‘Foi muito tiro’, diz prima de um dos pedreiros mortos em São Gonçalo, RJ; moradores dizem que PM confundiu homens com bandidos

‘Foi muito tiro’, diz prima de um dos pedreiros mortos em São Gonçalo, RJ; moradores dizem que PM confundiu homens com bandidos Testemunhas dizem que Marcelo da Cruz Silva, de 41 anos, e Edivan Felipe de Assis, de 46, eram pedreiros e estavam com ferramentas e marmitas para começar obra na região da Ipuca. Por Erick Rianelli, Guilherme Santos, Marco Antônio Martins e Rafael Nascimento | g1 Rio e TV Globo 27/05/2026 Dois trabalhadores são mortos durante ação da PM no Jardim Catarina — Foto: O São Gonçalo A prima de um dos homens mortos a tiros pela Polícia Militar na manhã desta quarta-feira (27) em São Gonçalo defende que o parente não era bandido e que morreu de maneira covarde. Testemunhas dizem que Marcelo da Cruz Silva, de 41 anos, e Edivan Felipe de Assis, de 46, eram pedreiros e estavam com ferramentas e marmitas para começar obra na região da Ipuca, no bairro Jardim Catarina. “Meu primo saindo para trabalhar, não sei se foi Bope, se foi Core, só sei que deram uma rajada de tiro para cima dele. Não foi pouco, não, foi muito tiro”, lamenta a prima, que preferiu não se identificar. “Morreu de maneira covarde, e eu lamento muito pela morte do meu primo. Eu cuidei dele, eu posso dizer, ele não era bandido, não era, porque se fosse eu colocava a cara aqui para falar, mas ele não era, morreu na covardia”, completa. Em nota, a PM lamentou as mortes. “A corporação lamenta a morte do Marcelo da Cruz Silva e do Edivan Felipe de Assis e ressalta que preza pela transparência de suas ações colaborando integralmente com as investigações do caso.” (Veja a nota na íntegra no final da reportagem). Segundo relatos de testemunhas, os dois foram baleados no momento em que saíam de casa para trabalhar. Moradores contaram que os disparos aconteceram entre 7h e 7h30. Não está claro de onde os tiros partiram. Mas, testemunhas contam que os agentes estavam no local em apoio a uma operadora de telefonia. Não se sabe se os agentes estavam portando as câmeras corporais. Um dos homens também seria o dono de um bar na região da Ipuca e, naquele momento, teria ido ajudar o amigo como ajudante de pedreiro em uma obra para complementar a renda. Os dois homens foram encontrados caídos no chão ao lado de ferramentas de obra. A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) investiga o caso. BR fechada e aulas suspensas Por conta das mortes, moradores do Jardim Catarina fecharam a BR-101, na altura do KM 306, no sentido Rio. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), manifestantes atearam fogo em pneus por volta das 9h20, e, apesar de a situação ter sido inicialmente controlada, o grupo permaneceu às margens da rodovia. Às 9h55, a pista chegou a ser totalmente fechada, sendo parcialmente liberada às 10h02. Segundo a concessionária Autopista Fluminense, a faixa da direita ficou bloqueada, causando cerca de 1 km de congestionamento. Equipes da PRF, Corpo de Bombeiros e da concessionária atuam no local. Por sua vez, a Prefeitura de São Gonçalo informou que a Unidade de Saúde Familiar Agenor José da Silva está fechada. Já a Unidade Municipal de Educação Infantil Augusto de Freitas Lessa e o CIEP 051 Municipalizado Anita Garibaldi tiveram as aulas suspensas nesta manhã. O que dizem os citados “A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que , de acordo com o comando do 7º BPM (São Gonçalo), um procedimento apuratório segue em curso para averiguar todas as circunstâncias na qual policiais militares atingiram dois homens em uma motocicleta, durante ocupação na localidade de Ipuca, na manhã desta quarta-feira (27/05). O local foi isolado e a Delegacia de Homicídios da região foi acionada. A Corporação lamenta a morte do Marcelo da Cruz Silva e do Edivan Felipe de Assis e ressalta que preza pela transparência de suas ações colaborando integralmente com as investigações do caso.” Notícia anteriorPróxima notícia Polícia CivilPolícia Militar PMPRF Polícia Rodoviária FederalRegião Metropolitana e Baixada Fluminenserodovia BR-101São Gonçalo RJ ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos 28/05/2026 Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo 27/05/2026 Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
PF diz que BRB participou de fraudes em aportes bilionários no Banco Master

PF diz que BRB participou de fraudes em aportes bilionários no Banco Master Investigação aponta que banco público conhecia suspeitas sobre carteiras falsas e manteve operações para dar liquidez ao Master Por Marina Finelli | BP Money 27/05/2026 Foto: Montagem/ABCdoABC A Polícia Federal concluiu que o Banco de Brasília (BRB) teve participação direta nas irregularidades envolvendo aportes bilionários no Banco Master e não pode ser tratado como vítima do esquema investigado. A apuração envolve operações que somaram cerca de R$ 12 bilhões por meio da compra de carteiras de crédito consideradas fraudulentas. O relatório sigiloso foi enviado ao ministro André Mendonça, do STF, no mês passado. O documento serviu de base para justificar a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, acusado de receber R$ 146 milhões em imóveis como propina. PF aponta que BRB sabia das irregularidades Segundo a investigação, dirigentes do BRB tiveram conhecimento das suspeitas de fraude ainda no segundo semestre de 2024, quando começaram as operações com o Banco Master. Mesmo assim, os gestores decidiram manter os contratos. A PF afirma que documentos internos, depoimentos, mensagens e relatórios financeiros mostram que o banco ignorou alertas sobre problemas graves nas carteiras adquiridas. Os investigadores também destacam que o banco utilizava planilhas de Excel para controlar operações bilionárias e não possuía estruturas adequadas de governança para acompanhar os contratos. Auditoria encontrou planilhas falsas Como revelou o Estadão, uma auditoria interna do BRB detectou que parte das carteiras vendidas pelo Master continha e-mails falsos, idades fictícias e informações inconsistentes. Segundo a PF, a direção do BRB nunca entregou espontaneamente esse material às autoridades. Os investigadores só tiveram acesso aos documentos após apreensões realizadas na Operação Compliance Zero. A investigação também identificou pressão sobre funcionários para aprovar contratos em poucos minutos, sem análise técnica adequada. Diretoria alertou sobre riscos das operações Depoimentos colhidos pela PF mostram que integrantes da área jurídica do BRB recomendaram cautela desde março de 2025. O ex-diretor jurídico Jaques Maurício Ferreira Veloso afirmou que as operações começaram a gerar preocupação dentro do banco e que a documentação chegava aos diretores apenas no momento das votações. Em outra reunião, Luana registrou que Paulo Henrique Costa defendia a continuidade dos aportes porque “o Master iria quebrar” sem as operações. PF vê tentativa de legalizar contratos Na outra ponta da investigação, a PF apreendeu mensagens de Daniel Vorcaro e executivos do Banco Master discutindo alterações em documentos ligados às operações com o BRB. Segundo os investigadores, os diálogos mostram tentativas de ajustar contratos já assinados para tentar dar aparência de legalidade às transações. Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBBanco MasterPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan 28/05/2026 ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos 28/05/2026 Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
PF mira milícia digital de R$ 25 milhões ligada a Dr. Furlan, ex-aliado de Alcolumbre

PF mira milícia digital de R$ 25 milhões ligada a Dr. Furlan, ex-aliado de Alcolumbre Operação Palanque Digital apura uso de verba da comunicação da Prefeitura de Macapá para autopromoção política, deepfakes e ataques a adversários no Amapá Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 27/05/2026 PF apura milícia digital ligada a Dr. Furlan – Dr. Furlan (MDB), prefeito de Macapá/Foto: Rogério Lameira/Prefeitura de Macapá) Milicia Digital: A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (26) a Operação Palanque Digital, no Amapá, para investigar uma suposta organização criminosa digital ligada ao ex-prefeito de Macapá Dr. Furlan (PSD), ex-aliado e hoje adversário do grupo do senador Davi Alcolumbre (União-AP). Segundo a PF, contratos de publicidade institucional da Prefeitura de Macapá, na ordem de R$ 25 milhões, teriam sido usados para financiar autopromoção política, desinformação e ataques a adversários. A operação cumpre 35 mandados de busca e apreensão em Macapá, Belém e Canela, no Rio Grande do Sul. De acordo com a Polícia Federal, a investigação apura crimes eleitorais, crimes contra a Administração Pública, organização criminosa, lavagem de dinheiro e outros delitos que possam ser identificados no curso do inquérito. A PF afirma que valores destinados à comunicação pública da Prefeitura de Macapá teriam sido desviados de sua finalidade original para custear influenciadores digitais, veículos e empresas de comunicação usados na divulgação de ações de caráter político-eleitoral. Dr. Furlan está entre os alvos da PF A nota oficial da PF não cita nomes. A apuração, no entanto, aponta Dr. Furlan como um dos principais alvos da Operação Palanque Digital. Também foram alvos ex-secretários municipais, comunicadores, influenciadores digitais, empresários da comunicação e donos de agência de publicidade. Entre os investigados está Juarez Menescal, ex-secretário de Comunicação da gestão Furlan em Macapá. Ele foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo durante o cumprimento dos mandados. Até o momento, a operação resultou na apreensão de R$ 65 mil em espécie, quatro armas de fogo e veículos. Duas pessoas foram presas. Milícia digital de Dr. Furlan teria usado IA e deepfakes Segundo a investigação, a estrutura funcionava com divisão de tarefas, fluxo financeiro definido e núcleos voltados à produção de conteúdo político, ataques digitais e impulsionamento de narrativas favoráveis a Dr. Furlan. No topo da engrenagem estaria um núcleo estratégico responsável por definir os adversários a serem atacados, selecionar campanhas de promoção política e orientar a disseminação de conteúdos nas redes sociais. A apuração também aponta indícios de uso de inteligência artificial e deepfakes para criar vídeos, imagens e áudios manipulados. A rede teria produzido conteúdos falsos e ataques com teor homofóbico contra adversários políticos no Amapá. Dr. Furlan já era alvo da PF na Operação Paroxismo A Operação Palanque Digital é o novo capítulo de uma sequência de investigações federais envolvendo a antiga gestão de Dr. Furlan em Macapá. Em setembro de 2025, a PF deflagrou a primeira fase da Operação Paroxismo, que apura suspeitas de fraude em licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro em contrato de R$ 69,3 milhões para obras do Hospital Geral Municipal de Macapá. Em março de 2026, a PF fez a segunda fase da operação, com mandados expedidos pelo Supremo Tribunal Federal. Na ocasião, o caso levou ao afastamento de servidores públicos por decisão judicial. Depois do avanço da investigação, Dr. Furlan deixou a Prefeitura de Macapá. A Câmara Municipal de Macapá oficializou a vacância do cargo em 17 de março. No documento, o ex-prefeito justificou a saída pelo desejo de disputar o governo do Amapá nas eleições de 2026. Relação de Dr. Furlan com Alcolumbre mudou no Amapá Dr. Furlan se tornou uma peça central da política amapaense depois de derrotar Josiel Alcolumbre, irmão de Davi Alcolumbre, na eleição de 2020 para a Prefeitura de Macapá. À época, a Fórum mostrou que Furlan venceu Josiel no segundo turno, em uma disputa marcada pelo apagão que atingiu o Amapá. Antes disso, a eleição em Macapá havia sido uma das mais apertadas do país, com Josiel Alcolumbre e Dr. Furlan avançando ao segundo turno. Nos anos seguintes, Furlan chegou a dividir agendas administrativas com Alcolumbre, mas passou a se consolidar como adversário regional do grupo do presidente do Senado. A nova operação da PF atinge justamente a estrutura digital que, segundo a investigação, teria sido usada para sustentar a imagem política do ex-prefeito e atacar seus opositores no estado. O Amapá também tem sido palco de outras investigações federais com personagens ligados ao campo político local. A Fórum revelou recentemente que o deputado bolsonarista Vinicius Gurgel foi alvo de busca e apreensão no Amapá e que um suplente de Alcolumbre foi indiciado pela PF por suspeita de esquema no Dnit. Na Operação Palanque Digital, a PF investiga se a máquina pública municipal foi usada para financiar uma estrutura clandestina de comunicação política, com recursos públicos, manipulação digital e ataques coordenados contra adversários. Notícia anteriorPróxima notícia Belém PACanela RSDNIT Departamento Nacional de Infraestrutura de TransportesMacapá APPolícia Federal PFPrefeitoPSD Partido Social DemocráticoSenadorSTF Supremo Tribunal FederalUnião Brasil ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos 28/05/2026 Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo 27/05/2026 Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões Eduardo Bolsonaro e Go Up procuraram empresa da Hungria para pagamentos de Dark Horse Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Arraial do Cabo: Instituto que aparece com R$ 60 mil de capital social seria vencedor de disputa por contrato de mais de R$ 40 milhões

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Deverá acontecer às 10h desta quinta-feira (28), a retomada de um processo licitatório aberto em abril deste ano pela Prefeitura de Arraial do Cabo Por Elizeu Pires 27/05/2026 Arraial do Cabo: Instituto que aparece com R$ 60 mil de capital social seria vencedor de disputa por contrato de mais de R$ 40 milhões Com valor global estimado em mais de R$ 43 milhões, o Pregão Eletrônico 008/2026 foi suspenso para análise de documentos, quando a comissão de licitação já tinha definido como as melhores, propostas apresentadas pelo Instituto Rede de Apoio Social, isto depois de pelo menos um pedido de impugnação. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana
Fim da escala 6×1: a hipocrisia de Sóstenes Cavalcante, líder do PL, ao propor 4×3

Fim da escala 6×1: a hipocrisia de Sóstenes Cavalcante, líder do PL, ao propor 4×3 Mesmo contra o fim da escala 6×1, Sóstenes Cavalcante anunciou apoio do PL à escala 4×3. Movimento repete tática usada na isenção do Imposto de Renda para desgastar o governo Lula. Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 27/05/2026 Fim da escala 6×1: Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) – Foto: Lula Marques/Agência Brasil Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, anunciou nesta terça-feira (26) que a bancada vai defender a votação da PEC 8/2025 para tentar aprovar a escala 4×3, com quatro dias de trabalho e três de descanso, na discussão sobre o fim da escala 6×1. O movimento ocorre às vésperas da reunião da comissão especial da Câmara marcada para esta quarta-feira (27), às 10h30, para discutir e votar o parecer do relator Leo Prates (Republicanos-BA) sobre a redução da jornada de trabalho. A guinada expõe a contradição do líder bolsonarista. O PL mudou de posição para tumultuar a votação e passou a defender a escala 4×3 depois de resistir ao avanço da proposta que acaba com a escala 6×1. Sóstenes Cavalcante muda discurso sobre escala 6×1 Em publicação no X, Sóstenes afirmou que o PL estaria “ao lado do trabalhador brasileiro” e que, após reunião da bancada, decidiu defender “a votação da PEC 8/2025, com destaque de preferência, para avançarmos na escala 4×3”. A PEC 8/2025, apresentada por Erika Hilton (PSOL-SP), altera o artigo 7º da Constituição para prever a redução da jornada de trabalho para quatro dias por semana no Brasil. A proposta foi apensada à PEC 221/2019, que trata da redução gradual da jornada para 36 horas semanais. O parecer de Leo Prates, apresentado na segunda-feira (25), recomenda a redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução salarial, com dois dias de descanso por semana, um deles preferencialmente aos domingos. Segundo a Câmara, a transição seria feita em 14 meses. A contradição foi apontada nas redes pelo deputado Thiago Süssekind (União-RJ), que recuperou a mudança de postura do líder do PL no debate sobre o fim da escala 6×1. PL repete tática usada na isenção do Imposto de Renda A ofensiva do PL lembra a estratégia adotada na votação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Naquele caso, Sóstenes apresentou um projeto para elevar a faixa de isenção a R$ 10 mil, proposta de maior apelo popular, mas com impacto fiscal muito superior. O PL 400/2025, de autoria de Sóstenes, foi apresentado em fevereiro de 2025 e prevê isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 10 mil. A proposta foi protocolada enquanto o governo Lula defendia a ampliação da isenção para até R$ 5 mil, com compensação por meio de tributação mínima sobre altas rendas. Em outubro, a Câmara aprovou o projeto do governo que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil por mês. O texto cria, como compensação, um patamar mínimo de 10% de IR para contribuintes de alta renda. A lógica política é semelhante. O PL se coloca publicamente a favor de uma pauta popular, mas apresenta uma versão mais maximalista, de difícil acomodação fiscal ou legislativa, para tentar emparedar o governo e a esquerda. Escala 4×3 vira arma contra Lula Ao defender a escala 4×3 no momento decisivo da tramitação, Sóstenes tenta inverter o desgaste. O partido que vinha resistindo à redução da jornada passa a acusar PT, PSOL e governo Lula de não apoiarem uma proposta ainda mais generosa ao trabalhador. A movimentação ocorre em meio à pressão social pelo fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias e descansa apenas um. A pauta ganhou força no Congresso após mobilização popular e passou a ser tratada como uma das principais agendas trabalhistas do ano. Na prática, a proposta do relator acaba com a escala 6×1 ao estabelecer dois dias de descanso por semana. Já a ofensiva de Sóstenes e do PL tenta deslocar o centro do debate para a escala 4×3 e transformar uma reivindicação dos trabalhadores em instrumento de desgaste contra o governo Lula. Notícia anteriorPróxima notícia Constituição FederalDeputada FederalDeputado FederalImposto de Renda IRPEC Proposta de Emenda à ConstituiçãoPL Partido LiberalPL Projeto de LeiPSOLPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanosUnião Brasil Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA 27/05/2026 A mansão de Eduardo (VIDEO) 27/05/2026 Fim da escala 6×1: a hipocrisia de Sóstenes Cavalcante, líder do PL, ao propor 4×3 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA A mansão de Eduardo (VIDEO) Fim da escala 6×1: a hipocrisia de Sóstenes Cavalcante, líder do PL, ao propor 4×3 Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF Rachadinha e lavagem de dinheiro: as acusações contra Mario Frias denunciadas à PGR Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Doador da campanha de ex-ministro de Bolsonaro é um dos alvos de nova ação da PF sobre fraudes contra aposentados

Doador da campanha de ex-ministro de Bolsonaro é um dos alvos de nova ação da PF sobre fraudes contra aposentados Nova fase da Operação Sem Desconto mira presidentes de organizações que fraudaram aposentados, entre eles Felipe Macedo Gomes, que doou R$ 60 mil para a campanha de Onyx Lorenzoni, ex-ministro de Jair Boslonaro, em 2022. Por Plínio Teodoro | Fórum 27/05/2026 Onyx Lorenzoni (PP-RS) e Felipe Macedo Gomes (Agência Senado) A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagram nesta quarta-feira (27) nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e em pensões. Estão sendo cumpridos 31 mandados de busca e apreensão e 8 medidas cautelares de monitoramento eletrônico no Distrito Federal, São Paulo, Pernambuco e Paraíba. um dos alvos da operação é o ex-presidente da Associação Amar Brasil Clube de Benefício, Felipe Macedo Gomes, que doou R$ 60 mil para a campanha de Onyx Lorenzoni ao governo do Rio Grande do Sul em 2022. Além dele, a PF cumpre mandados contra Dias Delecrode, ex-presidente da Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionista (AASAP), que também teria atuado em várias entidades ligadas ao sistema de descontos associativos, incluindo Amar Brasil, MasterPrev e ANDAPP. Requerimentos da CPMI mostram que entidades associativas das quais ele participou — como AASAP, Amar Brasil e MasterPrev — cresceram justamente no período em que o Ministério da Previdência era comandado por figuras do entorno bolsonarista, especialmente Onyx Lorenzoni. Onyx foi ministro da Casa Civil, Secretaria-Geral da Presidência, Cidadania e Previdência no ex-governo Jair Bolsonaro (PL). Técnico do INSS, Everaldo Felício de Macedo, tambpem está entre os alvos. Ele é suspeito de receber pagamentos de Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, que seria o líder da organização criminosa. Segundo a PF, nesta fase, a ação tem como finalidade aprofundar as investigações que visam esclarecer a prática de diversos crimes contra a Administração Pública, tais como constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e de dilapidação patrimonial. Notícia anteriorPróxima notícia CGU Controladoria-Geral da UniãoCPMI Comissão Parlamentar Mista de InquéritoINSSPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasPresidente da República Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política 27/05/2026 Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA 27/05/2026 A mansão de Eduardo (VIDEO) 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA A mansão de Eduardo (VIDEO) Fim da escala 6×1: a hipocrisia de Sóstenes Cavalcante, líder do PL, ao propor 4×3 Doador da campanha de ex-ministro de Bolsonaro é um dos alvos de nova ação da PF sobre fraudes contra aposentados Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
PF e CGU deflagram nova fase de operação que investiga fraudes em aposentadorias e pensões

PF e CGU deflagram nova fase de operação que investiga fraudes em aposentadorias e pensões Ação cumpre 31 mandados de busca e apreensão e 8 medidas cautelares em 3 estados e no DF. Operação Sem Desconto já atingiu ex-dirigentes do INSS, políticos, empresários e donos de associações e sindicatos. Por Fábio Amato, Léo Arcoverde e Isabela Camargo | TV Globo, GloboNews e g1 27/05/2026 Presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios, Américo Monte Júnior (esquerda) e Igor Dias Delecrode dirigente da Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionista (AASAP). Os dois foram alvos de operação da PF nesta quarta-feira (27) — Foto: Carlos Moura/Agência Senado Brasília – A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quarta-feira (27), uma nova fase da Operação Sem Desconto, que mira um esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. 🔎 Investigações revelaram uma operação fraudulenta para realizar descontos irregulares de valores recebidos por aposentados e pensionistas do INSS, ocorridos no período de 2019 a 2024. Os desvios, conforme as apurações, podem chegar a R$ 6,3 bilhões. Segundo informações obtidas pelo blog da Camila Bomfim, no g1, esta fase da operação apura a atuação de três núcleos regionais envolvidos nas fraudes, com alvos distribuídos em diferentes regiões. Forças de segurança cumprem 31 mandados de busca e apreensão, oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico e outras medidas constritivas (como bloqueio de bens para garantir o pagamento de dívidas). As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e miram alvos no Distrito Federal e nos estados de Pernambuco, São Paulo e Paraíba. Em Brasília, as associações UNIBAP e ABENPREV são investigadas nesta fase. Em São Paulo, são cumpridos nove mandados. Entre os alvos estão quatro associações: Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB) Master Prev Associação de Apoio Social e Assistência ao Próximo Saúde (AASAP) Associação Nacional de Defesa dos Direitos dos Aposentados e Pensionistas (ANDAPP) Correção: na publicação desta reportagem, o g1 errou a sigla de uma das entidades alvos da operação da PF contra fraudes no INSS. A instituição que foi alvo de mandados é a Associação de Apoio Social e Assistência ao Próximo Saúde — cuja sigla é AASAP, e não AASP. A informação foi corrigida às 10h. Em Pernambuco, a operação mira servidores e ex-servidores do INSS que podem estar envolvidos no esquema. Segundo informações obtidas pela TV Globo, os mandados são cumpridos contra os seguintes investigados: Gutemberg Tito de Souza, apontado nas investigações como um dos articuladores ligados à gestão das associações UNIBAP e ABENPREV; Zacarias Canuto Sobrinho, citado como articulador ligado à administração das entidades investigadas; Cleiton dos Santos Medeiros, identificado nas apurações como operador ou intermediário ligado à estrutura financeira e operacional investigada; Daniel Gerber, citado como operador ou intermediário ligado ao funcionamento financeiro e operacional do grupo investigado; Carlos Henrique da Rocha Gonçalves, citado como intermediário ligado à estrutura operacional das entidades sob investigação; Américo Monte Júnior, presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios; Felipe Macedo Gomes, dirigente da Amar Brasil Clube de Benefícios; Igor Dias Delecrode, dirigente da Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionista (AASAP); Anderson Cordeiro de Vasconcelos, apontado como um dos responsáveis pela estrutura das entidades investigadas; Rogério Soares de Souza, ex-integrante da diretoria do INSS e da Superintendência Regional do Nordeste. Segundo as investigações, teria ligação com a ABAPEN; Everaldo Felício de Macedo Junior, ex-gerente executivo do INSS em Garanhuns e um dos alvos da investigação. A TV Globo procura contato com as defesas dos investigados. Parte dos alvos já responde a medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. Em nota, a defesa de Daniel Gerber afimou que os valores recebidos são referentes a “honorários e pagamentos legítimos, com rastreabilidade integral dentro do sistema financeiro”. “Daniel Gerber, sócio fundador do escritório Daniel Gerber Advogados e da Thinking Blue, executa com transparência absoluta uma das maiores atividades de massificado do Brasil: mais de 300.000 processos ativos, 5.000 audiências mensais e 50.000 acordos celebrados — tudo verificável publicamente nos sistemas dos Tribunais”. A ação tem o objetivo de investigar crimes contra a administração pública, como constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial. Descontos ilegais O caso foi revelado em 23 de abril, após a primeira fase da operação da Polícia Federal. De acordo com as investigações, os suspeitos cobravam mensalidades irregulares, descontadas dos benefícios de aposentados e pensionistas, sem a autorização deles. 💰 O esquema consistia em retirar valores de beneficiários do INSS mensalmente, como se eles tivessem se tornado membros de associações de aposentados, quando, na verdade, não haviam se associado nem autorizado os descontos. A Sem Desconto já atingiu ex-dirigentes do INSS, empresários e donos de associações e sindicatos que faziam os descontos indevidos em aposentadorias. Além disso, políticos foram alvos de mandados de busca e apreensão — os deputados Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e Gorete Pereira (MDB-CE), além do senador Weverton Rocha (PDT-MA). Todos negam envolvimento em irregularidades. Notícia anteriorPróxima notícia CGU Controladoria-Geral da UniãoINSSMDB Movimento Democrático BrasileiroPDT Partido Democrático TrabalhistaPolícia Federal PFRepublicanosSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política 27/05/2026 Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões 27/05/2026 Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA A mansão de Eduardo (VIDEO) Fim da escala 6×1: a hipocrisia de Sóstenes Cavalcante, líder do PL, ao propor 4×3 Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Da CPI dos Correios a hotel de Trump, intermediário entre Castro e Vorcaro atuou em fraudes na previdência nos últimos 20 anos

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Relatórios da PF e decisões da CVM descrevem um personagem recorrente em operações de captação de recursos de fundos de pensão Por Bernardo Mello e Caio Sartori | O Globo 27/05/2026 O lobista Ricardo Siqueira — Foto: Reprodução Rio de Janeiro – Apontado pela Polícia Federal como lobista do banqueiro Daniel Vorcaro e intermediário entre ele e o ex-governador Cláudio Castro (PL), o empresário Ricardo Siqueira Rodrigues tem um histórico de fraudes envolvendo fundos de previdência. O episódio mais recente foram os aportes do Rioprevidência, instituto ligado ao governo do Rio, em papéis e fundos da rede do Banco Master, no valor total de R$ 3 bilhões — o que levou Rodrigues a ser alvo de busca e apreensão na terça-feira. Segundo as investigações, o empresário recebia uma comissão de Vorcaro ao captar recursos de fundos de previdência para o Master, o que dependia de “alinhamento político” com Castro. “Rodrigues, já anteriormente investigado à extensão por atuação em fraudes, realizou captação de clientes para o Banco Master e foi remunerado para tanto com comissão de 0,6% sobre os valores angariados”, afirma Mendonça, ao autorizar a operação. Lavagem de ativos A PF apontou ainda que Rodrigues controlava uma empresa, a Mídias Promotora, que recebeu R$ 126 milhões do Master entre 2022 e 2025, conforme reportagem da Folha de S. Paulo. Esta firma ajudava a “escoar recursos oriundos das operações fraudulentas” entre fundos de previdência e o banco de Vorcaro, segundo a PF, “facilitando a lavagem de ativos e o repasse de valores aos agentes envolvidos”. Vinte anos antes de o esquema do Master vir à tona, Rodrigues foi um dos alvos da CPI dos Correios, em 2005, que ajudou a revelar o mensalão. À época, segundo o relatório da CPI, ele era o dirigente de uma corretora de investimentos que promoveu “diversas operações atípicas no mercado financeiro”, provocando “perdas aos fundos de pensão” que usaram seus serviços. Um dos principais prejudicados por Rodrigues, de acordo com a investigação da época, foi a Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social (Refer), que teve um rombo de R$ 2,6 milhões em valores de então — R$ 8,4 milhões corrigidos pela inflação. Ele recebeu uma multa de mais de R$ 1 milhão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por atuação fraudulenta. A Refer teve em seu quadro de dirigentes o advogado Deivis Marcon Antunes, que assumiu em 2023, por nomeação de Castro, o comando do Rioprevidência — e abriu caminho, na sequência, para os aportes do instituto estadual no banco de Vorcaro. Em mensagens obtidas pela PF, sem citar Deivis, Rodrigues disse ao dono do Master que “resolveria os trâmites internos” para o Rioprevidência alocar recursos no banco. Outro episódio de Rodrigues com fundos de previdência, este investigado pela Lava-Jato, envolveu a construção de um hotel na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio, em 2016, que levaria a marca do presidente dos EUA, Donald Trump. A investigação apontou que Rodrigues e outro sócio da construção, o comunicador Paulo Figueiredo — conhecido hoje por sua atuação junto ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro —, se beneficiaram de operações fraudulentas no valor de R$ 17,8 milhões e de R$ 9 milhões, respectivamente, na venda de cotas do empreendimento. Na decisão em que multou Rodrigues em R$ 53 milhões pelo caso, em 2023, a CVM apontou que o empresário era “o indivíduo responsável por captar os recursos de entidades de previdência”. O hotel foi inaugurado com diferenças em relação ao projeto original, e o grupo Trump rompeu o contrato de licenciamento da marca ainda em 2016, prejudicando os fundos que aportaram recursos. Após ser preso, Rodrigues fechou um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal, o que levou à prisão de Paulo Figueiredo no início de 2019. O processo contra o comunicador bolsonarista, no entanto, foi trancado posteriormente por decisão da Justiça Federal. Outro relato de Rodrigues gerou desdobramentos à investigação do chamado “QG da Propina” na gestão de Marcelo Crivella na prefeitura do Rio. O empresário disse aos investigadores que um restaurante dele foi usado como fachada para o suposto operador de Crivella, Rafael Alves, receber R$ 1 milhão em propina. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha PF apreende dinheiro dentro de livro falso Mendonça concede liminar, e Crivella fica apto a disputar eleição para o Senado no Rio Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
‘Elevada coincidência temporal’: PF cita elo entre encontros de Castro e Vorcaro com aportes no Master

‘Elevada coincidência temporal’: PF cita elo entre encontros de Castro e Vorcaro com aportes no Master Segundo a PF, reuniões entre o ex-governador do RJ e o banqueiro têm datas próximas às dos investimentos de R$ 3,7 bilhões do Rioprevidência. Por André Coelho Costa, Gabriel Barreira, Mahomed Saigg, Márcio Falcão e Rafael Nascimento | g1 Rio e TV Globo 27/05/2026 Cláudio Castro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro — Foto: Reprodução A investigação da Polícia Federal aponta uma “elevada coincidência temporal” entre encontros do ex-governador Cláudio Castro (PL) com o banqueiro Daniel Vorcaro e a liberação de aportes bilionários do Rioprevidência no Banco Master. A defesa de Castro negou haver relação pessoal indevida com Daniel Vorcaro (veja a nota completa abaixo). Nesta terça-feira (26), o ex-governador do Rio foi alvo de busca e apreensão em seu apartamento, na Barra da Tijuca, e teve dois celulares apreendidos. A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a nova fase da Operação Compliance Zero, afirma que os investigadores identificaram “sincronismo entre encontros mantidos entre ambos e os aportes financeiros subsequentes do RPPS (Regime Próprio de Previdência Social)”. Segundo a PF, a relação entre Castro e Vorcaro “não se limitou a contatos institucionais”, mas envolveu “vínculo pessoal estreito”, com encontros frequentes, inclusive “em ambientes privados e no exterior”, custeados pelo banqueiro. Os investigadores sustentam que esse relacionamento teria garantido o “alinhamento político necessário” para liberar os aportes e influenciado mudanças internas no Rioprevidência. ℹ️ O Rioprevidência é o fundo responsável pelo pagamento das aposentadorias e pensões dos servidores estaduais do Rio de Janeiro e administra uma das maiores estruturas previdenciárias do país. Atualmente, o sistema atende cerca de 237 mil aposentados e pensionistas civis e militares do estado. ℹ️ Já a Operação Compliance Zero investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça ligado ao Banco Master. Daniel Vorcaro está preso em Brasília. A PF aponta que a cúpula do Rioprevidência foi alterada pouco antes do início das operações financeiras investigadas. Segundo a decisão, houve a nomeação estratégica de dirigentes para cargos-chave, como presidência, diretoria e gerência de investimentos. De acordo com o documento, os novos gestores passaram a adotar decisões contrárias à política conservadora que vigorava até então no Rioprevidência. A investigação cita: credenciamento acelerado do Banco Master; ausência de análises técnicas estruturadas; falta de comparação com alternativas do mercado; avaliações de risco consideradas insuficientes; e continuidade dos aportes mesmo após alertas de órgãos de controle. Credenciamento um dia após troca de diretor A decisão também descreve uma sequência considerada relevante pela PF: o então diretor de investimentos do Rioprevidência, Eucherio Lerner Rodrigues, assumiu o cargo em 4 de outubro de 2023. No mesmo dia, o Banco Master pediu credenciamento junto ao fundo. Segundo os investigadores, a partir dali começaram os investimentos que hoje são alvo da operação. A PF calcula que o Rioprevidência destinou R$ 3,69 bilhões ao Banco Master, somando aplicações em Letras Financeiras e fundos ligados ao grupo financeiro. O documento afirma que parte dos investimentos ocorreu depois que surgiram obstáculos regulatórios para manter os aportes nas Letras Financeiras. A investigação sustenta que os recursos então migraram para fundos estruturados ligados ao banco, em uma tentativa de contornar restrições regulatórias. Para o ministro André Mendonça, há “elevada probabilidade” de que os investigados integrem “um amplo, estável e bem estruturado esquema de corrupção e lavagem de dinheiro criado para o desvio de uma cifra bilionária do Rioprevidência”. O que diz Castro A defesa nega de forma categórica qualquer relação pessoal indevida entre Cláudio Castro e Daniel Vorcaro. Os contatos entre ambos aconteceram em agendas oficiais, institucionais e também em encontros sociais e de networking, comuns ao exercício da função pública e à relação com representantes do setor empresarial, sem qualquer tratativa ilícita, favorecimento ou recebimento de benefício pessoal. A defesa esclarece ainda que Cláudio Castro não conhece o citado Ricardo apontado como suposto intermediário ou elo entre ele e Daniel Vorcaro. Também não procede a informação de que viagens, passagens ou despesas pessoais de Cláudio Castro tenham sido custeadas por Daniel Vorcaro, assim como não houve qualquer tipo de benefício pessoal recebido pelo ex-governador. Todos os investimentos realizados pelo Rioprevidência seguiram fluxos técnicos, jurídicos e administrativos próprios da autarquia, dentro dos limites aprovados pelo Conselho de Administração e em conformidade com as regras previstas na Resolução CMN nº 4.963/2021, em operações conduzidas com instituição autorizada e supervisionada pelo Banco Central. Cláudio Castro jamais integrou qualquer comitê de investimentos do Rioprevidência, não participava das decisões técnicas da carteira da autarquia e nunca exerceu função operacional relacionada aos investimentos realizados pelo instituto, o que demonstra a autonomia técnica dos executivos e órgãos internos responsáveis pelas análises e deliberações. Assim que surgiram questionamentos sobre operações envolvendo o Banco Master, o próprio ex-governador determinou a adoção imediata de medidas de apuração e controle, incluindo o afastamento da presidência do Rioprevidência e a instauração de procedimento interno pela Controladoria-Geral do Estado. Cabe ainda ressaltar que, em dezembro de 2025, houve o resgate de aproximadamente R$ 1,4 bilhão de fundo administrado pelo Banco Master, garantindo a proteção do patrimônio previdenciário dos servidores ativos, aposentados e pensionistas do Estado do Rio de Janeiro. As compras de Letras Financeiras do Banco Master foram encerradas ainda em 2024. Não houve novos aportes após determinação do TCE-RJ. O Fundo Arena foi integralmente resgatado em 2025, sem qualquer prejuízo ao Rioprevidência, e o Fundo Revolution teve pedido de resgate realizado pela autarquia em janeiro de 2026. Importante destacar que todos os recursos investidos nos fundos ligados ao Banco Master que foram integralmente recuperados já foram ressarcidos ao caixa do Estado. Parte desses valores, inclusive, foi utilizada para garantir o pagamento da folha previdenciária. A defesa reafirma sua confiança no completo esclarecimento dos fatos e no trabalho das instituições.” Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterGovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFRioPrevidênciaSTF Supremo Tribunal FederalTCE-RJ Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política 27/05/2026 Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões 27/05/2026 Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário
Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF

Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF Investigação aponta encontros frequentes, viagens pagas pelo banqueiro e nomeações estratégicas no fundo de previdência ajudaram a viabilizar aplicações apesar de alertas. Por g1 Rio 26/05/2026 Cláudio Castro e Daniel Vorcaro — Foto: Reprodução A decisão judicial que derrubou o sigilo da investigação da Polícia Federal (PF) sobre aplicações do RioPrevidência no Banco Master aponta que a relação pessoal entre o banqueiro preso Daniel Vorcaro e o ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) foi determinante para viabilizar investimentos bilionários considerados irregulares pelo Ministério Público. “A relação de Daniel Bueno Vorcaro e Cláudio Bomfim de Castro e Silva trazida aos autos ultrapassou o mero contato institucional, alcançando indícios concretos da ocorrência de tratativas ilícitas que viabilizaram a captação de um total de R$ 3.691.000.000,00 em investimentos no Banco Master, somando-se os montantes aplicados em fundos e Letras Financeiras”. Nesta terça-feira (26), Castro foi alvo de busca e apreensão em seu apartamento, na Barra da Tijuca, e teve dois celulares apreendidos. Segundo o documento, obtido pela TV Globo, as investigações indicam que recursos do fundo de previdência dos servidores estaduais foram aplicados em Letras Financeiras e fundos ligados ao Banco Master “em desconformidade com a política de investimentos do RPPS e com as exigências regulatórias”. De acordo com a decisão, o esquema teria envolvido “alterações deliberadas nos procedimentos internos”, credenciamentos considerados apenas formais, ausência de análises técnicas, concentração excessiva de risco e o uso de intermediários para aumentar comissões e ocultar pagamentos de vantagens indevidas. Os investigadores afirmam que a atuação de Castro “não se limitou a contatos institucionais”, mas incluiu um “vínculo pessoal estreito” com o controlador do Banco Master, Daniel Bleno Vorcaro. A representação menciona encontros frequentes entre os dois, inclusive em ambientes privados e viagens ao exterior custeadas pelo banqueiro, que teriam coincidido temporalmente com aportes bilionários do RioPrevidência no banco. Ainda segundo a decisão, a relação teria garantido o “alinhamento político necessário” para liberar os investimentos e influenciado a nomeação de dirigentes estratégicos no RioPrevidência, incluindo cargos de presidência, diretoria e gerência de investimentos. Para os investigadores, essas indicações sugerem que decisões sobre aplicações de recursos previdenciários teriam sido tomadas em desacordo com normas técnicas e regulatórias, mas alinhadas aos interesses do Banco Master. O documento também afirma que os aportes continuaram mesmo após alertas formais de órgãos de controle e pareceres técnicos desfavoráveis, mantendo o fluxo de recursos públicos para operações classificadas como “temerárias” e sem justificativa técnica. A investigação apura possíveis crimes relacionados à gestão de recursos do regime próprio de previdência do estado. A defesa de Cláudio Castro afirma que o ex-governador está à disposição da Justiça e sustenta que todos os atos de sua gestão obedeceram aos critérios técnicos e legais previstos na legislação. Já o Banco Master nega irregularidades. Notícia anterior Banco MasterGovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFRioPrevidência Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF 26/05/2026 Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes de R$ 3,7 bilhões pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master 26/05/2026 Gestão de Caiado usou fintech suspeita para movimentar R$ 1,3 bi e taxa recaiu sobre comerciantes 25/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes de R$ 3,7 bilhões pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master Gestão de Caiado usou fintech suspeita para movimentar R$ 1,3 bi e taxa recaiu sobre comerciantes Odebrecht e Vorcaro são sócios na venda de 577 apartamentos em SP Governo Lula desmente fake news de Nikolas Ferreira sobre obra no Acre Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Rachadinha e lavagem de dinheiro: as acusações contra Mario Frias denunciadas à PGR

Rachadinha e lavagem de dinheiro: as acusações contra Mario Frias denunciadas à PGR Representação pede investigação contra deputado bolsonarista por suspeitas envolvendo gabinete, emenda para o filme Dark Horse, Banco Master e viagem ao Bahrein Por Ivan Longo | Fórum 26/05/2026 O deputado federal Mario Frias (PL-SP) – Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados A Bancada do PT na Câmara dos Deputados protocolou nesta segunda-feira (25) uma notícia de fato na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado federal Mario Frias (PL-SP). O parlamentar bolsonarista é alvo de pedido de investigação por suspeitas de “rachadinha”, lavagem de dinheiro, uso indevido de recursos públicos e fatos conexos envolvendo o filme Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro. A representação é encabeçada pelo líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (PT-SC), e pede a instauração de procedimento investigatório criminal ou, se for o caso, a abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) sob supervisão do Supremo Tribunal Federal, em razão da prerrogativa de foro de Frias. Segundo o documento, o caso tem como núcleo principal a suspeita de que uma ex-funcionária do gabinete de Mário Frias teria realizado pagamentos em benefício do entorno familiar e político do deputado. A representação cita reportagem jornalística que revelou comprovantes indicando que a ex-servidora teria pago uma fatura de cartão de crédito da esposa do parlamentar, feito Pix para a mãe dele e transferido valores ao então chefe de gabinete. O documento sustenta que os elementos divulgados “indicam possível captura privada de salários pagos com recursos públicos a servidoras e servidores parlamentares”. Suspeita de rachadinha no gabinete de Mario Frias Na representação, a Bancada do PT afirma que a remuneração de assessores parlamentares tem finalidade pública específica: pagar trabalho efetivo em favor do mandato. Por isso, argumenta que qualquer retorno de parte desses valores ao parlamentar, a familiares, chefes de gabinete ou pessoas de confiança pode indicar desvio de finalidade e apropriação privada da estrutura estatal. O texto define a prática de “rachadinha” como a apropriação de parte da remuneração de assessores por meio de devoluções compulsórias, repasses periódicos, transferências diretas, pagamentos indiretos de despesas pessoais, servidores fictícios, interpostas pessoas ou circuitos financeiros destinados a beneficiar o parlamentar, familiares ou operadores. A representação sustenta que o pagamento da fatura do cartão da esposa de Frias “revela possível utilização de remuneração de servidora para custear despesa privada familiar”. Já a transferência à mãe do deputado, segundo o documento, sugere circulação de recursos para pessoa do núcleo familiar. O envio de valores ao então chefe de gabinete é apontado como possível sinal de participação de integrante da estrutura interna do mandato. O PT pede que a PGR apure a origem dos recursos, a periodicidade das transferências, a existência de padrão semelhante com outros servidores, a atuação de intermediários, a compatibilidade entre a renda da ex-funcionária e os valores movimentados, além da relação de subordinação funcional dentro do gabinete. A bancada também solicita que sejam ouvidos a ex-funcionária mencionada na reportagem, o então chefe de gabinete, familiares citados e outros servidores ou ex-servidores que possam esclarecer a dinâmica dos pagamentos. Outro ponto central da representação é o pedido de quebra de sigilo bancário, fiscal e patrimonial dos envolvidos, mediante autorização judicial quando necessária. O PT também pede relatório de inteligência financeira ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para rastrear origem, destino, habitualidade e finalidade das transferências. Filme sobre Bolsonaro, Banco Master e viagem ao Bahrein entram na mira A notícia de fato amplia o caso para além do gabinete parlamentar. O documento pede investigação sobre a destinação de emenda parlamentar ao filme Dark Horse, obra ligada à construção de narrativa política favorável ao bolsonarismo. Segundo a representação, a apuração deve verificar se houve desvio de finalidade no uso de recursos públicos, quem foram os beneficiários diretos e indiretos, quais despesas foram executadas e se houve complementação por recursos privados, nacionais ou estrangeiros. O ministro Flávio Dino, do STF, já havia determinado a abertura de apuração preliminar sobre o uso de emendas parlamentares em entidades ligadas à produtora do filme sobre Bolsonaro. Segundo a Agência Brasil, oficiais de Justiça tentavam há mais de um mês intimar Mário Frias a prestar esclarecimentos sobre supostas irregularidades na destinação dessas emendas. A representação também menciona uma possível rota financeira Brasil–EUA–Brasil relacionada ao filme. O PT pede que sejam requisitadas informações ao Banco Central, à Receita Federal e ao Coaf sobre remessas internacionais, contratos de câmbio, invoices, beneficiários finais, empresas intermediárias e a compatibilidade entre valores movimentados e serviços prestados. “A pergunta investigativa é objetiva: por que uma obra executada substancialmente no Brasil precisaria movimentar valores por uma rota Brasil–EUA–Brasil?”, diz o documento. Para a bancada, a apuração deve verificar se houve finalidade econômica legítima ou se a rota teria servido para ocultar origem, destino, beneficiários, natureza dos pagamentos ou finalidade política da produção. O caso também é conectado, na representação, ao chamado ecossistema do Banco Master e ao banqueiro Daniel Vorcaro. O documento cita reportagens que apontam proximidade entre Frias, Flávio Bolsonaro e Vorcaro no contexto do financiamento do filme. A representação contra Frias ainda cita a viagem do deputado ao Bahrein sem comunicação prévia à Mesa Diretora da Câmara. Para o PT, o deslocamento teria ocorrido em momento sensível, quando havia intimação expedida por Flávio Dino para que o parlamentar prestasse esclarecimentos sobre a emenda destinada ao filme. O documento pede que a PGR investigue se a viagem teve o objetivo de retardar, dificultar ou frustrar a ciência formal da intimação. No enquadramento jurídico preliminar, a bancada afirma que os fatos podem indicar, em tese, crimes contra a Administração Pública e delitos patrimoniais conexos. Entre as hipóteses mencionadas estão peculato, concussão, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, falsidade ideológica, falsidade documental, associação criminosa, organização criminosa e obstrução de investigação. Frias nega irregularidades. Em manifestação enviada ao STF nesta segunda-feira (25), o deputado classificou como “falsas” e “difamatórias” as suspeitas de desvio de verbas públicas relacionadas ao filme Dark Horse. Ao final, a Bancada do PT pede que, caso sejam encontrados indícios suficientes, a PGR ofereça denúncia perante o Supremo Tribunal Federal ou adote as medidas penais cabíveis. O documento também solicita
Kits da Lei Seca com desenhos de Ziraldo, comprados a R$ 25 milhões, estão parados em galpão

Kits da Lei Seca com desenhos de Ziraldo, comprados a R$ 25 milhões, estão parados em galpão O g1 apurou que se pagou acima de outras propostas pelos 100 mil kits que seriam usados em campanhas educativas, mas estão parados em depósito, sem programação de distribuição. Governo do RJ vai abrir sindicância. Por Marco Antônio Martins | g1 Rio 26/05/2026 Kits com ilustração de Ziraldo — Foto: Reprodução O governo em exercício do Rio de Janeiro vai abrir uma sindicância para investigar cerca de 100 mil kits de leitura encontrados estocados em um galpão particular, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e que seriam utilizados para campanhas educativas da Operação Lei Seca. Os conjuntos de livros, com ilustrações do cartunista Ziraldo, foram adquiridos por R$ 25,6 milhões. O g1 apurou que a Secretaria de Governo na gestão Cláudio Castro pagou um valor acima da proposta que havia no mercado pelo material – a gestão do antigo governador afirma que isso se deve pela qualidade superior. Além disso, não se encontrou um cronograma para a distribuição do conjunto de livros. Uma auditoria foi feita no local e produziu um relatório que “vai subsidiar tanto a instauração de sindicância administrativa, para apuração de eventual responsabilidade, quanto o encaminhamento do caso ao Ministério Público” (a nota completa do governo em exercício está ao final desta reportagem). A compra dos kits é um dos 6,7 mil contratos que estão sendo revisados pela atual gestão estadual. André Moura, ex-secretário de Governo do RJ, disse que esse material estava preparado para ser distribuído “durante todo o ano no exercício da operação Lei Seca”: “Não tem absolutamente nada de errado com esse processo. Estou bem tranquilo com isso”, explicou Moura (Todas as informações prestadas por ele e os responsáveis pelo contrato estão no fim desta reportagem). A Ziremias Estúdio de Arte, responsável pela gestão e administração da propriedade intelectual do cartunista Ziraldo,não teve qualquer ingerência sobre os pontos que são objeto de apuração (leia a nota na íntegra mais adiante na reportagem). A compra dos kits de leitura aconteceu através da adesão de uma ATA de registro de preços, que permitiu que o órgão público, no caso a secretaria de Governo, adquirisse de forma rápida o objeto de forma ágil sem a necessidade de licitações. A empresa escolhida foi a Stem Educacional, que tem sede no Paraná. O valor pago foi R$ 12,6 milhões a mais do que um valor apresentado por uma outra empresa, mas que não foi considerado pela então gestão da secretaria. O g1 entrou em contato com a Stem Educacional, na sexta-feira (22), mas até o momento não obteve resposta. A proposta inicial da secretaria de Governo, na gestão Cláudio Castro, era distribuir os kits em escolas estaduais, a professores, alunos e familiares, além de eventos itinerantes e no atendimento durante as operações Lei Seca nas ruas do RJ. Só que a proposta não explica qual o parâmetro para a compra de 100 mil kits de leitura. A título de comparação, dados do próprio governo do Rio, mostram que em 2024, por exemplo, a Operação Lei Seca e o projeto Escola Nota 10 atenderam mais de 430 mil pessoas. Desde o Natal, os kits estão armazenados em caixas em seis galpões em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O governo do RJ comprou 100 mil exemplares, que foram entregues de uma só vez. A Ziremias Estúdio de Arte, responsável pela gestão e administração da propriedade intelectual do cartunista Ziraldo, explicou em nota que não fez parte do contrato. O que diz o governo Em nota, o governo em exercício, comentou a situação: “No caso dos kits de leitura voltados para campanhas educativas da Lei Seca, foi constatado que cerca de 100 mil kits, adquiridos em contrato anterior, permanecem armazenados em depósito, sem destinação adequada até o momento. A partir da auditoria realizada, foi elaborada um relatório que vai subsidiar tanto a instauração de sindicância administrativa, para apuração de eventual responsabilidade, quanto o encaminhamento do caso ao Ministério Público, para as medidas que entender cabíveis”. O que diz André Moura e seus assessores O ex-secretário de Governo do Rio de Janeiro, André Moura explicou que houve um planejamento com base em anos anteriores para definir o número de kits a serem adquiridos: “Foi tudo preparado para ser utilizado durante o ano no exercício da operação Lei Seca. Tomamos por base, os critérios que a própria equipe escolheu como local de armazenamento que tivesse bom acesso ao local. Sobre essa questão de preço, o livro apresentado parecia ser feito por IA. Nunca circulou e nem havia qualquer garantia. Então, não havia como adquirir. Não tem absolutamente nada errado com esse processo. Estou muito tranquilo”, explicou. Edmilson Suassuna, subsecretário de projetos estratégicos da Secretaria de Governo, na gestão André Moura falou sobre o armazenamento dos kits: “Parece que o material está lá jogado. Esse galpão não é um galpão qualquer à disposição do Estado. Houve todo um estudo e pedimos que o local fosse de fácil acesso e que pudesse armazenar e conservar o material do Ziraldo. A equipe da operação Lei Seca foi até lá conferir e ela ficou responsável por fiscalizar todo o processo. Esse material é para atender todas as campanhas educativas e esse quantitativo foi definido através de um estudo técnico preliminar”, explicou Suassuna. O que diz a Ziremias A Ziremias Estúdio de Arte se pronunciou com a seguinte nota: A ZIREMIAS ESTÚDIO DE ARTE LTDA., responsável pela gestão e administração da propriedade intelectual do saudoso cartunista ZIRALDO, vem a público, diante das notícias veiculadas nesta data sobre kits de leitura adquiridos pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, esclarecer o seguinte: 1.A Ziremias atua exclusivamente como administradora e licenciante das obras de Ziraldo, autorizando o uso de suas ilustrações e textos em material educativo, atividade que sempre acompanhou a trajetória do artista, dedicada, ao longo de décadas, à formação de crianças e jovens. Nessa condição, a Ziremias licencia os direitos autorais à empresa licenciada, à qual cabe a edição, a produção e a promoção da distribuição do material, distribuição esta realizada