Em mensagens obtidas pela PF, filho de Fux tratava Vorcaro como “irmão”

Em mensagens obtidas pela PF, filho de Fux tratava Vorcaro como “irmão” Mensagens constam no celular do ex-banqueiro entregue a ministros do STF nesta segunda-feira (14) Por Gustavo Uribe, Matheus Teixeira, Tainá Falcão e Teo Cury | CNN Brasil 15/09/2026 Luiz Fux, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) • Rosinei Coutinho/STF Brasília – As mensagens encontradas pela PF (Polícia Federal) no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro mostram que o advogado Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), mantinha uma relação de proximidade com o então dono do Banco Master. Em conversas informais, Rodrigo Fux tratava Vorcaro como “irmão” e combinava reuniões e encontros. Em 17 de maio de 2024, Rodrigo Fux escreveu: ”Fala irmão. Tudo bem?”. Cerca de dez segundos depois, Vorcaro responde. “Fala amigo. Tudo certo?”. Rodrigo Fux também teria articulado um encontro do ministro Luiz Fux em um evento em Londres, no Reino Unido, ligado a Vorcaro. As conversas mostram que Rodrigo Fux enviou, inclusive, o e-mail de uma secretária do ministro do Supremo ao ex-banqueiro. Em uma das mensagens, Rodrigo Fux chama Vorcaro para uma visita ao seu escritório em Brasília e fala em recebê-lo com um “tapete vermelho”. O encontro, no entanto, acabou não acontecendo. Leia abaixo a transcrição das mensagens enviadas em 4 de dezembro de 2024: Rodrigo Fux: Fala, meu amigo. Tudo bem? Na segunda você estará em bsb? Daniel Vorcaro: Fala amigo. Tudo e você? Estarei na quarta em bsb. Esta quinta estarei no Rio. Rodrigo Fux: Vamos tomar um café no escritório na quinta? 17hs funciona para você? Daniel Vorcaro: Puxa, eu tenho que ir embora às 16h para São Paulo. Rodrigo Fux: Deixa eu ver. Beleza, vou remarcar aqui para te atender. 14hs, marcado. Rodrigo Fux: Tapete vermelho, irmão. Daniel Vorcaro: Valeu, irmão. No mês anterior, em novembro, Vorcaro pediu para que Rodrigo Fux o ajudasse em um caso. O filho do ministro do STF respondeu: “será um prazer se eu puder ajudar”. As mensagens constam no conteúdo disponibilizado pela PF nesta segunda-feira (14) aos gabinetes dos ministros Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes após os ministros pedirem acesso ao material. Em nota, a Fux Advogados diz que nunca atuou a favor de Daniel Vorcaro ou do Banco Master, nem recebeu qualquer valor do ex-banqueiro. “A despeito do tom informal dos diálogos vazados, o que houve foi uma tentativa de aproximação comercial por parte de Daniel Vorcaro e seus sócios. Uma tentativa apenas, mas que, conforme ressaltado, jamais se concretizou. E que se deu mais de um ano antes de qualquer notícia envolvendo fraudes ou implicação criminal do banqueiro”, afirmou. Leia a nota completa da Fux Advogados: “1) Nunca advogou a favor de Daniel Vorcaro ou do Banco Master (controladas, subsidiárias, qualquer empresa do grupo, fundos de investimentos relacionados, etc.);2) Nunca fez qualquer proposta de trabalho e jamais celebrou qualquer contrato ou manteve relação comercial com Daniel Vorcaro ou com Banco Master (controladas, subsidiárias, qualquer empresa do grupo, fundos de investimentos relacionados, etc.);3) Nunca recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou do Banco Master (controladas, subsidiárias, qualquer empresa do grupo, fundos de investimentos relacionados, etc.)4) Jamais foi contratado para atuar em processos que se encontrassem em vias de remessa ao Supremo Tribunal Federal, muito menos para atuar em processos que já se encontrassem em trâmite na Corte;5) A despeito do tom informal dos diálogos vazados, o que houve foi uma tentativa de aproximação comercial por parte de Daniel Vorcaro e seus sócios. Uma tentativa apenas, mas que, conforme ressaltado, jamais se concretizou. E que se deu mais de um ano antes de qualquer notícia envolvendo fraudes ou implicação criminal do banqueiro” A CNN procurou também procurou o gabinete do ministro Luiz Fux e ainda não obteve resposta. O espaço segue aberto. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Em mensagens obtidas pela PF, filho de Fux tratava Vorcaro como “irmão” 15/09/2026 Dino pede explicações sobre elo entre Master e instituto ligado a Mendonça 15/09/2026 Justiça Federal envia ao STF ação para Senado divulgar visitas de Vorcaro 03/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Operador de Vorcaro fecha com Gonet delação sobre Dark Horse, Flávio e Eduardo Bolsonaro 03/09/2026 ‘Tomara que tenha charuto e Macallan’; veja essa e outras quatro mensagens de Gonet para Vorcaro 01/09/2026 Mendonça decide deixar sociedade em instituto privado que virou alvo de questionamentos 03/09/2026 CNBB prega apuração no STF e sessão pública: “Verdade fortalece democracia” 10/09/2026 Flávio Dino coloca Mendonça, Vorcaro e Dark Horse, do clã Bolsonaro, no centro da crise no STF 09/09/2026
Nunes Marques se declara impedido em julgamento de mensagens de Vorcaro a Moraes após diálogos do banqueiro citarem R$ 500 mil ao seu filho

Nunes Marques se declara impedido em julgamento de mensagens de Vorcaro a Moraes após diálogos do banqueiro citarem R$ 500 mil ao seu filho Ex-diretor do Master cita o valor em conversa com o dono do banco Por Mariana Muniz, Pepita Ortega, Sarah Teófilo e Eduardo Gonçalves | O Globo 15/09/2026 O ministro do STF Kassio Nunes Marques durante sessão plenária em junho de 2026 — Foto: Rosinei Coutinho/STF Brasília – O ministro Nunes Marques se declarou impedido para participar do julgamento do relatório da Polícia Federal com mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes. A decisão foi tomada após a revelação de diálogos que citam pagamentos de Vorcaro ao seu filho, o advogado Kevin Marques. — Em que pese, e os debates vão fluir, que esse julgamento eventualmente pode também impactar no cenário político eleitoral. Então, na condição de presidente do TSE, eu não me sinto confortável para participar desse julgamento e afirmo o meu impedimento — disse Nunes Marques. Ele afirmou que nunca julgou processos do Banco Master. — É bom que registre que, em relação ao caso, eu nunca troquei nenhuma mensagem, não há registro de nenhuma mensagem minha com Daniel Vorcaro — disse Nunes Marques. — E a minha isenção está calcada e absolutamente comprovada nos votos que eu proferi. Se eu me sentisse desconfortável ou cooptado de alguma forma, Jamais teria votado pela confirmação da prisão de Daniel Vorcaro, do seu pai e de outras pessoas envolvidas. Entenda o caso Um diálogo encontrado no celular de Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, trata de pagamentos ao advogado Kevin Marques, filho do ministro Kassio Nunes Marques. Na conversa, o ex-diretor jurídico do banco Luiz Rennó responde uma mensagem de Vorcaro com dados de Kevin e cita o valor de R$ 500 mil por mês. Por meio de sua assessoria, o advogado negou ter recebido recursos do banco e que prestou serviços jurídicos a uma consultoria jurídica mencionada na conversa. Em uma mensagem de agosto de 2025, enviada pelo então diretor jurídico do Master, Luiz Rennó Netto, cita que está faltando um pagamento à “consult”. “Dos pagamentos está faltando a consult. Aqui”, diz Rennó, respondendo a uma mensagem de Vorcaro com o nome e contato de Kevin Marques, em agosto de 2025. “Esse aí. Único ‘meu’ que faltou”, acrescentou ele. Reportagem do jornal O Estado de S.Paulo publicada em março deste ano mostrou que a Consult Inteligência Tributária, uma empresa de consultoria, fez pagamentos de R$ 281,6 mil a Kevin. Em nota, a assessoria do advogado afirmou que ele nunca prestou serviços ao Master nem recebeu dinheiro de Vorcaro, mas recebeu R$ 281,6 mil da Consult, “empresa à qual prestou serviços jurídicos especializados na área tributária administrativa”. “A atuação profissional do advogado Kevin Marques em favor da Consult não tem qualquer relação com o Supremo Tribunal Federal”, diz o texto. Um mês antes da mensagem da mensagem em que avisa Vorcaro sobre o pagamento que “faltou”, em julho de 2025, Rennó perguntou banqueiro se deveria manter o repasse de “500 mil mês” ao advogado. Vorcaro respondeu com “kkkk”. A posição de Fachin Mais cedo, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, deu uma série de recados aos ministros no início da sessão que vai analisar o relatório da Polícia Federal que apontou mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ao ministro Alexandre de Moraes às vésperas de ser preso pela primeira vez, em novembro de 2025. Após semanas de embate, especialmente entre Moraes e Mendonça, que determinou a elaboração do relatório em julgamento, Fachin pediu serenidade aos colegas e defendeu que as decisões cabem ao plenário, não aos integrantes da Corte individualmente. É a primeira vez que a Corte analisa uma possível investigação envolvendo um dos seus integrantes. — A divergência é legítima. O confronto pessoal, não. E a decisão pertence ao plenário, não a um ministro individualmente. São premissas simples, mas em momentos de tensão institucional é necessário dizer o que deve orientar a nossa atuação — disse Fachin no início da sessão. — Não será qualquer um de nós que falará pelo Supremo, mas o plenário. Peço equilíbrio. O presidente da Corte fez referências nominais a todos os integrantes e afirmou ainda que a discussão sobre a forma como o relatório foi elaborado é importante para a resolução do caso. — Não se julgam pessoas. Julgam-se fatos e questões jurídicas. Não se antecipa o mérito antes de resolvida a validade processual.Não se antecipa o mérito antes de resolvida a validade processual — disse Fachin. Ao longo do discurso, que durou oito minutos, Fachin acrescentou que o STF passou por “autoritarismo, ameaças e incompreensões” e precisa se resguardar diante da crise atual: — Não temos o direito de entregar às gerações futuras um Supremo Tribunal Federal menor do que aquele que recebemos — disse Fachin. — Este não é um dia comum. Somos seres humanos. Podemos errar, divergir, mudar de entendimento e er percepções distintas sobre os mesmos fatos e sobre o Direito. O momento exige de nós aquilo que se espera de quem exerce a jurisdição constitucional: sensatez, decoro e serenidade. A divergência faz parte da jurisdição. O que não pode fazer parte dela é a perda da medida institucional. Entenda o julgamento A Polícia Federal elaborou um relatório por ordem do ministro André Mendonça, relator de investigações relacionadas ao Banco Master. O documento foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) e desencadeou uma sucessão de decisões, ofícios e acusações entre integrantes da Corte, além de envolver a própria PF, a PGR e a Advocacia-Geral da União (AGU). O presidente do STF, Edson Fachin, acabou assumindo a condução do caso numa tentativa de conter a escalada da crise. Em manifestação a Fachin na véspera do julgamento, Moraes afirmou que Mendonça atou de forma “inconstitucional e ilegal” e negou favorecimento a Vorcaro. A segurança foi reforçada nas proximidades do STF, que fica na Praça dos Três Poders, em Brasília. Nesta terça-feira, caberá ao plenário discutir os desdobramentos das mensagens
Mendonça usou decisões no STF para inflamar os atos do 7 de Setembro pró-Flávio Bolsonaro

Mendonça usou decisões no STF para inflamar os atos do 7 de Setembro pró-Flávio Bolsonaro Em manifestação enviada à Presidência do Supremo, Alexandre de Moraes acusa André Mendonça de agir com finalidade político-eleitoral e afirma que decisões, vazamento de investigação e vídeo publicado pelo ministro foram usados para impulsionar os atos de 7 de Setembro Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 15/09/2026 Mendonça e Moraes no STF – André Mendonça e Alexandre de Moraes/Foto: EVARISTO SA/AFP Mendonça usou decisões tomadas no Supremo Tribunal Federal (STF) e a divulgação de informações de uma investigação para inflamar os atos de 7 de Setembro ligados à campanha de Flávio Bolsonaro, segundo acusação feita pelo ministro Alexandre de Moraes em manifestação encaminhada à Presidência da Corte. O documento, apresentado nesta segunda-feira (14) na Petição 16.704, reúne 121 tópicos com a resposta de Moraes à crise aberta no STF após decisões do ministro André Mendonça relacionadas às investigações do caso Banco Master. Em um dos trechos mais duros, Moraes atribui ao colega uma atuação deliberadamente política às vésperas das manifestações de 7 de Setembro. Segundo Moraes, houve um “direcionamento” da atuação de Mendonça para incriminá-lo e também atingir o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com o objetivo de favorecer um grupo político nas eleições de outubro. O ministro vai além e relaciona diretamente o momento escolhido por Mendonça à mobilização política que ocorreria no 7 de Setembro. “Por motivos políticos-eleitorais, houve direcionamento do magistrado relator para incriminar colega do STF, bem como o Presidente do Senado Federal e favorecer determinado grupo político nas eleições de outubro de 2026, inclusive com o vazamento do ilícito ‘dossiê’ que determinou, pelo próprio relator, na semana antecedente ao 7/9, como uma tentativa de impulsionar os comícios de determinado grupo político.” Moraes afirma ainda que a estratégia teria sido reforçada por um vídeo publicado pelo próprio Mendonça nas redes sociais na véspera das manifestações. Na manifestação, ele classifica a iniciativa como um “fato inédito na história do STF”. Mendonça e o 7 de Setembro O documento de Moraes não cita Flávio Bolsonaro nominalmente nesse trecho, referindo-se a um “determinado grupo político”. O contexto, no entanto, é o dos atos bolsonaristas realizados no 7 de Setembro em plena campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), que transformou a data em uma das principais mobilizações de sua candidatura contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na Avenida Paulista, o ato reuniu apoiadores de Flávio e foi marcado por ataques a Moraes e manifestações de apoio a André Mendonça em meio à disputa entre os dois integrantes do Supremo. A acusação apresentada por Moraes se apoia também em uma cronologia das decisões do colega. Ele sustenta que Mendonça já conhecia, desde 18 de maio, documentos nos quais seu nome aparecia, mas não encaminhou o material naquele momento à Presidência do Supremo. Em 24 de agosto, Mendonça determinou que a Polícia Federal realizasse, em 72 horas, uma investigação relacionada a Moraes. Segundo a manifestação, a medida foi tomada de ofício, sem pedido da PF ou da Procuradoria-Geral da República e sem autorização prévia do Plenário do STF. Quatro dias depois, em 28 de agosto, Mendonça determinou a formalização do procedimento, que deu origem à Petição 16.662, e colocou o caso sob grau máximo de sigilo. Para Moraes, a sequência mostra que o momento da divulgação não foi casual. Ele acusa o colega de ter aguardado o período eleitoral e a proximidade do 7 de Setembro para tornar o caso politicamente explosivo. Em outro trecho, afirma que Mendonça teria preferido “aguardar o momento político-eleitoral mais visível — véspera do comício de 7/9” para agir. Moraes acusa Mendonça de direcionar investigação A manifestação também cita relatórios de inteligência da própria Polícia Federal para sustentar que havia “indícios crescentes de enviesamento da condução da supervisão judicial” e um “direcionamento temático de intensidade progressiva” por parte do relator. Segundo o documento, Mendonça teria demonstrado interesse específico na abertura de uma investigação formal contra Moraes e solicitado mais de uma vez que investigadores apresentassem alguma provocação que permitisse a adoção de medidas nesse sentido. Moraes também acusa o colega de tentar incluir de forma irregular seu nome e o de Davi Alcolumbre nas tratativas de colaboração premiada de Daniel Vorcaro. A crise envolvendo Mendonça, Moraes e as investigações do caso Master levou o presidente do STF, Edson Fachin, a centralizar a análise dos procedimentos e determinar medidas para esclarecer a atuação dos envolvidos. A íntegra dos andamentos da Petição 16.704 pode ser consultada no portal do STF. O confronto chega nesta terça-feira (15) ao Plenário. Fachin convocou sessão extraordinária para as 10h, quando os ministros deverão analisar a Petição 16.662 e as contestações sobre a forma como a investigação foi aberta e conduzida por Mendonça. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Mendonça usou decisões no STF para inflamar os atos do 7 de Setembro pró-Flávio Bolsonaro 15/09/2026 Em mensagens obtidas pela PF, filho de Fux tratava Vorcaro como “irmão” 15/09/2026 Dino pede explicações sobre elo entre Master e instituto ligado a Mendonça 15/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Mendonça revoga tornozeleira de ex-ministro de Bolsonaro suspeito de receber R$ 100 mil em esquema do INSS 08/09/2026 Decisão de Mendonça afasta também delegado que investigou morte de Marielle Franco 08/09/2026 Vorcaro autorizou cartões de crédito com limite de R$ 300 mil para filhos de Moraes, aponta mensagem 01/09/2026 Candidato a deputado estadual e três vereadores de Cotia são alvo de operação do MP-SP por suspeitas de ligação com o PCC 20/08/2026 OAB-DF levará pedido de impeachment de Moraes e Toffoli ao Conselho Federal
Aliado de Trump publica imagem de IA com Moraes usando tornozeleira eletrônica

Aliado de Trump publica imagem de IA com Moraes usando tornozeleira eletrônica Jason Miller compartilhou uma reportagem sobre o Banco Master e atacou o ministro do STF. Imagem foi criada com inteligência artificial. Por Redação g1 14/09/2026 Aliado de Trump publica imagem de IA com Moraes usando tornozeleira eletrônica Jason Miller, aliado e ex-braço direito do presidente Donald Trump, publicou uma imagem feita com inteligência artificial que mostra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), usando uma tornozeleira eletrônica. A publicação foi feita na noite de domingo (13). Na publicação, Miller reproduziu uma reportagem do jornal Financial Times que afirma que o escândalo envolvendo o Banco Master mergulhou o STF em uma crise sem precedentes. “Essa revelação fez de Moraes um dos principais focos do crescente escândalo de corrupção provocado pelo colapso, no ano passado, do Banco Master, uma instituição financeira de US$ 10 bilhões”, diz o trecho publicado por Miller. Junto da publicação, o ex-assessor publicou uma imagem feita por inteligência artificial de Moraes. Nela, o ministro aparece sentado em uma escadaria que simula a fachada do STF e usando uma tornozeleira eletrônica. Miller já usou as redes sociais para criticar autoridades brasileiras no passado. No ano passado, ele fez uma série de publicações para comentar a atuação de Moraes. Além disso, em agosto de 2025, o ex-assessor afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinha um cérebro de “banana amassada” e o comparou ao ex-presidente norte-americano Joe Biden. Miller foi um dos principais assessores de Trump durante o primeiro mandato do presidente dos Estados Unidos e integrou a equipe de transição após a vitória nas eleições. Ele ainda mantém uma relação próxima com Trump. Em 2021, após uma viagem a Brasília, onde visitou o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o norte-americano foi conduzido por policiais à sala da Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Brasília. Ele foi ouvido no âmbito do Inquérito das Fake News, conduzido por Moraes à época. Entenda a crise no STF A crise no Supremo se intensificou no início de setembro, após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal produzido no âmbito das investigações sobre o Banco Master. O documento revelou mensagens e contatos entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. As apurações sobre o banco também trouxeram à tona relações de Vorcaro com outros integrantes da Corte e negócios envolvendo familiares de ministros, ampliando os questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse. A divulgação do material desencadeou um embate público dentro do Supremo. Moraes reagiu e pediu a investigação de Mendonça por suposto abuso de autoridade. A tensão aumentou com decisões conflitantes entre ministros. Entre elas, o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, determinado por Mendonça, e a posterior reintegração, por decisão de Flávio Dino. A sucessão de medidas expôs uma divisão interna na Corte e levou Fachin a cancelar sessões plenárias para evitar um encontro público entre os ministros no auge da crise. Diante da escalada, Fachin passou a centralizar as decisões relacionadas à crise. O presidente do STF suspendeu medidas conflitantes dos colegas, manteve Andrei Rodrigues no comando da PF, retirou Moraes da relatoria do inquérito das fake news e determinou que eventuais procedimentos envolvendo investigações contra ministros da Corte sejam previamente submetidos à Presidência do tribunal. Fachin também marcou para terça-feira (15) uma sessão do plenário para analisar o relatório da PF que aponta a relação entre Moraes e Vorcaro e o pedido da Procuradoria-Geral da República para anulá-lo. Uma sessão para analisar a conduta de Mendonça foi agendada para 23 de setembro. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Aliado de Trump publica imagem de IA com Moraes usando tornozeleira eletrônica 14/09/2026 Nunes Marques se declara impedido em julgamento de mensagens de Vorcaro a Moraes após diálogos do banqueiro citarem R$ 500 mil ao seu filho 15/09/2026 Fabiano Zettel: relatório detalha transações de R$ 19,2 milhões de cunhado de Vorcaro em Minas 15/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Mendonça afasta Andrei Rodrigues da direção-geral da PF em decisão monocrática sobre ato de ofício 08/09/2026 Quem é o deputado federal Cezinha de Madureira, pastor evangélico alvo de operação da PF 14/09/2026 Amiga de Lulinha encaminhou minuta de contrato a ex-chefe de gabinete de Lula 18/08/2026 Vereadoras perdem mandato após transportar emagrecedores ilegais em carro oficial 26/08/2026 Moraes aponta indícios de crime de Mendonça e pede que Fachin tome providências 03/09/2026
PF pediu aval de Mendonça para obter repasses de Vorcaro a pessoas com foro

PF pediu aval de Mendonça para obter repasses de Vorcaro a pessoas com foro Informação consta em uma das peças tornadas públicas pelo ministro nesta segunda-feira (14); não há, no andamento do processo, uma resposta de André Mendonça sobre o tema Por Gabriela Boechat | CNN Brasil 14/09/2026 Ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal) | CNN Brasil Brasília – Em março deste ano, a PF (Polícia Federal) enviou ofício ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), pedindo que ele autorizasse o acesso da corporação aos pagamentos feitos por Daniel Vorcaro, do Banco Master, e outros investigados a pessoas com foro privilegiado. Até o momento, não há registro de que o ministro tenha dado esse aval. A informação consta em uma das peças tornadas públicas pelo ministro nesta segunda-feira (14), após determinação do presidente da Corte, Edson Fachin. A petição, assinada por um dos delegados que conduz a investigação, comunica o ministro de que, com objetivo de dar andamento às apurações do Caso Master e rastrear a possível movimentação de dinheiro ilícito por parte de Vorcaro e outros alvos das apurações, a PF solicitou ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) a disponibilização de RIFs (Relatórios de Inteligência Financeira) das pessoas investigadas. Segundo o delegado, porém, o Coaf atendeu somente a parte do pedido. Isso porque, ao analisar os relatórios, o conselho identificou movimentações financeiras entre pessoas investigadas e autoridades que teriam foro privilegiado. Assim, o Coaf afirmou que só poderia enviar os dados com autorização expressa do STF. Ele solicita então que o ministro interceda diante do Coaf e dê essa autorização: “Com efeito, a cautela do COAF em não compartilhar automaticamente dados que envolvam autoridades com foro por prerrogativa de função alinha-se ao respeito às regras de competência jurisdicional. Todavia, considerando que a presente investigação criminal já tramita regularmente perante este Supremo Tribunal Federal, o juízo competente para supervisionar a higidez das provas e autorizar o acesso a dados sigilosos é, indubitavelmente, Vossa Excelência”, afirma. Mendonça não respondeu. Ao realizar o pedido, a PF anexa no processo a resposta parcial que recebeu do Coaf. Nele é possível encontrar movimentações financeiras dos investigados no Caso Master. Dentre os destaques, está a movimentação de mais de R$ 57 milhões da Igreja Batista da Lagoinha entre dezembro de 2024 e de 2025. A instituição foi alvo de apuração na CPMI do INSS e de suspeitas de desvio de emendas parlamentares. O cunhado de Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, atuava como pastor na instituição e, no período analisado pela Coaf, transferiu mais de R$19 milhões à igreja. A publicização desse processo foi pedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, no domingo (13). De acordo com ele, o levantamento de sigilo de todas as petições envolvendo o Caso Master são importantes para embasar o voto dos magistrados no julgamento de terça-feira (15), no qual será analisada eventual abertura de investigação contra Moraes por causa das mensagens trocadas com Vorcaro. A PGR (Procuradoria-Geral da República) foi favorável ao levantamento do sigilo. Notícia anterior Banco MasterCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasCPMI Comissão Parlamentar Mista de InquéritoFraudes no INSSPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PF pediu aval de Mendonça para obter repasses de Vorcaro a pessoas com foro 14/09/2026 Dino vê possível elo entre R$ 510 mil com esposa de Cezinha e caso Master 14/09/2026 PF cita “influência em tribunais superiores” e “pagamento de valores expressivos” em ação contra interlocutor de Mendonça 14/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Grupo armado abre buraco em muro, rende vigilante e acessa cofre de supermercado em Campos 02/09/2026 PF contradiz Mendonça e diz que gabinete do ministro pediu cópia dos dados de Vorcaro 13/09/2026 Ministério Público pede ao TSE que barre candidatura de Pablo Marçal e o impeça de participar de debates 19/08/2026 Fiscalização do MPRJ em complexo penitenciário apreende roteadores de internet, celulares, dinheiro e drogas 20/08/2026 Mendonça usa caos como estratégia eleitoral 08/09/2026
Cláudio Castro (PL-RJ) diz que procurou André Mendonça para saber se havia ordem judicial para não soltar Sérgio Cabral (MDB-RJ)

Cláudio Castro (PL-RJ) diz que procurou André Mendonça para saber se havia ordem judicial para não soltar Sérgio Cabral (MDB-RJ) Ex-governador cita dúvidas se ainda havia mandados de prisão em vigor ‘Ao final, confirmaram-se outras ordens judiciais que impediam a soltura, e Cabral permaneceu preso’, disse Castro Por Italo Nogueira | Folha de S.Paulo 13/09/2026 O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), durante entrevista para a Folha, no Palácio Guanabara, na zona sul do Rio de Janeiro. – Eduardo Anizelli – 6.abr.23/Folhapress Rio de Janeiro – O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) afirmou neste domingo (13) que procurou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça para saber se havia alguma ordem judicial em vigor que impedisse a soltura de Sérgio Cabral. Segundo ele, o contato ocorreu porque a equipe da Secretaria de Administração Penitenciária não conseguiu confirmar junto ao TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) se ainda havia mandados de prisão em vigor. O tribunal era o responsável pela ordem em análise no Supremo. Como mostrou o Painel neste domingo, o contato entre Castro e Mendonça ocorreu um dia após o TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) revogar dois mandados de prisão contra Cabral. A partir daquele momento, restava apenas a ordem em análise no STF. “No início da noite de 11 de novembro de 2022, recebi uma ligação da então secretária de Administração Penitenciária, Maria Rosa Nebel. Havia chegado à secretaria um mandado de soltura de Sérgio Cabral, expedido naquele dia pela 5ª Câmara Criminal do TJ-RJ, mas existia dúvida sobre outras ordens judiciais que pudessem mantê-lo preso”, disse Castro. “Naquele momento, o site do TRF-4 estava fora do ar e as tentativas de contato não tiveram sucesso. Diante da necessidade de confirmar a situação processual, fiz contato com o ministro André Mendonça pois havia com ele um processo ligado ao ex-governador.” Segundo Castro, foi por este motivo que Mendonça lhe encaminhou o link do processo no Supremo. Ele afirma que os dados permitiram a checagem da informação. “Ao final, confirmou-se que havia outras ordens judiciais que impediam a soltura, e Sérgio Cabral permaneceu preso”, afirma o ex-governador. Como a Folha revelou neste domingo (13), os dois trataram do assunto 17 dias antes de Mendonça apresentar seu voto ao STF em favor da soltura de Cabral. O ministro havia interrompido o julgamento em outubro, quando o placar estava 1 a 1. O ex-governador foi solto em dezembro com um placar de 3 a 2, encerrando seis anos de prisão. Castro nega que a conversa entre os dois tenha tido como objetivo interferir no julgamento do caso. “Não procurei o ministro para interferir em qualquer julgamento no STF nem para pedir benefício a Sérgio Cabral. […] Nunca mantive relação pessoal com Sérgio Cabral e, durante todo o período em que estive à frente do Governo do Estado, sequer estive pessoalmente com ele. Esse é o contexto real das mensagens divulgadas”, disse ele. Nos diálogos, trocados na noite de 11 de novembro de 2022, Castro escreve a Mendonça, às 19h37: “Amigo, preciso falar com urgência” e completa “caso Cabral” —numa referência ao ex-governador do Rio Sérgio Cabral. Em seguida, Castro encaminha dois arquivos. Mendonça responde à mensagem às 20h25, com a descrição de um processo da 13ª Vara Federal de Curitiba que decretou a prisão preventiva de Cabral por corrupção, no âmbito da Operação Lava Jato. Após escrever essa mensagem, Mendonça completa: “ligo em alguns minutos”. Castro, então, responde com um “ok”. Sete minutos depois, Mendonça encaminha ao ex-governador um link da página do Supremo que remete ao habeas corpus movido por Cabral. O caso estava sendo julgado na Segunda Turma da corte, da qual Mendonça faz parte. Procurado, o gabinete de André Mendonça informou, em nota, que ele não mantém relação de amizade com Cláudio Castro e que os dois se conheceram institucionalmente, quando o ministro ocupava o cargo de ministro da Justiça. Também afirmou que ele não guarda registro de tratativa alguma sobre o mérito do processo mencionado e que, como é de conhecimento público, “magistrados são procurados por advogados, partes e terceiros pelas mais diversas vias”. “Tais manifestações não alteram o curso do exame dos processos, que se dá exclusivamente a partir do que consta dos autos. O voto proferido no caso está publicamente disponível, é fundamentado e reflete entendimento que o ministro aplicou de forma uniforme em casos análogos”, afirmou. Em nota, a defesa de Cabral disse que “desconhece o fato e ressalta que já havia conquistado quatro revogações de sua prisão preventiva em diferentes tribunais e instâncias”. “Quanto ao suposto diálogo não há o que se manifestar”, afirmaram em nota os advogados Patrícia Proetti e João Pedro Proetti, que defendem Cabral. Notícia anterior GovernadorMDB Movimento Democrático BrasileiroOperação Lava JatoPL Partido LiberalSTF Supremo Tribunal FederalTJ-RJTribunal Regional Federal TRF Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Polícia Civil deixou produtora de ‘Dark Horse’ de fora de pedido ao Coaf 13/09/2026 CNBB prega apuração no STF e sessão pública: “Verdade fortalece democracia” 10/09/2026 PF encontra elo entre Mário Frias e Karina Gama com Flávio Bolsonaro no caso Master, revela decisão de Dino 10/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Flávio Bolsonaro lança ofensiva contra fim da escala 6×1 no Senado para barrar vitória de Lula 24/08/2026 PF: Flávio Bolsonaro atuou diretamente no financiamento de Dark Horse 11/09/2026 Quem é “Mineiro”, delator que pode complicar Flávio Bolsonaro no caso Dark Horse 09/09/2026 Flávio Bolsonaro celebrou aniversário da filha em mansão gerida por empresa ligada a Vorcaro 09/09/2026 Celso de Mello: ‘STF não é escudo protetor de desvios individuais’ 08/09/2026
Dino vê possível elo entre R$ 510 mil com esposa de Cezinha e caso Master

Dino vê possível elo entre R$ 510 mil com esposa de Cezinha e caso Master Ministro avocou ao STF investigação sobre dinheiro vivo encontrado com Valéria Rodrigues Linhares; decisão a identifica como esposa do deputado e cita encontro reservado entre Cezinha, empresário do setor financeiro e ministro da Corte Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 14/09/2026 Fórum de Lisboa: Cezinha se reuniu com advogadas de núcleo investigado em Lisboa – Cezinha de Madureira, investigado em apuração que passou a incluir os R$ 510 mil apreendidos com sua esposa. Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a investigação sobre os R$ 510 mil apreendidos em dinheiro vivo com Valéria Rodrigues Linhares, identificada pela Polícia Federal como esposa de Cezinha de Madureira, seja remetida ao Supremo. A decisão também cita a articulação, pelo deputado, de um encontro entre um empresário do setor financeiro e um ministro da Corte — episódio que corresponde à reunião entre Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master, e André Mendonça. O dinheiro foi encontrado em 25 de agosto de 2026, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, quando Valéria embarcava para Brasília. Na decisão, assinada em 5 de setembro, Dino avocou os procedimentos instaurados para apurar a origem dos valores. Valéria é identificada expressamente pela PF como esposa de Cezinha. O relatório reproduzido na decisão informa que o contato salvo como “VALÉRIA CEZINHA” foi identificado como Valéria Rodrigues Linhares e registra que ela, “conforme apurado, é esposa do representado”. Em outro trecho, a advogada volta a ser descrita como “esposa do representado”. A investigação apura, em tese, os crimes de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. R$ 510 mil apreendidos com esposa de Cezinha entram no foco da investigação Ao tratar do dinheiro encontrado com Valéria, a PF registra que a defesa alegou que os R$ 510 mil seriam provenientes de honorários advocatícios recebidos de cliente e que apresentaria documentação para comprovar a origem dos valores. Os investigadores relacionam a apreensão a contratos encontrados durante a apuração. Um deles previa remuneração de êxito de R$ 1 milhão para a sociedade individual de advocacia de Valéria. Um contrato conexo estabelecia outros R$ 2 milhões. Em outro episódio descrito nos autos, um contrato ligado à Reclamação 79.545, no STF, previa pagamento de R$ 500 mil após o julgamento do processo. A PF afirma que a apreensão dos R$ 510 mil é relevante por uma razão “distinta da mera suspeita patrimonial”. Segundo a representação reproduzida por Dino, o episódio indica que a liquidação das vantagens previstas nos contratos de R$ 500 mil, R$ 1 milhão e R$ 2 milhões “potencialmente se opera, ao menos em parte, por transporte físico de numerário, à margem do sistema financeiro”. A PF não afirma, porém, que os R$ 510 mil tenham origem comprovada nesses contratos. Decisão cita encontro ligado ao Banco Master A decisão também reproduz informação sobre mensagens e áudios que indicariam a participação de Cezinha na articulação logística de um “encontro reservado” em 14 de março de 2025, na Alameda Santos, 647, em São Paulo. Segundo a PF, a reunião envolveu um “empresário do setor financeiro” e um “Ministro desta Suprema Corte”. O documento reproduz ainda uma mensagem atribuída a Cezinha ao interessado: “Ministro já está te esperando”. Data, endereço e mensagem correspondem ao encontro entre Daniel Vorcaro e André Mendonça já revelado pela Fórum. As mensagens mostraram a participação de Cezinha na articulação para aproximar o então controlador do Banco Master do ministro do Supremo. Para a PF, se confirmada, a informação indicaria que a intermediação de acesso a ministros de tribunais superiores “não constitui episódio isolado, mas prática reiterada do representado”. A própria PF registra que as informações sobre o encontro vieram de fontes abertas e ainda precisavam de confirmação documental. Por isso, foram usadas como reforço argumentativo, e não como fundamento autônomo das medidas solicitadas. André Mendonça confirmou posteriormente que recebeu Daniel Vorcaro em março de 2025. Segundo o ministro, o encontro tratou da Suspensão de Tutela Provisória (STP) 976, processo envolvendo créditos de precatórios de interesse do Banco Master. Mendonça afirmou que apenas ouviu o empresário e que sua atuação posterior no processo foi contrária à posição defendida por Vorcaro. Dino avoca investigação sobre os R$ 510 mil Ao analisar o pedido da PF, Dino reconheceu conexão probatória entre os fatos investigados na Petição 13.428 e os inquéritos instaurados para apurar a apreensão do dinheiro em Congonhas. No dispositivo da decisão, o ministro determinou a avocação para sua relatoria de “todos procedimentos investigativos, e seus incidentes, relacionados à constrição dos R$ 510.000,00 em espécie” ocorrida em 25 de agosto. Dino também autorizou buscas em endereços ligados a Cezinha e à sociedade individual de advocacia de Valéria. A ordem permite a apreensão de dispositivos eletrônicos, documentos, registros financeiros e dinheiro em espécie em valores superiores a R$ 10 mil, além de outros bens que apresentem indícios de relação com os crimes investigados. A decisão ressalta que os ministros mencionados nos diálogos não são investigados. Segundo a PF, não há nos elementos reunidos notícia de solicitação, aceitação ou recebimento de vantagem indevida por integrantes do Poder Judiciário, nem de ato jurisdicional praticado de forma irregular. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalPL Partido LiberalPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Dino vê possível elo entre R$ 510 mil com esposa de Cezinha e caso Master 14/09/2026 PF cita “influência em tribunais superiores” e “pagamento de valores expressivos” em ação contra interlocutor de Mendonça 14/09/2026 PF faz operação contra Cezinha de Madureira (PL-SP), amigo de André Mendonça, que organizou reunião do ministro com Vorcaro 14/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice
Advogada Valéria Rodrigues Linhares é alvo de operação da PF sobre suspeita de tráfico de influência

Advogada Valéria Rodrigues Linhares é alvo de operação da PF sobre suspeita de tráfico de influência Filiada ao PSD e ex-candidata a deputada distrital, ela é alvo de mandado de busca e apreensão; operação apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e tráfico de influência junto a tribunais superiores. Por Márcio Falcão, Paola Patriarca e Isabela Leite | g1 SP 14/09/2026 Advogada Valéria Rodrigues Linhares e o dinheiro apreendido no aeroporto de Congonhas — Foto: Reprodução São Paulo – A advogada Valéria Rodrigues Linhares, filiada ao PSD e ex-candidata a deputada distrital no Distrito Federal, é um dos alvos da terceira fase da Operação Transparência, deflagrada pela Polícia Federal nesta segunda-feira (14). A informação foi confirmada pelo advogado dela. A operação investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e tráfico de influência junto a tribunais superiores. Segundo as investigações, integrantes do grupo teriam cobrado valores elevados em troca da promessa de influenciar decisões judiciais em processos ainda em andamento. Segundo informações obtidas pela TV Globo, o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) também está entre os alvos. A reportagem procurou o parlamentar, mas ainda não obteve resposta. Ao todo, policiais federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo. As ordens foram expedidas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação desta segunda-feira é um desdobramento de uma investigação iniciada em dezembro de 2025, que apurou suspeitas de desvio de emendas parlamentares. Dino é responsável por autorizar a operação porque é relator, no STF, de processos que investigam suspeitas de desvios e falta de transparência na destinação de emendas parlamentares. A defesa da advogada informou que só irá se manifestar após ter acesso aos autos. R$ 510 mil apreendidos em Congonhas Em agosto, Valéria teve R$ 510 mil em espécie apreendidos pela Polícia Federal no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo. Ela tentava embarcar para Brasília quando a quantia foi encontrada em sua bagagem de mão durante a inspeção por raio X. Não há, até o momento, informação de que o dinheiro encontrado no aeroporto tenha relação com os fatos investigados na Operação Transparência. Após a apreensão, os envolvidos foram encaminhados ao plantão da Superintendência Regional da PF em São Paulo para prestar declarações. Questionada sobre o valor, Valéria afirmou que apresentaria posteriormente a comprovação fiscal da quantia. Na ocasião, o advogado Daniel Bialski afirmou que os valores tinham origem lícita e eram comprovados. Segundo ele, o dinheiro havia sido recebido de um cliente em razão da atividade profissional da advogada. “Esclareça-se que a advogada V.L. tem a origem lícita e comprovação dos valores recebidos de cliente e, por esta razão, nesta data será requerida a devolução de todos os valores. Acresça-se que os valores foram recebidos por atividade jurídica típica de advocacia, respaldada em Lei”, afirmou. Valéria foi candidata a deputada distrital pelo PSD em 2018, quando recebeu 1.904 votos, e continua filiada ao partido. À época da apreensão em Congonhas, a direção nacional do PSD afirmou desconhecer o caso. O diretório do partido no Distrito Federal disse que Valéria não participava das atividades partidárias. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPL Partido LiberalPolícia Federal PFPSD Partido Social DemocráticoSão Paulo SPSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Advogada Valéria Rodrigues Linhares é alvo de operação da PF sobre suspeita de tráfico de influência 14/09/2026 ‘Precisamos excluir a data’: Banco Master usou Word, PDFs e códigos para fabricar documentos falsos, diz PF 14/09/2026 PF pediu aval de Mendonça para obter repasses de Vorcaro a pessoas com foro 14/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Flávio Bolsonaro interrompe campanha presidencial para tentar barrar a PEC da 6×1 01/09/2026 Esposa de Moraes aceitou receber imóvel de Vorcaro como pagamento 01/09/2026 CNJ manda investigar juiz que anulou caso de R$ 200 milhões após nomear o filho 20/08/2026 Como instituto de André Mendonça conseguiu R$ 10,7 milhões em dois anos com contratos públicos 03/09/2026 PF: Flávio Bolsonaro atuou diretamente no financiamento de Dark Horse 11/09/2026
PF cita “influência em tribunais superiores” e “pagamento de valores expressivos” em ação contra interlocutor de Mendonça

PF cita “influência em tribunais superiores” e “pagamento de valores expressivos” em ação contra interlocutor de Mendonça Aliado de Flávio Bolsonaro, Cezinha da Madureira foi o interlocutor de André Mendonça no agendamento do encontro, com o banqueiro Daniel Vorcaro na sede do Instituto Iter, em São Paulo. Por Plínio Teodoro | Fórum 14/09/2026 Cezinha da Madureira, André Mendonça e Jair Bolsonaro – Cezinha da Madureira, André Mendonça e Jair Bolsonaro (Divulgação / Cezinha da Madureira) Em nota divulgada na manhã desta segunda-feira (14) sobre a Operação Transparência 3, que tem como um dos principais alvos o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP), a Polícia Federal fala em “influência junto a tribunais superiores” e no “pagamento de valores expressivos” em “possíveis práticas dos crimes de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro”. Aliado de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Cezinha da Madureira foi o interlocutor de André Mendonça no agendamento do encontro do ministro, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), com o banqueiro Daniel Vorcaro na sede do Instituto Iter, em São Paulo, no dia 14 de março de 2025. “As investigações apontam que integrantes do grupo teriam negociado com terceiros o pagamento de valores expressivos, condicionados ao resultado de processos em curso, a pretexto de influir em decisões judiciais”, diz a nota, intitulada “PF deflagra a Operação Transparência 3 para apurar tráfico de influência junto a tribunais superiores”. Segundo a PF, “a ação é desdobramento de investigação iniciada em dezembro de 2025 para apurar irregularidades na destinação de emendas parlamentares”, que está sob relatoria do ministro Flávio Dino, que deu aval à operação. Policiais federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no Distrito Federal e em São Paulo. Segundo o texto, não há elementos que indiquem a participação de integrantes do Poder Judiciário nos fatos apurados. O encontro com Vorcaro O encontro entre o ministro e o banqueiro foi revelado inicialmente pelo jornalista Paulo Motoryn, na newsletter Noites Húngaras no dia 2 de setembro com base em mensagens extraídas do celular de Vorcaro. Em nota no mesmo dia, Mendonça confirmou ter se encontrado com o banqueiro em 2025 em um instituto em São Paulo. De acordo com as mensagens, os dois se encontraram no dia 14 de março de 2025 após uma articulação feita pelo advogado Ciro Rocha Soares e pelo deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP). Segundo o material, a aproximação ocorreu em torno dos problemas enfrentados pelo Banco Master junto ao Banco Central. O conteúdo divulgado, por ora, não comprova que André Mendonça tenha cometido irregularidade, interferido no Banco Central ou adotado medidas em benefício do Banco Master. As mensagens, porém, indicam que pessoas próximas ao ministro atuaram para aproximá-lo de Vorcaro e que, segundo os próprios interlocutores, Mendonça já havia sido informado sobre a situação envolvendo o banco. Em um áudio enviado a Vorcaro, o advogado Ciro Rocha Soares afirma que havia conversado com Mendonça sobre o tema. “O André Mendonça disse que quer te receber junto comigo. Ele sabe, soube da situação do Banco Central toda. Eu contei. Ele já sabia que o Cezinha já tinha falado com ele”, afirmou o advogado, segundo a gravação divulgada. Em outro trecho, Ciro diz que teria deixado o ministro “balançado” com o assunto. “O André quer te receber. Acho que eu dei uma balançada nele naquele assunto”, declarou. O material não revela qual providência Vorcaro pretendia obter na reunião nem se houve qualquer pedido específico ao ministro. Mas mostra que o encontro ocorreu enquanto o Banco Master já estava sob apuração de autoridades e enfrentava questionamentos relacionados às suas operações. Cezinha na articulação para aproximar Vorcaro de Mendonça Segundo a apuração de Paulo Motoryn, a aproximação entre Vorcaro e Mendonça começou semanas antes da reunião de março. Em 7 de fevereiro de 2025, o advogado Ciro Rocha Soares enviou mensagens ao banqueiro indicando que estava em contato com o ministro. Em uma delas, escreveu: “Tô com André M.” No dia seguinte, encaminhou a Vorcaro uma fotografia ao lado de Mendonça em uma alfaiataria e afirmou, em áudio: “Fala, Vorcarinho, trabalhando por você! Levei o André lá no Vasco agora, pra fazer um terno.” As mensagens mostram que Ciro apresentava sua interlocução com o ministro como parte de uma atuação em favor do banqueiro. Em outro momento, o advogado escreveu a Vorcaro que André Mendonça queria recebê-lo: “O A.M. quer recebê-lo. E preciso agendar o quanto antes”. Segundo a reportagem de Motoryn, houve uma primeira tentativa de reunião em fevereiro, com participação do advogado Bruno Bianco Leal, ex-chefe da Advocacia-Geral da União durante o governo Jair Bolsonaro e posteriormente ligado à defesa do Banco Master. O encontro, porém, não ocorreu naquele momento. Menos de um mês depois, o deputado Cezinha de Madureira articulou uma nova reunião. Em 13 de março, o parlamentar informou a Vorcaro que havia marcado uma conversa com André Mendonça para o dia seguinte, às 17h, em São Paulo. No dia marcado, pouco antes do horário previsto, Cezinha enviou uma mensagem ao banqueiro: “Ministro já está te esperando.” As mensagens do celular de Vorcaro indicam que ele chegou ao endereço informado e permaneceu no local por aproximadamente duas horas. “Ele sabe, soube da situação do Banco Central toda” O trecho mais relevante dos áudios divulgados está relacionado ao conhecimento prévio de Mendonça sobre a situação do Banco Master. Segundo Ciro Rocha Soares, o ministro já havia sido informado sobre os problemas enfrentados pelo banco junto ao Banco Central. “Ele sabe, soube da situação do Banco Central toda. Eu contei. Ele já sabia que o Cezinha já tinha falado com ele”, afirmou o advogado. A gravação, porém, não informa quais detalhes foram apresentados ao ministro. O que as mensagens revelam é que a reunião foi organizada em torno de um tema sensível envolvendo a instituição financeira e que interlocutores próximos ao ministro buscaram apresentar Vorcaro a Mendonça. Notícia anteriorPróxima notícia AGU Advocacia-Geral da UniãoBanco Central BC BACENBanco MasterDeputado FederalPL Partido LiberalPolícia Federal PFSão Paulo SPSenadorSTF
PF faz operação contra Cezinha de Madureira (PL-SP), amigo de André Mendonça, que organizou reunião do ministro com Vorcaro

PF faz operação contra Cezinha de Madureira (PL-SP), amigo de André Mendonça, que organizou reunião do ministro com Vorcaro Deputado investigado por tráfico de influência é o mesmo que articulou encontro ‘secreto’ entre o ministro André Mendonça e o banqueiro Daniel Vorcaro; operação foi autorizada por Flávio Dino Por Ivan Longo | Fórum 14/09/2026 O deputado Cezinha de Madureira (PL-SP) – Foto: Agência Câmara A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta segunda-feira (14) a terceira fase da Operação Transparência, tendo como um dos principais alvos o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP). A ação cumpre quatro mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e investiga exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A operação é desdobramento de investigação iniciada em dezembro de 2025 sobre irregularidades na destinação de emendas parlamentares e foi autorizada pelo ministro Flávio Dino. PF mira Cezinha de Madureira, amigo de Mendonça A terceira fase da Operação Transparência apura se integrantes do grupo investigado negociaram com terceiros o pagamento de valores expressivos, condicionados ao resultado de processos em curso, a pretexto de influir em decisões judiciais. A PF afirmou, em nota, que “não há elementos que indiquem a participação de integrantes do Poder Judiciário nos fatos apurados” — ressalva que a própria corporação tem obrigação de fazer, já que não pode investigar ministros do STF sem autorização da Corte. Cezinha de Madureira é amigo e aliado do ministro do STF André Mendonça, e foi quem articulou um encontro ‘secreto’ entre o magistrado e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Mensagens e áudios extraídos do celular de Vorcaro comprovam que o deputado organizou uma reunião presencial entre o banqueiro e Mendonça em 14 de março de 2025, em São Paulo. O encontro ocorreu na Alameda Santos, 647, 16º andar, endereço do Instituto Iter, fundado pelo próprio Mendonça, conforme apuraram do jornalista Paulo Motoryn, da newsletter Noites Húngaras. Na manhã daquele mesmo dia, Mendonça e Cezinha de Madureira já haviam estado juntos na cerimônia de posse de um conselheiro no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), segundo registro oficial do tribunal obtido pela Noites Húngaras. Horas depois, às 16h43, o deputado escreveu a Vorcaro: “Ministro já está te esperando”. O gabinete de André Mendonça confirmou o encontro com Vorcaro, afirmando que a reunião tratou de créditos de precatórios de interesse do Banco Master e que o ministro “se limitou a ouvir o empresário”, segundo Mônica Bergamo. Próximos passos A operação tem potencial para escalar a crise no STF, dada a proximidade de Cezinha de Madureira com Mendonça. O deputado é liderança da Assembleia de Deus do Ministério de Madureira e figura central na Frente Parlamentar Evangélica, laço que o une ao ministro desde a indicação de Mendonça ao STF pelo governo Bolsonaro. A defesa do deputado não se manifestou publicamente até o fechamento desta nota. Notícia anterior Banco MasterDeputado FederalPL Partido LiberalPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal FederalTCE-SP Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PF faz operação contra Cezinha de Madureira (PL-SP), amigo de André Mendonça, que organizou reunião do ministro com Vorcaro 14/09/2026 PF contradiz Mendonça e diz que gabinete do ministro pediu cópia dos dados de Vorcaro 13/09/2026 Polícia pediu relatório do Coaf sobre produtora de ‘Dark Horse’ após Prefeitura não ceder documentos 13/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana ‘Dark Horse’: ao retirar sigilo de investigação, Dino cita suspeita de que Frias liderou esquema criminoso de desvios 13/09/2026 Mendonça pede à PGR informação sobre suposta mensagem de Vorcaro a Moraes 01/09/2026 “Pagamos Metrópoles e Barci”: Portal de Luiz Estevão aparece como recebedor de dinheiro de Vorcaro 01/09/2026 Deputado federal Ricardo Abrão é alvo da PF em operação contra compra de votos 03/09/2026 Decisão de Mendonça afasta também delegado que investigou morte de Marielle Franco 08/09/2026
Quem é o deputado federal Cezinha de Madureira, pastor evangélico alvo de operação da PF

Quem é o deputado federal Cezinha de Madureira, pastor evangélico alvo de operação da PF Filiado ao PL de Jair Bolsonaro, ele é pastor da Assembleia de Deus – Ministério de Madureira, em São Paulo, ligado ao bispo Samuel Ferreira, uma das principais lideranças do ministério no estado. Por Rodrigo Rodrigues | g1 SP 14/09/2026 O deputado federal Antonio Cezar Correia Freire, o Cezinha de Madureira (PL-SP) é um influente parlamentar evangélico de São Paulo. Ele é pastor da Assembleia de Deus – Ministério de Madureira. — Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados São Paulo – Alvo de operação da Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira (14), o deputado federal Antonio Cezar Correia Freire, o Cezinha de Madureira (PL-SP) é um influente parlamentar evangélico de São Paulo. Jornalista, radialista e pastor evangélico, Cezinha se filiou recentemente ao PL. Ele é pastor da Assembleia de Deus – Ministério de Madureira, em São Paulo, ligado ao bispo Samuel Ferreira, uma das principais lideranças do ministério no estado. O deputado foi eleito para a Câmara dos Deputados em 2018 e reeleito em 2022 com 143.434 votos. Nas duas ocasiões ele estava filiado ao PSD de Gilberto Kassab. Em março deste ano, durante a janela partidária, migrou para o PL de Valdemar da Costa Neto seguindo orientações de lideranças da igreja. Cezinha também já foi deputado estadual na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) pelo PSD. Ao ser eleito deputado federal, ele se tornou um dos principais nomes da bancada evangélica no Congresso Nacional. Natural de Ipiaú, na Bahia, onde nasceu em 1973, ele se mudou para São Paulo em 1991 e trabalhou em diversas emissoras de rádio comunitárias e evangélicas. Atualmente, ele apresenta o programa ‘Palavra de Vida’, na rádio Musical FM de SP, ao lado do bispo Samuel Ferreira, seu padrinho político e religioso. Amizade com Bolsonaro Amigo pessoal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Cezinha era visto constantemente na garupa das motos do ex-presidente durante as chamadas ‘motociatas’, participando com ele inclusive de idas a jogos de futebol, na época que Jair ainda era presidente da República. Cezinha também foi o principal cabo eleitoral do ministro André Mendonça para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Na época da indicação de Mendonça para o cargo, o deputado percorreu os gabinetes dos senadores, pedindo voto favorável para o ex-advogado geral da União de Bolsonaro ser alçado ao cargo de ministro do STF. Aproximação com Lula e Jorge Messias Apesar da ligação com o bolsonarista, em 16 de outubro de 2025 Cezinha esteve com o padrinho político no gabinete do presidente Lula (PT). Na época da visita de Samuel Ferreira ao gabinete do presidente, Cezinha foi fotografado ao lado do também indicado de Lula ao STF, o advogado-geral da União, Jorge Messias. Messias também é evangélico e foi indicado ao STF pelo petista. Mas a indicação dele foi barrada em votação no plenário do Senado Federal, em derrota histórica para o governo Lula. Durante a visita de 2025, Samuel Ferreira presenteou Lula com uma bíblia e orou com o presidente e o pupilo dentro do gabinete presidencial. Notícia anteriorPróxima notícia AGU Advocacia-Geral da UniãoALESPDeputado EstadualDeputado FederalIpiaú BAPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPSD Partido Social DemocráticoPT Partido dos TrabalhadoresSão Paulo SPSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Quem é o deputado federal Cezinha de Madureira, pastor evangélico alvo de operação da PF 14/09/2026 Irmãos Bolsonaro pediram reunião com Vorcaro no dia da mudança de Eduardo aos EUA 13/09/2026 Perícia aponta falha em lacre de 27 dispositivos apreendidos em operação contra produtora de ‘Dark Horse’ 13/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Flávio Bolsonaro é investigado por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção no caso ‘Dark Horse’; Mendonça mantém inquérito sob sigilo 11/09/2026 Moradores reclamam de fila para marcação de consultas pelo SUS em Teresópolis 02/09/2026 Operação Saturno: investigação sobre rede de R$ 48 bilhões revela elos com tráfico, Master e INSS 24/08/2026 Canabidiol, lobby e minuta de contrato: o que revelam as mensagens de Marcola e amiga de Lulinha 19/08/2026 Irmãos Bolsonaro pediram reunião com Vorcaro no dia da mudança de Eduardo aos EUA 13/09/2026
Por dentro da rede de influenciadores que ataca o voto feminino no Brasil (VIDEO)

Por dentro da rede de influenciadores que ataca o voto feminino no Brasil (VIDEO) Ataques ao voto feminino e ao direito das mulheres de irem às urnas ganharam holofotes em junho quando o influenciador Paulo Figueiredo, ligado à família Bolsonaro, criticou “a qualidade” do voto das mulheres. Por Shin Suzuki | BBC News Brasil 14/09/2026 A BBC News Brasil passou três meses investigando a circulação de mensagens contra o voto feminino e conversando com influencers que aparecem nesses vídeos para destrinchar esse fenômeno e suas possíveis consequências São Paulo – A declaração de Figueiredo está longe de ser isolada. Nas redes sociais, circulam programas inteiros e “cortes” de vídeos e podcasts que acumulam milhares de curtidas e comentários ao exibir frases como “o voto feminino é o erro da democracia ocidental”. Outros trechos responsabilizam o sufrágio feminino por problemas da sociedade e pelas dificuldades da vida do homem moderno. A BBC News Brasil passou três meses investigando a circulação desse tipo de mensagem e conversando com influencers que aparecem nesses vídeos para destrinchar esse fenômeno e suas possíveis consequências. O resultado está nesta reportagem e no documentário O Ataque ao Voto Feminino, disponível no nosso YouTube. Mapeamos um ecossistema digital que também abriga mulheres que afirmam que abririam mão do próprio direito de votar, como Fernanda Guardian, ou que já atacaram o voto feminino, caso da influencer Pietra Bertolazzi. O discurso que parecia restrito a nichos da internet passou a ecoar no debate político do Brasil e nos círculos conservadores nos Estados Unidos. A BBC News Brasil conversou com a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), a respeito do fenômeno na internet brasileira e mostrou a ela alguns dos vídeos. “Isso aqui é democracia, as pessoas poderem falar até isso”, reagiu ela, que hoje é a única mulher no Supremo. “Se não tivessem voto, não teriam a liberdade para expressar o que a gente quer, inclusive para ser contra. É isso que a democracia garante, algo que uma ditadura não garante.” Cármen Lúcia disse que a simples proposição de mudar o direito ao voto no Brasil, hoje universal, é inconstitucional. Para extinguir o voto feminino no país, afirmou, “a Constituição tinha que ser rasgada”. ‘Elas são baratas porque são pobres’ Nas vozes desses influencers, o voto feminino vem sendo relacionado a mudanças que eles definem como prejudiciais aos homens. Muitos deles fazem parte da chamada machosfera e da cultura redpill, comunidades de valorização masculina que enaltecem um homem de força, dominante na relação, e que precisa estar em constante vigilância sobre as intenções de uma mulher. Renato Amoedo é um desses influencers. Mais conhecido como Renato 38ão (uma referência ao calibre de revólver), ele tinha mais de 900 mil seguidores no Instagram em agosto, mas seu perfil não está mais disponível. Ele diz que sua conta foi derrubada. Trezoitão frequentemente aparece em podcasts no papel de polemista e é apresentado como alguém que não tem “medo de dar opinião”. Em um post deste ano no seu perfil, ele critica com termos chulos o voto de mulheres não casadas. Foram mais de 20 mil curtidas e quase 500 comentários, a maioria de apoio. O influencer, que vende cursos online específicos para investimento em bitcoins e também faz eventos ao vivo, defende que estudo e trabalho não deveriam ser o foco da vida de uma mulher. “A mulher colocar o trabalho e o estudo como a prioridade da vida dela é autodestruição espiritual, física e financeira.” Também disse em um podcast que a instituição do direito de voto às mulheres, que entrou por decreto no Brasil em 1932, foi a origem do Estado do bem-estar social moderno. A partir dos benefícios concedidos pelo governo, segundo ele, a mulher deixou de depender de maridos e pais e, dessa forma, ganhou independência financeira. “Elas são baratas porque são pobres”, disse. Em outro momento, defendeu ainda que a função mais valiosa de uma mulher deveria ser idealmente a de gerar filhos: “Ninguém pode produzir nada mais valioso do que quatro ou cinco pessoas equivalentes ou melhores do que você”. E chegou a dizer que não vê problemas no casamento infantil. Questionado durante uma entrevista a um podcast em 2022 sobre a legalidade em uma hipotética união entre um homem de 50 anos e uma criança de oito, ele respondeu: “Se os pais concordarem e todo mundo concordar…”. A BBC News Brasil insistiu várias vezes, mas Renato Amoedo não quis conceder entrevista. Um assessor afirmou na época que ele estava em viagem por Mônaco e Portugal. Trezoitão é presença constante em um podcast que nasceu voltado para o público da “machosfera”: o Redcast, que tem pouco mais de um milhão de inscritos no YouTube e é apresentado pelo influencer Junior Masters, que se apresenta como especialista em comportamento humano e atração sexual. Uma das convidadas de uma edição de janeiro de 2026 foi Ana Hering, integrante do MBL (Movimento Brasil Livre) e candidata a deputada federal por São Paulo pelo Missão, partido ligado ao movimento. Renan Santos é o candidato da sigla à Presidência. Durante o programa, um espectador pediu a opinião dos participantes da mesa sobre a ideia de extinguir o voto feminino. “O mundo começou a desandar quando a mulher começou a dar a opinião dela. E começaram a ouvir”, diz Ana Hering. Ela disse em entrevista à BBC News Brasil que fazia uma piada quando deu essa declaração. Hering afirma que fazia uma sátira quando repetiu a fala do apresentador do Redcast, Junior Masters, quando ele disse: “O voto feminino é o erro da democracia ocidental”. “Como uma mulher pré-candidata a deputada federal, que atua no movimento político já há um bom tempo, claramente foi uma piada. É de fato muito cômico você ver uma mulher política falando assim, gente, olha só ‘o voto feminino foi um grande erro da democracia ocidental’.” Na conversa, a candidata também afirmou que “o voto feminino já é algo que está consolidado há quase um século. E que hoje a gente vive num mundo que