O choque Ricardo Couto no Rio

O choque Ricardo Couto no Rio Se a agenda de reorganização for mantida, estado poderá iniciar um novo ciclo administrativo sem parte das pesadas heranças Por Marlon Cecilio de Souza | O Globo 27/06/2026 Lula e Ricardo Couto exibem termo de adesão do Rio ao Propag — Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo Há momentos em que um governo parece condenado a apenas administrar a decadência. O Rio de Janeiro viveu boa parte das últimas décadas sob essa sensação. Crises fiscais, sucessivos escândalos políticos, estruturas administrativas inchadas, disputas de poder e uma população cada vez mais descrente na capacidade do Estado de entregar resultados. Por isso, a passagem de Ricardo Couto pelo Palácio Guanabara tem provocado algo raro: um choque de gestão que muitos classificam como surpreendentemente “apolítico”. Em pouco mais de três meses, o governador interino passou a ocupar o centro do debate público não por grandes discursos ou projetos eleitorais, mas pela atuação cirúrgica sobre a máquina estatal. Exonerações em massa, auditorias internas, revisão de contratos, redução de estruturas administrativas e um discurso centrado na recuperação da capacidade operacional do Estado passaram a dominar a agenda fluminense. Talvez chame mais a atenção que Couto tenha encontrado uma estrutura parlamentar cuja influência sobre áreas estratégicas do governo havia se consolidado ao longo de décadas. Não se trata de arranjo exclusivo do Rio. Governos dependem de maioria legislativa para governar. No entanto, no caso fluminense, a ocupação de cargos comissionados e a influência sobre secretarias e órgãos da administração direta e indireta atingiram níveis que frequentemente ultrapassavam a lógica administrativa e passavam a integrar a própria engenharia política do poder. As auditorias promovidas pela atual gestão revelaram estruturas consideradas excessivamente inchadas. Mais de 3 mil exonerações já aconteceram desde março, atingindo praticamente todas as secretarias estaduais. Somente na Casa Civil e na Secretaria de Governo, duas das pastas mais influentes dos últimos anos, centenas de cargos foram eliminados. Estimativas divulgadas pelo próprio governo apontam para uma economia superior a R$ 200 milhões até o fim de 2026, com potencial de impacto ainda maior nos exercícios seguintes. Ao mesmo tempo, programas como o Segurança Presente passaram a ser revisados para reduzir critérios de expansão associados a interesses políticos locais e priorizar indicadores técnicos. Os desafios, entretanto, permanecem enormes. A relação entre Executivo e Assembleia Legislativa segue marcada por desconfiança e disputas de espaço. Setores políticos que perderam influência resistem ao enxugamento. Ainda assim, boa parte das medidas administrativas implementadas até aqui depende apenas do Poder Executivo, permitindo que a reestruturação avance mesmo diante de um ambiente político hostil. Paralelamente, Couto tenta construir pontes com Brasília. O governo estadual intensificou negociações com a União para viabilizar investimentos, ampliar margens fiscais e defender os interesses fluminenses na discussão sobre a divisão dos royalties do petróleo. Também foram iniciados estudos técnicos voltados à recuperação dos sistemas de trem e metrô, historicamente marcados por problemas de gestão e falta de investimentos. Na educação, medidas como a ampliação da carga horária de professores e novos concursos públicos buscam recompor áreas estratégicas que sofreram anos de desgaste. Tudo isso ocorre em meio ao delicado processo de recuperação fiscal do estado. A credibilidade da máquina pública, abalada por sucessivas crises, talvez seja hoje um ativo tão importante quanto qualquer indicador econômico. Independentemente das preferências políticas de cada cidadão, existe um fato difícil de ignorar: o próximo governador encontrará um cenário potencialmente diferente daquele herdado por muitos de seus antecessores. Se a atual agenda de reorganização for mantida, o Rio poderá iniciar um novo ciclo administrativo sem parte das pesadas heranças que durante anos limitaram a capacidade de ação dos governos estaduais. O dever de casa ainda está longe de concluído. Mas, pela primeira vez em muito tempo, há sinais de que alguém decidiu enfrentar as engrenagens do problema em vez de apenas administrar suas consequências. *Marlon Cecilio de Souza é mestre em economia e especialista em política e sociedade Notícia anteriorPróxima notícia GovernadorTJ-RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Exonerações de fantasmas levam à economia de R$ 221 milhões no Rio 25/08/2026 Governo interino de Ricardo Couto no RJ é aprovado por 50% 02/09/2026 Moradores reclamam de fila para marcação de consultas pelo SUS em Teresópolis 02/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Novo pedido de Mendonça explicita guerra no STF e coloca Master no centro da disputa de poder na Corte 01/09/2026 Relatório usado por Moraes não poderia circular fora da PF, diz chefe de entidade dos delegados 05/09/2026 Eleição suplementar de Itaguaí tem três candidatos 22/08/2026 Master não era elegível em aporte de R$ 80 milhões do Iprev de Maceió, diz PF 10/08/2026 Fiscalização do MPRJ em complexo penitenciário apreende roteadores de internet, celulares, dinheiro e drogas 20/08/2026
Auditoria do governo do Rio mostra secretarias com até 80% de fantasmas

Auditoria do governo do Rio mostra secretarias com até 80% de fantasmas Levantamento cruzou informações de acessos a sistemas eletrônicos e entrada nos prédios públicos Por O GLOBO 26/06/2026 Palácio Guanabara — Foto: Rogério Santana/18-5-2021 Rio de Janeiro – Uma auditoria da Controladoria Geral do Estado (CGE) e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo do Rio aponta que secretarias tinham até 80%de funcionários fantasmas lotados nos gabinetes do Palácio Guanabara. Segundo o RJ2, 78% dos comissionados na secretaria de Trabalho e Renda não trabalhavam. O mesmo acontecia nas pastas de Esporte e Lazer, com 75% de pessoas que recebiam sem trabalhar e no Turismo, onde 73% seriam fantasmas. O levantamento mostra ainda outras quatro estruturas do governo estadual onde mais da metade das pessoas eram pagas e não trabalhavam: Ciência e Tecnologia (65%), Agricultura (65%) Assistência Social (59%) e Casa Civil (58%). Ainda foram cortados 46% dos funcionários da secretaria estadual de Saúde pelas mesmas suspeitas. De acordo com a reportagem, os auditores cruzaram informações de registros de acesso aos sistemas eletrônicos do governo e dos prédios onde era lotado. Se não houvesse quaisquer registros, o funcionário foi considerado fantasma e exonerado. A auditoria, segundo o RJ2, atingiu apenas 20 órgãos da estrutura estadual e as demissões nessas pastas vão gerar uma economia de R$ 16,7 milhões por mês. O governador interino Ricardo Couto assumiu a chefia do poder executivo no fim de março, após renúncia de Cláudio Castro (PL). Desde então, determinou uma devassa nos contratos e nomeações das pastas. Desde 24 de março, mais de quatro mil comissionados foram exonerados. Com essas demissões, o estado deixará de pagar R$ 230 milhões até o fim do ano. Segundo o governo do Rio, as auditorias seguem e serão ampliadas a outros órgãos nas próximas semanas. Os trabalhos são conduzidos por uma equipe técnica reforçada de servidores cedidos pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) e pelo Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro (TCM-RJ). Notícia anteriorPróxima notícia Controladoria-Geral do Estado CGEGovernadorPL Partido LiberalTCE-RJTCM-RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Alcolumbre trava fim da escala 6×1, mas acelera PEC que impõe rombo de R$ 28 bilhões ao governo Lula 29/06/2026 Investigação aponta uso de ‘ônibus fantasmas’ para inflar patrimônio de empresa de transporte suspeita de lavar dinheiro para o PCC em SP 29/06/2026 Rodoviários entram em greve no Rio; viações afirmam que 40 ônibus foram vandalizados em piquetes 29/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Flavio Bolsonaro sugeriu aos EUA criação de ‘equipe de transição’ inexistente na legislação brasileira

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio não acolheu o pedido do senador sobre as novas tarifas americanas Por Maria Cristina Fernandes | Valor 26/06/2026 Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters São Paulo – A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, frustrou a aposta de que havia recuado e voltou a fazer uma publicação em suas redes sociais em tom de ameaça contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Valeu-se de um versículo bíblico que alerta contra a impunidade daqueles que proferirem mentiras. Quem lhe respondeu não foi o enteado, mas sua mulher, Fernanda Bolsonaro, com outro versículo sobre o que desperta o ódio divino: língua mentirosa, coração que trama projetos perversos e o que semeia contendas entre irmãos. Se a entrada da dentista Fernanda Bolsonaro na contenda teve como objetivo circunscrever o episódio a uma briga entre mulheres da mesma família e não uma disputa pelo espólio político do ex-presidente, não logrou êxito. Isso porque um dos fatos que mais tem fragilizado a condição de Flávio na campanha, a relação com o governo Donald Trump, escalou um grau a mais. Não por iniciativa de seu adversário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas por obra e graça de um aliado inconteste, Paulo Figueiredo. No início da tarde desta sexta, o influenciador, que vive nos Estados Unidos e é o principal interlocutor do bolsonarismo com o secretário do Departamento de Estado, divulgou uma carta de Marco Rubio. Na correspondência, destinada a Flávio Bolsonaro, o secretário de Estado agradece não apenas a visita do senador a Washington mas também a carta por ele enviada com um pedido de recuo do governo americano em relação às sanções contra o governo brasileiro. Rubio agradece o apoio do senador à designação do PCC e do CV como organizações terroristas estrangeiras, “sob a lei dos Estados Unidos”, mas não acolhe o pedido sobre as novas tarifas americanas. Diz que o titular da Representação de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, deixou claro a permanência de atos, políticas e práticas “injustificáveis ou discriminatórios” do Brasil em relação ao seu país no comércio digital, serviço de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento. E sugere que, se Flávio quiser ir adiante em sua reclamação, que envie seus comentários para a audiência pública que será realizada pelo USTR (sigla da representação comercial em inglês) no início de julho. O trecho mais grave da carta de Rubio, porém, ficou para o final. Ao concluir, o secretário do Departamento de Estado registra a “generosa oferta” de Flávio Bolsonaro de “colocar uma equipe de transição à nossa disposição”. Achou por bem acrescentar, “caso o senhor seja eleito”. A legislação brasileira apenas acolhe a formação de equipe de transição entre o governo em questão e aquele que está para ser empossado. Este processo foi regulamentado pelo governo Fernando Henrique Cardoso por lei e decreto de 2002, data da primeira eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A norma prevê a criação de 50 cargos comissionados cujo objetivo é recolher dados junto a órgãos da administração pública federal para preparar os primeiros atos do futuro governo. No mesmo dia 23 de junho em que recebeu a carta de Rubio, o senador Flavio Bolsonaro enviou ao USTR um pedido para participar da audiência pública sobre as tarifas propostas pelo governo Donald Trump contra o Brasil no dia 6 de julho. No dia seguinte, o Itamaraty informou, em suas redes sociais, que tem atuado nos canais diretos de interlocução entre os governos para esclarecer as práticas comerciais do Brasil, e inseriu o pedido de Flávio no âmbito de uma “traição à pátria”: “Os traidores da Pátria não conseguirão reescrever a história. O Brasil sabe que o tarifaço tem sua origem em uma tentativa de interferência externa na justiça brasileira. […] O que os traidores da Pátria devem ao Brasil é um pedido de desculpas pelas tarifas e pelos prejuízos causados a milhares de brasileiros”. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana
A esposa de Jair Bolsonaro acusa enteado de ‘apunhalar pelas costas’ em disputa eleitoral

A esposa de Jair Bolsonaro acusa enteado de ‘apunhalar pelas costas’ em disputa eleitoral Ex-primeira-dama Michelle reage contra o candidato presidencial Flávio em vídeo nas redes sociais, no último revés na campanha Por Michael Pooler | Financial Times 26/06/2026 Da esquerda para a direita: Michelle Bolsonaro, Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro no ano © passado Eraldo Peres/AP São Paulo – Uma disputa familiar dentro da realeza política de direita do Brasil explodiu depois que a esposa do ex-presidente preso Jair Bolsonaro atacou seu filho mais velho, Flávio Bolsonaro, que está concorrendo à presidência este ano. Michelle Bolsonaro acusou seu enteado de uma “facada pelas costas” em um vídeo de quase 30 minutos postado online, enquanto a ex-primeira-dama indicava que se absteria de fazer campanha ativa por Flávio, três meses antes da campanha do senador contra o líder de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva. A mulher de 44 anos disse ter sido humilhada por seu enteado, que é um ano mais velho, ao relatar uma conversa telefônica sobre um desentendimento em relação a um candidato regional do partido Liberal. “Seria melhor se ele não tivesse ligado. Ele foi muito duro, me desrespeitou e me tratou mal ao telefone… Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões tomadas pelo partido. Ele disse que eu era novata e não entendia nada de política”, disse ela no vídeo na quarta-feira. As disputas públicas revelam uma antiga desarmonia entre Michelle, que se tornou uma figura popular entre os conservadores brasileiros, e os quatro filhos políticos de seu marido de 71 anos. A saga ameaça outro revés para a campanha vacilante de Flávio Bolsonaro, que foi nomeado sucessor por seu pai populista de extrema-direita após o mais velho receber uma sentença de 27 anos por planejar um golpe. Eduardo Grin, professor de política da Fundação Getúlio Vargas, descreveu o episódio como uma “bomba” para o direitista.”Isso mostra que a campanha de Flávio Bolsonaro — mesmo no seu núcleo, a própria família — é completamente desunida e fragmentada. Isso revela que a autoridade que seu pai, Jair Bolsonaro, pode exercer nesse processo é limitada, e que a pessoa que realmente controla o jogo político dentro da casa da família hoje é Michelle Bolsonaro”, acrescentou. “É desastroso para [Flávio] Bolsonaro porque projeta uma imagem dele como um sexista, assim como seu pai, para um eleitorado que ele já lutava para conquistar.” Flávio chegou a estar com Lula em muitas pesquisas até não faz muito tempo, mas sua estrela caiu após erros, como revelações de que ele pediu dezenas de milhões de dólares a um suspeito de fraude para financiar um filme hagiográfico sobre seu pai. Antes apelidado de Trump dos Trópicos, Jair Bolsonaro governou a democracia mais populosa da América Latina por quatro anos tumultuados até 2022, adotando posições duras pró-armas e valores tradicionais. Em setembro passado, ele foi considerado culpado de conspirar para permanecer no poder ilegalmente após uma derrota eleitoral para Lula. Michelle afirmou ser vítima de uma campanha difamatória e sugeriu ligações com aliados de seu enteado. “Tentei ficar quieta, mas vejo a maldade de alguns que afirmam ser defensores e aliados do meu marido, mas plantam narrativas maliciosas e mentiras descaradas envolvendo meu nome”, disse ela. “O grupo que espalha calúnias — orquestrado por alguém no exterior — continua operando e me atacando todos os dias.” Outro filho de Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, vive em exílio autoimposto nos EUA. A Suprema Corte do Brasil o condenou a quatro anos de prisão neste mês por cortejar a interferência dos EUA no julgamento do golpe de seu pai. Flávio deu uma resposta conciliatória ao post de sua madrasta: “Em nenhum momento ofendi ou pretendi ofender Michelle. Se eu fizer isso em algum momento, mais uma vez, peço desculpas”, escreveu ele no X. “Tenho absoluta convicção de que todos temos o mesmo objetivo: o melhor para o Brasil e nos libertarmos da esquerda.” As turbulências dentro do clã surgem enquanto Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar por motivos de saúde, tenta restaurar a sorte de sua dinastia política. Um amigo da família disse sobre Michelle: “Ela estava sob muita pressão para participar da campanha, e realmente não queria — então queria defender seu caso, que é bastante fraco.” Embora Jair Bolsonaro continue sendo o líder supremo dos conservadores brasileiros, sua esposa se destacou como uma importante atriz política. Michelle lidera o ramo feminino do Partido Liberal e é apontada como possível candidata ao Senado. Cristã devota e falante de língua de sinais, ela conta com forte apoio entre as crescentes fileiras de evangélicas do Brasil. “Minha prioridade agora é cuidar da minha família — do meu marido, que precisa de mim”, ela disse no vídeo. Ela tentou amenizar o confronto na manhã de quinta-feira, dizendo que não tinha “raiva de ninguém”. “Apenas esclareci uma situação que estava sendo deturpada. Vamos todos trabalhar juntos para derrotar o atual mau governo”, comentou Michelle, acrescentando: “Vá em paz.” Reportagem adicional por Beatriz Langella Notícia anterior Deputado FederalPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram A esposa de Jair Bolsonaro acusa enteado de ‘apunhalar pelas costas’ em disputa eleitoral 26/06/2026 Professores protestam durante votação do piso do magistério na Câmara de Campos 26/06/2026 Rubio responde a Flávio Bolsonaro e diz que manterá tarifaço pedido por Eduardo 26/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Professores protestam durante votação do piso do magistério na Câmara de Campos

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Proposta enviada pela Prefeitura foi aprovada por 17 votos a 2; sindicato afirma que medida prejudica plano de carreira, enquanto governo defende valorização da categoria. Por Edson Araújo | g1 26/06/2026 Professores protestam por piso do magistério na Câmara de Campos — Foto: Edson Araujo/g1 Campos dos Goytacazes – Professores da rede municipal protestaram durante a sessão da Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, que aprovou, na noite de terça-feira (23), o projeto de lei da Prefeitura sobre a aplicação do piso salarial do magistério. A proposta foi aprovada por 17 votos favoráveis, dois contrários e uma abstenção. A sessão começou por volta das 17h e durou mais de três horas. Professores ocuparam as galerias da Casa com faixas e cartazes, cobrando mudanças no texto enviado pelo Executivo. Em meio aos protestos, o presidente da Câmara, vereador Frederico Rangel, interrompeu os trabalhos em duas ocasiões para restabelecer a ordem. Segundo o Sindicato dos Profissionais Servidores Públicos Municipais de Campos dos Goytacazes (Siprosep), o projeto não incorpora o piso nacional ao vencimento-base da categoria e prevê o pagamento de uma parcela complementar para atingir o valor mínimo estabelecido. A presidente do Siprosep, Elaine Leão, afirmou que a proposta compromete o plano de carreira dos professores. “O problema maior é que, dentro desse projeto de lei, eles estão destruindo o plano de carreira do servidor, que tem uma progressão funcional a cada dois anos, quando é bem avaliado. O que está acontecendo agora é que essa avaliação funcional vai ser usada dentro do piso, sendo que piso é piso, não é teto.” Ela também afirmou que a medida pode impedir ganhos salariais futuros da categoria. “O governo federal deu 5,3%, mas aqui não vai ter nada, porque vai utilizar a progressão, a titulação e o plano de carreira do profissional.” Governo defende proposta A Prefeitura de Campos defendeu a proposta e informou que ela garante o pagamento do piso nacional aos profissionais da educação, respeitando os limites da responsabilidade fiscal do município. Líder do governo na Câmara, o vereador Dudu Azevedo afirmou que o objetivo é assegurar que nenhum professor receba abaixo do piso sem comprometer o equilíbrio financeiro da administração. “O principal era que nenhum professor fosse lesado e recebesse abaixo do piso. Também conseguimos, de uma forma legal e institucional, manter as contas do município em ordem, fazendo os pagamentos em dia.” Além do projeto do magistério, os vereadores aprovaram por unanimidade a prorrogação do subsídio ao transporte coletivo, que mantém a tarifa social em R$ 3,50, e a regulamentação das férias dos conselheiros tutelares. Ao fim da sessão, o presidente da Câmara afirmou que as manifestações ocorreram dentro do direito democrático e que, apesar dos momentos de tensão, os trabalhos foram concluídos normalmente. O Siprosep informou que pretende continuar dialogando com a Prefeitura sobre os impactos da medida na carreira dos professores. Já o município afirmou que seguirá discutindo a implementação da proposta com a categoria. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana
Rubio responde a Flávio Bolsonaro e diz que manterá tarifaço pedido por Eduardo

Rubio responde a Flávio Bolsonaro e diz que manterá tarifaço pedido por Eduardo Em carta a Flávio Bolsonaro, Marco Rubio cita eleições de 2026 e menciona “oferta de equipe de transição” caso o senador seja eleito Por Gabriel Gomes | ICL Notícias 26/06/2026 Marco Rubio e Flávio Bolsonaro O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, respondeu a uma carta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e afirmou que o governo de Donald Trump deve manter a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros. O anúncio do novo tarifaço contra o Brasil se deu cerca de uma semana após um encontro entre Flávio e Trump. O tarifaço norte-americano contra as exportações brasileiras, assim como a revogação de vistos de ministros do STF e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, foi estimulado pelo irmão de Flávio, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), na tentativa de evitar a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo da trama golpista. Eduardo foi condenado pelo STF pelo crime de coação. Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados. Em carta enviada na terça-feira (23), Rubio reafirmou a posição dos EUA sobre políticas que supostamente prejudicam a economia norte-americana, entre elas o Pix. Rubio respondeu uma carta em que Flávio Bolsonaro, após as ações do irmão, pedia que os EUA não impusessem tarifas de 25% aos produtos brasileiros, como recomendou uma investigação comercial do país americano. Na carta, Rubio, afirma que a investigação conduzida no país sobre práticas comerciais deixou “claro que continuamos a ter diferenças substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação”. Rubio cita as diferenças, como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais injustas, aplicação da lei anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal. “Qualquer parte interessada no Brasil pode participar do período de comentários públicos sobre a ação responsiva proposta e da audiência pública”, diz Rubio, em referência a uma audiência que vai acontecer no próximo dia 6 de julho. Eleições brasileiras Na carta, Rubio também falou sobre as eleições no Brasil. O secretário dos EUA afirmou que o país observa o “otimismo” de Flávio em relação às próximas eleições de outubro “e sua generosa oferta de colocar uma equipe de transição à nossa disposição, caso você seja eleito”. “Os Estados Unidos estão prontos para trabalhar cooperativamente com os líderes escolhidos pelo povo brasileiro para buscar uma estrutura de comércio e investimento ampla, justa e mutuamente benéfica”, diz Rubio. “Espero ansiosamente pela continuação do nosso diálogo e pelo aprofundamento da parceria estratégica entre nossas duas grandes nações”. O secretário encerra a carta dizendo “que Deus abençoe os Estados Unidos e o Brasil”. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPixPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Professores protestam durante votação do piso do magistério na Câmara de Campos 26/06/2026 Rubio responde a Flávio Bolsonaro e diz que manterá tarifaço pedido por Eduardo 26/06/2026 Moradora afirma esperar há 5 anos por obra contra alagamentos em Itaperuna 26/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
MPRJ cumpre mandados na Prefeitura de Búzios em investigação sobre uso de areia de lixão em campo de futebol

MPRJ cumpre mandados na Prefeitura de Búzios em investigação sobre uso de areia de lixão em campo de futebol A 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Cabo Frio obteve na Justiça mandados de busca e apreensão de documentos da Prefeitura de Armação dos Búzios relacionados a uma obra de urbanização no bairro José Gonçalves. As medidas foram cumpridas na manhã desta sexta-feira (26/06) por agentes do Grupo de Apoio aos Promotores (GAP/MPRJ), que recolheram processos físicos e digitais em órgãos e secretarias municipais. Por MPRJ 26/06/2026 MPRJ cumpre mandados na Prefeitura de Búzios em investigação sobre uso de areia de lixão em campo de futebol A investigação apura o possível uso de areia extraída ilegalmente do antigo lixão da Baía Formosa para a construção de um campo de futebol. O caso teve início após uma denúncia encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), em 2025. Moradores relataram que o material utilizado teria sido retirado do lixão e associaram a situação a um surto de sarna que levou à suspensão das aulas em uma escola da região. Diante das denúncias, a Promotoria de Justiça instaurou procedimento para verificar a regularidade ambiental e sanitária da obra. Segundo o MPRJ, ao longo de mais de um ano foram enviados diversos ofícios solicitando documentação técnica à Prefeitura. No entanto, o município não apresentou os documentos solicitados, limitando-se a pedir sucessivas prorrogações de prazo e a encaminhar respostas consideradas insuficientes. Diante dessa resistência, a Promotoria decidiu recorrer à Justiça para a apreensão de documentos como o processo de licenciamento da obra, relatórios de vistoria, contratos e comprovantes de origem e transporte do material. As suspeitas também foram reforçadas por investigação da Polícia Federal, que confirmou a extração irregular de saibro no antigo lixão sem autorização do órgão federal competente. De acordo com a apuração, o material foi utilizado na obra pública, embora o edital previsse a aquisição regular de areia. O inquérito da Polícia Federal resultou no indiciamento do então secretário municipal responsável e do proprietário da empresa contratada por crimes ambientais, usurpação de bem da União e fraude em licitação. Para a Promotoria de Justiça, os fatos também podem indicar prejuízo aos cofres públicos. Notícia anteriorPróxima notícia Armação dos Búzios RJMP-RJPolícia Federal PFRegião do Lagos Baixada Litorânea Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 MPRJ ajuíza ação por improbidade administrativa contra Jorge Felippe, Jorge Felippe Neto e dirigentes do Iterj 30/06/2026 PF faz operação contra alvos ligados a ex-prefeito de Duque de Caxias 30/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Caso Eletrozema explica resistência de Zema a divulgar isenções fiscais em MG

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Empresa da família do ex-governador deixou de pagar R$ 2,2 milhões em ICMS Por Bernardo Mello Franco | O Globo 26/06/2026 Romeu Zema, em evento do partido Novo — Foto: TV Globo Ao defender o sigilo sobre as isenções fiscais do governo de Minas Gerais, Romeu Zema disse que a divulgação das empresas beneficiadas seria “perniciosa” para o estado. A descoberta de que a Eletrozema deixou de pagar R$ 2,2 milhões em impostos, revelada pela coluna, indica que a preocupação era outra. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana
Moradora afirma esperar há 5 anos por obra contra alagamentos em Itaperuna

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Segundo relato, água invade casa sempre que chove e causa prejuízos; prefeitura diz que projeto está em análise. Por Diego Varsi | g1 26/06/2026 Chuva causa transtornos há anos por falta de obra — Foto: Fabiana Azevedo Itaperuna – Uma moradora de Itaperuna, no Noroeste Fluminense, afirma esperar há cinco anos por uma obra de drenagem para resolver um problema de alagamentos na Rua Odorico Pereira de Macedo. Segundo ela, a água invade a casa sempre que chove e provoca prejuízos. A Prefeitura informou que o caso está em análise e depende de estudos técnicos. De acordo com a moradora, sempre que chove, a água das galerias pluviais desce pela rua, atravessa um terreno vizinho e invade o quintal da residência, causando danos e insegurança. Ela conta que comprou o imóvel, fez uma reforma e, poucos meses depois, uma forte chuva provocou prejuízos na casa. Desde então, afirma que precisou morar de aluguel por cerca de cinco anos enquanto aguardava uma solução definitiva. Ainda segundo o relato, moradores de imóveis vizinhos autorizaram a passagem de uma galeria de drenagem por seus terrenos para viabilizar a obra. No entanto, o serviço ainda não foi executado. A moradora disse que o problema voltou a ocorrer durante as chuvas registradas no início deste mês. Em nota, a Prefeitura de Itaperuna informou que o caso é acompanhado pela Secretaria Municipal de Urbanismo, Obras e Serviços Urbanos e que há um processo administrativo em andamento. Segundo a administração municipal, a intervenção precisa ser feita em um local de difícil acesso, o que exige estudos técnicos para definir a melhor solução. A prefeitura acrescentou que as alternativas estão sendo avaliadas conforme as condições de execução e a disponibilidade de recursos, com o objetivo de resolver o problema de forma definitiva. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana
Pré-candidato do PL ao governo do Rio defende bombardeio dos EUA a embarcações suspeitas de tráfico: ‘Tem meu total apoio’

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Douglas Ruas também afirmou apoiar decisão americana de designar as facções CV e PCC como organizações terroristas Por Yago Godoy | O Globo 27/05/2026 Primeira sessão da ALERJ presidida pelo Deputado Douglas Ruas. — Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL), pré-candidato ao governo do estado, afirmou ser a favor de ações militares dos Estados Unidos na costa brasileira. Ao ser questionado sobre o tema, o deputado estadual defendeu o bombardeio de traficantes “no mar aberto”, antes que drogas e armas contrabandeadas cheguem às cidades. A declaração ocorre após os americanos classificarem as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, o que, segundo a avaliação de especialistas, pode abrir caminho para operações dos EUA no território nacional. No ano passado, o nome do PL à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), sugeriu que os americanos atacassem “organizações terroristas” na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. O posicionamento ocorreu nas redes sociais, após os Estados Unidos anunciarem um ataque a um barco que supostamente transportava drogas no Oceano Pacífico. Em entrevista à BBC News, divulgada nesta sexta-feira, Ruas foi perguntando sobre a declaração do correligionário: “Defendo medidas efetivas para impedir que essas armas e essas drogas cheguem ao nosso território. E, se for necessário bombardear esses traficantes de drogas, traficantes de armas no mar aberto, antes dessas armas chegarem aqui no nosso território, nas nossas cidades, têm o meu total apoio”, afirmou o pré-candidato. O presidente da Alerj citou a apreensão de fuzis de origem estrangeira no estado, além de alegar que drogas vendidas no Rio, como a cocaína, são produzidas em outros países. Ele defendeu a “cooperação internacional” para o “enfrentamento do crime organizado”, o que já ocorre entre as forças de segurança de ambos os países. “Eu tenho defendido que nós possamos classificar as facções criminosas como terrorista, porque o que eles praticam é impor o terror à população de bem do nosso Estado. As pessoas estão com as suas liberdades cerceadas por essas pessoas”, completou Ruas, que também aproveitou para criticar a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesse âmbito. “Lamentavelmente, o atual presidente entende que eles não são terroristas e ainda os chamou de ‘nossos criminosos’. Nós não temos compromisso com criminosos”. Pesquisa Datafolha divulgada na última terça-feira apontou que 59% dos brasileiros apoiam rotular as facções CV e PCC como terroristas. Mesmo assim, o levantamento também mostrou que 74% da população rejeita a possibilidade de os EUA atuarem contra integrantes dessas facções em território brasileiro sem autorização do governo do Brasil. Segurança Ainda em relação à segurança, Ruas afirmou que o maior problema do Rio de Janeiro é o domínio territorial pelas facções. Ele elogiou a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, em outubro do ano passado, que culminou em 122 mortes, mas ressaltou que “se não tiver uma continuidade da presença do Estado, (a ação) não nos dá uma efetividade duradoura”. “O que aconteceu no Complexo da Penha e do Alemão é uma legítima ação do Estado”, disse Ruas, alegando que o Rio se tornou um “resort para criminosos” devido à chamada “ADPF das Favelas”, determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para impor restrições a operações policiais em comunidades. Na mesma entrevista, Ruas também foi questionado sobre a coerência em ter um forte discurso de combate à criminalidade mesmo sendo aliado de Flávio, que chegou a empregar em seu gabinete — entre 2016 e 2018 — a mãe do miliciano Adriano da Nóbrega, ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e líder do Escritório do Crime: “Eu não estava aqui na Assembleia Legislativa no passado. Esse foi o meu primeiro mandato. Não acompanhei de perto”, afirmou. “Pra minha pré-candidatura, não é problema algum. As pessoas podem pesquisar minha trajetória de vida, minha trajetória de trabalho”, completou. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana
‘Ordem da diretoria’: polícia investiga comunicado com regras de circulação impostas pelo tráfico na Zona Norte

‘Ordem da diretoria’: polícia investiga comunicado com regras de circulação impostas pelo tráfico na Zona Norte Relatos apontam imposição de regras por suspeitos em ruas comerciais do bairro Jardim América; polícias Civil e Militar dizem que atuam na região. Por Klara Faria | TV Globo 26/06/2026 Segundo moradores, ‘regras de convivência’ foram impostas pelo tráfico — Foto: Reprodução/TV Globo Moradores do bairro Jardim América, na Zona Norte do Rio, denunciam que por conta da expansão da atuação de criminosos em ruas da região, criminosos passaram a impor regras de circulação para motoristas e pedestres, com as orientações de circulação divulgadas em grupos de mensagens da região. As normas valem especialmente na Marechal Antônio de Souza e na Teixeira e Souza, conhecidas pelo comércio e pela circulação de pessoas durante o dia. “Estamos ficando sem o direito de ir e vir. Estão nos obrigando a andar com medo dentro do nosso próprio bairro”, afirmou um morador, que não quis se identificar. As duas vias ficam a cerca de duas quadras da comunidade Furquim Mendes. Entre as determinações relatadas estão: a obrigatoriedade de trafegar com vidros abertos e pisca-alerta ligado ao entrar na área, além da exigência de reposicionar barricadas ao entrar e sair das ruas, e restrições à circulação de motociclistas com capacete, incluindo moradores e trabalhadores de aplicativos. De acordo com moradores, pessoas que descumprem as regras estariam sujeitas a ameaças. Há ainda relatos de abordagens a motoristas de aplicativo, mototaxistas e moradores nas vias citadas. Mensagens compartilhadas em grupos de moradores indicam preocupação com a situação e pedidos de ajuda. Em alguns casos, há relatos de orientações para não divulgar informações sobre os episódios. “Precisamos de ajuda urgente. Bandidos estão expandindo o tráfico para ruas comerciais. Estamos ficando sem o direito de ir e vir e andando com medo dentro do nosso próprio bairro”, relatou um morador, que pediu anonimato. O que dizem as polícias Em nota, a Polícia Civil informou que mantém investigações e ações permanentes contra organizações criminosas que atuam na região. “A Polícia Civil, por meio das delegacias especializadas e distritais, mantém atuação permanente, com foco na identificação e prisão de lideranças, bem como na desarticulação das estruturas desses grupos”, diz o comunicado. A corporação afirmou ainda que atua em conjunto com a Polícia Militar, responsável pelo policiamento ostensivo. Já a Polícia Militar informou que o 16º BPM (Olaria) realiza policiamento intensivo na região, com ações voltadas à prevenção da expansão territorial de grupos criminosos. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia CivilPolícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Professores protestam durante votação do piso do magistério na Câmara de Campos 26/06/2026 Moradora afirma esperar há 5 anos por obra contra alagamentos em Itaperuna 26/06/2026 ‘Ordem da diretoria’: polícia investiga comunicado com regras de circulação impostas pelo tráfico na Zona Norte 26/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Distribuidora investigada por ligação com PCC tem contrato de R$ 168,8 milhões para abastecer frota da PM do RJ

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Acordo firmado em março de 2025 com a a Rede Sol previa fornecimento de mais de 36 milhões de litros de gasolina e diesel até abril de 2027; contrato poderia ser prorrogado por até 10 anos. Agora, quase 1 ano depois de operação policial contra empresa, PM prepara uma nova licitação. Por Rafael Nascimento | g1 Rio 26/06/2026 O ex-governador Cláudio Castro e o ex-secretário da PM, Marcelo Menezes — Foto: Divulgação A Rede Sol Fuel Distribuidora, empresa alvo de buscas na Operação Carbono Oculto, que investiga a estrutura financeira do Primeiro Comando da Capital (PCC), mantém um contrato milionário com o governo do Rio de Janeiro para abastecimento da frota da Polícia Militar. Quase 1 ano após a operação que movimentou o mercado financeiro de São Paulo, na Avenida Faria Lima, e depois de o g1 questionar a PM sobre o motivo de a corporação ainda manter contrato com uma empresa investigada por ligação com o crime organizado, a corporação disse que o contrato é legal, mas que vai fazer uma nova licitação para o abastecimento das viaturas. (Confira nota na íntegra no final da reportagem). O Palácio Guanabara não quis comentar os questionamentos da reportagem. O contrato de R$ 168 milhões com a distribuidora foi assinado em março de 2025, na gestão do então secretário Marcelo de Menezes Nogueira, e vale até 2027. No começo deste ano, Menezes deixou o posto para se candidatar a deputado estadual. Pelo contrato, a empresa deve fornecer 32 milhões de litros de gasolina e mais de 4 milhões de litros de diesel S10, totalizando quase 37 milhões de litros de combustíveis para os postos internos da corporação. A gasolina representa R$ 147,8 milhões, enquanto o diesel responde por R$ 20,9 milhões. O contrato não especifica quantos veículos ou viaturas serão abastecidos. Atualmente, a corporação possui cerca de 5 mil veículos. Segundo o edital, o objeto prevê o fornecimento de combustíveis para toda a frota atendida pelos 70 postos internos da PM, nos batalhões, com sistema de gerenciamento e controle de abastecimento sem intervenção humana. Origem do dinheiro Desde que foi assinado, ainda na gestão do ex-governador Cláudio Castro (PL), o acordo passou por pelo menos 3 alterações para incluir novas fontes de recursos orçamentários — ou seja, de onde viria o dinheiro para o contrato. Em julho de 2025, foram acrescentados R$ 456 mil provenientes de um convênio entre a PM e a Prefeitura de Barra do Piraí. Em outubro de 2025, outra alteração incluiu R$ 8,49 milhões de taxas destinadas ao Fundo Especial da PM. Já em novembro de 2025, uma 3ªalteração acrescentou R$ 1,77 milhão em recursos do próprio Fundo Especial da PM. Além dos apostilamentos financeiros, a Secretaria de Polícia Militar firmou um termo aditivo com a Rede Sol para prorrogar o prazo de instalação de equipamentos fornecidos em comodato e remanejar dois tanques de combustível entre batalhões. O contrato também prevê a possibilidade de prorrogação sucessiva, podendo alcançar até 10 anos de duração. De acordo com o Ministério Público de São Paulo, a Rede Sol é uma das empresas cujas notas comerciais foram adquiridas pelo Mabruk II Fundo de Investimento, no valor de R$ 30 milhões. O fundo é um dos 40 investigados pela Receita Federal como financiadores das aquisições do PCC no mercado de combustíveis. A operação foi apontada pelo MP como “instrumentalização da lavagem de capitais”. Gasolina batizada Meses antes, em maio do ano passado, o 38º BPM (Três Rios) identificou irregularidades no combustível fornecido pela Rede Sol. O caso resultou na abertura de um processo judicial. Na ocasião, um policial militar flagrou e apreendeu um caminhão da distribuidora que transportava gasolina com 37% de etanol anidro — índice 10 pontos percentuais acima do limite legal de 27% estabelecido pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). A irregularidade foi confirmada por laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), da Polícia Civil, encaminhado à 108ª DP (Três Rios). O processo tramita sob sigilo na 2ª Vara da Comarca de Três Rios, que abrange também Areal e Levy Gasparian. Segundo o ex-secretário da Polícia Militar, a empresa foi notificada e multada em mais de R$ 1 milhão. Além disso, de acordo com Menezes, a Rede Sol foi proibida de participar de licitações no município de Três Rios pelo período de um ano. Contrato rescindido com prefeitura No começo do ano, a Prefeitura do Rio decidiu suspender a contratação da empresa Rede Sol, uma das vencedoras da licitação para fornecimento de diesel aos mais de 700 ônibus articulados da estatal Mobi-Rio, até a conclusão das investigações da Operação Carbono Oculto. A empresa Vibra Energia foi declarada vencedora, mas a Rede Sol poderia ser acionada como fornecedora em caso de problemas da primeira colocada para prestar o serviço. O resultado do pregão eletrônico habilitou a Rede Sol na condição de “empresa redundante”, capacitada para fornecer o equivalente a R$ 68,2 milhões em combustível. Mas pela lei das licitações, a Rede Sol só atenderia à Mobi-Rio caso ocorresse alguma falha no abastecimento de combustível pela Vibra Energia ou um aumento imprevisto de demanda. O que dizem os citados Procurado pela reportagem, o ex-governador Cláudio Castro afirmou que a responsabilidade pelo pregão cabe ao então secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes. Castro disse ainda que não irá comentar o caso. Por sua vez, o ex-secretário da Polícia Militar afirmou que o contrato foi firmado por meio de pregão eletrônico, o que permitiu a participação de outras empresas. Ele ressaltou que a Rede Sol tinha a documentação em dia, “não houve direcionamento” nem interferência para favorecer a vencedora da licitação. Ainda segundo Menezes, mesmo após a Operação Carbono Oculto, “não havia fundamento para romper um contrato essencial para o funcionamento” da instituição. O ex-secretário acrescentou que a empresa Rede Sol fornece combustível para diversos órgãos públicos, como a Presidência da República, o Exército e a Marinha, e declarou que está “tranquilo”, destacando que “não poderia estabelecer uma pré-condenação”. O ex-secretário também enviou uma nota. Veja na íntegra no final da reportagem. A PM afirmou que a contratação é legal e informou que a empresa cumpriu todas as exigências previstas no