Politicaria é um termo pejorativo que define a prática da política voltada para interesses particulares, mesquinhos ou clientelistas. É o famoso “toma lá, dá cá” ou a troca de favores em benefício próprio.

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‘Precisamos excluir a data’: Banco Master usou Word, PDFs e códigos para fabricar documentos falsos, diz PF

'Precisamos excluir a data': Banco Master usou Word, PDFs e códigos para fabricar documentos falsos, diz PF

‘Precisamos excluir a data’: Banco Master usou Word, PDFs e códigos para fabricar documentos falsos, diz PF PF identificou uma estrutura que combinava dados reais, programação, produção em massa de documentos, assinaturas digitais e edição de PDFs para montar dossiês de operações de consignado negociadas com o BRB. Por Isabela Ortiz | g1 14/09/2026 Foto de 28 de fevereiro de 2026 mostra o prédio que abrigava o Banco Master, no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo, cercado por tapumes — Foto: Felipe Cordeiro/g1 São Paulo – A fraude investigada pela Polícia Federal no Banco Master funcionava como uma espécie de linha de montagem digital. A PF identificou: Dados reais de clientes extraídos de sistemas internos; Documentos produzidos em massa com ferramentas do Microsoft Office; Páginas de assinaturas separadas por programas desenvolvidos pela área de tecnologia; e Peças reunidas em novos arquivos PDF para formar dossiês de contratos que seriam apresentados como créditos legítimos da Tirreno Consultoria ao Banco de Brasília (BRB).   Quando os documentos carregavam informações que poderiam revelar sua origem ou a verdadeira data de formalização, funcionários também atuavam para apagá-las ou alterá-las. Em um dos casos analisados pela perícia, um Termo de Consentimento que trazia originalmente a data de 24 de fevereiro de 2023 teve esse registro removido em julho de 2025. A relação triangular entre a Tirreno, o Master e o BRB funcionou como um esquema de simulação e repasse de ativos ilíquidos. A Tirreno atuou como uma empresa de fachada, criada para formalizar R$ 7,15 bilhões em cessões fictícias de crédito consignado com o Banco Master que, por sua vez, utilizou essas carteiras sem lastro para vendê-las ao BRB. A equipe do Master montou uma “linha de montagem” para forjar amostras e simular a legitimidade das operações. A Tirreno, segundo a PF, funcionava sem sede nem funcionários, e foi criada com apenas R$ 100 de capital social.   A estrutura foi descrita em relatório técnico-pericial da Polícia Federal, elaborado a partir de uma apresentação interna apreendida na área de tecnologia do Banco Master. O arquivo, intitulado “Investigações internas – Banco Master”, tinha 30 slides e documentava atividades realizadas entre 18 de junho e 24 de outubro de 2025 para a produção de documentos relacionados à cessão de créditos consignados ao BRB. O material mostra que a operação combinava ferramentas comuns de escritório, programação e edição de documentos. O objetivo era transformar dados de operações reais e antigas em uma documentação que desse aparência de existência a uma carteira de créditos atribuída à Tirreno. De dados reais a contratos que não existiam O primeiro passo era obter dados de clientes que já haviam realizado operações legítimas. Segundo a investigação, funcionários recorreram a informações armazenadas nos sistemas internos do banco, inclusive relacionadas ao CredCesta – um produto de crédito consignado voltado a servidores públicos, aposentados e pensionistas. Em 2 de julho de 2025, às 14h05, Fabrizio Pereira Alencar, coordenador de Controles do Back Office, pediu a Vinicius Lucas Trentino, analista de Projetos Sênior da área de TI, o levantamento de CPFs por meio do Microsoft Teams. Vinicius reuniu os CPFs no arquivo cpf_cessao.csv e, no dia seguinte, executou a consulta Contratos_Henrique_Dados.sql no banco de dados interno. O resultado foi exportado para a planilha Dados_cessão.xlsx, que acabou enviada por e-mail a Fabrizio e à equipe em 3 de julho, às 16h57. A planilha reunia informações cadastrais dos clientes, como nome, CPF, data de nascimento e nome da mãe. Esses dados passaram a servir de matéria-prima para a montagem dos documentos. As próprias conversas entre integrantes da área de tecnologia mostram que havia problemas na base utilizada. Em 20 de junho, Rafael Manfrin da Silva e Thiago Ramalho discutiram a filtragem dos dados. Rafael observou que havia CPF de uma pessoa com apenas uma proposta de 2019 e afirmou que a lista estava “meio furada”. Thiago Ramalho: “filtrando formalizacao só tem 328 credcesta-refin…. nao deveria ser a maioria”. Rafael Manfrin: “ai deu merda então / pq tem um cpf nesse meio aqui que so teve 1 proposta em 2019 / ta meio furado essa lista ai”. A troca mostra que os próprios responsáveis pela parte tecnológica identificavam incompatibilidades nos dados que estavam sendo utilizados. 2.700 procurações produzidas de uma vez Com os dados reunidos, uma das etapas era produzir as procurações. Para isso, Allan da Silva Machado, gerente de Operações I do Back Office, utilizou uma função comum do Microsoft Word: a mala direta. A ferramenta permite vincular um modelo de documento a uma planilha e preencher automaticamente campos diferentes para cada registro. No caso investigado, Allan vinculou o arquivo PROCURACAO Master.docx à planilha Base de Geração CCBS AMANHA 1.xlsx, armazenada na pasta de trabalho Demanda BRB-Tirreno 2700 amostras. O procedimento permitiu gerar 2.700 procurações em lote em 20 de junho de 2025. A tecnologia, portanto, não era usada apenas para armazenar os documentos. Ela permitia reproduzir rapidamente a mesma estrutura documental para centenas ou milhares de pessoas. Código para separar páginas de assinaturas A produção dos documentos também envolveu a área de tecnologia. Thiago Ramalho, Rafael Manfrin da Silva e Renato M. participaram do desenvolvimento de aplicações em C# registradas no repositório GitHub do Banco Master. Uma das funções criadas tinha uma finalidade específica: extrair de arquivos PDF apenas a segunda página, justamente a página de assinatura dos documentos originais. A perícia também identificou um arquivo compactado chamado erros-whatsapp.zip, enviado por Anderson Juliano Caspinelli Garcia a Moacir Lourenço da Silva Junior, que continha 1.833 arquivos PDF com páginas de assinatura isoladas dos Termos de Consentimento. Essas páginas podiam, assim, ser reaproveitadas na montagem de novos conjuntos de documentos. A assinatura digital não escondia quando os documentos foram produzidos Outra etapa envolvia as Cédulas de Crédito Bancário, as CCBs. Henrique Pupo e Henrique Gonçalves Silva extraíram lotes de documentos do sistema idtrust, com arquivos identificados pela raiz CCB_credcesta_…. Em 20 de junho, Fabrizio organizou pelo Teams uma força-tarefa para assinar os documentos. Foram separados 675 CCBs para cada um de quatro operadores: Fabrizio, Henrique, Allan e

Perícia aponta falha em lacre de 27 dispositivos apreendidos em operação contra produtora de ‘Dark Horse’

Perícia aponta falha em lacre de 27 dispositivos apreendidos em operação contra produtora de 'Dark Horse'

Perícia aponta falha em lacre de 27 dispositivos apreendidos em operação contra produtora de ‘Dark Horse’ Perícia relata que seria possível retirar pendrives pelos vãos e conectar um cabo aos celulares e notebooks. Objetos foram devolvidos pela perícia para que fossem lacrados corretamente. Por Vinícius Cassela | g1 13/09/2026 Aparelhos com lacres mal fechados por agentes da Polícia Civil de São Paulo — Foto: Reprodução/Polícia Civil Brasília – A perícia da Polícia Civil de São Paulo apontou que 27 dispositivos eletrônicos apreendidos por agentes durante operação contra produtora do filme “Dark Horse” em junho não foram lacrados corretamente e foram devolvidos para correta adequação. Posteriormentem, os aparelhos foram lacrados e analisados pela perícia. Os documentos anexados ao processo não apontam se a perícia da Polícia Civil analisou a integridade dos aparelhos e nem se eles foram violados em função das falhas nos lacres. (Leia mais abaixo). “As guias […] apresentam vão suficiente para retirada da peça [pendrive] a ser periciada”, afirmou a perita criminal Viviane Menezes. Segundo os documentos, foi constatado falha no lacre de 9 notebooks, 5 celulares e 13 pen drives. A Secretaria da Segurança Pública esclarece que os 27 dispositivos citados foram lacrados pela Polícia Civil nos locais das apreensões, na presença de testemunhas e encaminhados à Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC). Não houve acesso, extração ou manipulação dos dados, tampouco comprometimento da cadeia de custódia. A fotografia utilizada pela imprensa não retrata os objetos apreendidos na operação. Os documentos fazem parte do inquérito da Polícia Civil de São Paulo compartilhado com a Polícia Federal por determinação de Dino. O relatório se tornou público neste domingo (13) depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, retirou o sigilo de documentos enviados pela Justiça de São Paulo. Os equipamentos foram apreendidos durante uma operação realizada no dia 1º de junho em residências e empresas relacionadas ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidida por Karina Ferreira da Gama. Karina também é responsável pela empresa Go Up Entertainment, produtora do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A operação foi deflagrada por suspeita de fraude em um contrato com a Prefeitura de São Paulo no valor de R$ 108 milhões por ano para a instalação de wi-fi na cidade com o ICB. A Polícia Civil de São Paulo investiga se parte desses recursos foi desviada para financiar a produção do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O contrato com a Prefeitura de São Paulo previa a instalação de 5 mil pontos de wi-fi gratuito na periferia até junho de 2025, mas, até a presente data, apenas 3.200 foram instalados. Ao menos três aditivos foram assinados mudando a data de entrega total do serviço. Em outro ofício, a mesma perita ainda afirma que, para os notebooks e aparelhos celulares apreendidos, o vão nos lacres era suficiente para que cabos de alimentação e transferência de dados passassem. “As guias […] apresentam vão suficiente para entrada de cabo de alimentação e transferência de dados, sendo possível a manipulação dos dados no interior do equipamento”, disse. Os ofícios foram formalizados dia 3 de junho, dois dias após a operação realizada pela Polícia Civil. Cinco dias depois, dia 8, os aparelhos foram enviados para a 2ª Delegacia de Polícia de Investigações Sobre Crimes Contra a Administração Pública do Estado de São Paulo para “readequação dos invólucros”. “Retornaram do Instituto de Criminalística os objetos anteriormente encaminhados para a realização de exames periciais, para readequação da lacração, a fim da preservação da cadeia de custódia”, justificou o escrivão da Polícia Civil. Após voltarem ao Instituto de Criminalística, os aparelhos ficaram até o dia 23 de julho à espera de análise, em função de “elevado volume de casos e à consequente fila de exames pendentes sob responsabilidade deste perito”. Os documentos anexados ao processo não apontam se a perícia da Polícia Civil analisou a integridade dos aparelhos e nem se eles foram violados em função das falhas nos lacres. Apenas mostram que os dados foram extraídos e disponibilizados à delegacia que investiga o caso. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPolícia CivilPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Perícia aponta falha em lacre de 27 dispositivos apreendidos em operação contra produtora de ‘Dark Horse’ 13/09/2026 Investigação cita R$ 8,5 milhões de faturas inidôneas de empresa ao ICB 13/09/2026 Advogada Valéria Rodrigues Linhares é alvo de operação da PF sobre suspeita de tráfico de influência 14/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Mendonça usa caos como estratégia eleitoral 08/09/2026 Mendonça revoga tornozeleira de ex-ministro de Bolsonaro suspeito de receber R$ 100 mil em esquema do INSS 08/09/2026 PM encontra carros-bomba e barricadas com explosivos no Complexo de Israel; Av. Brasil chegou a ser fechada (VIDEO) 21/08/2026 Quem é Vanderlei Natividade, alvo da PF e tesoureiro da ONG de Karina Gama que movimentou R$ 83 milhões 10/09/2026 Mendonça pede à PGR informação sobre suposta mensagem de Vorcaro a Moraes 01/09/2026

Polícia pediu relatório do Coaf sobre produtora de ‘Dark Horse’ após Prefeitura não ceder documentos

Polícia pediu relatório do Coaf sobre produtora de ‘Dark Horse’ após Prefeitura não ceder documentos

Polícia pediu relatório do Coaf sobre produtora de ‘Dark Horse’ após Prefeitura não ceder documentos Investigadores queriam acesso a edital, plano de trabalho, medições de execução, relatórios de fiscalização, comprovantes de pagamento, notas fiscais, notas de empenho, documentos de liquidação e ordens de pagamento do contrato do Wi-Fi Por Guilherme Caetano | O Estado de S. Paulo 13/09/2026 Karina Gama no canal no YouTube do The Connect Faith, evento gospel organizado por ela Foto: Reprodução/ You A Polícia Civil de São Paulo pediu autorização da Justiça para obter junto ao Coaf, órgão federal incumbido de identificar atividades financeiras suspeitas, relatórios sobre a produtora do filme “Dark Horse” após a Prefeitura de São Paulo não entregar a documentação solicitada. A gestão municipal vem negando qualquer irregularidade. Os policiais tinham requerido à Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia a cópia integral da documentação relativa ao processo de contratação do Instituto Conhecer Brasil (ICB) para instalar internet gratuita em São Paulo, mas a pasta não os tinha fornecido até o fim de agosto. Os documentos pedidos envolvem edital, plano de trabalho, medições de execução, relatórios de fiscalização, comprovantes de pagamento, notas fiscais, notas de empenho, documentos de liquidação e ordens de pagamento. A documentação pode ajudar a explicar se o serviço foi prestado e para onde foi o dinheiro. A polícia investigava se recursos públicos de o contrato municipal do projeto Wi-Fi Livre financiaram atividades privadas da produtora Go Up, vinculada a Karina Ferreira da Gama. Na semana passada, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino assumiu a investigação da polícia paulista em razão do envolvimento de um parlamentar federal e, neste domingo, 13, levantou o sigilo sobre o material coletado até agora. O relato da polícia mencionado acima consta nesse conteúdo. Os alvos da polícia eram, além do ICB, a proprietária da empresa, Karina Ferreira da Gama, também produtora do filme “Dark Horse”, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Existe a suspeita de que o dinheiro do contrato municipal tenha irrigado o projeto cinematográfico da família Bolsonaro. A investigação policial aponta existir uma diferença entre o dinheiro transferido ao ICB e os serviços executados: aproximadamente R$ 69 milhões teriam sido repassados ao instituto, enquanto os serviços prestados corresponderiam a cerca de R$ 43 milhões, uma diferença estimada em R$ 26 milhões. A polícia também menciona subcontratações que chegariam a R$ 98 milhões, envolvendo Make One, UltraIP, Complexys e Fast Future. A Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores, em 28 de agosto, exigiu que a polícia apresentasse primeiro fundamentos mais concretos e delimitasse melhor o que pretendia investigar e prorrogou o inquérito por mais 90 dias. O juiz alega que a obtenção de Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) precisa estar baseada em elementos concretos previamente existentes e ter finalidade específica. Apesar de a polícia estabelecer o marco temporal inicial em 20 de junho de 2024, o magistrado avalia que os investigadores não indicaram exatamente quais operações, pessoas jurídicas, relações negociais ou fluxos financeiros relacionados ao inquérito deverão orientar a pesquisa do Coaf. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), vem negando irregularidades no contrato. Ele afirmou em junho que a gestão municipal “não identificou nada de errado” no contrato investigado e a Prefeitura “atendeu todos os critérios que a gente tem de economicidade”. Na última sexta-feira, 11, ele afirmou que tudo foi feito “dentro da lei”. “Importante dizer que o contrato foi assinado depois de uma licitação que ficou aberta 30 dias. Tudo dentro da lei. Nós temos 3.200 pontos na cidade que estão funcionando plenamente e os serviços (do ICB) estão sendo prestados. Se a empresa realmente não puder ter mais contrato com ninguém, com uma decisão sem verificar antes se ela (Karina da Gama) é culpada ou se ele (Flávio Dino) vir com uma criminalização antecipada, a gente vai ter que romper o contrato. E deixar de ter 3200 pontos de wi-fi nas comunidades e favelas”, declarou. A decisão de Dino deste domingo torna públicos documentos, dados e outros elementos apreendidos pela Polícia Civil paulista em uma apuração que envolve a produtora do longa sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e suspeitas de desvio de recursos públicos, inclusive de emendas parlamentares. O ministro determinou que todo o material recebido da Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens de São Paulo passe a tramitar publicamente no STF. Também ordenou que celulares, computadores, documentos e o conteúdo bruto extraído dos aparelhos apreendidos pela Polícia Civil sejam entregues à Polícia Federal. A investigação foi aberta a partir de suspeitas relacionadas à execução de emendas parlamentares federais destinadas a empresas de São Paulo. A apuração sobre Dark Horse que tramitava na Justiça paulista foi enviada ao STF e incorporada ao procedimento sob relatoria de Dino após o ministro determinar a remessa dos autos à Corte, atendendo a um pedido da Polícia Federal. Ao examinar o material encaminhado por São Paulo, Dino afirmou que se fortaleceu a hipótese de conexão entre as diferentes frentes de investigação, em um suposto esquema envolvendo a destinação e o desvio de recursos públicos. A decisão menciona emendas parlamentares federais, recursos da Prefeitura de São Paulo e cita o deputado Mario Frias (PL-SP), roteirista e produtor-executivo de Dark Horse, como personagem da linha investigativa. O parlamentar nega irregularidades. Dino justificou a retirada do sigilo também por uma mudança recente de entendimento dentro do próprio Supremo sobre a publicidade das investigações. No despacho, o ministro cita uma decisão de André Mendonça que levantou, após pedido do presidente do STF, Edson Fachin, o sigilo de outros procedimentos relacionados ao Banco Master. Dino afirma que a medida sinaliza uma “viragem jurisprudencial em curso”, à qual diz precisar se adaptar em respeito à colegialidade. Segundo o ministro, pessoas mencionadas em investigações semelhantes devem receber o mesmo tratamento, inclusive quanto à divulgação de nomes, movimentações financeiras e conversas de WhatsApp. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasDeputado Federalemenda parlamentarMDB Movimento Democrático BrasileiroPL Partido LiberalPolícia CivilPolícia Federal PFPrefeitoPresidente da RepúblicaSão Paulo SPSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger

Polícia Civil deixou produtora de ‘Dark Horse’ de fora de pedido ao Coaf

Polícia Civil deixou produtora de 'Dark Horse' de fora de pedido ao Coaf

Polícia Civil deixou produtora de ‘Dark Horse’ de fora de pedido ao Coaf Suspeita sobre financiamento de filme sobre Bolsonaro surgiu em dezembro, e policiais afirmaram que filme não era objeto específico do inquérito Corporação chegou a setembro sem rastrear contas da produtora e disse que apuração direta do longa estava sob responsabilidade federal OUTRO LADO: Polícia Civil ainda não se manifestou Por André Borges e João Gabriel | Folha de S.Paulo 13/09/2026 Reprodução de trecho do trailer do filme ‘Dark Horse’, sobre a vida de Jair Bolsonaro – Flavio Bolsonaro/Youtube Brasília – A Polícia Civil de São Paulo chegou a setembro sem esclarecer se recursos públicos foram usados para financiar “Dark Horse”, quase seis meses depois de o Ministério Público estadual requisitar, em 12 de março, a abertura da investigação.   O pedido do MP-SP foi encaminhado à corporação em 27 de março, e o inquérito foi instaurado quatro dias depois pela Polícia Civil, em 31 de março, mas os prazos se prolongaram desde então.   Só em 22 de maio, a polícia pediu à Justiça autorização para obter um relatório financeiro do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). As buscas, com apreensão de celulares, computadores e documentos, foram realizadas em 1º de junho.   Até o início de setembro, a polícia ainda não tinha os dados do Coaf, nem havia incluído no pedido as contas da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo longa.   Os documentos vieram à tona depois que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um pedido da Polícia Federal e autorizou, em 21 de agosto, o compartilhamento das provas reunidas pela Polícia Civil de São Paulo.   A PF pretendia cruzar o material da investigação paulista com sua apuração sobre o financiamento de “Dark Horse”, que trata da biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em 10 de setembro, Dino foi além e avocou o inquérito e a medida de busca, transferindo para o STF a supervisão integral do caso.   Os documentos mostram que a suspeita envolvendo o filme foi o ponto de partida do caso, mas acabou deixada em segundo plano quando o inquérito foi formalmente aberto. Em portaria assinada em 31 de março, a própria Polícia Civil registrou que as referências a projetos audiovisuais e relações políticas “não constituíam, naquele momento, objeto específico” da investigação.   As gravações do filme foram realizadas no Brasil de outubro a dezembro de 2025. A produtora executiva é Karina Ferreira da Gama, que também preside o Instituto Conhecer Brasil (ICB), organização que recebeu R$ 69 milhões da Prefeitura de São Paulo, na gestão de Ricardo Nunes (MDB), para instalar e manter pontos gratuitos de internet em comunidades de baixa renda.   Apesar disso, a polícia aponta diversas coincidências entre as duas entidades e a produção de “Dark Horse”. Mostra, por exemplo, que tanto a produtora como o instituto são comandadas por Karina e tem o mesmo endereço, e que os pagamentos feitos pela gestão municipal ao instituto acontecem ao mesmo tempo em que a Go Up capta recursos públicos para a produção do filme.   A Polícia Civil avalia que há uma “aparente inexistência de separação estrutural e operacional” entre a ICB e a produtora.   A ligação entre Karina, o contrato público e a produção cinematográfica levou à suspeita de que recursos destinados ao programa Wi-Fi Livre SP poderiam ter sido desviados para o filme. O inquérito, porém, não apresenta uma conclusão que comprove essa transferência.   As primeiras suspeitas foram publicadas em 10 de dezembro de 2025. A representação chegou ao Ministério Público Federal em 21 de janeiro de 2026, mas foi enviada ao Ministério Público de São Paulo porque o contrato investigado envolvia dinheiro municipal. Em 12 de março, uma promotora determinou que o caso fosse encaminhado à Polícia Civil, e o inquérito foi instaurado quatro dias depois.   Ao instaurar o inquérito, a corporação decidiu concentrar a apuração no contrato de Wi-Fi com o ICB e deixou a origem do dinheiro do filme fora das investigações.   Em 30 de abril, um mês depois da abertura, a Polícia Civil já pediu mais prazo para trabalhar. A corporação afirmou que aguardava documentos da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia e o cumprimento de uma ordem de serviço pelos investigadores.   Em 22 de maio, quase dois meses depois de abrir o inquérito, a corporação pediu autorização judicial para obter relatórios de inteligência financeira do ICB e de Karina. Esses relatórios são documentos preparados pelo Coaf. Eles ajudam a polícia a reconstruir o caminho do dinheiro, identificar transferências e possíveis beneficiários ocultos.   Naquele momento, a Polícia Civil ainda não havia recebido da própria prefeitura a documentação integral do contrato.   A Polícia Civil disse ainda que “o rastreamento do fluxo financeiro é o único meio capaz de descortinar a destinação final das verbas recebidas” pelo ICB e mencionou a possibilidade de repasses para “as contas pessoais da investigada Karina Ferreira da Gama e de suas firmas individuais, como a Go Up Entertainment”.   Mesmo citando a produtora, o pedido apresentado ao Judiciário não incluiu as contas da Go Up, mas apenas o ICB e Karina.   Em 26 de maio, a Justiça autorizou buscas em oito endereços, incluindo a sede comum do ICB, da Go Up e da Go7 Assessoria, duas residências ligadas a Karina, empresas subcontratadas pelo instituto e a Secretaria Municipal de Inovação, mas não deu prosseguimento com o pedido para seguir o dinheiro.   As buscas foram realizadas em 1º de junho. Computadores, celulares, documentos e outras mídias foram apreendidos. A partir de julho, peritos começaram a extrair dados dos equipamentos, mas a análise não foi concluída.   Mesmo com o apoio do Ministério Público ao pedido da polícia para produção dos relatórios do Coaf, até agora a solicitação não foi acatada pela Justiça paulista.   A demanda, apresentada em maio, só recebeu uma análise do juiz em 28 de agosto, mais de três meses depois. E ao examinar a representação, o magistrado concluiu que

PF contradiz Mendonça e diz que gabinete do ministro pediu cópia dos dados de Vorcaro

PF contradiz Mendonça e diz que gabinete do ministro pediu cópia dos dados de Vorcaro

PF contradiz Mendonça e diz que gabinete do ministro pediu cópia dos dados de Vorcaro Polícia Federal afirma que material extraído do celular do banqueiro foi encaminhado “mediante solicitação” de André Mendonça; ministro havia dito que corporação entregou cópia “voluntariamente” Por Raony Salvador | Fórum 13/09/2026 O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça durante sessão da Corte, em Brasília, em 2 de setembro de 2026. REUTERS/Adriano Machado. A Polícia Federal contradisse a versão apresentada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a origem da cópia dos dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em nota divulgada neste domingo (13), a corporação afirmou que o envio do material ao gabinete do ministro ocorreu “mediante solicitação do próprio gabinete”, conforme registros de processo administrativo. A informação contraria a declaração de Mendonça, que havia afirmado que a Polícia Federal entregou “espontaneamente” uma cópia de segurança dos dados ao seu gabinete. Segundo o ministro, o material permanecia lacrado e nunca havia sido manuseado. De acordo com a PF, porém, a cópia encaminhada ao gabinete de Mendonça não foi enviada por iniciativa própria da corporação. “O envio daquela cópia ocorreu mediante solicitação do próprio gabinete, conforme documentação constante do processo administrativo correspondente”, informou a instituição. A Polícia Federal esclareceu ainda que o aparelho original apreendido de Vorcaro permanece sob custódia da corporação, dentro de uma cadeia de custódia formalmente documentada, com lacres preservados e mecanismos de verificação da integridade digital. A corporação ressaltou que o material recebido pelo ministro do STF é uma cópia dos dados extraídos do celular, e não o dispositivo original. Segundo a PF, o fornecimento de cópias aos ministros pode ser realizado desde que sejam respeitadas as determinações da Corte e as regras de sigilo aplicáveis. A divergência ocorre em meio à disputa interna no Supremo sobre o acesso integral ao conteúdo apreendido no celular de Vorcaro, considerado peça central nas investigações envolvendo o Banco Master. Na sexta-feira (11), o ministro Cristiano Zanin solicitou que Mendonça compartilhasse com os demais integrantes do STF a íntegra do material extraído pela Polícia Federal. O objetivo era permitir que todos os ministros tivessem acesso aos mesmos elementos antes do julgamento marcado para terça-feira (15). Mendonça, porém, rejeitou o pedido. Em manifestação encaminhada ao Supremo, afirmou que a divulgação integral dos dados poderia comprometer investigações em andamento e prejudicar futuras operações da Polícia Federal e do Ministério Público. O ministro sustentou que não possuía o aparelho original de Vorcaro, mas apenas uma cópia de segurança fornecida pela PF, mantida lacrada em seu gabinete. Também afirmou que os demais ministros tinham acesso ao mesmo conjunto de informações que seria utilizado no julgamento. A argumentação foi questionada por Zanin. O ministro afirmou que o fato de a cópia estar lacrada não impediria o compartilhamento, uma vez que a preservação da cadeia de custódia se refere ao material original mantido pela Polícia Federal. Para Zanin, todos os integrantes da Corte deveriam ter a mesma possibilidade de analisar os dados. O ministro Gilmar Mendes também pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, a liberação do conteúdo integral do material extraído do celular de Vorcaro. Com a manifestação deste domingo, a Polícia Federal reforçou que possui capacidade técnica para produzir cópias idênticas do material e encaminhá-las aos gabinetes que solicitarem acesso, sob as regras de sigilo determinadas pelo Supremo. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PF contradiz Mendonça e diz que gabinete do ministro pediu cópia dos dados de Vorcaro 13/09/2026 Polícia pediu relatório do Coaf sobre produtora de ‘Dark Horse’ após Prefeitura não ceder documentos 13/09/2026 ‘Dark Horse’: ao retirar sigilo de investigação, Dino cita suspeita de que Frias liderou esquema criminoso de desvios 13/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. 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Mendonça insiste no sigilo de dados de celular de Vorcaro: ‘contribuiria para tumultuar julgamento’

Mendonça insiste no sigilo de dados de celular de Vorcaro: ‘contribuiria para tumultuar julgamento’

Mendonça insiste no sigilo de dados de celular de Vorcaro: ‘contribuiria para tumultuar julgamento’ Ministro alertou para risco da divulgação do material desviar foco do julgamento de terça-feira, 15 Por Carolina Brígido | O Estado de S.Paulo 13/09/2026 André Mendonça se recusa a liberar sigilo da íntegra de mensagens de Vorcaro Foto: Fellipe Sampaio/STF O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou em novo despacho divulgado neste domingo, 13, que todas as informações necessárias para a realização do julgamento de terça-feira, 15, já foram disponibilizadas aos integrantes da Corte. Ministros próximos de Alexandre de Moraes insistem na divulgação da íntegra do material referente às apurações sobre o Banco Master – inclusive de todas as mensagens contidas no aparelho celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. “Reitero que todo o material utilizado para o julgamento da próxima terça-feira encontra-se disponível, na íntegra, a todos os ministros deste tribunal”, anotou o ministro Mendonça no ofício. Ministros do tribunal, no entanto, alegam que seria importante conhecer as provas elencadas em material colhido pela Polícia Federal e mantidos sob sigilo. “A inserção de elementos adicionais, que não constam dos autos até o presente momento, o que inclui a abertura de todas as informações contidas no celular do senhor Daniel Vorcaro, somente contribuiria para tumultuar o julgamento, bem como colocaria em risco todo o seguimento e êxito das investigações, dando ensejo à suscitação de questionamentos de toda ordem, para desviar o feito especificamente apregoado para julgamento de seu caminho natural”, argumentou Mendonça. O relator da investigação sobre o Master citou frase proferida pelo presidente da Corte, Edson Fachin: “A gravidade dos fatos não autoriza atalhos”. E completou com o que pensa sobre o assunto: “mas também não tolera subterfúgios ou desvios de rotas, rumo a outros interesses que não os da Justiça”. No mesmo despacho, Mendonça recomendou que Fachin pedisse informações para a Polícia Federal sobre como foi realizada a entrega do material sigiloso ao gabinete do ministro. O relator das investigações citou na decisão o nome de quatro delegados responsáveis pelo envio dos documentos. Na terça-feira, o plenário do STF vai se reunir para tratar dos indícios de que Moraes teria mantido uma relação suspeita com Daniel Vorcaro. Mendonça e aliados defendem a abertura de uma investigação contra o colega. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Mendonça insiste no sigilo de dados de celular de Vorcaro: ‘contribuiria para tumultuar julgamento’ 13/09/2026 André Mendonça tratou com Cláudio Castro (PL-RJ) sobre prisão de Sérgio Cabral (MDB-RJ); ministro diz que atuou apenas com base nos autos 12/09/2026 Polícia Civil deixou produtora de ‘Dark Horse’ de fora de pedido ao Coaf 13/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Flávio Bolsonaro lança ofensiva contra fim da escala 6×1 no Senado para barrar vitória de Lula 24/08/2026 “Pagamos Metrópoles e Barci”: Portal de Luiz Estevão aparece como recebedor de dinheiro de Vorcaro 01/09/2026 PF diz que lobista ‘aparentemente tinha autorização’ para agir em nome de Lulinha: ‘Eu sou o Fábio’ 18/08/2026 PF recebe pedido para investigar Flávio Bolsonaro em fraudes do INSS 27/08/2026 OAB-DF levará pedido de impeachment de Moraes e Toffoli ao Conselho Federal 09/09/2026

Investigação cita R$ 8,5 milhões de faturas inidôneas de empresa ao ICB

Investigação cita R$ 8,5 milhões de faturas inidôneas de empresa ao ICB

Investigação cita R$ 8,5 milhões de faturas inidôneas de empresa ao ICB Em uma representação, a Polícia Civil de São Paulo cita inconsistências financeiras e documentais relatadas por veículos de imprensa relacionadas a operação Wi-Fi Livre Por Jonatas Martins | CNN Brasil 13/09/2026 A empresária Karina Ferreira da Gama, dona da Go Up Entertainment e produtora do filme “Dark Horse”, em entrevista à CNN Brasil • Reprodução/CNN Brasília – Em uma representação, a Polícia Civil de São Paulo cita inconsistências financeiras e documentais relatadas por veículos de imprensa relacionadas a operação Wi-Fi Livre. Uma delas é que o ICB (Instituto Conhecer Brasil), que pertence à produtora Karina Gama, teria apresentado quatro faturas inidôneas emitidas por uma outra empresa em valores que totalizam R$ 8,5 milhões. A citação da investigação dá conta que os documentos apresentados pelo ICB sobre locação de equipamentos eletrônicos: “Tais faturas careceriam de qualquer validade ou lastro fiscal, uma vez que não teria havido a emissão das respectivas notas fiscais e o consequente recolhimento dos tributos municipais”. “Destaca-se, segundo veiculado, que as faturas apresentam numeração estritamente sequencial e teriam sido emitidas no mesmo dia, com idêntica data de vencimento, mas com valores fracionados, indicando uma montagem documental artificial para encobrir saídas ilegíveis de caixa”, apontou a representação policial. Além disso, a investigação indicou que parte dos pagamentos relacionados ao projeto Wifi-Livre SP teria sido operacionalizada mediante faturas comerciais, e não necessariamente via emissão regular de notas fiscais de prestação de serviço. As informações constam em documentos revelados neste domingo (13) no caso relatado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino. O Wifi-Livre é um projeto da Prefeitura de São Paulo que prevê a instalação de pontos de internet gratuitos em várias regiões da capital. O serviço foi prestado pelo Instituto Conhecer Brasil, gerido por Karina Ferreira da Gama – mesma dona da Go Up Entertainment, produtora à frente do filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O contrato firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil é da ordem de R$ 108 milhões. A prestação dos serviços do projeto “Wifi-Livre” é alvo de investigação da Polícia Civil por suspeitas de irregularidades. A CNN Brasil procurou a Prefeitura de São Paulo e aguarda posicionamento. A defesa de Karina Gama enviou nota de esclarecimento. Esclarecimento de Karina Gama “A defesa da Sra. Karina Gama recebe com absoluto respeito e considera positiva a decisão do Ministro Flávio Dino de levantar o sigilo sobre os elementos da investigação conduzida pela Polícia Civil do Estado de São Paulo envolvendo o Instituto Conhecer Brasil e contrato celebrado com a Prefeitura de São Paulo. A transparência interessa à Justiça, à sociedade e, sobretudo, à própria defesa. Quem já apresentou voluntariamente mais de 20 mil páginas de documentação não teme transparência. Desde o primeiro momento, a Sra. Karina Gama tem sustentado, de maneira firme e inequívoca, que não praticou qualquer ilícito. A publicidade dos elementos da investigação permitirá que os fatos sejam conhecidos em sua integralidade e examinados objetivamente, para além de especulações ou juízos antecipados. A defesa confia que a plena exposição dos fatos demonstrará que a Sra. Karina Gama não pode ser transformada em culpada pela intensa efervescência da vida nacional, em um momento de extraordinária agitação e movimentação política. Investigar é legítimo. Esclarecer é do interesse de todos. Mas investigação não é acusação, muito menos, condenação e a repercussão política jamais poderá substituir o devido processo legal. Por essa razão, a defesa nada tem a opor quanto à transparência e ao levantamento do sigilo. Ao contrário, deseja que o Brasil tenha acesso à realidade integral dos acontecimentos e que cada documento, contrato, pagamento e circunstância seja examinado tecnicamente, dentro da legalidade e sem contaminação por disputas políticas ou narrativas previamente construídas. A Sra. Karina Gama continuará colaborando com as autoridades competentes e exercendo, com serenidade, seu direito constitucional de defesa, convicta de que a verdade dos fatos prevalecerá. A Constituição protege a investigação, mas também protege o investigado. E é justamente nos casos de maior repercussão pública que essa garantia precisa ser mais rigorosamente observada”. Notícia anteriorPróxima notícia Constituição FederalPL Partido LiberalPolícia CivilPresidente da RepúblicaSão Paulo SPSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Investigação cita R$ 8,5 milhões de faturas inidôneas de empresa ao ICB 13/09/2026 Advogada Valéria Rodrigues Linhares é alvo de operação da PF sobre suspeita de tráfico de influência 14/09/2026 ‘Precisamos excluir a data’: Banco Master usou Word, PDFs e códigos para fabricar documentos falsos, diz PF 14/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Vorcaro disse para não pagar Barci por Pix: “Não é bom” 01/09/2026 Clínicas são alvo de furtos de cabos e tubulações de ar-condicionado durante madrugadas em Campos 04/09/2026 Mendonça abriu inquérito contra Flávio por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão em caso Dark Horse 11/09/2026 Exonerações de fantasmas levam à economia de R$ 221 milhões no Rio 25/08/2026 Ligação de Flávio a Vorcaro coincide com última remessa para Dark Horse 11/09/2026

Irmãos Bolsonaro pediram reunião com Vorcaro no dia da mudança de Eduardo aos EUA

Irmãos Bolsonaro pediram reunião com Vorcaro no dia da mudança de Eduardo aos EUA

Irmãos Bolsonaro pediram reunião com Vorcaro no dia da mudança de Eduardo aos EUA Contato ocorreu no mesmo dia em que ex-deputado federal anunciou que permaneceria em Washington; dias depois, recursos foram transferidos Por Tatiana Carlotti | Opera Mundi 13/09/2026 O senador Flávio Bolsonaro e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, ambos do PL, posam em frente à Casa Branca, nos Estados Unidos | Crédito: Reprodução/Instagram São Paulo – Relatório da Polícia Federal (PF), divulgado após a quebra de sigilo das investigações relativas ao Banco Master, revela que Eduardo Bolsonaro e seu irmão Flávio, atual candidato à Presidência, pediram uma reunião com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro no mesmo dia em que o ex-deputado do PL anunciou que permaneceria nos Estados Unidos. “Flavio B e Eduardo querem marcar uma agenda com vc. Filme”, diz a mensagem apreendida pela PF, que foi enviada às 9h34 da manhã, em 18 de março de 2025, pelo publicitário Thiago Miranda ao ex-controlador do Banco Master, em prisão preventiva pelas acusações de gestão fraudulenta, organização criminosa, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. No mesmo dia, horas depois do envio da mensagem, às 11h37, Eduardo anunciava que permaneceria nos Estados Unidos, para atuar pela aplicação de sanções pelo governo norte-americano contra autoridades brasileiras, especialmente, o ministro Alexandre de Moraes. Entre outros pontos do inquérito, a PF investiga se os recursos destinados à produção do filme Dark House foram utilizados para financiar a permanência de Eduardo nos Estados Unidos. O relatório não informa a resposta de Vorcaro ou se o encontro chegou a acontecer, mas repasses ocorreram seis dias após o pedido de encontro. Repasse de recursos Em 21 de março, três dias depois, Miranda encaminhou a Vorcaro a captura de tela de uma conversa atribuída a Eduardo, “com orientações sobre como os recursos poderiam ser geridos nos Estados Unidos, com menção à possibilidade de envio da maior quantidade possível”, diz o relatório da PF. Em 24 de março, a Entre Investimentos fez duas transferências para o fundo Havengate, controlado nos EUA pelo advogado de Eduardo Bolsonaro, Paulo Calixto. A primeira transferência foi de US$ 2 milhões (R$ 10,64 milhões), a segunda de US$ 1,66 milhão (R$ 8,83 milhões). A PF também identificou outros repasses de US$ 1,66 milhão (R$ 8,83 milhões) ao longo de 2025, realizados fora das datas previstas no acordo de financiamento. Dias antes, em 13 de fevereiro de 2025, Vorcaro também determinou, pela mesma empresa, um repasse de US$ 2 milhões (R$ 10,64 milhões) ao fundo Havengate. Eduardo nega contato Em nota enviada por meio de Paulo Figueiredo, Eduardo Bolsonaro negou ter mantido contato com o ex-banqueiro. “Nunca me encontrei com Vorcaro, pessoalmente ou por videoconferência, e nunca falei com ele nem mesmo por WhatsApp”, declarou. Ele também rechaçou que os recursos relacionados ao filme tenham ligação com sua permanência em Washington, classificando a associação investigada pela PF como “papo de retardado”. Já equipe do candidato Flávio Bolsonaro não comentou o caso. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPL Partido LiberalPolícia Federal PFSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Irmãos Bolsonaro pediram reunião com Vorcaro no dia da mudança de Eduardo aos EUA 13/09/2026 Perícia aponta falha em lacre de 27 dispositivos apreendidos em operação contra produtora de ‘Dark Horse’ 13/09/2026 Investigação cita R$ 8,5 milhões de faturas inidôneas de empresa ao ICB 13/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Fachin retira do inquérito das fake news pedido de Moraes para investigar Mendonça 04/09/2026 Vereadoras perdem mandato após transportar emagrecedores ilegais em carro oficial 26/08/2026 Entidades se manifestam sobre crise no STF: ‘Ninguém pode estar acima da lei’ 09/09/2026 Irmãos Batista compram fabricante de armas de guerra Avibras 21/08/2026 Lobista diz que Lulinha marcou reunião de governador do MA no Planalto e que Lula ia liberar obra 22/08/2026

‘Dark Horse’: ao retirar sigilo de investigação, Dino cita suspeita de que Frias liderou esquema criminoso de desvios

'Dark Horse': ao retirar sigilo de investigação, Dino cita suspeita de que Frias liderou esquema criminoso de desvios

‘Dark Horse’: ao retirar sigilo de investigação, Dino cita suspeita de que Frias liderou esquema criminoso de desvios Decisão unifica apurações da PF e da Polícia Civil de SP no STF; magistrado aponta indícios de ‘circuito financeiro fechado’ e transações incompatíveis com renda do parlamentar. Frias nega irregularidades e classificou operação como ‘cortina de fumaça’. Por Márcio Falcão e Gustavo Garcia | TV Globo e g1 13/09/2026 Mario Frias (PL-SP), deputado federal, em imagem de arquivo — Foto: Reprodução Brasília – O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que investigações em curso reúnem indícios de que o deputado federal Mario Frias (PL-SP) pode ter exercido papel de liderança e centralidade em um esquema criminoso de desvio de recursos. Dino fez a afirmação na decisão deste domingo (13) que retirou o sigilo de documentos remetidos pela Justiça do Estado de São Paulo e unificou sob sua relatoria inquéritos que apuram um possível esquema de desvios e ocultação de verbas públicas. “Há a alusão reiterada, no itinerário delituoso, a um deputado federal, o Sr. Mario Frias, que no terreno hipotético da investigação ocuparia um papel de liderança na suposta arquitetura criminosa”, escreveu Dino no despacho deste domingo. A apuração cujo sigilo foi retirado por Dino engloba recursos federais originários de emendas parlamentares e verbas municipais oriundas de termos celebrados com a Prefeitura de São Paulo. Entre os pontos sob suspeita da Polícia Federal, está a possibilidade da destinação de recursos para o financiamento da cinebiografia “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na última quinta-feira (10), o deputado classificou a operação policial como uma “cortina de fumaça”. Em publicação em suas redes sociais, Frias negou quaisquer irregularidades, declarou-se à disposição para colaborar com a entrega de documentos e afirmou confiar no arquivamento do processo. De acordo com a decisão de Flávio Dino, que transcreve representações da Polícia Federal, a manutenção de investigações paralelas na esfera estadual e na federal trazia prejuízos à elucidação dos fatos. A PF afirma que as investigações não apuram esquemas isolados, mas, sim, um contexto único articulado para captar, circular e ocultar verbas públicas. Conforme apontado pelos investigadores e reproduzido na decisão, a empresa Complexsys Soluções Integradas Ltda., contratada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB) para executar projetos custeados com recursos públicos, recebeu repasses diretos do próprio deputado Mário Frias. Paralelamente, a empresa devolvia recursos ao ICB e transferia quantias à Academia Nacional de Cultura (ANC), entidade do terceiro setor gerida pela mesma administradora do ICB, a empresária Karina Ferreira da Gama. Karina também atuou como produtora da cinebiografia de Jair Bolsonaro. Para a PF, o trânsito dos recursos configurava um “circuito financeiro fechado”. “Essa circulação de recursos entre o parlamentar, a entidade executora, a empresa contratada e outra organização beneficiária não se compatibiliza com relações negociais independentes e economicamente justificadas”, diz a PF. “Ao contrário, evidencia um circuito financeiro fechado, característico de estruturas destinadas à circulação, fragmentação e reintrodução de valores entre integrantes de um mesmo núcleo de atuação”, completam os investigadores. Confusão patrimonial Os dados de inteligência financeira detalhados na decisão de Dino revelam ainda que Mário Frias efetuou remessas financeiras à empresa Go Up Entertainment Ltda., de propriedade de Karina Gama, em patamar expressivamente incompatível com os seus rendimentos declarados e com as receitas normais de suas contas bancárias. Segundo a PF, tal fator afasta o parlamentar do papel de mero autor das emendas orçamentárias. “Essa circunstância faz com que ele transcenda a condição de mero autor de emendas parlamentares posteriormente desviadas por terceiros, e coloca o parlamentar federal como participante ativo da engrenagem financeira sob investigação, realizando movimentações incompatíveis com sua capacidade econômica conhecida (…)”, afirma a PF. A investigação da Polícia Civil de São Paulo (Operação Wi-Fi) também indicou severa confusão patrimonial. O ICB, a Go Up Entertainment e a G07 Assessoria funcionavam formalmente no mesmo endereço comercial na Avenida Paulista. Além disso, peritos e delegados apontaram a identificação de faturas emitidas em sequência numérica na mesma data e com vencimentos idênticos, sem comprovação da efetiva prestação de serviços por empresas subcontratadas, além de notas fiscais de R$ 2 milhões canceladas logo após a emissão perante a Fazenda municipal. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Mastercampanha eleitoralDeputado Federalemenda parlamentarPL Partido LiberalPolícia CivilPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaSão Paulo SPSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram ‘Dark Horse’: ao retirar sigilo de investigação, Dino cita suspeita de que Frias liderou esquema criminoso de desvios 13/09/2026 Por dentro da rede de influenciadores que ataca o voto feminino no Brasil (VIDEO) 14/09/2026 Mendonça insiste no sigilo de dados de celular de Vorcaro: ‘contribuiria para tumultuar julgamento’ 13/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Correios não deveriam tirar dinheiro da saúde e educação, diz especialista (VIDEO) 30/08/2026 Mendonça homologa delação do empresário que fez repasses para Dark Horse 09/09/2026 Maior acesso a armas aumentou violência política no Brasil, aponta socióloga 19/08/2026 Flávio Bolsonaro lança ofensiva contra fim da escala 6×1 no Senado para barrar vitória de Lula 24/08/2026 Flávio Bolsonaro é investigado por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção no caso ‘Dark Horse’; Mendonça mantém inquérito sob sigilo 11/09/2026

André Mendonça tratou com Cláudio Castro (PL-RJ) sobre prisão de Sérgio Cabral (MDB-RJ); ministro diz que atuou apenas com base nos autos

Mendonça tratou com Castro sobre prisão de Cabral; ministro diz que atuou apenas com base nos autos

André Mendonça tratou com Cláudio Castro (PL-RJ) sobre prisão de Sérgio Cabral (MDB-RJ); ministro diz que atuou apenas com base nos autos OUTRO LADO: Magistrado afirma que decisões se baseiam exclusivamente nos elementos de prova; ex-governador nega que haja relação de amizade Castro chamou de ‘amigo’ e procurou ministro para ‘falar com urgência’ sobre caso Cabral; Mendonça votou contra político do PL no TSE Por Constança Rezende | Folha de S.Paulo 12/09/2026 Ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), durante uma sessão da corte. – Adriano Machado – 2.set.26/Reuters Brasília – Mensagens coletadas pela Polícia Federal e obtidas pela Folha mostram conversas no WhatsApp atribuídas ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), com o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL), tratando de processos de seu interesse. Nos diálogos, trocados na noite de 11 de novembro de 2022, Castro escreve a Mendonça, às 19h37: “Amigo, preciso falar com urgência” e completa “caso Cabral” — numa referência ao ex-governador do Rio Sérgio Cabral. Em seguida, Castro encaminha dois arquivos com pedidos de habeas corpus e alvará de soltura, objeto de julgamento do STF. Mendonça responde à mensagem às 20h25, com a descrição de um processo da 13ª Vara Federal de Curitiba que decretou a prisão preventiva de Cabral por corrupção, no âmbito da Operação Lava Jato. Após escrever essa mensagem, Mendonça completa: “ligo em alguns minutos”. Castro, então, responde com um “ok”. Sete minutos depois, Mendonça encaminha ao ex-governador um link da página do Supremo que remete ao habeas corpus movido por Cabral. O caso estava sendo julgado na Segunda Turma da corte, da qual Mendonça faz parte. Procurado, o gabinete de André Mendonça informou, em nota, que ele não mantém relação de amizade com Cláudio Castro e que os dois se conheceram institucionalmente, quando o ministro ocupava o cargo de ministro da Justiça. Também afirmou que ele não guarda registro de tratativa alguma sobre o mérito do processo mencionado e que, como é de conhecimento público, “magistrados são procurados por advogados, partes e terceiros pelas mais diversas vias”. “Tais manifestações não alteram o curso do exame dos processos, que se dá exclusivamente a partir do que consta dos autos. O voto proferido no caso está publicamente disponível, é fundamentado e reflete entendimento que o ministro aplicou de forma uniforme em casos análogos”, afirmou. Já Cláudio Castro, também em nota, disse que a sua relação com Mendonça “sempre se restringiu ao âmbito institucional, em contatos voltados a assuntos de interesse público do estado”. O mandado de prisão objeto da conversa entre Castro e Mendonça havia sido expedido pelo ex-juiz Sergio Moro em 2016, quando Cabral foi preso, e mantido pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região). O caso tratava da investigação sobre suposto pagamento de propina por executivos da Andrade Gutierrez ao ex-governador. Cabral havia sido condenado a 14 anos e 2 meses de prisão no caso. De acordo com a movimentação do processo no site do STF, no dia 24 de outubro, Mendonça havia pedido vista dos autos (quando um ministro pede mais tempo para análise). A medida aconteceu após o voto de Edson Fachin, relator do caso, que negou o recurso de Cabral. No dia 28 de novembro de 2022, portanto 17 dias após a interação de Mendonça com Castro, o ministro devolveu o processo para julgamento. Em 9 de dezembro, ele votou pela soltura de Cabral. Na ocasião, Mendonça afirmou haver excesso de prazo na detenção do ex-governador, configurando um ilegal “cumprimento antecipado de pena”. “O que há, a essa altura, é a presunção de que o agravante seguirá a cometer crimes, o que não é admitido pela jurisprudência desta corte”, escreveu ele, em seu voto. Em 16 de dezembro, com um placar de 3 votos a 2, o STF decidiu revogar a prisão de Cabral, que estava preso preventivamente havia seis anos. Cabral foi para prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica.Mendonça não é investigado. Os diálogos interceptados pela PF e vistos pela Folha foram obtidos pela Operação Sem Refino, da qual Castro foi alvo no último dia 14, em pedido autorizado pelo ministro relator do caso, Alexandre de Moraes. Moraes retirou o sigilo da operação, mas essas mensagens seguem sob reserva. A ação aponta suspeitas sobre a atuação da Secretaria de Meio Ambiente do Rio para que fossem concedidas licenças à atividade da refinaria Refit. As mensagens não deixam claro o interesse de Castro na soltura de Cabral. Os dois não tinham uma conexão política direta. Prazo de operação criticado A Polícia Federal criticou, no relatório interno usado por Moraes para contra-atacar o seu colega de tribunal, a diferença do tempo da autorização entre as operações que estão no gabinete de Mendonça relacionadas ao senador governista Jaques Wagner (PT-BA) e Cláudio Castro. De acordo com a PF, enquanto a análise por pedidos de busca contra Wagner levou nove dias, contra o ex-governador Cláudio Castro, o prazo foi de 74 dias. Castro foi alvo de operação sobre aplicações de mais de R$ 3 bilhões do Rioprevidência, fundo de pensão dos servidores do estado, no Banco Master. Policiais relataram que Castro e assessores, na véspera da operação, foram vistos saindo com caixas de um dos endereços vinculados ao ex-governador, tendo como suposto destino uma outra residência, em Petrópolis. Por isso, em 30 de maio, a PF encaminhou uma nova representação a Mendonça pedindo buscas nesse novo endereço, o que foi negado pelo ministro no dia 15 de julho. Apenas em 14 de agosto, foram autorizadas por Mendonça as buscas no local. Mendonça nega amizade O gabinete de Mendonça afirmou que a atuação do ministro nos casos envolvendo Castro é pública e verificável e que, em 26 de maio, autorizou, a pedido da Polícia Federal os mandados de busca e apreensão cumpridos na residência do ex-governador na oitava fase da Operação Compliance Zero, que trata do Master. “No Tribunal Superior Eleitoral, reconheceu a ocorrência de abuso de poder com impacto na normalidade e na legitimidade das eleições de 2022 no estado do Rio de Janeiro e consignou que a cassação seria cabível, restando prejudicada a pena diante da renúncia ao mandato”, afirmou. Por fim,

Mendonça abriu inquérito contra Flávio por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão em caso Dark Horse

Mendonça abriu inquérito contra Flávio por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão em caso Dark Horse

Mendonça abriu inquérito contra Flávio por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão em caso Dark Horse O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou em julho a abertura de inquérito para investigar o candidato a presidente e senador Flávio Bolsonaro (PL) por supostos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas no caso dos repasses feitos pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar o filme “Dark Horse”, a cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo decisão tornada pública nesta sexta-feira. Por Ricardo Brito e Lisandra Paraguassu | Reuters 11/09/2026 Candidato à Presidência Flávio Bolsonaro durante ato de campanha em Esteio, no Rio Grande do Sul 2 de setembro de 2026 REUTERS/Diego Vara BRASÍLIA – A determinação de Mendonça, que foi revelada na íntegra com a derrubada do sigilo das apurações do Banco Master atendendo a pedido do presidente do STF, Edson Fachin, foi requerida pela Polícia Federal, que defendia o aprofundamento das investigações, e teve o aval da Procuradoria-Geral da República. “Nessa perspectiva, considerando os termos da representação da Polícia Federal e a concordância da Procuradoria-Geral da República, autorizo… a instauração de procedimento investigatório… para apuração da hipótese criminal delineada pela autoridade policial”, disse Mendonça, no despacho de duas páginas. Procurada, a assessoria de Flávio Bolsonaro não respondeu de imediato a pedido de comentário. Em diversas manifestações públicas, Flávio Bolsonaro negou quaisquer irregularidades e disse que seu pedido a Vorcaro foi por um financiamento privado, sem qualquer tipo de contrapartida. Os detalhes desta investigação aberta em julho não são de conhecimento porque o caso segue sob sigilo. Na época da abertura de inquérito, em julho, a Reuters havia noticiado a determinação de Mendonça, mas não tinha detalhes das alegações para a investigação contra o presidenciável. A representação de 16 páginas da PF do dia 8 de julho, tornada pública nesta sexta-feira, detalha os indícios de participação de Flávio Bolsonaro na “viabilização e cobrança dos aportes” a Daniel Vorcaro para financiamento da produção do filme. O documento relata uma série de tratativas entre o senador e o banqueiro e pessoas ligadas a ele desde ao menos dezembro de 2024 até 16 de novembro de 2025, às vésperas da primeira fase da Operação Compliance Zero que levou à prisão pela primeira vez de Vorcaro. Nessa ocasião, Flávio Bolsonaro tentou contato com Vorcaro e, posteriormente, encaminhou mensagem afirmando: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”, segundo degravação de áudio citada na representação. “Tais elementos indicam que o Senador Flávio Nantes Bolsonaro não aparece apenas como terceiro mencionado em comunicações de outras pessoas, mas como interlocutor direto de Daniel Vorcaro em tratativas relacionadas ao financiamento da produção, inclusive com cobranças de pagamentos, reuniões presenciais e acompanhamento do andamento das gravações”, disse a PF na representação. O caso do apoio de Vorcaro a Flávio sobre o filme foi revelado em reportagem em maio do site Intercept Brasil. O documento da PF informa que foi localizado nas comunicações extraídas do aparelho celular de Vorcaro um contrato que previa “investimento total de US$24.000.000,00, correspondente, à época, a aproximadamente R$ 134 milhões” — confirmando dados reportados pelo Intercept Brasil. Segundo a PF, a dinâmica recomenda o aprofundamento das investigações para esclarecer, entre outras questões, a origem dos recursos destinados a financiar o filme, a utilização de empresas como intermediária dos pagamentos, beneficiários finais dos valores remetidos ao exterior, e o papel efetivamente exercido por Flávio Bolsonaro e outras sete pessoas na “estruturação, cobrança, execução e destinação dos aportes”. Uma outra linha sob investigação, segundo fontes da PF, é se parte dos recursos para financiar o filme teriam sido desviados e usados para bancar a estadia do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio e filho de Jair Bolsonaro que atualmente mora nos Estados Unidos. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou a favor do pedido da PF de abertura de inquérito e realização dessas diligências, além de defender a análise de eventuais propostas legislativas apresentadas por Flávio Bolsonaro que poderiam ser de interesse do Banco Master e de empresas ligadas a Daniel Vorcaro. Notícia anterior Banco MasterPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Mendonça abriu inquérito contra Flávio por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão em caso Dark Horse 11/09/2026 Fachin pede e Mendonça anuncia fim do sigilo de parte do caso Master 11/09/2026 Quando os defensores da democracia viram as costas para ela, em vez disso 10/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Vorcaro autorizou cartões de crédito com limite de R$ 300 mil para filhos de Moraes, aponta mensagem 01/09/2026 PF recebe pedido para investigar Flávio Bolsonaro em fraudes do INSS 27/08/2026 Custo da dívida brasileira só se compara a países em guerra, diz economista (VIDEO) 22/08/2026 PF: Flávio Bolsonaro atuou diretamente no financiamento de Dark Horse 11/09/2026 Fiscalização do MPRJ em complexo penitenciário apreende roteadores de internet, celulares, dinheiro e drogas 20/08/2026

PF: Flávio Bolsonaro atuou diretamente no financiamento de Dark Horse

PF: Flávio Bolsonaro atuou diretamente no financiamento de Dark Horse

PF: Flávio Bolsonaro atuou diretamente no financiamento de Dark Horse Representação registra reuniões, cobranças de pagamentos e acompanhamento das gravações pelo senador Por Matheus Leitão | Metrópoles 11/09/2026 Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Samuel Pancher / Metrópoles A Polícia Federal (PF) afirma que Flávio Bolsonaro não aparece nas investigações sobre o financiamento de Dark Horse apenas como alguém citado nas conversas de terceiros. Em representação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), a PF diz que o senador atuou como interlocutor direto do banqueiro Daniel Vorcaro nas tratativas relacionadas ao filme sobre Jair Bolsonaro. O documento registra cobranças de pagamentos, reuniões presenciais e acompanhamento do andamento das gravações pelo filho mais velho do ex-presidente. Segundo a PF, os elementos recomendam aprofundar a investigação para esclarecer o “papel efetivamente exercido” por Flávio, Eduardo Bolsonaro, Mario Frias e outros envolvidos na estruturação, cobrança, execução e destinação dos aportes. A formulação é importante porque representa conclusão formal da equipe policial depois da análise das mensagens e das movimentações financeiras. O senador sempre negou qualquer irregularidade. Notícia anterior Banco Mastercampanha eleitoralDeputado FederalPL Partido LiberalSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PF: Flávio Bolsonaro atuou diretamente no financiamento de Dark Horse 11/09/2026 PF faz operação contra suspeita de fraude em licitações de Saúde no RS 11/09/2026 Ligação de Flávio a Vorcaro coincide com última remessa para Dark Horse 11/09/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Mendonça decide deixar sociedade em instituto privado que virou alvo de questionamentos 03/09/2026 André Mendonça fritou Alexandre de Moraes, mas até agora poupou Toffoli no Master 08/09/2026 Ministério Público pede ao TSE que barre candidatura de Pablo Marçal e o impeça de participar de debates 19/08/2026 Deputado bolsonarista causa tumulto na UFBA; universidade repudia “atos de violência, intimidação e desrespeito” (VIDEO) 20/08/2026 PF recebe pedido para investigar Flávio Bolsonaro em fraudes do INSS 27/08/2026

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