Politicaria é um termo pejorativo que define a prática da política voltada para interesses particulares, mesquinhos ou clientelistas. É o famoso “toma lá, dá cá” ou a troca de favores em benefício próprio.

As consequências do 

seu voto

Vídeo registra viagem de Moraes em jatinho de Vorcaro após novo contrato de R$ 50 milhões (VIDEO)

Vídeo registra viagem de Moraes em jatinho de Vorcaro após novo contrato de R$ 50 milhões

Vídeo registra viagem de Moraes em jatinho de Vorcaro após novo contrato de R$ 50 milhões Moraes e a defesa do escritório afirmam que esse segundo contrato jamais existiu ou foi assinado; sobre o uso do jato, o ministro respondeu que nunca viajou em aeronaves do ex-banqueiro Por Lauro Jardim | O Globo 20/09/2026 Alexandre de Moraes e Viviane Barci, esposa do ministro, saindo de jatinho ligado a Daniel Vorcaro — Foto: Divulgação Numa nota oficial que o seu gabinete emitiu em abril, Alexandre de Moraes foi peremptório. Disse que “jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro”. Não é bem assim. Foram vários voos e pelo menos um deles, ocorrido em 22 de agosto de 2025, está registrado em vídeo (veja abaixo). Nele, Moraes e Viviane Barci aparecem desembarcando de um jatinho no Aeroporto Santos Dumont. Foram recebidos na pista com todas as honras que merecem um excelentíssimo ministro do Supremo e sua mulher. Um dos seguranças, prestativo, carregou as duas malas do casal. O Legacy 650, prefixo PP-NLR, pertencia oficialmente a uma empresa de Vorcaro. Três meses antes, mais exatamente em 12 de maio, segundo investigações da PF, o escritório de Viviane fechara um contrato de R$ 50 milhões para “prestação de serviços e honorários advocatícios” com uma empresa do banqueiro (isso tudo além do contrato mais polpudo, de R$ 131 milhões, com o Master). Parte desse total seria pago com cotas de um jato e de um helicóptero, ainda de acordo a PF. O jato era justamente — olha só a coincidência — esse em que o casal viajou para o Rio de Janeiro. No mês anterior à viagem, o BC já havia enviado um comunicado ao MPF apontando fortes indícios de crime de gestão fraudulenta nas operações entre o BRB e o Master. Moraes e a defesa do escritório afirmam que esse segundo contrato jamais existiu ou foi assinado. Numa troca de mensagens de WhatsApp capturadas do celular de Daniel Vorcaro pela PF (veja os prints abaixo), o então banqueiro perguntou a Marcos Matta em 16 de julho de 2025: “Eles não estão usando?”. Referia-se a Moraes e Viviane. Matta, dono da PrimeYou, empresa que geria o uso do jatinho e do helicóptero, respondeu: “Liberado desde quando você me pediu, já a usar sim. Já usaram aviões e helicópteros. O variável não cobrei ainda, devido mudança de contrato de Barci para a outra empresa deles Lux” (aqui, Motta faz referência, na verdade, à Lex, outra empresa da família Moraes). Ao que Vorcaro pede: “Fica em contato com eles pra eles poderem usar”. A julgar pela reação de Motta, essa preocupação do banqueiro nem era necessária: “Já tinha deixado desde o primeiro dia, vou reforçar”. Procurado na sexta-feira sobre o uso do jato, Moraes repetiu o que dissera em abril. Ou seja, que nunca viajou em aeronaves de Vorcaro. Assista ao vídeo clicando aqui Mensagem entre Vorcaro e Marcos Matta sobre uso de jato por Moraes — Foto: Divulgação Mensagem entre Vorcaro e Marcos Matta sobre uso de jato por Moraes — Foto: Divulgação Notícia anterior Banco Central BC BACENBanco de Brasília BRBBanco MasterMPF Ministério Público FederalPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Vídeo registra viagem de Moraes em jatinho de Vorcaro após novo contrato de R$ 50 milhões 20/09/2026 Foto no telefone de Daniel Vorcaro mostra Paulo Gonet fumando charuto com ex-banqueiro em Londres 19/09/2026 Polícia e MP investigam possível vazamento de informações de operação que mirou integrantes do PCC e Milton Leite em SP 18/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Vorcaro autorizou cartões de crédito com limite de R$ 300 mil para filhos de Moraes, aponta mensagem 01/09/2026 Exonerações de fantasmas levam à economia de R$ 221 milhões no Rio 25/08/2026 Vorcaro disse para não pagar Barci por Pix: “Não é bom” 01/09/2026 Entidades pedem que OCDE cobre do STF julgamento sobre provas da Odebrecht anuladas por Toffoli 10/09/2026 Moraes descartou impedimento para escritório da esposa atender Banco Master, diz nota 01/09/2026

Do grafite embaixo da unha à ‘urna grávida’, criador da urna eletrônica explica fraudes que inspiraram fim da votação em papel 30 anos atrás

Do grafite embaixo da unha à 'urna grávida', criador da urna eletrônica explica fraudes que inspiraram fim da votação em papel 30 anos atrás

Do grafite embaixo da unha à ‘urna grávida’, criador da urna eletrônica explica fraudes que inspiraram fim da votação em papel 30 anos atrás Urna eletrônica, que completa 30 anos em 2026, surgiu a partir de fraudes comuns que ocorriam quando eleições brasileiras eram decididas em cédulas de papel. Por Diego Nuñez | g1 RS 20/09/2026 Voto em papel nas eleições de 1990, no DF — Foto: TV Globo/Arquivo Há 30 anos, era lançada a urna eletrônica brasileira. Utilizada em larga escala pela primeira vez nas eleições municipais de 1996, foi criada para prevenir fraudes que ocorriam com o voto de papel. A prática era tão comum que os métodos de fraude eram conhecidos pelo nome: o voto formiguinha, a urna emprenhada, a mão mágica, o bico de pena e o mapismo eram táticas recorrentes colocadas em prática nas zonas eleitorais de todo o país. Entenda abaixo como era cada uma das fraudes. “O cenário que vivíamos foi o grande motivador para uma grande transformação. Nós votávamos em uma eleição no papel com muita intervenção humana”, afirma Giuseppe Janino, um dos criadores da urna eletrônica. “E onde há intervenção humana, há três atributos vinculados ao ser humano: a lentidão, a prática de erros e muitas fraudes desenvolvidas no processo. Um portfólio de fraudes só é limitado pela criatividade do brasileiro”, diz o ex-secretário de tecnologia da informação do TSE, um dos autores do projeto do sistema de votação brasileiro. Com o voto de papel, a apuração do resultado das eleições podia levar dias ou até semanas para ser concluída. Já com o voto eletrônico, os candidatos eleitos são conhecido no mesmo dia em todo o país, horas depois da votação ser finalizada. Também eram comuns erros de preenchimento de cédulas, rasuras e votos anulados por falhas formais. O próprio TSE reconhece problemas como a demora e a ocorrência de fraudes nas votações. “A demora era comum em eleições de grande porte. Em muitos casos, o resultado final só era conhecido dias após a votação. Além disso, problemas como rasuras em cédulas, preenchimento incorreto e fraudes durante a contagem comprometiam a confiabilidade do processo”, afirma a Corte Eleitoral em uma publicação. Voto formiguinha A prática do “voto formiguinha” consistia na abordagem de um eleitor na fila da votação e na troca da cédula oficial por um papel comum. O eleitor recebia a cédula do mesário, mas colocava um papel comum na urna. “Quando o eleitor saía, entregava para aquele despachante (o golpista) a cédula em branco. O despachante preenchia aquela cédula e entregava no próximo da fila”, explica Janino. O golpe, portanto, funcionava de forma sequencial: outro eleitor que estava na fila recebia a cédula já preenchida, entrava no local de votação com ela, recebia a cédula em branco do mesário, mas colocava a já preenchida na urna. Depois, entregava a cédula oficial em branco ao golpista, que repetia o processo com outro eleitor. “Ele ia recebendo lá fora as cédulas oficiais em branco, ia preenchendo e negociando com o pessoal da fila cada uma daquelas transações.” Urna grávida Há mais de 30 anos, as urnas eram abertas na frente de representantes dos partidos para demonstrar a lisura do processo. Elas eram, então, seladas e enviadas vazias para os locais de votação. Contudo, era possível burlar esse procedimento e “engravidar” a urna com cédulas fraudadas antes do início da votação. “Algumas urnas misteriosamente apareciam mais pesadas na véspera da eleição. Ou seja, já com votos dentro, cédulas oficiais preenchidas”, lembra Janino. Essa fraude ficou conhecida como “urna emprenhada”, pois já chegava “grávida de cédulas” ao local de votação. Mão mágica A mão mágica era um processo mais simples, que envolvia habilidade. Após a eleição, as cédulas de papel eram dispostas em uma mesa para apuração e contagem de votos, o que dava acesso a possíveis fraudadores ao total de cédulas daquela seção. “Com um pouquinho de habilidade, você passava a mão em cima de uma cédula e, ou subtraia uma, ou inseria outra”, diz o matemático. Bico de pena O bico de pena era uma das técnicas mais refinadas de fraude. À época, quando a cédula era inserida na urna sem ser preenchida era considerada como um “voto em branco”. No momento em que o escrutinador fazia a contagem de votos e escrevia em uma planilha de papel, ele identificava a cédula em branco e podia escrever o voto para determinado candidato. “Havia, inclusive, uma técnica de colocar um grafite embaixo da unha. Quando ele abria uma cédula em branco, já dava um jeito de rabiscar um número naquela cédula”, afirma Janino. Mapismo Em uma etapa posterior, quando os votos passavam a ser computados em uma planilha física, eles poderiam ser manipulados de um candidato para outro, geralmente dentro de uma mesma legenda. Por exemplo, se dois candidatos receberam 50 votos, poderia ser registrado 80 para um e 20 para outro, mantendo-se o total de 100 votos. Também era possível inverter a votação de dois candidatos, ao se manipular as linhas e colunas daquelas planilhas. Ou mesmo votos nulos e brancos poderia ser contabilizados para determinados candidatos nessa planilha. “Quando os dados estavam na planilha, os votos brancos e nulos eram ali direcionados para um determinado candidato, o que era chamado a fraude do mapismo”, explica Janino. Como funciona a urna eletrônica A urna eletrônica não é conectada à internet, ao Wi-Fi ou ao Bluetooth. Durante a votação, ela funciona de forma isolada e executa apenas programas previamente inspecionados, segundo o TSE. Antes das eleições, os sistemas utilizados na votação passam por etapas de inspeção, testes e fiscalização. Após, são gravados em mídias e lacrados para serem utilizados nas urnas. Os eleitores de cada seção também estão cadastrados nas suas respectivas urnas. Com a identificação, o mesário habilita a urna para a votação. Os votos são registrados individualmente, à medida que são inseridos na urna: cada voto digitado por cada eleitor representa um único arquivo. Os votos são armazenados em ordem aleatória, de modo que não seja possível associar um

Emendas de Bilynskyj a 6 cidades de SP foram à mesma empresa sem licitação

Emendas de Bilynskyj a 6 cidades de SP foram à mesma empresa sem licitação

Emendas de Bilynskyj a 6 cidades de SP foram à mesma empresa sem licitação Cidade que contratou EBTS em pregão com emenda de Bilynskyj é alvo de pedido de impugnação. Dono da empresa é investigado por fraude Por Milena Vogado | Metrópoles 19/09/2026 Deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP) | Vinicius Loures/Câmara dos Deputados Emendas parlamentares do deputado federal e delegado Paulo Bilynskyj (PL), destinadas a sete diferentes cidades do estado de São Paulo, pagaram a mesma empresa: a EBTS – Empresa Brasileira de Tecnologias e Sistemas. Em seis municípios, não houve processo de licitação. No sétimo, em São José do Rio Preto, a disputa pela prestação de serviços públicos é alvo de um pedido de impugnação. A segunda colocada alega que houve irregularidades no certame. As emendas foram enviadas às cidades de São Carlos, São Pedro, Itapecerica da Serra, Taboão da Serra, Cordeirópolis, Araçatuba e São José do Rio Preto em outubro do ano passado, como mostra o Portal da Transparência do governo federal. As cinco primeiras receberam R$ 297 mil e as duas últimas, R$ 321.750,00, totalizando mais de R$ 2,1 milhões, mais tarde destinados à EBTS. O dono da empresa, Adolfo Jachinski Neto, é suspeito de integrar um esquema que teria fraudado uma licitação milionária da Secretaria de Segurança Pública do Paraná. O processo que investiga o empresário corre sob sigilo. Todos os municípios de SP que receberam emendas de Bilynskyj contrataram a EBTS para a aquisição de um simulador de tiro para a Guarda Civil Municipal. O produto é um dos principais carros-chefes da empresa, que tem sede em Curitiba, onde o deputado federal se formou em direito. O vereador de São José do Rio Preto Alexandre Montenegro (PL) acionou o Ministério Público de São Paulo (MPSP), o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) solicitando uma apuração do caso. Bilynskyj e os municípios beneficiados pelas emendas negam irregularidades (veja mais abaixo). Contatada pelo Metrópoles, a EBTS indicou um escritório de advocacia para responder à reportagem. O escritório, no entanto, não retornou até a publicação desta matéria. A defesa de Adolfo Jachinski Neto não foi localizada. O espaço segue aberto. Edital “sob medida”: segunda colocada aponta favorecimento à EBTS A empresa SINTRES Systems Simuladores Ltda. entrou com um pedido de impugnação contra o pregão eletrônico nº 427/2025 da Prefeitura Municipal de São José do Rio Preto, em 31 de dezembro, após perder a disputa para a EBTS. Como nos demais casos, o certame tinha como objeto a aquisição de um estande de tiro virtual para o treinamento da guarda municipal. Esse, no entanto, foi o único dos sete municípios analisados que abriu processo licitatório. A SINTRES alega que o Termo de Referência (TR) e o Estudo Técnico Preliminar (ETP) não foram elaborados de forma isenta, sustentando que as diretrizes do edital reproduziram características exclusivas do portfólio da EBTS. Além disso, a empresa aponta falhas na pesquisa de mercado, afirmando que a prefeitura ignorou a existência de outros fabricantes do setor — como a própria SINTRES — para basear todo o planejamento licitatório nos dados da concorrente. Cerca de dois meses antes da abertura do pregão, representantes da EBTS estiveram na Secretaria Municipal de Segurança Pública de São José do Rio Preto para uma demonstração do simulador do tiro. Um vídeo encaminhado ao Metrópoles pelo vereador Montenegro mostra um trecho da reunião.  Bilynskyj e municípios negam irregularidades Em nota, Paulo Bilynskyj afirmou que as emendas foram destinadas a partir de solicitação da Guarda Civil e que “respeitam todos os critérios legais aplicáveis”. “Cabe ao município, por meio de seus órgãos competentes, a execução dos recursos, a definição de sua aplicação, a realização dos procedimentos licitatórios e a contratação de eventuais fornecedores. Ao deputado cabe a indicação e a destinação da emenda ao ente público beneficiário”, diz o texto. O gabinete do deputado afirmou ainda que parlamentar não participa de licitações municipais, não escolhe empresas e não interfere nas contratações realizadas pelo Poder Executivo local. “Assim, qualquer contratação decorrente da aplicação desses recursos é de responsabilidade da administração municipal”, esclareceu. As prefeituras de São Carlos, Araçatuba e Cordeirópolis confirmaram que receberam as emendas de Bilynskyj e que contrataram a EBTS com inexigibilidade de licitação com fundamento na Lei Federal nº 14.133/2021. A legislação prevê essa hipótese quando o equipamento só pode ser fornecido por produtor ou empresa exclusivos, destacou a gestão municipal de Cordeirópolis. O município ainda afirmou desconhecer, à época, suspeitas de fraudes envolvendo a EBTS e que o processo de contratação teve amparo técnico e jurídico. A Prefeitura de São José do Rio Preto também confirmou as informações e afirmou que o pregão contou com a participação de três empresas, em igualdade de condições. “A EBTS apresentou o menor preço e teve o equipamento aprovado na prova de conceito, conforme as exigências estabelecidas no edital. O pagamento ocorreu após o cumprimento das etapas previstas no processo administrativo”, diz a nota. Ainda conforme o município, o pedido de impugnação do processo licitatório foi analisado e a questão foi judicializada. “A contratação permanece válida, sem apontamento de irregularidade no procedimento municipal até o momento”, informou. A prefeitura também afirmou não ter recebido comunicação de órgão de controle ou decisão que aponte irregularidade na contratação. As prefeituras de São Pedro, Itapecerica da Serra e Taboão da Serra não responderam à reportagem. O espaço segue aberto. Outras 5 cidades paulistas beneficiadas por emendas de Bilynskyj Ao menos outros cinco municípios de SP receberam emendas parlamentares de Bilynskyj no final do ano passado. Capivari, Ilhabela, Ubatuba, Guarujá e Caraguatatuba obtiveram R$ 297 mil cada. Nenhuma delas destinou a verba até o momento. A Prefeitura de Ilhabela informou que o recurso será devolvido, “uma vez que o município não possui necessidade de aquisição de simulador virtual de tiro”. Já a Prefeitura de Caraguatatuba esclareceu que o valor permanece disponível em conta e que já abriu processo interno para execução do plano de ação. “No momento, o processo está em tramitação para aprovação do Termo de Referência (TR) e do Estudo Técnico Preliminar

Foto no telefone de Daniel Vorcaro mostra Paulo Gonet fumando charuto com ex-banqueiro em Londres

Foto no telefone de Daniel Vorcaro mostra Paulo Gonet fumando charuto com ex-banqueiro em Londres

Foto no telefone de Daniel Vorcaro mostra Paulo Gonet fumando charuto com ex-banqueiro em Londres Imagem publicada pelo jornal O Globo mostra Vorcaro sentado próximo a Gonet, separados por uma mesa com copos de uísque. O PGR aparece com um charuto nas mãos. Por Redação, g1 19/09/2026 Daniel Vorcaro e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, em Londres — Foto: Reprodução/Jornal O Globo Brasília – Uma imagem do procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao lado de Daniel Vorcaro, em Londres, no Reino Unido, está entre as mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro, que foi dono do Banco Master, pela Polícia Federal (PF). As informações são do jornal O Globo. Na foto publicada pelo jornal, Vorcaro aparece sentado próximo a Gonet e outros dois homens. O PGR aparece com um charuto nas mãos. Os quatro estão sentados, separados por duas mesas com copos de uísque. A imagem foi enviada a Vorcaro pelo advogado Ciro Soares, ex-defensor do Banco Master, em 19 de junho de 2025, seguida da mensagem “PG me mandou”, iniciais de Paulo Gonet. Ao g1, a PGR confirmou a autenticidade da fotografia e disse que o próprio Paulo Gonet já admitiu publicamente que participou do evento organizado por Vorcaro em que estiveram várias outras autoridades. Afirmou ainda que o próprio ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a menção ao PGR nas mensagens não era nada grave. Mendonça relata as investigações sobre o caso Master. Print mostra envio de foto com Gonet na conversa entre Ciro Soares e Daniel Vorcaro — Foto: Reprodução/Jornal O Globo As mensagens de Ciro Soares e Daniel Vorcaro que citam Paulo Gonet foram reveladas em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), tornou público um relatório da PF que também inclui citações ao ministro Alexandre de Moraes. Mendonça pediu a Edson Fachin, presidente do STF, que o caso fosse levado ao plenário da Corte, a análise começou na terça-feira (15). O ministro Flávio Dino interrompeu a discussão com um pedido de vista. Citado no relatório, Gonet defendeu a nulidade do documento da PF. Segundo o procurador-geral, o argumento de que foi produzido por solicitação de Mendonça, mas precisaria de um pedido prévio da PGR ou da PF. O PGR também afirmou que é necessário que o plenário do STF autorize uma investigação sobre um membro da corte, o que não teria ocorrido. As mensagens recuperadas pela PF do celular de Daniel Vorcaro indicam proximidade entre o banqueiro e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Durante a sessão de terça (15), Gonet disse que não teve relacionamento de proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro e afirmou que a única ligação entre os dois foi “brevíssima e banal”. Veja a linha do tempo que revela a proximidade entre Gonet e Vorcaro, de acordo com o relatório da PF: Abril de 2024: Ciro Soares escreve a Daniel Vorcaro que “Amizade é tudo viu irmão” e que “Gonet é firme”. Segundo as mensagens, Gonet teria ajudado a convencer um candidato a deixar uma disputa em favor de Jarbas Soares Júnior, então procurador-geral de Justiça de Minas Gerais. A disputa em questão era para a presidência do conselho que reúne os procuradores-gerais do país, o Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG). 15 de março de 2025: Ciro envia a Vorcaro uma foto em que aparece ao lado de Paulo Gonet. Em seguida, escreve: “Liga aqui” e “Ele quer falar com você”. Segundo a perícia, foram realizadas quatro chamadas consecutivas entre Vorcaro e Ciro na sequência. Para a PF, os registros indicam que o banqueiro conversou com o PGR pelo aparelho do advogado. 28 de março de 2025: Ciro encaminha a Vorcaro mensagens que atribui ao procurador-geral: “Já estou com saudades de você! Estou embarcando para Roma” e “Manda essa mensagem para ele”. Depois, afirma que Gonet iria com eles para Londres e encaminha outro comentário atribuído ao PGR: “Oba!!! Tomara que tenha charuto e macalan!” [The Macallan, marca escocesa de uísque]. 29 de março e 11 de abril de 2025: Ciro escreve a Vorcaro: “Gonet perguntou se o filho dele pode ir com a gente para Londres”. O banqueiro responde: “Obvio ne”. Dias depois, Ana Matos, funcionária do marketing do banco, envia a Vorcaro uma lista de nomes para aprovação dos custos da viagem. Vorcaro responde: “Pedro e ciro ok”, autorizando, segundo o relatório, o pagamento das despesas dos dois. Abril de 2025: após a publicação de uma reportagem sobre negociações e operações financeiras entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB), Ciro diz a Vorcaro que precisava falar com ele com urgência e afirma estar a caminho da Procuradoria-Geral da República: “Estou indo no PG agora”. Notícia anterior Banco de Brasília BRBBanco MasterPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Foto no telefone de Daniel Vorcaro mostra Paulo Gonet fumando charuto com ex-banqueiro em Londres 19/09/2026 Polícia e MP investigam possível vazamento de informações de operação que mirou integrantes do PCC e Milton Leite em SP 18/09/2026 Aliado de Mendonça, Cezinha de Madureira faz campanha com Frederick Wassef em SP 17/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PF: Operador de Vorcaro recebia R$ 1 milhão por mês para executar ordens 11/09/2026 Dino pede explicações sobre elo entre Master e instituto ligado a Mendonça 15/09/2026 Fiscalização do MPRJ em complexo penitenciário apreende roteadores de internet, celulares, dinheiro e drogas 20/08/2026 Lobista diz que Lulinha marcou reunião de governador do MA no Planalto e que Lula ia liberar obra 22/08/2026 Augusto Cury omitiu negócios nos EUA da Justiça Eleitoral 05/09/2026

Flávio Bolsonaro usa Comissão de Segurança como vitrine eleitoral, mas faltou a 72% das sessões

Flávio Bolsonaro usa Comissão de Segurança como vitrine eleitoral, mas faltou a 72% das sessões

Flávio Bolsonaro usa Comissão de Segurança como vitrine eleitoral, mas faltou a 72% das sessões OUTRO LADO Senador diz que ‘o Parlamento tem limites de atuação’ diante de sua agenda como candidato Programa do presidenciável do PL destaca sua atuação como presidente do colegiado no Senado Por Carolina Linhares | Folha de S.Paulo 18/09/2026 Programa eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL) destaca sua atuação como presidente de comissão no Senado – Reprodução/Flávio Bolsonaro no YouTube Brasília – Mesmo em meio aos compromissos da campanha presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) esteve no Senado em agosto para participar da sessão da Comissão de Segurança Pública da Casa, que ele preside, e cujo papel tem sido usado como vitrine eleitoral, com destaque em sua propaganda veiculada no rádio e na TV. Na pauta, estavam projetos de endurecimento de crimes e proteção a mulheres, bandeiras eleitorais do candidato. A cena que deveria ser corriqueira é, no entanto, uma raridade. Entre 11 sessões realizadas pela comissão neste ano, Flávio estava presente em apenas 3 — incluindo a única feita no período eleitoral. Ou seja, ele faltou a 73% das reuniões da comissão pela qual é responsável. Questionado pela reportagem a respeito das faltas, o senador respondeu, por meio da assessoria, que “o Parlamento tem limites de atuação diante da agenda de Flávio como candidato à Presidência da República”. “Na Comissão de Segurança Pública do Senado, Flávio exerceu um trabalho focado no endurecimento de penas e na atualização da legislação, com o objetivo de promover um cerco aos criminosos e melhorar a segurança da população brasileira. Não por acaso, o senador recebeu o Prêmio de Excelência Parlamentar em 2023, 2024 e 2025, concedido pelo Ranking dos Políticos, que avalia o desempenho parlamentar”, diz a nota. A propaganda exibida no horário eleitoral obrigatório trata das propostas de Flávio para a área da segurança e acena às mulheres, segmento em que o senador enfrenta rejeição. A peça menciona que o candidato chefia a comissão no Senado antes de elencar promessas como a castração química de estupradores. “Este é o Flávio Bolsonaro, que sempre combateu as facções criminosas e começou cedo”, diz a narração que relembra os mandatos do candidato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e enfatiza que ele “defendeu a linha dura no combate ao crime”. O programa também fala da proposta de Flávio para declarar facções criminosas, como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho), como organizações terroristas, a exemplo do que fizeram os Estados Unidos. A Folha já mostrou, porém, que o Senado rejeitou essa equiparação no ano passado em uma votação em que Flávio nem sequer registrou voto favorável. Ao tratar da atuação de Flávio na segurança pública, a propaganda menciona que ele foi o relator, em 2024, da proposta de acabar com as saídas temporárias de presos para visitar a família e para atividades de convívio social, que foi aprovada e transformada em lei. Como mostrou a Folha, o candidato do PL chegou ao último ano de mandato sem ter projetos próprios transformados em lei. Apenas duas propostas em que ele foi coautor entraram em vigor, ambas sem relação com o tema segurança. No primeiro semestre deste ano, o senador deixou de votar em 43% das deliberações nominais da Casa. Neste mês, a ocasião em que Flávio compareceu à comissão para demonstrar atuação na área de segurança foi marcada pela revelação de que Daniel Vorcaro, do Banco Master, fez mais pagamentos ao filme “Dark Horse” do que os admitidos pelo senador até então e pela eclosão do escândalo envolvendo as mensagens entre o ex-banqueiro e o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Flávio, naquele dia, voltou a terceirizar explicações sobre o financiamento do filme à produtora e subiu à tribuna do Senado para cobrar dos seus pares o impeachment de Moraes. Segundo os registros da Casa, o senador só utilizou os microfones em outras três sessões neste ano. Na sessão deste mês, foram aprovados quatro projetos, sendo três relatados por Flávio. Um deles concede porte de arma a membros da Defensoria Pública (da União e dos estados) e outro aumenta penas de homicídio caso as vítimas sejam autoridades no exercício da função. Os projetos ainda precisam passar por outras comissões e pelo plenário. O principal projeto analisado, contudo, foi o que autoriza o porte de arma para mulheres sob medida protetiva, também relatado e defendido por Flávio. “Sempre lembrando que é uma faculdade da mulher. […] As mulheres que não quiserem lançar mão de uma arma para se defender, tudo bem. É obrigação do Estado garantir a segurança dela”, disse a jornalistas antes da votação. A deliberação sobre o projeto, proposto pela ex-senadora Rosana Martinelli (PL-MT), acabou adiada por um pedido de vista coletivo das senadoras Lourdinha Pereira (PSB-MA) e Damares Alves (Republicanos-DF). Flávio aproveitou a análise do projeto para fazer campanha. “Essa é uma medida que pode, sim, salvar a vida de uma mulher, em especial quando a gente sabe que o Estado não é infalível. É obrigação, tem que fazer, nós faremos no nosso governo algo muito mais efetivo do que tem nesse governo de hoje”, disse. Ainda em resposta à reportagem, a nota enviada pela equipe do senador afirma que “a luta contra a violência e o crime é uma bandeira inegociável para Flávio Bolsonaro”. “Flávio será presidente para o real enfrentamento aos narcoterroristas e ao crime como um todo. A partir de janeiro de 2027, ou os criminosos deixam o Brasil ou serão presos ou serão neutralizados”, diz ainda. 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“Dominado aqui”

“DOMINADO AQUI”

“Dominado aqui” Pagamentos a empresa ligada ao filho de Kassio Nunes Marques coincidem com julgamento em que ministro tomou decisão favorável aos negócios de Vorcaro Por Breno Pires | piauí 18/09/2026 Trecho da troca de mensagens entre Daniel Vorcaro e seu advogado de confiança, Luiz Rennó – Crédito: Reprodução Brasília – Às 16h48 de 8 de agosto de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro recebeu uma mensagem de Luiz Rennó, seu advogado de confiança, que atuava como assessor jurídico do Banco Master. “Dos pagamentos essenciais está faltando a consult”, alertou Rennó. Ele se referia à Consult Inteligência Tributária, empresa criada em 2022 por Francisco Craveiro, um contador que é amigo de longa data de Kassio Nunes Marques, ministro do STF. As transações entre o Master e a Consult são conhecidas desde março deste ano. Um relatório do Coaf detectou que, entre agosto de 2024 e julho de 2025, o banco de Vorcaro fez catorze transferências para a empresa, somando 6,632 milhões de reais. A Consult, por sua vez, transferiu nesse mesmo período 282 mil reais para Kevin Marques, filho do ministro do STF – levantando a suspeita de que a empresa fosse apenas uma intermediária por meio da qual ele recebia dinheiro do Master. Kevin sempre negou. Agora, novas mensagens extraídas do celular de Vorcaro agravam essa suspeita. No dia 8 de agosto, segundos depois de alertar o banqueiro sobre o pagamento “essencial” que precisava ser feito, Rennó mostrou para ele o cartão de contato de Kevin e escreveu: “Aqui.” Vorcaro respondeu com um “Oi”, e o advogado prosseguiu: “Esse aí.” “Único ‘meu’ que faltou.” Meia-hora depois, ele retornou para avisar ao chefe: “Foi pago.” Não foi o único diálogo em que o nome de Kevin Marques apareceu associado a pagamentos. Um mês antes, no dia 4 de julho, o assessor jurídico do Master havia perguntado a Vorcaro: “Esse aqui – 500 mil mês – mantém?” A mensagem, novamente, marcava o cartão de contato de Kevin, para deixar claro de quem Rennó estava falando. Na sequência, o advogado deu uma risada – “Kkkkkkkkk” – e disse: “Então esse aqui já era né”. O banqueiro respondeu um minuto depois, também com um “Kkkk”. A troca de mensagens veio à tona na terça-feira (15), depois que o conteúdo do celular de Vorcaro foi compartilhado com o gabinete de alguns ministros do STF, a pedido deles. O diálogo acrescenta uma nova camada às revelações que já haviam sido feitas sobre a relação entre Kevin e o Master, detalhadas em reportagens da piauí em março e abril. A primeira novidade é o fato de que, nas mensagens de Vorcaro, o pagamento para a Consult está diretamente associado ao filho do ministro. A segunda novidade é a referência aos “500 mil mês”. Divididos em catorze transferências ao longo de um ano, os 6,6 milhões de reais que o Master transferiu para a empresa resultam em 474 mil reais por transferência, em média. É um valor próximo aos 500 mil mencionados por Vorcaro, embora não haja elementos para afirmar se as parcelas obedeceram a essa média e se os dois valores estão relacionados. Também não se sabe se, depois do “Kkkk”, Vorcaro respondeu à pergunta de seu advogado (“Esse aqui – 500 mil mês – mantém?”). Mas há ainda uma terceira novidade. As transferências de dinheiro do Master para a Consult coincidem com o período em que a Segunda Turma do STF – à qual pertence Nunes Marques – julgava um processo de grande importância para o banco. Era o caso da Destilaria Alcídia, que cobrava da União a reparação de prejuízos causados na década de 1980. Como mostrou uma reportagem da piauí, a decisão do Supremo teria impacto direto sobre a carteira de precatórios do setor sucroalcooleiro no balanço do Master, que somava mais de 10 bilhões de reais, segundo as estimativas da PF. Para Vorcaro – que naquele momento precisava de liquidez para evitar a falência –, era crucial que a Alcídia ganhasse, já que a decisão também impactaria processos de interesse do seu banco. Foi o que aconteceu – e com um voto decisivo de Nunes Marques.  O ministro, num primeiro momento, não participou do julgamento. Na sessão virtual que transcorreu entre 9 e 20 de fevereiro de 2024, a certidão emitida pelo STF registra: “Impedido o ministro Nunes Marques.” Ele não votou. Justificou o impedimento afirmando que, em outubro de 2018, quando era desembargador do TRF-1, havia julgado um recurso do caso Alcídia, inclusive presidindo a sessão e assinando o acórdão. É uma medida prevista no Código de Processo Civil: para garantir um julgamento imparcial, recomenda-se que um mesmo juiz não decida sobre um processo em duas instâncias. Mas, rapidamente, Nunes Marques voltou atrás na decisão. No mês seguinte, em março de 2024, produziu um despacho afirmando que seu impedimento havia sido registrado “por equívoco da assessoria do gabinete”. Afirmou que, na sua interpretação, o recurso julgado no TRF-1 não interferia no julgamento do STF. “Afasto o impedimento lançado no sistema, declarando-me habilitado a votar”, concluiu. Determinou que a decisão fosse comunicada ao presidente da Segunda Turma, ministro Dias Toffoli, e assim foi feito. O processo, àquela altura, estava empatado em 2 a 2 (Toffoli e Fachin haviam votado a favor da Destilaria Alcídia; Gilmar Mendes e André Mendonça, contra). Depois da reabilitação de Nunes Marques, o caso demorou a voltar à pauta. Por um tempo, ficou empacado nas mãos de Gilmar, e em 17 de setembro foi liberado para uma sessão presencial. Em seguida, Nunes Marques pediu vista. Finalmente, em 1º de outubro, ele devolveu o processo à Turma e apresentou um voto de dez páginas, no qual conclui: “Acompanho o Ministro Relator, pedindo vênia aos que divergem de Sua Excelência.” Com seu voto, o placar foi de 3 a 2 em favor da Alcídia, como Vorcaro queria. Na conversa de WhatsApp, Luiz Rennó não tardou a comemorar. “Ganhamos alcidia”, escreveu em mensagem a Vorcaro, às 16h58 daquele dia. Enviou o placar – “3 (Fachin/Tofoli/Cassio) x 2 (Gilmar e André)”, ao

Planilha de bicheiro indica pagamento de R$ 10 milhões para aliados da família Bolsonaro 

Planilha de bicheiro indica pagamento de R$ 10 milhões para aliados da família Bolsonaro 

Planilha de bicheiro indica pagamento de R$ 10 milhões para aliados da família Bolsonaro  Registros encontrados com o capo do jogo do bicho indicam pagamentos para ex-governador e parlamentares ligados ao bolsonarismo Por Igor Mello e Flávio VM Costa | ICL Notícias 18/09/2026 Flávio Bolsonaro, Rodrigo Bacelar e Cláudio Castro/Foto: Divulgação/ Eliane Carvalho/ Governo do Rio de Janeiro Planilhas apreendidas pela Polícia Federal (PF) com um dos integrantes da nova cúpula do jogo do bicho do Rio de Janeiro indicam o pagamento de mais de R$ 10 milhões em propina para aliados muito próximos da família Bolsonaro. Os documentos foram encontrados durante a operação contra o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, em novembro de 2022, durante uma das fases da Operação Smoke Free, que investiga a venda de cigarros ilegais no Rio de Janeiro. Os registros foram analisados em 2026 na Operação Unha e Carne, que combate a penetração do crime organizado na política fluminense. O Núcleo Investigativo do ICL Notícias teve acesso a mais de quatro mil páginas de documentos relacionados ao inquérito. As planilhas de Adilsinho reproduzidas pela PF sugerem pagamentos para 61 pessoas – quase todos são políticos e partidos, mas em alguns casos o uso de codinomes impede a identificação dos destinatários de pagamentos. A lista de aliados da família Bolsonaro com pagamentos na planilha de Adilsinho inclui: O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), com R$ 3,63 milhões; O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar (União Brasil), R$ 5,43 milhões, identificado pelo codinome “Barba”; O deputado federal Hélio Lopes (PL), R$ 323,2 mil; O ex-deputado federal e ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Alexandre Ramagem (PL), com R$ 91,8 mil; O ex-secretário do governo Castro e candidato a deputado federal Gutemberg Fonseca (PL), com R$ 727,9 mil;   Segundo a PF, as anotações do bicheiro revelam um esquema de cooptação de autoridades no estado do Rio de Janeiro pelo crime organizado. A relação de Adilsinho reúne ao menos 61 políticos, entre eles membros do Congresso e da Alerj, entre outros órgãos. Os pagamentos a agentes políticos somam mais de R$ 29 milhões – a investigação não explica quando eles teriam sido feitos. “Das planilhas acima descritas temos que a associação em comento capturou o poder público fluminense. Os valores transacionados por ADILSINHO incluiriam o chefe do Poder Executivo, e agora ex-governador, CLAUDIO CASTRO e ainda o agora ex-chefe do Poder Legislativo RODRIGO BACELLAR. Abaixo desses diversos servidores públicos, municipais, estaduais e federais, aparecem relacionados à teia criada por ADILSINHO”, diz um dos relatórios da investigação. O grupo político da família Bolsonaro governa o Rio de Janeiro desde 2019, quando Wilson Witzel tomou posse como governador, tendo como principal cabo eleitoral Flávio Bolsonaro. Após o impeachment de Witzel por denúncias de corrupção em contratações na saúde durante a pandemia de Covid-19, Flávio foi o principal fiador de Cláudio Castro como governador. O senador era considerado dono de diversas áreas do governo Castro e foi o responsável por indicar secretários, caso de Gutemberg Fonseca (Defesa do Consumidor) e Victor Cesar dos Santos (Segurança). Flávio Bolsonaro também chancelou a candidatura de Castro à reeleição, a escolha de Bacellar como pré-candidato ao governo do estado em 2026 — o plano foi abandonado com a prisão do deputado. Nascido em 1970, na cidade de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Adilsinho era filho de um sócio de uma banca de jogo do bicho. Investigações policiais apontam que ele fabricava softwares para máquinas de videobingo adulteradas. Com o tempo, se transformou no principal contrabandista de cigarros no Rio de Janeiro. Entre os anos de 2015 e 2024, a quadrilha de Adilsinho movimentou cerca de R$ 5 bilhões, de acordo com investigações da PF. Ele é suspeito de ser mandante de vários homicídios e integra a nova cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro. Está preso desde fevereiro. Proximidade com a família Bolsonaro De acordo com a PF, as duas planilhas são evidências de um amplo esquema multimilionário de compra de apoio político. Os supostos pagamentos beneficiam políticos de uma ampla gama de partidos, quase todos da extrema direita e do Centrão. “O achado ganha relevância porque não se trata de anotação genérica ou isolada: a planilha organiza beneficiários, quantifica valores e consolida um total expressivo, compatível com uma contabilidade paralela de grande escala, circunstância que recomenda o confronto sistemático com dados bancários, fiscais, eleitorais e com as prestações de contas declaradas à Justiça Eleitoral. A importância investigativa da Lista 1 reside, sobretudo, na possibilidade de ela representar um mapa de circulação de recursos destinados ao financiamento político, formal ou informal, por estrutura vinculada à organização criminosa investigada”, diz um trecho de um relatório elaborado pela corporação em junho deste ano. A presença dos nomes de Castro e Bacellar na planilha de Adilsinho já havia sido revelada em junho pelo portal G1. Em agosto, o UOL informou sobre a presença do nome de Gutemberg de Paula Fonseca. A presença dos demais aliados da família Bolsonaro na lista, no entanto, ainda era desconhecida. De acordo com as investigações, a menção a Bacellar foi disfarçada sob o uso do codinome “Barba”. “É imprescindível salientar que, ante as evidências coletadas até o presente momento, a pessoa denominada com o codinome ‘BARBA’ seja o ex-Deputado Estadual RODRIGO DA SILVA BACELLAR”, escreve a PF em relatório. A defesa de Bacellar, no entanto, nega que ele seja o destinatário do dinheiro. O deputado federal Hélio Lopes é um dos amigos mais próximos do ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem conheceu na década de 1980 quando ambos ainda estavam no Exército. A proximidade era tanta que ele disputou uma vaga na Câmara dos Deputados em 2018 com o nome de Helio Bolsonaro na urna e foi eleito. Durante o mandato de Bolsonaro, ele era presença frequente nas agendas do presidente, com livre trânsito no Palácio do Planalto. Ramagem, por sua vez, fez parte da equipe de segurança de Bolsonaro durante a campanha de 2018, tornando-se íntimo da família. Ele virou

O dinheiro ‘amarradinho’ de Cezinha de Madureira e as mensagens do troca-troca de emendas em SP

O dinheiro ‘amarradinho’ de Cezinha de Madureira e as mensagens do troca-troca de emendas em SP

O dinheiro ‘amarradinho’ de Cezinha de Madureira e as mensagens do troca-troca de emendas em SP Promotores encontraram indícios de prática de emendas cruzadas para encobrir possível ‘cash back’ dos parlamentares; citados repudiam suspeita e negam irregularidades Por Luiz Vassallo, Marcelo Godoy e Renan Porto | O Estado de S.Paulo 18/09/2026 O deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP) em discussão no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Foto: Billy Boss/Câmara dos Deputados Emendas cruzadas em que um vereador manda recurso para um destino desejado por um deputado e o deputado envia para o lugar escolhido pelo vereador para encobrir possíveis fraudes. Foi assim, segundo o Ministério Público de São Paulo, que uma emenda do deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) deslocou toda a investigação sobre o caso das emendas em São Paulo para as mãos do Supremo Tribunal Federal (STF). Tudo foi descrito no documento sigiloso de 89 páginas do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) encaminhado pelo Ministério Público de São Paulo à Procuradoria Geral da República (PGR) sobre o dinheiro desviado dos cofres da Prefeitura de São Paulo. Foram as conversas do empresário Antonio Cerqueira Junior que levaram os promotores à descoberta do imbróglio. A reportagem procurou o deputado por meio de seu gabinete e seus assessores, mas não obteve resposta. Também procurou o empresário Cerqueira Junior nos endereços de seus imóveis e de suas empresas, mas também não obteve resposta. O deputado foi alvo, na segunda-feira, 14, de uma operação da Polícia Federal (PF) sob a suspeita de tráfico de influência em tribunais superiores. A descoberta de Cezinha de Madureira aconteceu por meio de uma troca de mensagens entre o empresário e o vereador Marcelo Messias (MDB). Cerqueira Junior questionou o parlamentar se ele conhecia alguém que seria capaz de “trocar emendas”, ou seja, um vereador que topasse enviar uma emenda em contrapartida de uma emenda federal. Cezinha diz que seu celular foi furtado O empresário explicou que o deputado não poderia enviar diretamente o recurso para as secretarias municipais da Cultura ou de Esportes, uma vez que a verba deveria ser direcionada à Saúde. Assim, o deputado mandaria o dinheiro federal para a pasta da Saúde e, em troca, o vereador enviaria recursos para Cultura ou para eventos esportivos. Procurado, Messias afirma que as mensagens são inverídicas. O relatório do Gaeco mostrou que, de fato, Cerqueira Junior viabilizou o recebimento de R$ 3 milhões do deputado federal pouco tempo depois de uma conversa com outro vereador do MDB: João Jorge. O Gaeco obteve ainda mensagens de uma assessora do parlamentar nas quais o empresário conta que o deputado iria enviar mais R$ 1 milhão para ser usado em shows e espetáculos. A reportagem procurou João Jorge. Ele disse que jamais cobrou “percentual, vantagem ou qualquer contrapartida por emenda”. Secretário ‘filho da mãe’ é criticado por empresário por se negar entrar no esquema Durante as conversas de Cerqueira Junior, uma assessora parlamentar criticou o empresário Alê Youssef, então secretário da Cultura, porque ele não aceitava entrar no esquema e era um “filho da mãe”. No mesmo dia, Cerqueira Filho conversou com o vereador Marcelo Messias sobre a troca de emendas. E tratou com pelo menos duas funcionárias da Secretaria Municipal da Cultura sobre a destinação delas, seus valores, suas aprovações e as liberações, bem como sobre a participação de outros vereadores no esquema.   Cerqueira Junior disse a uma delas que os recursos já estavam “amarradinhos” para “não dar ruim depois”. Foi neste momento que entrou na conversa Diogo Batista Soares, então secretário executivo da Secretaria de Governo da Prefeitura de São Paulo e atual secretário de Habitação do Município. Cerqueira Junior disse a Diogo que o deputado havia perguntado se tudo havia dado certo e ia marcar um café com ele depois de conversar com ”RN”. Segundo os promotores, RN seria uma referência ao prefeito Ricardo Nunes, de quem Diogo era assessor. Dias depois, Diogo afirmou que precisariam de um vereador para a troca de emendas. Cerqueira Junior respondeu: “É meu dia de sorte”.   Em seguida, o empresário avisou o deputado Cezinha que já havia acertado com o vereador João Jorge a troca das emendas. E, logo em seguida, pediu a Diogo que agilizasse a liberação da verba. Três dias depois, o empresário cobrou Diogo, dizendo que Cezinha de Madureira queria saber da verba.   Diogo afirmou, então, segundo os promotores, que estava tudo “liberado na Secretaria da Fazenda”. Uma série de diálogos entre Diogo e o empresário se sucedem até que o primeiro diz que conversou com a então Secretária de Cultura, Aline Torres. Na sequência, a secretária pergunta a Diogo “se era para fazer”, tendo o assessor de Nunes respondido que “sim”. Procurada, Aline disse não se lembrar de todas as liberações de emendas feitas quando estava a frente da Pasta. Nunes e o secretário municipal negaram as acusações. “O prefeito Ricardo Nunes jamais recebeu, direta ou indiretamente, qualquer valor proveniente de contratos, convênios, emendas parlamentares ou de entidades que mantenham relação com o poder público”, afirmou a assessoria por meio de nota. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado Federalemenda parlamentarMDB Movimento Democrático BrasileiroMP-SPPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPrefeitoSão Paulo SPSTF Supremo Tribunal FederalVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O dinheiro ‘amarradinho’ de Cezinha de Madureira e as mensagens do troca-troca de emendas em SP 18/09/2026 Emendas de Bilynskyj a 6 cidades de SP foram à mesma empresa sem licitação 19/09/2026 Flávio Bolsonaro usa Comissão de Segurança como vitrine eleitoral, mas faltou a 72% das sessões 18/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Propaganda irregular com Bolsonaro: Vereadora aciona TRE contra deputado bolsonarista 26/08/2026 ‘O Rio pode mais’: Violência impõe

Justiça Eleitoral cassa prefeito e vice de Trajano de Moraes; defesa diz que vai recorrer

Justiça Eleitoral cassa prefeito e vice de Trajano de Moraes; defesa diz que vai recorrer

Justiça Eleitoral cassa prefeito e vice de Trajano de Moraes; defesa diz que vai recorrer Sentença reconheceu captação ilícita de sufrágio e abuso de poder econômico nas eleições de 2024. Nota afirma que Rildo Neves, Hélio Luís e Eduardo Abrahão vão recorrer da decisão. Por Nathalia Rebello | g1 18/09/2026 A Justiça Eleitoral determinou a cassação dos diplomas do prefeito de Trajano de Moraes, Rildo Gonçalves Neves, e do vice-prefeito, Hélio Luiz Fazoli de Moraes — Foto: Redes Sociais Trajano de Moraes – A Justiça Eleitoral determinou a cassação dos diplomas do prefeito de Trajano de Moraes, Rildo Gonçalves Neves, e do vice-prefeito, Hélio Luiz Fazoli de Moraes, em uma ação que investigou suspeitas de captação ilícita de sufrágio e abuso de poder econômico nas eleições municipais de 2024. A mesma sentença também determinou a cassação do registro de candidatura de Eduardo dos Santos Abrahão, que disputou uma vaga de vereador nas eleições daquele ano. A defesa dos três informou, em uma nota publicada nas redes sociais, que vai recorrer da decisão. O posicionamento foi divulgado em nome de Rildo Neves e Hélio Luís, mas, conforme informado pela defesa, a manifestação também representa Eduardo Abrahão. A ação foi apresentada pelo então candidato a prefeito Matias Mendes da Silva, que alegou que Eduardo Abrahão teria procurado uma candidata a vereadora que apoiava sua candidatura para tentar obter a mudança de apoio político para a chapa de Rildo e Hélio. Segundo a acusação, durante as tratativas houve a transferência de R$ 1.500 por Pix para a conta da candidata Josilene da Motta Tomaz. O dinheiro teria sido enviado por Rafael Riguete Garcez, apontado no processo como aliado de Rildo. O processo também tem como prova uma gravação de uma conversa entre Eduardo Abrahão e Cláudio Jacinto da Motta, conhecido como Joinha. A gravação foi submetida a perícia da Polícia Federal. De acordo com a sentença, os exames apontaram autenticidade dos arquivos, ausência de indícios de edição, corte ou manipulação e confiabilidade superior a 90% na transcrição. Ao analisar o conjunto de provas, o juiz entendeu que houve captação ilícita de sufrágio, que é quando uma vantagem é oferecida com a finalidade de obter voto, e abuso de poder econômico. Decisão judicial Rildo Neves teve o diploma cassado, recebeu multa e foi declarado inelegível por oito anos após a eleição de 2024. Hélio Luís também teve o diploma cassado. A sentença, porém, não o declarou inelegível, porque o juiz entendeu que não havia prova suficiente de participação pessoal dele nas irregularidades. Eduardo Abrahão teve o registro de candidatura cassado, recebeu multa e foi declarado inelegível por oito anos. A decisão também determinou a nulidade dos votos recebidos por ele e a retotalização dos votos para vereador, quando a decisão puder produzir efeitos. Defesa afirma que prefeito e vice continuam nos cargos Na nota publicada nas redes sociais, a defesa afirma que Rildo e Hélio permanecem no exercício de suas funções e que os dois seguirão normalmente com os compromissos administrativos enquanto o processo tramita. “Rildo Neves e Hélio Luís reforçam o seu compromisso com os seus cargos e principalmente, com a população, permanecendo firmes e crentes de que a justiça será feita”, diz a nota. A defesa também afirma que a decisão não deve ser interpretada como determinação para realização imediata de uma nova eleição. A sentença determina que o TRE-RJ seja comunicado para as providências relacionadas a uma nova eleição para prefeito e vice. O andamento dessa determinação, no entanto, depende da tramitação dos recursos e de eventuais decisões posteriores. Autor da ação também foi condenado A sentença também determinou que Matias Mendes da Silva, autor da ação, pague multa equivalente a dois salários mínimos por litigância de má-fé. O Ministério Público Eleitoral havia se manifestado pela procedência da ação e pelo reconhecimento de captação ilícita de sufrágio e abuso de poder econômico. Notícia anteriorPróxima notícia MPE Ministério Público EleitoralPDT Partido Democrático TrabalhistaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPrefeitoRegião Serrana e Centro Sul FluminenseSolidariedadeTrajano de Moraes RJTRE-RJVice-prefeito Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Justiça Eleitoral cassa prefeito e vice de Trajano de Moraes; defesa diz que vai recorrer 18/09/2026 Deslocamento na RJ-134 fica prejudicado após dez dias de chuva em Teresópolis 17/09/2026 Moradores denunciam condições de estradas de terra em distritos de Petrópolis 15/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. 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Polícia e MP investigam possível vazamento de informações de operação que mirou integrantes do PCC e Milton Leite em SP

Polícia e MP investigam possível vazamento de informações de operação que mirou integrantes do PCC e Milton Leite em SP

Polícia e MP investigam possível vazamento de informações de operação que mirou integrantes do PCC e Milton Leite em SP Dos 16 alvos de prisão temporária da Operação Vectura Corrupta, cinnco continuam foragidos. Entre eles o presidente da A2 Transportes e do time do Água Santa, Paulo Sirqueira Korek Farias – o ‘Camarão’. Por Rodrigo Rodrigues e Bruno Tavares | g1 SP e TV Globo 18/09/2026 O empresário Paulo Sirqueira Korek Farias, presidente da viação A2 Transportes e do Time Água Santa, e o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (União Brasil). — Foto: Reprodução/TV Globo São Paulo – A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) vão apurar as suspeitas de um possível vazamento de informações sobre a Operação Vectura Corrupta, que investiga a ligação de membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) com o sistema de transportes da cidade de São Paulo. A apuração foi aberta depois que investigadores estiveram em pelo menos dois endereços ligados ao ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (União Brasil), e encontraram apenas empregados nesses locais. Ele é suspeito de envolvimento no esquema criminoso. Outro procurado em vários endereços é o empresário Paulo Sirqueira Korek Farias, presidente da viação A2 Transportes e do time de futebol Água Santa, que também não foi encontrado nos endereços visitados pelos investigadores. Em coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (17), o delegado Fabrício Intelizano – de Mogi das Cruzes – afirmou que vai apurar se houve vazamento no decorrer da investigação. “A gente vai apurar isso [vazamentos] no curso da investigação. Mas a gente não pode afirmar de maneira categórica. Tanto que a maioria dos alvos foi encontrado. Se tivesse ocorrido de fato qualquer tipo de situação assim, o resultado da operação teria sido outro. Mas isso a gente vai apurar ao longo da investigação e verificar se houve esse tipo de situação”, afirmou. O delegado lembrou que 11 dos 16 alvos de prisão temporária da Operação Vectura Corrupta foram presos. Cinco seguem foragidos. Entre os presos estão o ex-vereador Milton Leite (União), Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans, e Danilo Marco Morgado Silva, ex-candidato à Prefeitura de Praia Grande e atual candidato a deputado estadual. A equipe de reportagem não localizou as defesas. Milton havia negado qualquer envolvimento com o PCC e se apresentou à delegacia de Mogi nesta sexta-feira (18). Ele havia afirmado na quinta que estava em viagem de compromissos políticos e que a esposa estava viajando para o exterior; por isso, não havia sido encontrado em casa (veja mais aqui). Buscas em Sorocaba e ‘passagem secreta’ Na manhã desta sexta-feira (18), a Polícia Civil e o Ministério Público (MP) encontraram uma espécie de “passagem secreta” entre dois imóveis ligados a Milton durante buscas em Sorocaba, no interior paulista, para tentar prender o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo. De acordo com as autoridades, uma casa pertence a um assessor do ex-parlamentar e a outra residência seria do próprio Milton. O segundo imóvel estaria vazio. Diante do que os investigadores encontraram, eles suspeitam que o político possa ter estado em alguma das demais residências. Para saber disso, a investigação vai analisar imagens de câmeras de monitoramento. No local das buscas havia dinheiro e documentos. A pessoa que estava no imóvel não soube explicar a origem deles. Foram encontrados e apreendidos R$ 280 mil e US$ 89 mil (cerca de R$ 457 mil) dentro de malas. A polícia não sabe a origem dos valores e investiga se eles são de Milton. Segundo o Ministério Público, ao menos 12 das 22 empresas de transporte coletivo da capital seriam controladas direta ou indiretamente pela facção criminosa PCC. Essa é uma alegação da investigação, ainda sujeita à apuração judicial. O nome de Milton aparece em diálogos e outros elementos reunidos pela investigação. A decisão também menciona depoimentos de policiais militares que o apontaram como “dono de fato” da Transwolff, empresa que já havia sido investigada na Operação Fim da Linha, em 2024. A Transwolff nega que o político tenha participação societária ou atuação na gestão da empresa. Milton também nega ser proprietário da Transwolff.   Notícia anterior Mogi das Cruzes SPMP-SPPolícia CivilPraia Grande SPSão Paulo SPSorocaba SPUnião BrasilVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Polícia e MP investigam possível vazamento de informações de operação que mirou integrantes do PCC e Milton Leite em SP 18/09/2026 Aliado de Mendonça, Cezinha de Madureira faz campanha com Frederick Wassef em SP 17/09/2026 Políticos são alvo da PF por elo com “montanha de dinheiro” de R$ 2 milhões (VIDEO) 16/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. 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Ricardo Couto diz que RJ ‘saiu do vermelho’ e afirma que Estado caminha para deixar R$ 5 bilhões em caixa

Ricardo Couto diz que RJ ‘saiu do vermelho’ e afirma que Estado caminha para deixar R$ 5 bilhões em caixa

Ricardo Couto diz que RJ ‘saiu do vermelho’ e afirma que Estado caminha para deixar R$ 5 bilhões em caixa Governador em exercício destacou o resultado das contas públicas durante evento com Lula para anunciar ações integradas de segurança entre governos federal, estadual e municipal. Por Rafael Nascimento | g1 Rio 18/09/2026 Ricardo Couto (de gravata azul clara, ao Centro) ao lado de Lula em evento sobre integração de segurança pública no RJ — Foto: Rafael Nascimento/g1 O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, afirmou que o estado “saiu do vermelho” e está caminhando para cumprir a meta de deixar cerca de R$ 5 bilhões em caixa. A declaração foi feita durante um evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta sexta-feira (18), que apresentou ações integradas na área de segurança pública. Segundo Couto, o resultado das contas públicas está relacionado às medidas adotadas pelo governo estadual, incluindo o reforço de barreiras fiscais e a atuação conjunta das forças de segurança. “O Estado do Rio de Janeiro, graças a isso, graças ao apoio que está tendo, já está superavitário. Então é uma notícia importante. Aquilo que era um sonho hoje já se torna realidade exatamente por essa atividade que vem sendo feita. Hoje o estado do Rio de Janeiro saiu do vermelho.” Na sequência, o governador em exercício afirmou que o resultado deve contribuir para o cumprimento da meta financeira estabelecida para o estado. “Isso deve fazer com que aquela meta preconizada de entregar o estado do Rio de Janeiro com cerca de 5 bilhões em caixa. Nós vamos atingir.” Integração entre forças de segurança Durante o discurso, Ricardo Couto defendeu a união entre os governos federal, estadual e municipal, destacando a necessidade de uma atuação conjunta na área de segurança pública. No evento, foi anunciada uma força-tarefa para combater o roubo de cargas o RJ. O governador afirmou que as ações devem ser conduzidas sem interferência política e com foco no cumprimento das responsabilidades do Estado. “A segurança não pode caminhar com a visão errônea da política. Nós temos que caminhar, nós temos que seguir à frente, voltados absolutamente com uma única direção: a direção de acertar, a direção de cumprir com a função do Estado no âmbito da segurança.” Couto também mencionou apreensões de drogas, contrabando e produtos adulterados, que, segundo ele, aumentaram nos últimos meses em razão da integração entre os órgãos de segurança. Entre as ações citadas pelo governador está o reforço do corredor de fluxo de mercadorias, com o objetivo de reduzir furtos e roubos de cargas e materiais. Segundo ele, a medida deve contribuir para estimular o comércio e a atividade industrial no estado. O governador também destacou o endurecimento das barreiras fiscais como uma das iniciativas em andamento. “Estamos também colocando de forma mais rígida as barreiras fiscais.” Ao final do discurso, Ricardo Couto afirmou que o governo estadual divulgará uma nota detalhando os convênios assinados e os objetivos de cada acordo. As ações envolvem órgãos das esferas estadual, municipal e federal, incluindo as polícias Militar e Civil, a estrutura de segurança municipal, a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Federal. Notícia anteriorPróxima notícia GovernadorPolícia CivilPolícia Federal PFPolícia Militar PMPresidente da RepúblicaPRF Polícia Rodoviária FederalPT Partido dos Trabalhadores Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ricardo Couto diz que RJ ‘saiu do vermelho’ e afirma que Estado caminha para deixar R$ 5 bilhões em caixa 18/09/2026 Justiça Eleitoral cassa prefeito e vice de Trajano de Moraes; defesa diz que vai recorrer 18/09/2026 Deslocamento na RJ-134 fica prejudicado após dez dias de chuva em Teresópolis 17/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Aloysio Nunes acusa Mendonça de interferir na eleição 08/09/2026 Operação da PF contra deputado apreende quase R$ 1 milhão em dinheiro vivo 16/09/2026 Quando os defensores da democracia viram as costas para ela, em vez disso 10/09/2026 Prefeito de cidade que aplicou R$ 93 milhões no Master assinou contrato de R$ 1,2 milhão com Iter, de Mendonça 17/09/2026 Mendonça revoga tornozeleira de ex-ministro de Bolsonaro suspeito de receber R$ 100 mil em esquema do INSS 08/09/2026

Viagens, safári e imóveis: relação com advogado investigado na fraude do INSS incomoda campanha de Flávio e entra na mira da PF

Viagens, safári e imóveis: relação com advogado investigado na fraude do INSS incomoda campanha de Flávio e entra na mira da PF

Viagens, safári e imóveis: relação com advogado investigado na fraude do INSS incomoda campanha de Flávio e entra na mira da PF No mês passado, Willer Tomaz cedeu um apartamento na Vila Nova Conceição, na zona sul de São Paulo, para que senador utilizasse durante a campanha Por Patrik Camporez | O Globo 18/09/2026 Da esquerda para a direita: o advogado Willer Tomaz, o empresário Carlos Alberto de Sá e os senadores Weverton Rocha e Flávio Bolsonaro – Crédito: Reprodução Brasília – Em março de 2025, nove meses antes de se lançar à corrida presidencial, o senador Flávio Bolsonaro embarcou em um voo com destino à África do Sul com familiares e alguns amigos. No roteiro de uma semana, que incluiu um safári, estava acompanhado por Willer Tomaz, advogado investigado sob suspeita de envolvimento no escândalo do INSS, com quem estreitou relações nos últimos anos. Além de viagens, a dupla passou a compartilhar imóveis, jatinhos e parcerias em processos judiciais. A amizade, porém, virou motivo de dor de cabeça para o candidato. No mês passado, Willer cedeu um apartamento na Vila Nova Conceição, na zona sul de São Paulo, para que Flávio utilizasse durante a campanha. A utilização do imóvel, revelada pela revista Piauí e confirmado pelo GLOBO, foi alvo de questionamento de adversários do senador no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O argumento é que o candidato deveria ter declarado como doação à campanha. Além disso, o imóvel se tornou outra fonte de desgaste para o presidenciável por estar vinculado a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, preso sob suspeita de comandar a maior fraude ao sistema financeiro do país. Segundo a Piauí, antes de ser adquirido por Willer, ele pertencia a Fabiano Zettel, cunhado e apontado pela Polícia Federal como principal operador do banqueiro. Questionado, Willer diz, em nota, que “jamais manteve” relação pessoal, comercial ou societária com Zettel ou Vorcaro. Ele não respondeu sobre o uso do imóvel por Flávio. O senador, por sua vez, não se manifestou. A conexão de Flávio com Willer, contudo, vai além do uso do apartamento durante a campanha eleitoral e entrou na mira da Polícia Federal, que identificou ao menos cinco viagens internacionais feitas em conjunto no primeiro semestre do ano passado. Depois da visita à África do Sul, que contou ainda com a companhia do senador Weverton Rocha (PDT-MA), outro alvo de investigações no escândalo no INSS, os dois fizeram visitas a Portugal e França. Antes, já haviam voado juntos para os Estados Unidos. A identificação das viagens foi possível após a PF vasculhar o celular e a caixa de e-mails de Willer, onde encontrou fotografias, reservas e registros de voos e aluguel de veículos. Os conteúdos foram apreendidos durante buscas no escritório do advogado no mês passado. Em uma das imagens encontrada no celular do advogado por investigadores mostra Flávio, Weverton e Willer acompanhados de crianças, em uma área de savana. Na pose, o trio aparece com camisetas iguais, estampadas com animais africanos e a inscrição “Big Five”, expressão utilizada no turismo de safári para se referir ao elefante, leão, leopardo, rinoceronte e búfalo. Nas redes sociais, Weverton também publicou fotos comemorando o aniversário da mulher durante a viagem. O grupo retornou ao país uma semana depois. Procurado, Flávio disse manter “relação de amizade” com Willer “legítima” e que “qualquer tentativa de insinuar irregularidade a partir dessa afinidade pessoal é mera ilação, sem qualquer fundamento nos fatos”. O senador não informou se teve despesas pagas pelo advogado. Em nota, Willer afirmou que as viagens “são de caráter estritamente privado”, “decorrem de uma relação de amizade pessoal de longa data com o senador Flávio Bolsonaro e sua família” e “foram custeadas com recursos próprios e nada têm a ver com função pública, com contratos ou com qualquer interesse de terceiros”. Weverton também disse manter relação de proximidade com Willer e não respondeu quando questionado sobre quem pagou sua viagem à África do Sul. — Willer Tomaz é meu compadre e amigo há muitos anos e já fizemos várias viagens juntos em família. São relações privadas, que não envolvem dinheiro ou interesses públicos — disse ele. Fraude no INSS Tanto Weverton como Willer entraram na mira da PF em meio às investigações do escândalo do INSS. O advogado foi alvo de uma operação no mês passado, sob suspeita de manter uma estrutura de apoio formada por empresas e operadores financeiros para lavar ou ocultar recursos obtidos por meio de desvios ilegais de aposentadorias. Ele diz que não é investigado por fraudes contra o sistema previdenciário. De acordo com relatório da PF que embasou buscas e apreensões em seu escritório, em Brasília, Willer atuava como “hub financeiro, patrimonial e logístico” de envolvidos no suposto esquema de fraudes no INSS. A investigação aponta que o advogado tinha como função dar sustentação ao grupo por meio de “empresas, imóveis, aeronaves, pilotos, funcionários, operadores financeiros e interlocutores políticos”. Um dos elementos citados na representação policial é o repasse de R$ 11 milhões de empresas relacionadas a Willer para a mulher de Weverton. O senador também foi alvo de uma operação da PF em dezembro. De acordo com a PF, o parlamentar atuou como “liderança e sustentáculo das atividades empresariais e financeiras” do grupo que fraudou o INSS. Ele nega ter praticado qualquer irregularidade. Os investigadores afirmam que o senador era o responsável por indicar beneficiários do suposto esquema, cobrar pagamentos, acompanhar repasses, além de interferir nas decisões patrimoniais do grupo. Familiares de Weverton foram alvo da mesma operação que mirou em Willer. A PF aponta que contas de postos de combustíveis foram utilizadas para lavar recursos desviados. Portugal e França Cerca de um mês depois de irem à África, Flávio e Willer embarcaram juntos novamente em abril de 2025, desta vez com destino a Portugal, e retornaram poucos dias depois, também no mesmo voo, segundo registros migratórios identificados pela PF durante a investigação. Weverton não estava presente. No mês seguinte, em maio, Flávio e Willer partiram mais uma vez para a Europa, desta vez acompanhados

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