Caso Master: liquidante terá acesso a seis anos de registros e comunicações de Vorcaro nos EUA

Caso Master: liquidante terá acesso a seis anos de registros e comunicações de Vorcaro nos EUA Em processo paralelo, EFB Regimes Especiais diz que pai de Vorcaro tentou vender mansão de US$ 32 milhões em fevereiro de maneira sigilosa e urgente; procuradas, defesas não se manifestaram Por Cristiane Barbieri | O Estado de S.Paulo 09/04/2026 13:34 Mansão de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, nos EUA, que está sendo disputada pelo liquidante do Banco Master Foto: Reprodução/IsleWorth Realty A Justiça dos Estados Unidos autorizou que a EFB Regimes Especiais, liquidante do Banco Master, tenha acesso a seis anos de comunicação e registros relacionados a transações financeiras de Daniel Vorcaro, controlador da instituição, naquele país. Entre as empresas que prestarão essas informações estão imobiliárias, entidades financeiras, varejistas de luxo e negociantes de arte. O objetivo é descobrir ativos, examinar transações e determinar se ocorreu má conduta envolvendo o patrimônio que deveria pertencer aos credores. A lista com 24 intimações faz parte da decisão proferida na segunda-feira pelo juiz Scott Grossman, do Tribunal de Falências do Sul da Flórida, onde corre o processo, e à qual todos os interessados confirmaram ciência na manhã desta quinta-feira, 9. Procurada, a defesa de Vorcaro não se manifestou. No processo, sua alegação de que a investigação do liquidante era abusiva e sem provas foi derrubada pela decisão do juiz. As intimações exigem a entrega de seis anos de registros, incluindo procedência das obras, apólices de seguro, contratos de venda e documentos de “conheça seu cliente” e anti-lavagem de dinheiro, visando identificar a origem dos fundos utilizados nas transações. O mesmo juiz julgará outra ação impetrada pelo liquidante contra Henrique e Natália Vorcaro Zettel, pai e irmã de Daniel Vorcaro, no dia 2 de março. Segundo a EFB, a Sozo Real Estate, usada por ambos para ocultar ativos, tentou vender a mansão de Orlando, na Flórida, comprada por US$ 32 milhões (cerca de R$ 180 milhões), de maneira urgente e privada em fevereiro, logo após o início das investigações do liquidante. O objetivo seria evitar a descoberta dos ativos. Procurada, a defesa de Henrique Vorcaro não se manifestou até a publicação desta reportagem. A denúncia identifica que a Sozo buscava fechar o negócio com uma empresa chamada Chosen Vessel LLC, sociedade de responsabilidade limitada de Delaware, Estado norte-americano conhecido por impostos baixos e extremo sigilo sobre transações financeiras e controladores de empresas. O imóvel, adquirido em 2023, tem campo de futebol, quadra de basquete oficial e pista de boliche. Tem seis quartos, todos com varanda com vista para um dos lagos de Windermere, na região metropolitana de Orlando, na Flórida. Apesar do valor altíssimo do imóvel, a Sozo não listou a propriedade no Multiple Listing Service (MLS) — o sistema padrão de listagem de imóveis nos EUA. O MLS é utilizado para dar publicidade e fornecer informações detalhadas a corretores e potenciais compradores sobre propriedades que estão disponíveis para venda no mercado. É usado, sobretudo, para imóveis mais caros e luxuosos. De acordo com o liquidante, isso foi feito deliberadamente para evitar o conhecimento público sobre a tentativa de venda. Além disso, a EFB afirma que a Sozo não contratou um advogado independente para representar a empresa na negociação ou na documentação da venda, o que seria o procedimento padrão para uma transação dessa magnitude. Na quarta-feira, o tribunal aceitou o pedido de Henrique e Natália para estender o prazo original de resposta às denúncias até o dia 28. A conferência de agendamento, quando serão definidos prazos para recolhimento de provas e a eventual data do julgamento, foi marcada para 5 de maio. Como este processo foi feito à parte, em relação ao da liquidação do Master, não cabem as mesmas medidas de acesso às informações de transações financeiras determinadas nas 24 intimações. Enquanto o processo principal do Banco Master prioriza o reconhecimento da liquidação brasileira e a administração geral dos ativos, o procedimento adversário aberto contra a Sozo e a família de Vorcaro busca recuperar o dinheiro ou a propriedade, obter sentenças declaratórias de nulidade ou processar os acusados por transferência fraudulenta, conspiração e enriquecimento ilícito. 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O antissemitismo como arma para silenciar críticos de Israel

O antissemitismo como arma para silenciar críticos de Israel Confundir críticas a Israel com antissemitismo não é um erro, é uma escolha dirigida à proteção de um projeto supremacista de poder Por Sayid Marcos Tenório | Ópera Mundi 09/04/2026 13:28 A deputada Tábata Amaral (PSB-SP), responsável por apresentar o Projeto de Lei 1.424/2026, que adota a definição de antissemitismo da IHRA. (Foto: Alexandre Amarante / Wikimedia Commons) O antissemitismo voltou ao centro do debate público no Brasil nas últimas semanas, impulsionado tanto pelo precário Projeto de Lei da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), quanto pela controvérsia envolvendo o bar antifascista Partisan, na Lapa, no Rio de Janeiro, por uma placa em que dizia que cidadãos dos EUA e de Israel não eram bem-vindos. No entanto, esse retorno não ocorre nos marcos históricos do combate ao racismo, mas sob um viés intencionalmente distorcido que transforma o antissemitismo em instrumento de perseguição política, instrumentalizada para silenciar críticos do “Estado de Israel” e restringir o debate sobre a Palestina. Não se trata de um desvio pontual, mas de uma estratégia estruturada. A acusação de antissemitismo vem sendo utilizada para constranger, intimidar e punir jornalistas, acadêmicos, ativistas e movimentos que denunciam práticas como apartheid, ocupação militar e genocídio. O mecanismo é recorrente e desloca-se o debate do campo político e jurídico para o terreno moral, onde a crítica é convertida em suspeita e o denunciante, em acusado num tribunal sem direito à defesa. O problema emerge quando esse conceito é instrumentalizado para proteger um Estado de críticas legítimas, convertendo-se em ferramenta de censura e perseguição. O projeto apresentado por Tabata Amaral expressa essa inflexão. Ao propor a adoção da definição da IHRA (International Holocaust Remembrance Alliance), amplamente contestada por especialistas e entidades de direitos humanos, abre-se caminho para confundir crítica ao “Estado de Israel” com preconceito contra judeus. O efeito não é apenas conceitual, mas político. Trata-se da criação de um dispositivo que pode restringir a liberdade de expressão e criminalizar posicionamentos sob a aparência de combate ao racismo. O caso do bar Partisan reforça esse quadro. O estabelecimento foi alvo de sanções após divulgar um cartaz informando que não atenderia cidadãos dos Estados Unidos e de Israel, em protesto legítimo contra políticas desses Estados contra palestinos. A reação institucional buscou enquadrar o episódio como antissemitismo, ainda que se trate de uma manifestação política dirigida a Estados, não a identidades religiosas. A mensagem é clara: determinadas críticas a Israel não serão toleradas. Essa perseguição evidencia o funcionamento de um padrão, de que a acusação não precisa ser comprovada para cumprir sua função. Basta ser lançada para produzir desgaste, isolamento e intimidação. Esses episódios, longe de serem exceções, revelam um padrão de controle do debate público. Em vez de argumentação, produz-se acusação. Em vez de refutação, constrói-se constrangimento. O objetivo não é travar e vencer o debate, mas impedir que ele exista. Do ponto de vista conceitual, a distorção é evidente. “Semitas” designa um conjunto de povos que inclui judeus, cristãos e muçulmanos, árabes e outros grupos do Oriente Médio. Ainda assim, no uso político contemporâneo, o termo “antissemitismo” foi reduzido a um instrumento seletivo, aplicado quase exclusivamente para blindar o “Estado de Israel” de críticas. Essa redefinição cumpre a função precisa de impedir que o sionismo, enquanto projeto político supremacista, seja analisado criticamente. Ao confundir antissionismo com antissemitismo, constrói-se uma barreira discursiva que deslegitima qualquer crítica estrutural. No entanto, criticar um Estado ou uma ideologia política não equivale a discriminar um povo ou religião. Essa distinção é reconhecida por numerosos judeus ao redor do mundo, inclusive israelenses, que denunciam o uso do judaísmo como justificativa para práticas de dominação. A crítica a Israel, nesse sentido, não é apenas legítima, é necessária. Outro elemento central dessa estratégia é a instrumentalização da memória do Holocausto. A tragédia perpetrada pelo nazismo na Europa, que vitimou judeus, ciganos, pessoas com deficiência, comunistas, homossexuais e outros grupos considerados “indesejáveis” deveria servir como fundamento universal para a defesa dos direitos humanos. No entanto, essa memória tem sido mobilizada como escudo ideológico para justificar políticas contemporâneas de opressão. Tal apropriação enfraquece a luta antirracista e banaliza um dos crimes mais graves da história. O resultado é a construção de um ambiente em que a crítica política passa a ser tratada como suspeita. Movimentos, jornalistas, acadêmicos e ativistas tornam-se alvos, enquanto denúncias de violações de direitos humanos são deslocadas para o campo da controvérsia moral. É necessário reafirmar, sem ambiguidade, que a crítica ao sionismo e às políticas criminosas do “Estado de Israel” são críticas políticas legítimas. Confundir essa dimensão com antissemitismo não é um erro, é uma escolha dirigida à proteção de um projeto supremacista de poder. No fim, o que está em disputa é o direito de nomear a realidade. E quando denunciar injustiças passa a ser tratado como crime, não estamos diante da defesa dos direitos humanos, mas da sua negação. (*) Sayid Marcos Tenório é Historiador e Especialista em Relações Internacionais. É fundador e vice-presidente do Instituto Brasil-Palestina (Ibraspal). Autor do livro Palestina: do mito da terra prometida à terra da resistência (2. Ed. Anita Garibaldi/Ibraspal, 2022). Relatório sigiloso enviado aos EUA Notícia anterior Deputada FederalPL Projeto de LeiPSB Partido Socialista Brasileiro O antissemitismo como arma para silenciar críticos de Israel 09/04/2026 CNJ tem maioria para norma que pode criar novos penduricalhos 09/04/2026 PGR se manifesta a favor de eleições diretas para governador do Rio de Janeiro 08/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) O antissemitismo como arma para silenciar críticos de Israel CNJ tem maioria para norma que pode criar novos penduricalhos PGR se manifesta a favor de eleições diretas para governador do Rio de Janeiro Flávio Bolsonaro é denunciado à PGR por entrega de relatório a Trump: “Espião dos EUA” Flávio Bolsonaro e Adriano da Nóbrega: O ‘parça’ do matador de aluguel quer ser presidente Notícia não encontrada
CNJ tem maioria para norma que pode criar novos penduricalhos

CNJ tem maioria para norma que pode criar novos penduricalhos Resolução junto com CNMP para limitar pagamentos acabou prevendo novos benefícios Relator é o presidente do STF, Edson Fachin; já há 11 votos a favor, e faltam apenas 4 Por Raquel Lopes | Folha de S.Paulo 09/04/2026 11:37 Sessão plenária do STF (Supremo Tribunal Federal), que decidiu sobre penduricalhos até uma nova lei ser aprovada pelo Congresso – Pedro Ladeira – 3.fev.26/Folhapress Brasília – O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) formaram maioria para regulamentar a limitação de penduricalhos de membros do Judiciário, mas acabaram prevendo também a criação de novos benefícios. O relator da resolução é o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin. Até o momento, há 11 votos a favor, e 4 votos ainda não foram proferidos. A votação virtual deve terminar nesta quinta (9). O STF aprovou em março uma tese ampla sobre pagamentos e penduricalhos para membros do Judiciário e do Ministério Público. Com 18 pontos no total, ela valerá até a aprovação pelo Congresso de uma lei regulamentando esse tema. Essa tese se aplica apenas para a magistratura e procuradores, com algumas implicações para outras carreiras jurídicas como a dos advogados públicos. Os penduricalhos são pagamentos extras que acabam usados como drible ao teto constitucional do funcionalismo público, de R$ 46.366,19. Sob argumento de defasagem do valor recebido, muitas carreiras passaram a acumular outros benefícios financeiros que extrapolam esse limite. A decisão do STF abriu margem de um pagamento extra de até 70% do teto —sem contar verbas como 13º salário, adicional de férias, auxílio-saúde, abono de permanência e gratificação extra por funções eleitorais. Caberia ao CNJ e ao CNMP uniformizar as rubricas das verbas indenizatórias e auxílios que foram declarados constitucionais pelo Supremo. Entretanto, a resolução cuja maioria foi formada prevê a criação de novas verbas indenizatórias não contempladas pela tese firmada pelo STF. Entre elas, está a gratificação de proteção à primeira infância e à maternidade, destinada a membros com filhos de até 6 anos de idade. O benefício será pago por dependente, com limite mensal de até 3% do respectivo subsídio, sem possibilidade de acúmulo entre os genitores. Outro ponto é o auxílio-moradia. Embora a tese do STF tenha afastado expressamente esse tipo de pagamento, o benefício vem sendo reintroduzido por meio da nova resolução. “Essa prática afronta diretamente uma decisão da instância máxima da Justiça brasileira por meio de regulamentações administrativas”, afirmou a diretora-executiva da Transparência Brasil, Juliana Sakai, que aponta uma série de fragilidades no texto. Na avaliação dela, as medidas podem estar sendo utilizadas para contornar o teto definido pelo STF e desconsiderar entendimentos já consolidados pela corte. A decisão do Supremo estabelecia duas previsões distintas para os penduricalhos. Na primeira, a corte estabeleceu que há um rol taxativo de verbas indenizatórias que poderão ser pagas para magistrados e procuradores. Esse montante somado não poderá ultrapassar 35% do teto do salário do respectivo servidor. Uma segunda regra que valida pagamentos fora do teto é a que prevê um valor extra referente à “valorização por tempo de antiguidade na carreira”. Para cada cinco anos que o juiz ou procurador tiver efetivamente exercido a carreira, será acrescido um valor de 5% do respectivo salário —respeitado o limite de 35%. Isso vale para ativos e aposentados. Segundo Juliana Sakai, valores retroativos também deveriam ser incluídos nesse limite de 35% de benefícios adicionais, mas eles não aparecem explicitamente na resolução do CNJ e do CNMP, podendo indicar descumprimento da regra. A norma não prevê ainda que pagamentos a magistrados por atividades de ensino não sejam contabilizados no teto, retirando esses valores da base de cálculo que deveria observar a limitação legal. “Na norma atual, apenas dois tipos de benefícios são nomeados, deixando uma série de outros penduricalhos em um limbo jurídico. Isso gera dúvidas sobre se esses valores ocultos podem acabar ultrapassando ainda mais o teto permitido pelo STF”, diz Sakai. 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Resolução do Novo obriga candidatos a apoiar impeachment de ministros do STF e proíbe aliança com PT

Hugo Motta oficializa perda de mandato dos deputados Paulão e Dayany Bittencourt Partido destaca que ‘a exigência não é simbólica’ e que o compromisso é obrigatório para os candidatos Por Maria Magnabosco | O Estado de S.Paulo 09/04/2026 11:04 Eduardo Ribeiro, presidente do Partido Novo, define diretrizes para eleições de 2026 e estabelece compromisso de candidatos ao Senado com impeachment de ministros do STF Foto: Divulgação/Partido Novo O diretório nacional do Partido Novo publicou, nesta quarta-feira, 8, as diretrizes que orientarão a escolha de candidatos e a formação de alianças nas eleições de 2026. O documento estabelece que os candidatos deverão se comprometer a defender o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e inclui cláusula que proíbe expressamente coligações com partidos de esquerda, como PT, PSOL, PV, Rede e PCdoB, por “incompatibilidade ideológica”. Os diretórios estaduais poderão propor alianças locais, mas qualquer acordo dependerá de aprovação do diretório nacional. A resolução também fixa critérios para a seleção de candidatos, que deverão “demonstrar alinhamento com os princípios do partido, idoneidade moral, capacidade eleitoral e respeito às normas legais e internas da legenda”. O texto prevê ainda a continuidade da Jornada de Formação Partidária, etapa de seleção e capacitação para filiados que desejam disputar cargos eletivos. As diretrizes entram em vigor a partir da publicação no Diário Oficial da União (DOU) e servirão de base para as convenções partidárias que definirão as candidaturas do Novo em 2026. Para o presidente nacional do partido, Eduardo Ribeiro, as medidas buscam preservar a coerência política da legenda no próximo ciclo eleitoral. Segundo ele, a sigla pretende reforçar sua identidade programática nas disputas. “Para além da própria eleição, queremos garantir que quem represente o Novo esteja alinhado com nossas ideias e com a necessidade de fortalecer o equilíbrio entre os três Poderes e os mecanismos de responsabilização das instituições”, declarou. Em nota, o Novo afirma que os candidatos devem ter “compromisso explícito com o impeachment de ministros do STF que cometam abusos de autoridade, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli”. O partido ressalta ainda que “a exigência não é simbólica”. A resolução estabelece que “aquele que vier a se candidatar ao cargo de senador da República pelo Partido Novo compromete-se a defender a responsabilização de ministros do Supremo Tribunal Federal, inclusive mediante apoio à instauração de processo de impeachment de ministros que tenham cometido ou venham a cometer crime de responsabilidade, abuso de autoridade, quebra de decoro no exercício do cargo, atos de corrupção ou que estejam envolvidos em escândalos que tornem incompatível ou vexatória a sua permanência na função, observados a Constituição Federal, o devido processo legal e as garantias institucionais”. No início de março, o pré-candidato à Presidência do Novo, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema protocolou um pedido de impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes por envolvimento com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O documento foi assinado pelo presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, por outros deputados e senadores do partido. Os membros da sigla argumentam que Moraes foi “desidioso no cumprimento do cargo” e procedeu “de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções”. Ambos são crimes de responsabilidade, passíveis de impeachment. Notícia anteriorPróxima notícia Deputada FederalDeputado FederalPL Partido LiberalPP ProgressistasPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanosTSE Tribunal Superior EleitoralUnião Brasil PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara 13/07/2026 Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil 13/07/2026 Quem é Mariângela Fialek, a Tuca, apontada por Dino como ‘braço executor’ de Valdemar e Cunha em desvios de emendas 13/07/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users)
MPRJ recomenda que Casimiro de Abreu e Conceição de Macabu adotem políticas públicas para população LGBTQIAPN+

MPRJ recomenda que Casimiro de Abreu e Conceição de Macabu adotem políticas públicas para população LGBTQIAPN+ O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Macaé, expediu nesta quarta-feira (08/04) Recomendação para que os Municípios de Casimiro de Abreu e Conceição de Macabu criem e implementem políticas públicas voltadas à população LGBTQIAPN+. Por MPRJ 09/04/2026 MPRJ recomenda que Casimiro de Abreu e Conceição de Macabu adotem políticas públicas para população LGBTQIAPN+ Requer o MPRJ que as prefeituras e câmaras municipais das duas cidades encaminhem projeto de lei dispondo sobre a criação de Conselho Municipal da Diversidade Sexual; elaborem e implementem políticas públicas que garantam o uso do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero de pessoas travestis e transexuais no âmbito da administração pública e disponibilizem um serviço de atendimento social e psicológico para vítimas de violência, familiares e amigos, especialmente nos CREAS e na rede pública de ensino. De acordo com o documento, a medida foi motivada pela ausência ou insuficiência de ações estruturadas que garantam os direitos da população LGBTQIAPN+. Os municípios de Casimiro de Abreu e Conceição de Macabu têm o prazo de 60 dias para informar as providências adotadas para o cumprimento das Recomendações. Notícia anteriorPróxima notícia Casimiro de Abreu RJConceição de Macabu RJMP-RJNorte e Noroeste FluminenseRegião do Lagos Baixada Litorânea Memórias apagadas: ao menos 40 imóveis do Rio perdem proteção e vão abaixo 17/04/2026 Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio 16/04/2026 Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões 16/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Memórias apagadas: ao menos 40 imóveis do Rio perdem proteção e vão abaixo Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões Preciso dele feliz, disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja Procurador-geral do DF pede demissão em meio à tentativa de socorro do BRB Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Secretário segue nomeado em São Bernardo quase 8 meses após ser afastado do cargo pela Justiça por suspeita de corrupção

Secretário segue nomeado em São Bernardo quase 8 meses após ser afastado do cargo pela Justiça por suspeita de corrupção Fábio Prado consta como secretário de coordenação governamental da gestão Marcelo Lima (Podemos). Prefeitura diz que acatou decisão judicial e não há determinação pela exoneração. Defesa de Prado não foi localizada. Por Rodrigo Rodrigues, Letícia Dauer e Patrícia Marques | g1 SP e TV Globo 09/04/2026 07:51 Fábio Augusto do Prado é secretário de coordenação governamental afastado da gestão Marcelo Lima (Podemos), em razão da Operação Estafeta, da Polícia Federal, em agosto do ano passado. — Foto: Reprodução/Redes Sociais Afastado pela Justiça há quase 8 meses do cargo de secretário de coordenação governamental da cidade de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, por suspeita de corrupção descoberta pela Polícia Federal (PF), Fábio Augusto do Prado ainda não foi exonerado pelo prefeito Marcelo Lima (Podemos). Eles foram alvo em agosto da chamada Operação Estafeta, que desmontou um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro que envolveria o próprio prefeito da cidade. Fábio do Prado, que é réu no processo que investiga o esquema, não tem recebido salário. No entanto, no Diário Oficial da cidade, Prado, apelidado de “Sacolão” pelo suposto operador do esquema criminoso Paulo Iran Paulino da Costa, continua como o titular da pasta desde 1° de janeiro de 2025, mesmo não dando expediente presencial na sede da prefeitura desde agosto. A pasta de coordenação governamental de São Bernardo tem sido ocupada desde o início deste ano pela atual secretária Juliane Nakamura, mas o próprio site da prefeitura diz que ela é apenas interina no cargo. Por meio de nota, a gestão Marcelo Lima afirma que “o município acatou rigorosamente todas as decisões judiciais e não há qualquer determinação pela exoneração” de Fábio Prado. “O servidor citado não recebe qualquer pagamento de salário desde o seu afastamento do cargo, em agosto de 2025. As informações podem ser comprovadas no Portal da Transparência do município. Reiteramos o compromisso da Prefeitura com a transparência e a legalidade, sempre respeitando todas e quaisquer decisões da Justiça”, disse a gestão municipal. O g1 tenta localizar a defesa de Fábio Prado e da mulher dele, Denise Santos, diretora financeira da Fundação ABC, que seria usada também pelo esquema, mas ainda não obteve sucesso. Denise não foi citada no inquérito da Polícia Federal. (Veja mais abaixo.) Participação no esquema Segundo a Polícia Federal, o secretário afastado tem “participação crucial na movimentação e dissimulação de recursos do esquema” descoberto pela chamada Operação Estafeta. Apesar de ter um cargo cujo salário era de R$ 30 mil na época do escândalo, ele aparece nas investigações federais como dono de um mercado e sacolão que era usado pelo operador financeiro do esquema, Paulo Iran, para supostamente dissimular o dinheiro ilícito do esquema criminoso. Na casa de Paulo Iran, a PF descobriu mais de R$ 14 milhões em dinheiro vivo. Ele permaneceu foragido da Justiça por vários meses, até se entregar e ter a prisão relaxada pela Justiça. De acordo com a PF, as conversas entre Prado e Iran se iniciaram em 29 de junho de 2024 e, nos diálogos entre eles, eram usadas, frequentemente, “terminologia cifrada para tratar de assuntos financeiros”. Em uma das conversas interceptadas pelos federais, o termo “os americanos” era empregado para se referir a dólares usados para distribuição de propina, aponta o inquérito. Nessa conversa, Paulo Iran chegou a mencionar estar com uma “sacola do tamanho do mundo, tem 10k dentro”, em uma alusão a grandes quantias de dinheiro em espécie recebidos do esquema criminoso, dizem os investigadores. “No trecho datado de 06/08/2024, o diálogo demonstra de forma mais concreta que os trechos relatados até o momento se referem a dinheiro em espécie. Paulo menciona estar com uma ‘sacola do tamanho do mundo’, dando a entender que se refere à quantidade de dinheiro contida nela, afirmando ainda que se trata de “10k” (possivelmente R$ 10 mil)”, segundo a investigação. Ainda de acordo com a apuração, “Fábio, por sua vez, volta a questionar sobre a entrada de mais numerário. O diálogo prossegue com Paulo detalhando possíveis datas e fluxos de entrada de valores em espécie. Em determinado momento, ele faz uma breve digressão, relatando ter recebido certa quantia de ‘11,5’ (interpreta-se como R$ 11,5 milhões) proveniente de uma adega, acrescentando que ainda restaria o pagamento de “1,5” (R$ 1,5 milhão) desse montante, valores extremamente atípicos para o cargo que exerce”. O documento, a que o g1 teve acesso, aponta que “a preocupação de Fábio com a disponibilidade de numerário era evidente em momentos como sua afirmação de que ‘começou a dar uma apertadinha’, o que possivelmente indicava escassez de valores em dinheiro vivo em sua posse”. Os investigadores dizem que o Mercado e Sacolão Fortaleza Ltda – de propriedade de Fábio Prado e da esposa dele, Denise Santos – era uma empresa do ramo alimentício, mas o imóvel registrado como sede não apresenta características típicas de um estabelecimento comercial desse tipo, aberto ao público, “levantando suspeitas sobre a natureza de suas operações”, segundo os federais. Nas conversas interceptadas de Paulo Iran, o secretário afastado aparece como “Sacolão” ou “Fabio Campanha” e mantinha contato frequente com o operador financeiro do esquema de corrupção na cidade, tratando sobre o recebimento e destinação de grandes quantias de dinheiro que eram distribuídos para políticos da cidade que participavam do esquema. De acordo com a PF, nas conversas interceptadas, Fábio aparece negociando com Iran percentuais de propina de empresas com contratos municipais que irrigavam o esquema criminoso. Uma das mensagens dizia que 8% do contrato que a empresa Quality Medical Comercio e Distribuidora de Medicamentos Ltda tinha com a Fundação ABC, da qual Denise é diretora financeira, iria alimentar o esquema operado por Paulo Iran. “Ao se aprofundar na análise das mídias, foram constatados possíveis indícios de que Fábio participe de um esquema voltado à movimentação de valores vultosos em espécie, em conluio com outros investigados mencionados no conteúdo desta informação. Os recortes abaixo evidenciam Fábio e Paulo da Costa articulando, de forma dissimulada, ações que contribuem para a concretização do esquema investigado”, disse a PF em agosto de 2025.
Quem é Luiz Estevão, dono do Metrópoles, que já foi preso por corrupção e recebeu R$ 27 milhões do Master

Quem é Luiz Estevão, dono do Metrópoles, que já foi preso por corrupção e recebeu R$ 27 milhões do Master Dono do Metrópoles, Luiz Estevão foi condenado a 31 anos de prisão por corrupção e voltou ao centro do debate após relatório do Coaf apontar repasses milionários do Banco Master a empresas ligadas ao empresário Por Ivan Longo | Revista Fórum 09/04/2026 06:17 Luiz Estevão, dono do Metrópoles, que recebeu R$ 27 milhões do Banco Master – Foto: Pedro Ladeira/Folhapress O nome de Luiz Estevão, dono do portal Metrópoles, voltou ao centro do noticiário após a revelação de que o Banco Master repassou mais de R$ 27 milhões à empresa do grupo entre 2024 e 2025. Segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), parte desses valores foi transferida de forma imediata para empresas ligadas ao próprio empresário e a seus familiares. O documento classifica as operações como “inusitadas” e aponta movimentações fora do padrão esperado para o faturamento da empresa. A revelação colocou novamente em evidência a trajetória de Luiz Estevão, marcada por condenações judiciais, passagem pela prisão e atuação empresarial em diferentes setores. Ex-senador cassado e condenado por corrupção Luiz Estevão foi o primeiro senador da história do Brasil a ter o mandato cassado, em 2000, após envolvimento em um dos maiores escândalos de corrupção do país. O caso está relacionado a irregularidades nas obras do Fórum Trabalhista de São Paulo, nos anos 1990. Após uma longa disputa judicial, ele foi condenado a 31 anos de prisão por crimes como corrupção ativa, peculato, estelionato e formação de quadrilha. O ex-senador começou a cumprir pena apenas em 2016, depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou seus últimos recursos. Prisão domiciliar e indulto Após anos de recursos judiciais, Luiz Estevão foi preso e iniciou o cumprimento da pena em regime fechado. Com o tempo, progrediu para o regime semiaberto e, posteriormente, para o regime aberto. Em 2020, deixou a prisão e passou a cumprir pena em regime domiciliar, em meio às medidas adotadas durante a pandemia. Posteriormente, foi beneficiado por um indulto concedido com base no decreto de Natal assinado pelo então presidente Jair Bolsonaro, que permitiu o perdão da pena para condenados com mais de 70 anos que já haviam cumprido parte da condenação — incluindo crimes como corrupção. Empresário influente em Brasília Mesmo após a condenação, Luiz Estevão manteve forte atuação empresarial em Brasília. Ele controla o Grupo OK, com negócios nas áreas imobiliária, eventos e comunicação. Nos últimos anos, ampliou sua presença também no setor esportivo. Reportagens mostram que ele passou a atuar diretamente na organização de eventos e na negociação de direitos comerciais de competições, como a Série D do Campeonato Brasileiro. Foi nesse contexto que ele articulou um acordo com o Will Bank, então ligado ao Banco Master, para patrocínio e venda dos naming rights da competição em 2025. Relação com o Banco Master O relatório do Coaf citado pelo jornal Estadão aponta que o Banco Master foi o principal remetente de recursos ao Metrópoles em 2025. Os repasses ocorreram justamente no período em que o banco, controlado por Daniel Vorcaro, que está preso, enfrentava uma crise que culminou na investigações por suspeita de fraude financeira e, posteriormente, na liquidação da instituição pelo Banco Central. Parte dos valores transferidos ao Metrópoles foi direcionada a empresas ligadas a Luiz Estevão, como Madison Gerenciamento, Sense Construções e Macondo Construções, todas com participação do empresário ou de familiares. Atuação do Metrópoles e questionamentos A revelação dos repasses ocorre em meio à publicação, pelo Metrópoles, de reportagens que abordam, em tom de suspeição, relações do Banco Master com políticos, autoridades e integrantes do sistema institucional. Ao mesmo tempo, o portal não informou ao leitor, em sua própria cobertura, que sua empresa havia recebido valores milionários do banco. Além disso, o histórico recente do veículo inclui episódios questionados por especialistas e advogados, como a publicação de reportagem com informações incorretas sobre o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi) e a tentativa de venda de conteúdo pago à entidade antes da divulgação da matéria. Declaração de Luiz Estevão Luiz Estevão nega irregularidades nos repasses e afirma que os valores têm origem contratual. Segundo ele: “O dinheiro que eu recebi passa a ser meu e faço com ele o que eu quiser. Posso comprar publicidade no Estadão, posso transferir esses recursos para outras empresas minhas, comprar um imóvel, fazer o que quiser.” Ele também afirma que os valores não são excessivos e que parte do montante sequer foi quitada pelo banco. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Master Principal operador da fraude no INSS confessa crimes, fecha delação e promete entregar nomes 10/04/2026 Caso Master: liquidante terá acesso a seis anos de registros e comunicações de Vorcaro nos EUA 09/04/2026 O antissemitismo como arma para silenciar críticos de Israel 09/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Caso Master: liquidante terá acesso a seis anos de registros e comunicações de Vorcaro nos EUA Quem é Luiz Estevão, dono do Metrópoles, que já foi preso por corrupção e recebeu R$ 27 milhões do Master Nikolas Ferreira: saiba tudo sobre a ligação entre o deputado e o Banco Master BRB comprou R$ 1,5 bilhão em fundos da Reag após Carbono Oculto Notícia não encontrada
PGR se manifesta a favor de eleições diretas para governador do Rio de Janeiro
Vorcaro bancou modelos com jatinhos e hotéis de luxo para cortejar elite política (VIDEO)

Vorcaro bancou modelos com jatinhos e hotéis de luxo para cortejar elite política (VIDEO) Especialistas afirmam que oferta de companhia feminina equivale a propina Defesa do ex-banqueiro não quis se manifestar; locais que receberam convidadas dizem que não falam sobre clientes Por Alexa Salomão, Joana Cunha e Dani Braga | Folha de S.Paulo 08/04/2026 Montagem mostra Daniel Vorcaro durante festa em Trancoso, na Bahia, em outubro de 2022; modelos estrangeiras passaram por São Paulo e Rio de Janeiro, onde se hospedaram em endereços luxuosos e usaram jatinhos São Paulo – Não é lenda urbana. Uma parte importante do negócio de Daniel Vorcaro, quando dono do Banco Master, foi investir em eventos para autoridades da República com muitas mulheres — e é fato que havia moças de Rússia, Ucrânia, Lituânia, Holanda, México e Venezuela, para citar exemplos de nacionalidades. Cruzando entrevistas, postagens em redes sociais e documentos da PF (Polícia Federal), a Folha identificou 20 dessas mulheres que participaram de festas, 14 com perfis públicos no Instagram. Procuradas pela reportagem, elas não comentaram sobre os eventos nem sobre Vorcaro. Havia também brasileiras. Entre elas, algumas deixaram estados como o Rio Grande do Sul e Santa Catarina em busca de oportunidades e contatos para ascender profissionalmente e acabaram aceitando a oferta de apoio financeiro da equipe de Vorcaro para ficar à disposição dos eventos. A importância desses encontros para Vorcaro e a razão da presença dessas mulheres foram definidas por ele à então noiva, Martha Graeff, durante uma discussão. Graeff estava indignada porque ele mantinha contato na rede social com mulheres que ela considerava “putas”. “Fazia parte do meu ‘business’. Nunca te escondi o que fiz, e por que fiz. Fiz festa com 300 desse tipo”, escreveu Vorcaro, em uma troca de mensagens datada de 18 de agosto de 2025, levantada pelas investigações em um dos celulares do ex-banqueiro.Segundo entrevistas feitas pela reportagem com 17 executivos que foram a algum desses eventos ou ouviram relatos de quem frequentou, o mencionado “business” foi bem estruturado. Como a Folha mostrou, Vorcaro organizou infraestrutura, equipe e logística para que seus encontros pudessem ocorrer em dias úteis à margem de eventos oficiais no Brasil e no exterior, já que seu público-alvo eram políticos e outras autoridades que precisavam retornar às suas bases e famílias nos finais de semana. Procurada, a defesa de Vorcaro informou que não se manifestaria sobre o tema. Muitas das modelos mantêm contato com o promotor de eventos Diogo Batista e a influencer Karolina Trainotti. Batista era visto com frequência nos hotéis de luxo Unique e Rosewood, em São Paulo. Reportagem da Folha mostrou que Batista fazia a ponte com as modelos e participava da organização dos eventos até 2024, quando teve um desentendimento com Vorcaro. Parte do trabalho, então, foi transferida para Trainotti — a mesma que recebeu um apartamento de quase R$ 4,4 milhões, em São Paulo, da Super Empreendimentos, empresa ligada a Vorcaro e investigada pela PF. Ambos foram procurados pela reportagem e não se manifestaram. NOITE INDÍGENA EM TRANCOSO As primeiras notícias sobre as festas de Vorcaro citavam eventos em Trancoso, na Bahia. Detalhes de um deles foram parar em um processo judicial sobre questões imobiliárias. Vorcaro queria discrição e alugou a casa em nome de um terceiro. A festa, porém, ficou famosa por causa do excesso de gente, barulho e avarias, que ele precisou pagar. Os convidados quebraram copos, taças, a luminária de uma das suítes e até uma cobra de madeira maciça, usada na decoração. A Folha localizou imagens dessa festa, que ocorreu em outubro de 2022, às vésperas do aniversário do ex-banqueiro. Modelos ficaram alguns dias na casa, mas a comemoração ocorreu na terça e na quarta-feira, dias 4 e 5. A reportagem apurou que estrangeiras vieram ao Brasil em voos de primeira classe, passaram aproximadamente um mês no país, hospedadas em endereços caros, como o hotel Rosewood, e uma casa em Joá, no Rio de Janeiro —tudo pago pelo ex-banqueiro, como mostram os orçamentos coletados pelas investigações da PF. Depois de chegar ao Brasil, elas usaram como transporte aeronaves de Vorcaro. Em Trancoso, foi utilizado o aeródromo privado Terravista. Os aviões foram fotografados e filmados por essas convidadas. Houve dança e performance com tochas, DJ e banda de MPB e pagode com apresentação da cantora e atriz Emanuelle Araújo, que agora está no ar na novela “A Nobreza do Amor”, na Globo. Procurada, a assessoria de imprensa da cantora diz que faz muito tempo, e ela não se recorda da festa. A decoração foi inspirada na Amazônia. Os convidados receberam cocares de índio para entrarem no clima. Há uma cena em que Vorcaro aparece dançando com um desses adereços. O promotor de eventos Diogo Batista foi vestido de índio dos Estados Unidos e passou o mês acompanhando as convidadas. BELDADES NO HALLOWEEN E NA F1 O número de mulheres foi especialmente elevado na semana que antecedeu o GP de Fórmula 1 no Brasil, em 2023, segundo relatos feitos à Folha. O Master foi um dos patrocinadores da equipe Aston Martin Aramco, por isso, tinha acesso a áreas VIP e à estrutura da equipe para receber convidados durante as corridas. Recentemente, uma das mulheres que participaram dos eventos ganhou projeção nas redes sociais do Brasil: a russa que aparece nos contatos da agenda de Vorcaro como “My Future Wife”. Diante da repercussão na internet, ela fez uma postagem que viralizou, agradecendo o carinho do Brasil. A Folha fez contato com ela pelo Instagram, mas não obteve resposta. A corrida ocorreu no domingo, 5 de novembro, e foi antecedida por uma festa de Halloween, na virada de terça, 31 de outubro, para quarta, 1º de novembro, que também serviu como comemoração tardia de aniversário de Vorcaro. O detalhado orçamento do evento foi de US$ 4,5 milhões, ou R$ 22,5 milhões na cotação da época, apontam os documentos da PF. A complexa logística para trazer ao Brasil modelos e DJs famosos incluiu transfers em Verona, na Itália, Barcelona, na Espanha, e Santa Bárbara, nos EUA. Além dos voos, havia registro de uma passagem de ônibus de Kiev, capital da Ucrânia, para Varsóvia, na Polônia, indicando que entre os participantes estava alguém que atravessou a guerra na
Flávio Bolsonaro é denunciado à PGR por entrega de relatório a Trump: “Espião dos EUA”

Flávio Bolsonaro é denunciado à PGR por entrega de relatório a Trump: “Espião dos EUA” Representação ocorre em meio a declarações no exterior e a outras iniciativas judiciais envolvendo a família Bolsonaro, elevando a pressão política sobre o debate de soberania e atuação internacional de agentes públicos Por Ivan Longo | Revista Fórum 08/04/2026 06:28 Flávio Bolsonaro no CPAC, nos EUA – Foto: LEANDRO LOZADA / AFP O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou, nesta terça-feira (7), uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após declarações em que o parlamentar admitiu ter enviado um relatório de inteligência brasileiro a autoridades dos Estados Unidos. Segundo Lindbergh, a conduta pode configurar violação da soberania nacional e uso indevido de informações sensíveis. O parlamentar classificou a atitude como gravíssima. “Ele age como traidor da pátria, como espião dos Estados Unidos”, afirmou Lindbergh. Relatório sigiloso enviado aos EUA A representação tem como base uma fala pública de Flávio Bolsonaro, na qual ele afirma ter recebido um documento classificado como “reservado” e o encaminhado diretamente à Embaixada dos EUA, à Casa Branca e ao senador norte-americano Marco Rubio. “Eles trouxeram pra mim um relatório de inteligência que é classificado. […] Eu mesmo enviei, oficialmente, para a Embaixada dos Estados Unidos e para a Casa Branca”, declarou Flávio. Para Lindbergh, o episódio não é isolado, mas parte de um padrão político: “Isso tem nome: traição à soberania. Eles se oferecem para entregar o Brasil como uma colônia aos Estados Unidos.” A PGR deverá avaliar se houve crime na conduta do senador, incluindo possível quebra de sigilo e atentado contra interesses nacionais. CPAC, Trump e promessa de “pressão” sobre o Brasil O caso ocorre em meio à repercussão da participação de Flávio Bolsonaro no CPAC, evento da direita conservadora realizado nos Estados Unidos e ligado ao ex-presidente Donald Trump. Na ocasião, o senador pediu que os EUA exercessem “pressão diplomática” sobre o Brasil e sugeriu que o país deveria ser monitorado internacionalmente no contexto eleitoral — o que gerou forte reação política. Além disso, Flávio declarou que o Brasil poderia ser estratégico para os interesses americanos na disputa global por minerais críticos, incluindo terras raras — recurso essencial para tecnologia e defesa. A fala foi interpretada por aliados do governo como sinal de alinhamento com interesses estrangeiros, levantando debate sobre soberania nacional e interferência internacional nas eleições brasileiras. Escalada: ação contra Eduardo Bolsonaro no STF A ofensiva de Lindbergh Farias não se limita a Flávio. Em movimento paralelo, o deputado também acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Na ação, Lindbergh pede medidas como prisão preventiva, extradição e inclusão do ex-parlamentar na lista da Interpol, após declarações em que Eduardo afirmou buscar apoio de autoridades estrangeiras — inclusive ligadas ao governo Trump — para questionar o sistema eleitoral brasileiro. O pedido foi protocolado junto ao ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal em que Eduardo Bolsonaro já figura como réu por coação. Lindbergh Farias sustentou a gravidade da situação, afirmando que “a gravidade da declaração é manifesta, uma vez que o réu não formula mera crítica política, nem se limita a reproduzir opinião genérica sobre o processo eleitoral. O que anuncia é a continuidade de uma estratégia de pressão estrangeira sobre autoridades brasileiras, agora voltada explicitamente contra a Justiça Eleitoral em pleno ano de eleição presidencial”. Ele acrescentou que a permanência do acusado no exterior, somada à reafirmação pública de usar o estrangeiro como base de operação política contra tribunais brasileiros, “reforça o risco de continuidade da conduta e de comprometimento da plena efetividade da jurisdição penal”. Debate sobre soberania domina cenário político Os episódios envolvendo Flávio e Eduardo Bolsonaro colocaram no centro do debate político temas como soberania nacional, interferência externa e o papel do Brasil na geopolítica global. Há um padrão bolsonarista de internacionalização do conflito político interno, com aproximação de setores da extrema direita norte-americana e apelos por intervenção externa. Enquanto isso, a decisão da PGR sobre a representação contra Flávio Bolsonaro pode se tornar um novo capítulo de alta tensão institucional — com impacto direto no cenário político rumo às eleições de 2026. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPL Partido LiberalProcuradoria Geral da República PGRPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF PGR se manifesta a favor de eleições diretas para governador do Rio de Janeiro 08/04/2026 Flávio Bolsonaro é denunciado à PGR por entrega de relatório a Trump: “Espião dos EUA” 08/04/2026 Flávio Bolsonaro e Adriano da Nóbrega: O ‘parça’ do matador de aluguel quer ser presidente 07/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) PGR se manifesta a favor de eleições diretas para governador do Rio de Janeiro Flávio Bolsonaro é denunciado à PGR por entrega de relatório a Trump: “Espião dos EUA” Flávio Bolsonaro e Adriano da Nóbrega: O ‘parça’ do matador de aluguel quer ser presidente Flávio Bolsonaro e Adriano da Nóbrega: O ‘parça’ do matador de aluguel quer ser presidente Com eleição questionada na Justiça e boicote da oposição, Douglas Ruas é eleito presidente da Alerj e deve assumir o governo do RJ Notícia não encontrada
Flávio Bolsonaro e Adriano da Nóbrega: O ‘parça’ do matador de aluguel quer ser presidente

Flávio Bolsonaro e Adriano da Nóbrega: O ‘parça’ do matador de aluguel quer ser presidente Entenda em profundidade a relação do senador que hoje almeja o Palácio do Planalto com seu amigo íntimo, um dos milicianos e assassinos mais violentos do Brasil, que executava por encomenda Por Henrique Rodrigues | Revista Fórum 07/04/2026 15:45 O miliciano matador Adriano da Nóbrega e o senador Flávio Bolsonaro – Fotos: Reprodução e Wilson Dias/Agência Brasil O submundo do Rio de Janeiro é um labirinto onde a política institucional e o crime organizado frequentemente dividem o mesmo café, a mesma viatura e, em casos mais sombrios, a mesma folha de pagamento. No centro desse labirinto, surge uma conexão que desafia a lógica da “moral e dos bons costumes” pregada pela família Bolsonaro: a amizade de décadas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega. Enquanto Adriano ascendia como o “capo dos capos” no chamado Escritório do Crime, uma multinacional da pistolagem que cobrava cifras milionárias para fuzilar rostos à luz do dia, Flávio o tratava como herói. A face de “pessoa de bem” do senador, que agora pavimenta seu caminho rumo a uma pretensa candidatura presidencial, esconde uma biografia entrelaçada com a maior escória criminosa que o país já viu. O “bate-pronto” que virou segurança: Como tudo começou A história entre os dois não teve início em gabinetes acarpetados do universo político, mas sim nas ruas da Tijuca, em 2002. Foi após o roubo de um carro de Flávio Bolsonaro que Adriano da Nóbrega entrou em cena de forma definitiva. O então oficial da PM não apenas recuperou o veículo, como passou a atuar como uma espécie de segurança informal do jovem que iniciava sua carreira política na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Os detalhes dessa amizade colorida são esmiuçados no livro-reportagem “Decaído“, do jornalista Sérgio Ramalho, lançado em 2023. Dali em diante, a relação floresceu sob a sombra da pólvora. Adriano, um homem de porte atlético e exímio atirador, tornou-se inclusive instrutor de tiro de Flávio, conforme o próprio senador admitiu em depoimento ao Ministério Público anos atrás. O que se desenhava naquela relação era uma simbiose perigosa. Na mesma época em que estreitava laços com o clã, o militar que se tornaria o sanguinário e temido “Capitão Adriano” já mergulhava em águas turvas, envolvendo-se no sequestro do filho de um dos chefes do Comando Vermelho, Isaías do Borel. Era o prelúdio de uma carreira que misturaria o distintivo com o capuz de executor, sempre sob o olhar complacente, quando não entusiasta, de seus padrinhos políticos. Medalha no cárcere: Cinismo elevado à categoria de honraria Se a proximidade já era um escândalo ético, o biênio 2004/2005 elevou o cinismo à categoria de método político. Adriano estava preso no Batalhão Especial Prisional (BEP), acusado de matar Leandro dos Santos Silva, um guardador de carros que tivera a audácia de denunciar tortura e extorsão praticadas por policiais. Mesmo atrás das grades e respondendo por um homicídio covarde e eivado de perversidade, o miliciano não foi esquecido. Flávio Bolsonaro, então deputado estadual, e seu pai, Jair Bolsonaro, à época deputado federal, visitaram o ex-capitão na prisão pelo menos duas vezes. Uma dessas visitas ocorreu durante um motim no BEP, onde os Bolsonaro alegaram estar “resolvendo uma crise”. Sim, eles iam à cadeia de ex-PMs bandidos rebelados para “negociar”. A outra foi ainda mais emblemática: uma cerimônia para a entrega da Medalha Tiradentes, a maior honraria do estado do Rio, proposta por Flávio. O então deputado não viu qualquer impedimento em condecorar um homem preso por assassinatos covardes. Pelo contrário, apresentou moções de louvor e discursos inflamados. O patriarca, da tribuna da Câmara Federal, reforçou o coro, chamando Adriano de “brilhante oficial” e “herói”. Pois é, um miliciano perverso, que matava por encomenda, sendo elogiado em duas casas parlamentares por pai e filho. O que os Bolsonaro chamavam de heroísmo, a Justiça e os moradores das favelas viam como barbárie sistêmica. “Rachadinha” e o elo financeiro do Escritório do Crime A amizade não era apenas ideológica ou de “instrução técnica”; ela era, sobretudo, financeira. As investigações do Ministério Público do Rio sobre o esquema de “rachadinha” no gabinete de Flávio Bolsonaro revelaram que os tentáculos de Adriano chegavam diretamente ao orçamento público. O operador Fabrício Queiroz, amigo comum de ambos desde os tempos do 18º Batalhão em Jacarepaguá, foi a ponte necessária. Foi por meio de Queiroz que a mãe de Adriano, Raimunda Veras Magalhães, e sua ex-mulher, Danielle Mendonça da Costa, foram lotadas no gabinete de Flávio por anos como funcionárias fantasmas. O MP apontou que elas jamais trabalharam efetivamente e que o próprio Adriano se beneficiava do confisco dos salários. Em mensagens interceptadas, o miliciano deixava claro que contava com o dinheiro repassado por Danielle a Queiroz. O fluxo financeiro não parava por aí: contas ligadas a Adriano foram usadas para transferir valores ao operador do esquema, evidenciando que o crime organizado e o mandato parlamentar operavam em conta conjunta. Enquanto Flávio desfilava como defensor da lei, o dinheiro que mantinha seu ecossistema político vinha, em parte, de um homem que transformava a morte em negócio. Escritório do Crime: Gestão empresarial da barbárie Enquanto Flávio crescia politicamente, Adriano profissionalizava o assassinato de aluguel. O Escritório do Crime, grupo criado em 2009 e liderado por ele, era uma estrutura de gestão praticamente empresarial. Com cerca de 70 “funcionários” divididos em núcleos de inteligência, finanças e logística, a quadrilha diversificou seus lucros. Eles dominavam o setor imobiliário ilegal, erguendo prédios irregulares na Muzema e em Rio das Pedras que muitas vezes desabavam sobre os moradores. Além disso, controlavam a venda de gás, internet clandestina e praticavam agiotagem, faturando até R$ 1,6 milhão por mês apenas com empréstimos a juros extorsivos. A especialidade, contudo, permanecia sendo a pistolagem de elite. Utilizando táticas aprendidas no Bope, os matadores de Adriano monitoravam a rotina de suas vítimas por meses, usavam veículos clonados e roupas camufladas. Cada encomenda de morte custava entre R$ 100 mil e R$ 1,5 milhão. O método preferido, o tiro de fuzil no rosto, servia como um recado de impunidade. O “Capitão” exercia tal fascínio e temor que, mesmo expulso da PM em 2014, continuava sendo reverenciado
Nikolas Ferreira: saiba tudo sobre a ligação entre o deputado e o Banco Master

Nikolas Ferreira: saiba tudo sobre a ligação entre o deputado e o Banco Master Uso de jatinho do empresário e número encontrado em celular aumentaram suspeitas sobre deputado no caso Por Redação | Revista Fórum 07/04/2026 11:43 Nikolas Ferreira com a influenciadora Jey Reis, o pastor Guilherme Batista e a esposa dele, Mariel Batista, em frente ao jato de Vorcaro (Reprodução / Instagram) O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) é alvo de várias representações na Justiça por ter usado diversas vezes o avião de Daniel Vorcaro, hoje investigado pelo maior escândalo financeiro do país, para fazer campanha para Jair Bolsonaro em 2022. Além disso, o número do parlamentar junto de outros deputados da extrema direita, foi encontrado no WhatsApp do banqueiro. Diante dos desdobramentos, a Fórum reuniu o que se sabe até agora sobre as ligações do deputado bolsonarista com o empresário. Uso de jatinho de Vorcaro em 2022 O jato, modelo Embraer Phenom 300, foi utilizado por Nikolas em deslocamentos da caravana bolsonarista “Juventude pelo Brasil”, que fazia parte da campanha para o então presidente, segundo o jornal O Globo. Os voos ocorreram ao longo de cerca de dez dias, com viagens a pelo menos nove estados e ao Distrito Federal, especialmente em regiões onde Bolsonaro havia sido derrotado no primeiro turno. Além de agendas políticas, há registros de que o deputado também utilizou a aeronave para ir a Brasília e participar de reuniões com Bolsonaro durante o período eleitoral. A ação buscava ampliar a votação em regiões onde o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia liderado no primeiro turno, numa tentativa de reverter o cenário na reta final da disputa. Nikolas aparece em frente a aeronave com a influenciadora religiosa Jey Reis, o pastor Guilherme Batista e a esposa dele, Mariel Batista, em publicação no dia 25 de outubro de 2022. “Em 5 dias rodamos todas as capitais do Nordeste com lotação máxima em todos os lugares! A oportunidade de viver isso com esse mega time, pregar e mostrar amor pelo nosso país foi inesquecível”, escreve a influenciadora. No carrossel de fotos aparecem ainda outros bolsonaristas, como os deputados Filipe Barros (PL-PR) e André Fernandes (PL-CE). Em sua defesa, o deputado mineiro afirma que não sabia quem era o dono do jatinho e que ele foi alugado pelo evento “Juventude pelo Brasil”. Suspeitas de caixa 2 e lavagem de dinheiro Nas representações protocoladas contra Nikolas, parlamentares apontam que o uso do avião de Vorcaro por Nikolas levanta suspeitas de caixa 2 na campanha, já que os custos do transporte não teriam sido declarados, além de indicarem um esquema ainda mais amplo de lavagem de dinheiro envolvendo o caso do Banco Master e o escândalo do INSS. A deputada federal Sâmia Bonfim (PSOL-SP) foi uma das que acionou Nikolas na Justiça. A parlamentar protocolou uma representação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o bolsonarista, no âmbito do Inquérito nº 5.026, que trata do caso do Banco Master. No ofício encaminhado ao ministro André Mendonça, relator do caso, Sâmia argumenta que os fatos noticiados podem ter relevância jurídica no contexto das investigações que apuram possíveis irregularidades envolvendo o banco e seu principal dirigente à época. Para a deputada, é necessário esclarecer se houve vínculo material relevante entre o parlamentar e o grupo empresarial sob investigação, especialmente por se tratar de período eleitoral. “O exercício do mandato parlamentar não pode ser escudo para práticas que transbordem a atividade político-representativa legítima”, afirma trecho do documento enviado ao Supremo, citando entendimento da Corte sobre responsabilização de agentes públicos quando há indícios de condutas ilícitas. Além de solicitar a oitiva de Nikolas Ferreira, Sâmia pede que o ofício seja anexado aos autos do inquérito e que a autoridade policial responsável pela Operação Compliance Zero seja comunicada para avaliar eventual abertura de diligências sobre o caso. TSE e PGR oficiados para investigar Nikolas O documento também solicita que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sejam oficiados para analisar possíveis desdobramentos nas esferas penal e eleitoral. Segundo a parlamentar, a eventual utilização de estrutura vinculada a Daniel Vorcaro pode indicar a necessidade de ampliar o escopo das investigações para apurar possíveis contrapartidas, favorecimentos ou influência indevida perante quaisquer dos Poderes da República. Já os deputados Rogério Correia (PT-MG) e Lindbergh Farias (PT-RJ) acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Nikolas por suspeita de caixa 2 na campanha de 2022. A ação pode levar à cassação do deputado. “Para fazer campanha em um jatinho como esse, você precisa de todos os valores discriminados. Se não é caixa 2. É crime eleitoral”, disse Lindbergh em vídeo divulgado nas redes sociais. “Nikolas Ferreira precisa explicar ao Brasil quem pagou a conta. Eu e o deputado Rogério Correia entramos com representação na Procuradoria-Geral Eleitoral para investigar o uso de um jato ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro durante a campanha de 2022. Se confirmadas as informações, não estamos falando só de luxo em campanha. Estamos falando de possível crime eleitoral e de política financiada por interesses privados, justamente por quem vive posando de ‘paladino da moral’ nas redes. E a pergunta é simples: Quem bancou? Por quê? E o que esperava em troca?”, escreveu ainda Lindbergh na publicação. O deputado federal Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) também afirmou que é preciso investigar a relação do deputado com Vorcaro. Como justificativa do pedido de investigação contra Nikolas Ferreira, o pastor cita a foto publicada nas redes do pastor mineiro em que aparece ao lado do pastor André Valadão, da Igreja da Lagoinha, dentro de um jatinho de Daniel Vorcaro, utilizado por Ferreira durante o segundo turno da eleição presidencial de 2022. “Pastor André Valadão junto com Nikolas Ferreira no jatinho de Daniel Vorcaro viajando pelo Brasil na campanha de [Jair] Bolsonaro em 2022. Essa foto é muito simbólica. Nós estamos há um ano com várias ações. Já oficiamos a Polícia Federal, a Receita Federal e o Banco Central pedindo investigação […] da relação entre o pastor André Valadão e Daniel Vorcaro.” Nikolas também é alvo de uma representação protocolada na Procuradoria-Geral