Ala do STF vê tentativa de Moraes, PF e PGR de tirar Lulinha de Mendonça

Ala do STF vê tentativa de Moraes, PF e PGR de tirar Lulinha de Mendonça O inquérito foi para Mendonça por sorteio, mas há uma avaliação interna de que a determinação de livre distribuição do caso tentou evitar a relatoria do ministro Por CNN Brasil 31/07/2026 A estátua “A Justiça”, localizada em frente à sede do Supremo Tribunal Federal • Nelson Jr./SCO/STF Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) avalia em conversas reservadas que as cúpulas da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR) fizeram uma jogada ensaiada nos bastidores com o ministro Alexandre de Moraes na tentativa de retirar de André Mendonça a relatoria do inquérito que investiga o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A avaliação de uma parte do tribunal era de que, embora não trate diretamente do INSS, a apuração envolve os mesmos personagens e partiu de elementos encontrados no caso do esquema sobre aposentados, o que justificaria o envio do pedido de investigação diretamente para Mendonça. No entanto, ao encaminhar a representação ao Supremo, a Polícia Federal afirmou que a investigação trata de fatos distintos e que o correto seria sortear um novo relator para o inquérito. O ministro Alexandre de Moraes, que preside o STF na segunda quinzena do recesso da corte, recebeu a solicitação no último dia 24 e pediu uma manifestação da PGR. O órgão, chefiado por Paulo Gonet, concordou com a PF e defendeu a livre distribuição do pedido de investigação. Depois disso, Moraes mandou o caso para sorteio e, por coincidência, caiu com Mendonça. A avaliação de uma ala da corte é de que a PF aguardou Moraes assumir a presidência para fazer o pedido e evitar que a decisão sobre o relator fosse do presidente Edson Fachin, que tem dado total respaldo a Mendonça na condução dos inquéritos do INSS e do Banco Master. A compreensão de que tentou-se driblar a relatoria do magistrado decorre, entre outros fatores, da relação tensa do ministro com integrante dos órgãos de investigação. Isso porque as cúpulas da polícia e da Procuradoria protagonizaram embates recentes com Mendonça. Em março, por exemplo, o magistrado afirmou que era lamentável a posição da PGR de não ver urgência na operação desencadeada naquela data contra o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em relação à PF, o ministro determinou à corporação que o informasse sobre qualquer mudança na equipe de investigação do INSS e comunicasse o andamento das apurações. A medida desagradou à polícia, que acionou a AGU (Advocacia-Geral da União) para elaborar ações jurídicas a fim de reverter a decisão. Notícia anteriorPróxima notícia AGU Advocacia-Geral da UniãoBanco MasterFraudes no INSSPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ala do STF vê tentativa de Moraes, PF e PGR de tirar Lulinha de Mendonça 31/07/2026 Gabinete presidencial, cannabis medicinal e tráfico de influência: entenda a nova investigação da PF contra Lulinha 31/07/2026 Ministros do STF monitoram atuação de André Mendonça na nova investigação contra Lulinha 31/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Magé: Modernização da Câmara custou R$ 1,2 milhão a mais que o valor contratado inicialmente 08/07/2026 Quem é Mariângela Fialek, a Tuca, apontada por Dino como ‘braço executor’ de Valdemar e Cunha em desvios de emendas 13/07/2026 Ex-prefeito alvo da PF anunciou mãe de Flávio Bolsonaro como suplente ao Senado 07/07/2026 Deputado ironiza ofício do Itamaraty sobre ação militar: “Tá com medinho?” 07/07/2026 Acuado, Hugo Motta planeja nos bastidores reação à decisão de Flávio Dino sobre emendas 15/07/2026
Encontro fortuito: Inquérito contra Lulinha tem origem em fraude do INSS

Encontro fortuito: Inquérito contra Lulinha tem origem em fraude do INSS Ao Bastidores CNN, Elijonas Maia explicou como investigação da fraude do INSS resultou na abertura do inquérito por tráfico de influência contra Fábio Luís Lula da Silva Por CNN Brasil 31/07/2026 Encontro fortuito: Inquérito contra Lulinha tem origem em fraude do INSS A investigação aberta contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, por suspeita de tráfico de influência, teve origem nas apurações sobre as fraudes bilionárias no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Segundo o analista de segurança pública Elijonas Maia, a equipe de investigação da Polícia Federal vem chamando os elementos que embasam esse novo inquérito de “encontro fortuito”, ou seja, quando há a descoberta acidental de indícios de outros crimes durante uma investigação em curso. Neste caso, os elementos que embasaram o novo inquérito foram encontrados durante as investigações do chamado “rombo do INSS”, que apurava descontos irregulares nos contracheques de aposentados e pensionistas. Durante o Bastidores CNN desta sexta-feira (31), Elijonas explicou que a suspeita sobre Lulinha surgiu quando a PF estava analisando as notas fiscais das empresas de Antônio Camilo Antunes, o “careca do INSS”, e mensagens do celular da empresária Roberta Luchsinger, que trabalhou com Camilo Antunes e é amiga de Lulinha. “Quando a PF encontra um elemento que não tenha relação com o que está sendo investigado no inquérito, que neste caso é a fraude do INSS, ela é obrigada a informar ao Supremo Tribunal Federal e pedir a abertura de um novo inquérito”, explicou o analista. Isso significa, segundo Elijonas, que esse novo inquérito aberto contra o Lulinha não tem relação com o INSS, mas é fruto da investigação do INSS. A partir disso, a PF formalizou o pedido de abertura do inquérito ao STF. Elijonas explicou que esse pedido ocorreu durante o plantão judiciário. Por conta disso, o caso foi sorteado e acabou indo para o gabinete do ministro André Mendonça, que já é o relator do inquérito original sobre as fraudes no INSS. Com a formalização da investigação, a Polícia Federal passa a dispor de mais ferramentas para apurar os fatos, incluindo a possibilidade de realizar depoimentos, novas quebras de sigilo fiscal e bancário, monitoramento de mensagens e, eventualmente, o próprio interrogatório de Lulinha. Segundo investigadores da PF, ainda não há previsão para o agendamento desse interrogatório. Relembre depoimento da empresária Em depoimento prestado à Polícia Federal em maio, Luchsinger falou que Lulinha viajou para Portugal com passagem paga pelo “careca do INSS” com o objetivo de abrir negócios relacionados a produtos à base de canabidiol no Brasil. A empresária afirmou no depoimento que “Fábio [Lulinha] foi convidado por sua curiosidade relativa ao assunto, oriunda inclusive em função da utilização de medicamentos à base de canabidiol por familiares”. A defesa de Lulinha, representada por Marco Aurélio Carvalho, contestou esse trecho. Ele sustentou que a própria empresária deixou claro, em mensagens monitoradas pela PF, que sua relação com o “careca do INSS” decorreu de um contrato para desenvolver negócios relacionados ao canabidiol no Brasil, “sem qualquer vínculo com as supostas fraudes investigadas”. Notícia anteriorPróxima notícia Fraudes no INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Encontro fortuito: Inquérito contra Lulinha tem origem em fraude do INSS 31/07/2026 Bastidores: PF tentou evitar distribuição automática para André Mendonça de nova investigação sobre Lulinha 31/07/2026 PF detectou 74 ligações e 5h30 de conversas entre Jaques Wagner e ex-sócio do Master 30/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Nem prisão de Vorcaro barrou negociação de imóvel de R$ 2,5 milhões para Jaques Wagner 30/07/2026 MPRJ denuncia e obtém mandados de prisão contra subsecretário de Búzios por esquema de corrupção para realização de festas náuticas 14/07/2026 Flávio Bolsonaro emitiu 41 notas fiscais e quer ser candidato sem dizer quanto recebeu e quem pagou 24/07/2026 Mendonça autoriza inquérito no STF para investigar financiamento de Vorcaro a Dark Horse, filme sobre Bolsonaro 23/07/2026 PF: Jaques acompanhou avanço da emenda Master e seria “aliado” do banco 30/07/2026
André Mendonça apura se diretor-geral da PF obstruiu justiça em caso do INSS

André Mendonça apura se diretor-geral da PF obstruiu justiça em caso do INSS Ministro do STF exige acesso integral e simultâneo à investigação que atinge Lulinha; PF resiste e choque pode ter desfecho sem precedentes Por Andreza Matais | Metrópoles 31/07/2026 André Mendonça apura se diretor-geral da PF obstruiu justiça em caso do INSS Uma das principais investigações em curso no país abriu uma grave crise institucional entre dirigentes dos órgãos que comandam o processo. Há mais de um mês, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, responsável pelo caso, determinou que a Polícia Federal submetesse a ele todos os documentos brutos referentes às apurações da Farra do INSS, revelada pelo Metrópoles. André Mendonça também ordenou que qualquer alteração na equipe que investiga o caso fosse previamente autorizada por ele. Um dos escândalos mais rumorosos da atualidade, as fraudes no INSS impactaram o país pelo alcance de vítimas, amplo envolvimento de personagens poderosos e volume de dinheiro desviado de aposentados. Entre os investigados, está Lulinha, o filho do presidente da República. A determinação do ministro André Mendonça, no entanto, foi mal recebida na PF. Por lei, o delegado de polícia tem autonomia para conduzir a investigação. A PF alega que o procedimento habitual seria analisar documentos apreendidos, dados extraídos de celulares, elaborar um relatório e encaminhá-lo ao gabinete do ministro. A PF também dispõe de uma cadeia de custódia das provas. A decisão do ministro se ampara em dois objetivos. O primeiro é preservar a autonomia da polícia federal e evitar que haja interferência política ou seletividade no curso das investigações. Além disso, garantir o acesso à defesa dos elementos já produzidos e das diligências já encerradas, nos termos da Súmula Vinculante 14 do Tribunal. O ministro foi informado de que depoimentos já colhidos não estariam sendo juntados aos autos, assim como não estariam sendo apresentados os relatórios periódicos sobre o andamento das investigações, conforme determinado pelo relator. A PF tem resistido em cumprir a ordem de Mendonça. A coluna apurou que o ministro reagiu e determinou o esclarecimento da questão, que pode ensejar desobediência processual e obstrução de justiça. As providências de Mendonça chegaram ao conhecimento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que manteve sua posição de não compartilhar os dados e remeteu a contenda para a Advocacia-Geral da União (AGU). A interlocutores, o diretor-geral da PF diz que só falta chegar a ordem de prisão. O caso transformou-se em uma batata quente. O chefe da AGU, ministro Jorge Messias, é próximo de André Mendonça e contou com o apoio dele em sua indicação ao Supremo, posteriormente rejeitada pelo Senado. Há uma promessa de Lula de que, se reeleito, repetirá a indicação. Nesse cenário, criar um atrito com um amigo e possível futuro colega de tribunal não é algo que Messias deseje. O ministro da AGU, inclusive, está de férias. O episódio também gerou desapontamento no Palácio do Planalto com a postura do ministro da Justiça, Wellington César Lima, que se manteve neutro diante do embate. Para delegados da PF, na qualidade de chefe da Polícia, o ministro deveria ter saído em defesa da autonomia da PF para conduzir as investigações. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também evitou se envolver na crise. De um lado, avisou que não pretende questionar a ordem do ministro André Mendonça. De outro, sinalizou que não concorda com pressão sobre o diretor-geral da PF. O choque decorre de uma divergência de entendimento. Por um lado, Andrei Rodrigues questiona a determinação de Mendonça, porque o ministro não teria indicado no despacho fatos que comprovassem a atuação irregular da PF para justificar uma medida que soa para os delegados como intervenção. Por outro lado, o ministro André Mendonça tem afirmado publicamente que vai garantir a qualquer custo uma investigação republicana sobre o escândalo, sem vazamentos ou interferências políticas. Notícia anteriorPróxima notícia AGU Advocacia-Geral da UniãoFraudes no INSSPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram André Mendonça apura se diretor-geral da PF obstruiu justiça em caso do INSS 31/07/2026 Governador Jorginho Mello é acusado de interferir em investigação sobre caixa 2 em SC 31/07/2026 Empresa para a qual Lulinha fez lobby ganhou R$ 86 milhões em contratos do governo federal 01/08/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PF encerra processo e decide demitir Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo 21/07/2026 Investigações do Master minam candidaturas ao Senado no RJ e DF 09/07/2026 Anúncio dos EUA de prorrogar medidas contra Brasil ocorre após pedidos de aliados da família Bolsonaro por mais sanções 29/07/2026 Magé: Câmara de Vereadores contratou abastecimento de frota de tamanho desconhecido sem licitação 06/07/2026 Empresa para a qual Lulinha fez lobby ganhou R$ 86 milhões em contratos do governo federal 01/08/2026
Bastidores: PF tentou evitar distribuição automática para André Mendonça de nova investigação sobre Lulinha

Bastidores: PF tentou evitar distribuição automática para André Mendonça de nova investigação sobre Lulinha Novo sorteio eletrônico, porém, manteve o caso do ministro Por Mariana Muniz | O Globo 31/07/2026 O ministro André Mendonça, no plenário do Supremo Tribunal Federal — Foto: Gustavo Moreno/STF Brasília – A abertura do inquérito para investigar Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, mobilizou o gabinete do ministro André Mendonça, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), além da área técnica da Corte. Um debate nos bastidores que se arrastou por quase uma semana diante da investida da Polícia Federal acabou escalando o desgaste dos investigadores com o gabinete de Mendonça, com direito a uma espécie de reviravolta eletrônica. Ao encaminhar o pedido de abertura do inquérito, em 24 de julho, a Polícia Federal sustentou que a apuração tratava de fatos distintos dos investigados na Operação Sem Desconto. A PF vai investigar Lulinha por tráfico de influência e corrupção ao supostamente favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. O pedido chegou ao STF durante o plantão do ministro Alexandre de Moraes na presidência da Corte, durante o recesso do Judiciário e em revezamento com Edson Fachin. A presidência do STF fica responsável por decidir em questões urgentes e também se um determinado gabinete tem ou não preferência para relatar um caso, a chamada prevenção. Antes de decidir sobre a definição do relator, Moraes solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para avaliar se havia conexão entre a nova investigação e os inquéritos do INSS já em andamento sob a relatoria de Mendonça. Em parecer encaminhado no dia 27 de julho, a PGR concordou com a avaliação da Polícia Federal. Para o órgão, a investigação tratava de fatos distintos daqueles apurados no escândalo dos descontos indevidos de aposentados e pensionistas revelado pela Operação Sem Desconto e, por isso, não havia motivo para reconhecer a prevenção de André Mendonça. A manifestação foi pela livre distribuição do procedimento, ou seja, sorteio eletrônico. Com base nesse parecer, Moraes determinou que o caso fosse distribuído por sorteio entre os ministros do Supremo. O sistema eletrônico, no entanto, acabou sorteando justamente André Mendonça, que passou a conduzir a investigação. Apesar da discussão sobre a distribuição, em nenhum momento a Polícia Federal ou a Procuradoria-Geral da República sustentaram que Mendonça estivesse impedido de atuar no caso. O debate se restringiu à existência, ou não, de conexão suficiente para justificar a prevenção do ministro, instituto processual que mantém sob um mesmo relator investigações relacionadas. A avaliação acabou superada pelo sorteio. Como relator, Mendonça autorizou nesta quinta-feira a abertura da investigação solicitada pela Polícia Federal contra o filho do presidente. Nos bastidores do STF, a manifestação da Polícia Federal sustentando que a nova investigação não tinha conexão com os inquéritos já relatados por André Mendonça foi vista com ressalvas. Integrantes do tribunal interpretaram a posição da corporação como uma tentativa de afastar Mendonça da relatoria e, consequentemente, retirar o caso de sua condução. A avaliação na Corte e na PF é de que o episódio contribuiu para aprofundar a crise na relação entre o gabinete do ministro e a Polícia Federal, que já vinha acumulando divergências ao longo das investigações envolvendo o Banco Master e o próprio INSS. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterFraudes no INSSPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Bastidores: PF tentou evitar distribuição automática para André Mendonça de nova investigação sobre Lulinha 31/07/2026 PF detectou 74 ligações e 5h30 de conversas entre Jaques Wagner e ex-sócio do Master 30/07/2026 Ala do STF vê tentativa de Moraes, PF e PGR de tirar Lulinha de Mendonça 31/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Dino chama de “excêntrica” indicação de emenda por quem não é parlamentar 14/07/2026 Lavagem de dinheiro bilionária com combustíveis é alvo da PF no Rio 08/07/2026 Similares ao orçamento secreto, ‘emendas de liderança’ somaram R$ 1,3 bi em 2025 13/07/2026 Deputado ironiza ofício do Itamaraty sobre ação militar: “Tá com medinho?” 07/07/2026 Nem prisão de Vorcaro barrou negociação de imóvel de R$ 2,5 milhões para Jaques Wagner 30/07/2026
Ex-ministro de Bolsonaro sugeriu a Vorcaro aproximação com PT da Bahia

Ex-ministro de Bolsonaro sugeriu a Vorcaro aproximação com PT da Bahia Diálogo de Fábio Faria com fundador do Banco Master consta em relatório da PF enviado ao STF; documento detalha a investigação sobre o senador Jaques Wagner Por Eduardo Perry | Poder360 31/07/2026 O ex-ministro das Comunicações, Fábio Faria, durante sua cerimônia de posse em junho de 2020 | Sérgio Lima/Poder360 – 17.jun.2020 Brasília – O ex-ministro das Comunicações do governo de Jair Bolsonaro (PL) Fábio Faria (2020-2022) sugeriu a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, que se aproximasse do PT da Bahia. A conversa consta em relatório da PF (Polícia Federal) enviado ao Supremo Tribunal Federal. O documento detalha a investigação sobre o senador Jaques Wagner (PT-BA). Nesta 5ª feira (30.jul.2026), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, tornou pública a investigação. Leia a íntegra da decisão que autorizou o monitoramento do celular do senador (PDF – 19 MB). Em 22 de maio de 2024, Vorcaro disse a Faria que ACM Neto (União Brasil-BA) havia ido à sua casa e lhe dado “apoio total”. Em seguida, Faria lhe respondeu: “Agora é aproximar o PT da Bahia”. O documento não esclarece a qual assunto se referia o apoio mencionado por Vorcaro. A mensagem foi inserida no trecho do relatório dedicado à proximidade de Vorcaro com pessoas de influência política na Bahia. A PF usa o diálogo para sustentar que o fundador do Master buscava ampliar seus canais de interlocução no Estado, sobretudo com o PT baiano e Wagner. O documento afirma que a relação “longa e duradoura” de Wagner com Augusto Lima, então sócio de Vorcaro no Master, também aproximou o senador do fundador do banco. ACM Neto é do lado oposto do espectro político. Concorre com o aliado de Wagner, Jerônimo Rodrigues (PT), ao governo da Bahia nas eleições deste ano. Eis o diálogo entre Faria e Vorcaro: Daniel Vorcaro: “ACM foi lá em casa” Fábio Faria: “Bom demais” Daniel Vorcaro: “Dando apoio total” Fábio Faria: “Ele eh tranquilo” Fábio Faria: “Agora eh aproximar o PT da Bahia” Fábio Faria: “Mas isso não será problema” Fábio Faria: “O ideal eh sair bem” Fábio Faria: “Vai dar tudo certo. Se tiver algo solto a gente fecha em 24h” A PF afirma que o emprego da expressão “não será problema” pode indicar que o ex-ministro considerava viável ou facilitada a aproximação de Vorcaro com integrantes do PT baiano, com possibilidade de obtenção de apoio, alinhamento institucional ou abertura de canais de interlocução. O relatório, contudo, não identifica eventual providência tomada por Faria nem registra uma resposta de Vorcaro às últimas mensagens. O Poder360 procurou o ex-ministro Fábio Faria, o senador Jaques Wagner e também a assessoria de Augusto Lima, para perguntar se gostariam de se manifestar a respeito das citações no relatório da PF. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital. O Poder360 também tentou entrar em contato com ACM Neto, mas não teve sucesso em encontrar um telefone ou e-mail válido para informar sobre o conteúdo desta reportagem. Este jornal digital seguirá tentando fazer contato e este texto será atualizado caso uma manifestação seja recebida. RELATÓRIO DA PF SOBRE WAGNER O diálogo integra uma representação da PF que trata da relação de gestores do antigo Banco Master com Jaques Wagner. Os investigadores afirmam ter reunido indícios de que o senador recebeu vantagens econômicas indevidas de integrantes do grupo e citam, entre outros itens, o uso gratuito de aeronaves, ingressos para shows, um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões e pagamentos a uma empresa ligada a familiares do parlamentar. O relatório também afirma que Wagner mantinha relacionamento com Augusto Lima, vínculo que, segundo a PF, aproximou o senador de Vorcaro. A PF diz que, em 2024 e 2025, Wagner recebeu de Lima e Vorcaro, diretamente ou por familiares próximos, “vantagens econômicas diversas” em aparente correlação com sua atuação no Congresso Nacional em assuntos de interesse do Master no Senado. COMPLIANCE ZERO As apurações sobre as fraudes no Banco Master estão no escopo da Compliance Zero, autorizada inicialmente pela 10ª Vara Federal de Brasília em novembro de 2025. A 1ª fase prendeu provisoriamente os principais executivos ligados à instituição liquidada pelo BC. Ainda em novembro, o TRF-1 autorizou o uso de tornozeleira eletrônica e o retorno dos investigados para casa. O caso passou a tramitar no STF a partir de dezembro de 2025, sob o comando do ministro Dias Toffoli. Ele autorizou a 2ª fase em janeiro de 2026, mas deixou a relatoria em 12 de fevereiro. André Mendonça assumiu. Vorcaro voltou a ser preso no início de março. Está detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Ele entregou uma proposta de delação premiada, cuja análise por parte do ministro do Supremo deve levar semanas. Eis as fases da operação: 1ª fase (18.nov.2025) – Daniel Vorcaro foi preso pela 1ª vez em 17 de novembro de 2025, um dia antes de a operação ser deflagrada. Ele tentava deixar o Brasil. A ação cumpriu 7 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão em 4 Estados e no DF. O ex-banqueiro foi solto em 29 de novembro; 2ª fase (14.jan.2026) – a PF realizou buscas em endereços ligados a Vorcaro. Foram apreendidos carros, relógios e dinheiro. Os valores bloqueados ou sequestrados na ação superaram R$ 5,7 bilhões. Tinha o objetivo de apurar o uso de fundos fraudulentos para maquiar os caixas do Master. Leia as íntegras das decisões que autorizaram a operação; 3ª fase (4.mar.2026) – Vorcaro voltou a ser preso. De acordo com a PF, o ex-banqueiro tinha um grupo que intimidava adversários e pagava propina para 2 funcionários do BC. No mesmo dia, um homem que trabalhava para o fundador do Master tentou se matar enquanto estava sob a custódia da PF – ele morreu em 6 de março. Leia a íntegra da decisão que deu aval à ação; 4ª fase (16.abr.2026) – a operação da PF prendeu Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB. É investigado por suspeita de permitir operações sem lastro com o Master. Segundo a Polícia Federal, Costa recebeu propina de Vorcaro em imóveis de luxo. Leia a íntegra da decisão que autorizou a ação; 5ª fase (7.mai.2026) – o senador Ciro Nogueira (PP-PI) foi alvo. A PF cita o pagamento de propina de Vorcaro para o congressista –que negou. O relator do Master no STF, ministro André Mendonça, disse que a relação entre o político e o ex-banqueiro “extrapola a amizade”. Houve o bloqueio
Gabinete presidencial, cannabis medicinal e tráfico de influência: entenda a nova investigação da PF contra Lulinha

Gabinete presidencial, cannabis medicinal e tráfico de influência: entenda a nova investigação da PF contra Lulinha Suspeita que recai sobre o filho do presidente é ter utilizado ligações com o governo federal para benefício próprio Por Mariana Muniz | O Globo 31/07/2026 Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula — Foto: Arquivo Brasília – O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou ontem, após pedido da Polícia Federal (PF), a abertura de um inquérito para apurar se Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cometeu os crimes de tráfico de influência e corrupção. Lulinha, como é conhecido o primogênito do petista, já era alvo de uma investigação que busca esclarecer as fraudes nos descontos de aposentados do INSS. A PF, porém, abriu um novo caminho ao associar possíveis ilícitos na conduta de Lulinha na comercialização de cannabis medicinal a conexões com servidores do Ministério da Saúde e do gabinete presidencial. Ele nega qualquer irregularidade, enquanto o presidente afirmou ontem que, “se for culpado”, o filho “vai ter que pagar como todo mundo”. A informação sobre o inquérito foi publicada inicialmente pela Folha de S. Paulo e confirmada pelo GLOBO. A suspeita que recai sobre o filho do presidente é ter utilizado ligações com o governo federal para benefício próprio. Ele teria atuado com Roberta Luchsinger — dona de uma consultoria especializada em fazer a ponte entre empresários e órgãos públicos —, além do lobista Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, para favorecer interessados na comercialização do canabidiol, substância natural extraída da planta da maconha com diversas aplicações clínicas. Antunes já tinha longa trajetória no ramo farmacêutico, mas vinha tentando se firmar no mercado por meio da sua empresa, a World Cannabis. Autorizada a pouco mais de dois meses das eleições, a nova investigação mirando Lulinha amplia as dimensões políticas do caso. Instaurada em agosto do ano passado, a CPI do INSS já havia ocasionado uma série de desgastes ao governo ao aprovar uma sucessão de requerimentos de quebra de sigilo e convocação de pessoas ligadas ao escândalo, como Roberta e o próprio Lulinha. Ao longo da investigação, medidas de quebra de sigilo envolvendo pessoas próximas ao filho do presidente também geraram disputas no Supremo. Em março, o ministro Flávio Dino suspendeu a quebra dos sigilos bancário e fiscal determinada pela CPI em relação a Roberta, por entender que a comissão não apresentou fundamentação individualizada para a medida. Em seguida, a defesa de Lulinha pleiteou a extensão da decisão ao cliente, em deliberação que acabou suspensa após o ministro Gilmar Mendes levar o processo ao plenário físico do STF. Segundo fontes com interlocução no Supremo, movimentações da PF ao avançar nos trabalhos foram criticadas internamente. Ao seguir uma trilha diferente da apuração original relativa ao INSS, a corporação pediu a redistribuição do caso Lulinha, que até então estava sob a relatoria de Mendonça. A Procuradoria-Geral da República (PGR) anuiu, mas, após sorteio, o inquérito caiu novamente com o magistrado, que autorizou ontem a abertura da investigação. Ponto de partida As apurações tiveram como ponto de partida mensagens e movimentações financeiras identificadas pela PF. A corporação apura pagamentos feitos por firmas ligadas a Antunes a uma empresa de Roberta, além de uma mensagem em que o lobista afirma que uma transferência de R$ 300 mil seria destinada ao “filho do rapaz”. Os agentes tentam esclarecer se a referência dizia respeito a Lulinha. Em depoimento à PF, no entanto, Roberta afirmou que os pagamentos recebidos remuneravam consultorias relacionadas ao mercado de cannabis medicinal e negou ter repassado qualquer valor a Lulinha. Ela também disse que apresentou o filho do presidente ao empresário antes de qualquer suspeita sobre o esquema e que rompeu relações com Antunes após a deflagração da Operação Sem Desconto, que apura o esquema de desvios de recursos do INSS. Na mesma oitiva, a empresária relatou que Lulinha tinha uma “curiosidade” sobre o assunto em razão de alguns dos seus familiares fazerem tratamento com medicamentos à base de cannabis. Isso teria levado o Careca do INSS a convidar o filho do presidente para uma viagem à Europa, em novembro de 2024, ainda de acordo com a versão dela. Roberta prestou serviços de consultoria a Antunes, recebendo R$ 1,5 milhão em cinco parcelas de R$ 300 mil. Os dados constam da quebra do sigilo fiscal do lobista. O trabalho previa tentar viabilizar um contrato no Ministério da Saúde para disponibilizar medicamentos feitos de cannabis ao Sistema Único de Saúde (SUS) — o plano, entretanto, não foi adiante. Um áudio de WhatsApp, obtido pelo GLOBO, mostra Roberta tratando com Antunes sobre maneiras de conseguir um acordo mais vantajoso: — Devido ao cenário de emergência, podemos criar um documento bem robusto pedindo dispensa de licitação. No pedido apresentado a Mendonça, a Polícia Federal solicitou autorização para compartilhar as provas produzidas na Operação Sem Desconto. Uma testemunha relatou, por exemplo, que Roberta seria o elo entre o lobista e o filho de Lula. A representação encaminhada ao Supremo, que resume o caso ao longo de 34 páginas, faz referência a contatos de um dos envolvidos com uma pessoa descrita como de “grande influência” no gabinete presidencial. O que dizem os citados Procurada, a defesa de Lulinha alegou que não teve acesso ao pedido da PF e que, sem conhecer os autos, não pode comentar concretamente a investigação. O advogado Guilherme Suguimori Santos afirmou, no entanto, que será preciso esclarecer qual seria a justificativa para a competência do STF e sustentou que a abertura de um novo inquérito, caso confirmada, demonstraria que a Operação Sem Desconto não encontrou qualquer elemento que ligasse Lulinha às fraudes no INSS. Segundo ele, o empresário “nunca teve relação nenhuma com esse escândalo” e uma nova apuração poderia configurar uma “pescaria probatória”. A defesa de Roberta, por sua vez, disse não ter sido informada da instauração do novo inquérito e afirmou que os fatos relacionados aos repasses do INSS e ao eventual desvio de verbas públicas
Ministros do STF monitoram atuação de André Mendonça na nova investigação contra Lulinha

Ministros do STF monitoram atuação de André Mendonça na nova investigação contra Lulinha Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) seguem atentos à atuação do ministro André Mendonça no caso que investiga Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, suspeito de tráfico de influência e corrupção. Por Bela Megale | O Globo 31/07/2026 Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula — Foto: Arquivo A investigação voltou a ganhar novos desdobramentos após a Polícia Federal encaminhar ao STF, nesta semana, pedido para abertura de nova apuração sobre supostos acessos indevidos ao gabinete presidencial. A PF reabriu o inquérito após a descoberta de movimentações associadas a Lulinha, levantando indícios de influência irregular em decisões do governo federal. Originalmente, a relatoria do caso estava concentrada em Mendonça. A PF pediu a redistribuição e teve parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). O processo foi sorteado e caiu novamente com Mendonça, que se tornou o relator da nova investigação. No STF, a avaliação é que o ministro tem atuado com prudência, respeitando os pedidos feitos pela Polícia Federal e PGR. Essa postura é vista como forma de blindagem contra eventuais acusações de uso político do processo com aproximação da campanha eleitoral. — Se Mendonça seguir tomando decisões calçadas em pedidos da PGR e da PF estará bem coberto — resumiu um colega da corte. A movimentação no STF acontece em um contexto delicado e com potencial de trazer impactos para a reeleição do presidente Lula, a depender dos desdobramentos do caso. Notícia anteriorPróxima notícia PGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ministros do STF monitoram atuação de André Mendonça na nova investigação contra Lulinha 31/07/2026 Nem prisão de Vorcaro barrou negociação de imóvel de R$ 2,5 milhões para Jaques Wagner 30/07/2026 Déficit nas estatais: quais empresas mais pressionam o governo 02/08/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana ‘Aniversário general’: coronel da PM de SP estava em grupo de WhatsApp com preso em operação contra o PCC 21/07/2026 Falta de medicamentos de uso contínuo preocupa pacientes em Itaocara 23/07/2026 Richarlison volta a cobrar Flávio Bolsonaro para “devolver” mansão em ilha de Angra 06/07/2026 PF investiga suspeita de venda de decisões do STJ em benefício de empresário Luiz Estevão 23/07/2026 Deslizamento às margens da RJ-186 preocupa moradores há quase cinco anos em Santo Antônio de Pádua (VIDEO) 06/07/2026
PF: Jaques acompanhou avanço da emenda Master e seria “aliado” do banco

Mais que ataque pessoal, gesto de Milei revela disputa internacional pela eleição brasileira Em diálogos obtidos pela PF, o senador teria marcado uma reunião com Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, para “saber como estão as coisas do banco” e monitorar a proposta que aumentava o limite do Fundo Garantidor de Crédito Por Davi Alencar | CNN Brasil 30/07/2026 O senador Jaques Wagner (PT-BA) • Foto: Carlos Moura/Agência Senado A PF (Polícia Federal) afirma em documento obtido com base no celular de Augusto Ferreira Lima – ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master – que o senador Jaques Wagner (PT-BA) teve um padrão de “acompanhamento direto” referente à “Emenda Master”. O dispositivo da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 63 de 2023 permitia a ampliação do limite do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para R$ 1 milhão por pessoa física e foi proposta pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), também relacionado com o Master, segundo a própria Polícia Federal. Segundo as investigações, Guilherme Henrique Sodré Martins – conhecido como “Tio Guiga” – era o responsável pelas primeiras interlocuções entre o gabinete do então líder do Governo Lula no Senado e a cúpula do Banco Master. Guiga era descrito como o “melhor amigo” do senador. O contato teria começado em 19 de junho de 2024, quando Guilherme Sodré se apresentou a Daniel Vorcaro. Em 7 de agosto, Guiga teria mandado mensagens pedindo um encontro com o ex-banqueiro para tratar de “um tema importante” que devia “ficar sob sigilo”. Posteriormente, ele informa que o chefe de gabinete de Wagner, “Lucas”, entraria em contato para acertar detalhes. Eles também realizam uma chamada de voz com duração de 3 minutos e 50 segundos. De acordo com a PF, Guiga teria compartilhado o contato pessoal do senador com o recado “boa sorte”. Em relação ao ex-sócio do Master Augusto Lima, a PF afirma que horas após a publicação da emenda o senador e Augusto teriam realizado uma ligação com duração de mais de 9 minutos. Imediatamente após a ligação, Lima encaminhou o link para o conteúdo da emenda, publicado no sistema do Senado Federal. Jaques “aliado” A PF também aponta que Vorcaro percebia Jaques Wagner como um “aliado político” dentro do Congresso Nacional. Em mensagens interceptadas com o jornalista Álvaro Gribel, do Estadão, Vorcaro afirma que “Rui, Jaques, e Alexandre Silveira” são a favor das movimentações do Master. “Tal elemento é de relevante do ponto de vista investigativo, pois indica que o próprio VORCARO percebia o Senador como aliado político em operação de natureza essencialmente regulatória, sujeita a critérios técnicos do Banco Central, sugerindo que o alinhamento do parlamentar transcendia o mero acompanhamento legislativo e alcançava o plano das articulações políticas institucionais”, diz o documento. Em 25 de agosto, Jaques enviou um áudio a Augusto Lima dizendo que “precisava conversar para saber como estavam as coisas do banco”. Dois dias depois, houve mensagens que sugerem a realização de um encontro presencial no gabinete do senador em Brasília. “Bom dia amigo. No caminho. Chego em 15 min. Abraços”, diz a mensagem enviada por Augusto. Na sequência, o mesmo envia novamente o link da emenda Master. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PF: Jaques acompanhou avanço da emenda Master e seria “aliado” do banco 30/07/2026 A regra do TSE é clara: punição para vídeo fake de Bolsonaro com IA é cassação de Flávio 27/07/2026 Criminosos usam ônibus como barricadas e interditam pista da Avenida Ayrton Senna, na altura da Gardênia Azul 27/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Consulado dos EUA convoca influenciadores anti-Lula em nova interferência de Trump pró Flávio Bolsonaro nas eleições (VIDEO) Vereadores de Seropédica parecem não ter pressa de votar contas do governo que recebeu parecer contrário do TCE Moradores de Cambuci relatam falta d’água há quase duas semanas Criminosos usam ônibus como barricadas e interditam pista da Avenida Ayrton Senna, na altura da Gardênia Azul Anúncio dos EUA de prorrogar medidas contra Brasil ocorre após pedidos de aliados da família Bolsonaro por mais sanções
Wagner articulou encontro ‘discreto e protegido’ de Messias com ex-sócio do Master, mostra conversa

Wagner articulou encontro ‘discreto e protegido’ de Messias com ex-sócio do Master, mostra conversa Senador ainda sugeriu que Augusto Ferreira Lima poderia entrar sem passar pela identificação da Casa; procurado por meio da AGU, Jorge Messias ainda não se manifestou Por Ricardo Corrêa, Aguirre Talento, Pedro Augusto Figueiredo e Hugo Henud | O Estado de S.Paulo 30/07/2026 Jorge Messias teria se encontrado com Augusto Ferreira Lima, por intermediação de Jaques Wagner, indicam mensagens Foto: Wilton Júnior/Estadão SÃO PAULO e BRASÍLIA – Mensagens extraídas do aparelho celular do ex-sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima, mostram, segundo a Polícia Federal, tratativas relacionadas à marcação de encontros entre o banqueiro e o senador Jaques Wagner a serem realizados no gabinete do parlamentar. De acordo com a conclusão da PF, “as mensagens analisadas indicam que um desses encontros teria contado com a participação de Messias, possivelmente em referência a Jorge Messias, advogado-geral da União”. Wagner também mostra preocupação com o local do encontro, dizendo que o gabinete seria mais ”discreto” e “protegido”. As mensagens foram tornadas públicas nesta quinta-feira, 30, após o ministro André Mendonça, relator da operação Compliance Zero, derrubar o sigilo das investigações. Procurado por meio da AGU, Jorge Messias ainda não se manifestou. A defesa de Jaques Wagner ainda não se manifestou sobre os documentos. Na ocasião da operação, ele negou ter atuado em favor do ex-banqueiro. De acordo com as mensagens, em 19 de abril de 2024, Wagner envia uma mensagem de áudio a Augusto Ferreira Lima questionando se eles podiam se encontrar no gabinete. O ex-banqueiro responde algum tempo depois que não havia visualizado a mensagem em tempo hábil. No dia 28 daquele mês, porém, Augusto Ferreira Lima afirma a Wagner que já estava em Brasília. Durante o dia seguinte, eles conversam por chamada de voz e Wagner envia a seguinte mensagem: “Ô Guga..é.. eu falei com o Messias agora e o presidente infelizmente chamou ele amanhã um pouco por causa dessas confusões.. então ele pediu se poderia ser horário de almoço. Que eu continuo achando que o melhor lugar pra fazer seria no meu gabinete, que é o mais protegido e discreto pra todo mundo.. pra ele é natural tá lá, você já teve várias vezes lá com André.. Então não teria tanta atenção chamada. Até porque eu posso ir lá embaixo, chegar mais ou menos junto com você na hora que for marcada e subo e você não precisa nem passar pela identificação. Então, eu quero ver se pra você dá, porque ele acabou de me avisar e aí eu confirmaria com ele… sei lá.. meio-dia.. Eu tenho CCJ, mas eu espero que meio-dia já tenha terminado e eu posso fazer lá ou na própria liderança do governo, que é mais perto da comissão, é lá embaixo. É até mais fácil de chegar, entendeu? Veja aí e me mande um zap. Abraço.” No dia seguinte, às 11h58, próximo ao horário mencionado no áudio, Augusto Ferreira Lima, enviou mensagem a Jaques Wagner informando que havia chegado. Às 14h03 daquele mesmo dia, cerca de duas horas após o início do encontro que teria contado com a presença de Messias, há registro, no chat entre o ex-banqueiro e o AGU de mensagem automática do WhatsApp avisando que Messias “usa uma duração padrão para mensagens temporárias em novas conversas”, indicando que ele teria adicionado o contato de Augusto Lima naquele momento. Notícia anteriorPróxima notícia AGU Advocacia-Geral da UniãoBanco MasterPolícia Federal PFPT Partido dos TrabalhadoresSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Wagner articulou encontro ‘discreto e protegido’ de Messias com ex-sócio do Master, mostra conversa 30/07/2026 PF: Jaques acompanhou avanço da emenda Master e seria “aliado” do banco 30/07/2026 A regra do TSE é clara: punição para vídeo fake de Bolsonaro com IA é cassação de Flávio 27/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Investigação do MP estaria causando insônia em Casimiro de Abreu MPRJ obtém decisão para que Levy Gasparian inicie elaboração do Plano Diretor Vereadores de Seropédica parecem não ter pressa de votar contas do governo que recebeu parecer contrário do TCE PF: Jaques acompanhou avanço da emenda Master e seria “aliado” do banco Idoso fica ferido após cair em cratera em Campos
PF detectou 74 ligações e 5h30 de conversas entre Jaques Wagner e ex-sócio do Master

PF detectou 74 ligações e 5h30 de conversas entre Jaques Wagner e ex-sócio do Master Dados estão contidos em relatório que embasou a operação Compliance Zero contra o senador e Augusto Lima Ferreira; defesa de Jaques Wagner ainda não se manifestou; na ocasião da operação, ele negou ter atuado em favor do banqueiro Por Aguirre Talento, Pedro Augusto Figueiredo, Hugo Henud e Ricardo Corrêa | O Estado de S.Paulo 30/07/2026 Senador Jaques Wagner (PT-BA) e Augusto Lima Ferreira | Reprodução BRASÍLIA E SÃO PAULO – Relatório das investigações da Polícia Federal que embasou a operação policial Compliance Zero contra o ex-líder do governo Jaques Wagner apontou a existência de 74 ligações entre o senador e o ex-sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima, também alvo das apurações. De acordo com os documentos tornados públicos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), Wagner e Lima conversaram por cinco horas e trinta minutos nessas ligações. A PF observa que o senador e o banqueiro tinham “nítida preferência” por conversas telefônicas, em vez de mensagens. E que eles chegavam a se falar várias vezes no mesmo dia. Os diálogos compreendem o período de novembro de 2023 a maio de 2025.A defesa de Jaques Wagner ainda não se manifestou. Na ocasião da operação, ele negou ter atuado em favor do banqueiro. Os documentos no processo mostram que Mendonça autorizou a PF a monitorar movimentos de celular de Jaques Wagner após a suspeita de vazamentos. O ministro citou que recebeu um pedido de audiência no seu gabinete no mesmo dia em que operação foi protocolada; defesa dele ainda não se manifestou. A investigação da PF apura pagamentos de propina do Banco Master para Jaques Wagner e aponta que a compra de um apartamento de R$ 2,5 milhões para o senador usou o mesmo esquema da aquisição de imóveis de propina para o ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa. Além disso, a PF identificou que o dono do Master, Daniel Vorcaro, marcou encontro com Wagner no Senado, disponibilizou avião “em hangar discreto” para o senador e citou em um diálogo que o senador seria um intermediário para mandar recado a Lula. Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBBanco MasterPolícia Federal PFPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PF detectou 74 ligações e 5h30 de conversas entre Jaques Wagner e ex-sócio do Master 30/07/2026 Ala do STF vê tentativa de Moraes, PF e PGR de tirar Lulinha de Mendonça 31/07/2026 Gabinete presidencial, cannabis medicinal e tráfico de influência: entenda a nova investigação da PF contra Lulinha 31/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Defesa de Flávio Bolsonaro aciona Fachin para tirar Dino de caso ‘Dark Horse’ 07/07/2026 Tal pai (Jair Bolsonaro), tal filho (Flávio), ambos golpistas 22/07/2026 Nem prisão de Vorcaro barrou negociação de imóvel de R$ 2,5 milhões para Jaques Wagner 30/07/2026 Investigação do MP estaria causando insônia em Casimiro de Abreu 29/07/2026 MPRJ denuncia deputado estadual Rafael Nobre por organização criminosa e fraude em licitações; parlamentar é alvo de buscas 16/07/2026
Nem prisão de Vorcaro barrou negociação de imóvel de R$ 2,5 milhões para Jaques Wagner

Nem prisão de Vorcaro barrou negociação de imóvel de R$ 2,5 milhões para Jaques Wagner Ministro do STF André Mendonça levantou nesta quinta-feira o sigilo das investigações contra o ex-líder do governo Lula no Senado Por Rafael Moraes Moura e Johanns Eller | O Globo 30/07/2026 O senador Jaques Wagner (PT-BA) em março de 2026 — Foto: Cristiano Mariz/O Globo Brasília e Rio – Mensagens e documentos obtidos pela Polícia Federal no bojo das investigações do caso Banco Master apontam que as negociações em torno da compra de um apartamento de luxo para o senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo Lula no Senado, prosseguiram mesmo após a deflagração da Operação Compliance Zero, que resultou na primeira prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, em novembro de 2025. O imóvel de 245 metros quadrados, localizado no empreendimento Poème Horto, no bairro nobre do Horto Florestal, é avaliado no mercado em R$ 2,45 milhões. As informações foram tornadas públicas nesta quinta-feira (30) por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que levantou o sigilo do caso. As tratativas se deram entre o senador, o então braço-direito de Vorcaro no Master, Augusto Lima, e o advogado Daniel Monteiro, tido pelos investigadores como operador financeiro das vantagens pagas pelo então banqueiro a autoridades. O apartamento foi adquirido pelo sócio do Master através de uma cadeia de fundos de investimentos ligados ao banco, à gestora Reag, parceira de negócios de Vorcaro controlada na época por João Carlos Mansur, a Daniel Monteiro e seu irmão, David, e a outro investigado chamado Valério Marega Júnior, gestor da WNT. De acordo com o relatório da PF, Valério e Daniel Monteiro “são comprovadamente operadores financeiros dos gestores do Master, especializados na criação de estruturas financeiras, usualmente via fundos de investimentos, para ocultar transações ilícitas”. Além de manter uma negociação já em si considerada suspeita, ambos tomaram providências para manter o sigilo da operação e impedir o acesso de investigadores a informações sobre a negociação, segundo o relatório da PF. “Documentos extraídos dos dispositivos analisados demonstram que, mesmo após a deflagração da primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro de 2025, as tratativas sobre o imóvel prosseguiram por intermédio de Guilherme Sodré, Davi Lopes Monteiro e Daniel Lopes Monteiro, em novas manobras contratuais executadas com o propósito de evitar a descoberta do negócio ilícito pelos investigadores.” Para os investigadores da Polícia Federal, a operação dos irmãos Monteiro para omitir a conexão do Poème Horto com Wagner repete o modus operandi executado por Daniel para ocultar a entrega de apartamentos na forma de propina para o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. “Observa-se aparente intenção de dissociar a real titularidade do imóvel, circunstância evidenciada pela forma como as tratativas foram conduzidas e pela atuação de terceiros na interlocução e formalização dos documentos relacionados ao bem”, frisa a PF. Como mostramos no blog em abril, o advogado e Vorcaro mobilizaram fundos geridos pela Reag para ocultar os repasses de seis apartamentos de luxo em São Paulo e Brasília para o dirigente do banco de Brasília. A operação foi interrompida a mando do então dono do Master após o Ministério Público Federal instaurar um inquérito para apurar irregularidades na compra de carteiras de crédito do Master pelo BRB. A equipe da coluna procurou a assessoria de Jaques Wagner, mas ainda não obteve resposta. Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBBanco MasterBrasília DFMPF Ministério Público FederalPolícia Federal PFPT Partido dos TrabalhadoresSão Paulo SPSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Nem prisão de Vorcaro barrou negociação de imóvel de R$ 2,5 milhões para Jaques Wagner 30/07/2026 Déficit nas estatais: quais empresas mais pressionam o governo 02/08/2026 Ex-ministro de Bolsonaro sugeriu a Vorcaro aproximação com PT da Bahia 31/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana TCU autoriza penduricalho para o Congresso e desafia decisão do STF 15/07/2026 Seis em cada dez homicídios no Brasil ficam sem solução, diz instituto 08/07/2026 Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável 10/07/2026 MPRJ denuncia deputado estadual e vereador por organização criminosa, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro 16/07/2026 Presidentes de partidos negam controlar emendas e se distanciam de prática atribuída a Valdemar 15/07/2026
Vídeo com IA de Bolsonaro leva à demissão de marqueteiros de Flávio

Vídeo com IA de Bolsonaro leva à demissão de marqueteiros de Flávio Esta é a segunda vez que a campanha presidencial do PL troca os responsáveis pela comunicação Por Marcelo Hailer | Fórum 30/07/2026 Flavio Bolsonaro – O senador Flávio Bolsonaro – Imagem: Frame de vídeos das redes A direção da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) decidiu demitir Alexandre Oltramari e Eduardo Fischer, responsáveis pela comunicação do senador. A saída dos marqueteiros ocorre após a polêmica envolvendo um vídeo produzido com inteligência artificial que simulava uma mensagem do ex-presidente Jair Bolsonaro. A peça chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) e pode resultar em algum tipo de punição a Flávio Bolsonaro por parte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Uma ação apresentada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) acusa a campanha do senador de burlar uma regra eleitoral e também uma medida cautelar imposta pelo ministro Alexandre de Moraes ao ex-presidente Jair Bolsonaro, proibido de utilizar meios de comunicação, inclusive por intermédio de terceiros. Em comunicado, o PL informou que a comunicação da campanha de Flávio Bolsonaro passará a ser comandada pelo publicitário Duda Lima. Esta é a segunda vez que a campanha de Flávio Bolsonaro troca a comando da comunicação. A primeira ocorreu na eclosão do escândalo do filme “Dark Horse”. Confira abaixo a íntegra da nota: “NOTA A campanha de Flávio Bolsonaro agradece e reconhece o excepcional trabalho desempenhado por Alexandre Oltramari e Eduardo Fischer. Suas contribuições foram importantíssimas e valiosas nessa etapa e marcaram um momento estratégico desta caminhada. Desejamos a Oltramari e a Fischer que continuem colaborando para o aperfeiçoamento de nossa democracia, com toda a sua competência e profissionalismo. Informamos que o publicitário Duda Lima foi convidado para comandar a área de comunicação da campanha. Rogério MarinhoSenador da República e coordenador geral da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro São Paulo, 30 de julho de 2026″ Defesa de Bolsonaro diz ao STF que ex-presidente não autorizou vídeo de IA exibido em convenção do PL A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou nesta quarta-feira (29) uma petição no Supremo Tribunal Federal negando que ele tenha autorizado o uso de sua imagem e voz em vídeo produzido por inteligência artificial e exibido na convenção do PL no último sábado (25), evento que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência. O documento foi apresentado ao ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal do ex-presidente, em resposta a um pedido de esclarecimentos feito pelo magistrado. A defesa argumenta que as restrições de visitas impostas a Bolsonaro tornaram impossível qualquer contato para autorizar a produção do vídeo. Defesa de Bolsonaro nega autorização para vídeo de IA A defesa de Jair Bolsonaro protocolou petição no STF nesta quarta-feira (29) informando ao ministro Alexandre de Moraes que o ex-presidente “não autorizou a utilização de sua imagem e voz para a produção do vídeo elaborado mediante inteligência artificial referido na decisão”. O documento é uma resposta direta a um pedido de esclarecimentos feito por Moraes, que atua como relator da execução penal do ex-presidente. A petição é assinada pelos advogados Celso Sanchez Vilardi, Paulo Amador da Cunha Bueno, Daniel Bettamio Tesser, Saulo Lopes Segall e Gabriel Domingues, além do próprio senador Flávio Bolsonaro, que também integra a equipe de defesa do pai na condição de advogado. A estratégia da defesa é desvincular Bolsonaro de qualquer responsabilidade sobre o conteúdo gerado por IA, transferindo a questão para o terreno da ausência de autorização formal. O vídeo e as restrições de visitas O vídeo em questão foi reproduzido durante a convenção do PL realizada no último sábado (25), ocasião em que o partido oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. No material, a imagem e a voz do ex-presidente foram recriadas por inteligência artificial, tecnologia que permite gerar conteúdo audiovisual sintético a partir de dados de uma pessoa real. Para justificar a ausência de autorização, a defesa recorre às próprias restrições impostas pelo STF: Bolsonaro está com o direito de visitas suspenso por 30 dias, e Flávio Bolsonaro está proibido de visitá-lo por 90 dias. Segundo os advogados, essa situação demonstra objetivamente que não houve contato entre pai e filho para solicitar qualquer autorização para a produção do vídeo. O argumento transforma a medida restritiva do tribunal em peça da própria defesa, ao mesmo tempo em que deixa em aberto a questão de quem, afinal, encomendou e produziu o conteúdo exibido no evento do partido. Argumentos da defesa sobre uso da imagem pública Além da alegação de impossibilidade de contato, a defesa apresenta um argumento de ordem histórica para contextualizar o episódio. Segundo o documento, “ao menos desde o período em que o Peticionário exercia a Presidência da República, seus filhos sempre utilizaram sua imagem pública no âmbito da atividade político-partidária, reproduzindo fotografias, gravações, pronunciamentos, discursos, entrevistas e demais manifestações públicas, prática notória, contínua e jamais objeto de qualquer oposição por parte do titular desse direito”. Ao menos desde o período em que o Peticionário exercia a Presidência da República, seus filhos sempre utilizaram sua imagem pública no âmbito da atividade político-partidária, reproduzindo fotografias, gravações, pronunciamentos, discursos, entrevistas e demais manifestações públicas, prática notória, contínua e jamais objeto de qualquer oposição por parte do titular desse direito. Os advogados sustentam que esse uso decorre da relação de confiança entre pai e filhos e da natureza pública da imagem de Bolsonaro, pedindo que os esclarecimentos sejam considerados para o regular prosseguimento da execução penal. O argumento, porém, equipara o uso de fotografias e discursos já existentes à criação de conteúdo sintético por inteligência artificial, tecnologia que coloca questões distintas sobre identidade, consentimento e autoria. A petição não esclarece quem produziu o vídeo nem com qual finalidade, lacunas que o pedido de esclarecimentos de Moraes provavelmente buscava preencher. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal FederalTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Vídeo com IA de Bolsonaro leva à demissão de marqueteiros de Flávio 30/07/2026 Flávio Bolsonaro entra na mira da PF por suspeita de usar mandato para