou tudo, mas acabou condenado, em fevereiro passado, por agir como braço operacional da organização criminosa armada dos Brazão, ao lado de Edmilson da Silva Oliveira, o Macalé. Pegou pena de nove anos de reclusão e perdeu o cargo de policial militar reformado. De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio, os cargos que Peixe ganhou de Domingos Brazão na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e no Tribunal de Contas davam “ares de legalidade e legitimidade” ao papel que de fato exercia: o de elo entre os irmãos e os milicianos da região de Jacarepaguá, entre eles Marcos Vinícius Reis dos Santos, o Fininho. A denúncia registra que ele atua em atividades típicas de milícia, pelo menos desde 2018, na Taquara, bairro que a CPI das Milícias descreveu como território de grupos armados que extorquiam moradores. Os investigadores descobriram que, em setembro de 2023, Peixe teve tratativas sobre a construção de imóveis em loteamentos na Estrada da Boiúna, na Taquara. Um mês depois, ele pediu dinheiro público ao gabinete do senador Flávio Bolsonaro para o projeto social de uma ONG localizada no bairro. O pedido deu início a uma sequência de conversas que se estenderiam por cinco meses. Dois dias depois de solicitar o aporte por emenda orçamentária, Peixe recebeu da assessora do senador um convite para uma cerimônia do gabinete no Rio de Janeiro e foi orientado a aproveitar a ocasião para reforçar pessoalmente a demanda com Flávio, levando junto o deputado Chiquinho Brazão. As conversas entre os dois se deram por cinco meses, incluíram um telefonema iniciado por ela e só terminaram dois dias antes de a Polícia Federal prender Peixe e os irmãos Brazão. No celular dele, o número da assessora estava salvo como “Fafa Flávio Bolsonaro”. A primeira da série de mensagens (que serão reproduzidas aqui em sua digitação original, sem correções) recuperada pela PF é de 24 de outubro de 2023. Às 14h43, Peixe escreveu: “Amiga vê com o nosso Senador se consegue nos ajudar.” Do outro lado está o contato que Peixe salvou em seu telefone como “Fafa Flávio Bolsonaro”, identificado nos autos da PET 15749 como Maria de Fátima Bezerra Castro, assessora parlamentar lotada no gabinete do senador Flávio Bolsonaro em Brasília. O relatório da investigação a descreve como interlocutora direta de Peixe no gabinete do senador. Quatro minutos depois, ela respondeu: “Manda a solicitação meu amigo.” Logo em seguida, ela explicou que ele deve enviar “um e-mail ou um ofício”. Às 15h56, Peixe encaminha um documento intitulado “Ofício nº 002-2023 – Senador Flávio Bolsonaro.pdf”. A Polícia Federal recuperou o nome do arquivo, mas não o conteúdo. Às 16h41, ela pergunta: “quando vem a brasilia?” Ele responde que vai em novembro, e emenda: “será que consegue nos ajudar com alguma coisa?” Dois dias depois, foi ela quem tomou a iniciativa. Às 12h33 de 26 de outubro, escreveu: “O deputado brazão, vc ainda tá com ele?” Peixe respondeu numa palavra: “Positivo.” Nove minutos mais tarde, Fafá orientou: “Vc vai tbm e já reforça o pedido com senador.” Em seguida, ela colou no WhatsApp o convite institucional do gabinete para uma cerimônia de entrega de 396 coletes balísticos à Polícia Militar do Rio, com os telefones do gabinete ao final. E completou: “Leva o deputado.” Naquela época, Chiquinho Brazão era deputado federal. Faltavam cinco meses para sua prisão. O relatório da investigação destaca justamente essa sequência: o convite permitiria que Peixe reforçasse pessoalmente o pedido de recursos e, “poucos dias” depois, veio a destinação da emenda parlamentar. Em 30 de outubro, Peixe cobrou: “Boa tarde, tudo bem, tem notícias boas?” Não há resposta registrada. Uma semana depois, às 9h56 de 6 de novembro, ele insistiu, agora com mais precisão: “Bom dia, amiga não esquece do Ifop não, vê se o Senador consegue nos agraciar, para não terminar o nosso projeto.” A resposta chega às 10h13, e são duas palavras: “Pode deixar.” O Ifop é o Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio, com sede na Taquara. Em 29 de novembro de 2023, 23 dias depois dessa resposta, o instituto recebeu 199.999,79 reais. O dinheiro veio da Emenda Parlamentar nº 92190012-2023, de autoria de Flávio Bolsonaro, cujo valor global é de 599.128 reais. Os outros 399.128 reais foram por “Emenda Pix” ao município de Barra do Piraí. A parcela destinada ao Ifop passou pelo Ministério do Esporte e originou o Termo de Fomento nº 941246/2023, para o projeto Jogadores do Futuro. Em 12 de dezembro, Fafá escreveu a Peixe: “Tudo bem?” Três minutos depois, complementa: “A tardinha te ligo ok.” Ele responde: “Vou ficar no aguardo.” Ela ligou no dia seguinte, às 21h56. Falaram dois minutos e dezesseis segundos. Na manhã de 6 de janeiro de 2024, um sábado, a secretária parlamentar voltou a procurar o miliciano: “Tudo bem?”
R$ 427 milhões: o contrato da “Turma do KN” para destravar precatórios de Vorcaro

R$ 427 milhões: o contrato da “Turma do KN” para destravar precatórios de Vorcaro Honorários dependiam do êxito em ações que poderiam destravar R$ 8,5 bilhões. Mensagens mostram pedido de KN para diária em Fasano Por Andreza Matais | Metrópoles 21/09/2026 Ministro Kassio Nunes Marques | VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES Arquivo enviado pela Polícia Federal aos ministros do STF revela contrato de advocacia de R$ 427 milhões com a chamada “Turma do KN”. O valor seria pago em caso de êxito nas ações de interesse de Daniel Vorcaro em tribunais superiores que poderiam destravar R$ 8,5 bilhões em precatórios. As mensagens mostram que “KN” é uma menção ao ministro Kassio Nunes Marques. O documento e a troca de mensagens constam do HD enviado pela PF ao gabinete do ministro do Supremo André Mendonça, relator do Caso Master, em julho. Os ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes exigiram acesso à íntegra do arquivo na última semana, diante de suspeitas de que Mendonça tinha foco apenas em Alexandre de Moraes, ignorando menções a outros ministros da Corte. Mendonça nega direcionamento. A troca de mensagens revela que assessores de Vorcaro chamavam de “a turma do KN” o desembargador Newton Ramos, do TRF-1, e a mulher dele, a advogada Camilla Ramos. Newton repassava a Vorcaro pedidos de Kassio Nunes, como hospedagem no hotel Fasano, além de atualizá-lo sobre o caso dos precatórios. O contrato de R$ 427 milhões Até então, já se sabia que o escritório de advocacia da mulher do desembargador (Queiroga, Vieira, Queiroz & Ramos Advocacia) havia sido contratado pelo Master. O contrato, obtido pelo Metrópoles, revela agora o valor dos honorários (R$ 427 milhões em caso de êxito), quais os precatórios comprados por Vorcaro e quanto ele esperava receber pelos papéis (R$ 8,5 bilhões). Para obter êxito, Vorcaro precisava agilizar julgamentos e convencer juízes a concordar com os pagamentos. Foi nesse contexto que o banqueiro cercou integrantes da Segunda Turma do Supremo, onde uma decisão balizaria todos os demais julgamentos a respeito desses precatórios de usinas de cana-de-açúcar. Nas mensagens extraídas do celular de Vorcaro e obtidas pelo Metrópoles, a mulher do desembargador Newton Ramos comemora o voto de Kassio Nunes no julgamento. KN, Dias Toffoli e Edson Fachin votaram por reconhecer o débito, enquanto Gilmar Mendes e André Mendonça discordaram e foram vencidos na discussão. Um detalhe desse julgamento: Nunes Marques havia se declarado impedido, mas mudou de ideia. E Toffoli, que, no julgamento anterior, havia votado contra a indenização, neste mudou de ideia. “É um excelente voto do Min. Nunes Marques fazendo a distinção dos casos em que o título judicial trouxe os critérios da indenização”, escreveu a mulher do desembargador para Vorcaro. Em outra mensagem, ela marca reunião do desembargador Newton (seu marido) com Vorcaro para falar sobre o assunto. Newton utiliza mensagem de visualização única somente quando trata do tema dos precatórios com Vorcaro. Os favores são registrados em mensagens que não apagam automaticamente. Diárias do Fasano para o ministro e camarote para o desembargador Enquanto buscava receber R$ 8,5 bilhões em precatórios, o banqueiro custeava hospedagens no Fasano, acesso a eventos no Rosewood, entradas para a Fórmula 1, viagens de avião e camarote na Sapucaí. Os pedidos estão registrados em conversas de Vorcaro com assessores que o procuravam para pedir seu aval. Em uma das conversas, Leo Serrano Giunchetti, auxiliar de Vorcaro, informa que Newton havia solicitado reserva para o ministro: “Fasano Itaim essa sexta a sábado para KN”. Em outra troca, a identidade de “KN” se revela. Uma assessora encaminha a Vorcaro uma mensagem que atribui a Newton: “Ministro Kassio me pediu para ver se vocês conseguem para ele uma tarifa promocional no Fasano. Só uma diária. Entrando sexta e saindo sábado. Recebi essa mensagem do Newton. OK para você?”. Vorcaro autoriza que a hospedagem seja paga por ele: “Pode botar na minha conta”. A alcunha “Turma do KN” aparece nas mensagens em que os assessores buscam o aval de Vorcaro para as demandas de Newton e da mulher. “Dani, turma do KN (Newton) me mandou aqui 6 nomes para colocar na lista do Camarote… posso encaminhar isso lá pra lista do Camarote, né?” “Dani, aquele Newton pediu pra ele aqui reserva de 1 noite de hoje pra amanhã no Fasano Itaim, pode fazer e faturar pra Prime?” Vorcaro respondeu: “Ok”. O contrato de R$ 427 milhões O contrato prevê a prestação de serviços por Camilla Ramos, esposa do desembargador Newton, em causas do sucroalcooleiro, com honorários de 5% líquidos sobre o valor recebido pelo banco em 12 processos. Segundo o valor de face de cada causa, os honorários seriam de 427 milhões de reais em caso de êxito. As ações discutem indenizações decorrentes do controle de preços realizado pelo antigo Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA). O Banco Master aparece nos documentos como credor ou cessionário dos créditos. O acordo abrangia não apenas as ações nas instâncias inferiores, mas também todos os recursos e incidentes delas decorrentes. Os honorários deveriam ser pagos até cinco dias depois da obtenção dos ganhos. O documento também autorizava o escritório da mulher do desembargador Newton Ramos a receber diretamente da União a parcela correspondente aos honorários e a inscrever precatórios em seu próprio nome. O CONTRATO DE R$ 427 MILHÕES Ministro viajou de jatinho para aniversário de Camilla Ramos A relação entre Vorcaro e Kassio Nunes Marques aparece em uma série de benefícios e pedidos registrados nas mensagens: hospedagem no Fasano, reserva de uma mansão durante o Carnaval no Rio de Janeiro, ajuda na organização de uma viagem de 10 dias para cinco pessoas e deslocamento em jato particular para o aniversário da mulher do desembargador em Maceió. Durante o Carnaval de 2025, uma mansão no Joá, no Rio de Janeiro, foi reservada para receber o ministro, identificado nas mensagens como “KN”, como revelou o Metrópoles. O imóvel, pertencente ao ator Márcio Garcia e anunciado por R$ 250 milhões, foi alugado por R$ 1,45 milhão durante uma semana. A casa tem mais de 6 mil metros
André Moura, candidato ao Senado por Sergipe, é alvo de bloqueio judicial de até R$ 5 milhões em bens

André Moura, candidato ao Senado por Sergipe, é alvo de bloqueio judicial de até R$ 5 milhões em bens Determinação da Justiça do RJ ocorreu por um processo por improbidade administrativa quando ele era secretário de Representação do Governo do Estado do Rio de Janeiro. André classificou a situação como de cunho eleitoral, cujo objetivo é tumultuar o ambiente político na reta final da campanha. Por g1 SE 21/09/2026 André Moura. — Foto: Redes Sociais O candidato ao Senado por Sergipe, André Moura (União Brasil), foi alvo de uma decisão que determina a indisponibilidade de bens em até R$ 5 milhões. A medida atende a um pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) em uma ação de improbidade administrativa relativa ao período em que ele esteve à frente da Secretaria de Representação do Governo do Estado do Rio de Janeiro em Brasília (SERGB). A informação foi divulgada pelo MPRJ neste domingo (20). Além de André Moura, a decisão da 13ª Vara de Fazenda Pública do Rio de Janeiro cita outras três pessoas e uma empresa de consultoria educacional. Segundo o MPRJ, os investigados atuaram no direcionamento da contratação da empresa. O contrato foi firmado em dezembro de 2023 e prorrogado até dezembro de 2025. A contratação foi realizada por meio da adesão a uma ata de registro de preços do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (Cidrus), de Minas Gerais. O acordo previa mais de 6 mil licenças de software educacional, ao custo unitário de R$ 399, somando R$ 2,5 milhões. Com a renovação por igual período e valor, o montante chegou a R$ 5.001.864. Uma análise do MPRJ indicou divergência nas finalidades. A ata de Minas Gerais previa uma plataforma voltada para reforço escolar, enquanto o contrato da secretaria do Rio de Janeiro buscava capacitar gestores, técnicos e servidores públicos em finanças, orçamento e prestação de contas. O laudo concluiu que as diferenças de público-alvo, conteúdo e finalidade inviabilizavam a adesão à ata. As promotorias também identificaram vínculos funcionais anteriores entre os envolvidos. O sócio-administrador da empresa havia atuado como assessor e subsecretário na administração estadual sob a chefia de André Moura e, posteriormente, passou a integrar o quadro societário da empresa contratada. O que diz o candidato Por meio de nota, o ex-secretário de Governo do Estado do Rio de Janeiro, André Moura, classificou como absurda a decisão do Ministério Público de incluir seu nome no procedimento judicial sobre a contratação de uma plataforma educacional naquele Estado. André Moura diz que não foi sequer citado nem notificado a prestar esclarecimentos. Além disso, suas funções na secretaria eram apenas políticas, sem envolver ordenação de despesas e pagamentos, que estavam sob a estrita responsabilidade do subsecretário de Administração da SERGB, que conforme o próprio MPRJ, “atuou na formalização da contratação e ordenação das despesas em favor da referida empresa”. O candidato ao Senado atribuiu a situação a uma ação de cunho eleitoral, cujo objetivo é tumultuar o ambiente político na reta final da campanha, a fim de confundir o eleitorado. Ele afirmou ainda que não teme investigação e confia plenamente nas instituições, e reforçou que uma medida cautelar não pode ser transformada em condenação perante a opinião pública. Notícia anteriorPróxima notícia MP-RJUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram André Moura, candidato ao Senado por Sergipe, é alvo de bloqueio judicial de até R$ 5 milhões em bens 21/09/2026 Zé Trovão, aliado de Flávio Bolsonaro, vai ao TSE contra reajuste no Bolsa Família e Mendonça será relator 17/09/2026 Planilha de bicheiro indica pagamento de R$ 10 milhões para aliados da família Bolsonaro 18/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Esquema ligado à Refit custeou caviar, mansão na Serra e cobertura para Cláudio Castro, diz PF 03/09/2026 Governo Trump diz que Brasil falha contra o PCC e o CV e deve agir com mais rigor 16/09/2026 Xadrez de Mendonça 1: os negócios do ITER com Cláudio Castro 23/08/2026 Zé Trovão, aliado de Flávio Bolsonaro, vai ao TSE contra reajuste no Bolsa Família e Mendonça será relator 17/09/2026 Polícia pediu relatório do Coaf sobre produtora de ‘Dark Horse’ após Prefeitura não ceder documentos 13/09/2026
MPE muda de posição e opina contra candidatura de Rueda por suposta ligação com milícia

MPE muda de posição e opina contra candidatura de Rueda por suposta ligação com milícia Procuradoria Regional Eleitoral sustenta que candidato a deputado federal se beneficiou da mobilização política de lideranças da Baixada Fluminense; defesa afirma que não há provas de irregularidades praticadas por ele Por Felipe Gelani | O Globo 21/09/2026 Rueda, presidente do União, quer partido com protagonismo na próxima eleição — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo Rio de Janeiro – O Ministério Público Eleitoral (MPE) mudou de posição e passou a defender o indeferimento do registro de candidatura de Antônio Rueda (União) a deputado federal pelo Rio de Janeiro. Em nova manifestação encaminhada ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) na última sexta-feira (18), a Procuradoria Regional Eleitoral sustentou que o candidato se beneficiou de uma estrutura político-territorial ligada a organizações paramilitares na Baixada Fluminense,. A avaliação do órgão é que as lideranças locais relacionadas às milícias poderiam ter empregado sua capacidade de mobilização territorial e coerção em benefício da candidatura de Rueda. O parecer foi apresentado depois que o TRE-RJ suspendeu a análise da candidatura e determinou a coleta de documentos e informações oficiais para verificar as acusações apresentadas contra Rueda no processo. Em uma primeira manifestação, o MPE havia opinado pela liberação da candidatura, por considerar que as acusações estavam baseadas em reportagens jornalísticas e certidões comuns, sem provas suficientes. A Procuradoria, porém, avaliou que as informações obtidas posteriormente em órgãos públicos alteraram o cenário do processo. Na sessão de 11 de setembro, o TRE-RJ havia suspendido o julgamento do registro de Rueda, decidindo buscar novas informações antes de analisar a candidatura. A Corte determinou a busca de informações oficiais junto a órgãos como a Polícia Federal, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Justiça Estadual e a Prefeitura de Belford Roxo. O objetivo era apurar se a candidatura do presidente nacional do União Brasil estava apoiada em uma estrutura política da Baixada Fluminense vinculada a organizações paramilitares. A decisão ocorreu no mesmo contexto em que o tribunal suspendeu o julgamento do registro de Márcio Canella (União), candidato a deputado estadual, para investigar suas relações políticas e administrativas com personagens associados à milícia. Segundo a nova manifestação do MPE, documentos fornecidos pela Prefeitura de Belford Roxo confirmaram que Luiz Eduardo Santos de Araújo, conhecido como Eduardo Araújo, e Fábio Augusto de Oliveira Brasil, o Fabinho Varandão, ocuparam cargos de secretários municipais ao longo de 2025. Os dois haviam sido impedidos pela Justiça Eleitoral de disputar as eleições de 2024 em razão de condenações relacionadas à participação ou articulação de organizações paramilitares ou milícias. A Procuradoria também apontou a continuidade da atuação política dos dois homens na promoção da dobradinha eleitoral entre Rueda e Canella. Para o MPE, permitir o registro nessas circunstâncias representaria uma forma indireta de contornar a regra constitucional que impede a influência de organizações paramilitares no processo eleitoral. A Procuradoria classificou a situação como uma possível “fraude” à norma constitucional.O parecer, no entanto, ainda será analisado pelo TRE-RJ. A manifestação do Ministério Público não equivale a uma decisão judicial definitiva sobre a candidatura. Em sua manifestação no processo, Rueda afirmou que não há provas de que tenha cometido qualquer irregularidade. O candidato sustentou que os dois apoiadores atuaram por iniciativa própria em suas redes sociais pessoais e que não existe contra ele condenação, denúncia ou indiciamento criminal. A defesa também invocou o princípio da presunção de inocência e argumentou que a atuação de terceiros não poderia, por si só, impedir o registro da candidatura. A defesa também sustenta que as informações solicitadas pelo próprio TRE-RJ não confirmaram a existência de coerção territorial em favor da candidatura. Segundo a manifestação, as 153ª, 154ª e 155ª Zonas Eleitorais de Belford Roxo não registraram ocorrências envolvendo ameaça ou violência, impedimento de propaganda, imposição de exclusividade territorial, coação de eleitores ou candidatos ou emprego de homens armados em benefício de Rueda ou Márcio Canella. A Prefeitura de Belford Roxo, por sua vez, informou que Eduardo Araújo e Fabinho Varandão foram exonerados em 30 de setembro de 2025 e não mantinham vínculo com o município em 2026. A defesa ressalta que Rueda nunca ocupou cargo na prefeitura e sustenta que não há relação entre sua candidatura e as nomeações dos dois agentes. Aposta na Baixada A relação com Canella é central na primeira disputa eleitoral de Rueda. Pernambucano e presidente nacional do União Brasil, o advogado transferiu seu domicílio eleitoral para o Rio em janeiro deste ano e concorre pela primeira vez a um cargo eletivo. Antes da campanha, nunca havia disputado eleições proporcionais ou majoritárias. A estratégia de Rueda no estado se apoia principalmente na Baixada Fluminense, onde Canella construiu sua carreira política. Em 26 de agosto, os dois participaram de uma agenda em Belford Roxo, no bairro Xavantes, diante de cerca de 60 pessoas. Na ocasião, Rueda pediu votos para si e para o aliado, dizendo que não pretendia ser apenas um deputado federal do Rio, mas “o deputado federal de Belford Roxo”. — Peço com muita humildade que vocês deem uma oportunidade para o Canella ser o deputado estadual mais bem votado do Rio e para o Rueda ser eleito, porque eu não serei eleito o deputado federal do Rio de Janeiro, serei o deputado federal de Belford Roxo — afirmou. Desde o início da campanha, Rueda passou a participar de agendas frequentes ao lado de Canella, apresentando-se como “o federal do Canella”. O ex-prefeito de Belford Roxo, por sua vez, declarou que o dirigente partidário era seu “irmão de muitos anos” e defendeu a necessidade de eleger alguém do grupo para atuar em Brasília. A aproximação entre os dois antecede a eleição. Rueda já havia participado, em setembro de 2025, de uma série de inaugurações ao lado de Canella, então prefeito de Belford Roxo. Também afirmou ter atuado na articulação, em Brasília, para a liberação de R$ 900 milhões para o município. Em julho, o ex-prefeito foi preso em uma operação da Polícia Federal que investigava uma rede suspeita