Politicaria é um termo pejorativo que define a prática da política voltada para interesses particulares, mesquinhos ou clientelistas. É o famoso “toma lá, dá cá” ou a troca de favores em benefício próprio.

As consequências do 

seu voto

Alerj não pode rever prisão do deputado Thiago Rangel, decide Moraes

Alerj não pode rever prisão do deputado Thiago Rangel, decide Moraes

Presidente de câmara é preso com simulacro de arma na Grande BH Parlamentar foi preso ontem em operação da Polícia Federal Por André Richter | Agência Brasil 06/05/2026 O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) e o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira (6) que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) não poderá realizar uma sessão para rever a decisão que determinou a prisão do deputado estadual Thiago Rangel (Avante). Com o entendimento, o parlamentar continuará preso por tempo indeterminado.  Na terça-feira (5), Rangel foi alvo da quarta fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF), que apura supostas fraudes em contratos de compras para a Secretaria de Educação do estado. Na decisão, Moraes se antecipou a eventual votação que poderia ser realizada pela Alerj. De acordo com a Constituição do Estado do Rio de Janeiro, quando um deputado é preso, a Casa tem prazo de 24 horas para realizar uma votação para decidir se a prisão será mantida. No entendimento do ministro, essa espécie de “imunidade” concedida aos parlamentares também está prevista na Constituição Federal, mas é usada por diversas assembleias para “garantir a impunidade” dos parlamentares. “Efetiva e lamentavelmente, as assembleias Legislativas de diversos estados têm utilizado o entendimento desse Supremo Tribunal Federal para garantir um sistema de total impunidade aos deputados estaduais”, comentou.  De acordo com Moraes, a norma da Constituição fluminense não pode ser aplicada de forma automática ao caso de Thiago Rangel. “Pois não é razoável, proporcional e adequada a aplicação automática de sua literalidade quando, ao invés de atender a ratio [razão] da previsão constitucional federal de simetria aos congressistas, tem sua natureza desvirtuada para a perpetuação de impunidade de verdadeiras organizações criminosas infiltradas no seio do Poder Público”, afirmou Moraes.  Audiência Na mesma decisão, Moraes marcou para esta quarta-feira (6), às 16h, uma audiência de custódia para verificar as condições de prisão do deputado. A audiência será realizada por uma juíza auxiliar do ministro e tem caráter de formalidade processual, ou seja, a prisão preventiva será mantida. Defesa Em nota à imprensa divulgada após a prisão, a defesa do deputado estadual Thiago Rangel disse que o parlamentar nega a prática de atos ilícitos e prestará os esclarecimentos necessários durante a investigação. “A defesa ressalta que qualquer conclusão antecipada é indevida antes do conhecimento integral dos elementos que fundamentaram a medida”, declararam os advogados.  Notícia anteriorPróxima notícia Betim MGIpatinga MGPL Partido LiberalPolícia CivilPRF Polícia Rodoviária Federalrodovia BR-262Vereador Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano 12/07/2026 ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino 12/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões 12/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões Master: PF vê troca de celular e fim da empresa em risco de fuga de Miranda E agora, Valdemar? Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

Evangélica, prefeita nomeia 12 pastores para administrar orçamento de R$ 6,9 bilhões

Evangélica, prefeita nomeia 12 pastores para administrar orçamento de R$ 6,9 bi

Evangélica, prefeita nomeia 12 pastores para administrar orçamento de R$ 6,9 bilhões Nomeações feitas por Adriane Lopes, prefeita de Campo Grande (MS), geram custo mensal superior a R$ 130 mil na folha de pagamento do município Por Lucas Vasques | Fórum 05/05/2026 Adriane Lopes, prefeita de Campo Grande (MS) – Foto: Divulgação A prefeita de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, Adriane Lopes (PP) decidiu transformar sua administração em um reduto de lideranças da Igreja Assembleia de Deus Missões (IADMCG). Ela, também evangélica, colocou 12 pastores no comando de setores estratégicos da gestão pública, inclusive, gerenciando, diretamente, o orçamento municipal de R$ 6,9 bilhões previsto para 2026. As nomeações geram custo mensal superior a R$ 130 mil na folha de pagamento do município, de acordo com levantamento realizado pelo site local O Jacaré. Além do impacto financeiro, os pastores definem questões fundamentais, como licitações, contratações de serviços essenciais e definição de políticas públicas. Quem controla o cofre municipal é Isaac José de Araújo, secretário municipal de Fazenda e um dos pastores evangélicos nomeados. Ele era responsável pela contabilidade interna da ADMCG antes de assumir a gestão do orçamento bilionário da capital sul-mato-grossense. Pastores também estão colocados em setores como órgãos de regulação e trânsito. Paulo da Silva está à frente da Agência de Regulação (Agereg), enquanto Ciro Vieira Ferreira é diretor-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran). Saúde e educação A Secretaria de Saúde, dona da maior fatia do orçamento – R$ 2 bilhões – tem na pasta nada menos do que quatro pastores em cargos ligados ao setor financeiro e de licitações. Entre eles, Julinei Herão Ferreira, gerente financeiro, e Fausto Azevedo Tlaes, chefe da gerência de Suprimentos e Abastecimento. Na área da educação, o pastor Emerson Irala de Souza atua como analista técnico, além de outros líderes que ocupam vagas na Casa Civil e na Agência de Habitação. Notícia anteriorPróxima notícia Campo Grande MSPP ProgressistasPrefeita Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE 11/05/2026 Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro 11/05/2026 Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade 11/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade Empresa de preso por elo com PCC tem contrato de R$ 141 milhões no governo de GO Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

PF aponta que deputado Thiago Rangel ofereceu vagas de emprego na Educação para traficante do Rio

PF aponta que deputado Thiago Rangel ofereceu vagas de emprego na Educação para traficante do Rio

Defesa de Flávio Bolsonaro aciona Fachin para tirar Dino de caso ‘Dark Horse’ Parlamentar foi alvo de prisão preventiva em operação autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes Por Eduardo Gonçalves e Mariana Muniz | O Globo 05/05/2026 O deputado estadual Thiago Rangel (Avante) — Foto: Reprodução @thiagorangeloficial Brasília – A Polícia Federal encontrou uma série de mensagens em que o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) trata sobre disponibilizar vagas de “auxiliar de serviços gerais” em órgãos da Educação para o traficante Arídio Machado da Silva Junior, mais conhecido como Júnior do Beco. A PF diz que ele é um criminoso de “alta periculosidade”, com uma “extensa ficha criminal”, dentre eles processos e condenações por homicídio, tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas. Um interlocutor do deputado recebeu uma planilha com dois nomes indicados por Júnior do Beco. Entre eles, estava a irmã do traficante e a esposa de um suspeito alvo na Operação Roncador, de 2006, que mirava um esquema de tráfico de drogas na região de Campos dos Goytacazes (RJ). Os diálogos aconteceram em junho de 2021. Segundo a PF, Thiago Rangel tinha uma “relação íntima” com Júnior do Beco. “Foi notada conversa (…) em que é possível observar que Arídio possui relação íntima com THIAGO RANGEL, sendo-lhe disponibilizada por este (deputado) duas vagas de trabalho como ‘auxiliar de serviços gerais’ para indicações, aparentemente em órgãos públicos da área de educação”, diz a trecho de representação da PF. O deputado estadual foi preso preventivamente nesta terça-feira por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A operação busca desarticular uma suposta organização criminosa voltada à prática de fraudes em licitações na secretaria estadual de Educação do Rio de Janeiro. Júnior do Beco não foi alvo da operação de hoje. Nesta terça, agentes da PF saíram às ruas para cumprir sete mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana, as três últimas no Noroeste Fluminense, reduto político de Rangel. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo no contexto da ADPF 635, que prevê a atuação coordenada da Polícia Federal no combate aos principais grupos criminosos do Rio e as suas conexões com o poder político. A defesa de Thiago Rangel disse ter recebido com surpresa a notícia da ação da PF e da prisão preventiva do deputado. “Neste momento, está se inteirando dos fatos, do teor da investigação e das medidas eventualmente determinadas, reafirmando desde logo a plena confiança nas instituições e no devido processo legal. O deputado nega a prática de quaisquer ilícitos e prestará todos os esclarecimentos necessários nos autos da investigação, local próprio para a apuração dos fatos. A defesa ressalta, por fim, que qualquer conclusão antecipada é indevida antes do conhecimento integral dos elementos que fundamentaram a medida”, diz o texto. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputada FederalDeputado Federalemenda parlamentarPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPSB Partido Socialista BrasileiroSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável

Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza

Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza

Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza Thiago Ávila e Saif Abu Keshek ficarão presos preventivamente até, pelo menos, o próximo domingo (10), segundo advogados Presidente Lula (PT) pediu a libertação dos dois prisioneiros em uma publicação nas redes sociais Por Folha de S.Paulo 25/05/2026 O ativista brasileiro Thiago Ávila comparece a um tribunal em Israel – lia Yefimovich – 5.mai.26/AFP Ashkelon (Israel) | AFP e Reuters – Um tribunal israelense estendeu até domingo (10) a detenção de dois ativistas, o espanhol-palestino Saif Abu Keshek e o brasileiro Thiago Ávila, que faziam parte de uma flotilha com destino à Faixa de Gaza. Eles compareceram nesta terça-feira (5) a uma corte em Ashkelon, a 60 km de Tel Aviv. A advogada Hadeel Abu Salih, do grupo israelense de direitos humanos Adalah, que representa os ativistas, afirmou que a detenção foi prorrogada após a polícia solicitar mais tempo para interrogá-los. “Vemos isso como uma tentativa de criminalizar qualquer solidariedade com o povo palestino e qualquer tentativa de romper o cerco ilegal a Gaza”, disse Abu Salih, acrescentando que a defesa planeja recorrer da decisão perante um tribunal distrital.   Esta é a segunda prorrogação da prisão preventiva. No último domingo (3), Ávila e Keshek já haviam se apresentado ao tribunal que, naquela ocasião, autorizou a extensão da detenção por mais dois dias.   O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a decisão do tribunal e pediu a libertação dos dois ativistas em uma publicação nas redes sociais. “Manter a prisão do cidadão brasileiro Thiago Ávila, integrante da flotilha ‘Global Sumud’, é uma ação injustificável do governo de Israel, causa grande preocupação e deve ser condenada por todos”, escreveu.   A advogada dos ativistas disse que apresentar a dupla perante um tribunal civil era uma “forma de espalhar medo e fazer os ativistas reconsiderarem sua participação” em futuras flotilhas. A Adalah, uma organização de direitos humanos e serviços jurídicos para a minoria árabe em Israel, afirmou que a prisão é ilegal e que os dois foram vítimas de maus-tratos.   Segundo a ONG, eles foram submetidos a “interrogatórios de até oito horas”, foram instalados em celas permanentemente iluminadas e obrigados a ir de um lugar para outro com os olhos vendados, inclusive durante visitas médicas.   O governo israelense negou as acusações. “Ao contrário das acusações falsas e infundadas, preparadas com antecedência, em nenhum momento Saif Abu Keshek e Thiago Ávila foram submetidos a torturas”, afirmou na véspera à agência de notícias AFP o porta-voz da chancelaria israelense, Oren Marmorstein.   Documentos judiciais mostram que Israel acusa os ativistas de crimes como filiação a uma organização terrorista e assistência ao terrorismo durante período de guerra. As penas podem chegar a 20 anos de prisão. Os dois estão em greve de fome e, portanto, o tribunal ordenou que o serviço penitenciário monitore a condição médica deles.   A flotilha, composta por mais de 50 embarcações, partiu de França, Espanha e Itália com o objetivo de romper o bloqueio israelense a Gaza e entregar suprimentos ao território palestino devastado. As forças israelenses os interceptaram em águas internacionais, na costa da Grécia, na madrugada de quinta (30).   Abu Keshek e Ávila foram detidos junto de outros 175 ativistas, de múltiplas nacionalidades, que foram libertados na Grécia. Os dois, no entanto, foram levados a Israel.   O Ministério das Relações Exteriores de Israel acusa os dois ativistas de terem ligações com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), organização alvo de sanções do Departamento do Tesouro dos EUA. Washington acusa a PCPA de “agir clandestinamente em nome” do grupo terrorista Hamas.   O governo israelense afirma ainda que Abu Keshek é um membro proeminente da PCPA e que Ávila tem ligações com a organização e é “suspeito de atividades ilegais”.   A Espanha reiterou o pedido para “libertação imediata” de Abu Keshek e exigiu “que todos os seus direitos sejam respeitados”.   Antes da extensão da prisão, o Itamaraty divulgou nota conjunta com o governo espanhol condenando o que classificou de “sequestro de dois de seus cidadãos em águas internacionais por parte do governo de Israel”.   “Esta ação flagrantemente ilegal das autoridades de Israel, fora de sua jurisdição, é uma afronta ao direito internacional, acionável em cortes internacionais, e configura delito em nossas respectivas jurisdições”, diz a nota.   Os organizadores da flotilha afirmam que a interceptação israelense ocorreu a mais de mil quilômetros de Gaza. Eles a chamam de “armadilha mortal calculada no mar”.   Em 2025, a primeira viagem da Flotilha Global Sumud para Gaza atraiu a atenção mundial. Mas centenas de ativistas, incluindo Greta Thunberg, foram presos no mar, levados para Israel e depois deportados. Notícia anterior Presidente da RepúblicaPT Partido dos Trabalhadores Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza 05/05/2026 PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo 02/05/2026 Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ 02/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ Bolsonarismo ao lado de Moraes Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital no DF: “Imunda” Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

Vídeo mostra grupo criminoso furtando motos elétricas em loja de Rio das Ostras

Vídeo mostra grupo criminoso furtando motos elétricas em loja de Rio das Ostras

Comissão da Alerj que levantava gastos do Judiciário entra na mira do TJ Ação aconteceu durante a madrugada no bairro Cidade Beira-Mar; ao menos seis suspeitos participaram do crime e prejuízo é estimado em cerca de R$ 60 mil. Por Ismael Torquato | g1 05/05/2026 Homens furtando motos elétricas em loja de Rio das Ostras — Foto: Reprodução g1 Rio das Ostras – Um vídeo de câmeras de segurança registrou a ação de um grupo criminoso que invadiu uma loja de motos e bicicletas elétricas durante a madrugada deste domingo (3) no bairro Cidade Beira-Mar, em Rio das Ostras, na Região dos Lagos do Rio. A quantidade exata de motos levadas ainda não foi informada oficialmente, mas o prejuízo já é estimado em aproximadamente R$ 60 mil. As imagens mostram pelo menos seis suspeitos chegando ao local e agindo de forma coordenada. Em poucos minutos, o grupo consegue arrombar a porta de entrada da loja Elétrica Prime e retirar várias motos elétricas do interior do imóvel. Segundo as informações apuradas, os criminosos usaram meios para facilitar o transporte dos veículos, o que indica que o furto pode ter sido planejado. Um dos suspeitos teve o rosto parcialmente registrado pelas câmeras de segurança. As imagens estão sendo divulgadas para auxiliar na identificação dos envolvidos. A Polícia Civil de Rio das Ostras investiga o caso e trabalha para localizar as motos furtadas e identificar os autores do crime. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualGovernadorMP-RJPL Partido LiberalTJ-RJ Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

Tiroteio em operação na Maré fecha vias expressas e suspende aulas em 41 escolas; suspeito é morto

Tiroteio em operação na Maré fecha vias expressas e suspende aulas em 41 escolas; suspeito é morto

Tiroteio em operação na Maré fecha vias expressas e suspende aulas em 41 escolas; suspeito é morto Postos de saúde também foram afetados. Polícia Civil realizou mais uma fase da Operação Torniquete, contra o tráfico de drogas e roubos de veículos e cargas. Por Jefferson Monteiro e Guilherme Santos | TV Globo 05/05/2026 Colchões em chamas interditam parte da Av. Brasil — Foto: Reprodução/TV Globo Uma operação da Polícia Civil no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, provocou o fechamento de vias expressas nesta terça-feira (5). Um homem foi morto em confronto e 12 pessoas presas, segundo a polícia. Entre as apreensões, estavam 43 veículos, 16 armas, 2 granadas e munição. Um macaco-prego preso em uma gaiola foi resgatado. A ação foi mais uma fase da Operação Torniquete, contra o tráfico de drogas e roubos de veículos e cargas. Agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) saíram ainda de madrugada para cumprir mandados de busca e apreensão na Nova Holanda e também em Bonsucesso. Em represália, por volta das 11h40, criminosos jogaram objetos na Linha Vermelha. A PM interditou as faixas preventivamente por 20 minutos para desobstruí-las. Ao meio-dia, o tráfego foi liberado. Às 12h30, outro grupo tentou fechar a Avenida Brasil, e até colchões em chamas foram deixados no asfalto. Mais uma vez, a PM parou o trânsito para limpar a via. Por causa da insegurança na região, 41 escolas municipais suspenderam as aulas no turno da manhã. A operação também impactou o funcionamento de unidades de saúde da região. Uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) teve o atendimento totalmente suspenso, enquanto outras duas adiaram a abertura diante do cenário de insegurança. Investigações apontam que criminosos compram e revendem armas, munição e acessórios por meio de empresas de fachada e plataformas digitais clandestinas. O objetivo desta etapa era apreender documentos, celulares e outros equipamentos que possam ajudar a aprofundar as investigações e identificar novos envolvidos. Nove linhas impactadas pela operação Segundo o Rio Ônibus, nove linhas de ônibus tiveram o trajeto afetado pela interdição da Linha Vermelha, na altura da Maré, durante a operação policial. São elas: 321 Bancários x Castelo 323 Bananal x Castelo 325 Ribeira x Castelo 327 Ribeira x Castelo 485 Fundão x Ipanema 492 Bancários x Prado Junior 635 Bananal x Saens Peña 2343 Ribeira x Castelo 2344 Bancários x Castelo Notícia anteriorPróxima notícia Polícia CivilPolícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso” Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

Quem é Thiago Rangel? Deputado estadual preso pela PF aumentou patrimônio em 700% em 2 anos

Quem é Thiago Rangel? Deputado estadual preso pela PF aumentou patrimônio em 700% em 2 anos

Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do serviço Rangel foi um dos alvos da 4ª fase da Operação Unha e Carne, que agora mira fraudes em compras de materiais e contratação de reformas na Secretaria Estadual de Educação do RJ (Seeduc). As irregularidades foram mostradas em uma série de reportagens no RJ2. Por André Coelho Costa e Rafael Nascimento | TV Globo e g1 Rio 05/05/2026 O deputado Thiago Rangel foi preso pela PF — Foto: Divulgação Thiago Rangel (Avante), deputado estadual preso nesta terça-feira (5) pela Polícia Federal (PF), aumentou o patrimônio em 700% em apenas 2 anos, segundo as próprias declarações à Justiça Eleitoral. Rangel foi um dos alvos da 4ª fase da Operação Unha e Carne, que agora mira fraudes em compras de materiais e contratação de reformas na Secretaria Estadual de Educação do RJ (Seeduc). As irregularidades foram mostradas em uma série de reportagens no RJ2. De acordo com as investigações, em 2014 Rangel trabalhava como motorista e tinha salário de R$ 1 mil. Sua 1ª eleição foi em 2020, quando conseguiu uma vaga na Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes. Na ocasião, Thiago tinha declarado um patrimônio de R$ 224 mil, composto por 2 veículos, participação no valor de R$ 60 mil em um posto de gasolina e uma moto aquática. Já em 2022, quando foi eleito deputado estadual, declarou R$ 1,9 milhão em bens, incluindo 18 postos de combustíveis — uma evolução patrimonial de 748%. Quem é Thiago Rangel Natural de Guarus, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, Thiago Rangel Lima tem 39 anos e se declara empresário do ramo varejista. Rangel iniciou a carreira política como vereador em Campos, eleito em 2020. Durante o mandato, ganhou visibilidade ao participar da criação do programa de transferência de renda Cartão Goitacá. O empresário teve passagens por cargos na administração pública estadual, como a Superintendência Regional do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem-RJ) e a Diretoria de Fiscalização do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro-RJ). Em 2022, foi eleito deputado estadual com 31,1 mil votos. Ele é pai da vereadora Thamires Rangel (PMB), eleita em 2024, aos 18 anos, a mais jovem do país naquele pleito. No mesmo ano, ela chegou a ser nomeada subsecretária adjunta de Ambiente e Sustentabilidade no governo estadual — mas Thamires foi exonerada nesta terça pelo governador Ricardo Couto. Já investigado pela PF Em 2024, Thiago foi alvo da Operação Postos de Midas, da PF, que apurava um esquema de lavagem de dinheiro em Campos dos Goytacazes. Segundo a PF à época, o grupo investigado usava postos de combustíveis para ocultar recursos obtidos por meio de contratos públicos supostamente fraudulentos e com sobrepreço. As apurações indicavam que o esquema funcionava desde 2021, com a participação de empresas ligadas ao parlamentar. Na ocasião, Thiago Rangel negou qualquer irregularidade e afirmou ter confiança de que a Justiça esclareceria os fatos. Nova investigação Na fase atual da Operação Unha e Carne, a Polícia Federal aponta indícios de que o deputado teria ligação com um esquema semelhante, desta vez focado em contratações dentro da rede estadual de ensino. A ação desta terça inclui o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em diferentes cidades do estado. Os investigados podem responder por crimes como organização criminosa, peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. Até a última atualização desta reportagem, a defesa do deputado não havia se manifestado sobre a prisão na nova operação. Notícia anteriorPróxima notícia Araruama RJPolícia Militar PMRegião dos Lagos Baixada Litorânearodovia RJ-106Saquarema RJ Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano 12/07/2026 ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino 12/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões 12/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões Master: PF vê troca de celular e fim da empresa em risco de fuga de Miranda E agora, Valdemar? Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

Empresa que fechou ‘buraco fake’ usado em vídeo também pagou propina em ação que afastou ‘prefeito tiktoker’, diz PF

Empresa que fechou 'buraco fake' usado em vídeo também pagou propina em ação que afastou 'prefeito tiktoker', diz PF

Empresa que fechou ‘buraco fake’ usado em vídeo também pagou propina em ação que afastou ‘prefeito tiktoker’, diz PF Segundo a PF, uma contabilidade paralela encontrada no celular do cunhado de Rodrigo Manga, prefeito de Sorocaba (SP), durante a Operação Copia e Cola, registrava entradas de dinheiro com a palavra ‘ETENG’. Para a polícia, o termo se refere à Eteng Engenharia e Serviços Ltda., empresa que possui contratos com o município. Por Marcel Scinocca e Wilson Gonçalves Jr | g1 Sorocaba e Jundiaí e TV TEM 05/05/2026 Imagem mostra via em Sorocaba (SP) antes de intervenção do Saae; alegação era de problemas com esgoto, vazamento de água e afundamento de solo — Foto: Reprodução A empresa contratada para tapar o “buraco fake”, criado para um vídeo do prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga (Republicanos), também é suspeita de pagar propina em contratos com a prefeitura. A informação consta em um relatório da Polícia Federal (PF) de novembro de 2025, que faz parte da Operação Copia e Cola, investigação que apura um suposto esquema de corrupção na cidade. Como desdobramento da operação, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca na residência do prefeito em abril de 2025. Em 6 de novembro do mesmo ano, na segunda fase da investigação, Manga foi afastado do cargo. Segundo a investigação da PF, uma contabilidade paralela encontrada no celular de Josivaldo Batista, cunhado de Manga, registrava entradas de dinheiro com a palavra “ETENG”. Os valores, que variam de R$ 50 mil a R$ 375 mil, somam R$ 553,8 mil. Para a polícia, o termo se refere à Eteng Engenharia e Serviços Ltda., empresa que possui contratos com o município. A Eteng Engenharia também foi a empresa que, em 9 de abril, tapou um buraco na Rua Diadema, no Jardim Leocádia. A suspeita é que o buraco tenha sido aberto de propósito apenas para que o prefeito gravasse um vídeo para suas redes sociais. Segundo um dossiê de servidores do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), a operação custou ao menos R$ 19,7 mil aos cofres públicos, envolvendo 15 funcionários e sete veículos. No vídeo, que viralizou com mais de 6,5 milhões de visualizações, Manga aparece em um cenário de obra, com funcionários e máquinas do Saae, para mostrar uma suposta ação de reparo da prefeitura, reforçando sua imagem de “prefeito tiktoker”. A PF aponta que, entre 2018 e 2025, a Eteng fechou contratos que superam R$ 70 milhões com a prefeitura. Segundo o relatório: “verificam-se fortíssimos indícios de […] pagamento de vantagens indevidas (propina) por parte de representantes da empresa Eteng.” Procuradas, a Prefeitura de Sorocaba e o Saae afirmaram que a Eteng presta serviços à cidade desde 2018, dentro das normas legais. Sobre o buraco, a prefeitura inicialmente disse que a vala foi aberta para uma manutenção real na rede de esgoto. A Eteng afirmou nesta terça-feira (5) que o Saae solicitou à empresa a aplicação da capa asfáltica. “Importante ressaltar que a empresa não teve nenhum ganho adicional, uma vez que o serviço já está contemplado no contrato firmado com o Saae”, argumentou. Sobre a Operação Copia e Cola, a Eteng afirmou que “ainda não foi procurada pelas autoridades e não teve acesso às investigações. A empresa está à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários assim que tiver acesso ao processo.” Denúncias no MP O g1 teve acesso ao documento feito por um grupo de servidores da autarquia. Nele, é detalhado o uso de 15 funcionários e sete veículos na suposta farsa. Toda a documentação foi encaminhada ao Ministério Público para embasar as investigações sobre o caso. Duas denúncias já foram protocoladas ao órgão sobre o tema. Além dos funcionários do Saae de Sorocaba, moradores do local onde o buraco foi aberto também relatam problemas relacionados à situação. Eles, inclusive, citam que a equipe esperou no local até o vídeo ser gravado pelo prefeito. As contradições nos documentos O dossiê dos servidores do Saae, que será enviado ao Ministério Público, aponta várias contradições para provar a farsa, como: Fotos idênticas: um relatório que deveria mostrar o “antes” e o “depois” do reparo usa a mesma foto para as duas situações; Local errado: as fotos do relatório foram tiradas a cerca de 70 metros de onde o buraco para o vídeo foi aberto; “Não é vazamento do Saae”: um dos documentos de serviço traz a anotação de que o problema não era de responsabilidade da autarquia; Poço de vistoria intacto: o vídeo mostra que a tampa de um poço de vistoria, que precisaria ser aberto para o suposto reparo, sequer foi movimentada.   A mobilização de servidores e equipes para realizar o reparo também chamou a atenção. Ao menos dez servidores foram deslocados para a ocorrência. “Não havia absolutamente nada. Foi feito para justificar essa demanda. Se verificar no GPS das equipes, vai ver que nunca estiveram todas as equipes na mesma ocorrência em tão pouco tempo”, afirmou um servidor, que não será identificado na reportagem. O g1 também teve acesso a uma foto da rua feita momentos antes do início dos trabalhos, que não mostra qualquer afundamento, vazamento de água ou esgoto na via. Pelo material, é possível identificar três situações que, em tese, contradizem a abertura de procedimentos pelo Saae: Afundamento: a imagem não mostra afundamento de solo na rua; Esgoto: não há indícios de esgoto sendo lançado na via pública; Vazamento de água: não há sinais de água na via. Prefeitura e Saae disseram que… No dia 23 de abril, quando o g1 divulgou o caso, a prefeitura afirmou que a vala foi aberta para obra de manutenção em uma rede de esgoto e que tudo seguiu ordens de fluxo interno de controle. Confira a nota na íntegra: “A vala foi aberta por equipe do Saae/Sorocaba, para obra de manutenção em rede de esgoto. Houve troca de abraçadeira danificada e os trabalhos foram concluídos no mesmo dia, seguido da recomposição do pavimento da via, conforme protocolos operacionais. A intervenção ocorreu a partir de solicitação de serviço devidamente registrada pela autarquia. Todas essas ordens seguem fluxo interno de controle, garantindo rastreabilidade das demandas e das intervenções realizadas.” A autarquia e a prefeitura não comentaram sobre as denúncias feitas pelo funcionários.

Deputado estadual Thiago Rangel é preso pela PF na 4ª fase da Operação Unha e Carne

Deputado estadual Thiago Rangel é preso pela PF na 4ª fase da Operação Unha e Carne

Comissão da Alerj que levantava gastos do Judiciário entra na mira do TJ O objetivo, desta vez, é combater fraudes em procedimentos de compra de materiais e de aquisição de serviços, como obras para reformas, no âmbito da Secretaria Estadual de Educação do RJ (Seeduc). Por Mahomed Saigg e Márcia Brasil | TV Globo 05/05/2026 Deputado estadual Thiago Rangel é preso pela PF na 4ª fase da Operação Unha e Carne O deputado estadual Thiago Rangel (Avante) foi preso nesta terça-feira (5) na 4ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal (PF). O objetivo, desta vez, é combater fraudes em procedimentos de compra de materiais e de aquisição de serviços, como obras para reformas, no âmbito da Secretaria Estadual de Educação do RJ (Seeduc). As irregularidades foram mostradas em uma série de reportagens no RJ2. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) já vinham investigando o processo de compras da Seeduc. Agentes saíram para cumprir 7 mandados de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Até a última atualização desta reportagem, além de Thiago, outras 6 pessoas haviam sido presas. O ex-chefe de gabinete de Rodrigo Bacellar (União), Rui Carvalho Bulhões Júnior, estava entre eles. A investigação foi iniciada após a análise de mídias apreendidas na 1ª fase da Operação Unha e Carne, contra o vazamento de informações sigilosas por parte de agentes públicos. Na ocasião, o então deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil) foi preso. O g1 apurou que conteúdos extraídos do computador de Bacellar levaram a esse desdobramento da Unha e Carne. As apurações que levaram a esta 4ª etapa revelaram direcionamentos das contratações realizadas por escolas estaduais vinculadas à Diretoria Regional Noroeste da Seeduc — segundo a PF, uma zona de influência política de Rangel — para empresas previamente selecionadas e vinculadas ao esquema. Além do crime de organização criminosa, os investigados poderão responder por peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. Em nota, a defesa do deputado negou a prática de qualquer ato ilícito e disse que prestará todos os esclarecimentos necessários nos autos da investigação (leia a nota na íntegra no fim da reportagem). As fases anteriores A Operação Unha e Carne teve 3 fases entre dezembro de 2025 e março de 2026 e apurava um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas de ações policiais contra o Comando Vermelho (CV). Segundo a PF, os vazamentos teriam comprometido operações e beneficiado investigados ligados à facção criminosa. O caso foi incluído no contexto da ADPF 635, a ADPF das Favelas, que trata de ações de segurança pública no Rio. A 1ª etapa da operação foi deflagrada em dezembro de 2025 e teve como alvo o então presidente da Alerj, o deputado Rodrigo Bacellar, hoje cassado. De acordo com a Polícia Federal, Bacellar teria vazado informações sigilosas da Operação Zargun, deflagrada em setembro, contra o CV. O principal beneficiado seria o ex-deputado Thiego Raimundo de Oliveira Santos, o TH Joias, apontado como articulador político da facção e preso na Operação Zargun. Ainda segundo a investigação, o vazamento teria permitido a destruição ou ocultação de provas, frustrando a ação policial. Bacellar chegou a ser preso preventivamente por decisão de Alexandre de Moraes, mas foi solto dias depois — após decisão tomada em plenário da Alerj —, com medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. Ainda em dezembro de 2025, a 2ª fase aprofundou as apurações sobre a origem dos vazamentos. Nessa etapa, a PF prendeu preventivamente o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). Segundo os investigadores, o vazamento teria partido do Judiciário federal. A suspeita é que o magistrado repassou informações a Bacellar, que, por sua vez, as transmitiu a TH Joias. A Polícia Federal informou ter encontrado mensagens, registros de ligações e indícios de relação próxima entre o desembargador e o deputado, o que, segundo a investigação, indicaria troca de favores. A 3ª fase foi deflagrada em 27 de março de 2026. Nessa etapa, Rodrigo Bacellar foi preso novamente, desta vez em casa, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. A nova prisão foi determinada por Alexandre de Moraes após a cassação do mandato do político pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no caso conhecido como escândalo da Ceperj, e após denúncia formal apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em 16 de março. Na 3ª fase, a Polícia Federal também passou a relacionar diretamente o caso à ADPF 635, apontando que as condutas investigadas poderiam comprometer ações do Estado no combate ao crime organizado no Rio. A denúncia da PGR inclui, além de Bacellar, TH Joias, o desembargador Macário Júdice Neto e outros investigados. Segundo o órgão, há indícios de uma cadeia de proteção institucional ao crime organizado. O que dizem os envolvidos Nota da Alerj “A Alerj informa que está à disposição das instituições da República no que for necessário para colaborar no esclarecimento dos fatos. A Assembleia Legislativa reforça seu compromisso com a transparência e confiança no trabalho dos órgãos competentes.” Nota da Secretaria Estadual de Educação “A Secretaria de Estado de Educação está realizando uma revisão administrativa de todos os procedimentos relacionados às obras de manutenção e reparo nas unidades da rede estadual. Entre as medidas que passaram a ser adotadas pela pasta está a definição de um teto de R$ 130 mil para intervenções classificadas como manutenção e pequenos reparos. A resolução é baseada nas diretrizes da Lei de Licitações 14.133. Quaisquer obras que ultrapassem esse limite passam a ser tratadas como intervenções de maior porte e passarão a ser executadas pela Empresa de Obras Públicas (Emop-RJ). A Secretaria segue colaborando com o Ministério Público, com o Tribunal de Contas do Estado e com os demais órgãos de controle.” Defesa de Macário Ramos Júdice Neto: “A defesa do desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto refuta com veemência as acusações da Polícia Federal a ele atribuídas, reforça a ilegalidade de sua prisão e assinala, mais uma vez, que a apuração da própria PF não sustenta o relatório produzido por seus investigadores. No ponto crucial do documento, que seria o do encontro do desembargador com o então deputado estadual Rodrigo Bacellar, o cruzamento das antenas de celulares de ambos

Jovem atingido por bala de borracha no Maracanã perde visão de um olho e fará cirurgia; mãe critica ação policial

Jovem atingido por bala de borracha no Maracanã perde visão de um olho e fará cirurgia; mãe critica ação policial

Jovem atingido por bala de borracha no Maracanã perde visão de um olho e fará cirurgia; mãe critica ação policial Adolescente de 18 anos foi ferido ao deixar o estádio após confronto entre torcedores. A polícia abriu procedimento para apurar o caso. Por Marcus Vincax | TV Globo 05/05/2026 Arthur Cortines Laxe, de 18 anos, perdeu a visão do olho direito após ser atingido por uma bala de borracha no entorno do Maracanã — Foto: Arquivo pessoal O jovem Arthur Cortines Laxe, de 18 anos, perdeu a visão do olho direito após ser atingido por uma bala de borracha no entorno do Maracanã, na Zona Norte do Rio, após o clássico entre Flamengo e Vasco, no domingo (3). Segundo a família, ele vai passar por pelo menos três cirurgias, incluindo uma plástica e outra para tratar uma fratura no nariz. De acordo com a mãe de Arthur, o disparo foi feito por um policial militar no momento em que o jovem tentava deixar o estádio, após uma confusão entre torcedores. “Infelizmente, atiraram com vontade no rosto, no olho dele, nessa bala de borracha. Jogaram toda a cavalaria, que estava ali dos policiais em cima dele, ele ficou ali coagido por cavalos”, relatou. Jovem não participou da briga, diz mãe Segundo ela, Arthur estava com amigos do colégio quando houve tumulto na saída do jogo. Com o uso de gás e disparos para dispersar a multidão, o grupo se separou. “Eles estavam soltando muito aquele gás de pimenta, sei lá, e atirando a torto e à direito, aí dispersou, cada um foi para um lado. O Arthur ficou ancorado ali naquela grade do Maracanã e deixou acalmar”, disse. Ainda de acordo com o relato, o jovem foi atingido logo após tentar sair do local. “Nisso que acalmou, ele soltou da grade e começou a andar. Aí ele virou, olhou. Quando ele olhou para trás para ver se ainda tinha os cavalos correndo, aí o policial foi e atirou nele. Pegou em cheio na visão dele”, afirmou. A mãe descreveu o estado do filho após o disparo. “Saía tanto sangue, ele estava totalmente ensanguentado e ainda virou por esse policial pedindo socorro. O policial teve a coragem de falar pra ele: ‘cara, vai embora o que tu está fazendo aqui. Vai embora’”, disse ela. Arthur foi socorrido inicialmente por uma ambulância do estádio e depois seguiu de táxi até o Hospital Municipal Souza Aguiar, onde encontrou os pais. Atualmente, ele está internado em uma unidade particular no Humaitá. “O estado do Arthur é bem sério, ele vai passar por três cirurgias. Uma cirurgia plástica, outra que houve uma fratura também no nariz e ele, infelizmente, ele perdeu essa visão do olho direito”, afirmou a mãe. “Eu tô assim muito triste, muito chateada. Isso é muito lamentável” Pedido por indenização A família também cobra responsabilização pelo caso. “Quero uma indenização, sim, por direito, por tudo que meu filho está passando. É mais do que justo isso. É inadmissível uma pessoa sair de casa para assistir um jogo e voltar sem a visão”, disse. A Polícia Militar informou que cerca de 800 agentes atuaram no policiamento da partida para conter brigas entre torcidas organizadas. Ao todo, 15 pessoas foram presas. Sobre o caso, a corporação confirmou que um homem ficou ferido por disparo de elastômero e foi socorrido. O comando das unidades envolvidas instaurou um procedimento para apurar as circunstâncias da ocorrência. As confusões ocorreram principalmente após o fim do jogo, nas imediações do estádio, com registros de agressões e confrontos entre torcedores rivais. Moradores da região relataram momentos de medo com a violência. A investigação vai apurar as responsabilidades pelo disparo que atingiu o jovem. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso” Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

Dois anos depois da enchente no RS, rua de Gramado segue destruída e intransitável

Dois anos depois da enchente no RS, rua de Gramado segue destruída e intransitável

Dois anos depois da enchente no RS, rua de Gramado segue destruída e intransitável Moradores do bairro Piratini, um dos mais atingidos pelas chuvas de maio de 2024, relatam sensação de abandono e dificuldades de locomoção. Prefeitura anuncia obras de R$ 43 milhões para junho. Por Diego Nuñez e Ana Júlia Griguol | g1 RS e RBS TV 05/05/2026 A prefeitura informa que a rua desabou devido a uma infiltração consequência da chuva — Foto: Halder Ramos Dois anos após as chuvas de maio de 2024 que devastaram o Rio Grande do Sul com a enchente e causaram o desmoronamento de uma rua no bairro Piratini, em Gramado, na Serra gaúcha, moradores ainda aguardam pelas obras de recuperação. O local segue igual: destruído e instransitável. O desastre atingiu mais de 30 famílias na época. Para a aposentada Palmira Machado, 85 anos, a paisagem de hoje contrasta com as lembranças de um bairro cheio de vida. “Passava ônibus, passava de tudo aqui. Faz falta. Os amigos passavam ali, meus parentes chegavam. Agora não se vê nunca mais ninguém”, lamenta. O fenômeno que atingiu a área é um tipo complexo de escorregamento de terra. “Aqui, a profundidade é muito maior. Nós estamos falando da ordem de 20 metros. O material não foi arrastado, ele foi deslocado muito fortemente, com velocidades da ordem de centímetros por dia. Então, não mata ninguém, mas a destruição das casas é muito grande”, explica o engenheiro especialista em geotecnia Luiz Antônio Bressani. A Prefeitura de Gramado anunciou investimento de mais de R$ 43 milhões e prevê o início das obras para junho. De acordo com o Executivo municipal, 35 lotes foram desapropriados na região. Do total, 34 proprietários aceitaram a proposta de indenização e um discute os termos na Justiça. Até o momento, foram pagos R$ 8,3 milhões a 25 famílias. Outras nove aguardam a regularização de documentos para receber o valor. Rotina de dificuldades A rua destruída era um dos principais acessos ao centro da cidade. Sem ela, os moradores precisam fazer trajetos até três vezes mais longos. “Quando a gente tem que ir ao mercado, fruteira, farmácia, a gente desce ali, faz todo esse trajeto e vamos escalando”, conta uma moradora. A empreendedora Cleusa Machado relata os transtornos diários. “Eu saio para trabalhar todo dia de manhã, eu saio por aqui, já caí umas 10 vezes, mas eu continuo”, afirma. O sentimento de abandono também é compartilhado. “Parece que fomos um bairro esquecido aqui. Ninguém procura nós, ninguém fala nada”, desabafa a aposentada Marina de Freitas Santos. Previsão das obras Questionada, a prefeitura informou que o primeiro ano após o evento foi dedicado ao monitoramento e estudo da área para identificar movimentações do solo. No ano seguinte, foi elaborado o projeto e feito o cadastramento junto ao governo federal para buscar recursos. A projeção é de que o processo licitatório para contratar a empresa responsável seja publicado na segunda quinzena de maio. A expectativa é de que os trabalhos comecem na segunda quinzena de junho. O investimento de mais de R$ 43 milhões contempla obras de contenção, pavimentação e iluminação. Enquanto as obras não começam, a área segue sob vigilância. “Se faz um controle de toda a área para ver qual o movimento que está acontecendo, vertical e lateral. Além disso, a gente mede qual a pressão de água que tem no subsolo”, detalha o engenheiro Luiz Antônio Bressani. Para os moradores, resta a esperança de ver a rua movimentada novamente. “Ver a gente passar, todo mundo faceiro, alegre, abanando a mão, sendo feliz. É o que eu sonho”, diz a aposentada Palmira. Notícia anteriorPróxima notícia Gramado RS STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso” Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

Separados por 2,5 km, moradores da Muzema e Rio das Pedras sofrem com regras impostas por milicianos e traficantes

Separados por 2,5 km, moradores da Muzema e Rio das Pedras sofrem com regras impostas por milicianos e traficantes; veja imagens

Separados por 2,5 km, moradores da Muzema e Rio das Pedras sofrem com regras impostas por milicianos e traficantes Em série especial, RJ2 mostra como traficantes e milicianos dominam territórios, cobram taxas e controlam a vida de comunidades. Por Gabriela Moreira, Junior Alves e Adriana Cruz | RJ2 04/05/2026 Milicianos de Rio das PEdras à esquerda e traficandes da Muzema à direita — Foto: Reprodução/RJ2 O crime organizado avança nos territórios do estado do Rio de Janeiro, e comunidades e bairros inteiros vivem acuados por traficantes e milicianos que decidem qual lei vale em cada região. A partir desta semana, o RJ2 exibe uma série especial de reportagens sobre como esse domínio afeta a vida das pessoas, a economia e o futuro da cidade. No primeiro episódio, imagens inéditas mostram como traficantes e milicianos atuam entre duas comunidades separadas por apenas 2,5 quilômetros: Rio das Pedras e Muzema, na Zona Oeste. “Quem é de Rio das Pedras não pode ir em Muzema, quem é de Muzema não pode ir em Rio das Pedras”, relata um morador. As duas áreas próximas estão divididas pelo crime. De um lado, milicianos; do outro, traficantes. Em Jacarepaguá, criminosos armados ditam regras e decidem quem vive e quem morre. O RJ2 flagrou criminosos dos dois lados dessa guerra, entre eles homens fazendo selfies com armas e ostentando fuzis perto de crianças. A reportagem flagrou tanto traficantes quanto milicianos. Moradores relatam episódios de extrema violência. Um deles conta o caso de um trabalhador confundido com informante: “Chegou a ir lá no Figueira [Condimínio Parque das Figueiras] buscar umas roupas pra ir pro trabalho, que a pessoa era garçom de quiosque na Barra, e quando chegou lá foi recebido à bala. Disseram que era olheiro de milícia. E não era. O menino era trabalhador.” Segundo o relato, o homem foi torturado: “Levaram lá pra área que eles julgam a pessoa. Ficaram lá umas quatro horas com o menino. Queimaram sacola plástica nele. Botaram cigarro nele. Fizeram ele engolir uma bala… munição.” Imagens mostram milicianos armados com fuzis, alguns tirando selfies com armas. Eles usam preto, calças e fuzis. Em outro momento, criminosos aparecem em um ponto de vigilância enquanto uma viatura da PM patrulha a região. Em uma das cenas, um homem armado atua como uma espécie de autoridade local: após ouvir uma mulher, ele a acompanha até outra rua e repreende uma terceira pessoa. Controle do cotidiano e restrição de circulação Em um condomínio perto da Muzema, o controle territorial é visível. Para circular, motoristas precisam seguir regras impostas por criminosos, como manter o pisca-alerta ligado, o vidro aberto e a luz interna acesa. “O carro pra entrar dentro do Figueira hoje… eles te param. Não aceitam tu. Querem saber pra onde tá indo”, conta um morador. “As placas de carro são todas identificadas na portaria.” Abordagens são frequentes: “Do nada, eles param a pessoa, pegam o telefone, averiguam agenda toda. Se tu disser que é Rio das Pedras, tu tá morto.” Além disso, há cobrança de taxas para tudo: “Pra morar lá, tem que pagar todo mês o boleto que tu mora lá.” “Se você vai botar uma música lá, tu tem que pagar. O morador paga, o comerciante paga… todos pagam”, acrescenta. Segundo as investigações, quem dita as regras na Muzema é um traficante conhecido como “Zeus”, identificado pela polícia como Luiz Carlos Bandeira Rodrigues. Ele migrou para o Rio e assumiu um posto de chefe do crime, subindo na hierarquia da facção ao cumprir pena por tráfico nos presídios federais de Campo Grande (MS) e Porto Velho (RO). Lpa, conheceu Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Disputa de facções e expansão territorial Nos últimos anos, o Comando Vermelho avançou por diversas regiões de Jacarepaguá até chegar à Muzema. Já em Rio das Pedras, o domínio é da milícia, em parceria com traficantes do Terceiro Comando Puro. Moradores denunciam a atuação livre dos criminosos: “A solução pra esses problemas, acredito que só Deus. Porque o estado é omisso. Eles desfilam abertamente armados na frente das viaturas.” “É fuzil, é pistola, é cinturão de granada. E isso acontece constantemente.” Em Rio das Pedras, o comando é atribuído a Taillon de Alcântara Barbosa, preso desde 2023. Segundo relatos, a milícia atua com violência e extorsão: “São bandidos. Porque eles matam por qualquer motivo. Expulsam por qualquer motivo. Tomam o patrimônio da pessoa.” “Se paga uma taxa, direito de ir e vir. O comércio é obrigado a ter valores superiores pra pagar a milícia. É coisa assustadora.” A Polícia Militar informou que tomará as medidas cabíveis assim que tiver acesso às imagens exibidas. A corporação declarou também que prendeu 18 criminosos e apreendeu três fuzis na região de Rio das Pedras e Muzema nos últimos seis meses. Notícia anteriorPróxima notícia Campo Grande MSPolícia Militar PMPorto Velho RORegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso” Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

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