Flávio Bolsonaro emitiu 41 notas fiscais e quer ser candidato sem dizer quanto recebeu e quem pagou

Flávio Bolsonaro emitiu 41 notas fiscais e quer ser candidato sem dizer quanto recebeu e quem pagou Senador do PL fez muito pouco para explicar a transações financeiras Por Francisco Leali | O Estado de S.Paulo 24/07/2026 Nota fiscal do escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro referente a serviços prestados a uma empresa de Rogério Lourenço Novo Foto: Reprodução O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está, de novo, às voltas com o Banco Master. Dessa vez, não é áudio, vídeo ou conversa com o banqueiro Daniel Vorcaro. São notas fiscais. Quem emitiu? O próprio senador. A história começa há cinco anos. Eleito em 2018 para oito anos de mandato no Senado, o filho mais velho de Jair Bolsonaro entendeu que era possível ter atuação parlamentar e, ao mesmo tempo, abrir um escritório de advocacia. Fez isso em abril de 2021. O endereço da empresa individual tem quatro consoantes: SMDB. Em Brasília é a sigla para o Setor de Mansões Dom Bosco, localidade onde está a casa de Flávio Bolsonaro. Ou seja, o senador teoricamente tem um home office. A existência do tal escritório veio a público quando o próprio político disse que essa era uma das suas fontes de renda. Fazia parte da explicação da origem de recursos para quitar a mansão comprada com financiamento do Banco Regional de Brasília. Agora, sabe-se que a Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia emitiu, entre 2021 e 2025 pelo menos 41 notas fiscais. Três delas vieram a público. Uma, no valor de R$ 500 mil, seria fruto de uma consultoria jurídica. Outras duas, de mesmo valor, foram emitidas, mas canceladas na sequência. O que tem de relevante nisso? As notas foram emitidas para empresas que estão vinculadas ao caso Master. Até aqui o senador fez muito pouco para explicar a transação. Uma nota oficial, um vídeo e uma live em rede social. Neles pragueja contra quem quer criminalizar sua atividade como advogado, fala em perseguição para afastar a família Bolsonaro da presidência. Mas o que realmente interessa Flávio não conta. O senador prestou consultoria a empresas e recebeu por isso durante o governo de Jair Bolsonaro? Os serviços tinham relação com a gestão do pai? Quem são os clientes para quem o senador emitiu notas fiscais? Que tipo de serviço prestou? Deu consultoria de verdade ou apenas aconselhamentos de boca por R$ 500 mil? Onde estão as provas de que o serviço existiu e foi prestado? Até agora só se conhecem três notas fiscais. E as outras 38? Há novas notas neste ano de campanha eleitoral? A lista de perguntas é longa. As respostas ainda não apareceram. Se voltasse no tempo, nos idos de 2011, Flávio Bolsonaro iria se deparar com um político que se comportou como ele faz agora. Naquele ano, o então ministro da Casa Civil do governo Dilma, Antonio Palocci, tinha uma empresa, a Projeto. E quando seu negócio veio a público alegou sigilos e confidencialidades para não dar detalhes das consultorias que fez. Palocci virou ex-ministro e mais tarde caiu na Lava Jato. Flávio Bolsonaro também se esconde na sombra do segredo da atividade de advogado. Mas quem quer ser presidente da República precisa ter tudo aberto e passível de escrutínio do eleitor. Do contrário, a dúvida vira suspeita e o voto pode não vir. Notícia anterior Banco de Brasília BRBBanco MasterBrasília DFOperação Lava JatoPL Partido LiberalPT Partido dos TrabalhadoresSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Flávio Bolsonaro emitiu 41 notas fiscais e quer ser candidato sem dizer quanto recebeu e quem pagou 24/07/2026 Justiça bloqueia bens de empresa de amigo de Flávio que sumiu com R$ 20 milhões do RJ 23/07/2026 Mansão em ilha de Angra: Flávio Bolsonaro tem pedido de censura negado pela Justiça 23/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Primeira delegacia construída no Brasil enfrenta infiltrações, mofo e estrutura precária PF encerra processo e decide demitir Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo Reestruturação na Agerio reduz cargos comissionados e deve economizar mais de R$ 5 milhões Paulo Figueiredo comprou mansão de R$ 6,1 milhões nos EUA, mas deve R$ 4,9 milhões à União Justiça dá 72 horas para Prefeitura de SP responder ação popular que questiona terceirizar três escolas
Guapimirim: Prefeitura fez uso indevido de dinheiro repassado via ‘emenda Pix’ para a Saúde, aponta o Tribunal de Contas da União

Guapimirim: Prefeitura fez uso indevido de dinheiro repassado via ‘emenda Pix’ para a Saúde, aponta o Tribunal de Contas da União O Tribunal de Contas da União (TCU), constatou, em auditoria, que o município de Guapimirim, fez uso indevido de recursos no total de R$ 1.413.889,42, recebido do governo federal via emenda parlamentar. Por Elizeu Pires 24/07/2026 Fachada da Prefeitura de Guapimirim | Reprodução Foi apurado que deputado Juninho do Pneu (PSDB-RJ) apresentou emenda no valor de R$ 3.019.682,00, e cerca da metade desse total teria sido usada de forma indevida pela administração municipal, que deveria ter aplicado o dinheiro exclusivamente no Centro de Diagnóstico por Imagem e Laboratório e no Banco de Sangue da Cidade da Saúde. Pelo que foi apurado pelo TCU, os recursos foram sacados via TED em favor da Apec Soluções e Serviços, que havia sido contratada pela Prefeitura para obras no Posto de Saúde que atende os moradores do bairro de Parada Ideal. A Prefeitura tem prazo de 60 dias corridos para comprovar que o valor foi devolvido e o saldo, recomposto aos cofres da União. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado Federalemenda parlamentarGuapimirim RJPSDBRegião Metropolitana e Baixada FluminenseTCU Tribunal de Contas da União Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Guapimirim: Prefeitura fez uso indevido de dinheiro repassado via ‘emenda Pix’ para a Saúde, aponta o Tribunal de Contas da União 24/07/2026 Vereadores de Seropédica parecem não ter pressa de votar contas do governo que recebeu parecer contrário do TCE 28/07/2026 Investigação do MP estaria causando insônia em Casimiro de Abreu 29/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Empresa para a qual Flávio Bolsonaro emitiu R$ 1 milhão em notas não existe no endereço informado Mais que ataque pessoal, gesto de Milei revela disputa internacional pela eleição brasileira PL lança Luciano Zucco ao governo do RS, ex-presidente da CPI do MST que recebeu doação de condenado por trabalho escravo A nova ofensiva do MP do Rio contra núcleo do antigo gabinete de Carlos Bolsonaro Escritório de Flávio Bolsonaro teve apenas dois clientes, disse administradora: “um é uma igreja”
Master fez ao menos R$ 1,1 bilhão em operações bate-volta com Tanure

Master fez ao menos R$ 1,1 bilhão em operações bate-volta com Tanure Banco emprestava milhões a empresas de Tanure e, no mesmo dia, dívida era assumida por fundos “caixa preta” Por Demétrio Vecchioli | Metrópoles 24/07/2026 Daniel Vorcaro e Nelson Tanure | Arte Metrópoles O Banco Master realizou ao menos R$ 1,112 bilhão em operações em que emprestava dinheiro a empresas ligadas ao investidor Nelson Tanure e, em até uma semana – na maior parte dos casos, no mesmo dia – repassava o crédito para fundos “caixa preta”, quase todos criados exclusivamente para concentrar dívidas do empresário. Os beneficiários finais desses fundos (para quem Tanure passava a dever) não são conhecidos. Também não é possível saber se os empréstimos foram quitados. Em ao menos um dos casos, a dívida rapidamente se transformou em ativo do Master. Em outro, o dinheiro foi parar em CDB do banco. A coluna também localizou situações em que os fundos passaram a registrar calotes já no mês seguinte à operação. Auditorias independentes se abstiveram de emitir opiniões porque não encontraram lastros para as transações. As operações funcionavam assim: Primeiro, o Master registrava ter emprestado dezenas de milhões de reais para uma empresa de Tanure. No mesmo dia, em alguns casos até cinco dias depois, recebia igual valor de um fundo e, diante do Banco Central, dava a dívida como quitada. O empresário então passava a dever para esse fundo, em relação que passa à margem do sistema bancário e dos órgãos de controle. A Polícia Federal aponta que esse tipo de transação era utilizada por Daniel Vorcaro para drenar recursos do Banco Master para seu grupo – suspeita-se que Tanure fosse sócio oculto do banco, o que ele sempre negou. Tanto que os créditos concedidos a Tanure e logo revendidos constam em planilha juntada pelo liquidante do banco em processo judicial em que acusa o banqueiro de usar exatamente esse expediente para tirar dinheiro do Master e repassá-lo a seu pai, Henrique Vorcaro. A coluna procurou as assessorias de imprensa de Vorcaro e Tanure, que não responderam. Bate-volta de mais de R$ 1 bilhão em três anos A planilha mostra que as operações bate-volta com empresas ligadas a Tanure vêm desde 2022, pelo menos. Em 6 de maio daquele ano, o Master emprestou R$ 15,2 milhões à Gafisa e, no mesmo dia, cedeu o crédito para a Lermont Participações, veículo de investimentos de Tanure. No final de junho, emprestou R$ 86 milhões para a própria Lermont e vendeu os créditos, logo em seguida, para um fundo que concentra exclusivamente dívidas de Tanure, o Mingard. No total, só em 2022 o Master registrou ter vendido R$ 159 milhões em carteiras relativas a empréstimos tomados até uma semana antes (a maioria no mesmo dia) por três empresas ligadas a Tanure: Gafisa SA, Milos Participações e Lormont. A prática se expandiu em 2024, com o Master registrando R$ 774 milhões em operações bate-volta só com a Lormont. Boa parte disso – R$ 463 milhões – foi comprada no mesmo dia pelo fundo Genicart, um fundo FIDC administrado pela Reag e criado especificamente para comprar aquelas dívidas da Lormont. O fundo tinha um único cotista e informou, já no seu primeiro relatório trimestral, uma alienação de R$ 62 milhões porque o crédito “possui uma baixa perspectiva de recuperação” – logo, que não havia esperança de que Tanure pagasse pelo empréstimo tomado dois meses antes. Reportando valores crescentes de inadimplência, o fundo foi liquidado em dezembro de 2025. Operação semelhante envolveu outro fundo administrado pela Reag, o Yvrac, que em maio de 2025 comprou R$ 115 milhões em dívidas de três empresas de Tannure com o Master, entre elas o Lormont. Quatro meses depois, o fundo foi repassado pelo Master ao BRB como compensação pelas carteiras podres vendidas antes pelo banco de Daniel Vorcaro. Análise da área jurídica do BRB, obtida pela coluna, mostra que o fundo, naquele momento, era 100% composto por ações da Alliança Saúde, empresa na qual Tanure investia via Lormont. Ou seja: o empréstimo do Master à Lormont, seguido de compra da divida pelo fundo Yvrac, serviu, na prática, para o Master comprar ações de Tanure na Alliança Saúde, sem que aparecesse como beneficiário final delas. Hoje, 10,9% das ações da companhia estão com o Yvrac. Operações passaram a dar prejuízo para o Master Até 2024, as operações envolvendo o Master eram sempre “elas por elas”. O banco registrava ter emprestado determinado valor a empresas de Tanure e, no mesmo dia, marcava ter recebido esse mesmo montante de um fundo. No auge da crise financeira do Master, porém, isso mudou, para operações economicamente injustificáveis, que davam enorme prejuízo ao banco. Dois exemplos: no mesmo dia que emprestou R$ 64,8 milhões à construtora Gafisa, o banco deu a dívida quitada após receber R$ 43,7 milhões do fundo Yvrac. Em outra operação, três dias depois, emprestou R$ 66,2 milhões à Sercomtel, operadora de telefonia do Paraná, e, ato contínuo, cedeu o crédito por R$ 47,1 milhões. No total, entre 5 e 25 de setembro de 2025, o banco emprestou R$ 179 milhões a empresas de Tanure, a partir de dez operações, vendendo o crédito sempre no mesmo dia ao Yvrac, com deságio. Em um mês, o Master perdeu R$ 41 milhões com essas transações, em momento em que o banco necessitava desesperadamente de capital e liquidez. Comprados pelo Yvrac em setembro, os créditos relativos a dívidas da Gafisa e da Sercomtel, principalmente, já não estavam na carteira do fundo no mês seguinte, quando o Yvrac foi oferecido pelo Master ao BRB. Outra movimentação incomum envolveu o Bouliac, que era um fundo multimercado e virou FIDC para comprar R$ 304 milhões em dívidas da Ligga Telecomunicações e da Lormont com o Master, em junho de 2025. Dois meses depois, reportando R$ 237,1 milhões em créditos inadimplentes, o único acionista decidiu transformar o FIDC em um FIP Multimercado, o que permitia ao fundo passar a ser acionista das empresas devedoras, todas de Tanure. Auditores não encontram lastros das transações Comprador de R$ 98 milhões em dívidas da Lormont com o Master, o fundo
A nova ofensiva do MP do Rio contra núcleo do antigo gabinete de Carlos Bolsonaro

A nova ofensiva do MP do Rio contra núcleo do antigo gabinete de Carlos Bolsonaro Depois de processo criminal, Ministério Público dá entrada em ação de improbidade contra sete funcionários do ex-vereador, que não está entre os processados Por Rayssa Motta | Veja 23/07/2026 O ex-vereador do Rio Carlos Bolsonaro (Sergio Lima/AFP) O Ministério Público do Rio de Janeiro entrou com uma ação de improbidade administrativa contra sete servidores que trabalharam no gabinete do ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro na Câmara Municipal. Eles são suspeitos de envolvimento em um esquema de “rachadinha” que teria se prolongado nos sete mandatos consecutivos do ex-vereador, entre 2005 e 2021. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro não está entre os processados. Os promotores pedem a devolução de R$ 1,9 milhão aos cofres públicos. O valor corresponde ao dinheiro que teria sido desviado. O esquema teria sido operado por Jorge Luiz Fernandes, que foi chefe de gabinete do ex-vereador e é apontado como o “centro operacional e principal beneficiário” dos desvios. A mulher dele, Regina Célia Sobral Fernandes, nomeada como assessora, também é alvo da ação. De acordo com a investigação, funcionários fantasmas lotados no gabinete devolviam a maior parte dos salários. Além da ação de improbidade, um processo criminal por organização criminosa e peculato tramita na Justiça do Rio. Os dois processos tramitam em sigilo. Carlos Bolsonaro é investigado em um inquérito separado. Em um primeiro momento, o Ministério Público descartou a participação dele no esquema por não ter encontrado prova de pagamentos ao ex-vereador. O caso foi reaberto em fevereiro por ordem da Procuradoria-Geral de Justiça, que apontou omissões na primeira apuração. Notícia anteriorPróxima notícia MP-RJPL Partido LiberalRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram A nova ofensiva do MP do Rio contra núcleo do antigo gabinete de Carlos Bolsonaro 23/07/2026 PF investiga suspeita de venda de decisões do STJ em benefício de empresário Luiz Estevão 23/07/2026 Eduardo Bolsonaro volta a descredibilizar sistema eleitoral após dado falso de Flávio sobre urnas 23/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Escritório de Flávio Bolsonaro teve apenas dois clientes, disse administradora: “um é uma igreja” Sem saída: Por que André Mendonça foi obrigado a liberar inquérito da PF sobre Flávio Bolsonaro? (VIDEO) Deputado revela ajuda israelense em projeto que pode afetar muçulmanos “Se eu tomasse uma facada ganhava a eleição”: Joice Hasselmann revela o que Bolsonaro disse em 2018 (VIDEO) Mansão em ilha de Angra: Flávio Bolsonaro tem pedido de censura negado pela Justiça
Eduardo Bolsonaro volta a descredibilizar sistema eleitoral após dado falso de Flávio sobre urnas

Ex-aliado de Bolsonaro, Luciano Bivar entra na chapa do PT em Pernambuco Ex-deputado fez live com o consultor político argentino Fernando Cerimedo, indiciado no inquérito do golpe Pré-candidato à Presidência, Flávio pediu a presença de observadores internacionais em reunião com embaixadores Por Ana Luiza Albuquerque | Folha de S.Paulo 23/07/2026 Eduardo Bolsonaro em live com ex-consultor de Milei — Foto: Reprodução São Paulo – O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) voltou a levantar suspeitas sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro na tarde desta quinta-feira (23), dois dias após o irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), ter citado uma informação falsa sobre as urnas eletrônicas em reunião com embaixadores em Brasília. Eduardo fez uma transmissão ao vivo com o consultor político argentino Fernando Cerimedo, que participou da campanha do presidente Javier Milei. O presidente argentino estará na convenção que confirmará a candidatura de Flávio no sábado (25). Após a vitória do presidente Lula (PT) no segundo turno das eleições de 2022, Cerimedo fez lives e publicações afirmando que as eleições brasileiras haviam sido fraudadas —suas acusações foram desmentidas por especialistas que analisaram os dados. O argentino foi indiciado pela Polícia Federal no inquérito do golpe, mas ficou de fora da denúncia da Procuradoria-Geral da República. “Essa transmissão é muito importante, vai tocar num tema sensível que tenho certeza que muita gente no Brasil tem medo até de falar porque foi propositalmente criminalizado, a exemplo daquelas picadinhas há uns anos atrás”, afirmou Eduardo. Os dois conversaram por cerca de uma hora e voltaram a levantar suspeitas já descartadas sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas. Também falaram sobre as mais recentes acusações de fraude propaladas pelo presidente americano Donald Trump poucos meses antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. O republicano nunca aceitou a derrota para o democrata Joe Biden em 2020. Eduardo leu uma apresentação de slides, e o primeiro deles dizia: “O fim da teoria da conspiração. Questionar a integridade de urnas eletrônicas controladas por fornecedores privados deixou de ser negacionismo para se tornar uma grave vulnerabilidade de segurança nacional documentada pela CIA”. O filho 03 de Bolsonaro disse que o relatório final da comissão do Exército que analisou as urnas não as isentou de vulnerabilidade. “É impossível auditar as urnas eletrônicas brasileiras. É necessário [sic] mais recursos para que possa haver investigação e auditoria propriamente dita. […] É por isso que gerou revolta e, em última análise, gerou o 8 de janeiro de 2023 no Brasil.” Condenado no mês passado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a 4 anos e 2 meses de reclusão pelo crime de coação no curso do processo, Eduardo conseguiu uma autorização de residência permanente para viver nos Estados Unidos, onde se autoexilou. Na terça-feira, Flávio Bolsonaro afirmou que as urnas eletrônicas brasileiras têm a mesma origem das urnas da empresa venezuelana Smartmatic, o que é falso. Ele disse que, segundo um relatório da CIA divulgado na semana passada, a empresa estaria envolvida em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012. Segundo reportagem do jornal americano The New York Times, a CIA afirmou em sua análise que não há evidências de que a tecnologia da urna eletrônica na Venezuela tenha sido usada para promover fraude eletrônica em larga escala, e determinou que o governo venezuelano não tem a habilidade de fraudar eleições em outros países. “Nem a Smartmatic nem o governo venezuelano tinham capacidade para manipular o resultado de uma eleição fora da Venezuela”, afirmou a análise, segundo o Times. No mesmo evento, Flávio pediu para que todos os países mandem “a maior quantidade de observadores possíveis para as nossas eleições”, assim como “pessoas que tenham conhecimento sobre essa tecnologia”. As eleições no Brasil já são alvo da observação de instituições estrangeiras técnicas, reconhecidas pela independência e pelo profissionalismo. Em 2022, por exemplo, atestaram a regularidade do pleito a OEA (Organização dos Estados Americanos), que promove missões do tipo desde 1962, e a ONG americana The Carter Center, que atua desde 1989. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalMDB Movimento Democrático BrasileiroPresidente da RepúblicaPSB Partido Socialista BrasileiroPSLPT Partido dos TrabalhadoresSenadorUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Eduardo Bolsonaro volta a descredibilizar sistema eleitoral após dado falso de Flávio sobre urnas 23/07/2026 “Se eu tomasse uma facada ganhava a eleição”: Joice Hasselmann revela o que Bolsonaro disse em 2018 (VIDEO) 23/07/2026 Mendonça autoriza inquérito no STF para investigar financiamento de Vorcaro a Dark Horse, filme sobre Bolsonaro 23/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Escritório de Flávio Bolsonaro teve apenas dois clientes, disse administradora: “um é uma igreja” ‘Aniversário general’: coronel da PM de SP estava em grupo de WhatsApp com preso em operação contra o PCC ‘Senador prestador de serviços: o consultor Flávio Bolsonaro na rede de Vorcaro’ (VIDEO) Mansão em ilha de Angra: Flávio Bolsonaro tem pedido de censura negado pela Justiça Justiça bloqueia bens de empresa de amigo de Flávio que sumiu com R$ 20 milhões do RJ
PF investiga suspeita de venda de decisões do STJ em benefício de empresário Luiz Estevão

Ex-aliado de Bolsonaro, Luciano Bivar entra na chapa do PT em Pernambuco OUTRO LADO: Empresário diz que não teve acesso ao processo e que por isso não poderia comentar Polícia também pediu a inclusão do ministro Moura Ribeiro, do STJ, na investigação Por José Marques e Lucas Marchesini | Folha de S. Paulo 23/07/2026 O empresário e ex-senador Luiz Estevão – Pedro Ladeira – 2.jul.24/Folhapress Brasília – A PF (Polícia Federal) investiga suspeitas de vendas de decisões do STJ (Superior Tribunal de Justiça) em favor do empresário e ex-senador Luiz Estêvão, negociadas por um lobista e pela esposa de um juiz federal do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), sediado em Brasília. As menções ao empresário são feitas em relatório da PF que também pediu a inclusão do ministro Moura Ribeiro, do STJ, nas apurações. Em maio, o relator do inquérito, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin autorizou que o órgão investigue formalmente o magistrado. De acordo com a PF, há sinais de que o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, que atualmente está em prisão domiciliar em Mato Grosso, atuou irregularmente junto ao STJ para obter decisão favorável de Moura Ribeiro ao Grupo OK, que trabalha com construções e empreendimentos, de Luiz Estêvão. O lobista teria atuado, segundo o órgão, em conjunto com a advogada Aline Gonçalves de Sousa, esposa de Cesar Jatahy, integrante do TRF-1. Procurado por mensagem, o empresário Luiz Estêvão disse que não teve acesso ao material e que não poderia falar sobre algo que não viu. Cesar e Aline não responderam. Eles foram procurados por emails enviados à assessoria de imprensa do TRF-1 às 16h desta quinta (23) e para o escritório de advocacia de Aline no mesmo horário. Além disso, a reportagem tentou contato telefônico no número informado no cadastro do escritório, sem sucesso. A PF pediu o aprofundamento das investigações, que se iniciaram a partir da análise da nuvem do celular de Andreson. “As informações a serem analisadas não apenas esclarecem o que já está sendo apurado, como evidenciam a ocorrência de crimes análogos vinculados a processos em curso no gabinete do ministro Moura Ribeiro”, diz a PF no relatório. Até agora, a análise superficial dos dados da nuvem, aponta que “conversas mantidas entre Andreson e a advogada Aline Gonçalves de Sousa indicam que eles atuaram conjuntamente, de maneira suspeita, em processos do ex-senador Luiz Estêvão, os quais se encontravam sob a relatoria do ministro Moura Ribeiro”. Um dos processos mencionados no relatório teve uma decisão de 2021 em benefício do Grupo OK. Andreson conversava sobre o processo com o advogado Roberto Zampieri, que foi assassinado no fim de 2023 em Cuiabá. Foi a partir do conteúdo encontrado no celular de Zampieri que as investigações sobre suspeitas relacionadas ao STJ se iniciaram. À época, Andreson enviou a Zampieri uma captura de tela de uma conversa com Luiz Estêvão, na qual mostrava o andamento do processo com a decisão favorável ao empresário. Estêvão responde com um “parabéns” e pergunta se ele consegue a decisão integral. Segundo a PF, no dia seguinte uma empresa do lobista transferiu R$ 250 mil a Zampieri. Moura Ribeiro é o primeiro ministro do STJ investigado no caso, cujas apurações tramitam no Supremo desde 2024. A investigação aponta decisões do ministro sob suspeita de terem relação com Andreson e sua esposa, Mirian Ribeiro, além de transferências a um funcionário que atou no gabinete dele em 2019, e saiu do tribunal em 2021. Procurado por meio da assessoria do STJ, Moura Ribeiro disse que “desconhece a existência de investigação instaurada sobre decisões que tenha proferido”. “O servidor citado pelo jornal atuou como ‘assistente de plenário’ de 30/01/2019 a 16/06/2019, tendo antes trabalhado em outro gabinete, e foi exonerado da função após atuação irregular, a pedido do próprio ministro”, informou. “Magistrado há mais de quatro décadas, o ministro Moura Ribeiro tem trajetória honrada e enfatiza que são completamente improcedentes quaisquer tentativas de associá-lo a fatos criminosos.” A defesa de Andreson e Mirian sempre negou que ele tivesse cometido irregularidades. Procurado, o advogado dos dois, Eugênio Pacelli, diz que “não surpreende a busca de alguma autoridade para legitimar a permanência da jurisdição do STF” e que a própria PF diz que ainda não tem elementos suficientes para concluir se o ministro cometeu irregularidades. O foro especial de integrantes do STJ é no Supremo. Em maio, a PGR (Procuradoria-Geral da República) denunciou nove pessoas na investigação sobre suspeita de vendas de decisões judiciais no STJ. Entre os denunciados, estão Andreson e Mirian. Também foram denunciados um ex-servidor do STJ que trabalhou em diversos gabinetes, e o ex-chefe de gabinete da ministra Isabel Gallotti. Até aquele momento, nenhum ministro do tribunal era investigado, e a denúncia não menciona suspeitas de irregularidades sobre qualquer membro da corte. Estêvão, que é proprietário do portal de notícias Metrópoles, foi condenado por corrupção ativa, peculato e estelionato e começou a cumprir pena de prisão em Brasília em 2016. Em 2019, passou para o regime semiaberto e, em 2021, para o aberto, em prisão domiciliar. Em 2023, o último indulto de Natal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) beneficiou o empresário. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalMDB Movimento Democrático BrasileiroPresidente da RepúblicaPSB Partido Socialista BrasileiroPSLPT Partido dos TrabalhadoresSenadorUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PF investiga suspeita de venda de decisões do STJ em benefício de empresário Luiz Estevão 23/07/2026 Eduardo Bolsonaro volta a descredibilizar sistema eleitoral após dado falso de Flávio sobre urnas 23/07/2026 “Se eu tomasse uma facada ganhava a eleição”: Joice Hasselmann revela o que Bolsonaro disse em 2018 (VIDEO) 23/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Justiça dá 72 horas para Prefeitura de SP responder ação popular que questiona terceirizar três escolas Presidente Lula precisa vetar projeto que reduz Floresta Nacional do Jamanxim Ex-ministro de Lula demitido após fraudes
Tarifaço: EUA confirmam nova tarifa de até 12,5% contra ‘trabalho forçado’ para o Brasil e outros parceiros comerciais

Tarifaço: EUA confirmam nova tarifa de até 12,5% contra ‘trabalho forçado’ para o Brasil e outros parceiros comerciais A investigação concluiu que a entrada desses produtos nos mercados globais não apenas prejudica a lucratividade de empresas éticas, mas também incentiva a manutenção do trabalho escravo moderno. Mais de 2 mil itens entraram em uma ampla lista de exceções. Por g1 23/07/2026 O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa em um comício para dar início à Great American State Fair (Grande Feira Estadual Americana) em celebração ao 250º aniversário da independência dos EUA, no National Mall, em Washington, D.C., EUA, 24 de junho de 2026. — Foto: Reuters/Evan Vucci São Paulo – Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23) a aplicação de uma nova tarifa sobre importações de cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. As alíquotas variam entre 10% e 12,5% e entram em vigor às 0h01 desta sexta-feira (24), no horário de Washington. Segundo o governo americano, a decisão é resultado de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. A apuração concluiu que esses países adotam práticas comerciais consideradas desleais por não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. “Os Estados Unidos têm uma proibição de importação de trabalho forçado há quase um século e a aplicam rigorosamente. Já passou da hora de nossos parceiros comerciais fazerem o mesmo”, disse o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer. “A ação de hoje começará a corrigir o que é, ao mesmo tempo, um abuso dos direitos humanos e uma prática comercial distorcida, contribuindo para melhorar o bem-estar dos trabalhadores em todo o mundo.” O governo americano adotou dois tipos de tarifas: Países que adotaram medidas para proibir essa prática estarão sujeitos à tarifa de 10%. Aqueles que não implementaram essas restrições foram enquadrados na alíquota de 12,5% — caso do Brasil. Mais uma vez, porém, os principais produtos da pauta exportadora brasileira ficaram de fora da medida, pois estão na extensa lista de exceções definida pelo USTR. Ao todo, são mais de 2 mil itens que não serão taxados para nenhuma das economias. (veja aqui a lista de produtos isentos) Segundo a Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham), a nova tarifa alcançará cerca de 3 mil produtos brasileiros, correspondentes a US$ 12,5 bilhões em exportações anuais aos EUA. “Para 85,3% dessas vendas, equivalentes a US$ 10,7 bilhões, seus efeitos serão cumulativos com as tarifas de 25% anunciadas na semana anterior, resultando em sobretaxas de 37,5% — um dos níveis mais elevados aplicados pelos Estados Unidos a seus parceiros comerciais”. Segundo o relatório divulgado pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) no início de julho, essa prática foi considerada “irracional” e prejudica o comércio americano ao criar condições de concorrência consideradas desleais para empresas e trabalhadores dos EUA. A investigação concluiu que a entrada desses produtos nos mercados globais não apenas prejudica a lucratividade de empresas éticas, mas também incentiva a manutenção do trabalho escravo moderno ao permitir a circulação de mercadorias produzidas a custos artificialmente baixos. 🔎 O argumento é parecido ao utilizado pelos EUA para justificar a tarifa de 25% aplicada sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor na última quarta-feira (22). Com a nova medida, parte dos produtos do Brasil pode passar a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%. Como fica o Brasil? Em relação ao Brasil, o relatório afirma que, embora o país assuma compromissos de combate ao trabalho escravo em acordos de comércio e investimentos, ainda não possui uma proibição considerada efetiva pelos EUA para impedir a entrada de mercadorias produzidas nessas condições no mercado interno. O documento menciona a existência da Lista Suja do Trabalho Escravo, atualizada semestralmente pelo governo federal, mas ressalta que o foco da investigação americana foi a ausência de mecanismos para impedir a importação de bens produzidos com trabalho forçado em outros países. Nesta quinta-feira, o governo brasileiro afirmou que rechaça as novas tarifas e que iniciará imediatamente os trâmites para acionar a Lei da Reciprocidade. “Tendo em vista o caráter completamente arbitrário e injustificado das tarifas anunciadas contra o Brasil, iniciaremos imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e levaremos o tema ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC.” 🔎 A Lei de Reciprocidade é um mecanismo que permite a um país aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que recebeu. Na prática, se um governo estrangeiro impõe sanções ou barreiras unilaterais consideradas “injustas”, o Brasil pode usar a norma para reagir na mesma moeda, adotando restrições equivalentes para reequilibrar as relações e proteger a economia. Em nota, o governo brasileiro afirmou que “na ausência de base interna legal para sustentar sua política comercial protecionista o USTR optou por manipular tema caro aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo para acusar 59 países e a União Europeia de práticas desleais”. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o tarifaço foi uma forma de o governo de Donald Trump retomar “na marra” as “tarifas recíprocas”, derrubadas pela Suprema Corte dos EUA. “Essa tarifa pega 99% das exportações para os EUA, o que me faz concluir que é um mero expediente para substituir aquela tarifa anterior, que caiu na Suprema Corte. O próprio presidente Trump disse, então, que daria um jeito de fazer a tarifa voltar. Deram um jeito. Não tem justificativa”, disse o ministro em entrevista à BandNews TV. “O governo rechaça, com todas as forças, mais essa tarifa injustificada, unilateral aplicada a um país que tem renda per capita menor do que os EUA e tem déficit em relação aos EUA”, afirmou ele. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que a tarifa é indevida e se baseia em “fatos que não são reais”. “O Brasil tem compromissos históricos com o combate ao trabalho forçado, com a prevenção, o controle, a fiscalização e o acolhimento das vítimas. O Brasil é signatário de todos os instrumentos da OIT. Não abona nem apoia
PL vê desgaste de Flávio em convenção após inquérito aprovado por Mendonça

PL vê desgaste de Flávio em convenção após inquérito aprovado por Mendonça De acordo com apuração de Pedro Venceslau, ao CNN 360º, PL vê dificuldades crescentes na pré-campanha de Flávio Bolsonaro após abertura de inquérito sobre aportes ao filme Dark Horse Por CNN Brasil 23/07/2026 PL vê desgaste de Flávio em convenção após inquérito aprovado por Mendonça O inquérito aprovado por André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), sobre os aportes ao filme Dark Horse ampliou o desgaste do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) às vésperas da convenção partidária, prevista para o próximo sábado (25). Durante o CNN 360º desta quinta-feira (23), o analista de Política Pedro Venceslau descreveu um clima de apreensão no entorno da pré-campanha. Segundo ele, o momento é delicado para o senador, que, às vésperas da convenção partidária, ainda busca ampliar sua coligação. “Havia conversas com Republicanos e Podemos, enquanto União Brasil e PP já declararam que vão ficar neutros nesta disputa eleitoral. Mas agora, praticamente, se torna impossível que Flávio Bolsonaro consiga fechar qualquer tipo de aliança com outros partidos do Centrão”, destacou Venceslau. O analista relatou que, mesmo entre lideranças do próprio campo da direita, há um clima de ceticismo em relação à campanha. “A impressão dessas fontes ligadas ao próprio PL é de que, mesmo que Flávio Bolsonaro apresente negativas que sejam consistentes, há sempre uma nova revelação pendente que acontece depois que ele se explica”, afirmou. Essa dinâmica, segundo Venceslau, mantém a pré-campanha em constante estado de alerta e vai minando qualquer expectativa de poder. “Que é o principal elemento nas negociações partidárias”, ressaltou. O silêncio de Flávio Bolsonaro diante da decisão mais recente sobre o caso Dark Horse foi destacado como sintomático. Antes disso, ele já havia gravado vídeos para explicar sua relação com Daniel Vorcaro, em função de negócios do escritório de advocacia. Além das questões nacionais, crises regionais também se acumulam, como a oficialização da candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará com apoio do Partido Liberal. Essa aliança foi pivô da desavença pública entre Flávio e Michelle Bolsonaro. A convenção do PL, prevista para sábado, deve reunir aliados de outros partidos, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). “É uma convenção que vai fazer de tudo para ter um clima de otimismo e de vitória, mas que vai acontecer sob forte clima de apreensão”, destacou Venceslau. Questionamento sobre urnas Outro ponto de atenção levantado pelo analista foi a declaração de Flávio Bolsonaro sobre o sistema eleitoral eletrônico. Aliados do “bolsonarismo raiz” optaram por “dobrar a aposta” na fala do senador, já que ela é pública e tende a repercutir ao longo de todo o processo eleitoral. “Reservadamente, aliados de Flávio no PL e em outras siglas dizem que ele precisa fazer esse gesto, que dialoga com a bolha bolsonarista, que anda dispersa“, afirmou Venceslau. O analista revelou que conversou com o senador Izalci Lucas (PL-DF), um dos que se posicionaram abertamente sobre o tema. O senador disse ao analista da CNN que “sou auditor e o que não é auditável não é confiável”, defendendo o voto impresso. “Uma bandeira que parecia superada e que não combina com esse figurino do ‘Flávio moderado’”, destacou Venceslau. O analista destacou que muitos foram pegos de surpresa com a declaração do senador. Outros bolsonaristas classificaram a fala como inapropriada no momento atual, por ter afastado aliados mais moderados. Notícia anterior Banco MasterGovernadorPL Partido LiberalPodemosPP ProgressistasPresidente da RepúblicaPSDBRepublicanosSenadorSTF Supremo Tribunal FederalUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PL vê desgaste de Flávio em convenção após inquérito aprovado por Mendonça 23/07/2026 Desesperado, Flávio Bolsonaro implora por apoio de Michelle: “Desculpa” 23/07/2026 Quem é Didê, administrador de recursos da Cedae preso no RJ 09/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Desesperado, Flávio Bolsonaro implora por apoio de Michelle: “Desculpa” Primeira delegacia construída no Brasil enfrenta infiltrações, mofo e estrutura precária Ex-ministro de Lula demitido após fraudes no INSS declara apoio ao petista Paulo Figueiredo comprou mansão de R$ 6,1 milhões nos EUA, mas deve R$ 4,9 milhões à União Ricardo Salles diz que Brasil devia ter ‘cedido’ para evitar tarifaço dos EUA: ‘Foi para o tudo ou nada’
Receita pede que PF compartilhe laudos de joias sauditas dadas a Bolsonaro

Receita pede que PF compartilhe laudos de joias sauditas dadas a Bolsonaro Pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, nessa quarta-feira (23) Por Jonatas Martins e Teo Cury | CNN Brasil 23/07/2026 Receita pede que PF compartilhe laudos de joias sauditas dadas a Bolsonaro Brasília e São Paulo – A Receita Federal solicitou que a PF (Polícia Federal) forneça os laudos periciais e outros documentos técnicos produzidos nos autos que analisam o conjunto de joias sauditas dadas ao ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), nessa quarta-feira (22). “Tal medida é imprescindível para a instrução do procedimento administrativo fiscal, viabilizando a análise de eventuais infrações à legislação aduaneira e assegurando o resguardo do interesse público”, alega a Receita Federal. O órgão de controle aduaneiro ainda ressalta destacou o fim do prazo decadencial, período em que a administração perderia o direito para a aplicação da pena pela falta de atitude. No caso, o limite é de cinco anos e termina em outubro deste ano. “A urgência no compartilhamento dos laudos periciais e demais documentos produzidos que revelem as especificações e valorações técnicas dos bens é, portanto, medida de rigor para viabilizar a atuação da administração e evitar o perecimento do direito estatal, em atendimento ao interesse público”, pontua. Caso das joias sauditas A Polícia Federal indiciou Bolsonaro, em 2024, pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e apropriação de bens públicos por tentar vender as joias sauditas dadas ao governo brasileiro nos Estados Unidos. Segundo o relatório da corporação, a venda dos itens teria como objetivo o enriquecimento ilícito do ex-presidente. O valor da operação é estimado em cerca de R$ 6,8 milhões. Em março, porém, a PGR pediu o arquivamento da investigação, argumentando que não há uma legislação clara que regulamente esse tipo de situação. Para o órgão, não é possível responsabilizar criminalmente alguém com base em cenários marcados por lacunas legislativas ou por forte divergência interpretativa sobre o que é lícito ou ilícito. Gonet ressaltou, no entanto, que sua análise se limita à esfera penal e não impede a apuração de eventuais responsabilidades em outras áreas, como na esfera civil ou administrativa. Ainda no mesmo mês, o TCU (Tribunal de Contas da União) decidiu que presentes de uso pessoal, recebidos por presidentes e vice-presidentes, não são patrimônios públicos e podem continuar com os políticos ao saírem do cargo. No início deste mês, Moraes determinou a transferência da custódia das joias sauditas dadas de presente pela Arábia Saudita ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Atendendo a um pedido da Receita Federal e acatando a um parecer favorável da PGR (Procuradoria-Geral da República), o magistrado decidiu arbitrar pelo envio dos itens de uma agência da Caixa Econômica Federal para a Alfândega do Aeroporto de São Paulo. Notícia anteriorPróxima notícia CEF Caixa Econômica FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaReceita FederalSTF Supremo Tribunal FederalTCU Tribunal de Contas da União Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Receita pede que PF compartilhe laudos de joias sauditas dadas a Bolsonaro 23/07/2026 A nova ofensiva do MP do Rio contra núcleo do antigo gabinete de Carlos Bolsonaro 23/07/2026 PF investiga suspeita de venda de decisões do STJ em benefício de empresário Luiz Estevão 23/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Escritório de Flávio Bolsonaro teve apenas dois clientes, disse administradora: “um é uma igreja” O Brasil nega vistos a delegação dos EUA com o objetivo de contestar o sistema eleitoral, dizem autoridades Rio registra, em média, cinco roubos a estabelecimentos comerciais por dia em, 2025; capital concentrou quase 60% dos casos Justiça dá 72 horas para Prefeitura de SP responder ação popular que questiona terceirizar três escolas ‘Senador prestador de serviços: o consultor Flávio Bolsonaro na rede de Vorcaro’ (VIDEO)
Desesperado, Flávio Bolsonaro implora por apoio de Michelle: “Desculpa”

Desesperado, Flávio Bolsonaro implora por apoio de Michelle: “Desculpa” Aceno ocorre após a ex-primeira-dama publicar vídeo em que acusa Flávio de ataques misóginos Por Marcelo Hailer | Fórum 23/07/2026 Flávio e Michelle Bolsonaro – Reprodução Abandonado pelo Centrão e enrolado até o pescoço em esquemas com Daniel Vorcaro, o senador e pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, publicou um vídeo em suas redes sociais, em completo desespero, no qual suplica pelo apoio de Michelle Bolsonaro. Completamente desconfortável, Flávio Bolsonaro diz que é preciso unir a direita “em prol do Brasil” e, então, dirige-se a Michelle Bolsonaro: “Eu quero, mais uma vez, me dirigir à Michelle. Todos nós reconhecemos o grande trabalho que ela fez no PL Mulher […] Ninguém é perfeito, eu não sou perfeito e, mais uma vez, peço desculpas por alguns momentos que causaram desconforto […] Nunca foi a minha intenção desrespeitar ninguém, ainda mais a esposa do meu pai […] As portas estão abertas.” “Dark Horse”: Mendonça autoriza PF investigar milhões de Vorcaro para filme de Bolsonaro André Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) para investigar os milhões gastos na produção de Dark Horse, filme sobre a vida do ex-presidente condenado Jair Bolsonaro (PL). A decisão, tomada após parecer favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet, atende solicitação da própria PF e abre caminho para apurar se recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, pedidos pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foram de fato usados na produção ou desviados para outras finalidades, incluindo despesas pessoais de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e ações de lobby político junto ao governo Donald Trump. Gonet concluiu que há elementos suficientes para a abertura formal do inquérito que apure os repasses relacionados ao filme Dark Horse. A relatoria do caso chegou a Mendonça por definição do presidente do STF, Edson Fachin, no fim de junho. O percurso institucional, portanto, passou pela PF, pela PGR e pelo próprio Supremo antes de resultar na autorização. O fato de a investigação ter sido impulsionada pela própria cúpula da Polícia Federal, com o aval do Ministério Público e a chancela do Supremo, confere ao inquérito um peso que vai além de uma disputa político-partidária: é o aparato de persecução penal do Estado pedindo para investigar a família do ex-presidente. O que a PF vai investigar No centro da investigação está o destino dos milhões enviados por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, ao exterior. Segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, em entrevista à GloboNews em junho, “há necessidade de instaurar um inquérito para apurar todas essas circunstâncias que permeiam esses episódios”. O ponto de partida é a solicitação feita por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, ao ex-banqueiro, sob a justificativa de financiar o longa-metragem sobre o pai. Uma das principais suspeitas da PF é que parte dos valores tenha bancado despesas de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, onde ele reside. A PF também quer apurar se os recursos foram usados para ações de aliados de Jair Bolsonaro junto ao governo Trump. O caminho financeiro investigado envolve a empresa Entre Investimentos e Participações, ligada a Vorcaro, que teria transferido os valores a um fundo controlado por aliados de Eduardo e sediado no Texas. Reações e posicionamentos anteriores Flávio Bolsonaro não se manifestou sobre a decisão de Mendonça até o momento. Anteriormente, o senador já havia negado qualquer irregularidade, afirmando que a solicitação a Vorcaro foi feita exclusivamente para o filme e que os aportes foram direcionados a um fundo com estrutura jurídica própria e fiscalização nos Estados Unidos. Eduardo Bolsonaro, por sua vez, classificou as suspeitas da PF de “toscas” em maio, argumentando que seu status de migração nos EUA à época vedaria o recebimento de valores. “Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo, apenas cedi meus direitos de imagem”, afirmou, acrescentando ter explicado às autoridades americanas “toda a origem” de seus recursos. O caso ganhou tração institucional depois da divulgação de um áudio em que Flávio Bolsonaro pede dinheiro a Vorcaro para o longa-metragem. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) acionou o STF com base nessa revelação, pedindo investigação. A PGR, no entanto, se manifestou pelo arquivamento do pedido de Lindbergh, e foi a solicitação da própria PF que prevaleceu como gatilho para o inquérito agora autorizado por Mendonça. Notícia anterior Banco MasterDeputado FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Desesperado, Flávio Bolsonaro implora por apoio de Michelle: “Desculpa” 23/07/2026 Quem é Didê, administrador de recursos da Cedae preso no RJ 09/07/2026 Apesar da proibição de atividade política, Bolsonaro decidirá vice de Flávio, diz Valdemar 21/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Para bom entendedor: partidos levam a sério a ameaça do TRE-RJ de barrar candidatos investigados por ligação com o crime organizado Tal pai (Jair Bolsonaro), tal filho (Flávio), ambos golpistas Supermercado era mais barato com Bolsonaro? Deputado desmascara Flávio e mostra a verdade (VIDEO) TSE desmente Flávio Bolsonaro sobre urnas com mesmo texto que contestou o pai em 2022 Como nascem os jabutis
Escritório de Flávio usa mesma contabilidade do Careca do INSS

Escritório de Flávio usa mesma contabilidade do Careca do INSS E-mail da Voga Serviços Contábeis aparece na nota fiscal emitida por Flávio Bolsonaro a empresa usada por Daniel Vorcaro, do Master Por Andre Shalders | Metrópoles 23/07/2026 Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Reprodução/Flow Podcast O pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) utiliza os serviços da mesma firma de contabilidade usada por Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. A informação está nas notas fiscais de serviços advocatícios do escritório Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia, reveladas pela coluna de Tácio Lorran no Metrópoles nesta quarta-feira (22/7). Ao todo, o escritório de Flávio Bolsonaro emitiu três notas fiscais de 500 mil cada para empresas usadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Duas delas foram canceladas. Da terceira, não consta cancelamento. No cabeçalho da nota fiscal, é possível ver o endereço do escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro, seguido do telefone e do endereço de e-mail “joyce@vogasc.com.br”. O domínio pertence à Voga Serviços Contábeis, empresa de Alexandre Caetano dos Reis e usada pelo Careca. Além disso, nos dados da Receita Federal, consta o nome de Letícia Caetano dos Reis como “administradora” do escritório de Flávio. Ela é irmã de Alexandre Caetano. Segundo o relatório final da CPMI do INSS, Alexandre Caetano dos Reis era o responsável técnico pela Brasília Consultoria Empresarial S.A., a principal empresa do Careca. “O contador Alexandre Caetano dos Reis exerce funções contábeis em empresas diretamente relacionadas ao núcleo empresarial de Antônio Carlos Camilo Antunes (o Careca do INSS)”, diz o relatório final da CPMI do INSS. Em dezembro passado, Alexandre Caetano dos Reis foi preso pela Polícia Federal (PF), por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Além do Careca do INSS, Alexandre Caetano dos Reis é contador de empresas do senador Weverton Rocha (PDT-MA) — um filho dele também foi assessor do PDT no Senado Federal, sob a liderança de Weverton. A coluna procurou a campanha de Flávio Bolsonaro para comentários no começo da tarde de hoje (23/7). A manifestação dele será incluída tão logo seja recebida. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterCPMI Comissão Parlamentar Mista de InquéritoFraudes no INSSPDT Partido Democrático TrabalhistaPL Partido LiberalPolícia Federal PFReceita FederalSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Escritório de Flávio usa mesma contabilidade do Careca do INSS 23/07/2026 O Brasil nega vistos a delegação dos EUA com o objetivo de contestar o sistema eleitoral, dizem autoridades 26/07/2026 Justiça determina medidas para auxiliar na recuperação de valores do Rioprevidência pelo RJ em caso envolvendo a Master 25/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Justiça determina medidas para auxiliar na recuperação de valores do Rioprevidência pelo RJ em caso envolvendo a Master Smartmatic: o que é a empresa venezuelana citada em discurso de Flávio Bolsonaro e qual a relação dela com o Brasil Caiado faz piada com Eduardo Bolsonaro e desperta ira do clã e aliados Escritório de Flávio usa mesma contabilidade do Careca do INSS Presidente Lula precisa vetar projeto que reduz Floresta Nacional do Jamanxim
Violência avança em Maranguape (CE), que segue como cidade mais violenta do Brasil

Violência avança em Maranguape (CE), que segue como cidade mais violenta do Brasil Cidade da Grande Fortaleza teve taxa de mortes violentas cinco vezes maior que média nacional em 2025; escalada de mortes é impulsionada por disputa por controle do território entre facções criminosas Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará informou que os municípios cearenses apresentaram redução nos índices de mortes violentas no primeiro semestre de 2026 Por João Pedro Pitombo | Folha de S.Paulo 23/07/2026 Pichação em muro em esquina que dá acesso a Maranguape, no Ceará, cidade com a maior taxa de mortes violentas intencionais do país – Jarbas Oliveira – 23.jul.2025 / Folhapress Salvador – A cidade de Maranguape, na região metropolitana de Fortaleza, fechou o ano de 2025 como o município com maior taxa de mortes violentas do Brasil entre aqueles com mais de 100 mil habitantes. Foram 100,3 mortes violentas intencionais para cada 100 mil moradores — uma taxa cinco vezes superior à média nacional, de 19,1 por 100 mil habitantes, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. É o segundo ano consecutivo que a cidade cearense ocupa a primeira posição do ranking do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. No ano passado, a taxa de mortes violentas foi de 79,9. O levantamento inclui homicídios dolosos, lesões corporais seguidas de morte, roubo seguido de morte, feminicídios, e mortes decorrentes de intervenção policial. A escalada de mortes violentas em Maranguape é impulsionada por uma disputa por controle do território entre facções com atuação nacional, associadas a grupos criminosos locais. Localizada na Grande Fortaleza, Maranguape possui uma posição estratégica por estar próxima do aeroporto e de importantes corredores rodoviários, como a CE-065 e a BR-222, utilizados como rotas logísticas para o tráfico de drogas. Nos bairros da periferia da cidade, muros são pichados com ordens de grupos criminosos para os carros andem com os vidros abaixados e motociclistas circulem sem capacete. Em julho de 2025, a reportagem da Folha esteve na cidade e precisou deixar o município após sofrer ameaças de dois homens. Maranguape não vive uma situação é isolada. O município é parte de um cinturão de cidades da Grande Fortaleza que aparecem entre as mais violentas do país em 2025, segundo o levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Maracanaú, quarta maior cidade do estado com 251 mil moradores, aparece na terceira posição dentre os municípios mais violentos do país, com taxa de 80,7 mortes por 100 mil habitantes. Em sétimo lugar aparece Caucaia, segunda maior cidade do estado com 378 mil habitantes. O município, que registrou uma taxa de 66,6 mortes violentas para cada 100 mil habitantes, fica nas proximidades do porto do Pecém e da BR-020, o que a transforma em área estratégica para o tráfico. A proximidade com portos e rodovias são um elemento comum entre as cidades cearenses com maior taxa de mortes violentas. Para o Fórum Brasileiro de Segurança, as rodovias funcionam como corredores logísticos para o transporte de drogas pelo interior do país, enquanto os portos são utilizados como rotas de saída da cocaína para o mercado internacional. Em fevereiro de 2025, por exemplo, a Polícia Federal apreendeu cerca de 450 quilos de cocaína nos portos de Pecém e Mucuripe, escondidos em contêineres para exportação de cera de carnaúba e polpa de manga congelada. Oitavo estado brasileiro em população, o Ceará registrou no ano passado uma redução de 7,5% no número de assassinatos, mas segue entre as unidades da federação mais violentas do país, cenário que faz da segurança o principal desafio do governador Elmano de Freitas (PT). Proporcionalmente, o Ceará é o terceiro estado do país com maior taxa de mortes violentas. Em números absolutos, fica em quatro lugar, com 3.220 mortes, atrás de Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo. Nos últimos anos, o Comando Vermelho, facção com origem no Rio de Janeiro, avançou sobre áreas dominadas pelo cearense GDE (Guardiões do Estado) nos últimos anos. Para fazer frente ao inimigo externo, a facção local se aliou ao TCP (Terceiro Comando Puro), outra facção originária do Rio. A presença mais ostensiva dos grupos criminosos com atuação nacional veio acompanhada de práticas como a exploração ilegal dos serviços de internet, a extorsão de moradores e comerciantes. “Há um movimento de disputa entre as facções muito violento, que aumenta a letalidade porque eles têm métodos de dominação na base da violência. Isso está acontecendo no Brasil todo. Não é uma peculiaridade do Ceará”, disse à Folha em novembro de 2025 o secretário estadual de Segurança Pública, Roberto Sá. Outro fenômeno associado à presença das facções que preocupa é a expulsão de famílias de suas casas por determinação de criminosos, prática registrada em municípios como Caucaia, Maracanaú, Maranguape e Fortaleza, segundo o Fórum. A Secretaria de Segurança Pública do Estado identificou ao menos 219 casos de deslocamentos forçados de famílias no Ceará no período janeiro de 2024 e setembro de 2025, o que equivale a dez casos por mês no período. O levantamento cruzou dados dos registros policiais e informações de inteligência. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará informou que os municípios cearenses mencionados no Anuário apresentaram redução nos índices de mortes violentas no primeiro semestre de 2026. Também destacou o trabalho dos agentes de Segurança Pública do Ceará, que resultou na apreensão de 725 armas de fogo em 2025 apenas nas cidades de Maranguape, Maracanaú e Caucaia. As prisões em flagrante e por cumprimento de mandados de prisão também cresceu no ano passado nesses municípios, com 261 pessoas detidas. A secretaria também apontou a nomeação de 5.000 novos profissionais de segurança desde 2023 e destacou a criação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa da Região Metropolitana de Fortaleza, com com quatro delegacias para investigar as mortes violentas em Caucaia, Maranguape, Maracanaú e Pacatuba. Notícia anteriorPróxima notícia Caucaia CEFortaleza CEGovernadorMaracanaú CEMaranguape CEMucuripe CEPacatuba CEPecém CEPolícia Federal PFPT Partido dos Trabalhadoresrodovia BR-020rodovia BR-222rodovia CE-065 Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Violência avança em Maranguape (CE), que segue como cidade mais violenta do Brasil 23/07/2026 Deputado revela ajuda israelense em projeto que pode afetar muçulmanos 27/07/2026 Com Flávio, Eduardo e Figueiredo, EUA preparam terreno para não reconhecer eleição no BR 27/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2