Sonho da casa própria fica mais distante para a classe média e aluguel dispara no País

Sonho da casa própria fica mais distante para a classe média e aluguel dispara no País Número de inquilinos cresce, custo de locação dispara e grupo fica espremido entre juros e dificuldade de compra Por Breno Damascena | O Estado de S.Paulo 09/05/2026 Brasileiro tem o salário comprometido, está endividado e encontra dificuldades para poupar Foto: Breno Damascena Há três anos, o professor particular de inglês Rafael Bezerra mora de aluguel em um apartamento de 40 metros quadrados em Santa Cecília, região central de São Paulo. Representante de uma classe média com renda maior, mas sem patrimônio, o carioca de 44 anos almeja comprar um imóvel, porém esbarra no custo da entrada, no peso de um financiamento longo e no encarecimento da vida cotidiana. Bezerra paga R$ 1.890 para locar o apartamento. “Um achado. Já vi imóveis novos na região que custam o dobro”, diz. As contas mensais, despesas com terapia e os custos com lazer tornam ainda mais difícil a tarefa de economizar. Autônomo, sem imóveis de herança e pouca poupança, o professor ajuda a ilustrar como o aluguel está enraizado na economia brasileira. Histórias como a de Rafael estão se tornando mais comuns. Entre 2016 e 2025, o número de imóveis alugados saltou de 12,2 milhões para 18,9 milhões, de acordo com dados da Pnad Contínua. O valor representa um aumento de cerca de 55%. Embora o número de imóveis construídos no País tenha aumentado 18,9% neste período, de 66,7 milhões para 79,3 milhões, quase um quarto é alugado. Em contrapartida, a proporção de domicílios próprios diminuiu de 66,8%, em 2016, para 60,2% em 2025. O número contrasta com o desejo da população: um estudo da Ipsos divulgado no último ano mostrou que 76% das pessoas que pagam aluguel têm interesse em adquirir um imóvel, ainda que 36% delas não acreditem que conseguirão concretizar este desejo. No caso de Rafael, o sonho persiste. Com a expansão do Minha Casa, Minha Vida, que agora engloba famílias com renda de até R$ 13 mil, ele pretende finalmente comprar o próprio imóvel. “Precisei estudar finanças pessoais para aprender a gerir o dinheiro e mudar a dinâmica da minha família, que nunca conseguiu construir patrimônio”, relata. Entrada, financiamento e crédito A taxa de desemprego, atualmente em 6,1%, consolida um mercado de trabalho historicamente aquecido. A inflação acumulada em 12 meses fechou em 4,14% até março, e o PIB de 2025 terminou com alta de 2,3%. Apesar dos indicadores positivos, a percepção do poder de compra diminuiu e as pessoas estão endividadas. De acordo com dados do Serasa, o Brasil chegou a 81,7 milhões de inadimplentes em 2026, um aumento de 38,1% em relação a 2016. O valor das dívidas cresceu 176% no período. Segundo o economista André Sacconato, professor da FIPE/USP, o grupo mais afetado é a classe média. “A classe média teve aumentos reais em salários. Porém, a inflação que atinge esse grupo é maior do que outros estratos sociais. É uma economia baseada em serviços, que estão subindo mais do que outros produtos”, explica Sacconato. “A variação de preços para a classe média é maior do que o crescimento da renda nominal, por isso ela tem a impressão de que está faltando dinheiro.” Neste ambiente de orçamento pressionado, acumular o dinheiro necessário para arcar com 20% a 30% do valor de um imóvel só na entrada parece um sonho distante. E essa é a primeira barreira no momento de decidir sair do aluguel. Soma-se a isso os altos custos do financiamento imobiliário, com taxas anuais acima dos 10%, e criteriosas análises de crédito. A solução para a população de renda inferior se apresentou no fortalecimento e na expansão do Minha Casa, Minha Vida, que se tornou uma das bandeiras do Governo Lula nas últimas décadas. O programa habitacional oferece aos compradores juros mais baixos e acesso mais previsível ao crédito. Foi assim que o MCMV transformou o mercado imobiliário do País nos últimos anos. Dados do Secovi-SP mostram que 54,3% (85,4 mil) das unidades residenciais lançadas em São Paulo se encaixam no programa. Em 2016, o segmento representava apenas 19% dos lançamentos. Ao longo da última década, o programa expandiu e passou a atrair incorporadoras que antes eram especializadas na classe média. Enquanto o segmento econômico se beneficia do MCMV, os ricos acumulam os rendimentos do dinheiro investido com uma Selic a quase 15%. O mercado de luxo e de superluxo em São Paulo movimentou mais de R$ 28 bilhões em 2025 e o número de apartamentos lançados saltou quase 60%. No meio deste movimento, a classe média perdeu espaço no mercado imobiliário. Alberto Ajzental, coordenador do curso de Negócios Imobiliários da Fundação Getulio Vargas (FGV), destaca que os recursos da poupança (SBPE), tradicionalmente utilizados para financiar imóveis para a classe média, especialmente via Sistema Financeiro de Habitação (SFH), estão perdendo a participação no mercado. “Isso torna o crédito mais escasso e caro para quem não se enquadra nos subsídios do MCMV”, explica. Dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) mostram que, de 2016 para 2021, durante a pandemia e quando a taxa de juros chegou a 2%, o número de unidades financiadas via SBPE saltou de 199 mil para 866 mil. No entanto, desde então o número está em retração e fechou 2025 com 457 mil unidades financiadas. “O crédito imobiliário opera hoje com uma composição maior entre o funding da poupança e outras fontes de recurso, como as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), que têm custo de captação mais elevado. Essa dinâmica influencia a taxa final do financiamento e o valor das prestações”, diz a Abecip em nota. No entanto, a entidade afirma que o mercado imobiliário segue resiliente e com expectativa de crescimento de 16% para o crédito imobiliário em 2026. “Além disso, a criação da Faixa 4 representa um avanço relevante, ao oferecer condições de financiamento mais favoráveis para esse público”, afirma. O aluguel da classe média Achatada entre os ricos e os pobres, a classe média é mais impactada pelos juros altos no financiamento, não tem os subsídios do segmento econômico e sofre para acumular o dinheiro da entrada do imóvel. “Sabe aquele meme ‘como juntar dinheiro para emergências se minha vida é um eterno pronto-socorro?’”, brinca a consultora de comunicação Carol Herling. “O
1º ano da PM de SC sem câmeras corporais tem maior número de mortes cometidas por policiais desde 2019

1º ano da PM de SC sem câmeras corporais tem maior número de mortes cometidas por policiais desde 2019 Crescimento das operações ampliou exposição ao risco em ocorrências, segundo a corporação. Instituição justifica ainda que confrontos ocorrem da resistência de suspeitos e que os policiais atuam com protocolos. Por Júlia Venâncio, Caroline Borges e Alexia Elias | g1 SC e NSC 08/05/2026 Polícia Militar de Santa Catarina — Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom-SC Santa Catarina registrou 92 mortes provocadas por policiais militares em 2025, o maior número desde 2019. O dado representa um aumento de 24,3% em relação a 2024, quando foram contabilizados 74 óbitos. O crescimento também acontece no primeiro ano completo sem o uso de câmeras corporais pelos agentes. O encerramento do monitoramento foi anunciado em setembro de 2024 pela corporação pioneira no país ao implementar a tecnologia, há seis anos. Ao finalizar o programa, a PM justificou defasagem, falta de manutenção adequada e insuficiência para armazenar as imagens. Em relação ao aumento da letalidade, a Polícia Militar catarinense justificou que o crescimento superior a 300% nas ações ampliou a exposição ao risco em ocorrências. Afirmou ainda que os confrontos decorrem da resistência de suspeitos às ordens legais e que os policiais atuam dentro dos protocolos (íntegra no fim do texto). Em 2025, as 92 mortes corresponderam a uma média aproximada de 0,25 morte por dia, ou seja, uma pessoa morta a cada quatro dias em confrontos com a PM ao longo do último ano. O Ministério Público (MP) é contrário ao fim do uso do equipamento e pede o retorno do monitoramento. Em uma ação protocolada pela Defensoria Pública do Estado e que segue na Justiça, o órgão defende que as câmeras garantem transparência na atuação policial, controle do uso da força e qualificação das provas. Coordenador do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Leonardo Silva, afirmou que a retirada dos equipamentos é um retrocesso, já que as imagens trazem segurança para os próprios policiais. Para o especialista, o índice de mortes por parte da PM diminuirá quando o Estado entender que o controle da letalidade é prioridade. “Com inteligência, investigação e tecnologia, você reduz ocorrências de confronto. Esses confrontos não impactam a dinâmica criminal e colocam policiais, vítimas e a população em risco, já que muitas vezes ocorrem em via pública. Essas situações precisam ser evitadas e só devem ocorrer em casos de extrema necessidade”, disse. Já para a antropóloga e especialista em Segurança Pública, Flávia Medeiros, para reduzir a letalidade, são necessárias mudanças estruturais de longo prazo. Entre elas estão a responsabilização cível e criminal do Estado e dos policiais envolvidos. “Enquanto a segurança pública for entendida como uma racionalidade armamentista, militarizada e de confronto, os números de mortes decorrentes de intervenções policiais irão aumentar”, afirmou. Em 2024, mortes em confrontos estavam abaixo da média nacional O Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em 2025 com dados de 2024, mostra Santa Catarina abaixo da média nacional em mortes por intervenção policial. No estado, 11,5% das Mortes Violentas Intencionais em 2024 foram causadas por ação policial. No país, o índice foi de 14,1%. Os dados de 2025 não foram divulgados. Em relação ao total de mortes violentas, o estado teve a segunda menor taxa do país em 2024, atrás apenas de São Paulo: Foram 8,5 registros para cada 100 mil habitantes, enquanto a média nacional foi de 20,8. Em números absolutos, foram 685 MVIs no estado. O indicador reúne homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes por intervenção policial. Perfil dos mortos pela PM O perfil predominante das mortes decorrentes de intervenção policial com a polícia em Santa Catarina, segundo os dados da SPP, é de homens jovens, principalmente entre 21 e 30 anos, mortos à noite ou na madrugada, em municípios urbanos, com frequência associados a ocorrências envolvendo tráfico de drogas ou crimes patrimoniais. Entre 2019 e 2022, apenas uma mulher morreu em confronto com a polícia, frente a 266 pessoas do gênero masculino.Já entre 2023 e abril de 2026, foram registradas mortes de três mulheres e 277 homens. Isso significa que mais de 98% das mortes envolvem pessoas do sexo masculino. Quanto à raça ou cor, pessoas brancas são maioria entre as vítimas em Santa Catarina, segundo dados da PM, o que dialoga com a composição demográfica do Estado. Conforme o IBGE, 76,28% dos habitantes do estado se declarou branco no Censo de 2022. Notícia anteriorPróxima notícia IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e EstatisticaMP-SCPolícia Militar PM Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE 11/05/2026 Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro 11/05/2026 Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade 11/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade Empresa de preso por elo com PCC tem contrato de R$ 141 milhões no governo de GO Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
De cofres cheios ao rombo bilionário: Ricardo Nunes explode dívida de SP para R$ 51,2 bi

De cofres cheios ao rombo bilionário: Ricardo Nunes explode dívida de SP para R$ 51,2 bi Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027 expõe a virada dramática nas contas da Prefeitura: após alívio histórico do Campo de Marte, gestão atual derrete a folga financeira e projeta endividamento de R$ 72,2 bilhões até 2029. Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 08/05/2026 Ricardo Nunes, Tarcísio e Jair Bolsonaro em ato de campanha em 2024 (Julio Costa Barros / Fórum) A Prefeitura de São Paulo, sob Ricardo Nunes (MDB), saiu de um saldo positivo de R$ 9,9 bilhões frente às dívidas em 2022 para uma projeção de dívida líquida de R$ 51,2 bilhões em 2027. A virada aparece na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027, enviada pelo Executivo à Câmara Municipal, e marca uma escalada acelerada do endividamento da maior cidade do país. Os dados da série histórica foram publicados pela Folha de S.Paulo com base em relatórios da Secretaria Municipal da Fazenda. Segundo o levantamento, a capital tinha R$ 9,9 bilhões a mais em recursos financeiros do que em obrigações consideradas no cálculo da dívida em 2022. Em 2023, esse saldo positivo ainda era de R$ 3,5 bilhões, em valores corrigidos pelo IPCA de março de 2026. O contraste com o discurso eleitoral de Nunes é direto. Em trecho do plano de governo, o prefeito citou “austeridade e responsabilidade fiscal” como alicerce da gestão, destacou a renegociação da dívida com a União por meio do Campo de Marte e afirmou que a cidade havia reduzido uma despesa mensal de R$ 280 milhões com o governo federal. A curva mudou a partir de 2024, ano da reeleição de Ricardo Nunes. A Prefeitura passou a dever R$ 14 bilhões, depois subiu para R$ 20,1 bilhões em 2025 e tem previsão de saltar para R$ 43,2 bilhões em 2026. Para 2027, a projeção é de R$ 51,2 bilhões. Ricardo Nunes projeta dívida recorde na LDO 2027 O Anexo de Metas Fiscais da LDO 2027 confirma a continuidade da alta. O documento oficial projeta dívida consolidada líquida de R$ 51,227 bilhões em 2027, R$ 63,940 bilhões em 2028 e R$ 72,263 bilhões em 2029. A dívida consolidada líquida mede o estoque de endividamento depois do abatimento de disponibilidades de caixa e haveres financeiros. Por isso, a mudança da série é relevante: São Paulo saiu de uma situação em que tinha mais recursos financeiros do que obrigações nesse cálculo para uma projeção superior a R$ 50 bilhões no orçamento de 2027. Em relação ao valor realizado em 2025 no anexo oficial, de R$ 19,752 bilhões, a projeção para 2027 representa aumento de R$ 31,474 bilhões. Para 2029, a diferença chega a R$ 52,511 bilhões. Campo de Marte deu alívio, mas dívida voltou a subir A virada ocorre depois do acordo do Campo de Marte, concluído em 2022. A negociação reduziu em R$ 23,9 bilhões a dívida do município com a União e, segundo a própria Prefeitura, liberou cerca de R$ 3 bilhões por ano no orçamento municipal. O efeito apareceu nos números de 2022 e 2023, quando a cidade registrou saldo positivo frente às obrigações consideradas no cálculo da dívida. A partir de 2024, porém, a curva voltou a subir e ganhou força nas projeções seguintes. O Projeto de Lei Executivo nº 299/2026, que trata da LDO 2027, estabelece as diretrizes para a elaboração do orçamento do próximo ano e incorpora metas de receita, despesa, resultado fiscal e dívida pública. Déficit e empréstimos pressionam a Prefeitura de São Paulo A alta da dívida vem acompanhada de déficits bilionários. No anexo fiscal, o resultado primário sem o regime próprio de previdência aparece negativo em R$ 8,259 bilhões para 2027. O resultado nominal, indicador ligado à variação da dívida líquida, é negativo em R$ 10,490 bilhões no mesmo ano. Para 2028, a projeção de resultado nominal negativo é de R$ 12,713 bilhões. Para 2029, o valor previsto é de R$ 8,323 bilhões. As operações de crédito também entram no centro da conta. Em comunicado oficial sobre o PLDO 2027, a Prefeitura informa receita total de R$ 138,6 bilhões para 2027, com R$ 5,9 bilhões em operações de crédito. Empréstimos equivalem a quase metade dos investimentos A própria gestão informa que os investimentos totais previstos para 2027 são de R$ 12,8 bilhões. O volume estimado em operações de crédito, de R$ 5,9 bilhões, equivale a quase metade desse montante. Segundo a administração municipal, os principais financiamentos ativos somam R$ 6,2 bilhões. A maior fatia é a eletrificação da frota de ônibus, com R$ 2,7 bilhões. Programas habitacionais aparecem em seguida, com R$ 1,2 bilhão. A lista inclui ainda R$ 700 milhões para o Avança Saúde, R$ 600 milhões para o Asfalto Novo, R$ 400 milhões para modernização administrativa, R$ 400 milhões para o corredor Aricanduva e R$ 200 milhões para drenagem e saneamento. Dívida cresce enquanto caixa encolhe Outro ponto sensível da LDO é a redução da disponibilidade de caixa bruta. O anexo fiscal estima R$ 18,860 bilhões em 2027, R$ 7,524 bilhões em 2028 e R$ 7,071 bilhões em 2029. O contraste é direto: enquanto a dívida líquida projetada sobe de R$ 51,2 bilhões para R$ 72,3 bilhões entre 2027 e 2029, a disponibilidade de caixa bruta cai no mesmo período. A dívida líquida projetada para 2027 equivale a 45,33% da Receita Corrente Líquida. Em 2029, a proporção prevista sobe para 57%. O indicador mostra o peso crescente do estoque de dívida sobre a capacidade fiscal do município. Gestão Nunes nega desequilíbrio A Prefeitura afirma que o aumento da dívida reflete investimentos financiados por crédito em áreas como mobilidade, habitação, saúde e infraestrutura. A gestão também atribui parte da pressão ao aumento de precatórios, que teriam passado de cerca de R$ 2 bilhões por ano para R$ 8 bilhões entre 2022 e 2025. A administração diz que não há desequilíbrio nas contas. O próprio texto oficial do PLDO afirma que o acordo de 2022 com a União ajudou a sustentar o equilíbrio fiscal e ampliou a capacidade de investimento da cidade. Os números enviados à
PF tenta descobrir se balcão de lobby de Ciro Nogueira tinha só Vorcaro como cliente

PF tenta descobrir se balcão de lobby de Ciro Nogueira tinha só Vorcaro como cliente Investigações já identificaram pagamentos de propina ao senador por diferentes empresas, mas apurações foram anuladas pelo STF Por Robson Bonin | Veja 08/05/2026 Apesar dos documentos fornecidos por delatores, as investigações contra Nogueira na Lava-Jato e em outros casos foram anuladas pelo STF. (Pedro França/Agência Senado) As investigações da Polícia Federal contra o senador Ciro Nogueira, apontado como despachante de negócios de Daniel Vorcaro no Senado, vão avançar para outras relações do político bolsonarista no mundo empresarial. A partir das buscas realizadas nesta quinta-feira, os investigadores tentarão mapear as relações do parlamentar com o ecossistema de apostas online, por exemplo, e potenciais redes de lavagem de dinheiro por onde fluíram bilhões de reais em administradoras de fundos de investimentos. As relações de Nogueira com empresários de diferentes setores são conhecidas. Na Lava-Jato, o empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC, apontado como coordenador do famoso Clube do Bilhão na Petrobras, admitiu ter repassado pelo menos 2 milhões de reais ao senador, que teria recebido o dinheiro a partir de malas de dinheiro e contratos fictícios de serviços. Nogueira também foi citado como beneficiário de propina paga pelo grupo J&F, que admitiu em acordo judicial a compra de apoio político por meio de repasses estimados em pelo menos 2,8 milhões de reais. Já a Odebrecht usava os apelidos “Cerrado” e “Helicóptero” para identificar Nogueira na contabilidade paralela de propinas pagas a políticos em troca de apoio parlamentar. Nogueira foi citado por delatores por solicitar repasses para campanhas eleitorais e para o partido. Nos casos passados, o senador recebia recursos ilícitos, segundo investigadores, a partir das relações que mantinha em governos do PT. Ele conseguiu fazer a transição para o bolsonarismo, tornando-se um dos principais ministros de Jair Bolsonaro e, ao que tudo indica, manteve a lógica de atuação com empresários como o banqueiro Vorcaro. Apesar dos documentos fornecidos por delatores, as investigações contra Nogueira na Lava-Jato e em outros casos foram anuladas pelo STF. O senador sempre negou envolvimento em irregularidades. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterOperação Lava JatoPetrobrasPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete 09/05/2026 PF tenta descobrir se balcão de lobby de Ciro Nogueira tinha só Vorcaro como cliente 08/05/2026 STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete PF tenta descobrir se balcão de lobby de Ciro Nogueira tinha só Vorcaro como cliente STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Caso Master: além de Ciro Nogueira, Flávio Bolsonaro teme que outro aliado que recebeu R$ 6 milhões de Vorcaro seja alvo da PF

Caso Master: além de Ciro Nogueira, Flávio Bolsonaro teme que outro aliado que recebeu R$ 6 milhões de Vorcaro seja alvo da PF Flávio Bolsonaro adiou escolha do vice em meio à devassa da PF sobre Ciro Nogueira. Lista do Mensalão do Master, de políticos e autoridades financiadas por Vorcaro, causa pânico nos articuladores da pré-campanha do senador. Por Plínio Teodoro | Fórum 08/05/2026 Alcolumbre, ACM Neto, Rueda, Ciro Nogueira e Arthur Lira (Kalina Maurer/União Brasil) A ação da Polícia Federal (PF) que provocou uma devassa na relação criminosa entre o ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL), Ciro Nogueira (PP-PI) e o banqueiro Daniel Vorcaro, causou uma hecatombe na aliança em torno de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que está em pânico com possível nova ação policial contra outro aliado que recebeu mais de R$ 6 milhões no esquema do Banco Master. Trata-se do presidente do União Brasil, partido de Davi Alcolumbre (União-AP), Antônio Rueda que recebeu R$ 6,4 milhões do banqueiro por meio de escritório de advocacia. Em nota, Rueda afirma que seu escritório fez “dezenas de pareceres e centenas de reuniões” para justificar o polpudo pagamento recebido do Banco Master, dois dias após afirmar em entrevista que não tinha qualquer relação com Vorcaro. No entanto, no texto, o presidente do União, que estava na lista de contatos do celular do banqueiro, admite “contatos sociais eventuais, como ocorre com diversas pessoas do meio político e empresarial”. Troca de mensagens No entanto, transcrição de conversas entre o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e Daniel Vorcaro que estão nas mãos dos investigadores mostram que o banqueiro mantinha contato direto com Rueda. O presidente do União viajou, ao lado de Ciro Nogueira, em helicóptero de Vorcaro para assistir ao Grande Prêmio de São Paulo, evento da Fórmula 1, segundo e-mail interceptado pela PF Rueda teria sido apresentado a Vorcaro pelo ex-presidente do BRB, que teria intermediado uma conversa entre os dois, segundo troca de mensagens flagrada pela PF. A interlocutores, segundo o jornal O Globo, Rueda teria dito que ganharia bilhões para ajudar a concretizar a venda do BRB, banco estatal que foi pivô das investigações, ao caso Master. Além de Rueda, o vice-presidente do União, ACM Neto – atual representante da longeva oligarquia baiana – recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da Reag, empresa de Fabiano Zettel, pastor da Igreja Lagoinha e cunhado do banqueiro. Os recursos foram repassados ao ex-prefeito de Salvador logo após as eleições de 2022, entre março de 2023 e maio de 2024. ACM Neto diz que os valores são referentes a serviços de consultoria. Mensalão do Master Gestado durante o governo Jair Bolsonaro (PL), com o auxílio de Paulo Guedes, no “super” Ministério da Economia, e Roberto Campos Neto, no comando do Banco Central, o escândalo financeiro do Banco Master, de Daniel Vorcaro, financiou uma rede de lobistas e influenciadores, incluindo na mídia liberal, com cifras milionárias para tentar intervir na decisão, tomada na gestão Gabriel Galípolo no BC, de liquidar a instituição financeira. Dados da Receita Federal revelam que a rede de influências cooptada por Vorcaro vai do ex-presidente golpista Michel Temer (MDB) e o ex-Secom de Jair Bolsonaro, Fábio Wajngarten, ao site Metrópoles, de Luiz Estevão, e a rede de emissoras do apresentador do SBT, Ratinho, que atuou como garoto propaganda da Credcesta, cartão para crédito consignado do grupo Master. Os números mostram que Vorcaro turbinou em 27 vezes os repasses a políticos, ex-ministros e dirigentes partidários entre 2023 e 2025, durante o governo Lula, quando a blindagem do Master por Roberto Campos Neto no BC chegou ao fim. O banco foi liquidado no dia 18 de novembro de 2025, pela gestão Galípolo, um dia depois que o banqueiro foi preso pela primeira vez pela Polícia Federal, no Aeroporto de Guarulhos, ao tentar embarcar para Malta, com destino final em Dubai, em um de seus jatinhos. Dados declarados à Receita Federal – ou seja, que não foram transferidos por meio ilegais, como envio a paraísos fiscais – revelam que o “patrocínio” de Vorcaro ao grupo lobista saiu de R$ 1,53 milhão em 2023 para R$ 41,7 milhões em 2025. No período, o banqueiro distribui mais de R$ 65,8 milhões para a rede lobista, comprando influência no legislativo e judiciário. Saiba quem recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro, segundo informações já divulgadas baseadas em dados da Receita Federal: Michel Temer (MDB): ex-presidente, artífice do golpe contra Dilma Rousseff (PT) em 2026, recebeu R$ 10 milhões em 2025. “Como já declarei publicamente, não é segredo pra ninguém, meu escritório foi contratado nesse caso para uma atividade jurídica de mediação. O valor recebido pelo contrato foi de R$ 7,5 milhões”, alegou o medebista em nota. Fabio Wajngarten: advogado e ex-secretário de Comunicação da Presidência no governo Bolsonaro recebeu ao menos R$ 3,8 milhões para atuar na defesa do banqueiro. “Fui apresentado ao Daniel no primeiro semestre de 2025 por meio dos advogados dele, passando a integrar a equipe de defesa dele, da qual faço parte até o presente momento. O contrato tem cláusulas de confidencialidade razão pela qual não pode ser publicizado. Além disso, não sou sequer mais politicamente exposto, já que não exerço qualquer cargo público há mais de 5 anos”, afirmou na rede X. Ronaldo Bento: ex-ministro da Cidadania de Bolsonaro, Bento recebeu R$ 773 mil do grupo de Vorcaro. Como revelou a Fórum, após deixar a pasta responsável pelas políticas de empréstimos consignados, Bento assumiu cargos estratégicos nas empresas do grupo Master. Portal Metrópoles e Luiz Estevão: site recebeu do Banco Master R$ 27,2 milhões entre 2024 e 2025, que foram direcionados em “débito imediato” a outras empresas do ex-senador Luiz Estevão, que já foi preso por corrupção. Estevão afirma que os pagamentos dizem respeito ao patrocínio do Will Bank, que pertencia ao Master, à transmissão da Série D do Campeonato Brasileiro de 2025. Ratinho e Rede Massa: Apresentador do SBT atuou como garoto propaganda da CredCesta, cartão para crédito consignado do grupo Master, e recebeu R$ 24 milhões de Vorcaro por meio das empresas Massa Intermediação e
STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj

TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Apesar de três ministros terem manifestado que acompanham a decisão do relator Alexandre de Moraes, a sessão vai até as 19h. Por André Coelho Costa | g1 Rio e TV Globo 07/05/2026 Deputado Thiago Rangel — Foto: Reprodução A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou unanimidade na tarde desta quinta-feira (7) para manter o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) preso sem que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) possa votar sua soltura. O julgamento virtual vai até 19h até quando, em tese, algum dos ministros ainda pode mudar seu entendimento. Relator do caso na Primeira Turma, o ministro Alexandre de Moraes determinou nesta quarta-feira (6) a manutenção da prisão preventiva do deputado. Na decisão desta quarta-feira (6), Moraes determinou que a medida deve seguir sem precisar da autorização de outros deputados da Alerj, pelo menos até a deliberação da turma sobre o caso, o que ocorre nesta quinta. Na votação desta quinta, acompanharam o entendimento de Moraes os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Carmen Lúcia. Thiago foi preso na última terça-feira (5) durante a quarta fase da Operação Unha e Carne da Polícia Federal, que investiga fraudes na compra de materiais e contratação de serviços pela Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro. Em dezembro do ano passado, a Alerj chegou a derrubar em votação a prisão do ex-presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (PL). Na época, ele foi preso na quarta fase da Operação Unha e Carne, suspeito de vazar dados sobre a operação que investigava o também deputado estadual Tiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias. Bacellar foi preso novamente em março, depois que o TSE cassou seu mandato, por envolvimento com o chamado escândalo do Ceperj. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPP ProgressistasPresidente da RepúblicaTRE-DFTSE Tribunal Superior Eleitoral Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano 12/07/2026 ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino 12/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões 12/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões Master: PF vê troca de celular e fim da empresa em risco de fuga de Miranda E agora, Valdemar? Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Thiago Rangel e mais dois deputados da Alerj foram presos em sete meses. Relembre acusações

Justiça mantém prisão de Márcio Canella após audiência de custódia; ele será levado para Bangu 8 Rangel (Avante) foi preso suspeito de corrupção em contratos com o governo do Rio. Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) forma maioria para manter a decisão do ministro Alexandre de Moraes Por O Globo 07/05/2026 Thiago Rangel, Rodrigo Bacellar e TH Jóias — Foto: Divulgação / Marcelo Theobald / Fabiano Rocha Thiago Rangel continuará preso, já que nesta quinta-feira (7), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a decisão do ministro Alexandre de Moraes. Foi referendada, então, a determinação do colega pela prisão do deputado estadual. Marcada em uma sessão extraordinária, a audiência ocorreu no plenário virtual, com início às 7h. Com a decisão, são três os deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) presos um período de sete meses: além de Rangel, estão nessa lista o ex-presidente da Casa, Rodrigo Bacellar, e o ex-parlamentar TH Joias, ambos acusados de ligações com o Comando Vermelho (CV), maior facção do tráfico de drogas do Rio de Janeiro. Agentes da Polícia Federal haviam prendido Rangel (Avante) na última terça-feira (5). Ele e outras seis pessoas foram alvos da quarta fase da Operação Unha e Carne. O grupo é suspeito de atuar em organização criminosa envolvida em fraudes sistemáticas na compra de materiais e contratação de serviços, incluindo obras de reforma, na Secretaria estadual de Educação. Foi a terceira vez em sete meses que a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) tem um parlamentar preso. Segundo relato da PF incluído na decisão de Moraes, a operação avançou a partir de dados extraídos de um computador apreendido na Alerj, em um local vinculado ao gabinete de Bacellar, preso pela primeira vez em dezembro do ano passado, solto logo depois por decisão de seus pares na Assembleia, e novamente preso em março deste ano. O ex-deputado é acusado de vazar uma operação policial a outro político: o ex-deputado TH Joias preso, em setembro, suspeito de ser o braço político e operador financeiro do CV. Ação contra Rangel Os mandados de prisão preventiva contra os sete suspeitos — todos cumpridos na ação desta terça-feira — foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), assim como 23 ordens de busca e apreensão em endereços na cidade do Rio, em Campos dos Goytacazes, na região Norte, e em Miracema e Bom Jesus do Itabapoana, no Noroeste Fluminense. A decisão inclui ainda o afastamento do parlamentar da função pública. Entre os arquivos encontrados pelos investigadores no computador ligado ao ex-presidente da Casa, foi identificada uma planilha com a relação de deputados estaduais e as respectivas indicações para cargos em órgãos estratégicos do governo do Estado. A partir daí, foram reunidas informações que serviram de base para a expedição dos mandados. Na Educação, o esquema perpetrado por Rangel, segundo a PF, consistiria no direcionamento de obras de reforma em escolas públicas do Norte Fluminense para empresas pré-definidas com integrantes da organização criminosa. Rodrigo Barcellar e Thiago Rangel, ambos presos pela PF, mantinham relação de amizade e parceria. O laço era demonstrado nas redes sociais com troca de frases que reforçavam a união, como: “Estamos juntos, irmão”. As operações anteriores Foi em janeiro que a PF enviou ao STF o relatório final que indiciou Bacellar e TH Jóias por ligação com o Comando Vermelho. De acordo com o documento, assinado pelo delegado Guilhermo Catramby, foi identificada uma “teia de interações e relacionamentos escusos”, que revela “a existência de um verdadeiro estado paralelo, capitaneado pelos capos da política fluminense”. TH foi preso em setembro do ano passado, no âmbito da Operação Zargun, por usar seu mandato parlamentar para favorecimento do CV. No entanto, a PF aponta que houve vazamento da ação que iria prendê-lo, o que levou às prisões de Bacellar e do desembargador Macário Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), três meses depois. TH, Bacellar e outras três pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal. Já o caso do magistrado foi remetido para a Procuradoria-Geral da República (PGR). Agora, cabe à PGR oferecer ou não denúncia e enviar o caso à Justiça. Segundo o relatório da PF, que aponta que Bacellar exerce “a liderança do núcleo político” do CV, o “maior ativo” do então presidente da Alerj na posição que ele exercia era a “capacidade de interlocução e persuasão em todos os poderes do Estado do Rio de Janeiro”. Entre os exemplos elencados pela PF, além de adiantar para TH que ele seria alvo de uma operação (a polícia observa que não foram encontrados pertences relevantes em seus endereços, o que já indicou vazamento), esteve um pedido do ex-governador Sérgio Cabral para que Bacellar, enquanto presidente da Alerj, “intercedesse junto à Sexta Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Rio”: a intenção era que o julgamento de um processo contra Cabral fosse retirado de pauta. “Constatou-se que o maior ativo de Rodrigo Bacellar é a sua capacidade de articulação espúria em todos os poderes fluminenses, a ponto de conseguir o atendimento de favores e contraprestações que colocam os pedintes em posição de gratidão e vulnerabilidade”, avalia a PF sobre a atuação do parlamentar nos casos de TH e Cabral. Notícia anteriorPróxima notícia Belford Roxo RJCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasDeputado EstadualItaboraí RJNiterói RJPL Partido LiberalPolícia CivilPolícia Federal PFPolícia Militar PMPP ProgressistasPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseResende RJRio de Janeiro RJSão Gonçalo RJSenadorSTF Supremo Tribunal FederalSul Fluminense Costa Verde Médio ParaíbaUnião Brasil Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Caiado diz que
Compliance Zero: investigação cita conversa sobre cartão e viagem internacional de senador: ‘É pra continuar pagando restaurante do Ciro?’

Compliance Zero: investigação cita conversa sobre cartão e viagem internacional de senador: ‘É pra continuar pagando restaurante do Ciro?’ Decisão judicial que autorizou nova fase da operação mostra relação econômica entre senador e banqueiro Daniel Vorcaro. Por Andréia Sadi | g1 07/05/2026 Ciro Nogueira (PP-PI) no plenário do Senado em 25 de junho de 2025 — Foto: Andressa Anholete/Agência Senado A decisão judicial que embasa a fase de hoje da Operação Compliance Zero traz relatos de que a relação entre o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, ia além da amizade e configurava uma atuação coordenada entre interesses privados e atividade parlamentar. A Polícia Federal faz, nesta quinta-feira (7), ação de busca e apreensão na casa do senador em Brasília. Segundo a representação citada na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), Ciro Nogueira é apontado como “destinatário central” de vantagens indevidas atribuídas a Vorcaro. Em fase anterior da investigação, em uma mensagem à namorada, Vorcaro chamava Ciro de “grande amigo da vida”. 🔎 A PF investiga, na Operação Compliance Zero, um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. O nome da operação é uma referência à falta total de controles internos nas instituições envolvidas para evitar crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado. Entre os elementos mencionados na representação estão pagamentos mensais de R$ 300 mil a R$ 500 mil, o custeio de viagens internacionais de luxo e a aquisição de participação societária com um deságio de R$ 12 milhões. Ciro recebia ainda, de acordo com a investigação, hospedagens em hotéis, refeições em restaurantes de elevado padrão e até a disponibilização de cartão para cobertura de gastos pessoais. Os investigadores rastrearam diálogos em que Léo Serrano, um dos operadores de Vorcaro, fala sobre o custeio de gastos de Ciro e da mulher dele em restaurantes. A defesa de Ciro Nogueira afirmou que ele está comprometido “em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados”. O g1 procurou as defesas dos demais alvos, mas ainda não obteve resposta. Veja trecho do diálogo captado pelos investigadores. LÉO SERRANO: “Só uma pergunta rápida… eh pros meninos continuarem pagando conta dos restaurantes do Ciro/Flávia até Sábado?” DANIEL VORCARO responde: “Sim. Depois leva meu cartão para St. Barths”. (fl. 43-44 do e-Doc. 2) “Atrasou dois meses Ciro?” O dono do banco Master, Daniel Vorcaro, manteve conversas também com Felipe Vorcaro, primo dele, sobre pagamentos de valores mensais entre “300k” e “500k” a Ciro. Segundo a investigação, Felipe atuava como operador financeiro de Daniel. No trecho do diálogo destacado na decisão judicial, Daniel reclama com o primo sobre um atraso de dois meses nos pagamentos para o senador. Veja a conversa entre Daniel e Felipe Vorcaro. [28/01/2025] FELIPE VORCARO: “Oi Daniel, tudo bem? Pessoal me passou aqui sobre o aumento dos pgtos parceiro brgd, mas fluxo esta indo praticamente todo para o btg e ainda estou precisando aportar valores altos todo mes. Amanhã estarei o dia todo em SP, tem algum horário que poderíamos falar?” [28/01/2025] DANIEL VORCARO: “Estou na venezuela”. [28/01/2025] DANIEL VORCARO: “Resolve isso pra mim”. [28/01/2025] DANIEL VORCARO: “Eu ponho dinheiro depois para repor”. [30/06/2025] DANIEL VORCARO: “Cara eu no meio dessa guerra atrasou dois meses ciro?” [30/06/2025] FELIPE VORCARO: “Vou ver se dou um jeito aqui.. Vai continuar os 500k ou pode ser os 300k? Emenda redigida pelo Master O esquema entre Vorcaro e Ciro Nogueira teria resultado na apresentação de uma emenda parlamentar redigida pela assessoria do Banco Master. A emenda em questão é a Emenda nº 11 à PEC nº 65/2023, apresentada pelo senador Ciro Nogueira em 13 de agosto de 2024. O objetivo central da proposta era ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), elevando o limite de proteção de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante. As investigações da Polícia Federal apontam que o texto dessa emenda possui as seguintes características: O conteúdo teria sido elaborado pela assessoria do Banco Master e encaminhado ao banqueiro Daniel Vorcaro. A minuta da emenda foi impressa e entregue em um envelope endereçado a “Ciro” na residência do senador. O senador teria reproduzido o texto de forma integral ao Senado, seguindo exatamente o que foi enviado pelo banqueiro. Interlocutores do banco afirmaram que a medida teria o potencial de “sextuplicar” os negócios do Banco Master e provocar uma “hecatombe” no mercado financeiro. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Masteremenda parlamentarPEC Proposta de Emenda à ConstituiçãoPolícia Federal PFPP ProgressistasSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete 09/05/2026 De cofres cheios ao rombo bilionário: Ricardo Nunes explode dívida de SP para R$ 51,2 bi 08/05/2026 PF tenta descobrir se balcão de lobby de Ciro Nogueira tinha só Vorcaro como cliente 08/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete De cofres cheios ao rombo bilionário: Ricardo Nunes explode dívida de SP para R$ 51,2 bi PF tenta descobrir se balcão de lobby de Ciro Nogueira tinha só Vorcaro como cliente Caso Master: além de Ciro Nogueira, Flávio Bolsonaro teme que outro aliado que recebeu R$ 6 milhões de Vorcaro seja alvo da PF STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF

Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF O senador Ciro Nogueira (PP-PI) recebeu de Daniel Vorcaro, dono do banco Master, pagamentos mensais recorrentes, além de outras vantagens, em troca de favores, segundo a Polícia Federal (PF). Por Mariana Schreiber e Julia Braun | BBC News Brasil 07/05/2026 Ciro Nogueira em foto de 2021 | Getty Images Brasília e Londres – As investigações da corporação apontam que Nogueira, que é presidente nacional do Progressistas (PP) e ex-ministro-chefe da Casa Civil no governo Jair Bolsonaro (PL), teria ainda apresentado ao Senado uma proposta de emenda escrita pelos assessores do banqueiro para beneficiar o Master. As descobertas foram reveladas pela decisão judicial assinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que autorizou a deflagração de mais uma fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao banco de Vorcaro, nesta quinta-feira (07/05). Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. Também foram bloqueados bens, direitos e valores no valor de R$ 18,85 milhões. Ciro Nogueira foi um dos alvos da PF. O irmão do senador, Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, também foi objeto da operaçaõ e terá que usar tornozeleira eletrônica, entregar passaporte e não poderá se comunicar com outros envolvidos. Mendonça também autorizou a prisão temporária de Felipe Cançado Vorcaro, primo do dono do Master, que é acusado de fazer parte do núcleo financeiro-operacional do grupo de Daniel Vorcaro. Em nota, os advogados de defesa de Ciro Nogueira disseram repudiar “qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”. Eles reiteraram ainda “o comprometimento do senador em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos”. “(A defesa) pondera, por fim, que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas”, conclui a nota do escritório Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados. A quinta fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada na mesma semana em que a defesa de Vorcaro entregou à PF e à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma proposta de acordo de delação premiada. A oferta ainda está sob análise dos investigadores. Como parte da investigação que levou à prisão de Vorcaro em março, a Polícia Federal obteve uma série de trocas de mensagens que deixaram clara a teia de relações que o dono do banco Master mantinha com as mais altas autoridades da República. Entre os trechos de conversas particulares que estavam no celular de Vorcaro, obtidas pela BBC Brasil, há mensagens que mencionam relações e encontros com autoridades, entre elas o senador Ciro Nogueira. Nogueira é um dos principais nomes do Centrão, bloco de partidos com menor identidade ideológica e que tende a negociar apoio aos governos de acordo com interesses políticos e cargos. Mesada, hospedagens em hotéis e refeições Na decisão que autorizou a operação desta quinta, André Mendonça aponta a identificação, pela PF, de “suposta conduta do Senador Ciro Nogueira Lima Filho em favor do banqueiro Daniel Bueno Vorcaro, em troca do recebimento de vantagens econômicas indevidas”. Entre os elementos mencionados estão pagamentos mensais de mais de R$ 300 mil, a aquisição de participação societária com deságio de R$ 12 milhões, hospedagens em hotéis, refeições em restaurantes de elevado padrão e até a disponibilização de cartão para cobertura de gastos pessoais. Os investigadores teriam rastreado diálogos em que Léo Serrano, um dos operadores de Vorcaro, fala sobre o custeio de gastos de Ciro e da mulher dele em restaurantes. “Só uma pergunta rápida… eh pros meninos continuarem pagando conta dos restaurantes do Ciro/Flávia até Sábado?”, escreve Serrano em uma das mensagens para Daniel Vorcaro. “Sim. Depois leva meu cartão para St. Barths”, responde o banqueiro. O documento ainda aponta como Ciro Nogueira apresentou ao Senado uma proposta de emenda elaborada pela assessoria do Master. Trata-se de uma emenda à PEC 65/2023, que aumentava a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante. A proposta não foi para frente. O texto da emenda teria sido elaborado pela assessoria do banco e reproduzido integralmente pelo parlamentar. A proposta, segundo o relatório da PF, “sextuplicaria” o negócio da instituição financeira e provocaria uma “hecatombe” no sistema financeiro”. “O conteúdo da versão entregue é ‘reproduzido de forma integral pelo parlamentar’ ao Senado, tendo Vorcaro afirmado, logo após a publicação da proposta de Emenda, que o ato legislativo ‘saiu exatamente como mandei’, ao passo que interlocutores do banco registraram que a medida ‘sextuplicaria’ o negócio do Master e provocaria verdadeira ‘hecatombe’ no mercado”, descreve Mendonça na sua decisão. Ainda segundo o magistrado, o texto elaborado pela assessoria do Master teria sido “impresso e entregue em envelope endereçado a ‘Ciro’ em seu endereço residencial”. A Polícia Federal narra, ainda, que esse não teria sido um episódio isolado, diz Mendonça. Segundo o magistrado, em 2023, Vorcaro teria ordenado a retirada da residência do senador de envelopes que continham minutas de “projetos de lei de interesse particular” que, posteriormente, foram levados a um escritório indicado pelo banqueiro. Em seguida, eles teriam sido processados e entregues a um servidor do parlamentar por um funcionário de Vorcaro. Isso denota, diz Mendonça, que “haveria nos episódios algo que iria além das vias ordinariamente empregadas no âmbito das relações que se estabelecem entre atores políticos e a iniciativa privada”. ‘Vai continuar os 500k ou pode ser os 300k?’ A decisão de André Mendonça também autoriza um mandado de prisão temporária contra o primo de Daniel Vorcaro, Felipe Cançado Vorcaro. Segundo as investigações, ele faz parte do núcleo financeiro-operacional do grupo do banqueiro dono do
Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas

Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Projeto relatado por Carlos Jordy autoriza manifestação política dentro de empresas e anda na CCJ dias após TST condenar empresários por pressão pró-Bolsonaro em 2022 Por Diego Feijó de Abreu | Revista Fórum 07/05/2026 Jair Bolsonaro e Carlos Jordy (PL-RJ) | Reprodução/Facebook O PL 4.322/2024, que pode abrir caminho para a legalização do assédio eleitoral dentro das empresas, avançou nesta quarta-feira (6) na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. O texto, relatado pelo bolsonarista Carlos Jordy (PL-RJ), autoriza manifestação política no local de trabalho e foi mantido na pauta após derrota de requerimento da oposição por 28 votos a 18. Na prática, a lei abre espaço para retomada do antigo “voto de cabresto”, recurso que era usado pelo coronelismo patronal para direcionar votos de empregados para seu candidato. A proposta mira um dos pontos mais sensíveis das eleições de 2022: a pressão de patrões sobre trabalhadores para favorecer Jair Bolsonaro (PL). O avanço ocorre dias depois de a própria Revista Fórum noticiar a condenação, no TST, de entidades empresariais de Santa Catarina por assédio eleitoral pró-Bolsonaro. PL 4.322 transforma pressão patronal em “liberdade política” O PL 4.322/2024, de autoria do deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), altera a Lei das Eleições para permitir a manifestação política dentro de empresas privadas. O texto fala em reuniões, debates sobre programas políticos e candidatos e exposição de posições políticas no ambiente de trabalho. Na aparência, a proposta trata de liberdade de expressão. Na prática, ela mexe no limite entre opinião política e poder patronal. Em uma empresa, a fala do dono, do gerente ou de um superior hierárquico não tem o mesmo peso da manifestação de um trabalhador que depende do salário para sobreviver. É justamente essa desigualdade que está no centro das ações contra assédio eleitoral. Quando o empregador convoca, orienta, sugere, ameaça ou condiciona o futuro da empresa ao resultado de uma eleição, o debate deixa de ser livre e passa a operar como constrangimento. Carlos Jordy defende o PL 4.322 na CCJ O relator da proposta na CCJ, Carlos Jordy, apresentou parecer pela aprovação. No documento, o deputado afirma que o projeto é constitucional e sustenta que o texto protege a liberdade de expressão e de manifestação política. O parecer ignora o ponto central do debate: a relação de subordinação no local de trabalho. O patrão não é apenas mais um cidadão opinando. Ele controla escala, promoção, demissão, salário e condições de trabalho. Na reunião desta quarta, a oposição tentou retirar o projeto da pauta. O requerimento foi apresentado pela deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e subscrito por Patrus Ananias (PT-MG), mas foi derrotado por 28 votos a 18. Depois da leitura do parecer, foi concedida vista ao deputado Coronel Assis (PL-MT), o que adiou a votação final. Assédio eleitoral virou marca do bolsonarismo empresarial O assédio eleitoral explodiu em 2022, durante a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro. Naquele ano, o Ministério Público do Trabalho recebeu uma onda de denúncias de trabalhadores pressionados por patrões a votar no então presidente. A Fórum acompanhou esse processo desde o início. Em 2022, a revista mostrou que coagir o voto do trabalhador é crime eleitoral e revelou, em reportagem exclusiva, áudios sobre ação combinada de empresários para pressionar funcionários. O tema voltou ao centro do debate agora porque o TST condenou entidades empresariais de Santa Catarina a pagar R$ 600 mil por estimular patrões a pressionar trabalhadores contra Lula nas eleições de 2022. A decisão reforça que o ambiente de trabalho não pode ser usado como curral eleitoral. PL pode blindar patrões em ano eleitoral O risco do PL 4.322/2024 está na brecha. O texto não separa, de forma objetiva, uma conversa espontânea entre trabalhadores de uma ação política organizada por empregadores dentro da empresa. Com essa lacuna, patrões poderiam invocar a “liberdade de manifestação” para promover reuniões, defender candidatos, expor preferências eleitorais ou criar ambiente de pressão sem apresentar a conduta como coação direta. Segundo o Ministério Público Federal, assédio eleitoral ocorre quando trabalhadores sofrem pressão, ameaça, coação ou constrangimento para apoiar, votar ou deixar de votar em determinado candidato. O projeto ainda precisa passar pelo Plenário da Câmara. Mas a votação desta quarta mostrou que a base conservadora quer manter em marcha uma proposta que pode enfraquecer a proteção construída após a onda de denúncias contra empresários bolsonaristas em 2022. Notícia anteriorPróxima notícia Deputada FederalDeputado FederalMPF Ministério Público FederalMPT Ministério Público do TrabalhoPL Partido LiberalPL Projeto de LeiPP ProgressistasPSOLPT Partido dos TrabalhadoresTST Tribunal Superior do Trabalho STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas 07/05/2026 Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza 05/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza Vídeo mostra grupo criminoso furtando motos elétricas em loja de Rio das Ostras Quem é Thiago Rangel? Deputado estadual preso pela PF aumentou patrimônio em 700% em 2 anos Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso”

Lavagem de dinheiro bilionária com combustíveis é alvo da PF no Rio Chamado “rábula”, Jeffrey Chiquini tentou intimidar Chico Alencar durante sessão do Conselho de Ética que aprovou suspensão dos mandatos de deputados bolsonaristas; Polícia Legislativa teve que intervir Por Ivan Longo | Revista Fórum 06/05/2026 Jeffrey Chiquini ameaça Chico Alencar – Fotos: Agência Câmara A sessão do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados desta terça-feira (5), que terminou com a decisão de suspender os mandatos de três deputados bolsonaristas, foi marcada por bate-boca e, em dado momento, escalou para uma ameaça direta contra o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ). O advogado Jeffrey Chiquini, que defende o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), perdeu o controle durante a discussão e disparou contra o parlamentar: “Sua sorte é ser idoso”. A frase foi dita após Chico Alencar reagir às interrupções e ao deboche do advogado durante sua fala no colegiado. Irritado com a postura de Chiquini, o deputado utilizou o termo “rábula” para se referir ao advogado — expressão usada para designar alguém que atua de maneira inadequada ou sem preparo técnico no exercício da advocacia. A partir daí, a sessão mergulhou em gritaria, troca de acusações e tumulto. Segundo relatos de parlamentares presentes, Jeffrey Chiquini passou a elevar o tom contra Chico Alencar, culminando na ameaça ao deputado de 76 anos. A Polícia Legislativa precisou intervir, e os trabalhos foram interrompidos momentaneamente. Em nota publicada nas redes sociais, Chico Alencar classificou o episódio como “absurdo” e acusou bolsonaristas de transformar o Conselho de Ética em um novo palco de tumulto político. “Não satisfeitos em tumultuarem os trabalhos da Casa, ocupando a mesa diretora em favor dos golpistas, motivo da representação contra eles, tumultuam o CoÉtica que julga seus atos”, afirmou o parlamentar. A deputada Maria do Rosário (PT-RS) também reagiu duramente à ameaça. “Foi uma ameaça. Isso não pode acontecer. Eles estão tentando que não seja votado. Isso é uma ameaça, é um desrespeito”, declarou. Já a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) afirmou que o episódio representa “violência política” e um ataque às instituições democráticas. Sessão julgava deputados envolvidos em motim bolsonarista O bate-boca ocorreu justamente durante a sessão que analisava a punição aos deputados bolsonaristas Marcos Pollon (PL-RS), Zé Trovão (PL-SC) e Marcel Van Hattem (Novo-SC) pela participação na ocupação da Mesa Diretora da Câmara em agosto de 2025. O motim foi organizado para pressionar a Câmara a votar um projeto de anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro e acabou se tornando um dos episódios mais graves da atual legislatura. Na ocasião, Marcos Pollon chegou a sentar na cadeira da Presidência da Câmara para impedir o retorno de Hugo Motta ao comando da sessão. Van Hattem ocupou uma das cadeiras da Mesa Diretora, enquanto Zé Trovão teria usado o corpo para bloquear fisicamente o acesso do presidente da Casa. O parecer do relator Moses Rodrigues endureceu a punição inicialmente sugerida pela Mesa Diretora e ampliou de 30 para 60 dias a suspensão dos mandatos. “Não se pode admitir que um grupo de parlamentares, qualquer que seja sua ideologia política, tente impor a pauta de seu interesse mediante chantagem pela ocupação física dos espaços de deliberação”, afirmou o relator no documento aprovado. Os pareceres contra Pollon e Van Hattem foram aprovados por 13 votos a 4. Já Zé Trovão teve a suspensão aprovada por 15 votos a 4. Suspensão ainda passará pela CCJ e pelo plenário A decisão do Conselho de Ética ainda precisará ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de seguir para votação no plenário da Câmara. Para que as suspensões sejam confirmadas, serão necessários ao menos 257 votos favoráveis. Além da punição coletiva aprovada nesta terça-feira, Marcos Pollon também responde a outro processo disciplinar no Conselho de Ética por ataques pessoais contra Hugo Motta durante a ocupação da Câmara. Nesse caso, o parecer prevê suspensão de 90 dias do mandato. Notícia anteriorPróxima notícia Belford Roxo RJCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasDeputado EstadualItaboraí RJNiterói RJPolícia CivilPolícia Federal PFPolícia Militar PMPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseResende RJSão Gonçalo RJSTF Supremo Tribunal FederalSul Fluminense Costa Verde Médio ParaíbaUnião Brasil MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial 13/07/2026 PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara 13/07/2026 Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil Veja momento em que sargento da PM é executado no RJ (VIDEO) Quem é Mariângela Fialek, a Tuca, apontada por Dino como ‘braço executor’ de Valdemar e Cunha em desvios de emendas
Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF

Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF Órgãos vão analisar a proposta e podem pedir mais informações Por André Richter | Agência Brasil 06/05/2026 Daniel Vorcaro © Banco Master/Divulgação A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, entregou, nesta terça-feira (5), uma proposta de acordo de delação premiada à Procuradoria-Geral da República (PGR) e a investigadores da Polícia Federal (PF). A expectativa é que Vorcaro delate políticos e magistrados que tiveram algum tipo de relacionamento ilegal com ele. Com a entrega do documento, que ainda está em sigilo, os dois órgãos passarão a analisar a proposta e poderão pedir mais informações que forem consideradas incompletas. O depoimento de Vorcaro também poderá ser marcado pelos investigadores. Em seguida, os benefícios do acordo também deverão ser discutidos. Não há prazo para conclusão da análise. O acordo ainda está na fase de negociação. Para ter validade, a proposta precisará ser homologada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações sobre as fraudes no Master. Daniel Vorcaro está preso na superintendência da Polícia Federal em Brasília. No dia 4 de março, o banqueiro voltou a ser preso e foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF). André Mendonça atendeu ao pedido de prisão feito pela PF após novos dados da investigação apontarem que Vorcaro deu ordens diretas para os outros acusados para intimidarem jornalistas, ex-empregados e empresários, além de ter acesso prévio ao conteúdo das investigações. Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBBanco MasterGDF Governo do Distrito FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.