Politicaria é um termo pejorativo que define a prática da política voltada para interesses particulares, mesquinhos ou clientelistas. É o famoso “toma lá, dá cá” ou a troca de favores em benefício próprio.

As consequências do 

seu voto

PF apura contrabando em avião de empresário e descobre presença de Hugo Motta e Ciro Nogueira no voo

PF apura contrabando em avião de empresário e descobre presença de Hugo Motta e Ciro Nogueira no voo

PF apura contrabando em avião de empresário e descobre presença de Hugo Motta e Ciro Nogueira no voo Inquérito foi remetido ao STF, que pediu uma manifestação da PGR sobre os fatos; parlamentares ainda não se manifestaram Por Aguirre Talento e Gustavo Côrtes | O Estado de S.Paulo 28/04/2026 Imagem da câmera de segurança do Aeroporto de Catarina (SP) mostra funcionário do empresário Fernando Oliveira Lima passando bagagens por fora do raio-x Foto: Reprodução BRASÍLIA – A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar suspeitas de descaminho ou contrabando em um voo realizado em uma aeronave particular de um empresário investigado na CPI das Bets do Senado. Esse inquérito, entretanto, foi remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF) depois que a PF constatou que quatro parlamentares acompanharam o empresário no voo: o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e os deputados Doutor Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL). Os parlamentares ainda não se manifestaram. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal Folha de S.Paulo. O Estadão teve acesso ao relatório da PF produzido na investigação. Os parlamentares foram procurados pela reportagem, mas ainda não se manifestaram. O espaço segue aberto. A aeronave pertence ao empresário Fernando Oliveira Lima, que é sócio de uma empresa de apostas online. Ele estava presente no voo com os parlamentares, que ocorreu em abril de 2025, período em que a CPI das Bets estava ativa no Senado, com a participação de Ciro Nogueira. Lima foi procurado pela reportagem, mas não se manifestou. O voo saiu da ilha de Saint Martin, um paraíso fiscal do Caribe, e pousou na noite do dia 20 de abril do ano passado no aeroporto de Catarina, em São Roque (SP), usado para aviação executiva. As suspeitas da PF surgiram a partir de uma investigação sobre a corrupção de um auditor fiscal, Marco Canella, indiciado em um outro inquérito por facilitação de contrabando ou descaminho. O auditor foi procurado, mas também não se posicionou. No caso do voo dos parlamentares, Canella permitiu que um funcionário do empresário desembarcasse no aeroporto e passasse com sete volumes de bagagem por fora do raio-X. O procedimento irregular foi gravado pelas câmeras de segurança. Ainda não foram identificados os donos das bagagens que passaram ilegalmente pelo raio-X. Como o voo era proveniente de um paraíso fiscal e o auditor já tinha sido indiciado por crimes de facilitação ao contrabando e descaminho, a PF suspeita que o conteúdo das bagagens possa ser ilegal. Durante a apuração, porém, foi constatado que parlamentares também estavam a bordo do voo. Eles passaram suas malas pelo procedimento normal de raio-X, mas não é possível saber até o momento se as bagagens que foram transportadas por fora do raio-X tinham itens pertencentes aos parlamentares. Em um relatório parcial, a PF escreveu que a continuidade das investigações pode indicar o envolvimento de algum dos parlamentares nos crimes apurados e, por isso, seria necessário o envio do caso ao STF. “Considerando que, caso as investigações tenham continuidade e indiquem que, além da conduta do Auditor Fiscal MARCO ANTÔNIO CANELLA, haja outras condutas ilícitas, bem como que uma das pessoas mencionadas no “item 9” supra tenham envolvimento, os autos devem tramitar pela CINQ/CGRC/DICOR/PF, e o Processo junto ao Supremo Tribunal Federal, motivo pelo qual, salvo melhor juízo, entendo ser temerária a continuidade das investigações sem a apreciação de tal situação pelo Poder Judiciário”, diz o despacho. Em suas redes sociais, o empresário registrou fotos da viagem, mas os parlamentares não aparecem. As imagens mostram o interior da aeronave com refeições e um mapa de bordo a destino de Saint Martin, a aeronave chegando a uma praia com mar azul claro e diversos momentos na praia. O inquérito chegou nesta semana ao STF e foi distribuído ao ministro Alexandre de Moraes. Ele enviou o caso para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR), que deve opinar se há indícios de crimes para que os fatos sejam investigados perante o Supremo. Notícia anteriorPróxima notícia CPIDeputado FederalMDB Movimento Democrático BrasileiroPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFPP ProgressistasRepublicanosSão Roque SPSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio 29/04/2026 STF julgará queixa-crime de procuradora contra Bolsonaro por calúnia 28/04/2026 TSE forma maioria para cassar governador de Roraima e tornar Denarium inelegível 28/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio STF julgará queixa-crime de procuradora contra Bolsonaro por calúnia TSE forma maioria para cassar governador de Roraima e tornar Denarium inelegível Governo interino do RJ tem mais de 800 exonerados em 15 dias; aliados de Castro estão entre os nomes da lista Governadora do Distrito Federal pedirá ajuda excepcional a Lula para cobrir rombo do Master no BRB Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

Rua em más condições dificulta tráfego no bairro Cidade Nova, em Itaperuna

Rua em más condições dificulta tráfego no bairro Cidade Nova, em Itaperuna

Rua em más condições dificulta tráfego no bairro Cidade Nova, em Itaperuna Moradores relatam riscos após chuvas; prefeitura diz que via está no cronograma de obras. Por Diego Varsi | g1 28/04/2026 Moradores relatam riscos após chuvas — Foto: Pedro Portes Itaperuna – Motoristas e pedestres enfrentam dificuldades para trafegar pela Rua Mário Veiga Silva, no bairro Cidade Nova, em Itaperuna, no Noroeste Fluminense, devido às más condições da via. Mesmo após o período de chuvas, buracos continuam abertos ao longo da rua e representam riscos para quem passa pelo local. Em alguns trechos, as irregularidades na pista dificultam a circulação e aumentam a possibilidade de acidentes. Moradores e trabalhadores da região cobram providências, já que a situação tem impactado o deslocamento diário. Em nota, a Prefeitura de Itaperuna informou, por meio da Secretaria de Obras, que a via já está incluída no cronograma de melhorias. Segundo o município, os serviços no bairro João Bedim começam nesta terça-feira e, na sequência, a equipe deve atuar na Rua Mário Veiga Silva. A prefeitura afirmou ainda que o problema é antigo e foi agravado pelas chuvas e pela inclinação da via. De acordo com o município, a atual gestão tem adotado medidas estruturantes para buscar uma solução definitiva. Notícia anteriorPróxima notícia Itaperuna RJNorte e Noroeste Fluminense Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza 05/05/2026 Quem é Thiago Rangel? Deputado estadual preso pela PF aumentou patrimônio em 700% em 2 anos 05/05/2026 Deputado estadual Thiago Rangel é preso pela PF na 4ª fase da Operação Unha e Carne 05/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza Quem é Thiago Rangel? Deputado estadual preso pela PF aumentou patrimônio em 700% em 2 anos Deputado estadual Thiago Rangel é preso pela PF na 4ª fase da Operação Unha e Carne Zema sobre aposentados: ‘Não podemos dar ganhos reais’ Em pregação, Marcos Feliciano defende candidatura de Carlos ao Senado e diz que família Bolsonaro foi ‘ungida por Deus’ Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

Flagrado com R$ 746 mil no carro disse que pegou dinheiro em reunião do Podemos

Flagrado com R$ 746 mil no carro disse que pegou dinheiro em reunião do Podemos

Flagrado com R$ 746 mil no carro disse que pegou dinheiro em reunião do Podemos Suspeito afirmou em depoimento à PRF que era “coordenador político” do Podemos. Motorista postou foto com banner do partido horas antes Por Renan Porto, Artur Rodrigues e Marcus Pontes | Metrópoles 28/04/2026 Reprodução/PRF Um homem flagrado transportando R$ 746 mil em dinheiro vivo no banco traseiro de um Hyundai HB20, na Rodovia Fernão Dias, no interior paulista, afirmou em depoimento à Polícia Rodoviária Federal (PRF) que havia pegado a quantia em uma reunião partidária do Podemos, em São Paulo, antes de seguir viagem para Minas Gerais. De acordo com o registro da ocorrência, obtido pelo Metrópoles, José do Carmo Vieira, de 66 anos, disse aos agentes da PRF que era “coordenador político” do Podemos, contou que o dinheiro seria utilizado para “fazer alguns pagamentos” e não soube informar qual seria a origem do montante. No momento da abordagem, ocorrida no dia 9 de abril, na cidade de Vargem, o suspeito estava no banco do passageiro, enquanto quem dirigia o veículo era o policial civil aposentado Sergio Felipe, de Minas Gerais. Eles foram levados à Polícia Federal (PF) de Campinas para averiguação por possível crime de lavagem de dinheiro e crime eleitoral. Horas antes, Sergio Felipe havia publicado em seu perfil no Instagram um story em frente a um banner com o anúncio de um evento da Fundação Juntos Podemos, controlada pelo partido, que ocorreria dois dias depois. A agenda contou com a participação da presidente da legenda, Renata Abreu, e de cinco deputados federais paulistas. “Em evento do Podemos em São Paulo”, escreveu o policial aposentado. Por meio de nota, o Podemos afirmou que “acompanha atentamente as investigações em curso e aguardará sua conclusão para se manifestar”. Ainda segundo o partido, José do Carmo Vieira “não é filiado ao Podemos e não ocupa função formal na legenda”. Dinheiro vivo na estrada A apreensão do dinheiro vivo ocorreu no km 7 da Rodovia Fernão Dias, na cidade de Vargem. Em depoimento, os agentes da PRF envolvidos na ocorrência disseram que os suspeitos demonstraram nervosismo e começaram a dar explicações antes mesmo de serem questionados. No banco de trás, os policiais encontraram a caixa de papelão onde as notas de reais estavam escondidas. No registro da ocorrência, a PRF apontou que José do Carmo Vieira é sócio da empresa Mar de Minas Cooperativa de Transportes, que tem contrato com uma prefeitura mineira para o transporte de passageiros intermunicipal utilizando vans e ônibus. Sergio Felipe é membro da Comissão Regional de Transportes e Trânsito (CRTT). Procurado por telefone, Sergio Felipe desligou assim que a reportagem o questionou sobre a apreensão. O Metrópoles não conseguiu contato com José do Carmo Vieira. O espaço segue aberto para a manifestação. Notícia anteriorPróxima notícia PodemosPolícia CivilPolícia Federal PFPRF Polícia Rodoviária FederalVargem SP Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

Ponte de Ferro completa dois meses interditada e segue em fase final de estudos técnicos em Campos dos Goytacazes

Ponte de Ferro completa dois meses interditada e segue em fase final de estudos técnicos em Campos dos Goytacazes

Ponte de Ferro completa dois meses interditada e segue em fase final de estudos técnicos em Campos dos Goytacazes Estrutura permanece fechada e autoridades reforçam alerta contra travessias irregulares. Por Edson Araújo | g1 28/04/2026 Ponte de Ferro em Campos dos Goytacazes — Foto: Junior Martins/Secom Campos Campos dos Goytacazes – A Ponte Barcelos Martins, conhecida como Ponte de Ferro, completou nesta terça-feira (28) dois meses de interdição em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, e segue na fase final de estudos técnicos para avaliação da estrutura. A ponte permanece totalmente fechada para veículos, pedestres e ciclistas por questões de segurança. Nesta segunda-feira (27), engenheiros consultores da Secretaria de Estado de Cidades estiveram no município junto com equipes técnicas da Prefeitura para avançar nos estudos sobre as condições da ponte. O trabalho envolve a análise de dados coletados após o cedimento de um dos pilares da estrutura. Antes dessa etapa, já haviam sido realizados serviços de monitoramento estrutural, alinhamento, nivelamento, além de batimetria e sondagem do solo no leito do Rio Paraíba do Sul. Todo o material técnico reunido está sendo utilizado para embasar as avaliações em andamento. Enquanto os estudos continuam, a ponte segue interditada. O Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT) reforçou que a travessia pelo local é proibida em qualquer circunstância. Segundo o órgão, equipes precisaram intensificar a fiscalização após o registro de pessoas que retiraram tapumes de bloqueio para atravessar a ponte, o que representa risco elevado de acidentes. Até o momento, o acesso continua restrito por questões de segurança, e as autoridades reforçam a orientação para que a população respeite a interdição. Notícia anteriorPróxima notícia Campos dos Goytacazes RJNorte e Noroeste Fluminense Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza 05/05/2026 Quem é Thiago Rangel? Deputado estadual preso pela PF aumentou patrimônio em 700% em 2 anos 05/05/2026 Deputado estadual Thiago Rangel é preso pela PF na 4ª fase da Operação Unha e Carne 05/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza Quem é Thiago Rangel? Deputado estadual preso pela PF aumentou patrimônio em 700% em 2 anos Deputado estadual Thiago Rangel é preso pela PF na 4ª fase da Operação Unha e Carne Zema sobre aposentados: ‘Não podemos dar ganhos reais’ Em pregação, Marcos Feliciano defende candidatura de Carlos ao Senado e diz que família Bolsonaro foi ‘ungida por Deus’ Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

Deputado do PT blinda governo Lula, segura 600 pedidos e barra questões sobre Banco Master

Deputado do PT blinda governo Lula, segura 600 pedidos e barra questões sobre Banco Master

Veja momento em que sargento da PM é executado no RJ (VIDEO) Oposição vê manobra de integrante da Mesa Diretora para evitar desgaste ao Palácio do Planalto; deputado diz que tramitação é complexa, mas que requerimentos seguem fluxo institucional mesmo diante de alto volume Por Weslley Galzo | O Estado de S.Paulo 28/04/2026 O deputado Carlos Veras (PT-PE) Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados BRASÍLIA – O primeiro-secretário da Câmara, deputado federal Carlos Veras (PT-PE), travou em seu gabinete os requerimentos de informações apresentados por dezenas de colegas ao governo federal neste ano. Levantamento realizado pelo Estadão mostra que dos 1005 documentos apresentados por deputados, 601 aguardam o envio pelo petista à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula (PT). Constam entre os documentos não enviados 11 pedidos de informações sobre a atuação do governo Lula relação ao escândalo do Banco Master. As demandas envolvem desde explicações sobre a contratação de pessoas ligadas ao Executivo pelo banqueiro Daniel Vorcaro a informações concretas sobre a exposição de fundos previdenciários da União em investimentos do banco. Em nota, Veras afirmou que “todos os Requerimentos de Informação recebidos pela Primeira-Secretaria seguem regularmente esse fluxo institucional, mesmo diante do elevado volume de demandas”. O deputado afirma ter encaminhado ao governo 1271 proposições de deputados, mas, conforme as informações disponibilizadas pela Câmara, apenas 1005 requerimentos foram apresentados neste ano. O Estadão questionou a diferença dos números, mas não obteve resposta (leia a nota completa ao final). O trâmite legislativo de requisição de informações e documentos ao governo federal envolve três diferentes membros da Mesa Diretora da Câmara e depende de publicação no Diário Oficial da Casa. A despeito da burocracia, tem sido nas mãos de Veras que os pedidos têm emperrado. Na condição de primeiro secretário, o deputado é o responsável direto pelo envio dos requerimentos de parlamentares aos órgãos do Poder Executivo. Antes de chegarem à mesa de Veras, os documentos passam pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, que por regra designa como relator o primeiro vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ), a quem cabe apresentar um parecer sobre o pedido. Uma vez apresentado o relatório, o caso retorna a Motta, que, na quase totalidade dos casos, aprova o pedido e o encaminha a Veras para envio ao governo. Dentre os 1005 requerimentos apresentados neste ano, apenas um aguarda despacho de Motta e outros 17 ficaram representados por demora do presidente da Casa em designar um relator. Existem outros 100 documentos parados “aguardando encaminhamento”, conforme classificação da Câmara. Isso significa que os pedidos chegaram à Mesa Direita, mas ainda não foi dado início ao processo burocrático. A trava nesta etapa pode ser atribuída aos servidores. Em nota, a Câmara afirmou que “os requerimentos de informação ao Poder Executivo, apresentados pelos deputados, seguem um trâmite interno e que “atualmente todos os pedidos estão em tramitação regular”. “Importante ressaltar que o número de requerimentos de informação apresentados aumentou expressivamente nos últimos anos. Enquanto a média anual entre 2015 e 2024 foi de 1.755 protocolos, somente em 2025 foram efetivamente enviados 7.281 requerimentos aos órgãos do Executivo. Em 2026, em menos de quatro meses, foram 1.271 remessas”, acrescentou, repetindo o número citado por Veras que diverge dos dados disponíveis publicamente no Portal da Câmara. Veras encaminhou ao governo Lula o equivalente a um terço (374) dos casos que chegaram ao seu gabinete. As regras de requisição de informações ao Poder Executivo estão descritas no regimento interno da Câmara e na Constituição, que não fixam prazo para que o primeiro-secretário envie os pedidos. Em 2025, quando Veras tomou posse no cargo, apenas um dos mais de 7 mil requerimentos que passaram pelas suas mãos não foi enviado ao governo. É por esse motivo que integrantes da oposição ouvidos pelo Estadão têm avaliado como manobra política o represamento de pedidos neste ano. Além de explicações sobre a participação do governo Lula no caso Master, há ainda pedidos de informações sobre os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em regiões específicas; explicações sobre programas sociais, como o Gás do Povo; detalhamento da implementação de iniciativas, a exemplo Sistema Nacional de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas; e cobranças por mais transparência sobre medidas do governo. “Eu atribuo essa dificuldade em 2026 a um problema de governança e de compromisso com a transparência. Tenho mais de 50 pedidos de informações que ainda não foram enviados aos ministérios e continuam represados na presidência da Câmara”, afirma a deputada Adriana Ventura (NOVO-SP), uma das parlamentares com o maior número de requerimentos enviados. “Quando o requerimento fica represado e, depois, o Executivo responde fora do prazo ou sem materialidade, o controle parlamentar perde efetividade. Requerimento de informação é um instrumento constitucional e precisa ser tratado como tal, com celeridade e completude”, completou. Já os deputados da base minimizam a acusação de represamento e veem nas diversas requisições da oposição uma estratégia para se posicionar em relação às entregas do governo. “O governo Lula tem muitas ações e deixa a oposição maluca tendo que saber tudo que está acontecendo”, defendeu o deputado federal Rogério Correia (PT-MG). Na sexta-feira (24), após o contato da reportagem com o deputado, 65 requerimentos foram enviados ao governo, reduzindo o número inicial para 536. Leia a íntegra da nota do deputado Carlos Veras O Requerimento de Informação é uma proposição legislativa prevista no Regimento Interno da Câmara dos Deputados, que segue um fluxo institucional próprio, com critérios e etapas que são cumpridos ao longo de sua tramitação. Os dados do portal demonstram o alto volume, mas não dão conta da complexidade da tramitação. Nos últimos anos, a média anual de requerimentos apresentados à Câmara dos Deputados foi de aproximadamente 1.700. Em 2025, todos os requerimentos de informação recebidos pela Primeira-Secretaria foram devidamente encaminhados, totalizando mais de 7 mil proposições, o que evidencia o volume expressivo dessa atividade. Em 2026, já foram encaminhadas 1271 proposições pela Primeira-Secretaria, o que demonstra a continuidade desse fluxo intenso de trabalho. Todos os Requerimentos de Informação recebidos pela Primeira-Secretaria seguem regularmente esse fluxo institucional, mesmo diante do elevado volume de demandas. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJSão João de Meriti RJTJ-RJ MPRJ obtém decisão que

Auditor apontado como líder de esquema no Porto do Rio foi chefe da alfândega sob Bolsonaro

Auditor apontado como líder de esquema no Porto do Rio foi chefe da alfândega sob Bolsonaro

Auditor apontado como líder de esquema no Porto do Rio foi chefe da alfândega sob Bolsonaro Pedro Antônio Pereira Thiago, um dos 17 auditores-fiscais afastados do cargo na Operação Mare Liberum, deflagrada hoje pela Corregedoria da Receita Federal em conjunto com a PF e o MPF, foi nomeado delegado da Alfândega da Receita no Porto do Rio de Janeiro no governo de Jair Bolsonaro, em dezembro de 2020, e substituído na gestão de Lula, em novembro de 2023. Por Gustavo Maia | O Globo 28/04/2026 Navio porta-contêineres no Porto do Rio de Janeiro — Foto: Dado Galdieri/Bloomberg/16/07/2025 Ele foi apontado pelas investigações como um dos líderes do esquema. Internamente, houve muita pressão contra a substituição e também para que ele fosse nomeado para cargos relevantes. Pedro Thiago é conhecido dentro da Receita como bolsonarista, e inclusive segue membros da família com Michelle e Flávio nas redes sociais. O esquema começou a ser investigado em 2022, a partir de controles internos da corregedoria e denúncias, e movimentou R$ 86,6 bilhões em mercadorias, de julho de 2021 a março de 2026, com pagamento de dezenas de milhões de reais em propinas. No início deste mês, Pedro Thiago ganhou aposentadoria voluntária com proventos integrais. A portaria que concedeu o benefício foi publicada no Diário Oficial da União em 8 de abril. Notícia anteriorPróxima notícia MPF Ministério Público FederalPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaReceita Federal Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

Investigado por atuação para o PCC usou heliponto do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de SP, em 2022

Investigado por atuação para o PCC usou heliponto do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de SP, em 2022

Investigado por atuação para o PCC usou heliponto do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de SP, em 2022 Homem está preso por tráfico de drogas e é acusado de lavar dinheiro para a facção criminosa Por Sérgio Quintella e Aline Ribeiro | O Globo 28/04/2026 Fachada do Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi — Foto: Governo de São Paulo São Paulo – A Polícia Civil de São Paulo apura a utilização do heliponto do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, por um empresário investigado de lavar dinheiro para o PCC. O caso ocorreu em março de 2022, durante o último mês da gestão de João Doria, então no PSDB. O local foi usado pelo empresário João Gabriel de Melo Yamawaki, que está preso desde fevereiro deste ano por tráfico de drogas. Os investigadores descobriram, por meio de quebra de sigilo telemático e apreensão de celulares, que quem conseguiu a autorização para o pouso no Bandeirantes foi o ex-vereador de Santo André Thiago Rocha de Paula, também detido e suspeito de ser articulador político da organização criminosa. Após descer no heliponto, Yamawaki foi ao estádio do Morumbi, a menos de um quilômetro da sede do governo, para acompanhar um jogo do São Paulo contra o Palmeiras. “O que resta saber é se as informações dadas acerca dos motivos para pouso da aeronave foram minimamente verificadas, pois é extremamente grave que com um simples pedido e informando apenas que uma “delegação do Japão” estaria embarcada em um helicóptero, consiga-se pousar tão facilmente dentro do Palácio do Governo. É necessário ainda verificar se as informações não foram imediatamente auditadas/verificadas, e se houve conivência de um ou mais servidores públicos que trabalham no Palácio dos Bandeirantes. Surpreendeu-nos ainda a rapidez com que todo esse trâmite se desenvolveu, já que as tratativas se iniciaram as 8h58 e a autorização deferida as 14h23”, diz um trecho do inquérito que trata do caso, obtido pelo GLOBO. Questionado sobre os detalhes da utilização do espaço, sobretudo porque os dados ficam armazenados, o Palácio dos Bandeirantes enviou a seguinte nota: “O caso mencionado ocorreu em março de 2022, portanto, sem qualquer relação com a atual gestão. A autorização para pousos e decolagens no heliponto do Palácio dos Bandeirantes segue critérios técnicos e operacionais determinados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC)”. Procurado, o ex-governador João Doria não quis se pronunciar. Segundo pessoas próximas a ele, as autorizações para pouso e decolagem no palácio nem chegam ao governador, o que é feito pela Casa Militar. A assessoria do Palácio dos Bandeirantes, sob gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), não respondeu até a conclusão da reportagem. Operação Contaminatio A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na segunda-feira (27), seis integrantes de uma organização criminosa suspeita de se infiltrar em prefeituras para lavar dinheiro obtido principalmente com o tráfico de drogas. Batizada de Operação Contaminatio, a ação também cumpriu 22 mandados de busca e apreensão e resultou no bloqueio judicial de mais de R$ 513 milhões em bens e ativos ligados aos investigados. As diligências são conduzidas pela Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi das Cruzes e ocorrem simultaneamente em São Paulo, Guarulhos, Santo André, Mairinque, Campinas, Ribeirão Preto e Santos, além de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Brasília e Londrina. Segundo a polícia, a investigação é um desdobramento da Operação Decurio, deflagrada em agosto de 2024. Na ocasião, foram apreendidos dispositivos eletrônicos que, após análise, “revelaram um esquema sofisticado de movimentação financeira ilícita”. A partir dos dados coletados e de relatórios de inteligência financeira, os investigadores identificaram uma estrutura voltada não apenas ao tráfico de drogas, mas também à lavagem de dinheiro. De acordo com a apuração, a facção criminosa Primero Comando da Capital (PCC) teria criado um chamado “núcleo político”, destinado a acessar recursos públicos e ampliar seus negócios. Entre as estratégias identificadas estariam o apoio e o financiamento de candidaturas alinhadas aos interesses da organização. A polícia também apontou o envolvimento de pessoas ligadas a administrações municipais, entre elas ao menos uma servidora comissionada que manteria relação com um integrante de alto escalão do grupo criminoso. – A gente verificou que eles, além de ampliarem o braço político deles, os contatos políticos, eles queriam usar a estrutura financeira que eles tinham aí, essa fintech, para poder entrar nos municípios de interesse e fazer a gestão dos recursos públicos, para servir como se fosse um meio de pagamento desses municípios para recebimento de tributos, recebimento de taxas, gerenciar alguns programas como nota fiscal premiada que alguns municípios têm, assim como alguns estados. Então essa era a ideia deles, fazer a lavagem de dinheiro do crime dentro dessas prefeituras – afirma o delegado Fabricio Intelizano, da Delegacia Seccional de Mogi das Cruzes. Quem são João Gabriel e Thiago de Paula João Gabriel de Melo Yamawaki é apontado pelos investigadores como um dos principais operadores financeiros do PCC. Preso em fevereiro no Tocantins, ele estava foragido da polícia paulista. Yamawaki teria criado um banco digital chamado 4TBANK, com sede em um prédio no centro de Palmas, capital do estado em que foi preso. De acordo com as investigações, a instituição realizava movimentações financeiras ilegais que podem chegar a R$ 8 bilhões. Além disso, João Gabriel também estaria envolvido na venda direta de drogas. Sua defesa não foi localizada. Ex-vereador de Santo André, no ABC, Thiago Rocha de Paula é apontado como o principal articulador político do PCC. Sua ideia, ainda de acordo com os investigadores, seria infiltrar o grupo criminoso em prefeituras, por meio de contratos e convênios. Em um pedido de liberdade feito ao Superior Tribunal de Justiça, em janeiro do ano passado, a defesa afirmou que Rocha não possui relação com a suposta quadrilha. “Seu nome é apenas inserido naquilo que se denominou núcleo 5 – atividades políticas e/ou vínculos junto à administração pública. Tampouco argumenta-se qual seria a real função de cada uma das muitas medidas adotadas. Ora, o paciente desafortunadamente se encontra listado no rol de pessoas investigadas e contra ele pesam graves medidas que foram aplicadas indiscriminadamente, em cascata”, disse sua defesa, na ocasião em que

TCE flagra contratos para parentes de vereadores e superfaturamento de obras com emendas Pix em SP

TCE flagra contratos para parentes de vereadores e superfaturamento de obras com emendas Pix em SP

TCE flagra contratos para parentes de vereadores e superfaturamento de obras com emendas Pix em SP Prefeituras não têm sistemas de controle interno para fiscalizar as próprias despesas Auditoria analisou 66 emendas de 2023 a 2025 que totalizaram R$ 52 milhões Por Bruno Ribeiro | Folha de S.Paulo 27/04/2026 Sede do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, na Sé, região central da capital – Divulgação TCE-SP – 3.dez.25 São Paulo – Uma auditoria inédita do TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) sobre o pagamento de emendas Pix de deputados estaduais e vereadores paulistas mostrou que esses recursos vão, em sua maioria, para obras e serviços feitos sem plano de trabalho, o que torna impossível rastrear se o dinheiro foi gasto como prometido. Na auditoria especial, que se debruçou sobre 66 emendas de 2023 a 2025 a prefeituras e entidades filantrópicas, além de obras feitas sem licitação adequada, o corpo técnico do TCE encontrou emendas pagas a entidades controladas por parentes dos políticos que as indicaram e indícios de superfaturamento. Os deputados estaduais autores das emendas afirmaram desconhecer os resultados da fiscalização do TCE-SP e prometeram tomar providências. As prefeituras que retornaram o contato da Folha afirmaram que não foram notificadas pelo órgão de controle ou negaram irregularidades. As emendas Pix são repasses a prefeituras sem a necessidade de que elas assinem convênios específicos com o governo estadual. Elas ficam na classe das emendas impositivas – gastos que o Executivo tem obrigação de fazer. Na esfera federal, as apurações de desvio de finalidade relacionadas a esses gastos são alvo de inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal), com decisões do ministro Flávio Dino que chegaram até, no ano passado, à suspensão desses repasses para algumas prefeituras. Em São Paulo, para elaborar um diagnóstico sobre transparência, rastreabilidade e regularidade dos gastos, como determina o STF, o TCE selecionou emendas a partir de uma análise de riscos, entre quase 2.000 emendas pagas, e elaborou a amostra com 66 repasses para 59 prefeituras, que totalizaram R$ 52 milhões. Cerca de 30% desse valor foi composto por transferências municipais – de cidades que pagam emendas Pix de vereadores para organizações sociais. A partir do levantamento prévio, o escrutínio foi da indicação parlamentar ao término do serviço, o que incluiu inspeções em campo. O período em foco foi 2024, incluindo emendas indicadas em 2023 e serviços pagos em 2025. Os casos que mais chamaram a atenção dos auditores foram cinco ocorrências de indícios de sobrepreço ou superfaturamento e quatro de conflito de interesses, incluindo beneficiários de emendas ligados a políticos. Um deles foi uma emenda de R$ 300 mil indicada pelo deputado estadual Guto Zacarias (Missão) para a compra de coletes balísticos para a GCM (Guarda Civil Municipal) de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Segundo o relatório, a ata de registro de preços usada para a compra abrangia coletes e capas, mas as capas não foram entregues, o que resultou em um superfaturamento de R$ 42 mil. Zacarias disse à Folha que cobraria explicações. “Sou o deputado que mais destinou emendas para a segurança pública e quero saber todos os detalhes de cada centavo enviado”, disse. Ele encaminhou cópia de ofícios feitos ao Ministério Público e à Alesp (Assembleia Legislativa), após o contato com a reportagem, para pedir providências. Já a prefeitura afirmou que a compra foi regular. Em outro caso, a emenda foi da deputada estadual Dani Alonso (PL), de R$ 300 mil, para reforma da quadra de uma escola em Mineiros do Tietê. Embora o dinheiro tivesse sido liberado, a obra não tinha plano de trabalho e, quando os fiscais foram à escola, viram que ela estava paralisada. A deputada afirmou que não acompanha o passo a passo da execução de cada emenda, mas sim o término das obras e que, quando há apontamentos de órgãos de controle, busca informações. “Nesse caso específico, vamos buscar esclarecimentos sobre a paralisação”, afirmou Alonso. A prefeitura não se manifestou. Já em Santa Isabel, a prefeitura recebeu R$ 350 mil do deputado Jorge do Carmo (PT) para a construção de uma ponte na estrada Diniz Alberto Lopes. A ponte foi feita sem projeto básico, por meio de um pregão presencial e sem estar no orçamento da cidade. Para o TCE, as práticas indicam gastos irregulares. A Prefeitura de Santa Isabel também não respondeu. Jorge do Carmo disse que acompanhou a execução das obras da ponte, mas que não sabia que a construção não tinha projeto. “O prefeito não me mostrou, mas também não pedi”, disse. O deputado afirmou que seu papel foi acompanhar se a obra foi feita e se o recurso foi empregado (disse que a visitou após o término do trabalho). Entre os repasses feitos a parentes de políticos, um dos casos apontados pelo TCE foi o do vereador de Sorocaba Fábio Simoa (Republicanos). De acordo com o órgão, ele indicou uma emenda de R$ 105 mil para uma entidade social gerenciada por parentes de outro vereador da cidade. O mesmo fez Reynaldinho (PSD), de Arujá, com um repasse de R$ 309,8 mil para uma entidade presidida por seu filho, de acordo com a auditoria. O STF proibiu a prática. Simoa disse, em nota enviada após a publicação deste texto, que outros vereadores também indicaram emendas para a entidade citada pelo TCE e que o presidente da organização não tem vínculo de parentesco com nenhum dos membros da Câmara. Ele disse estar à disposição para esclarecimentos. Reynaldinho não respondeu. Ao longo das 66 emendas que passaram pelo raio-x, os auditores encontraram obras com planilhas de preços infladas, veículos comprados pelas prefeituras que estavam parados em pátios e entidades que deveriam realizar atendimento para pets, mas estavam fechadas. Além dos casos individuais, o TCE identificou uma falha estrutural no modelo: ao receber recursos extras sem convênios com o governo, os recursos em geral vão para as contas comuns das cidades, usados em gastos de custeio, o que impossibilita o rastreamento. Para o órgão, as irregularidades encontradas decorrem de “falhas sistêmicas de transparência, governança e atuação insuficiente dos órgãos de controle interno”. Das 66 emendas vistoriadas, 58 foram para atividades sem plano de trabalho, o que dificulta qualquer acompanhamento para

Ex-presidente da OAB assume defesa de Sérgio Cabral no STJ

Ex-presidente da OAB assume defesa de Sérgio Cabral no STJ

Ex-presidente da OAB assume defesa de Sérgio Cabral no STJ Felipe Santa Cruz, ex-presidente da OAB e ex-secretário de Eduardo Paes, assumiu a defesa de Sérgio Cabral no STJ. Por Rodrigo Castro | O Globo 27/04/2026 Felipe Santa Cruz assumiu defesa de Sérgio Cabral — Foto: Reprodução O advogado entra na reta final do processo para auxiliar o escritório Proetti Advogados. O subestabelecimento foi protocolado na última sexta-feira. O caso em questão é o uso particular de helicópteros do governo do Rio de Janeiro, pelo qual Cabral foi condenado a 11 anos e oito meses de reclusão pelo TJRJ. Sua ex-mulher Adriana Ancelmo pegou oito anos e quatro meses de prisão. A sentença, proferida em 2021, também determinou o pagamento de uma indenização de R$ 19,9 milhões ao Estado. O ex-casal foi denunciado em 2018 pelo Ministério Público. Na denúncia, Cabral foi acusado de ter usado o helicóptero em mais de 2 mil voos particulares durante seus dois mandatos. As viagens, de acordo com o MP, foram para transporte de familiares, amigos, funcionários e políticos. O julgamento no STJ está previsto para o próximo dia 5 de maio. A relatora é a ministra Marluce Caldas. A propósito, Santa Cruz e Cabral são próximos. Em 2023, o ex-presidente da OAB publicou uma foto com o ex-governador na qual citou “tantos anos de injustiça”. O registro foi apagado após críticas. Notícia anteriorPróxima notícia STJ Superior Tribunal de JustiçaTJ-RJ Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

‘Buraco fake’ usado como cenário para prefeito tiktoker custou R$ 19 mil, usou 7 veículos e 15 funcionários, aponta relatório técnico (VIDEO)

‘Buraco fake’ usado como cenário para prefeito tiktoker custou R$ 19 mil, usou 7 veículos e 15 funcionários, aponta relatório técnico (VIDEO)

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Novo documento que será entregue ao MP detalha uso de 15 funcionários e 7 veículos na suposta farsa em Sorocaba (SP). Por Marcel Scinocca | g1 Sorocaba e Jundiaí 27/04/2026 Saae de Sorocaba teria ‘fabricado’ problema em rua para prefeito tiktoker gravar vídeo para as redes sociais, dizem funcionários — Foto: Reprodução/Instagram O “buraco fake” que teria servido de cenário para um vídeo viral do prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga (Republicanos), conhecido como prefeito tiktoker, custou ao menos R$ 19,7 mil aos cofres públicos, segundo um novo dossiê elaborado por servidores do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), autarquia responsável pelo abastecimento de água e rede de esgoto na cidade. O documento, obtido pelo g1 nesta segunda-feira (27), foi feito por um grupo de servidores da autarquia e detalha o uso de 15 funcionários e sete veículos na suposta farsa e será encaminhado ao Ministério Público para embasar as investigações sobre o caso. Duas denúncias já foram protocoladas ao órgão sobre o tema. Além dos funcionários do Saae de Sorocaba, moradores do local onde o buraco foi aberto também relatam problemas relacionados à situação. Eles, inclusive, citam que a equipe esperou no local até o vídeo ser gravado pelo prefeito (leia mais abaixo). O material cita falsidade ideológica em série, com Registro de Atendimento (RAs), e Ordens de Serviços (OSs) falsos, prevaricação de chefias e diretores, desvio de finalidade, improbidade administrativa, dano ao erário, entre outros. O novo documento detalha a estrutura mobilizada para o suposto buraco fake: 15 funcionários do Saae; 7 veículos, incluindo caminhão pipa, caminhão de aterro e retroescavadeira; 2 empresas terceirizadas, uma para drenagem e outra para o reparo do asfalto.   O trabalho na via também contou com a prestação de serviço de duas empresas terceirizadas: uma contratada para fazer o trabalho de drenagem e a outra para cuidar do reparo do asfalto. Com base nesses dados, os servidores estimam um prejuízo de pelo menos R$ 19,7 mil aos cofres públicos. O documento lembra que no, vídeo gravado pelo prefeito, uma pessoa cai dentro do buraco recém-aberto. “O buraco continha ou havia contido esgoto (rede de esgoto do Saae). Risco de contaminação biológica e gases tóxicos (metano, sulfeto)”, reforça. O que dizem os órgãos fiscalizadores e envolvidos A Prefeitura de Sorocaba disse que prestará todos os esclarecimentos diretamente ao Ministério Público, caso o órgão solicite. Também reiterou que a vala foi aberta para obra de manutenção em rede de esgoto. “Houve troca de abraçadeira danificada, com conclusão da manutenção no mesmo dia, seguida da recomposição do pavimento da via, conforme protocolos operacionais da autarquia. A intervenção ocorreu a partir de solicitação de serviço devidamente registrada pelo Saae/Sorocaba, seguindo fluxo interno de controle.” O Ministério Público do Estado de São Paulo foi questionado sobre a evolução das denúncias feitas sobre o caso após as denúncias feitas na quinta-feira (23). Em nota, o órgão respondeu que não havia novidades até esta segunda-feira (27). O Ministério Público do Trabalho (MPT) disse que está ciente do caso, mas afirmou não ter recebido nenhuma denúncia formal sobre assédio dentro da autarquia. ‘Equipe parada esperando o prefeito’ A denúncia dos servidores é reforçada pelo relato de moradores. Um vizinho, que não quis se identificar, contou ao g1 que a equipe do Saae ficou parada esperando o prefeito chegar para a gravação. “A gente vê uma equipe ficar parada meio período, […] e não é o procedimento padrão que a gente vê aí do Saae”, disse. O mesmo morador disse que estranhou a agilidade do serviço. “Eu tive um problema que eles levaram um mês para resolver. E agora, no mesmo dia virem, abrirem o buraco e fecharem, isso é algo inédito, né?”, questiona. O morador também afirma que não havia nenhum problema aparente na via antes da obra. “Eu passo todo dia aqui pela rua por causa do trabalho e, se fosse alguma coisa recorrente, a gente teria percebido”, disse. MP analisa denúncias O caso ganhou repercussão nacional após o g1 ter acesso, com exclusividade, a todo o material envolvido na operação, incluindo ordens de serviço que, segundo os servidores, foram criadas para justificar a intervenção no local. Os funcionários relatam a abertura de procedimentos falsos para legitimar o uso de servidores e o eventual pagamento à empresa privada. Sobre o vídeo Publicado no perfil pessoal de Rodrigo Manga no mesmo dia em que a operação aconteceu, a gravação mostra o prefeito em um cenário de obra, acompanhado de servidores e máquinas do Saae. Inicialmente, um personagem mostra o que ele classifica como “buraco raso” e, em seguida, um “buraco fundo”, dizendo que “em Sorocaba, não está fácil não”. Manga aparece em frente ao buraco aberto com retroescavadeira, como se fosse uma intervenção da prefeitura. Servidores do Saae e equipamentos públicos estão presentes, compondo o cenário. O tom do vídeo é de prestação de contas e divulgação de ações da administração municipal, com linguagem voltada para redes sociais, reforçando a imagem de Manga como o “prefeito tiktoker”. Até sexta-feira (24), o vídeo de 19 segundos gravado no local acumulava mais de 6,5 milhões de visualizações somente no Instagram e somava mais de 330 mil curtidas. As contradições nos documentos A denúncia original, feita por servidores do Saae, é sustentada por uma série de inconsistências nos registros oficiais da obra: Fotos idênticas: Um relatório que deveria mostrar o “antes” e o “depois” do reparo usa a mesma foto para as duas situações. Local errado: As fotos do relatório foram tiradas a cerca de 70 metros de onde o buraco para o vídeo foi aberto. “Não é vazamento do Saae”: Um dos documentos de serviço traz a anotação de que o problema não era de responsabilidade da autarquia. Poço de vistoria intacto: O vídeo mostra que a tampa de um poço de vistoria, que precisaria ser aberto para o suposto reparo, sequer foi movimentada.   A mobilização de servidores e equipes para realizar o reparo também chamou a atenção. Ao menos dez servidores foram deslocados para a ocorrência. “Não havia

Bolsonaro não tem “nenhuma vocação para a vida pública”, diz Kassab

Bolsonaro não tem "nenhuma vocação para a vida pública", diz Kassab

Bolsonaro não tem “nenhuma vocação para a vida pública”, diz Kassab Presidente do PSD afirmou que gestão do ex-presidente se sustentou em bons ministros e elogiou Paulo Guedes, a quem chamou de “presidente da economia” Por Stêvão Limana e Manoela Carlucci | CNN Brasil 27/04/2026 Gilberto Kassab, presidente do PSD • Esfera Brasil O presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “não tinha vocação para a vida pública”. A declaração foi feita durante um evento empresarial em São Paulo. Segundo Kassab, o cenário eleitoral de 2018 favoreceu a vitória de quem se colocasse contra o PT. “O Brasil não podia mais ouvir falar no PT, e Bolsonaro acabou assumindo. Sinceramente, sem nenhuma vocação para a vida pública”, disse. Apesar das críticas, ele destacou que o governo se sustentou por conta de nomes fortes na equipe econômica, citando Paulo Guedes como peça-chave. “Ele praticamente comandava a economia e teve papel muito importante”, afirmou. Kassab também fez ressalvas à atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontando dificuldades na condução econômica e questionando a eficiência administrativa do governo federal. As declarações acontecem em meio à movimentação política visando as próximas eleições presidenciais, com o PSD buscando ampliar seu espaço no cenário nacional. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPSD Partido Social DemocráticoPT Partido dos Trabalhadores PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo 02/05/2026 Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ 02/05/2026 Bolsonarismo ao lado de Moraes 02/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ Bolsonarismo ao lado de Moraes Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital no DF: “Imunda” Redução de pena para os golpistas do 8 de Janeiro é crime continuado Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

Mineradoras alvos de ações e multas ambientais receberam R$ 90 milhões em isenções fiscais

Mineradoras alvos de ações e multas ambientais receberam R$ 90 mi em isenções fiscais

Mineradoras alvos de ações e multas ambientais receberam R$ 90 milhões em isenções fiscais Sem critérios socioambientais, legislações sobre benefícios fiscais permitem isenções de impostos a mineradoras de ouro na Amazônia Legal autuadas por infrações ambientais e implicadas em irregularidades por órgãos de controle Por Carolina Bataier | Repórter Brasil 27/04/2026 Uma das companhias beneficiadas com isenções de impostos foi multada pelo Ibama em meio a investigações sobre a compra, venda e uso ilegal de mercúrio na mineração de ouro (Foto: Divulgação Hermes II/Ibama) MINERADORAS DE OURO com histórico recente de infrações ambientais, implicadas por órgãos de controle em irregularidades e em conflito com comunidades obtiveram R$ 90,1 milhões em isenções de impostos federais entre 2024 e 2025, mostra levantamento exclusivo da Repórter Brasil. Em Cuiabá, capital do Mato Grosso, a Mineração Aricá obteve isenções fiscais mesmo após um embargo (interdição) registrado pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis) no âmbito de uma operação da Polícia Federal que investiga o uso ilegal de mercúrio. Outra companhia com embargo ativo aplicado pelo órgão ambiental é a Mineração Aurizona S.A., que recebeu os benefícios depois de a empresa deixar 4 mil pessoas sem acesso à água potável em decorrência do rompimento de uma lagoa usada como barragem de mineração, em março de 2021, no município maranhense de Godofredo Viana. Já a Aura Almas Mineração S.A., que opera em Almas, no Tocantins, ignorou a existência de comunidades quilombolas em seu projeto de licenciamento ambiental, segundo ação movida pela Defensoria Pública do Estado.  Em 2024, a soma das renúncias fiscais das três empresas foi de R$ 51 milhões. Em 2025, de R$ 39,1 milhões. Os dados sobre benefícios e renúncias fiscais de tributos federais são de acesso público, disponibilizados pelo Ministério da Fazenda. Leis sobre benefícios não incluem critérios socioambientais No caso da mineradora Aurizona, o benefício foi garantido por meio da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), a partir de uma lei criada no início dos anos de 1960 com a proposta de incentivar a expansão de setores de extração de matéria-prima na região.  Ao longo dos mais de 60 anos de vigência, a Lei 4.216, que regulamenta o benefício, teve poucas alterações, graças ao lobby dos setores beneficiados, avalia Alessandra Cardoso, assessora política do Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos). “Essas leis normalmente têm dez anos de duração. Quando vai chegando esse prazo, eles [empresários] se articulam no Congresso Nacional e renovam sem nenhuma mudança”, explica Cardoso. Ela é autora da nota técnica “Incentivos Fiscais na Amazônia”, publicada em 2023 pelo Inesc, onde aponta os “questionáveis efeitos econômicos e sociais e negativos impactos ambientais” desse tipo de isenção fiscal.  Além do benefício da Sudam, as três mineradoras foram contempladas pelo Regime Especial de Aquisição de Bens de Capital para Empresas Exportadoras (Recap), que garante a suspensão de impostos na aquisição de máquinas e equipamentos.  As legislações que regem ambos os benefícios não estabelecem critérios socioambientais para a sua concessão. “É um absurdo [que esses benefícios] sejam renovados sem que haja critérios ambientais, sociais, climáticos, de responsabilidade socioambiental dessas empresas”, critica Cartório. Para a assessora do Inesc, as lacunas na legislação sobre benefícios fiscais acabam por financiar atividades de empresas com problemas socioambientais. “Não tem contrapartida para as comunidades, não tem vedação sequer de coisas que já são muito usuais no setor financeiro, como lista de trabalho escravo e desmatamento”, diz Cardoso. Em nota enviada à Repórter Brasil, a Receita Federal afirmou que a avaliação da reputação ambiental das empresas contempladas por incentivos fiscais é realizada somente quando está expressa na lei que criou o benefício, o que não acontece nos casos apresentados nesta reportagem. “Todo benefício fiscal é determinado por lei, que irá conter os critérios objetivos para sua concessão. À Receita Federal cabe analisar se o postulante a aquele benefício cumpre os requisitos para recebê-lo”, informou. Beneficiária tem área interditada por uso ilegal de mercúrio Uma das beneficiárias pelo Recap é a Mineração Aricá que, em 2025, recebeu R$ 677,8 mil em incentivos. Em 2024, o valor foi de R$ 30,8 mil. Em novembro de 2023, a mineradora teve uma área embargada e foi multada em R$ 1,5 milhão por apresentar informações falsas no sistema oficial de controle de compra e venda de mercúrio e por manter a substância em desacordo com a legislação.  A autuação do Ibama ocorreu no âmbito de um desdobramento da Operação Hermes II, deflagrada em 2023 pela Polícia Federal com o objetivo de apurar o comércio e uso ilegal de mercúrio e outros crimes, como organização e associação criminosa. Altamente tóxico e com potencial de contaminação de ecossistemas aquáticos, o mercúrio pode causar danos neurológicos, reprodutivos e imunológicos em humanos. Por lei, todo mercúrio de origem legal precisa ser declarado e informado no sistema do Relatório de Mercúrio do Ibama, assim como as transações de compra e venda.  O embargo, registrado no distrito do Coxipó do Ouro, na zona rural de Cuiabá (MT), permanece ativo. Apesar disso, a empresa registrou recolhimento de CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais) em 2024 pela comercialização de 211,2 kg de ouro naquele ano. Segundo o Ibama, a mineradora contesta os autos de infração e as multas aplicadas pelo órgão ambiental ainda não foram pagas. À Repórter Brasil, o MPF em São Paulo confirmou que recebeu o relatório da Polícia Federal com o resultado das investigações da Operação Hermes II, mas alegou que o procedimento está sob sigilo e não poderia confirmar se a Mineração Aricá ou seus sócios estão sendo investigados.  A reportagem procurou a Mineração Aricá por meio de telefones, correio eletrônico e de um advogado que já atuou na defesa da empresa, mas não conseguiu fazer contato com representantes da companhia. O espaço segue aberto para manifestações futuras. Rompimento de barragem deixou 4 mil sem água potável Ainda hoje, os 4 mil moradores da comunidade de Aurizona, distrito da zona rural de Godofredo Viana, no norte do Maranhão, sofrem as consequências da contaminação das águas do rio Tromaí, que abastece a cidade. A poluição chegou em março de 2021, com o

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